Arnaldo Rabelo

27 junho 2008

Marisol quer crescer com o modelo de loja One Store

Loja própria, com cara de franquia. Esse é o projeto da Marisol para expandir a rede varejista. O nome é One Store. A empresa desenvolveu o produto para dar uma “cara” a qualquer estabelecimento que queira aderir à idéia. O projeto pode ser adaptado a qualquer loja. O total ganha vida sem perder a identidade original. Os custos da reforma, supervisionados pela equipe de arquitetos da Marisol, ficam por conta do dono do negócio. E a Marisol terá direito a 2% do faturamento mensal, afirma o gerente de operações Carlos Vitorino. A Marisol fornece treinamento e informa que em algumas unidades o aumento do faturamento chegou a 100%.

As primeiras inaugurações foram feitas em 2006 e a expectativa é que o total de One Store, até o final deste ano, chegue a 50 lojas, fazendo o faturamento da Marisol crescer em 30%.

O grupo Marisol trabalha na rede One Store com as marcas Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre e Pakalolo.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 26/06/08

26 junho 2008

E-commerce cresce 40% na AL e Caribe

Brasil lidera ranking de volume de transações de comércio eletrônico na região, em 2007

Um estudo elaborado pela AmericaEconomia Intelligence e apresentado pela Visa América Latina e Caribe revela que o comércio eletrônico da região cresceu 40% em 2007, alcançando US$10,9 bilhões. Deste total, o Brasil alcançou US$ 4,89 bilhões. O País é o maior e mais robusto mercado de comércio eletrônico da região, acumulando 45% do total de transações da América latina em 2007.
No entanto, apesar deste expressivo crescimento, esse canal ainda não alcançou a maturidade na América Latina e Caribe, já que representa somente 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB) da região. Em mercados maduros, como é o caso dos Estados Unidos, o comércio eletrônico constitui 0,98% do PIB do País.
O estudo, que engloba 17 países, concluiu, ainda, que os cartões de crédito desempenharam um papel importante para a expansão deste segmento. Mais de 70% dos consumidores pesquisados preferem esta forma de pagamento para as compras on-line.

Fonte: Cliente S. A. - 26/06/08

Um quarto do mundo terá acesso à internet em 2012

O número de usuários de internet vai chegar a 1,8 bilhões de pessoas em 2012, chegando a um quarto da população mundial. Segundo previsão da consultoria JupiterResearch, o crescimento será principalmente em economias emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China alcançando os maiores índices de crescimento.

A JupiterResearch aponta que o número de internautas vai crescer 44% até 2012, em relação aos dados de 2007, alavancado principalmente por países em desenvolvimento. Em dados absolutos, a China deve ultrapassar os Estados Unidos no número de usuários freqüentes de internet --a Índia deve ficar com o terceiro lugar.

Apesar disso, a consultoria avalia que, em 2012, esses países ainda estarão muito atrás de potências como os Estados Unidos no que se refere ao índice da população com acesso à rede --a expectativa é que os emergentes cheguem em 2012 aos índices de penetração de internet que os EUA tinham em 2000.

"Apesar de as economias emergentes terem uma porcentagem de usuários de internet mais baixa comparada com os países desenvolvidos, a JupiterResearch acredita que elas vão dar um salto na curva de aprendizado, ao adotar atividades online mais sofisticadas que os desenvolvidos", afirma Vikram Sehgal, diretor de pesquisa da empresa e autor do estudo, em nota.

Campeão em comunidades

O Brasil é uma mostra de como os países emergentes estão em processo contínuo de adesão da internet. O país é, por exemplo, o que mais usa sites relacionados a comunidades, como redes socais, tanto em horas gastas nesse tipo de site quanto no número de acessos.

Dados do Ibope/NetRatings indicam que, em abril deste ano, 17,5 milhões de pessoas navegaram nesses portais utilizando conexão residencial --o maior número entre os dez países analisados pela empresa.

E a última medição divulgada pela empresa indica que o acesso por internet em banda larga no Brasil cresceu 53% em um ano, chegando no mês de abril a 18,3 milhões de usuários residenciais ativos --que acessaram a rede em casa pelo menos uma vez no mês. O dado mostra que 82% dos internautas brasileiros utilizaram internet rápida naquele mês.

Segundo a pesquisa, 22,4 milhões de pessoas utilizaram internet residencial --em qualquer velocidade-- em abril deste ano, um crescimento de 41,3% em relação aos 15,9 milhões de abril de 2007. A alta foi a maior registrada no mês entre os dez países que são monitorados pela Nielsen/NetRatings.

PCs em alta

O Brasil vendeu 2,82 milhões de PCs no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a cerca de 21,5 unidades por minuto, segundo dados de uma outra consultoria, o IDC. O resultado representa uma alta de 18,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é que o Brasil feche 2008 com 13 milhões de máquinas vendidas, o que faria do país o quarto maior mercado de PCs do mundo, ultrapassando o Reino Unido.

Os resultados de 2007 colocaram o Brasil na quinta posição, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. De acordo com a IDC, até o final de 2010 o Brasil deverá ser o terceiro maior em vendas de computadores, atrás apenas de Estados Unidos e China.

O IDC projeta que esse mercado vai se manter em crescimento pelo menos até 2012, porém com taxas menores. A expectativa é que, naquele ano, o Brasil chegue à marca de 25 milhões de computadores vendidos.

Fonte: Folha Online - 26/06/08

Novos domínios, com sufixos diferentes, poderão ser usados na internet

Saiu no Blue Bus a informação de que já está aprovada a proposta de relaxar as regras de criação de domínios de internet, o que permitirá a introdução de novos sufixos além do '.com'. Possibilitará às marcas terem endereços com seus nomes como sufixo como, por exemplo, '.ibm', '.coke' ou '.nyc'.

Apesar de aprovada a proposta, os novos domínios vão levar meses para serem criados. A Icann, organização responsável pelos endereços de internet, ainda precisa definir detalhes, incluindo os valores que serão cobrados pela obtenção dos novos domínios. O Wall Street Journal de ontem (dia 25) publicou que o custo deverá ser alto e poderá custar de 100 a 500 mil dólares, algo só acessível a grandes empresas. Um dos motivos do preço proibitivo é evitar o leilão de domínios (que ocorre hoje) e o registro do nome de uma marca por alguém que não a represente.

Paul Twomey, presidente da Icann, tem a expectativa de que a ampliação de domínios leve a mais sites na web e possibilite indivúduos e grupos a expressarem melhor suas identidades. A matéria encerra lembrando que certos domínios são pouco usados hoje por serem de difícil memorização, como o '.biz' ou o '.info'.

Fontes: Blue Bus - 26/06/08 - Wall Street Journal - 25/06/08

Bradesco é a marca mais valiosa do País

Segunda posição ficou com o Banco Itaú, cuja marca vale R$ 9 bilhões, e, em seguida, Banco do Brasil, com R$ 7 bilhões

A discussão sobre a possibilidade de medir o valor de bens intangíveis ganhou um forte argumento na última semana. O estudo anual “As Marcas mais Valiosas do Brasil", da BrandAnalytics, é a defesa de que é possível contabilizar marcas de companhias abertas, independentemente dos setores em que elas atuam. O ranking, ano-base 2007, teve o Bradesco como bicampeão, com uma marca de R$ 11 bilhões. No estudo anterior, a cifra era de R$ 7,9 bilhões.

A segunda posição ficou com o Banco Itaú, cuja marca vale R$ 9 bilhões, e Banco do Brasil em terceiro, com R$ 7 bilhões. (Veja o ranking completo abaixo / clique na imagem para ampliar). De acordo com os organizadores do estudo, os critérios são perspectivas de lucros futuros dos ativos intangíveis, como qualidade de produtos e atendimento, nível de comunicação com o público e o mercado, capital humano e intelectual, princípios morais e governança corporativa, entre outras características. A Brand Analytics também leva em consideração expectativa de lucros futuros da marca e análise de risco.
“Marcas são os ativos mais valiosos de uma empresa. Cumprir promessas ao entregar produto ou serviço é primordial na formação de seu valor”, explica Eduardo Tomiya, engenheiro de produção e um dos diretores da BrandAnalytics. “A força da marca gera lealdade por parte dos consumidores”, ressalta.

Fonte: Financial Web - 12/06/08

25 junho 2008

Oi cria novo portal com integração de mídias

Página reforça interatividade com clientes por meio de web, rádio, TV e celular

A operadora de telefonia Oi lançou, nesta semana, o Mundo Oi, novo portal de entretenimento da companhia, desenvolvido em parceria com a Selulloid AG. Trata-se de uma plataforma de conteúdo convergente ligado à música, vídeos, jogos e que traz também a Revista Oi. O objetivo é oferecer entretenimento com mais interatividade e dar liberdade para os usuários movimentarem a rede e desenvolverem conteúdo. Foram criados, ainda, links de acesso rápido aos serviços mais utilizados, os widgets, além de conteúdos multiplataforma.

O Mundo Oi integra web, rádio, celular e TV, pois tem a função de simplificar a vida do internauta. Dessa maneira, ele está sempre conectado ao novo portal. É o caso do Oi Blog, que pode ser atualizado de qualquer lugar através do aparelho móvel. Alguns serviços como Oi TV Móvel, Oi Mail, Pegação, Oi Fotos e Oi Agenda estarão destacados numa barra de acesso rápido, logo abaixo do destaque do portal.

No Mundo Oi, o internauta se cadastra gratuitamente e cria um perfil de navegação. Ele pode adicionar amigos, criar comunidades de seu interesse ou usar o material disponibilizado pela Oi para promover fóruns e comunidades. Haverá até uma classificação em que os usuários serão chamados de "antenados", usuários ligados em tudo o que acontece. Os participantes mais ativos serão identificados como os "antenas", que seriam os líderes em potencial na rede virtual.

Fonte: Cliente S. A. - 25/06/08

Johnson tira marca Modess do mercado

O setor de absorventes externos passa por um momento de ebulição. A principal notícia agora é a saída de uma marca que revolucionou esse segmento no Brasil há alguns anos, Modess, da Johnson & Johnson. Ele foi o primeiro absorvente descartável lançado no Brasil e virou "nome" de categoria. Durante muitos anos as mulheres utilizaram outras formas para se protegerem no período menstrual, como a conhecida "toalinha". Foi por meio de Modess que o uso do absorvente descartável tornou-se uma benção para muitas gerações. Depois dele surgiram os descartáveis com fita auto-adesiva, internos, com abas, sem abas, até chegarmos aos atuais absorventes com o que existe de mais moderno em fibras e tecnologia para evitar vazamentos e abafamentos durante o período menstrual.

Modess foi lançado no Brasil em 1933, inaugurando a categoria de absorventes externos. Nos primeiros anos de Modess no País, o absorvente era importado dos EUA. A partir de 1945, o produto passou a ser fabricado no mercado brasileiro. Modess construiu uma história ao longo dos anos e revolucionou os hábitos da mulher brasileira, até então marcada por tabus e preconceitos sobre menstruação. Nos últimos dez anos, a J&J focou todas as inovações tecnológicas na marca Sempre Livre.

Em virtude dessa decisão estratégica da companhia, a marca Modess não acompanhou a evolução do setor, o que acabou selando o fim da marca. Dados do mercado mostram que a participação de Modess é muito pequena. Segundo a leitura do setor feita pelo o Instituto AC Nielsen em maio de 2008, por exemplo, enquanto Sempre Livre detém 25,9% de participação, Modess fechou o mês com 0,1%, em volume. Em valor os números não mudam muito. Enquanto Sempre Livre fechou com 29,4%, Modess ficou com 0,3%. "A estratégia da companhia é focar esforços em Sempre Livre, que está entre as três principais marcas da J&J no Brasil", afirma o gerente de marketing para Sempre Livre, Ricardo Wolff - as outras são Johnson’s Baby e Sundown.

(...) Esse mercado movimentou, de julho de 2006 a julho de 2007, cerca de R$ 1 bilhão, segundo dados do Instituto AC Nielsen.

A marca Always [da Procter & Gamble] aposta na imagem da modelo Fernanda Lima para ultrapassar os 30% de participação no mercado. "Na verdade, o objetivo é elevar a marca a um produto de beleza. Cada vez mais a mulher se preocupa com o seu absorvente da mesma forma que se preocupa com os produtos de beleza que consome", afirma a diretora de marketing da P&G Beauty, Juliana Azevedo Schahin. A campanha é assinada pela Leo Burnett e prevê filme para TV, além de mídia impressa, internet e ações nos pontos-de-venda. "A escolha da Fernanda como garota-propaganda tem o objetivo de associar a marca à modernidade, praticidade e beleza também", afirma a executiva. Um fato curioso é que toda a campanha foi feita ainda no início da gravidez da modelo, que teve gêmeos recentemente. "Mesmo com a gravidez, apostamos na Fernanda por acharmos que ela tinha tudo a ver com o nova proposta de Always", conta Juliana.

A disputa por cada ponto percentual nesse mercado é acirrada. Em maio de 2008, em volume, a J&J teve uma participação de 26%, sendo 25,9% com a marca Sempre Livre e 0,1% com Modess. Já a P&G Beauty é líder quando somadas as duas marcas da companhia: Always, com 24,4%, e Ella, com 3,5%, o que dá à empresa um total de 27,9%.

Já quando o mercado é avaliado em valor, a liderança vai para a J&J, com 29,7%, enquanto P&G Beauty fica com 29,1%. "O objetivo da companhia é crescer pelo menos 10% e consolidar a liderança que hoje é em valor, também na medição em volume", afirma Wolff.

(...) Juliana conta que a verba destinada para as ações de marketing da marca Always para este ano é 40% superior ao montante do ano passado - o valor investido não é revelado. "Há cerca de seis anos não fazíamos uma campanha importante como esta para a marca Always", comenta a executiva.

Por sua vez, a J&J investiu R$ 15 milhões em marketing, incluindo aí campanha publicitária e também ações nos pontos-de-venda. A campanha contempla filmes para TV em canais abertos e por assinatura, mídia impressa e internet. Esta é a primeira campanha da marca assinada pela AlmapBBDO. São dois filmes. Um deles mostra toda a tecnologia que envolve o novo produto, enquanto que o segundo possui uma mensagem institucional da marca para as consumidoras.

Fonte: Gazeta Mercantil - 25/06/08

24 junho 2008

Redes sociais online são mais eficientes que sites para publicidade

Levantamento mostrou que campanhas online partindo de blogs ou outras redes sociais podem ter um impacto 500 vezes maior do que se as mesmas partissem dos sites das próprias empresas.

O IBOPE/NetRatings lançou no dia 19 de junho seu mais novo produto: o "Redes Sociais". O estudo faz parte da área Analytcs do IBOPE/NetRatings – uma nova divisão da empresa responsável pela análise qualitativa dos dados coletados – e traz análises aprofundadas sobre o impacto das redes sociais brasileiras na construção, sustentação e até mesmo destruição de marca e reputação das organizações.

Segundo dados do IBOPE/NetRatings, só em maio de 2008, 18,5 milhões de pessoas navegaram em sites relacionados a comunidades. Se forem acrescidos a este número os fotologs, videologs e os mensageiros instantâneos, o valor salta para 20,6 milhões de brasileiros por mês acessando as chamadas "redes sociais". Esse número representa cerca de 90% do total de usuários que acessam a internet mensalmente.

"Este crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado ao longo dos últimos meses, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica", afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise do IBOPE/NetRatings e responsável pelo novo produto.

Como forma de apresentar o novo produto aos seus clientes, o IBOPE/NetRatings realizou uma espécie de "relatório-piloto" tomando como referência as grandes montadoras de automóveis e a relação destas com as redes sociais.

Alguns dos resultados obtidos foram os seguintes:

- Caso as montadoras decidissem realizar uma grande campanha para impulsionar o consumo de automóveis e, para isso, utilizassem seus sites oficiais, elas falariam para cerca de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês;

- Caso os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1.000.000.000 de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que as montadoras;

- 94,1% dos usuários que visitam os sites das montadoras freqüentam comunidades, ou seja, uma ação das montadoras poderia ser rapidamente contraposta pelos membros das comunidades;

- Ao contrário, membros das comunidades que visitaram sites oficiais das montadoras em maio de 2008 não chegaram a 8%;

-Mais de 90% dos membros das comunidades relacionadas aos veículos, com sentimentos negativos, positivos ou neutros, têm até 24 anos de idade. Uma onda de comentários contra uma marca de automóvel pode matar o futuro comprador;

- Os usuários de comunidades não são homogêneos, pelo contrário, encontramos variações enormes de sentimentos em relação a quase todas as marcas quando comparamos dois estados vizinhos: Rio de Janeiro e São Paulo. Marcas podem ser odiadas em um local e amadas em outro, o que também indica que a comunicação na internet não deve e não pode ser única para todo o território nacional;

- Membros de algumas marcas de veículos demonstram mais afinidade com marcas de produtos de outras categorias e menos com outras. Essa informação gera possibilidade de comunicação indireta com o público de interesse das empresas.

Fonte: IBOPE//NetRatings - 19/06/08

23 junho 2008

Leite Moça ganha lata para festas juninas

A Nestlé lança o rótulo tematizado do Leite Moça desenvolvido especialmente para o período das festas juninas. A ação faz parte da estratégia de Moça de se aproximar cada vez mais dos seus consumidores, reforçando a identidade regional da marca. Exemplo disso são as embalagens Moça Carioca, Mineira e Gaúcha, vendidas especificamente nas suas respectivas regiões.
Fonte: Embalagem Marca - 23/06/08

Celebridades aparecem em 14% da propaganda americana

Celebridades apareceram em 14% das peças publicitárias no ano passado nos EUA, segundo um levantamento da empresa de pesquisa Millward Brown, citado pelo New York Times.

O auge da participação de famosos na propaganda americana foi registrado em 2004, quando o índice chegou a 19%. As celebridades mais poderosas para a publicidade americana são Tom Hanks, Will Smith, Michael Jordan, Morgan Freeman e George Clooney. São os 5 primeiros do ranking Davie Brown Index, que mede, entre outros fatores, influência e capacidade de lançar tendências.

Na Índia as celebridades apareceram em 24% dos anúncios e chegaram a 45% em Taiwan. O aumento do uso desta estratégia se deve a um fato simples: celebridade vende. Se o consumidor acredita que um artista ou atleta realmente usa determinado produto, suas vendas aumentarão. O estrategista de marca Eli Portnoy explica que "as pessoas querem uma parte de algo que eles não podem ser".

A forma de remuneração dos artistas também tem mudado. Muitos exigem participação nos resultados ou mesmo sociedade na empresa.

Associar uma marca a uma celebridade tem seus riscos. Sharon Stone, que é garota propaganda da Christian Dior, declarou recentemente que o terremoto que a China sofreu, deixando dezenas de milhares de mortos, foi uma retribuição "cármica" à política do país contra o Tibete. Imediatamente a Dior cancelou a veiculação de alguns anúncios na China previstos com a atriz.

Marshal Cohen, do NPD Group, explica que os consumidores vêem em média 3.156 imagens publicitárias por dia. Nosso subconsciente grava cerca de 150 e apenas 30 alcançam nosso comportamento consciente. Se uma celebridade é parte da mensagem, aumenta-se o potencial desta mensagem chegar ao nível consciente do consumidor.

Fontes: Blue Bus e New York Times - 23/06/08

Cosmético natural dispara no exterior

A indústria de cosméticos brasileira descobriu um grande filão entre seus produtos que agrada os consumidores externos, principalmente os europeus e norte-americanos: os itens formulados com insumos e ativos naturais e de base vegetal. Num movimento jamais visto no setor, empresas pequenas, médias e as maiores do ramo investem firme para ter produtos com esta cara em sua linha. Algumas, como a Natura, precursora na área, têm intensificado a mudança da composição química de vários lançamentos por outra mais natural.

Nos últimos cinco anos, grande parte das exportações de cosméticos produzidos no País, muitos deles formulados com ativos e insumos provenientes de base vegetal, alcançou crescimento acumulado de 165%, correspondendo à soma de US$ 537,5 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Um crescimento que eleva ainda mais a importância de um setor com taxas de crescimento maiores do que as do próprio setor industrial brasileiro. De 1997 a 2007, enquanto a indústria cresceu 39,7%, cosméticos aumentaram 245,5%. São números que conferem ao Brasil a fama de maior fornecedor de cosméticos de origem natural em mais de 130 países.

De acordo com a Abihpec, o carro-chefe das exportações brasileiras vem sendo os produtos fabricados a partir de frutas, sementes e outros ingredientes naturais. O interesse por insumos. advindos da Amazônia é ainda maior entre os estrangeiros.

A Amazônia Viva, empresa brasileira que exporta 50% de sua produção para a França, atesta a tendência por cosméticos com o diferencial de serem fabricados a partir de insumos amazônicos. Segundo a diretora-geral Maria Cristina Gomes Ferreira, o comprador europeu e norte-americano já possui há alguns anos uma predileção por produtos de base natural.

"Há cinco anos iniciamos o desenvolvimento da Amazônia Viva focando este nicho de mercado específico. Foi preciso desenvolver uma linha de ponta, que aliasse qualidade e benefício comprovados, o que pode se traduzir em um preço maior. No entanto, isso não afeta as vendas porque o estrangeiro não se importa em pagar mais." O crescimento foi de 50% de 2007 para 2008 e a expectativa é a de que ele dobre novamente no próximo ano, de acordo com Maria Cristina.

Outra nova empresa, fundada na onda dos produtos de base vegetal, é a Phytophilo, pertencente à também nacional Very Imported. Cerca de 30% do que é produzido no ano é comercializado no exterior, em países como Inglaterra, Itália, Portugal, Dubai, Estados Unidos e Grécia. De acordo com a diretora comercial, Adriana Mendes, a esperança é fechar 2008 com 50% da produção para o mercado externo. "A concorrência é muito grande entre as empresas brasileiras, tanto aqui, quanto lá fora. Para se destacar, é preciso ter um diferencial, que hoje é o de produtos feitos com insumos e ativos de base vegetal", explicou Adriana.

Precursora no processo de inclusão de ingredientes naturais nos cosméticos, a Natura aposta fortemente nessa direção, tanto ao mercado interno e para exportação. O álcool utilizado nas fragrâncias foi substituído pelo orgânico e grande parte dos produtos, como sabonetes e cremes hidratantes, é fabricado a partir de sementes, flores e frutas.

O foco da Natura no exterior é a América Latina, região que receberá em 2008 aportes de R$ 97 milhões. Em mercados que já estão consolidados, como Argentina e Chile, a receita bruta foi de R$ 39 milhões no primeiro trimestre de 2008, com crescimento de 19,9% e em mercados em implementação, como México e Colômbia, o valor foi de R$ 8,7 milhões, contra R$ 3,7 milhões em mesmo período. No primeiro trimestre de 2008, a Natura apresentou lucro líquido total de R$ 94,2 milhões, 0,7% a mais do que em igual período de 2007.

Conhecida no Brasil pela forte identificação com a natureza, a empresa O Boticário possui atualmente 70 lojas e 1000 pontos de venda espalhados por 20 países ao redor do mundo, que contribuem para o alto faturamento anual. Em 2007, faturou R$ 832 milhões; para 2008, a expectativa é de R$ 1 bilhão.

Realidade que a Aroma do Campo, empresa sediada em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, comprova. Segundo o gerente de Marketing, Pedro Buriti, a renda das classes B e C, alvos da empresa, aumentou consideravelmente, o que ajudou a fabricante de cosméticos a atingir 30% de crescimento em 2007. "O controle da inflação e o aumento do crédito contribuíram bastante para o nosso lucro no ano passado. A demanda reprimida nesse setor da população é altíssima e temos expectativas grandes para os próximos anos. Em 2008, a empresa espera repetir o bom índice de 2007", afirmou.

Fonte: DCI - 23/06/08

22 junho 2008

Aumentam investimentos em publicidade na internet

Um relatório do Interactive Advertising Bureau (IAB), publicado dia 17 de junho, mostra que o faturamento com publicidade na internet alcançou 5,8 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2008. É um aumento de 18,2% em relação ao mesmo período de 2007.

Randall Rothenberg, presidente do IAB, espera que o crescimento continue de forma vigorosa, pois os consumidores cada vez mais tempo online e os profissionais de marketing têm encontrado formas novas e inovadoras para alcançá-los através de mídias digitais.

E um press release da Zenith Optimedia diz que o gasto global com publicidade em geral crescerá 6,7% em 2008. Os mercados emergentes, como o Brasil, são os maiores responsáveis pelo grande aumento nos investimentos. Até 2010 a China deverá ser o quarto maior mercado mundial para publicidade. A Rússia será o sexto.

O texto informa que de 2007 a 2010 o gasto com publicidade na internet deverá aumentar 69%, aumentando sua participação de mercado de 8,1% para 11,5%. Em 2010 os investimentos publicitários na internet terão superado os realizados em revistas, tornando-se a terceira mais importante mídia do mundo.

Fonte: IAB (17/06/08) e Zenith Optimedia (03/12/2007)

A força que Gisele traz a uma marca

A grife Colcci agora vende 10 vezes mais

A Colcci talvez seja o maior exemplo do que Gisele Bündchen pode fazer por um negócio. O desfile da modelo brasileira hoje à noite na São Paulo Fashion Week, que pela sexta vez veste a grife de moda jovem, é mais um capítulo de uma estratégia de ouro de um grupo familiar do interior de Santa Catarina. A marca foi comprada pela AMC Têxtil em 2000, quando ainda tinha pouca expressão no mercado nacional, e cresceu 10 vezes seu faturamento nos últimos anos. A expansão da Colcci permitiu que o grupo comprasse recentemente duas das marcas mais conhecidas e tradicionais do País, Forum e Triton, e se tornasse o maior conglomerado da moda brasileira atual.

A vinda da grife - e de Gisele - para São Paulo, depois de anos desfilando no Fashion Rio, foi uma maneira de dar ainda mais projeção nacional e internacional para a Colcci. “São Paulo é a capital da moda do País, onde estão os compradores estrangeiros”, diz Alexandre Menegotti, diretor-geral de moda do Grupo AMC Têxtil. O faturamento do grupo no ano passado, o único declarado na época da compra de Forum, Triton, Tufi Duek e Forum Tufi Duek, era de R$ 500 milhões.

Em meio a um mercado de moda agitado por aquisições que não deram certo, como as das grifes de Alexandre Herchcovitch e Fause Haten, Tufi garante que fez um bom negócio. Estima-se que o estilista tenha vendido suas grifes por R$ 250 milhões. Segundo ele, parte do dinheiro já foi recebida. Tufi continua responsável pela criação das grifes e diz que não tem qualquer participação nas outras marcas do grupo. “A Gisele introduziu a Colcci. A marca não tinha nenhuma imagem. A força da Colcci está no marketing”, opina Tufi.

A professora de Moda da Faculdade Santa Marcelina, Walquíria Caversan, explica que os novos conglomerados do setor no País funcionam como caça-talentos. “Eles buscam potencial criativo em marcas com diferentes perfis.” Além da Colcci e das marcas de Tufi, a AMC tem também a sua marca própria de malharias e ainda adquiriu as grifes Sommer, Carmelitas e a linha de roupas da Coca-Cola. “Minhas grifes não competem com a Colcci. Elas são conhecidas pelo design, pela qualidade e por fazerem parte do mercado de luxo”, diz Tufi.

Sim, Forum Tufi Duek é uma grife cara, com vestidos de mais de R$ 1 mil. Mas o aumento no faturamento do grupo AMC está muito relacionado ao crescimento no preço das roupas da Colcci. Nesses últimos anos, segundo o próprio Menegotti, as peças tiveram um aumento de 60% a 70% nos preços. “Investimos em qualidade, em tecnologia e o marketing da Gisele justifica o preço”, diz. Afinal, um jeans vestido por uma das maiores modelos do mundo não poderia custar menos de R$ 300 - é esse o raciocínio. “Contratamos a Gisele para crescer e crescemos por causa dela. Gosto de fazer negócios assim, pagar o que vale”, afirma.

Menegotti não divulga quanto pagou. Mas o mundo da moda estima que contratos da modelo não saem por menos de R$ 2 milhões. O que ela assinou com a Colcci pela primeira vez em 2006 inclui, além de dois desfiles por ano (primavera/verão, outono/inverno), toda a campanha da grife. As fotos com Gisele vestindo a coleção de verão 2009 seriam feitas ontem, assim que ela chegasse à cidade. Todas as fotografias que serão usadas pela marca são aprovadas pessoalmente pela modelo.

Gisele ajudou também a grife brasileira a aumentar sua inserção internacional nesse período. Hoje, são cerca de mil clientes em multimarcas em 31 países e há ainda nove franquias fora do Brasil.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 22/06/08

13 junho 2008

Yahoo e Google anunciam acordo de publicidade

O Yahoo e o Google anunciaram ontem uma parceria para publicidade nos resultados de busca, iniciativa que já tinha sido testada em abril. Com o acordo, o Yahoo exibirá publicidade servida pelo Google, mas sem exclusividade - pode ter acordos com outros parceiros e pode mostrar publicidade vendida pela própria empresa.

Segundo o TechCruch, a parceria deve dar ao Yahoo US$ 800 milhões por ano em receita. A parceria deve intensificar as investigações por parte do Governo. Desde o teste em abril, a ligação entre Yahoo e Google chamou atenção das autoridades antitruste. Numa manobra para enfrentar a investigação do Governo, o acordo pemite que o Yahoo use o sistema de leilão para decidir se vai mostrar a publicidade servida pelo Google ou se escolherá a sua. Ou seja, entra quem pagar mais.

Também ontem o Yahoo e a Microsoft comunicaram, separadamente, que não estão mais negociando nenhum tipo de acordo.

Fonte: Blue Bus - 13/06/08

Arnaldo Rabelo treina empresas do setor de componentes de calçados e acessórios

Na próxima semana, no período de 16 a 19 de junho, darei um treinamento de Marketing e Vendas a cerca de 30 empresas associadas à Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos).


O conteúdo do treinamento será:
  • Marketing estratégico: estratégias, planejamento
  • Estratégias de Produto e Preço
  • Os papéis de compra na venda para empresas
  • Marca – fortalecimento da identidade da empresa
  • Publicidade – planejamento e acompanhamento da criação
  • Marketing de Relacionamento
  • Administração de Vendas
    • Planejamento de Vendas: obtenção de informações de mercado, objetivos, estratégias, táticas
    • Desenho de territórios, especialização das vendas, potencial de vendas e cotas
    • Administração dos clientes e das informações
    • Decisões sobre canais de vendas
    • Controle e análise de resultados em vendas
O treinamento será realizado em Birigüi, SP.

Serviços de atendimento ao consumidor são regulamentados

O Ministério da Justiça realizou no dia 10/6, em Brasília, a última audiência pública destinada a aperfeiçoar o atendimento ao consumidor nos contact centers. A regulamentação deve ser publicada no site do ministério e, até agosto, entrar em vigor por meio de portaria, decreto ou projeto de lei.

Foram três audiências públicas desde fevereiro deste ano, que tiveram como objetivo discutir os problemas nos serviços oferecidos pelos setores responsáveis pelo maior número de reclamações nos últimos dois anos: telecomunicações (telefonia fixa e móvel, TV a cabo e Internet), sistema financeiro e transporte aéreo.

Foram convidados todos os órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), que participaram das reuniões anteriores. Eles devem apresentar as contribuições que chegaram ao departamento através da Consulta Pública disponível no site do MJ, de março a abril deste ano.

A consolidação das propostas foi feita pela comissão de redação do SNDC. Uma delas, apresentada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério, torna mais rápida e eficaz a comunicação, incluindo a transferência imediata da ligação para o atendente que de fato puder solucionar o problema. As empresas que não cumprirem o regulamento estarão sujeitas ao Código de Defesa do Consumidor.

A proposta apresentada para a regulamentação do serviço de call center diz que:
  • o tempo de espera deverá ser de, no máximo, 60 segundos;
  • o contato direto com o atendente deverá ser a primeira opção no menu de atendimento;
  • o serviço deverá ser gratuito;
  • o atendimento deverá ser 24x7 o ano todo;
  • os atendentes deverão ter capacitação técnica para responder as perguntas do consumidor;
  • o consumidor não terá que repetir o mesmo caso várias vezes;
  • a demanda deverá ser acompanhada pela internet;
  • o serviço deve ser cancelado imediatamente após a solicitação;
  • o consumidor não poderá ser repassado de um atendente para outro.
Entre os órgãos convidados para a audiência desta terça-feira estavam o Instituto de Direito do Consumidor (IDEC), o Procon-SP, o Fórum dos Procons, a Febratel, o Banco Central, a Anac, a Anatel, a Febraban e o Inmetro.

Mercado de R$ 18,4 bilhões
O setor de contact center, que emprega mais de 900 mil pessoas, cresceu 8,5% no ano passado, frente à média de dois dígitos que vinha registrando nos últimos anos. Apesar da queda e do movimento de consolidação vir ganhando força, tanto de forma vertical (grandes comprando pequenas) quanto lateral (empresas de TI se fundindo com call centers, dando origem às chamadas empresas de BPO), o setor ainda deve continuar crescer acima do PIB, de acordo com estudo da E-Consulting, consultoria especializada no desenvolvimento e implementação de estratégias e serviços online.

Embora a maior fatia das receitas das operadoras de contact center vir dos serviços de atendimento aos clientes (SACs), responsáveis por 58%, e das televendas, que respondem por 25%, é a recuperação de crédito que vem se apresentando como linha de serviço mais atrativa, mesmo representando ainda somente 17% do mercado.

E esse cenário só tende a se fortalecer em função do crescimento da economia brasileira e dos índices de inflação controlados. Com o aumento do consumo e da base de clientes, é certo que haverá um incremento nas necessidades de relacionamento e, acima de tudo, dos níveis de inadimplência.

Diante desse cenário, a E-Consulting projeta que o mercado de contact center (operações internas e terceirizadas), que movimentou em 2007 cerca de R$ 17 bilhões, deve atingir a marca de R$ 18,4 bilhões neste ano. Os setores de serviços e o comércio são os maiores contratantes, principalmente as empresas de telecomunicações e do segmento financeiro, representando em torno de 65% do total.

Fonte: TI Inside - 10/06/08

06 junho 2008

Indústrias viram varejistas e ampliam ganhos

Indústrias de vários segmentos estão partindo para o varejo, abrindo lojas onde podem vender diretamente para o seu consumidor final. Essas unidades no comércio também se mostraram uma excelente solução para problemas como a sobra de estoque e a informalidade do setor, principalmente o têxtil. A estratégia tornou-se também um novo canal de vendas da indústria e uma forma de divulgar a marca, além de acompanhar de perto comportamento dos clientes.

A Cia. Hering, que já tem mais de 125 anos e começou apenas como indústria produtora principalmente de camisetas, foi pioneira na estratégia em 1993 e colhe, atualmente, bons frutos. A empresa lançou-se ao mercado varejista como alternativa ao excesso de produção sem mercado, e agora já conta com cerca de 250 lojas, 22 das quais em outros países.

A previsão para este ano é de abrir pelo menos mais 44 lojas Hering Store e 17 lojas PUC (dirigidas ao público infantil) em todas as regiões do País.

Isso representa o dobro do que foi aberto no ano passado, quando foram inauguradas 30 lojas, superando a meta de terminar o ano com 214 unidades e fechando em 225 lojas. Na expansão de 2007, foram investidos R$ 10 milhões. Até 2010, a companhia ainda tem a meta de chegar a 350 pontos-de-venda. Além disso, há também a meta de ampliar a rede de multimarcas para 10.700 clientes, um crescimento de 37,7% em relação ao ano de 2007.

Seguindo os passos da Hering, outras empresas, como a Johnson & Johnson, também se lançam ao varejo. No caso da gigante de produtos de higiene, ela está montando fraldários acompanhados de lojas exclusivas da marca em shoppings de São Paulo. O primeiro espaço foi aberto no Shopping Aricanduva em 2006, e, com os bons resultados, a empresa resolveu expandir a rede este ano.

Por isso, acabou de inaugurar outro espaço nesse modelo no Shopping Center Norte. A previsão é de que até o final do ano sejam abertas mais dez unidades, também em centros comerciais.

De acordo com Leonardo Velloza, diretor de marketing de fraldas da Johnson & Johnson, a empresa já vinha pensando em entrar em um novo canal e em como ter uma maior aproximação com o cliente. Acabou identificando os espaços dos fraldários dos shoppings como mercado interessante de atuação e onde poderia estar perto de seu público-alvo. "Já estávamos estudando novos canais de abertura e as parcerias com centros de compras foram uma oportunidade. O objetivo não é só aumentar as vendas, mas ver como funciona esse segmento e aprender mais sobre o consumidor", explica Velloza. Ele ainda cita que outra vantagem na fase inicial do negócio é o fortalecimento da marca.

Na unidade do Center Norte, o diretor estima que o valor investido foi de R$ 50 mil e o custo de cada espaço deve variar bastante, de acordo com o tamanho do local e de cada shopping, além de ser feita uma parceria com os centros de compra, já que o fraldário é serviço oferecido pelos malls.

O espaço também conta com uma estrutura de enfermeiros treinados e funcionários especializados que devem ajudar no atendimento a mães e bebês e na indicação dos produtos adequados. Toda a linha de produtos para bebês da Johnson&Johnson pode ser encontrada na loja anexa ao fraldário.

O diretor ainda acredita que pode ser uma tendência da indústria de interagir melhor com seu consumidor, além do próprio varejo, que tem investido mais em lojas-conceito e com mais serviços, mudando a disposição do varejo tradicional.
Eletrônicos

Outra que está apostando no varejo agora é a Sony, que acabou de inaugurar sua primeira loja no Shopping Cidade Jardim e pode inaugurar também outras unidades. Essa foi a primeira loja da Sony no Brasil, inaugurada na semana passada, em São Paulo, com um investimento de R$ 2 milhões.

De acordo com a rede, a loja "será uma plataforma de experiência para exposição e venda de produtos da linha nacional, internacional e conceito", onde também podem ser estudados novos produtos e conceitos. As lojas próprias da Sony já são uma estratégia mundial da rede de possuir um canal direto com seu consumidor que, agora, também deve ser utilizada no Brasil.

Ao todo, já existem 200 unidades em várias cidades do mundo como Barcelona, Berlim, Buenos Aires, Nova York, Paris e Osaka. Só na América Latina já há 30 lojas. Na Argentina, por exemplo, são 10 as unidades e, segundo Paulo Jaen, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Sony Brasil, já estava sendo estudado um projeto adequado para abrir no Brasil.

"Vemos o País como um mercado bastante grande e estamos analisando pontos e praças para abertura de outras lojas, mas ainda não temos isso definido, é uma questão de oportunidade", diz. Mas abertura deve se dar principalmente em shoppings.

Segundo o gerente, as lojas vão ter o mesmo padrão das unidades do exterior e possuem design moderno, além de seguirem a tendência de lojas de eletrônicos e informática que estão apostando em um atendimento especializado e oferecendo mais serviços, como de instalação e serviços técnicos, além da venda de produtos.

A Sony também afirma que o objetivo das lojas é permitir um maior contato com os clientes e gerar experiências e informações que possam ser usadas para melhorar sua rede de distribuição tradicional. "É importante para nós e para a indústria em geral ter a experiência completa, saber o que o nosso consumidor precisa; o aspecto de venda também é importante, mas não é só isso", diz.

Para o gerente, isso também é uma tendência em empresas de vários segmentos, na própria indústria de eletroeletrônicos.

Uma das que já possuem uma ampla rede de varejo no exterior também é a Apple. Mas no Brasil a gigante americana ainda não abriu lojas próprias, optando por parcerias com a Fast Shop e a Fnac. Já existem, porém, pontos-de-venda só com produtos da Apple, como o aberto no Shopping Iguatemi, mas que é uma revenda e pertence à Fast Shop.

Fonte: DCI - 06/06/08

04 junho 2008

Área de inteligência de mercado se consolida

Hoje, um grande número de empresas desenvolvem ações de inteligência de mercado (IM). É o que aponta a pesquisa "Panorama da Aplicação da Inteligência de Mercado no Brasil - Cenário 2007", realizada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) entrevistou 112 empresas, das quais 61% são pertencentes ao mercado nacional. De acordo com a análise, 72% das empresas contam com, no mínimo, um profissional dedicado a esta prática. "Este resultado consolida o processo de crescimento da área nas empresas", comenta Robson Alberoni, presidente do Ibramerc.

Sobre as principais práticas de IM já realizadas, 86% das indicações foram para a análise do crescimento do mercado, 80% para análise potencial de tendências, participação e desempenho e 79% para mensuração do mercado. Questionados sobre as ações que ainda pretendem realizar, o CRM foi a prática mais mencionada pelas empresas, com 58% das indicações.

Dentre os principais benefícios mencionados, 26% apostam na melhoria da qualidade de informação usada para a tomada de decisão, 22% na tomada de decisão mais rápida, 16% em uma identificação mais clara de oportunidades e ameaças e 10% em uma melhor disseminação interna de informação.

Questionados sobre quais os principais clientes internos, 40% dos entrevistados apontaram o marketing e vendas como os departamentos que mais utilizam os resultados produzidos pela IM. As áreas de planejamento estratégico e desenvolvimento de negócios obtiveram 36% das indicações e os departamentos de tecnologia, produto e P&D foram mencionados por 13% das empresas.

Outro ponto que mereceu destaque foi a importância dada aos investimentos. Mais de 35% dos entrevistados responderam que terão um aumento significativo para os próximos cinco anos. Cerca de 50% obterão um aumento moderado e apenas 14% irão manter a cota. "As empresas nacionais estão se estruturando para a competição globalizada. Não existem mais fronteiras. A Inteligência de Mercado colabora para a criação da visão e da competição no futuro", analisa Alberoni.

Fonte: Cliente S.A.- 04/06/08

Internet ultrapassa TV paga em investimento publicitário no Brasil

O investimento publicitário em internet cresceu 36% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 134,3 milhões. Com isso, pela primeira vez a internet recebeu mais recursos que a TV por assinatura no país. Os dados são do projeto Projeto Inter-Meios, que mede o faturamento dos veículos de comunicação.

A internet foi a mídia que mais cresceu, em termos percentuais, durante o período, mas ainda tem uma participação pequena frente a outros meios. No total, durante o primeiro trimestre de 2008, a internet ficou com uma fatia de 3,24% do bolo publicitário, contra 2,84% da televisão paga e 3,19% da mídia exterior.

Segundo a publicação especializada "Meio & Mensagem", que faz o levantamento, esse índice era de 1,5% para a internet em 2003, quando o investimento em web começou a ser medido pela pesquisa.

É preciso ressaltar que essa ultrapassagem da internet em relação à TV por assinatura refere-se apenas aos primeiros três meses deste ano. Com a Olimpíada, marcada para agosto, os canais de esporte devem receber mais investimento publicitário, o que pode fazer com que a televisão paga se recupere.

Durante todo o período de 2007, as empresas usaram R$ 526,6 milhões em publicidade na internet, uma alta de 45,8% em relação a 2006. No ano passado, a mídia on-line ficou com 2,8% do investimento publicitário total, atrás da TV paga (3,4%) e praticamente empatado com a mídia exterior.

Nos primeiros três meses deste ano, a mídia que mais recebeu investimento publicitário foi a televisão aberta, que ficou com 58% dos recursos --um total de R$ 2,39 bilhões --, seguida pelos jornais, que receberam R$ 777,9 milhões. De acordo com o Inter-Meios, as empresas utilizaram R$ 4,1 bilhões em publicidade entre janeiro e março, ante R$ 3,6 bilhões no mesmo período de 2007.

Fonte: Folha Online - 04/06/08