Arnaldo Rabelo

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28 novembro 2011

Publicidade on-line movimenta R$ 3 bilhões por ano no Brasil

O Brasil movimenta atualmente R$ 3 bilhões em anúncios na internet -- cerca de 10% do total do bolo publicitário no país.

O volume ainda é pequeno quando comparado ao de países maduros no uso da rede - como os EUA e o Reino Unido, nos quais a participação vai de 15% a 25%.

A expectativa das empresas, no entanto, é que o volume aumente com a adesão de mais brasileiros à internet e também com a intensificação das redes sociais no comércio eletrônico.

"O mercado de anúncios na internet tem mais potencial do que o de TV e é apenas questão de tempo para que amadureça, principalmente com a massa de usuários que chegará depois do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga)", disse ontem Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, durante evento da revista "The Economist", em São Paulo.

Hoje, 35% das residências do país têm computadores. Do total de lares, somente 27% têm conexão à rede segundo o CGI (Comitê Gestor da Internet), que regula o setor no Brasil.

Com a disseminação do PNBL, que promete internet de até 1 Megabit por segundo (Mbps) por preços entre R$ 29 e R$ 35, a expectativa é que o alcance chegue a 80%.

Dos 77,8 milhões de usuários de internet no Brasil, 67% usam as redes sociais. Espera-se que chegue praticamente a 100% até 2014. A próxima onda nas redes sociais será o consumo. Com 27 milhões de e-consumidores, a expectativa é que o comércio eletrônico chegue a R$ 20 bilhões em 2011.

Fonte: Folha de S. Paulo - 05/11/2011

29 abril 2010

Ferrari é acusada de fazer propaganda subliminar de marca de cigarros

Conceituados médicos pediram uma investigação sobre uma suposta propaganda "subliminar" que a escuderia Ferrari de F-1 estaria fazendo para uma marca de cigarros em seus uniformes, publicou nesta quinta-feira o diário britânico "Times".

A acusação é de que o código de barras usado no macacão dos pilotos e nos carros é desenhada para lembrar um pacote de cigarros da marca Marlboro --o que é contra a legislação europeia, que não permite propaganda de tabaco em eventos esportivos.

 


O jornal diz ainda que, nesta quarta-feira, um porta-voz da Comissão Europeia de Saúde Pública pediu medidas dos governos de Espanha e Reino Unido, que recebem os dois próximos GPs da temporada.

A acusação ganhou mais força quando John Britton, membro do Royal College of Physicians (associação de médicos britânica), e diretor da divisão de consultoria sobre tabaco da instituição, afirmou que o design "lembra a parte inferior de um pacote de cigarros Marlboro".

"Fiquei muito surpreso quando vi, pois está passando dos limites", falou.

Fonte: Folha de S. Paulo - 29/04/2010

11 janeiro 2010

Peugeot lança filme comemorativo de 200 anos

A Peugeot lançou um filme comemorativo de seus 200 anos. Feito em computação gráfica 3D, a peça mostra produtos históricos da marca, evoluindo ao longo do tempo.

Pode-se ver também o novo logotipo e slogan da marca (motion and emotion).

13 dezembro 2009

Marketing interativo avança sobre mídia tradicional

Um estudo da Forrester Research sobre o mercado americano de marketing interativo confirma e detalha o que já temos acompanhado: o avanço sobre a mídia tradicional. O relatório estima que em 2014 o mercado de marketing interativo movimentará US$ 55 bilhões nos Estados Unidos e representará 21% dos gastos de marketing. As ferramentas mais utilizadas são marketing de busca, anúncios (online), e-mail marketing, mídia social e mobile marketing (em celulares).

Essas mudanças causarão uma diminuição nas verbas de publicidade, fechamento de agências "obsoletas", enfraquecimento de editoras tradicionais e fusões ou aquisições de empresas de mídia online.

Os principais fatores que influenciam hoje o planejamento de marketing interativo são:
  • Condições econômicas precárias: o corte de verbas que a crise causou fortaleceu a busca das ferramentas online, mais baratas e mensuráveis;
  • Aumento da interatividade nos relacionamentos com o consumidor: os consumidores de hoje querem uma experiência com suas marcas preferidas que vai muito além de um comercial de 30 segundos na TV ou um anúncio impresso.
  • Mais empresas usando marketing estrategicamente: gradualmente, o marketing tem conquistado a liderança dentro da administração das empresas, em função de sua conexão próxima com os clientes.
  • Mercado de publicações decrescente: a venda de jornais e revistas tem caído rapidamente, na medida em que mudam os hábitos de mídia do público (curiosamente, as verbas de marketing ainda não acompanham esta realidade);
  • Provas de que o marketing interativo funciona: o uso estratégico das novas mídias tem permitido a comunicação com públicos específicos, com verbas menores e resultados monitorados.
60% dos executivos entrevistados disseram que investirão em marketing interativo cortando verba do marketing tradicional. Os maiores cortes serão em mala-direta (40% dos respondentes), jornais (35%), revistas (28%) e televisão (12%).

As ferramentas online consideradas mais efetivas são, na ordem, mídia social, vídeo online, otimização de sites para mecanismos de busca, mobile marketing, merchandising em mídias sociais, e-mail marketing, links patrocinados, classificados online, anúncios em redes de publicidade online e anúncios em editores de conteúdo online.

A agência inglesa ZenithOptimedia confirma a tendência, divulgando que a publicidade online deverá crescer de 12% a 13% nos próximos 3 anos. As mídias digitais geram maior retorno sobre os investimentos. Em 2009, enquanto os investimentos em publicidade tradicional caíram 10%, na mídia online houve um crescimento de 9,5%. Em 2010, a Ásia e a América do Sul (principalmente China e Brasil) deverão apresentar os maiores índices de crescimento nessa área.

Se as agências não se adaptarem rapidamente às novas formas de informação, comunicação e entretenimento que o público utiliza, estarão fadadas à extinção.

Fontes: Forrester Research e Olhar Digital

04 dezembro 2009

Coincidências...

A Multiplus Fidelidade está veiculando um comercial muito interessante, onde há um mecanismo que executa uma percussão.


No entanto, um vídeo anterior mostra uma idéia bem semelhante:


Será coincidência criativa?

30 novembro 2009

TV "borderless" com borda

A LG lançou recentemente uma LED TV (seis modelos, incluindo o SL 80 e SL 90) chamada "borderless" (sem borda). A imagem de divulgação é esta:

No comercial de TV, a imagem é semelhante.

No entanto, quando o consumidor vai conhecer o produto na loja, depara-se com o seguinte:
Como você pode notar pela imagem, há uma borda (moldura). Os vendedores explicam que a borda que não existe é uma saliência no contorno. A moldura tem a mesma espessura que a parte da imagem (2,9 cm).

No entanto, o consumidor deverá entender diferente (como eu, a princípio, entendi). A LG poderá ter problemas, com consumidores alegando que a propaganda é enganosa.

Pesquisando na internet, vi que outros tiveram a mesma impressão (ver comentários aqui, aqui e aqui). A empresa e sua agência de publicidade deveriam ter sido mais cuidadosas...

17 outubro 2009

Celulares são cada vez mais usados para acessar redes sociais

A convergência entre celulares e redes sociais está evoluindo rapidamente. Os telefones celulares são ferramentas naturalmente sociais, pois são usados para conversar, enviar mensagens de texto, e-mails e fotos. O acesso a redes sociais via celular foi um passo natural.

Mas um relatório da Forrester Research vai além e diz que os celulares serão o centro de todas as atividades sociais relacionadas a computadores, em vez de simplesmente serem um complemento.

Embora reconheça que por enquanto o uso de celulares como mídia social ainda é um mercado de nicho, a Forrester mostra que o Facebook mobile já tem 65 milhões de usuários no mundo, triplicando seu público em 8 meses. Há uma tendência de que sejam feitos acordos entre fabricantes de celulares, operadoras e redes sociais para que aparelhos já sejam lançados com a versão mobile de redes sociais online.

Os publicitários e anunciantes ainda estão experimentando formatos e modelos de publicidade para esse meio, que atinge principalmente o público jovem. Uma das preocupações é não invadir a privacidade dos usuários, para não quebrar a confiança conquistada. As maiores apostas são de associação com as maiores redes sociais online e acompanhar sua entrada no mundo mobile.

Fonte: Mediapost - 19/10/09

06 setembro 2009

Investimento em publicidade dentro de jogos deve chegar a US$ 1 bilhão em 2011

Produtos inseridos dentro do conceito do jogo são tendência no setor.
Integração com redes sociais também é aposta de especialistas da área.

O investimento em publicidade inserida dentro de games deve chegar a US$ 1 bilhão em 2011, segundo previsão da indústria do setor. A previsão foi dada na manhã desta quarta-feira (2), durante o segundo dia da terceira edição da ProXXIma, evento de comunicação e marketing digital internacional realizado em São Paulo.

Para especialistas da área, o valor investido nesse setor tem maior retorno quando o produto que é anunciado passa a ser inserido no jogo, e se torna item que pode ajudar o jogador a melhorar sua experiência. Em 2008, todo o segmento de games movimentou US$ 42 bilhões em todo o mundo.

“A indústria de games é a maior indústria de entretenimento eletrônica no mundo. Você tem que saber que público dentro deles você quer falar. Não é mais nicho”, disse Mitikazu Lisboa, da desenvolvedora Hive.

“Game é viral e a propaganda nele tem o apoio de quem está consumindo. O consumidor não acredita em marca, mas nos amigos dele”, acredita o executivo.

Por isso, ele aposta na integração com as redes sociais como o futuro dos games. “A tendência é o jogo e a rede social serem uma coisa só, até chegarmos a um ponto no qual não será possível saber qual é qual”, analisa.

Para Lisboa, há duas grandes vantagens na publicidade feita dentro dos jogos em relação às outras mídias: o maior tempo de exposição e a integração com o conteúdo onde o produto é anunciado. “Nos games, o comercial faz parte do produto, faz parte do jogo. É integrado, não atrapalha a comunicação. E pode ter um impacto real na via virtual do jogador, que é a vida real dele no momento em que ele joga”.

Para isso, não basta que a marca apareça apenas como um banner. A estratégia também funciona, mas de maneira muito menos efetiva do que colocar o produto como um item inserido no conceito do jogo, que possa ajudar o gamer a avançar fases e ter uma experiência melhor.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: G1 - 02/09/09

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Essa estratégia se alinha com a de edutainment (educação com diversão) ou de conteúdo de marca (a marca patrocina conteúdos de entretenimento criados por ela e alinhados com os seus conceitos). Ao invés de interromper a diversão, levando publicidade ao público, leva-se a prória diversão.

01 agosto 2009

Boca-a-boca e opiniões postadas na internet são as propagandas mais confiáveis

Sites das marcas possuem registros tão altos quanto as opiniões dos consumidores online e confiança do consumidor também cresce em relação ao patrocínio das marcas


Sugestões de amigos e opiniões de consumidores expressas online são as formas mais confiáveis de propaganda global, de acordo com a última Pesquisa de Consumidor da Nielsen Online, realizada duas vezes ao ano com 25.000 consumidores da internet, em 50 países.


A pesquisa da Nielsen, a maior de sua categoria, mostra que nove entre cada dez consumidores da internet no mundo (90%) confiam nas sugestões de pessoas conhecidas, enquanto sete em cada dez (70%) confiam na opinião de consumidores expressas online. Porém, nesta nova era de controle do consumidor, os publicitários serão motivados pelo fato dos sites das marcas - a forma mais confiável de propaganda conduzida por publicitários - terem a confiança da mesma quantidade de pessoas (70%) que as opiniões de consumidores expressas online.


“A explosão na Mídia Gerada pelo Consumidor (Consumer Generated Media – CGM) nos últimos dois anos indica que a confiança dos consumidores no boca-a-boca durante o processo de tomada de decisão, seja por pessoas conhecidas ou por consumidores online não conhecidos, tem crescido significativamente”, diz Jonathan Carson, presidente da Nielsen Online. Porém, o executivo acrescenta: “Vemos que todas as formas de propaganda conduzidas por publicitários, exceto anúncios em jornais, também têm tido um aumento nos níveis de confiança; é provável que a revolução CGM tenha forçado os publicitários a usar maneiras mais realistas nas mensagens com base nas experiências dos consumidores ao invés dos nobres ideais publicitários.”


A pesquisa apresenta ainda uma relação de diferenças regionais entre os 50 países pesquisados. “Essas diferenças fornecem um claro guia aos publicitários sobre como focar suas estratégias de publicidade em diferentes países”, explica.


Embora os sites das marcas alcancem altos índices de confiança, outras formas de publicidade digital ficaram com índices abaixo do anúncios da mídia tradicional, à exceção dos jornais, nos quais a propaganda apresenta queda nos níveis de confiança.


Carson conclui, “Apesar do maior número de internautas e do tempo despendido online, a indústria ainda necessita atrair renda publicitária de acordo com os atuais níveis de consumo da mídia online. A habilidade para mudar a renda publicitária da forma tradicional de mídia para a internet está em superar a forma com que a propaganda é exposta online, tornando-a um meio mais eficiente para os anunciantes das marcas e uma forma mais confiável de anunciar na mente do consumidor.”


Fonte: Ibope - 15/07/09

25 fevereiro 2009

Propaganda troca consumo por ´valores´

Mulheres que comem no McDonald's são descoladas: andam de skate, tocam guitarra elétrica e pintam os olhos com sombra azul.

Homens que tomam uísque Chivas são cavalheirescos: carregam mulheres no colo debaixo de chuva para que não precisem andar na lama e fazem carros em pane pegar no tranco. E adolescentes que tomam Coca-Cola são felizes e encontram suas almas gêmeas por acaso na biblioteca.

Ou, pelo menos, é isso que as empresas responsáveis por essas marcas gostariam que pensássemos. Antes preocupadas em incentivar as pessoas a se exibir, consumindo lautamente, hoje elas estão mostrando pessoas envolvidas em atividades que revelam que, além de terem bens materiais, elas são ricas em vida pessoal.

Um anúncio da campanha "Esta é a Vida Chivas", que começou em 2003, mostrava homens tomando uísque com seus amigos enquanto pescavam, sentados num iceberg. Contrastando com isso, o anúncio de TV da nova campanha do Chivas, "Viva com Cavalheirismo", que começou na China em outubro e será exibida em todo o mundo, começa com uma imagem de um homem de terno preto e aparência triste acossado por multidões de pessoas enquanto caminha numa rua cinzenta.

Quando o grupo de bebidas pesquisou a ideia do cavalheirismo, acrescentou, encontrou eco: "As pessoas estão questionando alguns valores que levaram o mundo para onde está -a ideia de o indivíduo avançar, custe o que custar".

Outras companhias dizem que consumidores vêm expressando sentimentos parecidos. Na França, a McDonald's iniciou campanha intitulada "Venez Comme Vous Êtes" ("venha do jeito como está"), em meio a receios de que o slogan global da empresa, "Amo Muito Tudo Isso", possa ser visto como arrogante.

O McDonald's está transmitindo quatro comerciais na TV francesa, cada um mostrando uma pessoa expressando aspectos diferentes de sua personalidade. Se a campanha fizer sucesso, será levada a outros países da Europa.

A Coca-Cola também está trazendo de volta campanhas passadas que destacaram a importância de as pessoas serem positivas e otimistas, numa tentativa de voltar a um vínculo passado com os consumidores, alguns dos quais perdeu nos últimos anos, à medida que pessoas abandonaram os refrigerantes em favor de alternativas com teor mais baixo de açúcar.

Na Grande Depressão, a empresa lançou uma campanha intitulada "A Pausa que Refresca". No período de alta inflação no final dos anos 1970, veio a campanha "Tome uma Coca e Abra um Sorriso". Agora, aposta na "Felicidade Declarada".

Fonte: Folha de São Paulo - 25/02/09

22 fevereiro 2009

Avon combate a crise reforçando a publicidade

“Democratizar o luxo.” A frase repetida, quase como mantra, pelos executivos da Avon Brasil resume a estratégia da empresa para enfrentar a crise financeira que ameaça todos os segmentos.

Reunidos semana passada em São Paulo com mais de quarenta jornalistas, o presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda; o vice-presidente de marketing, Alberto Moreau, e a gerente de perfumaria Helena Gracia nem precisaram se esforçar para mostrar um discurso afinado e otimista.

Eles já conheciam os números do balanço divulgado pela matriz em Nova York A Avon divulgou que em 2008 teve um crescimento de 8% de sua receita bruta, atingindo a marca recorde de US$ 10,7 bilhões.

Antecipando o lançamento de batons com ouro 24 quilates na fórmula e mais uma fragrância feminina assinada pelo estilista Christian Lacroix, os executivos deixaram claro o sucesso do reposicionamento da marca - processo iniciado em 2007 com lançamento de maquiagens e perfumes de luxo - para atingir o público A/B.

A estratégia, que visava ampliar o mercado consumidor, ganhou impulso ainda maior com a crise financeira. Nesse bimestre a Avon já apareceu com cinco publicidades diferentes: lançou dois batons novos, um rímel, um antirrugas e a campanha de recrutamento de novas revendedoras.

Até o ano passado a tática da empresa era não lançar mais de uma novidade por mês. “Não podemos citar números, mas posso garantir que esse foi o maior investimento concentrado da Avon num único período”, conta Miranda.

Nas contas dele, o número de revendedoras vai aumentar. “A Avon é uma alternativa de renda para as mulheres e essa é nossa força nessa época de incerteza econômica”, explica Miranda, lembrando o “exército” de 1 milhão e 200 mil revendedoras autônomas que já trabalham com a marca.

“E não esqueça que ter um produto de luxo a um preço acessível é uma opção rara. E a gente conseguiu. Por isso acho que podemos encarar essa crise com otimismo.”

Lucro líquido de US$ 875 milhões

Em Nova York, a Avon Products já acusa os efeitos da crise econômica. O balanço do quarto trimestre de 2008 mostrou retração de 3% nas vendas e o impacto das taxas de câmbio levou a receita a cair 11% em relação ao último trimestre do ano anterior.

No desempenho dos doze meses os resultados são positivos: 1% a mais de vendas e 4% a mais de revendedoras. Ainda em 2008, a empresa teve lucro líquido de US$ 875 milhões, contra US$ 531 milhões de 2007.

Na América Latina, onde as receitas do quarto trimestre ficaram 5% abaixo do mesmo período do ano anterior, a culpa foi do câmbio. Aqui, o efeito desfavorável da variação cambial foi maior que o crescimento de 11% da receita em moeda nacional. Em unidades a Avon cresceu em vendas, 3% a mais que em 2007, e revendedoras, 2% a mais que em 2007.

Ouro e licor nas fórmulas novas

No Brasil, de cada três batons vendidos dois são da Avon, mas até hoje eles penam com a fama de popular. Por isso, a empresa vem apostando na sofisticação para chegar a consumidoras de maior poder aquisitivo. Pra elas, chega em abril a nova coleção de batons com ouro 24 quilates na fórmula.

Cada unidade do Ultra color rich batom ouro custará R$ 21. Mês que vem, visando antecipar o presente das mães, a empresa lança o perfume Christian Lacroix Absynthe. Um oriental verde, inspirado na bebida alucinógena, que virá em frascos de 50ml por R$ 80. A versão masculina deve chegar em junho.

Fonte: Paraná Online - 09/02/09

06 dezembro 2008

Contexto inadequado pode arruinar publicidade online

Uma das vantagens da publicidade online, incluindo recursos como o AdWords, é a possibilidade de inclusão do anúncio em um contexto favorável. Isso normalmente é feito automaticamente através da associação com determinadas palavras encontradas na página. Assim, se estou anunciando produtos infantis, escolho a associação com palavras como "criança", garantindo que o anúncio só apareça em páginas com essa palavra. A idéia é que, se alguém está lendo sobre esse assunto, deverá ter maior interesse no anúncio, o que tende a gerar melhores resultados.

O problema é quando a palavra está em um contexto negativo. Os sistemas ainda não identificam facilmente quando o contexto pode prejudicar a publicação do anúncio. Por isso, se a página tem uma notícia dizendo que foi feita uma descoberta sobre os malefícios do consumo excessivo do café, pode aparecer um anúncio de pó de café, certamente com resultados ruins.

Hoje vi um exemplo de anúncio em contexto negativo, mesmo não tendo sido colocado automaticamente. Foi na Folha Online. Veja a figura abaixo.


Logo abaixo de uma notícia sobre um acidente provocado por motorista embriagado, há um anúncio mostrando bebida alcoólica. É um anúncio da Tok&Stok fazendo referência às festas de fim de ano. Neste caso, a solução teria sido uma checagem da Folha ou da Tok&Stok para identificar a associação negativa e, em consequência, mudar o contexto.

24 outubro 2008

Novas ferramentas alteram paradigma do marketing e publicidade

A conclusão é de uma análise efetuada pela Tempo OMD, agência de mídia do grupo Omnicom Media, revelada ontem (21/10), e que dá como certo que os investimentos das empresas de marketing e comunicação tem de passar a basear-se em ferramentas métricas [ou de medição] para chegarem ao consumidor e entrarem no domínio do marketing digital.

A questões como «qual a porcentagem do faturamento que deve ser aplicada em marketing», ou se «a publicidade tem maior eficácia na marca ou no produto», a análise da agência de mídia aponta para um mesmo caminho: a importância das métricas. A avaliação, compartilhada com a Brand Science (unidade do grupo especializada em pesquisas), diz que as ferramentas métricas são os novos instrumentos de comunicação para que as marcas consigam a atenção dos «novos consumidores».

Veja-se o caso das métricas usadas em televisão que, segundo a Tempo OMD, revelam algumas conclusões. Por exemplo, no setor das telecomunicações, atratividade e afinidade são conceitos que maximizam a associação entre GRPs [gross rating points] e lembrança publicitária. Por outro lado, e ainda na televisão, a afinidade é a métrica que mais potencializa a relação entre impactos e a lembrança. Conclui esta pesquisa que a «ponderação dos impactos por métricas de afinidade e atratividade dos programas onde se insere a publicidade, aumenta o grau de associação entre lembrança e investimento em televisão».

Já no caso da internet, esta análise conclui que «o tempo médio por página utilizado como uma medida de engagement [engajamento, envolvimento] influencia a taxa de cliques na campanha. Mais que cobertura, é importante mapear os sites também em termos de engagement».

Esta análise salienta ainda o fato da alteração do paradigma da comunicação implicar a transição de estratégias de engagement, uma vez que também os consumidores mudaram. Estão mais informados e exigentes e querem ser recompensados pelo tempo e atenção dispensados. E neste ponto, falar de engagement envolve abordar novas métricas que possibilitem que os anunciantes e as agências de mídia concebam estratégias de comunicação eficazes para chegar ao consumidor.

Fonte: Briefing (Portugal) - 22/10/08 - adaptado ao português do Brasil

06 outubro 2008

Google considera investir mais em publicidade

É muito citado o fato da marca Google ser uma das mais valiosas do mundo sem ter feito praticamente nenhum investimento em publicidade. A divulgação era feita só no boca-a-boca e através de parcerias. Isso está para mudar.

A empresa tem consultado agências de publicidade importantes, como a Wieden + Kennedy (que atende a Nike) e a Taxi New York. Em agosto, o Google realizou uma ação promocional no Japão que incluía outdoor e anúncios online criados pela Wieden + Kennedy. A campanha se chamava "100 coisas que você pode fazer com o Google" e mostrava produtos como o Google Maps e o Gmail.

Mudanças na forma de atuação e na composição da equipe de marketing também têm sido notadas. Além disso, a marca Google começa a ser vista em produtos. A empresa está lançando o celular G1, que roda seu software. O lançamento conta com campanha online, outdoors e TV.


Painel em Olean (NY) anunciando serviço do Google para celulares.

Outras ações promocionais que tiveram visibilidade recentemente foram do aniversário de 10 anos da empresa e a divulgação do navegador Chrome, que contou com um concurso com 10 milhões de dólares em prêmios.

Grandes concorrentes da empresa, como a Microsoft e a Apple, já utilizam publicidade fortemente. Especialistas em marcas americanos dizem que será importante para a empresa investir em publicidade, pois a maioria das pessoas associa o Google somente a serviço de busca na internet.

Baseado em artigo do Wall Street Journal de 03/10/2008

06 setembro 2008

Europa pede fim de estereótipos sexistas na publicidade

O Parlamento Europeu aprovou no dia 3 um relatório que pede aos países-membros mais ação contra a publicidade que traz imagens estereotipadas de homens e mulheres

O Parlamento Europeu aprovou no dia 03/09 o relatório da eurodeputada sueca Eva-Britt Svensson que pede aos países-membros mais ação contra a publicidade que traz imagens estereotipadas de homens e mulheres.

Segundo o documento, os estados deveriam instituir oficialmente um "prêmio a ser conferido pelos profissionais da publicidade aos seus pares, bem como um prêmio do público para recompensar a publicidade que melhor rompa com os estereótipos do gênero e dê uma imagem positiva ou valorizadora das mulheres, dos homens ou das relações entre ambos".

O relatório sobre o impacto do marketing e da publicidade na igualdade entre homens e mulheres foi aprovado com 504 votos a favor, 110 contra e 22 abstenções.

No mesmo documento, o Parlamento Europeu apela para que sejam eliminadas dos livros escolares, dos brinquedos, dos games, da internet e da publicidade televisiva e em outros meios de comunicação todas as mensagens que veiculem estereótipos de gênero e que atentem contra a dignidade humana.

Além disso, o relatório constata que a imagem que o marketing e a publicidade transmitem do corpo ideal pode afetar negativamente a auto-estima das mulheres e dos homens, sobretudo dos adolescentes e dos que são sujeitos a perturbações alimentares, como a anorexia e bulimia. O Parlamento Europeu conclama os publicitários a "ponderarem com maior cuidado" sobre a contratação de mulheres extremamente magras para a promoção de produtos.

O PE registra ainda com extrema preocupação a publicidade de serviços sexuais, "que reforça o estereótipo das mulheres como objetos", em publicações, como os jornais locais, que são facilmente visíveis e que estão ao alcance das crianças.

A adoção não é obrigatória, mas esses relatórios servem como referência para os países da na União Européia.

Fonte: Meio & Mensagem - 03/09/2008

02 março 2008

Agências tradicionais não dominam mídia social

Os clientes estão começando a dar maior atenção à mídia social (blogs, redes sociais, sites de compartilhamento de vídeo...), mas as agências tradicionais de publicidade ainda não dominam as ferramentas apropriadas para ajudar seus clientes a terem sucesso nessa área. É o que mostra uma pesquisa recente da TNS/Cymfony, feita com executivos de marketing dos Estados Unidos, França e Reino Unido.

Um fator identificado pela pesquisa é que o modelo atual de remuneração das agências enfatiza a mídia convencional. A Forrester Reasearch publicou um relatório (disponível em inglês para compra) em janeiro mostrando que as agências de publicidade não estão estruturadas para atuar de forma adequada em mídias não massificadas. Por outro lado, os consumidores confiam cada vez menos nas mensagens publicitárias. Preferem confiar na indicação de amigos e outras pessoas com as quais se relacionam através de comunidades (virtuais ou não). A tecnologia tem facilitado cada vez mais ao público fugir dos tradicionais comerciais.

Para se adaptar à tendência, as agências deverão cada vez mais mudar seus processos e passar a desenvolver conexões com os consumidores ao invés de apenas criar mensagens, passar a atrair clientes para suas interações ao invés de enviar peças publicitárias, passar a facilitar diálogos ao invés de orquestrar campanhas. Deverão começar se conectando com comunidades de consumidores e eventualmente se tornar parte fundamental delas.

Fonte: AdWeek