Arnaldo Rabelo
11 janeiro 2010
Peugeot lança filme comemorativo de 200 anos
Pode-se ver também o novo logotipo e slogan da marca (motion and emotion).
12 dezembro 2009
Volkswagen vai às compras
Em um esforço da Volkswagen para assumir a liderança no mercado de automóveis, a empresa anunciou a compra de 50% das ações da Porsche (dia 7/12) por 3,9 bilhões de euros - cerca de R$ 10 bilhões - e 20% da Suzuki (dia 9/12) por US$ 2,5 bilhões ou R$ 4,38 bilhões. Em época de crise, surgem oportunidades de fusões e aquisições como estas.
Hoje, o grupo Volkswagen ocupa a terceira posição no mercado mundial de automóveis, atrás da GM e da Toyota.
A parceria com a Suzuki tem como principal objetivo expandir as vendas da Volkswagen no mercado asiático, onde a Suzuki tem boa participação. Há planos para o desenvolvimento de um carro pequeno e barato para a Índia.
Fonte: Webmotors - 10/12/09
08 novembro 2009
Grupo Fiat muda estratégia para suas marcas
A Fiat pretende desenvolver a marca Jeep e reforçar o marketing de seus utilitários esportivos em mercados emergentes como o Brasil.
As vendas da Chrysler nos EUA caíram 40% até setembro, comparadas com uma queda de 27% no mercado geral.
Diferentemente da General Motors , que emergiu de sua falência financiada pelo governo americano depois da Chrysler, a Fiat até agora vinha mantendo silêncio sobre seus planos de modernização da linha de produtos da Chrysler.
Anteriormente, a montadora tinha suspendido boa parte de seus trabalhos de desenvolvimento de veículos, para poupar dinheiro.
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Veja mais informações aqui.
Fonte: O Globo - 02/11/09
25 novembro 2007
Carro Gol, da Volkswagen, perde liderança em 8 Estados devido a preferências regionais
O Volkswagen Gol pode ser o carro mais vendido no Brasil há 20 anos, mas não são todos os brasileiros que lhe dão o título. Os paraibanos, por exemplo, compram mais Mille e Palio --ambos da Fiat-- e Celta e Classic --os dois da Chevrolet.
Isso é reflexo de uma preferência regional. "Há diferenças por poder aquisitivo", analisa Gustavo Schmidt, gerente de vendas da Volkswagen. Na cidade de São Paulo, o Fox é o líder de vendas. E ele custa R$ 3.930 a mais que o Gol.
Nos Estados onde a agropecuária move a economia, a preferência por picapes é clara. Em Mato Grosso, a Chevrolet vende mais S10 (que parte de R$ 68.812 em Cuiabá) que Celta (R$ 25.580). Saem das lojas da Toyota mais Hilux (R$ 71.490) que Corolla (R$ 56.565).
Segundo a Fiat, seus três modelos mais vendidos no Centro-Oeste são o Palio, o Mille e a Strada --exatamente por essa ser uma região com muitas fazendas. Já em Sergipe, com exceção do Ford Fiesta, todos os compactos são mais queridos na versão sedã que na hatch.
E, nas vendas de carros, é possível ver a mesma desigualdade que deteriora tanto a imagem do Brasil mundo afora.
No Ceará, o número de emplacamentos de Ford Fusion é a soma dos da Renault Scénic com os do Chevrolet Astra. O problema é que o sedã custa, em Fortaleza, R$ 82.790, enquanto a minivan parte de R$ 54.470, e o preço inicial do hatch é de R$ 48.145.
Dos 83 Eclipse que a Mitsubishi comercializou neste ano, 30 foram em São Paulo e 2 em Rondônia. É a mesma quantidade de Peugeot 307 SW, de Scénic, de Passat e de New Beetle --os últimos da Volkswagen.
Bairrismo
A Scénic mostra uma outra particularidade do mercado: onde as montadoras têm fábricas, vendem mais --por empatia do público e porque ela emplaca carros para uso próprio.
Assim, no Paraná, onde é produzida, ela continua em pé de igualdade com as outras minivans, algo que não se repete mais no resto do país.
Se o Brasil emplacou mais que o dobro de Citroën Xsara Picasso que de Scénic, no Estado, a diferença se limita a 133. A Chevrolet Zafira fica um carro atrás --os números de emplacamentos usados neste texto foram divulgados pela Fenabrave (federação das revendas).
Francisco Stefaneli, diretor de vendas da General Motors, também aponta que, nos grandes centros urbanos, tem crescido a busca por equipamentos de segurança, como os freios com ABS (antitravamento).
"São Paulo buscava mais itens de conforto e agora também busca os de segurança, mesmo em carros pequenos."
Claro que as fábricas têm ajudado. A Volkswagen criou um pacote para o Polo com airbag, ABS e EBD (distribuição de frenagem). Custa R$ 2.770, ou 46% a menos caso fossem comprados separadamente.
Na Fiat, o kit HSD ("High Safety Drive"), que inclui bolsas infláveis e freios mais eficientes, está disponível para sete modelos. Para a Idea, o valor caiu de R$ 5.055 para R$ 2.930.
Prazos maiores de financiamento ajudam toda sorte de equipamentos, pois o valor acaba diluído. Na linha VW, por exemplo, a busca pelo ar-condicionado passou de 25% em 2006 para 45% neste ano.
Fonte: Folha de S. Paulo - 25/11/07
28 setembro 2007
Montadoras patrocinam rali para fidelizar clientes
Marcas de carros realizam mais de 170 etapas de competições off-road por ano no Brasil. As montadoras de automóveis investem na realização de ralis, passeios de aventura e na exposição dos carros em competições off-road para conquistar e fidelizar os apreciadores de veículos 4x4. Essa prática de marketing de relacionamento atinge cada vez mais adeptos. São realizadas mais de 170 etapas de ralis por ano no País, e o número de pilotos e navegadores filiados à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) ultrapassa 2 mil.
No Brasil desde 1991, a Mitsubishi Motors realiza as provas desde 1996. Segundo a diretora de projetos especiais da marca, Corinna Souza Ramos, o rali é a principal ação de relacionamento com o cliente da montadora no País, que aposta na competição para fidelizar os clientes. "Além de divulgar a marca, o evento fideliza o cliente. Conheço participantes com cinco Mitsubishi na garagem ou que estão no oitavo carro, e já vi executivos com o carro todo adesivado (com os patrocinadores) andando nas ruas de São Paulo", diz Corinna.
As provas da montadora, que distribuirá de prêmio R$ 500 mil em dinheiro neste ano, reúnem até 260 equipes por etapa, número superior aos 161 do último Rally dos Sertões e 185 do Paris Dakar. A empresa promove 27 etapas por ano, que contam com 30 patrocinadores, entre eles Castrol, Bic Banco, Amarula Cream, Nívea, Dupont, Mapfre Seguros, Gol, Daslu Homem, Reebok e Pirelli.
Por conta dessa procura em participar das provas, a Mitsubishi iniciou no ano passado a produção de veículos voltados exclusivamente para disputas de ralis: Pajero TR4R, L200 RS e L200 R). "O evento começou a crescer e a marca passou a vender mais carros. Muitas pessoas compram o carro para participar das provas". A Mitsubishi vendeu 18 mil carros de janeiro a agosto deste ano, 16% a mais que em igual período do ano passado.
A Nissan do Brasil promove desde 2005 o passeio de aventura Ecotrip Nissan, para veículos 4X4. "A idéia foi lançar um evento de relacionamento com os clientes para proporcionar uma conexão emocional com eles", diz o gerente de comunicação para o Mercosul da Nissan, Fernando Menezes, que ressalta que essa é a ação de marketing mais antiga e consistente da marca no País. O objetivo, diz ele, é fidelizar os clientes que já possuem carros da marca. A empresa espera sentir o retorno da Ecotrip com o lançamento de uma edição de luxo da pick-up Nissan Frontier, prevista para este ano.
Com percurso idealizado pela Xplorar, a Ecotrip é um passeio em comboio, que parte de uma concessionária da marca até o ponto de destino. O executivo diz que muitos participantes do passeio nunca tinham usado o cambio 4x4 e outros nem sabiam usá-lo. "Eles descobrem que compraram um carro muito melhor do que imaginavam", diz. Com patrocínio da Financeira Renault e da Goodyear, a montadora vai realizar sete etapas neste ano.
A Toyota realiza desde 2003 o rali de regularidade "Toyota Hillux Expedition", para os proprietários de veículos Toyota 4x4 (Bandeirante, Hilux, SW4, Land Cruiser Prado e Rav4). A montadora informa que os dois objetivos para ter criado o Hilux Expedition é estar perto dos clientes e proporcionar a eles uma experiência diferente, colocando à prova os recursos dos veículos 4x4. A participação na competição cresce a cada ano cerca de 10% em cada etapa, o que leva a montadora, às vezes, limitar o número de inscrições. Neste ano serão cinco etapas.
Outras montadoras, como a General Motors, fornecem seus carros para competições off-road. "São os testes de durabilidade mais agressivos que existem para demonstrar a performance e robustez da linha", diz o diretor de marketing da GM do Brasil, Samuel Russell. A empresa compete com a pick-up S10 no Rally dos Sertões e no Cross Country, e a partir deste ano começou a correr com o Celta 1.4 no Brasileiro de Rali de Velocidade.
Russell observa que o retorno do investimento nas competições supera em 150% o dinheiro gasto. A montadora prevê a venda de 20 mil modelos S10 neste ano, volume 6% maior ao registrado em 2006.
Fonte: Gazeta Mercantil - 20/09/07