Arnaldo Rabelo

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22 novembro 2009

Rabelo & Associados fará pesquisa nacional de celebridades

A consultoria Rabelo & Associados realizará neste final de ano uma pesquisa nacional sobre celebridades, ídolos e atletas: a Celebrities 2009. É um levantamento junto a um amplo público, com mais de mil entrevistas em 10 cidades brasileiras, verificando lembrança, preferência, conceitos associados e várias informações relacionadas a ídolos específicos, que orientam a utilização de sua imagem em programas de licenciamento. Em função da pesquisa ser dividida em cotas, o custo é bastante acessível.


Para mais informações, favor acessar: http://pesquisacelebrities.blogspot.com

28 abril 2009

Consumidor de alta renda está confuso diante da crise

No Brasil, enquanto a classe C aperta o cinto e procura comprar produtos mais baratos, os consumidores de maior renda, das classes A e B, estão confusos diante da maior crise econômica global dos últimos 80 anos. Há uma tentativa de se repensar posições e limites, de definir o que é essencial e o que é supérfluo. Mas velhos hábitos e ideias, como se sabe, são difíceis de serem abandonados.

A ganância — como princípio — é rechaçada, mas há também uma certa tolerância com a falta de ética na acumulação de riqueza. Consumir preferencialmente o que é tido como “sustentável” - desejo que já havia sido detectado até antes da crise, mas nem sempre concretizado, volta a aparecer como meta. A boa notícia é que o brasileiro de maior renda afirma que, de fato, vem pondo em prática ações que ajudam a proteger o meio ambiente: reciclam lixo e economizam energia e água, por exemplo.

O apreço por artigos da moda também não foi abandonado, embora haja uma tendência de se consumir uma moda mais clássica, atemporal.

Esse caldeirão comportamental trazido pela crise deverá ter um impacto importante nos hábitos de consumo e nas atitudes das empresas daqui pra frente.

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Foi para tentar desvendar esse impacto que o Instituto Observatório de Sinais (ODES), de São Paulo, realizou a pesquisa “Consumo emTempos de Crise”, que entrevistou 614 pessoas, das classes A e B, durante os meses de fevereiro e março deste ano. Entre os principais resultados, a pesquisa apontou que, de modo geral, há uma desafeição pelo consumo no ar. “Capitalismo sim,

O consumo moderado pode ser, ganância, não”, afirma o sociólogo Dario Caldas, diretor do ODES, que é especializado em pesquisa de tendências de consumo e de comportamento. A enquete tinha por objetivo levantar possíveis mudanças no jeito de consumir, apurar o “humor” do brasileiro em relação à crise. Os entrevistados, divididos entre mulheres (54%) e homens (46%) com idades variando de 18 a 64 anos, tem formação superior, são economicamente ativos e moradores dos estados das regiões Sul e Sudeste.

Segundo Caldas, a crise está afetando a consciência de consumo. “O recado de 72% dos pesquisados é que o momento é propício para repensar o estilo de vida consumista como um todo”, afirma o sociólogo. O estudo também demonstrou que o brasileiro parece não ter internalizado o pessimismo, como fizeram os norteamericanos e os europeus. A razão talvez seja porque uma boa parcela das pessoas, principalmente as acima dos 35 anos, sempre conviveu com momentos de crise econômica no Brasil. “Eles, portanto, são ’descolados’ (procuram adaptar-se rapidamente) em crises”, diz Caldas. Desta forma, os entrevistados estão encontrando maneiras de apertar o cinto para minimizar os efeitos do momento. A pesquisa mostra que 70% das pessoas fizeram alguma mudança na maneira de consumir, sendo que 30% destas estão optando por um consumo mais consciente, conservador. “Cada um está definindo o que é essencial e o que é supérfluo”, diz Caldas.

Essa tendência por banir o que não é essencial também foi detectada pelo site de pesquisa de comportamento de consumo WGSN, com sede em Londres, na Inglaterra. O site vem pesquisando o comportamento de consumidores do mundo todo — e está atribuindo uma atitude mais conservadora por parte dos indivíduos como um dos efeitos da crise. “O momento é de migração da opulência para a austeridade”, confirma Andréa Bisker, diretora da subsidiária brasileira do WGSN. “Diante de um menor orçamento, as pessoas estão fazendo ajustes e, entre eles, está o consumo de artigos atemporais e dos chamados clássicos”, afirma Andréa.

Na pesquisa do Observatório de Sinais, as questões ecológicas surgiram como uma das preocupações essenciais. Entre os participantes, 95% relataram alguma mudança em seus hábitos pelo bem do planeta. Destes, 71% estão economizando mais água, 66% estão reciclando o lixo e 42% têm gasto menos energia elétrica. “Cerca de 30% dos indivíduos citaram as sacolas plásticas como as vilãs da poluição ambiental”, diz Caldas. Para Andréa, do WGSN, essa preocupação é mais forte ainda entre os consumidores do Hemisfério Norte. “Eles estão de olho nas marcas que apostam na reciclagem e na reutilização de matéria-prima.”

Quando se trata de repensar o capitalismo, a pesquisa do ODES apresenta um racha nas respostas. A afirmação “não sendo contra a lei, todo esforço vale para ganhar dinheiro”, teve a concordância (total ou parcial) de 84% dos entrevistados. Diante da frase “o acúmulo contínuo de bens ao longo da vida não prejudica ninguém”, 49% das pessoas ouvidas pela pesquisa disseram estar de acordo com a afirmação (total ou parcialmente). Apesar disso, 88% dos participantes identificam a ganância como causadora da crise. De acordo com Caldas, essas respostas contraditórias apontam para um caminho ainda não definido totalmente, mas que parece levar a uma rejeição ao consumismo extremo e a uma dúvida sobre o que é certo ou errado nos âmbitos pessoal e coletivo. De qualquer maneira, segundo o sociólogo, é como se o consumismo tivesse ficado fora de moda.

Falando em moda, a pesquisa “Consumo em Tempos de Crise” também apontou uma acentuação da infidelidade do consumidor. Entre os indivíduos interpelados, 80% declaram-se prontos a mudar de loja ou de grife se encontrarem na concorrência um produto similar, mas com preço inferior. No âmbito internacional, as grifes de artigos de luxo estão sentindo o baque. “Os consumidores aspiracionais, ou seja, aqueles que não possuem fortunas e que compravam ocasionalmente, sumiram das lojas”, diz Andréa Bisker. Por outro lado, marcas premium que estão lançando produtos com design, porém mais acessíveis, estão em alta. “O consumidor quer ter mais, pagando menos”, diz Andréa. Para a pesquisadora, é o momento das marcas pensarem no “slow fashion”, em substituição ao “fast fashion”. Por essa lógica, as roupas “vintage” ou com aspecto duradouro tendem a ganhar mais clientes.

A questão da sustentabilidade — que já permeava o consumo há algum tempo — parece tender a se intensificar, por conta da crise. A afirmação “vou consumir cada vez mais produtos sustentáveis”, apresentada na pesquisa do ODES teve 93% de concordância. Porém, entre estes, há 34% que também querem produtos que sigam as tendências de moda. “Esses consumidores querem conciliar coisas inconciliáveis, como a sustentabilidade com a renovação permanente do consumo”, afirma Caldas. De qualquer forma, segundo Caldas, produtos que sejam apenas inovadores ou “de design” estão perdendo o seu apelo, se não apresentarem um valor de uso efetivo dentro do novo contexto sociocultural. “Definitivamente, a década de 2010 confirma-se como a de transição entre duas lógicas, em direção a uma sociedade e cultura pós-consumista”.

Fonte: Valor Econômico - 27/04/09

Consumidor mundial corta gastos com crise

A crise econômica está alterando os hábitos de consumo mundiais, de acordo com uma pesquisa realizada em 25 países. Pelo menos uma parte da população desses territórios vem cortando gastos, principalmente em vestuário, calçados e acessórios. Os brasileiros, porém, são mais otimistas e confiantes que a média, tanto em relação ao cenário econômico do país, quanto à própria renda.

Nos 25 países pesquisados, uma média de 52% da população já reduziu gastos com vestuário, calçados e acessórios - os itens que entraram primeiro na lista de cortes. O Brasil ficou abaixo da média: um total de 45% da população diminuiu as despesas com esses produtos. Na média geral, 48% cortaram gastos com móveis e eletrodomésticos, e também com entretenimento (restaurantes, cinemas e outros). O Brasil, novamente, ficou abaixo desses percentuais, com 45% e 38%, respectivamente.

O estudo foi realizado pelo Ibope Inteligência e pela rede global de pesquisas WIN com 20.325 pessoas, entre fevereiro e março. Os países participantes foram Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Islândia, Itália, Japão, Kuwait, Líbano, México, Qatar, Reino Unido, Rússia e Suíça.

O México surge como um exemplo de forte alteração nas rotinas de consumo. Segundo a pesquisa, 74% dos mexicanos entrevistados cortaram gastos com mantimentos, 57% diminuíram a conta do celular e das reformas na casa, 31% reduziram a da TV por assinatura e 26%, a conta da internet residencial. Gastos com tecnologia (internet, TV por assinatura, celular) foram mais preservados em países ricos. No Brasil, a percentagem da população que cortou despesas com celular (37%) superou a média geral (32%), mas o Ibope atribui esse resultado à disseminação do celular no país e a ações promocionais das operadoras.

O levantamento também pesquisou o nível de confiança desses consumidores. Na média total, 49% acreditam que a situação econômica de seu país vai piorar nos próximos três meses, sendo que os mais pessimistas são os mais desenvolvidos, especialmente nações da Europa, Japão e Canadá. Nesses, mais da metade da população espera piora econômica. O Brasil, porém, se mantém otimista, com apenas 14% prevendo piora para a economia doméstica. Uma fatia de 46% acredita que a situação ficará inalterada e 35% apostam em melhora.

O pessimismo geral se atenua quando a pergunta é sobre a própria renda. No geral, 45% dos consultados espera estabilidade, 25% acreditam em aumento e 24% aguardam diminuição, "o que pode ser considerado otimista em tempos de crise financeira" , segundo nota do Ibope. Novamente, os brasileiros estão entre os mais confiantes: 61% acham que a própria renda vai crescer, superando os 33% da Índia e os 30% da China, por exemplo.

Fonte: Valor Online - 27/04/09

Comércio cria "Big Brother" para decifrar hábitos do consumidor

Basta dar um número no caixa, na hora de pagar. Com ele, o varejista sabe se o consumidor é vegetariano ou fã de churrasco, se tem preocupações saudáveis e a quantas baladas vai num mês. Também sabe sua idade, estado civil, a frequência e em qual bairro faz compras e quanto gasta em média.

Além disso, muitas vezes, os lojistas monitoram esse consumidor em pesquisas e filmagens na gôndola. O objetivo é tentar entender o que o leva a tomar determinada decisão de compra e a influenciá-lo na escolha, por meio da comunicação. Essas filmagens demonstraram que o consumidor gasta entre 4 segundos e 6,5 segundos para decidir o que comprar.

"Nós monitoramos esses segundos", afirma Rui Piranda, vice-presidente da agência Giovanni+Draft FCB, responsável pela implantação do Cartão Mais, do Pão de Açúcar, o maior programa de relacionamento desse mercado.

Por trás desse quase "Big Brother" do varejo está, é claro, a busca por vendas maiores. Nas filmagens de consumidores, por exemplo, o Pão de Açúcar descobriu que gôndolas na diagonal, em vez das tradicionais paralelas, aumentam o campo de visão do consumidor. Com isso, ele se lembra de mais produtos que faltam em casa.

Já o trabalho de inteligência competitiva, como é chamado o uso das informações fornecidas pelos consumidores a cada compra, fez com que cada cliente Mais aumentasse seus gastos médios em 3%. Há casos em que o valor das compras foram multiplicados por dez.

Além disso, os donos do cartão Mais já gastam entre 2,4 e 2,6 vezes mais do que os clientes tradicionais. As informações são tão detalhadas que o Pão de Açúcar segmentou-os em 11 perfis. Entre eles, estão os saudáveis, os festas, os gourmet e os modernos.

"Fazemos ações coerentes com o perfil de cada um deles, para influenciar o comportamento desse consumidor", afirma Cristina Serra, diretora de marketing do grupo.

Após anos se perguntando para que servia o Cartão Mais, os clientes do Pão de Açúcar viram o programa entrar em nova fase. Depois de dois anos de teste, a rede estendeu o formato a todo o Estado de São Paulo no início do ano. Até julho, pretende levá-lo a todo o país.

Em troca de suas informações, o consumidor ganha pontos conversíveis em vales-compras, descontos e promoções feitas sob medida para seu perfil. Cada real gasto significa um ponto. Somados, 3.000 pontos viram vales de R$ 20; 6.000 pontos, de R$ 50; e 9.000 pontos se tornam R$ 100. O passivo é contabilizado pela rede.

Por enquanto, entretanto, o consumidor tem de resgatar os pontos por telefone ou pelo site. "No futuro, os vales-compras aparecerão no caixa, na hora em que o consumidor se identificar", diz Serra.

Riscos

Apesar de o relacionamento com o consumidor oferecer possibilidade de vendas maiores, sua gestão não é simples e os investimentos são altos. Segundo especialistas, o próprio Pão de Açúcar correu riscos.

"Quando a empresa coleta dados e aborda as pessoas na gôndola, ela cria expectativas", afirma Renato Borgheresi, coordenador da pós-graduação em inteligência de mercado da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Outra ameaça, é claro, é o consumidor se sentir invadido pelo monitoramento constante. Em 2002, o Ministério Público entrou na Justiça contra a rede, impedindo-a de usar as informações coletadas. Na nova fase, o Pão de Açúcar pergunta se o consumidor quer receber ofertas. Dos 2 milhões de cartões em vigor, 93% aceitam que suas informações sejam usadas, desde que tenham um benefício tangível.

Fonte: Folha de S. Paulo - 26/04/09

25 janeiro 2009

Web avança como canal de decisão de compra

Internet tem maior peso na compra de pacotes de férias, PCs e produtos financeiros

Os locais de compra convencionais estão perdendo espaço para a Internet. Nos países desenvolvidos, a maioria dos consumidores utiliza a rede mundial para tomar a decisão de compra de um produto ou serviço. A constatação é do estudo "Mundo Digital, Vida Digital", realizado pela TNS, que analisou a importância da Internet no processo de decisão de compra. Concluído no final de 2008, o estudo reuniu mais de 27 mil entrevistas com pessoas de 18 a 55 anos, de 16 países do mundo.

O levantamento revela, ainda, que o ambiente online apresenta maior influência nos setores de turismo, tecnologia, finanças e entretenimento. O papel da web foi considerado fundamental pela maioria dos entrevistados (86%) que adquiriu um pacote de férias nos últimos 12 meses. No setor de serviços destacaram-se os produtos financeiros (72%); ingressos para shows e teatros (70%) e treinamentos e cursos (69%). A exceção foi a compra de medicamentos - somente 22% dos pesquisados declararam que a internet teve papel importante na aquisição desses itens.

Pesquisa e compra - Os itens com percentuais mais elevados de compras online foram os ingressos para shows e teatros (84%) e os pacotes de férias (71%). "Produtos dessa natureza justificam a migração dos canais de compra tradicionais para os virtuais, principalmente pela conveniência e maior disponibilidade de informações da web", aponta Lucas Pestalozzi, diretor da área de Technology da TNS InterScience.

Já produtos como PCs, aparelhos celulares, eletrodomésticos e artigos de áudio e vídeo (TVs e DVDs), obtiveram índices elevados em pesquisa/comparação de preços na web. Em contrapartida, apresentaram um percentual mais baixo de vendas online. Isso significa que, nessas categorias, a rede é utilizada basicamente para investigar características técnicas e comparar preços. "Nos itens de maior valor agregado o consumidor tem necessidade de materializar a compra, o que reduz as chances de efetivar a transação no ambiente online", ressalta Pestalozzi.

O estudo examinou, ainda, o papel da Internet em momentos de vida importantes das pessoas: a compra de casa própria, realização de investimentos financeiros, definição de escola para os filhos e escolha de cursos de capacitação profissional. Nesses casos rede não é utilizada somente para pesquisas, mas também para a troca de informação com outros consumidores e busca de opinião de especialistas. Em decisões relacionados ao desenvolvimento profissional, 24% disseram ter avaliado e compartilhado a questão com outros internautas e 27% procuraram a opinião de profissionais.

Fonte: Cliente S.A. - 22/01/09

06 janeiro 2009

Foco no cliente é diferencial competitivo

Pesquisa aponta as vantagens em conhecer o cliente e seus hábitos de consumo

Nessa nova fase da economia mundial, conhecer os hábitos de consumo dos clientes e utilizar corretamente as informações obtidas a partir das interações realizadas com eles pode representar a continuidade e a ampliação dos negócios de muitas empresas. É o que mostra os resultados de uma pesquisa realizada pelo SAS, empresa de inteligência analítica de negócios, em parceria com o grupo Peppers & Rogers e a Jubelirer Research.

O estudo reforça a abordagem de que as empresas que possuem a capacidade de gerenciar as experiências vivenciadas pelos consumidores, juntamente com o constante foco no cliente, usufruem de decisiva vantagem competitiva. A pesquisa foi feita com mais de 150 executivos de organizações líderes no mercado norte-americano, que foram convidados a responder uma série de perguntas que mediam as competências em gerenciar a interação realizada com o consumidor.

Um dos pontos destacados no estudo é que entre as empresas que possuem alto nível de interação com o consumidor, 81% registraram melhoria no desempenho competitivo. A pesquisa mostrou ainda que embora 76% dos entrevistados afirmem que incentivam os empregados a tratar os consumidores de maneira adequada, apenas 62% provêm as ferramentas e o treinamento necessário para conquistar a confiança dos clientes.

O resultados revelaram também que enquanto 76% garantem que a confiança do consumidor está ligada ao sucesso financeiro do negócio, apenas 60% quantificam como determinada ação aumenta ou diminui a confiança do consumidor quando toma decisões de compra. Além disso, grande parte das empresas quer focar na melhoria da interação com o consumidor, mas se sentem pressionadas por resultados de curto prazo. Apenas 42% dos entrevistados concordam que as empresas podem fazer o que é correto, apesar da pressão em apresentar resultados.

"Como os 4 Ps do marketing - produto, preço, ponto de venda e promoção - se tornam cada vez mais táticos, este estudo confirma que um número cada vez maior de empresas está adotando os 3 Is do marketing - insight do consumidor, interação e incremento - como chave para crescimento a longo prazo de clientes rentáveis", diz Jeff Gilleland, estategista global de soluções de Customer Intelligence do SAS, ressaltando que ainda há espaço para melhorias.

Ele explica que as empresas têm feito um bom trabalho, reunindo informações de consumidores, mas falham na criação de soluções a partir disso. "Você não pode lidar com a experiência do consumidor, se você não sabe o que o seu consumidor planeja comprar. Das empresas entrevistadas, apenas 39% consideram como boas ou excelentes as previsões que fazem de comportamento de compra, cancelamento ou abandono de clientes", enfatiza Gilleland.

Fonte: Cliente S.A. - 06/01/09

11 dezembro 2008

Brasileiro mantém otimismo

Estudo mostra que haverá redução no consumo, mas população está otimista para 2009

Apesar da crise, os brasileiros estão otimistas em relação às finanças e à situação econômica do país para 2009. Mesmo assim, por precaução, boa parte da população deverá evitar novos parcelamentos nos próximos meses. É o que aponta uma pesquisa encomendada pela agência de publicidade NovaS/B ao Ibope.

A sondagem revela que 97% da população brasileira já tem consciência da crise e que 67% diminuirão as compras nos próximos meses para não se endividar ou para poupar. No entanto, mais da metade da população (55%) acredita que a situação financeira individual deverá melhorar nesse período e 34% acham que a economia do Brasil deverá ficar melhor do que está no próximo semestre.

Os cortes nos gastos deverão afetar principalmente as vendas de carros, casas e eletrodomésticos. O levantamento aponta que 40% da população já tem dívidas relativas a esses bens atualmente e que 67% não deverão contrair mais débitos para a compra desses itens nos próximos seis meses.

Sobre o nível de informação, 78% afirmam estar mais ou menos ou bem informados sobre a crise. "A maturidade do brasileiro para enfrentar a crise pode estar relacionada ao alto nível de informação sobre o assunto", afirma Bob Vieira da Costa, sócio-diretor da NovaS/B. "Desde a hiperinflação e o congelamento dos preços na década de 80 a população não prestava tanta atenção a um tema", complementa.

Fonte: Cliente S.A. - 11/12/08

27 novembro 2008

Paulistano usará 13º salário para pagar dívidas e poupar, diz pesquisa

Pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgada nesta quinta-feira aponta que o destino do 13º salário do paulista será o pagamento de dívidas e a poupança.

De acordo com a Fecomercio, 38% dos entrevistados pretendem quitar as dívidas e outros 38%, poupar. Há ainda 22% que responderam que gastarão em compras de Natal. A diferença em relação ao ano passado foi o aumento de 3 pontos percentuais na intenção de poupar e uma redução de 3 pontos percentuais na intenção de realizar compras natalinas.

A pesquisa ainda valia a intenção de compra no Natal deste ano e aponta que os consumidores estão dispostos a gastar menos neste ano, em relação a 2007. Dos entrevistados nesta ano, 47% afirmaram que reduzirão os gastos, contra 25% no ano anterior.

Já o número de consumidores que pretendem gastar mais no Natal caiu dez pontos percentuais, passando de 37% em 2007, para 27% esse ano. Aqueles que pretendem gastar o mesmo valor neste Natal em relação ao ano passado despencou de 37% para 20%.

Para a Fecomercio, a pesquisa indica cautela e apreensão por parte dos consumidores em relação aos impactos da crise financeira internacional, já que pretendem poupar mais e gastar menos nas compras de Natal.

No final de outubro, outra pesquisa da Fecomercio mostrou que quase 90% dos entrevistados responderam que a crise vai afetar de alguma maneira a situação econômica do Brasil ou as condições financeiras de sua família.

Cerca de 43% dos entrevistados responderam que o maior medo é a perda de emprego.

O que o pretende fazer com o 13º salário?
Resposta - - - - 2007 - 2008
Quitar dívidas - 38% - 38%
Pretende poupar - 35% - 38%
Compras de Natal - 25% - 22%
Não Sabe - 1% - 1%

Em relação aos gastos com presente de Natal:
Resposta - - - - 2007 - - 2008
Gastar mais - 37% - 27%
Gastar menos - 25% - 47%
Mesmo valor - 37% - 20%
Não sabe - 1% - 6%

Fonte: Folha Online - 27/11/08

26 novembro 2008

Pesquisa do Ibope prevê um Natal racional

Mulheres garantem que não vão estourar o orçamento diante dos apelos das vitrines do varejo

Nas próximas semanas elas sairão às compras. Muitas, munidas de 13o salário, serão as principais responsáveis pela movimentação da economia no período mais pródigo para o varejo em todo o ano. Entretanto, sob a influência psicológica da crise global, elas juram que irão se controlar - será mesmo? -, agindo racionalmente. Pelo menos foi o que disseram as mulheres brasileiras ao Ibope, que ouviu 550 delas nos dias 12 e 13 deste mês em seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Brasília. As entrevistadas, maiores de 16 anos, pertencem às classes A, B, C e D.

A respeito de seu comportamento na hora de decidir sobre as compras de Natal, a maioria garante que o principal parâmetro para os gastos será o "tamanho do bolso": 68% prometem ficar dentro do orçamento. Além disso, outras 17% pretendem fazer um planejamento prévio para usar a razão quando estiverem nas lojas. Somente 13% confessam que vão agir como mandar o coração, estando mais suscetíveis ao poder de conquista das vitrines.

Imbuída desses propósitos, a maior parte delas (42%) acredita que o Natal será mais magro do que o do ano passado, embora um terço (34%) preveja um cenário igual e ainda haja quem creia em melhora (21%).

Segundo o estudo, a categoria de produtos mais privilegiada na intenção de compra atual é a de vestuário. Na outra ponta, há previsão de diminuição no consumo de alimentos não básicos, como chocolates e sorvetes. O risco é menor para as categorias que costumam gozar de estabilidade, como as de higiene pessoal (xampu e sabonete).

Outras conclusões importantes do levantamento são que há um "otimismo prudente" quando as mulheres olham para 2009, especialmente porque a crise global ainda não chegou ao seu bairro, à sua rua, ao seu quintal. Enquanto 45% delas prevêem um ano melhor e 29% dizem que será muito melhor, apenas 11% esperam piora e 2% estão extremamente pessimistas, dizendo que será muito pior. Outras 15% acreditam que 2009 será igual a este ano. Para 47% das entrevistadas, os brasileiros vão continuar melhorando de vida, mas 35% supõem que a vida das pessoas pare de melhorar. Apenas 13% crêem em piora.

A pesquisa do Ibope, encomendada pela agência 141 SohoSquare, buscou ir além de simplesmente retratar a intenção de compra para o período natalino. Quis entender melhor como as mulheres - público de maior poder de decisão sobre o consumo - estão digerindo os intensos acontecimentos de 2008, como o aumento do poder aquisitivo da classe C brasileira, a temida crise financeira mundial e as eleições das quais participaram, para escolha dos governantes das suas cidades e também aquela a que apenas assistiram, encerrada com a escolha de Barack Obama para a presidência do país de maior influência global.

Com relação a esse último tema, por exemplo, 68% das entrevistadas acreditam que a troca de ocupante na Casa Branca será positiva para a economia brasileira.

Fonte: Meio&Mensagem - 25/11/2008

19 agosto 2008

Brasil será quinto maior mercado consumidor do mundo em 2030

O mercado consumidor brasileiro deve ser o quinto maior do mundo em 2030, segundo estudo feita pela Ernst & Young Brasil e pela FGV Projetos. Em 2007, o Brasil ficou na oitava posição.

O crescimento do consumo é baseado em projeção de alta de 150% do PIB (Produto Interno Bruto) do país --o que equivale a uma expansão de 4% ao ano--, chegando a US$ 2,4 trilhões em 2030. Ajustado pela paridade do poder de compra, o PIB passaria a US$ 2,5 trilhões --menor apenas que a dos Estados Unidos, China, Índia e Japão. Neste intervalo, o país ultrapassaria Alemanha, Reino Unido e França.

Segundo Fernando Garcia, da FGV Projetos, o estudo é justificado pela premissa de que o país passará por um período de desenvolvimento sustentado. "Com a percepção de estabilidade, passamos a ter uma necessidade de planejamento de longo prazo que não tínhamos antes", disse.

O consumo crescerá R$ 1,9 trilhão entre 2007 e 2030, passando de R$ 1,4 trilhão para R$ 3,3 trilhões. A pequisa ressalta que, além de aumentar significativamente em valores, o perfil do consumo mudará, se tornando ainda mais concentrado na classe média e voltado para uma população mais velha, entre 30 e 55 anos.

Segundo Garcia, o perfil do consumidor brasileiro em 2030 é determinado por quatro variáveis: demográfica (crescimento cada vez menor da população, o que a envelhece), universalização da educação, estabilidade de preços e mobilidade social.

"A educação ampliada e a estabilidade de preços leva à mobilidade social. Mais pessoas sairão de classes de renda menores e irão para as maiores. E, com isso, consumirão mais também", disse.

Quanto à distribuição de renda, todas as classes sociais terão elevação, exceto a E (renda de até R$ 1 mil por família). "A classe média será maioria, e surgirá uma classe de novos-ricos significativa", explica Garcia. Pelas contas do estudo, as classes B e A (renda familiar mensal de R$ 4 mil a R$ 16 mil) responderão por quase metade (47,5%) do crescimento do consumo.

Oportunidades de consumo

Com as mudanças no perfil do consumidor, os setores de consumo que crescem mais também sofrerão alterações. Um exemplo é o consumo de alimentos in natura --o ramo de produto que menos crescerá até 2030, a 2,5% ao ano.

"O mercado será mais sofisticado", disse Garcia. "No caso dos alimentos in natura, por exemplo, há a queda porque as pessoas passam a se alimentar mais fora de casa."

A agregação de valor no consumo explica o crescimento anual mais significativo para os ramos de higiene pessoal e limpeza (4,8%), saúde (4,4%), serviços financeiros (4,4%), educação e cultura (4,3%) e habitação (4,2%).

Já em termos absolutos, o ramo de habitação dará a maior contribuição da alta do consumo até 2030 --R$ 505,8 bilhões, ou 26,7% do total do crescimento. Será seguido pelos serviços de utilidade pública --gás, saneamento, energia e lixo--, com 12,4% do total (R$ 234 bilhões).

Fonte: Folha Online - 19/08/08

30 julho 2008

Nova pesquisa mostra que decisão no PDV é menor do que se pensava

(Luiz Alberto Marinho)

O varejo e as agências que fazem promoções no ponto de venda têm usado e abusado dos resultados de uma pesquisa feita em 1995 pelo POPAI (Point of Purchase Advertising Institute), dando conta que 70% das decisões de compra dos consumidores seriam tomadas diante das prateleiras dos supermercados. Com base nesses dados, muitos anunciantes diminuíram seus investimentos publicitários dirigidos para a construção de imagem da marca para reforçar ações dentro do PDV.

Esse cenário, porém, pode mudar um pouco. A edição dessa semana da Ad Age informa que uma nova pesquisa, feita pela OgilvyAction, mostrou que na verdade o percentual dos americanos que decide no ponto de venda qual marca vai comprar seria de 39,4%. O estudo revelou ainda que na média apenas 10% dos clientes trocam de marca e 29% acabam levando produtos de uma categoria que não estava na lista de compras em função de alguma promoção na loja. A pesquisa da OgilvyAction foi feita com 14 mil pessoas em diferentes países e entrevistava os clientes na entrada e na saída da loja para comparar a intenção inicial de compra com o que foi efetivamente adquirido.

Evidentemente, o fato de que quase 40% dos consumidores tomam suas decisões dentro das lojas ainda impressiona e deve ser levado em consideração pelas empresas na hora de formular suas estratégias. O que as pesquisas não mostram, entretanto, é que na maioria das vezes as escolhas acontecem dentro de um repertório de marcas do consumidor. O que isso significa? Que nós temos algumas marcas preferidas na cabeça em cada segmento. Diante da ausência de uma delas ou na presença de uma promoção do tipo pague 1 e leve 2, podemos eventualmente trocar a marca número 1 pela número 2. Mas, na minha opinião, seria um exagero afirmar que os consumidores descartam facilmente uma marca conhecida por outra só porque ela está exposta com maior destaque no supermercado.

Certo mesmo é que essa pesquisa da OgilvyAction vai dar novo gás a disputa entre o povo de promoção no PDV e o pessoal das agências de publicidade por maiores nacos da verba de marketing dos anunciantes.

Fonte: Blue Bus - 30/07/08