Arnaldo Rabelo

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13 dezembro 2012

54 municípios concentravam 50% do PIB do país em 2010

Apenas 54 municípios – dos cerca de 5,5 mil existentes no Brasil – concentravam cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na outra ponta, outras 1.325 cidades, juntas, detinham 1% do total.


Somados, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília concentraram 20,8% dos R$ 3,77 trilhões do PIB daquele ano. A “fatia”, no entanto, foi menor que no ano anterior: em 2009, os três municípios foram responsáveis por 21,4% do PIB. A participação de São Paulo – que seguiu no primeiro lugar do ranking dos maiores PIBs do país –, caiu de 12% para 11,8%; do Rio, de 5,3% para 5%; e de Brasília, de 4,1% para 4%.
No ranking dos seis municípios que mais geraram renda em 2010 estão ainda Curitiba e Belo Horizonte, com 4,1% cada, e Manaus, com 1,3%. Juntos, os seis responderam por 25% de todo o PIB brasileiro naquele ano.

Tirando as capitais, 11 municípios se destacaram por gerarem mais de 0,5% do PIB – oito deles no estado de São Paulo: Guarulhos (SP), Campinas (SP), Osasco (SP), São Bernardo do Campo (SP), Betim (MG), Barueri (SP), Santos (SP), Duque de Caxias (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), São José dos Campos (SP) e Jundiaí (SP).

Fonte: G1
Ver matéria na íntegra aqui.

19 março 2012

Dossiê sobre consumo brasileiro chama atenção do mercado internacional

Site britânico Marketing Week ressalta que o Brasil não pode mais ser ignorado pelas empresas. Aposta das marcas é investir no digital e na cultura local

O Brasil recentemente passou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do mundo, atraindo os olhares britânicos. Este foi o gancho que o site Marketing Week usou para publicar um dossiê sobre o consumo brasileiro, dizendo que não se pode mais ignorar este mercado, mas já faz tempo que o país atrai os olhares estrangeiros. A maior aposta das marcas internacionais para começar seus negócios por aqui é investir no relacionamento pela internet e adicionar um sabor local às ações de marketing e até aos produtos.

De acordo com uma pesquisa da Forrester Research, o Brasil tem atualmente 91 milhões de pessoas online, o que equivale ao terceiro país com mais usuários na internet. Este é um fato que potencialmente agrada a qualquer marca, já que abre a oportunidade de realizar Marketing digital, sem a necessidade de um grande orçamento por trás. A popularização do smartphone nos últimos anos, que só deve aumentar, também dá a chance para os profissionais se anteciparem em relação a ações mobile. O site sugere que as marcas prestem atenção nesta tendência e que invistam mais em estratégias digitais do que na abertura de muitas lojas.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: Mundo do Marketing - 06/03/2012

Consumo no Brasil deve superar R$ 1 trilhão em 2012

Segundo estimativas do Ibope Inteligência, valor será equivalente a 30% do PIB nacional. Regiões Norte e Nordeste têm o maior potencial de crescimento neste ano. 

O consumo no Brasil deverá atingir o total de R$ 1,3 trilhão em 2012, segundo previsão do Ibope Inteligência por meio da ferramenta de pesquisa Pyxis Consumo.

O índice aponta um crescimento de 13,5% em comparação a 2011 e o valor deve ser equivalente a 30% do PIB. De acordo com as estimativas, a região Norte tem o maior potencial de crescimento (26,5%), seguida pelo Nordeste (24,1%), Centro-Oeste (19,4%) e Sudeste (6,5%).

Apesar do panorama positivo, o Norte brasileiro representa ainda, 5,2% do consumo nacional, e 8,4% da população. O Sudeste continua com maior participação no índice (53,5%), com 42% dos habitantes do Brasil. Em referência aos grupos sociais, as classes A e B são responsáveis por mais de 50% do consumo no Brasil.

Entre os produtos mais comprados pelos integrantes do topo da pirâmide estão CDs e DVDs (27,3%), serviços financeiros (25,7%), artigos de decoração (25,3%) e automóveis (25%).

Os principais gastos das classes B são entradas para cinema (54,6%), serviços automotivos (53,8%) e artigos esportivos (53%). Os integrantes da classe média detêm 50% do consumo de tabaco e acessórios no Brasil, enquanto membros da base da baixa renda possuem 13% de participação em cada um desses mercados. As classes D/E também são responsáveis por 12% das compras de calçados infantis, produtos matinais, carnes e derivados.

Fonte: Mundo do Marketing - 29/02/2012

07 dezembro 2011

Brasil para de crescer no terceiro trimestre, mas deve recuperar crescimento em 2012

Serviços, indústria e consumo encolhem; Dilma estuda conceder novos incentivos

A economia brasileira parou de crescer no terceiro trimestre e fez o governo reduzir a previsão de crescimento do PIB (soma dos bens e serviços do país) em 2011 de 3,8% para 3,2%. A estagnação foi recebida com alívio, pois temia-se uma retração.

Só a agropecuária teve ganho; serviços e indústria encolheram, e o consumo das famílias caiu 0,1%, primeira queda desde a crise de 2008.

Estatísticas divulgadas ontem pelo IBGE mostram que a atividade econômica ficou estagnada entre julho e setembro, depois de crescer 0,7% no trimestre anterior.

A atividade se contraiu na indústria, que perde fôlego há meses, e nos serviços, setor mais dinâmico da economia na primeira metade do ano. Somente a agropecuária continuou crescendo.

O fraco desempenho foi resultado das decisões tomadas pelo governo no início do ano para conter a inflação, num momento em que a economia brasileira estava superaquecida e os preços pareciam fora de controle.

Para combater a inflação, o Banco Central restringiu a oferta de crédito e aumentou as taxas de juros, medidas cujos efeitos só começaram a se fazer sentir com mais força nos últimos meses.

Também contribuiu para a freada da economia a decisão do governo de conter despesas e reduzir investimentos. Mais recentemente, o pessimismo gerado pela crise na Europa fez empresários e consumidores desanimar.

Segundo o IBGE, o consumo das famílias diminuiu 0,1% no terceiro trimestre. É a primeira vez que o consumo sofre uma contração desde a crise mundial de 2008. Os investimentos do governo caíram 0,7%.

Bancos e consultorias reviram suas projeções após a divulgação dos números do IBGE e agora preveem que o país crescerá 3% ou menos neste ano. No início do ano, os economistas esperavam uma taxa de 4,5%.

A maioria acredita que a economia começará a se recuperar neste fim de ano, mas lentamente. As projeções apontam para uma expansão de no máximo 0,5% no último trimestre do ano.

"Houve uma desaceleração importante e uma mudança até da estrutura do que vinha acontecendo anteriormente", disse Rebeca Palis, gerente da área do IBGE responsável pelo PIB.

O BC começou a reduzir os juros em agosto, o governo removeu restrições à oferta de crédito e baixou medidas para estimular o consumo de eletrodomésticos.

Mas essas medidas devem demorar para produzir resultados, segundo os economistas, e a recuperação só deverá ganhar força no segundo semestre do ano que vem.

"O governo se antecipou à piora da crise e cortou juros, mas o impacto na economia leva tempo e deve ser gradual", afirma a economista Fernanda Consorte, do banco Santander.

O aumento do salário mínimo, que terá um reajuste de cerca de 14% em janeiro, também deverá contribuir para aumentar o consumo, mas ninguém espera que o país volte a crescer tão rápido como no ano passado.

"O emprego vai crescer mais devagar e o salário não seguirá no mesmo ritmo deste ano", diz economista Armando Castelar, da Fundação Getúlio Vargas. Ele prevê que as incertezas provocadas pela crise externa continuarão a deprimir os investimentos e o consumo.

Fonte: Folha de S. Paulo - 07/12/2011

28 novembro 2011

PIB deve crescer 5% em 2012

Apesar do agravamento da crise na Europa, há fatos que apontam para um crescimento entre 4,5% e 5% no PIB brasileiro para 2012, o que é uma ótima notícia.

O governo montou um pacote de investimentos para 2012, dentro de sua estratégia para alcançar uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5%, apesar da crise internacional. Novas concessões de rodovias, os leilões dos aeroportos, investimentos da Petrobrás, a segunda etapa do programa Minha Casa Minha Vida e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) fazem parte do plano.

Enquanto em 2011 o crescimento econômico foi puxado pelo consumo, no próximo ano o motor deverá ser o investimento.

O reajuste de 14,3% no valor do salário mínimo, que passa dos atuais R$ 545,00 para R$ 622,73 em janeiro, deverá injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia brasileira em 2012. A destinação desses recursos para consumo ou pagamento de dívidas tende a acelerar os negócios e permitir que o PIB volte a crescer no primeiro trimestre do ano que vem, depois de ficar praticamente estagnado ao longo do segundo semestre de 2011.

Para Jim O’Neill, economista criador do termo BRIC, acredita que o Brasil pode se tornar um país desenvolvido em 20 anos. Até o fim desta década, a renda per capita do país terá dobrado. A economia está hoje perto de US$ 2 trilhões e o PIB per capita, próximo de US$ 15 mil. Talvez até o fim desta década seja de US$ 30 mil. Mas é preciso mais investimentos do setor privado e inovação.

Fonte: Matérias do jornal O Estado de S. Paulo - 27/11/2011

26 novembro 2011

Classes emergentes estimulam inovação

Estudo aponta que empresas terão que mudar estratégia para atingir novos públicos

De acordo com o estudo da Ernest & Young, Innovating for the next three billion: The rise of the global middle class, a nova classe média global impulsiona a necessidade de as empresas mudarem a direção estratégica para capacitar as demandas do novo público. Essa transformação envolve a criação de produtos e serviços totalmente novos para atender a faixa populacional que será engrossada por mais de três bilhões de pessoas até 2030.

"O estudo mostra que os mercados de crescimento acelerado, entre eles o Brasil, começarão a deixar de dirigir suas economias para uma dependência em exportações, mas para um modelo de crescente consumo interno", afirma André Viola Ferreira, sócio-líder da Ernst & Young Terco para mercados estratégicos. O executivo também afirma que apesar de não ser rica pelos padrões dos países desenvolvidos, a classe média nesses mercados já está poupando menos e gastando mais, criando grandes oportunidades para companhias que podem servi-la com produtos e serviços relevantes para suas necessidades.

A pesquisa destaca que a maioria das empresas de economias desenvolvidas atualmente dirige suas energias e atividades principalmente para produtos finais premium em seus mercados de alto crescimento. Mesmo entre companhias de alta performance nesses mercados, essa proporção é alta: 40%. O relatório argumenta que esse foco em bens de luxo terá que mudar.

O aumento no número de consumidores de renda média previsto até 2030 representará um aumento de demanda de US$ 21 trilhões para US$ 56 trilhões. "Trata-se de um enorme potencial em economias de rápido crescimento, e essa pesquisa demonstra a escala de oportunidade para companhias que desenvolvem produtos inovadores", diz Ferreira. "As empresas precisam pensar sobre mudanças fundamentais no modo como trabalham para tirar vantagem dessas mudanças demográficas", completa.

Fonte: Cliente SA - 25/11/2011

05 junho 2011

Economia: sinal amarelo à frente

Embora a economia tenha crescido 1,3% no primeiro trimestre, há sinais de desaceleração

O consumo das famílias, que responde por 60% do PIB, dá sinais de desaceleração. Os motivos para isso são a inflação mais alta e a contenção do crédito. A indústria também recua, em função das mesmas condições (crédito e inflação). Segundo a MB Associados, o PIB deve crescer 3,9% este ano.

Variação do PIB no trimestre, em relação ao trimestre anterior, em %

Veja os sinais de desaceleração da economia:
Na indústria: A indústria, que representa quase 30% do PIB, teve uma queda de 2,1% em sua produção em abril.
Entre empresários: Confiança dos empresários, medida pela FGV, recuou 1,2% em maio, o que pode afetar investimentos.
Entre consumidores: Os consumidores estão menos confiantes, o que significa que eles poderão segurar os gastos. O índice caiu 2,1% em maio, segundo a FGV.
Na indústria de embalagens: As vendas de papel ondulado caíram 5,91% em abril, sinalizando que a indústria que compra o papel - usado em embalagens - produz menos.
Na produção de automóveis: A produção de automóveis tem desacelerado. Em dezembro ela crescia 28,5%, contra o mesmo mês de 2010. Em abril, apenas 1,9%. É um setor importante porque demanda vidro, borracha, aço e outros componentes.

As empresas devem considerar este novo cenário em seus planejamentos.

Fonte: Folha de S. Paulo - 04/06/2011

11 fevereiro 2011

A demanda seguirá firme

A equipe econômica tem consciência de que a principal variável que tem puxado a inflação para cima não está no fato de que os brasileiros andam consumindo mais. O consumo interno aquecido, por sinal, é a variável-chave que sustenta os sucessivos recordes na geração de empregos formais.

O nó inflacionário tem origem no choque nos preços das commodities, como são conhecidos os produtos cujo preço é fixado nas maiores bolsas do mundo, a começar pela Bolsa de Mercadorias de Chicago. Anda forte a procura por soja, milho, açúcar e até mesmo o café, tendência sustentada pelo afluxo de novos consumidores no Brasil, mas principalmente na Índia, China e outros asiáticos. A atual bonança dos agricultores brasileiros, por sinal, deixa entrever que o País também se beneficia desse momento.

O economista João Sicsú, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), chegou a expressar em público a perspectiva de fato dominante em Brasília. "Não me parece que temos pressões inflacionárias decorrentes da demanda excessiva. O que acontece é que alguns preços internacionais estão subindo. Isso é bom porque significa mais renda para o setor agrícola e mais dólares para a balança comercial brasileira, mas também representa um pouco mais de inflação", afirmou o economista, professor licenciado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O próprio ministro Mantega, em mais de uma ocasião, garantiu que o ritmo da economia já estava, desde o terceiro trimestre do ano passado, em um nível próximo dos desejáveis 5% ou 6% ao ano, limite também chamado de PIB potencial, estimado em 5% anuais, andamento que permitiria à economia crescer sem gerar pressões nos preços via demanda.

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Fonte: Meio&Mensagem - 10/02/2011
Veja a matéria completa aqui.

Pequenas empresas de SP têm maior crescimento desde 1998

As micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo fecharam 2010 com uma receita de R$ 305,8 bilhões, com aumento real --já descontada a inflação-- de 9,6% ante 2009, registrando o melhor resultado da série histórica iniciada em 1998.

A pesquisa do Sebrae-SP divulgada nesta quinta-feira também mostra que essa parcela das empresas faturou R$ 30,7 bilhões em dezembro, com alta de 19,2% ante o mesmo mês do ano anterior, chegando ao 15º mês consecutivo de aumento de receita real. Esse é o melhor resultado, nesse confronto, na série histórica do estudo.

O consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves, atribui a expansão principalmente a dois fatores: evolução do consumo interno, impulsionado pela expansão do emprego e da renda, e a fraca base de comparação de 2009, quando a economia brasileira sofreu o impacto da crise financeira internacional.

"A expectativa é que 2011 seja também um ano positivo. A expansão do emprego e da renda e, consequentemente, do consumo, continuará criando oportunidades para micro e pequenas empresas", afirma o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Na análise por regiões do Estado, o destaque ficou com o interior, com faturamento 11,4% superior a 2009. Considerando apenas dezembro, o crescimento foi de 16,2% ante o mesmo mês do ano anterior.

Fonte: Folha de S. Paulo - 10/02/2011

26 janeiro 2011

Atividade econômica terá aceleração

Indicador aponta trajetória de crescimento ao longo do primeiro semestre

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica cresceu 0,1% em novembro de 2010 frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 100,9. Foi a sexta elevação mensal consecutiva deste indicador. Como, por sua metodologia de construção, o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da atividade econômica com seis meses de antecedência, esta seqüência de elevações mensais do Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica em região superior ao nível 100 aponta que o ritmo do crescimento econômico tenderá a exibir uma trajetória de aceleração ao longo do primeiro semestre de 2011.

Desta forma, as medidas de restrição ao crédito determinadas pelo Banco Central em dezembro último, o ciclo de elevação da taxa Selic e os esforços do governo federal em conter o avanço dos gastos públicos deverão produzir efeitos mais significativos, em termos de desaquecimento da economia, somente a partir do final do primeiro semestre deste ano, avaliam os economistas da Serasa Experian.

Fonte: Cliente S.A. - 24/01/2011

15 dezembro 2010

Classe C já compra quase a metade dos eletrônicos

A nova classe C se tornou a principal consumidora de eletrônicos e eletrodomésticos durante o governo Lula e deve fechar o ano responsável por 45% das vendas. Em 2003, essa faixa tinha 27% das compras. Em contrapartida, o consumo das classes A e B caiu de 55% para 37%, mostra estudo do instituto Data Popular a partir de informações do IBGE.

Entre os bens de consumo da classe C, o microcomputador foi o que apresentou o maior crescimento nos dois mandatos de Lula. Passou de 13% dos lares, em 2002, para 52%, no ano passado.

A Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE apontou alta recorde de 11,1% de janeiro a outubro nas vendas varejistas. Com um bom Natal no varejo, o ano deve terminar com avanço superior a 10%.

Com 94,5 milhões de pessoas, a classe média do Brasil representa 50,5% da população, já a AB fica com 10,5%.

Neste ano, as famílias brasileiras gastarão R$ 45 bilhões com eletrodomésticos e eletrônicos. Deste total, R$ 20,1 bilhões virão da classe C, R$ 16,7 bilhões das AB e R$ 8,2 bilhões das DE.

Na opinião da professora do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Elaine Brito, a classe D será a próxima a ascender fortemente e deverá ter uma evolução mais forte no consumo durante os próximos anos. “Sairão do consumo básico para realizarem desejos”.

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Quem é quem:

- Classe A – renda domiciliar de mais de R$ 10.200,00 (20 salários mínimos)
- Classe B – renda domiciliar de R$ 5.100,00 a 10.200,00 (de 10 a 20 salários mínimos)
- Classe C – renda domiciliar de R$ 1.530,00 a 5.100,00 (de 3 a 10 salários mínimos)
- Classe D – renda domiciliar de R$ 510,00 a 1.530,00 (de 1 a 3 salários mínimos)
- Classe E – renda domiciliar de até R$ 510,00 (até 1 salário mínimo)

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Fonte: Folha de São Paulo – 15/12/2010

29 junho 2010

Aumenta a confiança de pequenos e médios negócios no futuro da economia

As pequenas e médias empresas esperam pelo terceiro trimestre de 2010 com otimismo na economia do país, no próprio setor de atividade e no desempenho individual. É isso que atesta o Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), divulgado nesta terça-feira (29) pelo Grupo Santander Brasil e pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, que realizam a pesquisa desde 2008. O IC-PMN, que está na sétima edição e é divulgado a cada trimestre, pretende avaliar a expectativa do pequeno e médio empresário em relação a seis itens: o próprio lucro, faturamento, contratação de empregados, investimento em infraestrutura, desempenho de seu ramo de atividade e da economia como um todo. Para o terceiro trimestre deste ano, o IC-PMN atingiu o valor de 75,4, o maior já alcançado.

Foram pesquisadas 1.200 empresas com faturamento de até R$ 30 milhões de todo o país, dos setores de indústria, comércio e serviços. O índice varia de zero a 100, sendo 100 o nível máximo de confiança. “Os bons números são resultado do momento econômico atual, com destaque para o crescimento do consumo interno e do aumento do poder aquisitivo da classe C”, diz Ede Viani, diretor de pequenas empresas do Santander.

O índice de confiança também foi dividido por setor da economia. O setor de serviços registrou 75,7 pontos; o de comércio, 75,5; e a indústria alcançou 74,3.

O otimismo do pequeno e médio empresário é reflexo de uma grande estabilidade interna, relacionada à política, à inflação e ao PIB.

Fonte: PEGN - 29/06/2010

18 junho 2010

Como o Brasil cresce

a Folha de São Paulo (06/06), o Fernando Canzian citou um estudo da MB Associados mostrando que de 2002 a 2008 o Brasil cresceu mais entre a população de renda mais baixa. Isso ocorreu em função de programas sociais e aumento do salário mínimo acima da inflação.

O estudo estima que de 2009 a 2015 o crescimento maior se dará entre a classe média. Não haverá tanto espaço para aumento dos programas sociais ou do salário mínimo.

Isso mudará as regiões de maior crescimento. O Sudeste deverá ser beneficiado pelos investimentos ligados à exploração de petróleo na camada do pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas que serão realizadas no Brasil. Além disso, conta com melhor infraestrutura.

Destaquei no segundo mapa (abaixo) os estados com maior aumento no crescimento.

25 maio 2010

Perspectivas da economia brasileira

Economistas apontam cenário positivo para o Brasil nos próximos anos

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promoveu no dia 24/05, em sua sede no Centro de São Paulo, mais um seminário "Perspectivas da Economia". O presidente da ACSP e Facesp, Alencar Burti, abriu o evento, comentando sobre os prognósticos que os especialistas estavam prestes a dar, sobre a crise européia. "Em tempos de crise, ou vamos muito mal, ou conseguimos nos blindar", comentou.

Para o economista, sócio da Tendências Consultoria e ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, mais uma vez serão os países emergentes que sustentarão o cenário de crise, mantendo o ritmo forte de crescimento. Dentro dessa conjuntura, Loyola comentou a situação do Brasil: "O País está mais resistente a crises: contamos com um sistema financeiro mais sólido, menos exposto às ondas de turbulência da economia mundial". Segundo o economista, essa solidez é sustentada pelo seguinte tripé: "O câmbio flutuante absorve os choques externos, enquanto o Banco Central autônomo mantém as metas de inflação e, por fim, o regime fiscal robusto ajuda a gerar superávit primário", aponta.

Quanto às perspectivas para 2010, o especialista aposta nos seguintes números: PIB crescendo a 6,5%, massa salarial a 5,6%, produção industrial a 11%, vendas no varejo a 9,7%, crédito a pessoa física a 11% e a pessoa jurídica a 8%. "A inflação ficará acima da meta de 4,5%, porém ainda dentro da banda de tolerância", comenta. "Hoje o Brasil tem capacidade de crescer mais do que na década passada e estamos indiscutivelmente mais preparados para enfrentar turbulências externas. Contudo, ainda estamos muito atrasados em termos de reformas, além de contarmos com um sistema tributário ineficiente e uma reinserção do Estado nas questões empresariais", finalizou.

Na sequência, o economista da ACSP e professor da USP, Ulisses Gamboa, apresentou mais perspectivas do cenário econômico nacional, destacando a retomada do emprego nas áreas de comércio e serviço. Para 2010, Gamboa aposta na geração de empregos formais em todos os setores - inclusive na indústria, que amargou grandes perdas durante a crise econômica. De acordo com o economista, os fatores de expansão para o Brasil são: crescimento do consumo das famílias, recuperação do investimento produtivo e crescimento do gasto público. "Por outro lado, nossos fatores de risco são: crescimento, embora limitado, da inflação; menor solvência fiscal, desvalorização das contas externas e do câmbio", finalizou.

O economista-chefe e superintendente institucional da ACSP, Marcel Solimeo, apresentou os impactos da economia no cenário nacional de crédito e inadimplência. Dentre os fatores que impulsionarão a expansão no crédito para 2010, o especialista aposta na combinação juros menores e prazos mais longos, o que diminui o valor das prestações. "Além disso, contamos com a disseminação dos créditos com garantia, especialmente, para veículos e consignado", aposta o executivo. Apesar do cenário de crescimento, Solimeo alerta sobre a ilusão de lidar com números recordes. Sobre a explosão do crédito no Brasil, Solimeo comenta o fato do País estar vivenciando um aumento de demanda mais de acordo com o crescimento da renda.

Fonte: Cliente S.A. - 25/05/2010

04 maio 2010

Capitais e classe B vão liderar consumo

As grandes cidades e as famílias da classe B, aquelas que sentiram no ano passado o tranco da crise em suas aplicações financeiras, serão as vedetes do consumo em 2010. Sustentados pelo crescimento do crédito, da renda e do emprego, os brasileiros, no total, devem gastar neste ano R$ 2,2 trilhões com produtos e serviços básicos, além das despesas com viagens e com a compra de eletrodomésticos, veículos, roupas e móveis.

Os números fazem parte do estudo Índice de Potencial de Consumo (IPC) Target. Esta será a maior cifra desembolsada desde que o indicador começou a ser calculado, em 1995. O estudo é feito anualmente pela IPC Marketing Editora, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cruzados com os de outras fontes. Para a edição deste ano, levou-se em conta que o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescerá 6,1% este ano.

De acordo com o estudo, as 27 capitais devem responder por 34,5% do consumo neste ano. A participação delas em 2009 foi de 32%, a menor em cinco anos. Já as famílias das classes B1 e B2 detinham no ano passado 43,9% do consumo das capitais e, neste ano, a participação subiu para 48,1%. No mesmo período, a classe C retrocedeu: respondia por 23,4% do consumo das capitais em 2009 e hoje participa com 20,1%. Parte do recuo se deve à ascensão das famílias da classe C para a classe B.

(...) A massa de rendimentos das classes A e B deve aumentar 4,9% este ano, com elevação de 1,3 ponto percentual sobre 2009. Na classe C, os rendimentos terão crescimento de 1,1 ponto percentual.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 3 de maio de 2010

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Esta informação deve ser interpretada com muito cuidado. A classe C continua sendo um motor importante da economia, principalmente pela velocidade com que aumentou seu poder de consumo. Agora essa velocidade diminuiu e a classe B, que não havia tido ganhos expressivos em seu poder aquisitivo (que é bem maior que o da classe C), está tendo aumento na média de seu poder aquisitivo. O estudo aponta a diferença entre as capitais, onde a recuperação econômica ocorre mais rápido, e o interior.

16 abril 2010

Economia cresce e já aponta para PIB recorde

Esta notícia do Valor Econômico chamou a minha atenção pelo contraste com o que tenho observado de perto em vários setores, que ainda sofrem com a baixa demanda e economia lenta.

O problema é que o reaquecimento da economia não se dá por igual. Alguns setores, como o de automóveis e linha branca (que tiveram isenção temporária de IPI), assim como o da construção civil e commodities, estão tendo maior impulso. Bens de consumo voltados ao público de baixa renda também estão em um momento melhor.

Outros setores ainda amargam dificuldades. Porém, tudo indica que terão melhores resultados no segundo semestre. Problemas de competitividade, como baixa diferenciação, baixo investimento em pesquisa&desenvolvimento e marketing, também são comuns, interferindo negativamente no resultado de muitas empresas.

A notícia segue abaixo.

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A economia brasileira manteve no primeiro trimestre do ano o ritmo acelerado com que encerrou 2009. O crescimento expressivo da produção industrial e do varejo em fevereiro, segundo analistas, indica que o Produto Interno Bruto (PIB) no período avançou 2%, equivalente a uma taxa anualizada de 8,4%. Dessa forma, as previsões sobre o comportamento do PIB no ano estão sendo constantemente elevadas e agora já chegam a ultrapassar os 7%. Se a previsão se confirmar, será o maior crescimento desde os 7,49% de 1986, na vigência do Plano Cruzado.

Os dados de vendas no comércio varejista em fevereiro superaram de longe a expectativa do mercado, que trabalhava com uma expansão inferior a 1% sobre janeiro, mas viu uma alta de 1,6%. O próprio número de janeiro foi revisado para cima, de 2,7% para 3%. O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, diz que "todos os dados vieram acima das projeções", o crescimento foi disseminado e sua aceleração é "inequívoca".

No caso do varejo ampliado, que inclui veículos, peças e materiais de construção, o crescimento atingiu 2,1% em relação a janeiro. Tudo indica que, em março, as vendas de automóveis tiveram mais um desempenho expressivo, com o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo os números da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave), o licenciamento de automóveis e comerciais leves cresceu 18,6% sobre fevereiro, na série com ajuste sazonal calculada pela LCA Consultores.

O economista Fernando de Paula Rocha, da JGP Gestão de Recursos, calcula que se o país não crescer mais nada até o fim do ano, apenas com o registrado no primeiro trimestre e o que herdou de 2009, o PIB crescerá 4,8%. "Isso, é claro, não vai acontecer", diz. "Se o crescimento recuar de 2% para 1% entre o primeiro e o segundo trimestre e oscilar nessa faixa até dezembro, o PIB avançará 6,4%. Uma alta superior a 6% é muito fácil de ser alcançada".

O aumento do consumo motiva os analistas a projetar elevações de preços, já em alta no primeiro trimestre devido a fatores sazonais, e a aguardar uma elevação mais agressiva dos juros na próxima reunião do Copom.

Fonte: Valor Econômico - 15/04/2010

Mundo deveria ter um novo G-7, com os países do BRIC, diz Jim O'Neill

Criador do termo BRIC defende que o grupo seja formado por Brasil, Rússia, Índia, China, Estados Unidos, Japão e União Europeia

O chefe de pesquisa em economia global do Goldman Sachs, Jim O’Neill, o homem que criou o acrônimo BRIC – que se refere ao grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China – afirmou dia 15/04 que um dos principais desafios do Brasil é ter uma política monetária bem avançada para controlar a inflação, sem descuidar do crescimento do consumo interno.

Falando a jornalistas e economistas via videoconferência na sede da Federação do Comércio (Fecomercio), em São Paulo, O’Neill afirmou que o Brasil está concentrado na economia interna. Ele acredita que é preciso continuar nessa linha para manter a inflação baixa e estável, mas que é preciso também apresentar maior comprometimento com o comércio internacional.

Segundo o economista, os Brics representam 16% do PIB global, o equivalente a quase 70% dos Estados Unidos. “Em 2018, juntos, eles serão tão grandes quanto os Estados Unidos. É uma conta simples, porque é nos países dos Brics que há de maneira mais rápida o crescimento da economia e do consumo”, disse.

Na sua opinião, não faz sentido que o G-7 ainda tenha mais peso que os Brics, já que, individualmente, são maiores do que o Canadá, que faz parte do bloco dos mais ricos. “Acredito que deveríamos começar a pensar em um novo G-7 composto pelos quatro países do Bric, mais Estados Unidos, Japão e União Europeia.”

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Fonte: Época Negócios - 15/04/2010

11 janeiro 2010

Filiais brasileiras de multinacionais faturam mais que matriz

Várias empresas multinacionais atuantes no Brasil viram suas filiais locais faturarem mais que a matriz em 2009. Com a crise internacional (onde o Brasil foi menos afetado que países desenvolvidos), investimentos internacionais e expansão da classe C, o país ganhou importância nas vendas de multinacionais estrangeiras. Alguns casos de filiais brasileiras que faturaram mais que a matriz são Avon e Mercedes-Benz (caminhões).

Há também casos em que a filial do Brasil se aproximou bastante da matriz: Nestlé, Coca-Cola e LG. O Brasil já é um dos maiores mercados mundiais em muitos setores, com uma taxa de crescimento respeitável.

O Brasil também tem multinacionais próprias (ou em processo de expansão internacional), como a Odebrecht, WEG, Embraco, Sadia, Gerdau, Votorantim Cimentos, Ambev, Petrobras, Natura, Vale e Embraer.

Chama a atenção também o fato de quatro empresas brasileiras já constarem entre as 100 maiores do mundo: a Petrobras (à frente do Google, 9a. maior do mundo), Vale (33a.), Itaú-Unibanco (59a.) e Bradesco (97a.). O ranking é da Ernst&Young. Outras cinco empresas brasileiras aparecem entre as 300 maiores do mundo: Ambev (111a.), Banco Santander (123a.), Banco do Brasil (151a.), OGX (225a.) e Itaúsa (230a.).

Isso mostra que a economia brasileira está evoluindo e amadurecendo, com fusões, incorporações e investimentos em setores competitivos. O país ainda precisa superar desafios estratégicos importantes, como melhorar a distribuição de renda e aumentar a qualidade da educação, segurança pública e saúde.

08 dezembro 2009

Cenário para 2010

A partir de uma pesquisa em várias fontes, montei uma apresentação mostrando o provável cenário econômico para 2010. O resultado é bastante animador. Confira abaixo.

07 dezembro 2009

Varejo pode crescer até 10% em 2010

Dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) indicam que, em uma previsão "otimista" para 2010, as vendas do varejo no Brasil poderão ter crescimento real de 10% no próximo ano em relação a 2009. Na previsão "realista", o crescimento será de 8%.

Segundo a Fecomercio, as expectativas para aumento do PIB estão entre 4,5% e 5%, o que garantirá "a manutenção do consumo e a retomada do crescimento mais robusto do volume do crédito".

Pelas estimativas da instituição, os segmentos que devem puxar as vendas deste Natal são eletrodomésticos e eletroeletrônicos (27%), lojas de departamentos (19%) e farmácias e perfumarias (18%).

Fonte: O Estado de S. Paulo - 07/12/09