Arnaldo Rabelo

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10 outubro 2014

FMI prevê 2º menor crescimento para o Brasil desde 1998

O Fundo Monetário Internacional reduziu sua previsão de crescimento da economia brasileira neste ano de 1,3% para 0,3%.


Se a previsão for confirmada, será o segundo pior resultado desde 1998, quando a economia não registrou crescimento. Com a sequência de dois trimestres seguidos de resultado negativo, configura-se um quadro de recessão técnica.

Diante desse cenário, só resta às empresas procurar ser bem mais competitivas que os concorrentes. Para isso, devem identificar seus pontos fracos e atuar para corrigi-los, além de explorar ao máximo seus pontos fortes.

Fonte: G1 - 07/10/2014

13 dezembro 2012

54 municípios concentravam 50% do PIB do país em 2010

Apenas 54 municípios – dos cerca de 5,5 mil existentes no Brasil – concentravam cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na outra ponta, outras 1.325 cidades, juntas, detinham 1% do total.


Somados, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília concentraram 20,8% dos R$ 3,77 trilhões do PIB daquele ano. A “fatia”, no entanto, foi menor que no ano anterior: em 2009, os três municípios foram responsáveis por 21,4% do PIB. A participação de São Paulo – que seguiu no primeiro lugar do ranking dos maiores PIBs do país –, caiu de 12% para 11,8%; do Rio, de 5,3% para 5%; e de Brasília, de 4,1% para 4%.
No ranking dos seis municípios que mais geraram renda em 2010 estão ainda Curitiba e Belo Horizonte, com 4,1% cada, e Manaus, com 1,3%. Juntos, os seis responderam por 25% de todo o PIB brasileiro naquele ano.

Tirando as capitais, 11 municípios se destacaram por gerarem mais de 0,5% do PIB – oito deles no estado de São Paulo: Guarulhos (SP), Campinas (SP), Osasco (SP), São Bernardo do Campo (SP), Betim (MG), Barueri (SP), Santos (SP), Duque de Caxias (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), São José dos Campos (SP) e Jundiaí (SP).

Fonte: G1
Ver matéria na íntegra aqui.

26 novembro 2011

Classes emergentes estimulam inovação

Estudo aponta que empresas terão que mudar estratégia para atingir novos públicos

De acordo com o estudo da Ernest & Young, Innovating for the next three billion: The rise of the global middle class, a nova classe média global impulsiona a necessidade de as empresas mudarem a direção estratégica para capacitar as demandas do novo público. Essa transformação envolve a criação de produtos e serviços totalmente novos para atender a faixa populacional que será engrossada por mais de três bilhões de pessoas até 2030.

"O estudo mostra que os mercados de crescimento acelerado, entre eles o Brasil, começarão a deixar de dirigir suas economias para uma dependência em exportações, mas para um modelo de crescente consumo interno", afirma André Viola Ferreira, sócio-líder da Ernst & Young Terco para mercados estratégicos. O executivo também afirma que apesar de não ser rica pelos padrões dos países desenvolvidos, a classe média nesses mercados já está poupando menos e gastando mais, criando grandes oportunidades para companhias que podem servi-la com produtos e serviços relevantes para suas necessidades.

A pesquisa destaca que a maioria das empresas de economias desenvolvidas atualmente dirige suas energias e atividades principalmente para produtos finais premium em seus mercados de alto crescimento. Mesmo entre companhias de alta performance nesses mercados, essa proporção é alta: 40%. O relatório argumenta que esse foco em bens de luxo terá que mudar.

O aumento no número de consumidores de renda média previsto até 2030 representará um aumento de demanda de US$ 21 trilhões para US$ 56 trilhões. "Trata-se de um enorme potencial em economias de rápido crescimento, e essa pesquisa demonstra a escala de oportunidade para companhias que desenvolvem produtos inovadores", diz Ferreira. "As empresas precisam pensar sobre mudanças fundamentais no modo como trabalham para tirar vantagem dessas mudanças demográficas", completa.

Fonte: Cliente SA - 25/11/2011

05 junho 2011

Economia: sinal amarelo à frente

Embora a economia tenha crescido 1,3% no primeiro trimestre, há sinais de desaceleração

O consumo das famílias, que responde por 60% do PIB, dá sinais de desaceleração. Os motivos para isso são a inflação mais alta e a contenção do crédito. A indústria também recua, em função das mesmas condições (crédito e inflação). Segundo a MB Associados, o PIB deve crescer 3,9% este ano.

Variação do PIB no trimestre, em relação ao trimestre anterior, em %

Veja os sinais de desaceleração da economia:
Na indústria: A indústria, que representa quase 30% do PIB, teve uma queda de 2,1% em sua produção em abril.
Entre empresários: Confiança dos empresários, medida pela FGV, recuou 1,2% em maio, o que pode afetar investimentos.
Entre consumidores: Os consumidores estão menos confiantes, o que significa que eles poderão segurar os gastos. O índice caiu 2,1% em maio, segundo a FGV.
Na indústria de embalagens: As vendas de papel ondulado caíram 5,91% em abril, sinalizando que a indústria que compra o papel - usado em embalagens - produz menos.
Na produção de automóveis: A produção de automóveis tem desacelerado. Em dezembro ela crescia 28,5%, contra o mesmo mês de 2010. Em abril, apenas 1,9%. É um setor importante porque demanda vidro, borracha, aço e outros componentes.

As empresas devem considerar este novo cenário em seus planejamentos.

Fonte: Folha de S. Paulo - 04/06/2011

26 janeiro 2011

Atividade econômica terá aceleração

Indicador aponta trajetória de crescimento ao longo do primeiro semestre

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica cresceu 0,1% em novembro de 2010 frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 100,9. Foi a sexta elevação mensal consecutiva deste indicador. Como, por sua metodologia de construção, o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da atividade econômica com seis meses de antecedência, esta seqüência de elevações mensais do Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica em região superior ao nível 100 aponta que o ritmo do crescimento econômico tenderá a exibir uma trajetória de aceleração ao longo do primeiro semestre de 2011.

Desta forma, as medidas de restrição ao crédito determinadas pelo Banco Central em dezembro último, o ciclo de elevação da taxa Selic e os esforços do governo federal em conter o avanço dos gastos públicos deverão produzir efeitos mais significativos, em termos de desaquecimento da economia, somente a partir do final do primeiro semestre deste ano, avaliam os economistas da Serasa Experian.

Fonte: Cliente S.A. - 24/01/2011

05 janeiro 2011

Varejo deve continuar aquecido em 2011

Crescimento da renda foi um dos motivos da alta no setor

O varejo brasileiro cresceu 10,3% em 2010, em relação ao ano anterior. Em dezembro, a alta foi de 2,9% na comparação com novembro, já descontadas as influências sazonais, segundo dados da Serasa Experian divulgados ontem (04/01).

De acordo com o professor do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Maurício Morgado, o crescimento da renda foi um dos motivos que desencadeou a alta no setor varejista.

"O crescimento da renda, a redução dos índices de desemprego e a abundância de crédito trouxeram mais otimismo para o consumidor, que passou a comprar mais", destaca Morgado.
Sobre as expectativas para o desempenho do varejo em 2011, Morgado acredita que haverá mais crescimento.

"O varejo deve continuar crescendo, há muito espaço para isso, sobretudo, devido ao avanço da classe D (renda familiar mensal entre R$ 700 e R$ 1.500), que está começando a ganhar poder aquisitivo e a entrar com mais força no mercado", revela Morgado.

Com relação aos setores que devem crescer em 2011 o professor acredita que "eletrodomésticos, celulares, alimentos, automóveis, medicamentos, produtos de beleza e higiene pessoal são os que mais irão impulsionar o varejo".

Fonte: Cliente S.A. - 05/01/2011

16 abril 2010

Mundo deveria ter um novo G-7, com os países do BRIC, diz Jim O'Neill

Criador do termo BRIC defende que o grupo seja formado por Brasil, Rússia, Índia, China, Estados Unidos, Japão e União Europeia

O chefe de pesquisa em economia global do Goldman Sachs, Jim O’Neill, o homem que criou o acrônimo BRIC – que se refere ao grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China – afirmou dia 15/04 que um dos principais desafios do Brasil é ter uma política monetária bem avançada para controlar a inflação, sem descuidar do crescimento do consumo interno.

Falando a jornalistas e economistas via videoconferência na sede da Federação do Comércio (Fecomercio), em São Paulo, O’Neill afirmou que o Brasil está concentrado na economia interna. Ele acredita que é preciso continuar nessa linha para manter a inflação baixa e estável, mas que é preciso também apresentar maior comprometimento com o comércio internacional.

Segundo o economista, os Brics representam 16% do PIB global, o equivalente a quase 70% dos Estados Unidos. “Em 2018, juntos, eles serão tão grandes quanto os Estados Unidos. É uma conta simples, porque é nos países dos Brics que há de maneira mais rápida o crescimento da economia e do consumo”, disse.

Na sua opinião, não faz sentido que o G-7 ainda tenha mais peso que os Brics, já que, individualmente, são maiores do que o Canadá, que faz parte do bloco dos mais ricos. “Acredito que deveríamos começar a pensar em um novo G-7 composto pelos quatro países do Bric, mais Estados Unidos, Japão e União Europeia.”

- Ver matéria completa.

Fonte: Época Negócios - 15/04/2010

08 dezembro 2009

Cenário para 2010

A partir de uma pesquisa em várias fontes, montei uma apresentação mostrando o provável cenário econômico para 2010. O resultado é bastante animador. Confira abaixo.