Arnaldo Rabelo

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23 março 2013

Brasileiro deve gastar R$ 786 com vestuário em 2013

Estimativas do Pyxis Consumo, do Ibope Inteligência, apontam que cada brasileiro deve gastar neste ano, em média, R$786 com vestuário. O valor é 17% superior ao estimado em 2012, quando a média nacional foi de R$670.


De acordo com o estudo, as classes B e C serão as maiores consumidoras, com 40% do potencial de consumo cada. Em reais, o potencial de consumo da classe C é de R$ 52 bilhões e o da classe B, R$ 51 bilhões, de um total de R$ 129 bilhões estimados para 2013, 18% a mais do que no ano passado. A classe A deve representar 12%, com potencial de consumo de R$ 15 bilhões, acima dos R$ 13 bilhões do ano passado.

É interessante notar que as classes A e B somadas representam 28% dos domicílios, mas 51% do consumo, enquanto a classe C representa 53% dos domicílios, mas 40% do consumo.

Fonte: Portal da Propaganda / Rose Guirro - 18/03/2013

19 março 2012

Classes D e E gastam mais com marcas famosas

O comportamento do consumidor tem mudado nos últimos anos. Tanto que os pertencentes às classes D e E passaram a consumir produtos mais caros, mas com benefícios garantidos, revela o estudo “Mudanças no Mercado Brasileiro”, realizado pela Nielsen.

De acordo com o analista de mercado da Nielsen, Ramon Cassel, a preferência por produtos de marcas famosas ocorre pela menor condição de erro, ou seja, na percepção desses consumidores, as marcas mais caras garantem satisfação em relação à qualidade do produto. “O cliente das classes mais baixas tem menos espaço para errar, por isso procura produtos de marcas líderes, cujos benefícios são garantidos”, completa.

Consumidor mutável
Segundo o estudo, a mudança comportamental do consumidor tem ocorrido, principalmente, pela ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado, pelo crescimento da importância dos níveis socioeconômicos médio e baixo, pela maior diversificação nos gastos dos lares e a maior confiança na economia do país.

De acordo com o levantamento, segmentos básicos cresceram 5,2% em 2011, enquanto produtos diferenciados tiveram alta de 13% no mesmo período. “O consumidor está percebendo e buscando categorias de maior valor agregado e consegue acessá-las quando os fabricantes se movimentam para atingir os anseios desses consumidores”, explica Cassel.

O maior acesso às marcas mais caras são alavancadas, principalmente, pela redução temporária de preço, o que atrai novos consumidores para a categoria; promoções como “leve dois e pague um”; brindes, que acabam gerando um aumento da compra dos produtos, além das embalagens econômicas, que geram economia.

A pesquisa também apontou que as ações realizadas pelas marcas dentro dos estabelecimentos têm resultados mais efetivos em curto prazo, já as ações realizadas na TV ou internet costumam gerar resultados em longo prazo. Também foi observado que as categorias de marcas premium e inovadoras apresentam potencial de crescimento em países emergentes.
 
Fonte: Info Money - 16/03/2012

Classe AB faz marcas focarem em relacionamento e serviços

O mercado tem voltado as atenções para a entrada de 30 milhões de consumidores na classe C nos últimos anos. Mas empresas como Mercedes-Benz, Bodytech, Pão de Açúcar e Kopenhagen estão de olho na significativa ascensão de quase sete milhões de brasileiros nas camadas A e B no mesmo período, o que aumentou para 20 milhões o número de pessoas da elite no Brasil, segundo estudo da FGV-Rio, em 2011. Para atender esta crescente demanda, as marcas investem em relacionamento e ofertas de serviços diferenciados para conquistar e reter os clientes do topo da pirâmide, que representam 55% do consumo do país.

Apesar de abranger apenas 10% da população brasileira, de acordo com levantamento do IPC Editora e Fecomercio, os consumidores da classe AB gastam tanto quanto os 90% restantes da população. Com veículos, por exemplo, a classe AB investiu em 2011 R$ 5,7 bilhões, enquanto o restante da população designou R$ 5,9 bilhões para a categoria. A projeção é que este grupo continue crescendo e atinja 31 milhões de pessoas em 2014, 50% a mais do que atualmente.

Dispostos a pagar mais por recursos sofisticados e personalizados, as empresas criam produtos e serviços premium para agradar os clientes e, ao mesmo tempo, lucrar com a oferta. “Quando uma mulher do grupo social AB entra no salão de beleza, ela leva em consideração a música ambiente e a decoração, além do corte do cabelo. Está acontecendo uma mudança no mercado em que os serviços começam a fazer parte do produto para atender as expectativas desse cliente. Podemos observar este fenômeno desde o mais básico, como uma garantia e diferentes canais de venda, até atividades que fogem da proposta do produto original”, comenta Mônica Sabino, Professora da Business School São Paulo, da Universidade Anhembi Morumbi.

Veja matéria completa aqui.

Fonte: Mundo do Marketing - 05/03/2012

15 agosto 2011

Quase metade dos usuários brasileiros de TV por assinatura são da classe C

Um total de 43% dos consumidores brasileiros que possuem TV por assinatura são da classe C. É o que diz o estudo “Classe C de Conectados”, do Data Popular.

A pesquisa também aponta que, nos próximos 12 meses, 13% dos membros desta camada pretendem comprar o serviço, seguidos pelas classes B (12%), e D (8%).

Fonte: Mundo do Marketing - 12/08/2011

09 agosto 2011

Consumidoras da classe C são responsáveis por maior parte da renda feminina

As mulheres da nova classe média respondem por 47,1% do total

A massa de renda da mulher brasileira cresceu 68,2% entre 2002 e 2011, enquanto a dos homens expandiu apenas 43,1% no período.

Nos últimos anos, a renda feminina passou de R$ 412,4 bilhões para R$ 693,5 bilhões. Deste total, as consumidoras da classe C respondem por 47,1%. Em seguida aparecem as classes A (22,2%), B (20,7%), D (9,6%) e E (0,5%).

Fonte: Mundo do Marketing

26 janeiro 2011

Classe C lidera consumo de produtos de higiene e cuidados pessoais

Principais fontes de gastos são cabelo e corpo

A Classe C é a líder em consumo de produtos relacionados a higiene e cuidados pessoais no Brasil. Entre as fontes de gastos, as principais estão o cabelo e o corpo. De cada R$ 100,00 investidos neste setor, a média de gasto em cada um dos itens é de R$ 18,50 e R$ 17,30, respectivamente.

Em 2010, a participação da Classe C neste mercado alcançou 45,6%, equivalente a R$ 19,8 bilhões, com um crescimento de oito vezes desde 2002. Este aumento é expressivo quando comparado à classe A e B que, juntas, consumiram três vezes mais em relação ao mesmo ano, o que representa o montante de R$ 15,9 bilhões.

Fonte: Exame - 26/01/2011

05 janeiro 2011

Varejo deve continuar aquecido em 2011

Crescimento da renda foi um dos motivos da alta no setor

O varejo brasileiro cresceu 10,3% em 2010, em relação ao ano anterior. Em dezembro, a alta foi de 2,9% na comparação com novembro, já descontadas as influências sazonais, segundo dados da Serasa Experian divulgados ontem (04/01).

De acordo com o professor do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Maurício Morgado, o crescimento da renda foi um dos motivos que desencadeou a alta no setor varejista.

"O crescimento da renda, a redução dos índices de desemprego e a abundância de crédito trouxeram mais otimismo para o consumidor, que passou a comprar mais", destaca Morgado.
Sobre as expectativas para o desempenho do varejo em 2011, Morgado acredita que haverá mais crescimento.

"O varejo deve continuar crescendo, há muito espaço para isso, sobretudo, devido ao avanço da classe D (renda familiar mensal entre R$ 700 e R$ 1.500), que está começando a ganhar poder aquisitivo e a entrar com mais força no mercado", revela Morgado.

Com relação aos setores que devem crescer em 2011 o professor acredita que "eletrodomésticos, celulares, alimentos, automóveis, medicamentos, produtos de beleza e higiene pessoal são os que mais irão impulsionar o varejo".

Fonte: Cliente S.A. - 05/01/2011

29 junho 2010

Empresas investem pouco em inovação para a Classe C

Estratégia mais comum é criar versões baratas do mesmo produto, normalmente com mudanças no tamanho da embalagem

Os estudiosos do consumo identificaram que empresas interessadas em conquistar o consumidor da baixa renda adotam quatro tipos diferentes de estratégia. A mais comum é criar versões mais baratas do mesmo produto, normalmente com mudanças no tamanho da embalagem. A menos adotada, mas considerada a mais importante, é a criação de produtos e serviços específicos para quem tem menos dinheiro.

Segundo o consultor Haroldo Torres, a relutância em inovar tem razões culturais e financeiras. “Criar algo pressupõe aceitar que padrões bem-sucedidos podem não servir no futuro”, diz Torres. “Também exige mudar a cultura de trabalho, a gestão e a até a composição da equipe. Para ele, ações como essas demandam tempo e, acima de tudo, dinheiro, sem que o investidor tenha garantias de retorno. “Poucos homens de negócio têm coragem de reconhecer erros ou assumir os riscos de mudanças que podem levar a perdas financeiras”, afirma.

Veja abaixo as estratégias mais comuns para conquistar a classe C:
1) Vender mais, do mesmo, por menos;
2) Repaginar produtos tradicionais;
3) Apostar na inovação;
4) Investir no bem estar do consumidor.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: IG - 24/06/10

22 novembro 2009

A nova classe média brasileira

Mais uma vez, vários veículos publicaram matérias recentes sobre o público formado pela classe C, chamada de a nova classe média brasileira.

Uma das matérias é a da Época Negócios. Outra é do Estadão. Formada por mais da metade da população do país (renda entre R$ 1.115,00 e R$ 4.807,00), movimentam mais de R$ 600 bilhões na economia. Pesquisas mostram que são avessos a comprar em lugares "chiques". As mulheres da classe C não se identificam com o padrão de beleza que tanto vemos nas passarelas (altas, magras, loiras). As amigas são as grandes influenciadoras de compra.

Esse público lê mais, estuda mais e viaja mais. Para atendê-lo (já é o foco da maioria dos empresários), as empresas apostam em facilitar o pagamento através do parcelamento.

As empresas devem investir em pesquisas para compreender melhor esse público, que consome cada vez mais.

06 maio 2009

Apoiado na classe C, consumo nacional deve crescer

Dados do IPC-Target do Brasil em Foco 2009 apontam que, neste ano, o consumo da população brasileira deverá movimentar cerca de R$ 1,8 trilhão, com forte participação da classe C

Por mais que a crise econômica ainda seja um desafio - e um temor - para os negócios do País, o consumo dos brasileiros no ano de 2009 deverá aumentar, com grande destaque para movimentação de compras gerada pela classe C e por suas subdivisões.

A conclusão é resultado dos dados apurados pela empresa Target Marketing em relação ao IPC-Target do Brasil em Foco 2009, indicador do potencial de consumo da nação, que leva em consideração os 5.565 municípios do País.

De acordo com a pesquisa, o consumo dos brasileiros neste ano irá superar a marca de R$ 1,863 trilhão, o que aponta para um crescimento das despesas familiares superior em 1,6% à própria projeção de crescimento do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). A expectativa de consumo é alicerçada em uma projeção de crescimento da população, que deverá alcançar o total de 191,5 milhões de habitantes até o final do ano.

A classe C deve aumentar a sua potencialidade de consumo, ampliando a sua participação no montante nacional. Mesmo dividida em subgrupos - como a classe C2 (que, em termos de renda, estaria mais próxima das classes D e E) e C1 (que se aproximaria da classe B) - a classe C, unida, deverá representar R$ 532,8 bilhões no total do consumo nacional. Considerando apenas o subgrupo de menor poder aquisitivo dessa classe, a movimentação gerada deverá ser de R$ 314,6 bilhões, o que corresponde a 17,8% do total do consumo nacional das áreas urbanas.

Por conta desse crescimento, a tradicional "classe média" deverá perder um pouco de espaço, já que passará a receber os representantes da classe C1, que passaram a deter um maior poder de consumo. Apesar disso, a força dessa fatia ainda é grande, devendo ser responsável por cerca de R$ 723,6 bilhões - o que corresponde a 41% de todo o consumo nacional.

Em termos de mobilidade social, a pesquisa aponta uma possível tendência de queda no poder de consumo das classes A2, B1 e B2, e aumento do poder das classes C1 e C2. Em relação á concentração por região, o Sudeste continua sendo a área onde mais se consome no Brasil, sendo responsável por 51,4% do total do consumo nacional. O Nordeste aparece na vice-liderança, respondendo por 18,8% do total do consumo, enquanto a Região Sul aparece em terceiro lugar, devendo gerar por 16,3% de todo o consumo do País neste ano. A região Centro-Oeste aparece em quarto lugar (7,8% de participação) e a Norte vem em quinto, com 5,7%.

Fonte: Meio & Mensagem - 29/04/09

11 abril 2009

Para onde vai o consumo

A revista Exame de número 940 está com uma matéria de capa muito interessante, mostrando as estimativas de consumo no varejo para 2009.

As principais previsões são:


As classes sociais não costumam ser definidas pela renda, mas pelo padrão de vida, medido por um questionário padronizado (Critério Brasil). Mas, como referência, incluí a renda média (em reais) de cada classe social em 2009 e também quanto cada classe representa da população brasileira (esta última coluna é a única com dados mais antigos, de 2005).

A classe C na crise

Várias reportagens recentes falam sobre a classe C no momento atual. Uma das mais interessantes, da revista Exame (02/04/09), fala sobre os diferentes comportamentos de consumo. Foram identificados 3 perfis: o consumista, o planejador e o retraído.

O Estadão do dia 05/04/09 mostrou que a classe C voltou a encolher, devolvendo 563 mil pessoas às classes D e E.

Segundo o DCI (30/03/09), as classes C e D hoje representam 67% dos desempregados no Brasil.

E, segundo o Portal Fator (09/04/09), 69% dos cartões estão na base da pirâmide, com as classes C, D e E. No ano passado, eles movimentaram R$ 111,8 bilhões (52% do volume total).

Curiosamente, uma reportagem do jornal O Globo (04/04/09) diz que 76% da classe C não abre mão do seu padrão de consumo. Não é o que diz Miriam Leitão em sua coluna no mesmo O Globo (11/04/09).

28 março 2009

Nestlé aposta suas fichas em venda porta a porta para conquistar baixa renda no país

Responsável por 82% do consumo no Brasil, classes C, D e E viram alvo para aumentar vendas da empresa

Conscientes da importância da baixa renda para a expansão de seus negócios no país, as empresas começam a criar estratégias para conquistar essa fatia da população. Não é à toa. As classes C, D e E representam nada menos do que 82% do consumo nacional. Ciente disto, a Nestlé resolveu, literalmente, ir atrás desses consumidores.

Em 2006, a multinacional lançou a venda porta a porta de seus produtos. Por esse sistema, a empresa seleciona empreendedores para se tornarem microdistribuidores. Instalados em bairros periféricos, eles recrutam mulheres da própria comunidade para trabalhar com a venda de produtos Nestlé em carrinhos.

A multinacional fica responsável por orientar e treinar as vendedoras, inclusive com conceitos de nutrição e saúde, abastecer os microdistribuidores e preparar os catálogos de venda.

O programa, batizado de Nestlé até Você, começou com dez microdistribuidores e 800 revendedoras. Hoje, está presente em 40 cidades do estado de São Paulo, além do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Curitiba, Belo Horizonte e Belém.

No final de 2008, o projeto contava com 140 microempreendedores e seis mil revendedoras, o que garantia visitas a cerca de 200 mil lares por quinzena.

A estratégia tem mostrado resultados. No ano passado, a área de baixa renda da empresa teve crescimento de 15%, faturando R$ 1 bilhão, ou 7% do faturamento total de R$ 14 bilhões da companhia. Entusiasmada com os resultados, a empresa agora começa a expandir o programa para o Nordeste, inicialmente no Ceará e em Pernambuco.

“Estômago não tem classe. Esse projeto funciona. Até o final de 2009, devemos ter 10 mil colaboradoras e 250 microdistribuidores”, afirma Ivan Zurita, presidente da Nestlé no país.

“O projeto nasceu há três anos no Brasil e se mostrou uma iniciativa de sucesso. Já levamos o conceito para a Venezuela, Colômbia e Equador”, completa Luis Cantarell, vice-presidente da Nestlé responsável pela Zona das Américas.

A expectativa da Nestlé no Brasil, segundo Zurita, é crescer o dobro do PIB neste ano – a multinacional projeta um resultado positivo para o indicador. Espera-se, no entanto, que o segmento de baixa renda cresça o dobro disso.

Facilidade
Alexandre Aramayo, de 32 anos, é um dos microdistribuidores do Nestlé até Você. Ele atua em Guarulhos, na Grande São Paulo. “Conto com cinco funcionários e 53 revendedoras, nos 17 bairros em que trabalho. Visitamos cerca de 10 mil residências por mês. Quando começamos, vendíamos cerca de 300 kits por mês. Hoje, já são 1,9 mil”.

Além de produtos isolados, vendidos por catálogo, os microdistribuidores também vendem kits, compostos de produtos refrigerados e secos.

“Muitas regiões periféricas não contam com grandes supermercados por perto. O consumidor é obrigado a percorrer longas distâncias com as sacolas na mão. Os produtos refrigerados podem estragar. Outra vantagem da venda porta a porta é que o cliente pode postergar o pagamento, além de ser atendido por um conhecido”, fala Alexandre Costa, diretor da Nestlé responsável pela área.

De fato, o atrativo maior para o consumidor não está no preço. Os produtos vendidos porta a porta são, em média, de 10% a 20% mais caros do que os encontrados em grandes redes de supermercado.

De acordo com as regras do programa, as revendedoras têm 20 dias para pagar os produtos ao microdistribuidor. Este, por sua vez, tem 28 dias para acertar as contas com a Nestlé. A margem de lucro para ele fica em torno de 60%. Já as revendedoras ganham, em média, R$ 320 por mês.

“Depois de um ano e três meses, consegui, em fevereiro, recuperar os R$ 70 mil que investi para me tornar um microdistribuidor. Com o que ganho, vivo bem e consigo pagar uma boa escola particular para os meus filhos”, comemora Aramayo.

Outras frentes
Além da venda por catálogo, a empresa alimentícia tem desenvolvido produtos específicos para a baixa renda para atrair o segmento. O Leite Ideal, por exemplo, foi criado exclusivamente para atender às necessidades da venda porta a porta.

Enriquecido com ferro, cálcio e as vitaminas A, C e D, que buscam cobrir carências nutricionais, o alimento é oferecido em embalagens sachês, o que reduz seu preço final. Sucesso de vendas, o Leite Ideal agora chega às prateleiras dos supermercados da região Nordeste do país.

A Nestlé também já lançou outros produtos tradicionais em embalagens de custo mais baixo, como os biscoitos Bono e Passatempo e sachês de Farinha Láctea, Mucilon, Nescau e Ninho.

A instalação da fábrica de Feira de Santana, na Bahia, em 2007, também tem cumprido um papel estratégico para a multinacional. A unidade, que produz massas lámen e envasa produtos lácteos, café solúvel e cereais, contribui para reduzir custos, principalmente logísticos, na região.

Quando foi construída, a expectativa da Nestlé era que sua capacidade teria que ser ampliada após dois anos. Contrariando os prognósticos, a ampliação da fábrica começou a ser ampliada já neste ano.

Em uma última frente, a Nestlé até Você leva representantes autorizados para vender produtos da marca nas estações de trens e metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já é possível também encontrar os alimentos em lojas como a Casas Bahia. Agora, só resta saber até quando a baixa renda vai ser suficiente para aplacar a fome de crescimento da Nestlé.

Fonte: Época Negócios - 26/03/09

11 março 2009

Classe C é apontada como o motor da economia brasileira

Uma pesquisa realizada em cinco capitais, com casais que têm renda familiar entre mil e dois mil reais mostra que a nova classe C brasileira é vaidosa, sonha com uma casa mais bonita.

O arroz com feijão continua sendo o prato preferido de 52% dos brasileiros que ganham. Mas os hábitos desta nova classe C estão mudando.

A maioria acha que tecnologia, como DVD, televisão, celular, contribui para o bem estar da família.

O computador 80% é fundamental e não dá mais pra viver sem ele.

De cada 10 pessoas seis têm cartão de crédito. Mas a maioria pensa duas vezes na hora de usar.

Os maiores sonhos mudaram. Antes, a classe C queria uma casa e um carro. Agora, deseja um carro novo e uma casa mais bonita.

Quem cuida bem da aparência tem mais chance de ter sucesso. Esse é o pensamento de mais de 70% dos entrevistados.

Por isso, mulheres e também homens frequentam salões de beleza duas vezes por mês e gastam entre R$ 15 e R$ 30 por visita.

O zelador Herom sabe exatamente porque passa creme nos cabelos. “Pra ficar mais legal, senão fica muito ressecado”.

Para o coordenador da pesquisa o desejo e o potencial de consumo desses brasileiros são o motor da economia do Brasil.

“Existe uma dependência do crescimento do Brasil pelo crescimento da classe C. Então nós, como todos os agente econômicos, temos que estar atento para onde estão os desejos e o comportamento do consumidor para podemos nos adequar à eles, porque aí sim podemos fazer girar a roda da economia”, alerta Aloísio Pinto, coordenador da pesquisa.

Fonte: Jornal Hoje - 11/03/09

12 fevereiro 2009

Crise afeta mais ricos e não impede avanço da classe média

FGV: classe C sobe 1,24%, e AB cai 0,65% no período agudo da crise

A crise financeira mundial não impediu uma expansão da classe média emergente do país. Por outro lado, prejudicou mais a classe rica do que a pobre.

As conclusões são de um estudo de Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, batizado de "Crônicas de uma Crise Anunciada: Choques Externos e a Nova Classe Média".

Pelo estudo, a quantidade de pessoas da classe C (com renda mensal familiar entre R$ 1.115 e R$ 4.807) continuou subindo nos últimos três meses de 2008, período do agravamento da crise.

Em setembro de 2008, estavam incluídos na classe 53,81% da população com idade entre 15 e 60 anos das seis principais regiões metropolitanas do país.

Essa parcela era de 53,15% em setembro, o que revela um salto de 1,23% no período.

A ascensão se deu, sobretudo, pelo aumento das pessoas que deixaram as classes mais baixas. Em setembro, a classe E (pessoas com renda mensal até R$ 804) correspondia a 17,9% da população e, em dezembro, a 17,68%, o que representa uma queda de 1,23%.

Em um ano, houve recuo de 8,01% no contingente de pessoas nesta faixa. A classe D também encolheu: 2,51% entre setembro e dezembro.

No entanto, a piora da crise diminuiu em 0,65% o número de pessoas que pertenciam à classe AB (que ganham acima de R$ 4.807).

Antes da crise, 19 em cada cem pessoas desta camada migravam para classes inferiores; após setembro, esse número subiu para 25.

"A crise atingiu os mais ricos e não afetou a ascensão dos mais pobres. É uma crise contra os ricos e pró pobres." Renda O aumento da renda e a diminuição da desigualdade social também foram pouco afetados. A renda média caiu 0,62% de setembro a dezembro, para R$ 662,47, uma queda pequena, se levada em consideração a desaceleração esperada da economia.

Já o índice Gini, que mede a desigualdade de distribuição de renda, recuou 1,07%. "O estudo diz que não tem nenhuma catástrofe", afirmou Neri, que diz ser um "otimista relativo" quanto ao futuro.

Informações de Marcelo Néri (FGV)



Fonte: Destak - 12/02/09

22 dezembro 2008

Crise interrompe crescimento da classe média

Aumento do desemprego e corte do crédito devem brecar a ascenção social que marcou o Brasil nos últimos anos

(Márcia de Chiara e Andrea Vialli)

O fenômeno que permitiu a ascensão social de milhões de pessoas, a melhora da distribuição de renda e ajudou a engordar o mercado interno e a economia, além de mudar o jogo de forças na política brasileira, deve perder fôlego em 2009. Segundo economistas, especialistas em distribuição de renda e institutos de pesquisa dedicados ao consumo, a ascensão de brasileiros pobres à classe média não se deve repetir em 2009.

Uma série de fatores explica a interrupção do crescimento da chamada classe C. Só no ano passado, 20 milhões de pessoas subiram um ou dois degraus na escada social amparados por uma oferta maior de empregos, aumento de salários, acesso facilitado ao crédito - e, portanto, aos bens de consumo -, e pelo incremento de políticas sociais do governo, como o Bolsa-Família. Em 2009, quase todas as condições vão mudar de direção.

Em 2009, o desemprego tende a subir dos atuais 7,6% para 8,5% ou até 10%, de acordo com diferentes projeções. Com a retração da economia, será mais difícil negociar aumentos de salários. Além disso, o crédito já está mais caro e difícil. A única condição que continua jogando a favor são os programas sociais do governo. Para os especialistas, o resultado prático dessa combinação é uma estagnação da mobilidade social.

“O sonho de consumo da classe C vai dar uma travada no ano que vem”, afirma o sócio-diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. “Essa camada da população deve perder bem-estar”, diz o sócio-diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. Para Haroldo Torres, sócio-diretor do instituto de pesquisa de mercado Data Popular, a mobilidade das classes de menor renda deve ficar em “banho-maria” em 2009.

Uma projeção feita pela Target Consultoria, a pedido do Estado, revela a desaceleração do consumo da nova classe média, com renda média familiar média de R$ 1.180,00 por mês. Nos últimos quatro anos, o consumo da classe C cresceu 30% ao ano. Pelas contas da Target, em 2009, a expansão será de 3%, chegando a R$ 652,8 bilhões.

A estimativa é feita com base no Índice de Potencial de Consumo (IPC), criado pela consultoria, leva em conta a estrutura de gastos e a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que embutem projeções para emprego e renda. No estudo, a Target levou em conta as projeções de crescimento de 2,5% do PIB feita pela maioria dos analistas consultados pelo Banco Central.

A perda de fôlego do consumo é significativa. Mesmo em um cenário mais otimista como prevê o governo, de crescimento do PIB de 4% em 2009, o potencial de consumo chegaria a R$ 662,7 bilhões, com alta de 4,6% em relação a 2008. Esse desempenho é bem inferior à média dos últimos quatro anos. “O potencial de consumo da classe C vai dar um estagnada”, observa o sócio-diretor da Target, Marcos Pazzini, responsável pelos cálculos do IPC.

Diante da crise, economistas prevêem uma mudança de rumo para os indicadores de renda, emprego e crédito. “A taxa de desemprego pode atingir 9% ou até 10% em 2009 e deve afetar especialmente as camadas de menor renda, sobretudo os mais jovens”, diz Silveira. Segundo o economista, a massa real de rendimentos, que é o número de ocupados multiplicado pela renda real, deve crescer 1,5% em 2009, depois de subir 6,8% em 2007 e 7,4% este ano.

O crédito ao consumidor, mais caro e mais raro, deve enfraquecer em 2009. Silveira projeta que o saldo dos empréstimos cresça só 7% no ano que vem, depois de aumento de 20%, em média, em 2007 e 2008. “A desaceleração da economia é líquida e certa”, prevê Mendonça de Barros.

Segundo ele, a marcha à ré no crédito vai gerar frustração de consumo para todos e será maior para a nova classe média. Silveira diz que a cesta de consumo da classe C será alterada, com menor renovação de TVs, computadores, eletrodomésticos, veículos, entre outros.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 22/12/08

17 novembro 2008

Classes C e D acreditam que crise será passageira

Para saber o que as classes C e D pensam sobre a crise financeira que começou nos Estados Unidos e se espalhou por todo o mundo, uma agência de publicidade ouviu consumidores de sete países - Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México e Panamá.

No Brasil, é o comportamento das chamadas classes emergentes que deve ditar a tônica da crise. "Toda a economia brasileira, nos últimos anos, tem sido esse aumento de consumo dessa classe. Se essa parcela se retrair muito, daí o Brasil vai sentir mais do que normalmente sente", disse Aloísio Pinto, vice-presidente da agência de publicidade.

Enquanto os latinos em geral acreditam que a crise vai ter no mínimo dois anos e que seu país vá sofrer com as conseqüências, o brasileiro tem uma postura bem mais otimista. "Eles pensam em um ano vamos sentir alguma coisa, mas muito menos do que os nossos vizinhos da América Latina", disse Pinto.

Mas, por via das dúvidas, o brasileiro já está mais cauteloso. Segundo a pesquisa, 80% acreditam que a crise pode trazer algum impacto para a família e 61% já adiaram alguns planos.

A pesquisa foi feita em cidades com mais de 200 mil habitantes e ouviu pessoas com renda familiar entre R$ 607 e R$ 3.003. Hoje, as classes C e D representam 54% da população brasileira.

Fonte: PEGN / G1 - 14/11/08

14 novembro 2008

Classe C, muito além do DVD

Estudo diz que comportamento de consumo das classes A, B e C tem semelhanças

“Eu quero um pouquinho mais (da vida)”, diz um vendedor. “Gosto de coisa boa”, decreta uma empregada doméstica. “Não é por causa de 1 real que vou deixar de comprar a melhor”, completa uma assistente social. Todos da classe C, parte dos 86,2 milhões de brasileiros com renda familiar média de 1.602 reais e que hoje representam 46% da população. A ascensão da “nova classe média” está nas projeções há tempos, mas pouco se sabe sobre o que pensa e o que deseja essa fatia da sociedade. É o que a Limo Inc, empresa de estratégia de comunicação, investigou no estudo Breakonsumers. Apresentado em formato de documentário, revela novos padrões de consumo e uma tendência de convergência de comportamento das classes A, B e C. Grosso modo, Discovery Channel e compras na rua 25 de Março (comércio popular) para todos.

“O que vem depois da conquista da casa própria? Do carro? Da geladeira nova?”, questiona Laura Chiavone, publicitária formada em Sociologia e sócia da Limo, que, ao lado da publicitária Ana Kuroki, concebeu o estudo e o documentário.

Foram feitas 30 entrevistas qualitativas e ouvidos 2.016 integrantes das classes A, B e C em Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Na classe C, 81% dos entrevistados dizem ter tido mais oportunidades na vida do que os pais. Na A/B, 91% afirmam o mesmo.

Na classe C, 65% consideram que o Brasil melhorou nos últimos anos, enquanto 75% da classe A/B têm essa percepção. Por sua vez, uma parcela maior, 84%, dos pesquisados da classe C diz ter vontade de estudar mais, ante 78% na A/B.

O diferencial do Breakonsumers, porém, está em mostrar o consumidor como gente comum, na cozinha ou no sofá da sala, a expor seus conceitos de vida. É aí que vemos a classe C dizer que prefere creme de leite Nestlé, que “encarnou no Ford Focus” ou que “só tomo Coca-Cola”. Ou a classe A/B relatar a satisfação em pechinchar, “gosto de saber que paguei um bom preço”, ou confessar que “amo um genérico”. São exemplos da convergência de comportamentos.

O amplo acesso ao crédito é personagem invisível, porém muito presente, como mostra um casal da classe C. A esposa adora um carnê, “crédito é uma coisa dos deuses”, e o marido compra à vista, “o problema está na paciência da pessoa”. Ele também menciona o canal fechado Discovery Channel e o programa Provocações, exibido pela TV Cultura em São Paulo, como referências culturais.

Como observa a historiadora da USP Maria Helena Capelato: “A grande transformação (social) não veio pela economia”. Está, antes, na comunicação. Ou, em última instância, na educação.

Além da convergência de comportamento, Laura avalia que o anseio por mais conhecimento, para compreender e organizar o excesso de informações do mundo atual, é a descoberta mais importante do estudo. Desejo que, aposta ela, a crise financeira não abalará: “O capitalismo vai ressurgir, em novas bases. Quais serão elas?” A resposta pode estar no depoimento de uma empresária da classe A. “Os privilegiados têm de tomar cuidado”, alardeia. “O dinheiro vai mudar de mãos. Quem vai concorrer com meus filhos é quem hoje anda de ônibus.”

Fonte: Carta Capital - 07/11/08

02 novembro 2008

Classes C e D se preocupam com a crise

A 141 Soho Square encomendou uma pesquisa com o objetivo de oferecer informações sobre o comportamento do consumidor brasileiro para seus clientes, diante das incertezas no cenário econômico nacional e internacional. Para divulgar os resultados obtidos, a agência preparou o The 141 Soho Square Journal, impresso que será enviado a todas as empresas que fazem parte de sua carteira, bem como a fornecedores e parceiros.

A publicação também ganhou uma versão on-line, que traz uma reportagem especial sobre o levantamento, realizada nas ruas de São Paulo. No www.the141sohosquarejournal.com.br, os internautas podem ainda mandar para o presidente da agência, Mauro Motoryn, suas opiniões e sugestões para este momento de crise.

O estudo exclusivo, realizado pelo Ibope em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador) mais o Distrito Federal, com 400 pessoas, revela que é alto o nível de conhecimento dos brasileiros das classes C e D a respeito dos acontecimentos na economia mundial. Os dados indicam que 75% dessa parcela da sociedade está preocupada com a crise, sendo que 73% têm consciência de que ela pode atingir o Brasil. Os integrantes das classes estudadas confirmaram já estar sentindo no bolso os efeitos do imbróglio financeiro, embora tenham uma expectativa positiva em relação à vida pessoal.

Para 65% das pessoas entrevistadas, a volta da inflação e o aumento dos preços dos alimentos é o que causa o maior medo. Em seguida aparecem o medo de perder o emprego (20%) e o de não poder pagar as prestações que devem (13%). Porém, embora estejam conscientes e preocupadas com o momento de turbulência nos mercados, as pessoas não perderam o otimismo e acreditam que 2009 será um ano melhor e que a economia se manterá em crescimento, ainda que num ritmo mais lento.

O universo da pesquisa é constituído por homens (46%) e mulheres (54%) com idade acima de 18 anos, sendo que a maior parte dos entrevistados (41%) situa-se na faixa entre 30 e 49. Das pessoas ouvidas pelo Ibope, 66% pertencem à classe C e 34% à classe D.

Fonte: Portal da Propaganda - 27/10/08

28 outubro 2008

Classes C e D esperam Papai Noel mais magro

Pesquisa do Ibope mostra que efeitos psicológicos da crise já chegaram ao bolso dos brasileiros

Os efeitos da crise financeira internacional chegaram às residências brasileiras das classes C e D, que têm renda mensal até R$ 1,2 mil. Como conseqüência dos acontecimentos das últimas semanas, os consumidores destas faixas de renda já esperam um Papai Noel mais magro que o anteriormente previsto. Apesar disso, não perdem o otimismo quando olham para o futuro da economia brasileira.

As constatações são de pesquisa do Ibope que ouviu 400 pessoas (66% da classe C e 34% da classe D) em cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador) e no Distrito Federal, entre os dias 7 e 9 de outubro - no auge do pânico internacional. O Ibope admite uma margem de erro de cinco pontos porcentuais para mais ou para menos.

O estudo foi encomendado pela agência 141 SoHo Square que já o distribuiu para seus clientes, entre os quais a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), as lojas Marabraz e a Avon.

A população foi questionada sobre a situação financeira do mundo. Para 69% dos entrevistados, a crise irá afetar o seu dia-a-dia, enquanto 20% prevêem riscos somente para as empresas e não para sua vida financeira pessoal.

Os maiores medos dos brasileiros das classes C e D são a volta da inflação (35%), o aumento nos preços dos alimentos (30%) e os riscos de perderem os empregos (20%) e de não conseguirem pagar as prestações que devem (13%).

Diante das incertezas, as famílias estão preparadas para um Natal não tão farto como gostariam. Quase metade dos entrevistados (45%) disse esperar um Papai Noel mais magro, enquanto 31% acreditam que será igual e 21% prevêem melhora em relação ao ano passado.

Com relação à diminuição nos gastos pessoais que dizem já estar fazendo, constam cortes em itens da cesta básica (26%), lazer (24%), pagamento de prestações (20%), vestuário (19%) e alimentos especiais para festas (12%). Entretanto, 21% dos ouvidos ainda não mexeram nos orçamentos familiares.

A preocupação com os efeitos da crise, confessada por 75% dos entrevistados, não abala a confiança futura na economia brasileira. Para 39%, o ano de 2009 será melhor que o atual, 26% acreditam que será igual e 15% sustentam que será muito melhor. Na ala dos pessimistas, 12% acreditam que o ano que vem será pior e 3%, que será muito pior.

"O otimismo do brasileiro se mantém porque a população é acostumada a situações de crise e aos desafios que o País sempre ofereceu", sustenta Hélio Gastaldi, diretor de planejamento do Ibope Inteligência. Para ele, tanto o governo federal como a comunicação comercial têm que estar atentos à percepção das classes C e D sobre o momento atual para que suas mensagens tenham o efeito esperado.

"As pessoas querem uma mensagem otimista, mas não vazia. Elas estão convivendo com a crise, por este motivo, as mensagens não podem ser de pouco caso com este momento. Devem dar à crise a atenção devida, mas, principalmente, aparelhar e orientar o cidadão para enfrentá-la", sugere Gastaldi.

Fonte: Meio&Mensagem - 27/10/08

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Esta notícia atualiza um post anterior sobre o assunto.