Arnaldo Rabelo

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21 dezembro 2012

Mobile: nova audiência e mudança de comportamento


Inclusão digital, nova audiência, mais e melhores aparelhos, mudanças no comportamento do usuário. O mercado mobile se prepara para um movimentado 2013, ano que promete ser um divisor de águas – pela primeira vez, o volume de acesso à internet móvel será maior do que à fixa no Brasil.

Essa é a projeção de Leo Xavier, CEO do Grupo .Mobi. “Vai ser a grande novidade para o próximo ano. O mercado sempre teve desculpas: é caro, é para poucos. Agora, terão de arrumar uma outra”, brinca.

Em outubro, havia cerca de 35 milhões de smartphones no país, o equivalente a 14% de penetração. Depois do Natal, esse número deve pular para 42 milhões. Já os tablets eram cerca de 3 milhões em novembro. “Para mim, essa quantia dobra no Natal”, ele estima.

Uma mudança de comportamento também desponta: a preferência pelos devices móveis mesmo dentro de casa. “As marcas precisam levar isso em conta. O pessoal usa o celular o dia inteiro. Isso é vida real.” Para ele, há um desconhecimento das marcas em relação ao universo móvel, mas não preconceito. “Também demorou para a internet acontecer como mídia, assim como os jornais gratuitos e a TV a cabo.”

Guilherme Santa Rosa, sócio e COO da Mowa, vê aumento nos investimentos, mas ainda pequeno. Ele aponta que a grande revolução virá do uso, e seu foco em 2013 será trazer empresas menores e consumidores com menor poder aquisitivo para essa mídia. “Com a inclusão digital, a audiência está migrando. Ter presença móvel vai deixar de ser desejável e passar a ser essencial. Estamos apostando na base da pirâmide.”

Para aumentar a inclusão, o Ministério das Comunicações está tentando reduzir o preço dos smartphones, por meio da isenção de tributos. Segundo Santa Rosa, a maior oferta de aparelhos de qualidade que não sejam top é uma tendência. “Uma nova massa de consumidores está entrando no mercado. Com o aumento da demanda, virá a resposta das empresas”, afirma.

Outra tendência é o mercado de aplicativos seguir crescendo, com os apps “bobinhos” perdendo espaço para prestação de serviços, solução de problemas e economia de tempo e dinheiro.

Fonte: Proxxima (Débora Yuri)

11 novembro 2012

Brasileiro está otimista e planeja compras


A maioria da população, entre 18 e 65 anos, está otimista e planeja as próximas compras. A percepção, em todas as classes de renda, é de que a vida melhorou e que vai melhorar ainda mais nos próximos 12 meses. E na lista dos objetos de desejo, o topo é ocupado por celular, televisão e carro.
O brasileiro, em geral, é otimista, mas uma pesquisa realizada pela Data Popular no terceiro trimestre mostra que o grau de satisfação está bem alto. "A classe A é mais otimista quando perguntamos sobre o último ano e a as classes C e D apostam mais no futuro", diz Renato Meirelles, sócio-diretor da consultoria.
Para 93% da população entre 18 e 34 anos, em todas as faixas de renda, o futuro próximo é cor-de-rosa. O percentual também chama atenção entre os brasileiros de 35 a 49 anos (91%) e 50 a 65 anos (84%). Foram ouvidas 4 mil pessoas, nas ruas de 71 cidades, nas cinco regiões do país. E com 100 pessoas foram feitas entrevistas mais longas, informou Meirelles.
O otimismo tem fundamento: a renda continua subindo, o desemprego está baixo e há sinais de que o ritmo de expansão da economia em 2013 será maior. O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, estrategista-chefe da Quest Investimentos e ex-ministro das Comunicações, disse recentemente que a renda média do brasileiro terá crescido 4,5% ao ano, entre 1994 e 2014, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. A presidente tem justamente ancorado a estratégia de expansão da economia com estímulos ao consumo - de carros de passeio a fogões, geladeiras e máquinas de lavar roupa, por exemplo.
O consumidor tem respondido. A estimativa dos fabricantes de veículos é de um crescimento de 5% nas vendas deste ano, em relação a 2011. O presidente da Electrolux na América Latina, Ruy Hirschheimer, disse recentemente ao Valor que espera um Natal com vendas entre 8% e 10% maiores no país.
Fabricantes de produtos de higiene, cosméticos, limpeza doméstica - como a brasileira Natura e as multinacionais Unilever e Procter & Gamble - já vêm registrando expansão nas vendas e anunciaram resultados expressivos no terceiro trimestre no país. E mesmo as varejistas de moda - Renner, Arezzo e Marisa, por exemplo -, que haviam mostrado balanços mais fracos no segundo trimestre, voltaram a mostrar desempenho vigoroso de julho a setembro. A inadimplência do consumidor, cuja taxa chegou a inibir novas compras neste ano, dá sinais de recuo. "Sentimos que a renda continua a crescer e a inadimplência está caindo", disse José Galló, em teleconferência com analistas na quarta-feira da semana passada.
Para os próximos 12 meses, segundo a pesquisa da Data Popular, a maior parte dos consumidores planeja comprar telefone celular, TV ou carro.
Os objetos de desejo variam conforme a faixa etária, mas não muito. Viagens pelo Brasil e para o exterior, notebooks e tablets aparecem nos planos de intenção de compras dos consumidores de todas as idades, em maior ou menor grau.
Fonte: Valor - 07/11/2012

19 março 2012

Classes D e E gastam mais com marcas famosas

O comportamento do consumidor tem mudado nos últimos anos. Tanto que os pertencentes às classes D e E passaram a consumir produtos mais caros, mas com benefícios garantidos, revela o estudo “Mudanças no Mercado Brasileiro”, realizado pela Nielsen.

De acordo com o analista de mercado da Nielsen, Ramon Cassel, a preferência por produtos de marcas famosas ocorre pela menor condição de erro, ou seja, na percepção desses consumidores, as marcas mais caras garantem satisfação em relação à qualidade do produto. “O cliente das classes mais baixas tem menos espaço para errar, por isso procura produtos de marcas líderes, cujos benefícios são garantidos”, completa.

Consumidor mutável
Segundo o estudo, a mudança comportamental do consumidor tem ocorrido, principalmente, pela ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado, pelo crescimento da importância dos níveis socioeconômicos médio e baixo, pela maior diversificação nos gastos dos lares e a maior confiança na economia do país.

De acordo com o levantamento, segmentos básicos cresceram 5,2% em 2011, enquanto produtos diferenciados tiveram alta de 13% no mesmo período. “O consumidor está percebendo e buscando categorias de maior valor agregado e consegue acessá-las quando os fabricantes se movimentam para atingir os anseios desses consumidores”, explica Cassel.

O maior acesso às marcas mais caras são alavancadas, principalmente, pela redução temporária de preço, o que atrai novos consumidores para a categoria; promoções como “leve dois e pague um”; brindes, que acabam gerando um aumento da compra dos produtos, além das embalagens econômicas, que geram economia.

A pesquisa também apontou que as ações realizadas pelas marcas dentro dos estabelecimentos têm resultados mais efetivos em curto prazo, já as ações realizadas na TV ou internet costumam gerar resultados em longo prazo. Também foi observado que as categorias de marcas premium e inovadoras apresentam potencial de crescimento em países emergentes.
 
Fonte: Info Money - 16/03/2012

Classe AB faz marcas focarem em relacionamento e serviços

O mercado tem voltado as atenções para a entrada de 30 milhões de consumidores na classe C nos últimos anos. Mas empresas como Mercedes-Benz, Bodytech, Pão de Açúcar e Kopenhagen estão de olho na significativa ascensão de quase sete milhões de brasileiros nas camadas A e B no mesmo período, o que aumentou para 20 milhões o número de pessoas da elite no Brasil, segundo estudo da FGV-Rio, em 2011. Para atender esta crescente demanda, as marcas investem em relacionamento e ofertas de serviços diferenciados para conquistar e reter os clientes do topo da pirâmide, que representam 55% do consumo do país.

Apesar de abranger apenas 10% da população brasileira, de acordo com levantamento do IPC Editora e Fecomercio, os consumidores da classe AB gastam tanto quanto os 90% restantes da população. Com veículos, por exemplo, a classe AB investiu em 2011 R$ 5,7 bilhões, enquanto o restante da população designou R$ 5,9 bilhões para a categoria. A projeção é que este grupo continue crescendo e atinja 31 milhões de pessoas em 2014, 50% a mais do que atualmente.

Dispostos a pagar mais por recursos sofisticados e personalizados, as empresas criam produtos e serviços premium para agradar os clientes e, ao mesmo tempo, lucrar com a oferta. “Quando uma mulher do grupo social AB entra no salão de beleza, ela leva em consideração a música ambiente e a decoração, além do corte do cabelo. Está acontecendo uma mudança no mercado em que os serviços começam a fazer parte do produto para atender as expectativas desse cliente. Podemos observar este fenômeno desde o mais básico, como uma garantia e diferentes canais de venda, até atividades que fogem da proposta do produto original”, comenta Mônica Sabino, Professora da Business School São Paulo, da Universidade Anhembi Morumbi.

Veja matéria completa aqui.

Fonte: Mundo do Marketing - 05/03/2012

09 janeiro 2012

Internet muda hábitos de consumo

Atualmente, quando o negócio é fazer compras, há maior probabilidade de que os consumidores recorram aos seus computadores, smartphones e tablets para procurar presentes, conferir recomendações, comparar preços, acessar cupons on-line, e, finalmente, pagar suas compras, de acordo com os resultados da 5ª pesquisa anual da KPMG International sobre consumidores e convergência. 

O levantamento revela consistências e anomalias nas preferências dos consumidores, de 31 países, ano após ano - em relação a compras on-line, conteúdo, utilização de dispositivos móveis e pagamentos via celular - que sugerem novos rumos para o futuro do comércio digital e àqueles que concorrem nesse universo, de acordo com os autores do relatório da KPMG.

"Por cinco anos consecutivos, nossa pesquisa global de Consumidores e Convergência (Consumers & Convergence 5, do título em inglês) demonstra que o ritmo das mudanças de hábitos de compra, que convergem para a plataforma on-line, segue acelerado", afirma  Sean Collins, sócio da KPMG nos Estados Unidos e líder global da área de comunicação e mídia.  "Os consumidores no mundo todo desejam cada vez mais adotar novas tecnologias e modelos de negócios digitais, resultando em grandes oportunidades e riscos para prestadores de serviços, varejistas, empresas de mídia, bancos e outros players disputando um pedaço da cadeia de valor digital."
Os consumidores demonstraram um aumento no desejo pela adoção de novas tecnologias e modelos de negócios.  Na pesquisa da KPMG de 2008, 50% dos entrevistados afirmaram não se sentirem muito confortáveis com o uso do mobile banking; atualmente, essa posição se reverteu completamente, com 66% dos entrevistados dispostos a transformar seus celulares em "carteira". Outro exemplo é a quintuplicação no número de entrevistados que preferem usar seus celulares e smartphones para ler notícias, navegar na internet e fazer compras.  Também houve uma queda em relação ao uso da televisão, com 51% dos entrevistados agora preferindo assistir TV e filmes on-line em seus computadores, e 24%, em seus smartphones. 

Cerca de 76% dos brasileiros entrevistados durante a pesquisa disseram que não pagam para ter acesso a conteúdos, demonstrando a preferência dos internautas pela gratuidade, contra 24% que dizem pagar por isso, revelou uma pesquisa global realizada pela KPMG. Daqueles que optaram pelo não, 64% nunca estariam dispostos a pagar se um site específico que, usualmente visitam, passasse a cobrar pelo acesso e que iriam procurar pelo mesmo conteúdo em outro similar, aponta o estudo. Outros 30% desembolsariam dinheiro se fosse importante e se o conteúdo não estivesse disponível de graça em qualquer outro lugar; e apenas 7% poderiam considerar pagar para ter acesso ao conteúdo inteiro do site.

"A pesquisa aponta uma tendência que é da cultura do brasileiro de não ter disponibilidade para pagar para ter acesso a contéudo da internet, o que não acontece em outros países. Além disso, eles já admitem receber propaganda em troca de desconto e gratuidade, mas vale lembrar que a maioria abre mão dessas vantagem quando o seu perfil é  rastreado de alguma forma ", explica Manuel Fernandes, sócio da KPMG no Brasil e líder para a área de Tecnologia, Mídia e Telecomunicação.
Fonte: Cliente SA - 05/01/2012

16 julho 2011

Comportamento de consumo masculino - dos 20 aos 60 anos

A Shopper Experience conduziu uma pesquisa qualitativa com 30 homens das classes A, B e C, entre 20 e 60 anos de idade para entender seus comportamentos de consumo. Os principais comportamentos por faixa etária são:
  • 20 anos: busca tecnologia e acessórios masculinos;
  • 30 anos: procura produtos ligados à beleza e ao bem-estar; 
  • 40 anos: compra apenas o necessário, mas novidades tecnológicas estão no topo das compras; 
  • 50 anos: o interesse é valorizar detalhes do produto a ser comprado e do atendimento prestado; 
  • 60 anos: o consumidor é objetivo e compra somente o necessário.

A pesquisa ajuda a desmitificar o fato que o homem não liga para consumo, marca e não tem desejo por compras.

Os homens primeiro se consideram formadores de opinião, depois amadurecem e se enxergam como lançadores de tendência e, por fim, se tornam mais objetivos e priorizam o conforto ao status.

Fonte: Exame - 15/07/2011

26 janeiro 2011

Classe C lidera consumo de produtos de higiene e cuidados pessoais

Principais fontes de gastos são cabelo e corpo

A Classe C é a líder em consumo de produtos relacionados a higiene e cuidados pessoais no Brasil. Entre as fontes de gastos, as principais estão o cabelo e o corpo. De cada R$ 100,00 investidos neste setor, a média de gasto em cada um dos itens é de R$ 18,50 e R$ 17,30, respectivamente.

Em 2010, a participação da Classe C neste mercado alcançou 45,6%, equivalente a R$ 19,8 bilhões, com um crescimento de oito vezes desde 2002. Este aumento é expressivo quando comparado à classe A e B que, juntas, consumiram três vezes mais em relação ao mesmo ano, o que representa o montante de R$ 15,9 bilhões.

Fonte: Exame - 26/01/2011

18 julho 2010

Nova classe média quer acesso ao luxo

Para a nova classe média, não basta mais a segmentação de categoria "popular". Ela almeja mais, quer brilhar e quer acesso ao luxo, de acordo com reportagem de Claudia Rolli na Folha deste domingo.

São brasileiros que se preocupam com a aparência, que chegam a gastar entre 30% e 60% de sua renda com marcas e produtos considerados luxuosos e que, por meio do consumo, buscam a inclusão social. Estão incluídas na classe C pessoas com renda familiar entre três e dez salários mínimos.

"O luxo para a nova classe média está ligado principalmente a autoestima e pertencimento. O primeiro passo, para esse consumidor, é poder comprar o produto que antes não comprava", afirma André Torretta, publicitário e sócio-diretor da Ponte Estratégia, consultoria especializada em baixa renda. Depois, diz ele, vem a preocupação desses consumidores em saber escolher a roupa certa e combiná-la.

"Ser bem recebido e estar pronto para frequentar os lugares de maneira digna é um luxo para essa classe, o que mostra como é importante ser aceito e vencer preconceitos", diz o publicitário, que a pedido da Folha fez a pesquisa sobre luxo na classe C.

Fonte: Folha de S. Paulo - 18/07/2010

29 junho 2010

Empresas investem pouco em inovação para a Classe C

Estratégia mais comum é criar versões baratas do mesmo produto, normalmente com mudanças no tamanho da embalagem

Os estudiosos do consumo identificaram que empresas interessadas em conquistar o consumidor da baixa renda adotam quatro tipos diferentes de estratégia. A mais comum é criar versões mais baratas do mesmo produto, normalmente com mudanças no tamanho da embalagem. A menos adotada, mas considerada a mais importante, é a criação de produtos e serviços específicos para quem tem menos dinheiro.

Segundo o consultor Haroldo Torres, a relutância em inovar tem razões culturais e financeiras. “Criar algo pressupõe aceitar que padrões bem-sucedidos podem não servir no futuro”, diz Torres. “Também exige mudar a cultura de trabalho, a gestão e a até a composição da equipe. Para ele, ações como essas demandam tempo e, acima de tudo, dinheiro, sem que o investidor tenha garantias de retorno. “Poucos homens de negócio têm coragem de reconhecer erros ou assumir os riscos de mudanças que podem levar a perdas financeiras”, afirma.

Veja abaixo as estratégias mais comuns para conquistar a classe C:
1) Vender mais, do mesmo, por menos;
2) Repaginar produtos tradicionais;
3) Apostar na inovação;
4) Investir no bem estar do consumidor.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: IG - 24/06/10

30 março 2010

O mapa do mercado de luxo no Brasil

Com a chegada de marcas como Aston Martin, Bentley, Burberry e Hermès, a venda de produtos de luxo deve crescer acima de 50% em 2010. Se os números se confirmarem, o ano pode ser o melhor da história do setor no país

Este ano, a cada 35 dias, um brasileiro deve comprar uma Ferrari. Não é, necessariamente, o mesmo consumidor que visitará as lojas DVF de Diane Von Furstenberg, Burberry, CH Carolina Herrera e Aston Martin, que serão inauguradas ainda no primeiro semestre, ou as novas butiques da Louis Vuitton e da Cartier. O cliente do mercado de luxo vai usar muito seu cartão de crédito. Com um gasto médio de quase R$ 3,5 mil por compra, o consumidor brasileiro do mercado de luxo deve impulsionar em até 50% as vendas de dezenas de marcas – consolidando 2010 como o melhor ano para o luxo no país. 

No ano passado, mesmo sob o efeito da crise financeira mundial, o universo do luxo faturou em torno de US$ 6,45 bilhões no Brasil, 8% a mais do que os US$ 5,99 bilhões registrados em 2008, segundo o último estudo da empresa de pesquisas GfK Brasil em parceria com MCF Consultoria, especializada na área. Em 2009, o Brasil assistiu à chegada das grifes Hermès, Missoni, Christian Louboutin, Bentley, Lamborghini e Bugatti, que investiram juntas US$ 830 milhões. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no mesmo ano, as vendas de veículos importados passaram de 370.937 para 485.428 carros, um avanço de 30,9%.

Em 2009, mesmo com a crise financeira mundial, o mercado de luxo faturou US$ 6,45 bilhões no Brasil, 8% a mais do que em 2008 




Fonte: Época Negócios - 26/03/2010

Veja a matéria completa aqui.

Classe D é a bola da vez

Consumidores com R$ 381 bilhões no bolso passam a comprar cada vez mais

Depois de todas as atenções voltadas para a classe C, chega a hora da classe D. Com R$ 381 bilhões para gastar em 2010 e expectativa de que a massa de renda ultrapasse a da classe B ainda este ano, é na D que o mercado encontra novos consumidores. Com o perfil de consumo diferente de todas as outras classes sociais, já que não pode arriscar e precisa fazer o orçamento render, as famílias da base da pirâmide aparecem como um desafio para o mercado, mas podem ser uma grande oportunidade para as empresas que conseguirem entendê-las.

Com uma cesta de produtos ainda reduzida, se comparada ao consumo das outras classes, esses consumidores estão em ascensão. O número de categorias consumidas passou de 21, em 2002, para 34, em 2009, segundo o estudo Tendências da Maioria, realizado pelo Datafolha/Data Popular. Entre os produtos que entraram para a lista de compras recentemente estão suco pronto, massa instantânea, detergente líquido, molho de tomate, creme de cabelo e amaciante de roupa. Esse número tende a crescer e não se limita ao consumo de massa.

Em 2010, estes consumidores pretendem adquirir computador, geladeira, moto, carro e viagens de avião. O segredo para vender para eles está em desvendar as diferenças e características desta classe, que muitas vezes se assemelham às da classe C. Saem na frente as marcas que apoiarem este consumidor no momento em que ele ingressa no mercado de consumo.

“O consumidor de classe D está sendo apresentado agora ao universo das marcas. Aquelas que souberem ensiná-lo que marca não é apenas status, mas que funciona como avalista de qualidade de um produto, tendem a ter a fidelidade desse público”, aponta Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular.



Fonte: Mundo do Marketing - 16/03/2010

Veja matéria completa aqui.

22 novembro 2009

A nova classe média brasileira

Mais uma vez, vários veículos publicaram matérias recentes sobre o público formado pela classe C, chamada de a nova classe média brasileira.

Uma das matérias é a da Época Negócios. Outra é do Estadão. Formada por mais da metade da população do país (renda entre R$ 1.115,00 e R$ 4.807,00), movimentam mais de R$ 600 bilhões na economia. Pesquisas mostram que são avessos a comprar em lugares "chiques". As mulheres da classe C não se identificam com o padrão de beleza que tanto vemos nas passarelas (altas, magras, loiras). As amigas são as grandes influenciadoras de compra.

Esse público lê mais, estuda mais e viaja mais. Para atendê-lo (já é o foco da maioria dos empresários), as empresas apostam em facilitar o pagamento através do parcelamento.

As empresas devem investir em pesquisas para compreender melhor esse público, que consome cada vez mais.

14 julho 2009

Intenção de compra volta ao nível pré-crise no Brasil

Duas pesquisas mostram que a disposição de ir às compras do brasileiro já voltou ao nível anterior à crise. Os brasileiros estão buscando mais crédito e devem comprar mais bens duráveis - de geladeiras a carros - nos próximos meses, o que reforça o cenário favorável à recuperação da economia no segundo semestre.

O Indicador Demanda do Consumidor por Crédito, preparado pela empresa de informações de crédito Serasa Experian, atingiu em junho 102,7 pontos, contra 101,2 pontos alcançados em outubro de 2008, quando foi deflagrada a crise financeira. "É a primeira vez que o indicador supera o patamar de outubro", diz o gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Já o Índice de Intenção de Compras de Bens Duráveis, apurado pelo programa de administração do varejo Provar, da USP, e pela consultoria Felisoni Associados, revela que a disposição do consumidor para adquirir um carro zero ou uma geladeira cresceu 20% no trimestre em relação ao mesmo período de 2008. O indicador, que será divulgado hoje, mostra também que a intenção de levar para casa algum bem durável está no nível mais alto dos últimos dez anos para o período julho a setembro.

Duas razões explicam a mudança de ânimo dos consumidores: o aumento da oferta de crédito, com melhores condições de prazos e juros, e a maior confiança, especialmente entre os consumidores de baixa renda, na manutenção do emprego. "A tendência é de recuperação do crédito", afirma Rabi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado - 14/07/09

06 maio 2009

Apoiado na classe C, consumo nacional deve crescer

Dados do IPC-Target do Brasil em Foco 2009 apontam que, neste ano, o consumo da população brasileira deverá movimentar cerca de R$ 1,8 trilhão, com forte participação da classe C

Por mais que a crise econômica ainda seja um desafio - e um temor - para os negócios do País, o consumo dos brasileiros no ano de 2009 deverá aumentar, com grande destaque para movimentação de compras gerada pela classe C e por suas subdivisões.

A conclusão é resultado dos dados apurados pela empresa Target Marketing em relação ao IPC-Target do Brasil em Foco 2009, indicador do potencial de consumo da nação, que leva em consideração os 5.565 municípios do País.

De acordo com a pesquisa, o consumo dos brasileiros neste ano irá superar a marca de R$ 1,863 trilhão, o que aponta para um crescimento das despesas familiares superior em 1,6% à própria projeção de crescimento do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). A expectativa de consumo é alicerçada em uma projeção de crescimento da população, que deverá alcançar o total de 191,5 milhões de habitantes até o final do ano.

A classe C deve aumentar a sua potencialidade de consumo, ampliando a sua participação no montante nacional. Mesmo dividida em subgrupos - como a classe C2 (que, em termos de renda, estaria mais próxima das classes D e E) e C1 (que se aproximaria da classe B) - a classe C, unida, deverá representar R$ 532,8 bilhões no total do consumo nacional. Considerando apenas o subgrupo de menor poder aquisitivo dessa classe, a movimentação gerada deverá ser de R$ 314,6 bilhões, o que corresponde a 17,8% do total do consumo nacional das áreas urbanas.

Por conta desse crescimento, a tradicional "classe média" deverá perder um pouco de espaço, já que passará a receber os representantes da classe C1, que passaram a deter um maior poder de consumo. Apesar disso, a força dessa fatia ainda é grande, devendo ser responsável por cerca de R$ 723,6 bilhões - o que corresponde a 41% de todo o consumo nacional.

Em termos de mobilidade social, a pesquisa aponta uma possível tendência de queda no poder de consumo das classes A2, B1 e B2, e aumento do poder das classes C1 e C2. Em relação á concentração por região, o Sudeste continua sendo a área onde mais se consome no Brasil, sendo responsável por 51,4% do total do consumo nacional. O Nordeste aparece na vice-liderança, respondendo por 18,8% do total do consumo, enquanto a Região Sul aparece em terceiro lugar, devendo gerar por 16,3% de todo o consumo do País neste ano. A região Centro-Oeste aparece em quarto lugar (7,8% de participação) e a Norte vem em quinto, com 5,7%.

Fonte: Meio & Mensagem - 29/04/09

12 abril 2009

O impulso do consumo

A revista Isto É de número 2057 (15/04/09) está com uma matéria de capa sobre como funciona a mente do consumidor na hora de comprar.

Segundo a publicação, a neurociência fez descobertas recentes sobre como a mente lida com o dinheiro:

"Os estudos são unânimes em apontar a influência dos fatores individuais no momento de escolher. A capacidade de suportar frustrações, o tamanho das ambições e os objetivos de curto ou longo prazo variam entre os grupos sociais. É por isso que os elementos psicológicos fazem parte dos estudos de marketing e economia. Alguns consensos, contudo, já existem entre os especialistas da área.

1) Muitas das estruturas cerebrais entram em funcionamento praticamente ao mesmo tempo, mas o cérebro processa primeiro as decisões simples e depois as complicadas, que demandam mais opções.

2) Há um embate entre a razão e a emoção. Mas em ambientes de stress ou incerteza, as estruturas associadas às emoções, tendem a assumir a liderança."

São explicadas algumas armadilhas que a mente nos reserva na hora de comprar:
- a ilusão do cartão de crédito: com o cartão, o medo da perda de dinheiro não é tão palpável, o que nos leva a comprar mais facilmente com ele.
- falso prazer duradouro: quando paramos para pensar qual é o tempo durante o qual o produto nos trará prazer após a compra, reduzimos nossa vontade de comprá-lo.
- compras sem lista: quando compramos sem uma lista de compras, tendemos a comprar mais produtos que nos dão prazer.
- desejo incontrolável: quando não podemos fazer algo que pessoas próximas podem fazer (através do consumo), tendemos a nos endividar para também fazer o mesmo.
- consumidas pela TPM: no período de 10 dias antes da menstruação, as mulheres tendem a comprar mais.
- movidos pela raiva: quando estamos com raiva, temos mais chances de fazer uma compra equivocada.
- o golpe da terceira opção: quando em dúvida entre 2 opções, a apresentação de uma terceira opção mais simples e barata quase sempre resulta em compra (curiosamente, não da opção mais barata).
- pegou, comprou: quando pegamos um produto, podemos nos apegar a ele, aumentando o desejo de compra.

Vale a pena conferir.

11 abril 2009

Para onde vai o consumo

A revista Exame de número 940 está com uma matéria de capa muito interessante, mostrando as estimativas de consumo no varejo para 2009.

As principais previsões são:


As classes sociais não costumam ser definidas pela renda, mas pelo padrão de vida, medido por um questionário padronizado (Critério Brasil). Mas, como referência, incluí a renda média (em reais) de cada classe social em 2009 e também quanto cada classe representa da população brasileira (esta última coluna é a única com dados mais antigos, de 2005).

A classe C na crise

Várias reportagens recentes falam sobre a classe C no momento atual. Uma das mais interessantes, da revista Exame (02/04/09), fala sobre os diferentes comportamentos de consumo. Foram identificados 3 perfis: o consumista, o planejador e o retraído.

O Estadão do dia 05/04/09 mostrou que a classe C voltou a encolher, devolvendo 563 mil pessoas às classes D e E.

Segundo o DCI (30/03/09), as classes C e D hoje representam 67% dos desempregados no Brasil.

E, segundo o Portal Fator (09/04/09), 69% dos cartões estão na base da pirâmide, com as classes C, D e E. No ano passado, eles movimentaram R$ 111,8 bilhões (52% do volume total).

Curiosamente, uma reportagem do jornal O Globo (04/04/09) diz que 76% da classe C não abre mão do seu padrão de consumo. Não é o que diz Miriam Leitão em sua coluna no mesmo O Globo (11/04/09).

06 abril 2009

Mulheres gastam mais no período pré-menstrual

As mulheres tendem a fazer compras extravagantes e por impulso dez dias antes da menstruação, segundo um estudo realizado na Grã-Bretanha. A pesquisa da Universidade de Hertfordshire mostra que neste período do ciclo menstrual, conhecido como fase lútea, as mulheres têm menos controle sobre seus gastos.

Segundo Karen Pine, a principal autora do estudo, esse comportamento pode ser uma maneira de lidar com as emoções negativas geradas pela tensão pré-menstrual (TPM). "Quanto mais perto da menstruação, maior a tendência das mulheres em gastar mais do que podem", disse a cientista.

A equipe de Pine entrevistou 443 mulheres com idades entre 18 e 50 anos sobre seus hábitos de compras. Quase 60% de 153 voluntárias que estavam na última fase do ciclo menstrual admitiram ter feito uma compra por impulso.

Mais da metade delas disse ter gasto mais de 25 libras, enquanto algumas assumiram uma despesa de mais de 250 libras. Muitas também confessaram ter sentido remorso.

Os pesquisadores descobriram também que a maioria dos itens consumidos neste período era para enfeite, como joias, maquiagem e sapatos de salto alto."O comportamento de comprar tende a ser a uma reação às intensas emoções que afloram na fase lútea", explicou Pine. "As mulheres se sentem deprimidas ou estressadas, e tendem a ir às compras para se sentir melhor."

Segundo ela, essas emoções surgem por causa das variações hormonais durante o ciclo menstrual. "As mulheres sofrem picos e flutuações em hormônios que afetam a parte do cérebro ligada às emoções e ao controle inibitório", afirmou Pine.

A cientista vai apresentar o estudo em uma conferência da Sociedade Britânica de Psicologia nesta semana. Estudos anteriores já haviam mostrado que as mulheres tendem a se vestir melhor durante o período fértil.

Fonte: O Estado de S. Paulo (reproduzindo BBC Brasil) - 30/03/09

11 março 2009

Classe C é apontada como o motor da economia brasileira

Uma pesquisa realizada em cinco capitais, com casais que têm renda familiar entre mil e dois mil reais mostra que a nova classe C brasileira é vaidosa, sonha com uma casa mais bonita.

O arroz com feijão continua sendo o prato preferido de 52% dos brasileiros que ganham. Mas os hábitos desta nova classe C estão mudando.

A maioria acha que tecnologia, como DVD, televisão, celular, contribui para o bem estar da família.

O computador 80% é fundamental e não dá mais pra viver sem ele.

De cada 10 pessoas seis têm cartão de crédito. Mas a maioria pensa duas vezes na hora de usar.

Os maiores sonhos mudaram. Antes, a classe C queria uma casa e um carro. Agora, deseja um carro novo e uma casa mais bonita.

Quem cuida bem da aparência tem mais chance de ter sucesso. Esse é o pensamento de mais de 70% dos entrevistados.

Por isso, mulheres e também homens frequentam salões de beleza duas vezes por mês e gastam entre R$ 15 e R$ 30 por visita.

O zelador Herom sabe exatamente porque passa creme nos cabelos. “Pra ficar mais legal, senão fica muito ressecado”.

Para o coordenador da pesquisa o desejo e o potencial de consumo desses brasileiros são o motor da economia do Brasil.

“Existe uma dependência do crescimento do Brasil pelo crescimento da classe C. Então nós, como todos os agente econômicos, temos que estar atento para onde estão os desejos e o comportamento do consumidor para podemos nos adequar à eles, porque aí sim podemos fazer girar a roda da economia”, alerta Aloísio Pinto, coordenador da pesquisa.

Fonte: Jornal Hoje - 11/03/09

02 fevereiro 2009

Perfil do consumidor de luxo no Brasil

O consumidor de produtos e serviços de luxo no Brasil, ao contrário do que acontece em outros países emergentes, não compra marcas caras apenas para se exibir. Para 77%, deles luxo é uma recompensa pessoal e para 71% é puro prazer. Essa é uma das conclusões da pesquisa 'Perfil do consumidor de luxo no Brasil', cujos resultados foram apresentados dia 29/01 pela Ipsos, em São Paulo. Segundo Karen Cavalcanti, coordenadora do estudo, outra característica que distingue os ricaços brasileiros dos demais é a associação do conceito de luxo a serviços como hotéis, viagens e restaurantes sofisticados, o que reforça a idéia de que, em nosso país, luxo não significa apenas ter o que os outros não têm, mas principalmente viver experiências sensoriais diferenciadas.

Para quem tem dinheiro de verdade, charme e sofisticação têm pouca relação com marcas americanas. Esse punhado de gente endinheirada acredita que luxo mesmo é o que vem da Europa. Aliás, os segmentos onde o país de procedência do produto tem mais relevância são os de bebidas alcoólicas, automóveis, relógios e perfumes.

Curiosamente, apesar de toda a pompa e circunstância, os consumidores do luxo no Brasil também têm uma suspeitíssima intimidade com a realidade dos produtos piratas. Mais de 80% dos pesquisados conhecem alguém muito próximo que já comprou réplicas falsificadas de alguma marca de luxo. De acordo com Karen Cavalcanti, 'alguém muito próximo' pode significar parentes, amigos ou até mesmo o próprio entrevistado. Prova de que o jeitinho brasileiro é mesmo democrático e permeia toda a nossa sociedade, sem distinção de credo, raça e classe social.

Fonte: Blue Bus (Luiz Alberto Marinho) - 30/01/09