Arnaldo Rabelo

Mostrando postagens com marcador TV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TV. Mostrar todas as postagens

01 fevereiro 2015

A Disney apresenta sua primeira princesa latina

O estúdio Disney lançará a personagem Elena de Avalor, sua primeira princesa latina em uma série que estreia em 2016.


A nova princesa tem como objetivo conquistar a audiência hispânica da Disney nos Estados Unidos e América Latina.

"Elena é uma adolescente segura de si e boa, que vem de um reino encantado de conto de fadas, inspirado no folclore e nas culturas latinas", anunciou a empresa em um comunicado.

A nova personagem terá sua primeira aparição em 2016 em um episódio especial do desenho "Princesinha Sofia (Sofia the First)", exibido no canal Disney Junior.

"O que mais nos emociona é ter a oportunidade de contar histórias incríveis influenciadas pela cultura e as tradições das família de origem latina", afirmou Nancy Kanter, diretora geral da Disney Junior Worldwide. A empresa informou que a nova série será exibida em 25 idiomas para 154 países.

Fonte: G1

26 novembro 2011

Como o Storytelling Transmídia está Mudando a TV

Por Lisa Hsia, vice-presidente executiva da Bravo Digital Media.

Até agora, as empresas de mídia focaram em obter audiências para assistir seus programas “ao vivo” através de um aparelho de TV, onde está o grande volume de dólares da publicidade.

Mas o storytelling transmídia - que é definido como contar uma história que se estende através de múltiplas plataformas de mídia (para a televisão, está indo além do programa que vai ao ar) - tem a capacidade de acabar com isso. “Transmídia” é um daquelas palavras quentes dos buxixos de hoje, tendo conferências, artigos e relatórios de tendências dedicados a ela. Mas não é um conceito novo. Star Wars, Matrix e outros filmes expandiram-se para além do seu núcleo de suas franquias há décadas - para jogos, livros e realidades alternativas.

Na era digital de hoje, há novos fatores em jogo que dão à transmídia o poderoso potencial de mudar o jogo de como o conteúdo para TV é criado.
Pense nisso:

A TV social (tecnologia que suporta comunicação e interação social no contexto de ver televisão ou relacionado ao conteúdo da TV; pode, por exemplo, integrar comunicação de voz, chat de texto, reconhecimento de presença e de contexto, recomendações, avaliações ou vídeo-conferência com o conteúdo da TV, diretamente na tela ou através de dispositivos auxiliares) tornou a televisão uma experiência mais rica e bidirecional, com a participação dos fãs. Uma pesquisa da Nielsen mostra como a TV social amplifica a conversação e impacta as classificações dos programas. A tecnologia criou ferramentas que permitem ao usuário interagir e jogar com o conteúdo como nunca antes (com base na localização, produtos virtuais, realidade aumentada, QR-code, etc). A familiaridade dos fãs com essa tecnologia e o desejo de experimentar o conteúdo da TV em dispositivos que não sejam TV explodiu.

A capacidade de criar veículos de storytelling de forma eficiente, a preços acessíveis e participativa, que vão além de “bônus extras” e se espalham por meio de diferentes canais de circulação, está mudando as regras e criando uma proposta de valor muito grande para ser ignorada. Como um dos avôs do storytelling transmídia, o professor da USC Henry Jenkins, gosta de dizer, “Se não se espalha, está morto”.

Além da segunda tela

Tirar vantagem dessa nova realidade é imperativo nas mídias sociais, tanto da perspectiva de engajamento quanto de valor. Vemos o storytelling transmídia como o próximo passo obrigatório na evolução da TV, tendo sido usado recentemente na primeira campanha do programa Top Chef.

Nesse programa, conforme os concorrentes são eliminados, eles descobrem que sua jornada ainda não acabou. Em vez de ir para casa, eles têm a chance de competir em uma série digital similar que acontece a cada semana depois do episódio ir ao ar. Esses programas online dão aos competidores a chance de ganhar o seu lugar de volta ao programa final na TV. A série digital impacta diretamente o resultado do programa que vai ao ar na TV.

Para experimentar a dinâmica completa da competição, os fãs são atraídos para assistir tanto a TV quanto as plataformas digitais. O objetivo é criar apelo para os fãs do programa Top Chef com o conteúdo mais aprofundado e significativo que eles querem, assim como criar conteúdo online que atraia fãs casuais para o grupo.

A meta é criar um fluxo de conteúdo de plataforma para plataforma e trazer fãs ao longo do caminho – tanto o superfã como o fã casual. Isso é algo que não foi possível até à adoção em grande escala dos smartphones, tablets, redes sociais e ferramentas de criação de games como Bunchball e GetGlue.

Unindo elementos com o objetivo comum de gerar engajamento em torno desse centro transmídia, estamos provando que todas as métricas – rankings, tráfego e buxixo social – irão evoluir. Não estamos apenas tentando aumentar o valor da proposta em termos de engajamento, mas também em termos de retorno do investimento para os patrocinadores de longo prazo.

Se conseguirmos provar que o engajamento e o valor aumentam exponencialmente com a integração perfeita do storytelling em todas as plataformas de mídia, todos ganham - fãs, criadores de conteúdo e anunciantes. Os departamentos digitais deixarão de ter esse nome e serão “geradores de conteúdo multiplataforma”, que estão convertendo conteúdo de storytelling para onde quer que melhor se encaixe e de onde a melhor proposta de valor derive.

Mais inovação à frente

A TV está à beira de uma revolução transmídia e há muitas experiências interessantes em curso.

O canal Syfy está lançando um programa chamado Defiance (Desafio), onde uma história é contada na TV e em um game: cidades diferentes, com personagens e acontecimentos em comum.

Tim Kring, um dos pioneiros modernos da transmídia com seu trabalho em Heroes e Conspiracy for Good, está produzindo Touch (Toque) para 2012. Ele espera que a Fox embarque em suas tendências transmídia.

O próximo marco em transmídia, ainda inalcançado, é o storytelling social colaborativo, onde os fãs poderão aprofundar a trama de forma significativa e generalizada. As empresas de mídia inteligentes procurarão formas de ir além dos modelos tradicionais e de transformar seus fãs em avançados embaixadores da marca.

Se a transmídia será a nova norma, ainda veremos. Mas pode-se facilmente perceber que, no cenário atual de mídia fragmentada, será obrigatória para a sobrevivência da TV. Talvez o futuro da TV não esteja na televisão tradicional ou nas plataformas digitais, mas na inteligência coletiva - o ciclo de interação entre os dois.

Fonte: The Washington Post – 17/11/2011
Tradução: Arnaldo Rabelo

12 junho 2011

TV via satélite ultrapassa cabo no Brasil

A TV por assinatura via satélite ultrapassou a TV a cabo no Brasil. A primeira já é responsável por 49,2% das assinaturas, enquanto a segunda representa 48,1%.

A TV por assinatura atinge hoje 10,7 milhões de domicílios ou 35,2 milhões de pessoas (18% da população). O crescimento tem sido grande: 32,7% no último ano. O meio ainda é muito mais usado pela população da região Sudeste (26,3% das pessoas são assinantes). Os moradores do Nordeste ainda são os que menos usam (7,1% das pessoas assinam). No entanto, é a região com maior crescimento (57,2% no último ano).

22 novembro 2009

Objetos coloridos ladeira abaixo

A Coca-Cola veiculou há pouco tempo o novo comercial do Aquarius Fresh (aquele que a embalagem lembra detergente...). As embalagens coloridas descem pulando ladeira abaixo...


A Sony veiculou há poucos anos um comercial para a linha de TVs Bravia, que eram bolinhas coloridas que descem ladeira abaixo...


Que coincidência!

18 setembro 2008

Novas mídias demandam formatos inéditos

O MipTV acontece em abril e em outubro, o MipCom. Ambos os eventos, organizados pela Reed Midem, têm como foco principal a venda de conteúdo audiovisual para emissoras de televisão. Porém, na edição deste ano, os organizadores estão percebendo que os compradores e vendedores tradicionais estão dando lugar a novos interessados. São agências de publicidade, anunciantes e empresas de tecnologia em busca de conteúdos e formatos sob medida para as novas mídias em oferta no mercado, principalmente celulares, computadores móveis, iPTV (Internet over Protocol Television) e equipamentos portáteis, todos com tela de tamanho menor.

Além dos formatos com possibilidades de convergência e interatividade com suas audiências, o MipCom 2008, agendado para o Palais des Festivals de Cannes, de 11 a 16 de outubro, vai atrair anunciantes interessados no patrocínio de conteúdos audiovisuais exclusivos, forma que está sendo muito bem vista para ações institucionais de marcas, produtos e serviços.

Essas novas opções garantem um crescimento de 10% para o evento que movimenta US$ 10 bilhões, atrai 15 mil delegados e tem mais de 400 stands de emissoras de televisão, produtoras e players independentes de todo o mundo.

O merchandising convencional não atrai mais como antes os anunciantes, sobretudo pela rejeição em alguns núcleos de consumo. O objeto de desejo é a exibição de forma natural como se fosse parte integrante do roteiro. Um exemplo é a ação da General Motors no programa "O Aprendiz", com Donald Trump. Os participantes do reality show foram estimulados a criar um folheto promocional para a montadora. Com esse apelo, a GM cresceu o volume de vendas. A MTV, em parceria com a Hewlett Packard, desenvolveu nos Estados Unidos a ação "Meet or delete" na qual uma mulher busca parceiro ideal. Sucesso de convergência e interatividade. No Brasil, o bombom Sonho de Valsa foi integrado ao roteiro do programa "Casos e acasos".

"O comercial de 30 segundos ainda é muito desejado, mas há um visível aumento de interesse por outros formatos para veiculação de publicidade. As novas mídias, como celulares e computadores móveis, por exemplo, têm aspectos diferenciados relacionados à interatividade e convergência e, portanto, precisam de conteúdos apropriados às suas plataformas. Não posso precisar o crescimento, mas este ano o MipCom vai ter volume muito grande de interesse por audiovisual para esses meios gerados pela era digital", explicou Paul Zilk, presidente da Reed Midem, que esteve na semana passada no Brasil para visitas às redes Globo e Record, tradicionais clientes do evento, e participar da reunião do Emmy Awards.

"A Globo faz mais de 200 reuniões para a venda de suas novelas para o mercado mundial. Seu stand ocupa 300 metros dos 20 mil disponíveis. O Brasil chama a atenção pela sua criatividade, especialmente pela boa aplicação de merchandising social. Os agentes internacionais querem saber como a emissora trabalha esses projetos", acrescentou Zilk.

Os reality shows e a chamada programação verde também vão ter destaque no MipCom. Foi nesse evento que a holandesa Endemol comercializou pela primeira vez o programa "Big Brother". "A consciência ambiental está revelando o interesse por programas com apelo "green". E existem canais de mídia como o Discovery, por exemplo, que pautam sua programação com esse tipo de conteúdo", argumentou Zilk.

Na avaliação do presidente da Reed Midem, a produção audiovisual para televisão vive momento de grande ebulição. Os mercados emergentes como os países formados pelo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) não abrem mão de assistir à TV. "Não é por outro motivo que o MipCom vem anotando crescimento todos os anos. A busca no momento é por novidades, mas o audiovisual permanece como produto de grande curiosidade", explicou o principal executivo do MipCom.

Independente
A ABPI (Associação Brasileira de Produtores Independentes) vai marcar presença no MipCom 2008 com stand próprio e participação de 15 produtoras.

Fonte: Propmark - 17/09/2008

02 setembro 2008

A era da Personal TV

Segundo previsões da Forrester Research, a propaganda na televisão sofrerá mudanças drásticas nos próximos dez anos, dando origem a uma nova era de comerciais interativos e com veiculação framentada

De acordo com estudo da Forrester Research, a propaganda na televisão está sofrendo com a fragmentação das mídias e a fuga de verbas e deverá ter mudanças dramáticas na próxima década.

As previsões indicam que, sob pressão de anunciantes, as redes tradicionais deverão entrar em acordo com as operadoras de televisão por assinatura e as empresas de telecomunicações para construir um novo sistema para suporte de publicidade na televisão, o que é chamado pela Forrester de Personal TV.

A idéia é direcionar comerciais para os programas lineares e sob demanda, baseado em variáveis como comportamento e localização. Ou seja, é algo parecido com o que ocorre no controle da publicidade na web. E ao mesmo tempo em que haverá a fragmentação da audiência, novos sistemas permitirão que a publicidade alcance grandes massas, de modo focado.

A chamada Personal TV oferecerá experiências típicas de web aos telespectadores, como um menu de programação, com opções e ferramentas de busca. Além disso, os anunciantes poderão enviar anúncios interativos aos telespectadores no horário em que quiserem, permitindo até o contato direto do consumidor com o ponto-de-venda.

A mudança da indústria para este novo ambiente deve demorar uma década, mas por causa do tamanho do impacto disso nas estratégias de mídia e planejamento, a Forrester diz que os líderes do mercado de marketing já devem desde já participar de experimentos.

Essa novidade, na análise da empresa, vai garantir que a TV continue sendo a mídia dominante.

Mais informações sobre o estudo na página do pesquisador David Graves, o responsável pela análise.

Fonte: Meio & Mensagem - 27/08/2008

21 fevereiro 2008

62% dos anunciantes acham os comerciais de TV menos eficientes

62% dos anunciantes americanos entrevistados para a pesquisa 'TV and Technology', da Association of National Advertisers e Forrester Research, acreditam que os comerciais tradicionais de TV se tornaram menos eficientes. Metade deles já experimentou outro formato publicitário envolvendo DVRs (gravadores digitais de vídeo) ou video on demand (fornecimento de vídeo sob demanda).

O estudo, realizado a cada 2 anos, indica ainda que 87% dos anunciantes acreditam que o branded entertainment (entretenimento de marca) é a chave para a propaganda na TV e 65% estão ansiosos para testar publicidade em programas de TV online.

E mais - 45% gostariam de experimentar a TV interativa e 55% estão interessados em inserir publicidade em video on demand. Mais de 50% dos entrevistados disseram que quando metade de todas as residências dos EUA tiverem DVRs, vão cortar seus investimentos em TV em até 12%.

Fonte: Blue Bus - 21/02/08

29 novembro 2007

TV brasileira chega à pequena tela do celular

Se controle remoto falasse, poderia muito bem reclamar de uma conspiração contra ele. Primeiro foi o YouTube - e o conceito de compartilhar vídeos na internet - que deixou a televisão um pouco de lado, com programação definida por internautas e audiência sob demanda (cada um assiste ao programa na hora que quiser). Pois agora a coisa piorou: a TV chegou de vez ao celular.

Tem gente no Brasil produzindo programas especificamente para a telinha. Os vídeos ainda são caros e têm curta duração, mas o empenho e a qualidade de produção mostram que, se o controle remoto bobear, pode pedir aposentadoria. Afinal, os aparelhos de TV passarão da sala de estar para o bolso dos telespectadores.

O exemplo mais recente de programa para TV portátil no País é também o mais robusto. A novela Diário de Sofia, que estreou na semana passada distribuída apenas pela rede celular, experimenta linguagens e tem roteiro baseado na interação com o público. Uma adolescente de 16 anos vive seus dramas de colégio e namoro em três episódios semanais. No fim de cada um, usuários de celular escolhem entre dois finais propostos, nos moldes de Você Decide, programa que a TV Globo exibiu entre 1992 e 2000.

Diário de Sofia é, na verdade, um "mobisode", união dos termos "mobile" (celular, em português) e "episode" (capítulo), neologismo criado nos Estados Unidos na divulgação da série 24 Minutos para celulares, inspirada no sucesso televisivo 24 Horas. Funciona assim: usuários se conectam à rede wap da operadora (TIM, Vivo, Claro e Oi) e então acessam o portal de vídeos. Às segundas, quartas e sextas-feiras, novos episódios da novela entram no ar, divididos em quatro vídeos com total de 2 a 3 minutos de duração. O download de cada parte, dependendo do plano e da operadora, custa de R$ 2 a R$ 4, mais o valor pago pelo tráfego de dados. Após baixado, o telespectador pode guardar o vídeo na memória do aparelho e assistir quando quiser.

Mas R$ 10 por um episódio de 2 minutos, quase o preço de um ingresso de cinema em São Paulo, não é caro demais? "Se compararmos com outras mídias, é realmente caro. Mas perto dos demais vídeos distribuídos via wap, como clipes e trailers de filmes, é barato", afirma o diretor-executivo da Aitec Brasil, Luis Ochôa, empresa que produziu a série em 12 dias de filmagens em São Paulo e licenciou a marca Diário de Sofia no País. Antes, a novela já havia sido exibida em Portugal, Estados Unidos, Chile, Canadá, Alemanha e uma série de outros países.

A intenção da novela é seduzir o mesmo número de fãs que conseguiu mundo afora. Para isso, aposta na oferta de conteúdo multiplataforma, com vídeos e um blog na internet (www.diariodesofia.com.br), comunidade no Orkut, interação via celular e uma coluna mensal na revista feminina Atrevida. "O público-alvo, formado por adolescentes, só interage com algo se houver o efeito comunidade", diz Ochoa.

Na prática, mais que a adaptação do formato novela para a tela pequena, há por trás uma mudança de foco no que diz respeito a conteúdo para celulares. É olhar os aparelhos como suporte, como a mídia portátil final, caminho diferente do seguido até agora, no qual os equipamentos são vistos como ferramentas de produção por usuários amadores.

Desse jeito vai ficar difícil para o controle remoto, apesar de ele ter uma carta importante na manga. A TV digital estréia no Brasil no dia 2 de dezembro e tem como um dos trunfos oferecer conteúdo para... celular. Sim, a palavra é convergência.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 19/11/07

Videoteca na rede

Foi-se o tempo em que o YouTube reinava absoluto na internet. Os sites de vídeos se multiplicaram e não demoraram a se especializar. Hoje, você não precisa mais se perder entre os milhões de links do YouTube para achar um vídeo sobre um assunto específico ou ao menos relevante.

Quer assistir a trailers e filmes de Bollywood [Índia]? Visite o Bolly Vídeos. Prefere aprender receitas sobre a culinária tailandesa? Acesse o Wine and Food Tube. Com uma estrutura similar aos sites de relacionamento -como reza a cartilha do YouTube-, sites de vídeos se especializaram nos mais variados assuntos, da religião ao sexo, do esporte a ciência.

Criado pelo ator Will Ferrell e por Adam McKay, ex-roteirista do "Saturday Night Live", o Funny or Die dedica-se exclusivamente a vídeos humorísticos. Seu rebento mais famoso, "The Landlord", foi assistido a mais de 48 milhões de vezes e traz Ferrell sendo cobrado por seu senhorio -uma criança de dois anos, interpretada pela filha do ator, que grita, como um adulto, pelo seu aluguel atrasado. "Na internet você pode fazer coisas que não faria em nenhum outro lugar, como nosso senhorio de dois anos. Ele nunca funcionaria em um filme", disse McKay à revista "Wired".

Diferentemente do YouTube, só ficam no Funny or Die os mais bem votados pela audiência do site, classificados como "imortais". Bill Murray e Danny DeVito são alguns dos atores que atuam nos vídeos, entre outros protagonizados por amadores.

A comédia vem ocupando uma larga fatia dos sites de vídeos especializados. Produzido pela TBS Networks, que detém a CNN e o Cartoon Network, o Super Deluxe tem uma programação focada em revelar novos comediantes, com "qualidade de TV".

Nicho
"A segmentação é natural. Os sites procuram uma maneira de se destacar dos concorrentes", diz Hiro Kozaka, do Videorama, que faz uma seleção bem-humorada dos vídeos que circulam pela web no blog. "O mesmo aconteceu na televisão: os canais a cabo supriram uma demanda de conteúdo específico que as emissoras da TV aberta não ofereciam. Quem imaginaria que um canal como o Discovery ou o Cartoon faria tanto sucesso?"

Tiago Dória, dono do blog homônimo sobre novidades na internet e consultor de projetos na web, completa: "Os segmentados começaram a fazer sucesso porque atendem nichos pouco explorados por sites maiores. O Porn Tube, por exemplo, agrega um conteúdo que o YouTube rejeita: a pornografia". Veterano entre os endereços de vídeo especializados, o PornTube é um dos sites mais visitados do segmento, ao lado do YouPorn.

Na outra ponta, o GodTube reúne vídeos de sermões e ensinamentos da Bíblia sob o slogan "Broadcast Him" (transmita-O). "Sites como esse são também uma forma de conquistar audiência e anunciantes mais focados", diz Dória. "Milhares de vídeos são publicados no YouTube diariamente. Muitos sites têm o papel de selecionar esse conteúdo massivo", completa Hiro.

Kubrick repaginado
O Trailer Mash dá ainda nova roupagem a outros vídeos: reúne trailers que mudam o contexto original de filmes, como a famosa versão de "O Iluminado" que transformou o suspense de Stanley Kubrick em uma comédia à la "Sessão da Tarde", além de mash ups (trechos de dois filmes diferentes, como "Goonies" e "Piratas do Caribe", que, novamente editados, criam o trailer de um terceiro).

Mas nem tudo é entretenimento. Com vídeos instrutivos, da neurologia à psiquiatria, o Medical Video Repository é dirigido a estudantes de medicina e médicos formados. Outro exemplo é o 5 Minutes, com vídeos que ensinam ao internauta as mais diferentes empreitadas -até mesmo o passo "moonwalking" de Michael Jackson. "Essa segmentação só comprova que o YouTube foi apenas o começo. Ele é uma espécie de Napster dos sites de vídeos", diz Dória, em uma comparação com o site pioneiro de troca de arquivos.

Fonte: Folha de S. Paulo - 25/11/07