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28 julho 2008

Santander pretende eliminar a marca Real

O Banco Central informou no dia 24/07 que aprovou a transferência do controle do banco ABN Amro Real para o Santander. Fábio Barbosa, atual presidente do Real, assume o comando da nova instituição.

O negócio foi aprovado no dia 22/07. A compra do banco Real já havia sido ratificada também pelo Cade, em dezembro do ano passado. Em outubro de 2007, o consórcio formado pelo Royal Bank of Scotland, Santander e o belgo-holandês Fortis comprou a maior parte das ações do ABN Amro, numa transação na qual o Santander ficou com o Real.

Segundo a coluna Radar, da Veja, a marca Real deve desaparecer em dois anos.

Fonte: Meio & Mensagem - 24/07/08

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Em agosto de 2007, a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), em parceria com a Top Brands Consultoria e Gestão de Marcas, realizou uma pesquisa que avalia a importância e o prestígio das marcas para o consumidor brasileiro em diversas categorias de produtos e serviços. O banco Real foi o que teve o maior "índice de adesão", que reflete a satisfação, confiança e disposição do cliente de continuar com a marca.

Um relatório de 2007 da Brand Analytics explica que o papel da marca (capacidade de gerar demanda) em uma empresa de serviços financeiros chega a 20%.

Em 2005 a Interbrand avaliou a marca do banco Real como a 14ª mais valiosa do país (entre todas as marcas, em qualquer segmento), valendo US$ 187 milhões. O que mais contribuiu para a sua valorização foi seu posicionamento ligado a sustentabilidade ambiental.

Não será um desperdício perdê-la?

4 comentários:

Paulo Peres disse...

Arnaldo, vc esteve no evento da ABA, o Fórum de BRanding ano passado, onde a Top Brands apresentou estes dados? Pergunto-lhe, pq estava lá e presenciei isso. Acho que será um desperdício e acho dificílimo o Santander se reposicionar à maneira Real de ser.
abs

Arnaldo Rabelo disse...

Não estive nesse evento. Mas penso que o lucro não vem apenas com corte de custos, mas também agregando valor. A marca Real agrega muito valor. Muito foi investido para a construção dessa marca.

Adquirir o Real apenas pela carteira de clientes e pela estrutura física desperdiça o valor dessa marca. Também acho difícil que o Santander construa uma percepção tão favorável à sua marca. Isso não depende só de investimento, mas de cultura empresarial e de ações compatíveis com os valores expressados na marca e vivenciados pelo público.

Cayo Candido disse...

Sendo correntista dos dois bancos, só pude ficar decepcionado quando recebi a carta oficial do Fábio Barbosa anunciando a fusão dos dois bancos. Enquanto por um (Real) tinha muito apreço, pelo outro já havia perdido as contas do número de problemas que tive. Acabar de vez com a marca então seria um desperdício tremendo na minha opinião. Veremos no que vai dar.

Arnaldo Rabelo disse...

Esta notícia foi atualizada. Agora o Santander voltou atrás e resolver manter a marca.