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28 novembro 2006

O celular e o público de baixa renda

As estratégias de comunicação elaboradas por fabricantes e operadoras de telefonia celular para conquistar clientes e estar à frente da acirrada concorrência tiveram forte influência nos hábitos da população ao longo dos anos.

Um estudo realizado pelo Núcleo de Estudos em Marketing Aplicado (NEMA), do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas - CCSA da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com apoio da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - com 420 consumidores das classes C, D e E da capital Paulista, indicou a contribuição da tecnologia no comportamento de usuários costumazes dessa categoria de serviços em áreas como lazer, trabalho, educação e até relacionamento.

''Os conceitos de facilidade, inovação e integração comumente transmitidos na comunicação da empresas do segmento têm, sem dúvida, uma influência na percepção das pessoas sobre os serviços que lhe são prestados'', considera a professora Maria de Lourdes Bacha, docente e coordenadora didática do CCSA da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A pesquisa indicou que fatores relacionados à inclusão social e digital são fortemente percebidos por esse público. Entre as melhorias observadas, 88% dos entrevistados afirmaram que o uso do celular facilitou a comunicação. Além disso, 88% mencionaram mais rapidez, 76% falam mais com parentes e familiares e enviam mais mensagens, 76% falam mais com amigos e para 82%, o celular facilitou quanto ao envio e recebimento de recados importantes.

Os benefícios do aparelho não ficam por aí. As camadas mais baixas da população declararam que o acessório também beneficia em sua vida profissional, não apenas para receber recados importantes (82%), mas estimula-os na busca por melhores salários (61%). Porém, menos da metade da amostra da pesquisa (44%) revelou o uso do celular estimula a busca pelo estudo e apenas 42 % tiveram vontade de aprender a usar computador, e é muito baixo o índice de pessoas que após terem um celular mostraram vontade de ter um computador, ou falar inglês - 36% e 29% respectivamente.

Entre os detalhes interessantes observados nos levantamento está o índice de 45% de entrevistados que afirmaram iniciar um namoro, noivo ou cônjuge depois de começar a usar o telefone celular. Também 45% apresentaram mais vontade de freqüentar eventos como teatro, cinema, shows; 44% mais vontade de estudar; 42% tiveram vontade de aprender a usar computador; 40% tiveram vontade de mudar de emprego; 36% tiveram vontade de fazer cursos e 36% tiveram vontade de ter um computador.

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