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29 novembro 2006

Consumidor do futuro dará preferência a produtos funcionais, socialmente corretos e que economizem tempo

A TNS InterScience divulgou neste mês de novembro um estudo que identifica o perfil e o comportamento dos future shapers brasileiros. O termo se aplica a pessoas receptivas a novidades, altamente envolvidas com determinadas categorias de consumo, que gostam de trocar experiências sobre o que compram e de certa forma ainda "trabalham" a favor das marcas que usam, divulgando-as em seus círculos sociais.

Utilizando a metodologia Futureview, foram entrevistadas 500 pessoas dos sexos masculino e feminino, com idades entre 18 e 50 anos, das classes A, B e C (critério Brasil) e financeiramente independentes. No universo de consumidores analisados, os today consumers ou consumidores atuais são a maioria (40%), os future makers e os future shapers respondem juntos por 31% da amostra e os velhos consumidores (yesterday e yesteryear consumers) como aqueles que guardam seus hábitos para si e são facilmente influenciáveis por outras pessoas, correspondem a um percentual de 29%.

Segundo Karina Milaré, diretora de Planejamento da área de Consumo da TNS InterScience, que conduziu a pesquisa, os future shapers podem ser grandes aliados das empresas em processos de testes e avaliação de conceitos, auxiliando-as na definição do formato futuro de seus mercados. "Eles são quatro vezes mais propensos a adotar inovações, são atentos a lançamentos e demonstrações nos pontos-de-venda, têm o hábito de ler rótulos, buscam novidades em revistas e websites, valorizam a criatividade, não dispõem de tempo, preferem lojas especializadas e pequenas, são adeptos da customização (adaptam os produtos às suas necessidades) e têm preocupação com a ética e o meio ambiente", explica a diretora.

O levantamento detectou ainda que a maior parcela dos future shapers brasileiros é formada por mulheres (68%), há uma incidência maior de solteiros (62%), a maioria exerce atividade profissional remunerada, é bem informada, individualista e paga mais por qualquer produto que faça economizar tempo. Contrariando a lógica, eles não são mais jovens – têm em média 32 anos – nem mais ricos, já que a renda média familiar é semelhante à média da população de classes A/B e C ou mais "descolados" e não ficam conectados a um computador 24 horas por dia. "O que define um future shaper não é a sua situação financeira, social ou a faixa etária, o que nos leva a crer que as diferenças socioeconômicas irão influenciar cada vez menos o comportamento de consumo das pessoas", conclui Karina.

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