Arnaldo Rabelo
29 junho 2010
Sustentabilidade toma conta do mundo dos negócios
O amplo esforço de incorporar a "sustentabilidade", ou práticas ambientalmente responsáveis no design de produtos, é uma estratégia cada dia mais importante para o marketing.
Em todo o mundo, um número cada vez maior de fabricantes passou a incluir componentes reciclados ou biodegradáveis em seus produtos. Companhias que adotaram estas mudanças vão de fabricantes de móveis a tecelões e fábricas de roupas, shampoos ou produtos de limpeza.
Além disso, com grandes redes de supermercados, como o Wal-Mart, adotando a tendência, analistas do setor dizem que a filosofia da sustentabilidade já não é vista como algo que cabe apenas a marcas com tecnologia de ponta, como Nike ou Herman Miller.
Apenas em 2008, os consumidores americanos duplicaram seus gastos com produtos e serviços sustentáveis, chegando a uma estimativa de US$ 500 bilhões, de acordo com uma pesquisa da Penn Schoen Berland Associates, que entrevistou mais de mil pessoas.
Fonte: IG - 14/06/2010
Veja a matéria completa aqui.
01 agosto 2009
Estudo mostra consumo consciente em sete países
Um estudo conduzido em sete países – Estados Unidos, Reino Unido, China, Brasil, Índia, Alemanha e França – mostra como os consumidores percebem e se comportam em relação às iniciativas verdes das empresas de diversos segmentos. Conduzido pela Penn, Schoen & Berland Associates (PSB), com participação das agências da WPP Landor Associates e Cohn & Wolfe - esta última representada no Brasil pela Gaspar & Associados -, e de uma empresa de consultoria independente, a Esty Environmental Partners, a pesquisa traz informações relevantes para o mercado.
Os resultados apontam que o meio ambiente é a principal preocupação de brasileiros e indianos, enquanto que nos demais países, a economia é o tema de maior relevância no momento. Entre os brasileiros, 48% consideram o desflorestamento a questão mais importante. O Brasil ainda está entre os países que se consideram na direção errada em relação à forma de lidar com meio ambiente. Neste grupo, também estão Reino Unido e França.
É unanimidade entre todas as nações que consumidores percebem produtos verdes como mais caros, mas, ainda assim, pretendem gastar mais com eles no próximo ano. China, Índia e Brasil apresentaram números significativos: 73% dos chineses, 78% de indianos e 73% dos brasileiros dizem que gastarão mais. A média de gasto previsto para 2010 entre as pessoas dispostas a gastar mais varia entre 8%, no Reino Unido, e 37% no Brasil.
“À medida em que os mercados chineses, indianos e brasileiros amadurecem para potências globais, o apetite de seus consumidores por produtos ambientalmente responsáveis também amadurece”, diz Scott Siff, Vice-Presidente da PSB. “O fato de consumidores de todos os países pesquisados dizerem que gastarão mais em produtos verdes no próximo ano apresenta uma excelente oportunidade de negócio para as empresas em tempos de recessão global”, complementa o executivo.
Processos e Produtos - No quesito imagem corporativa, 77% dos respondentes da pesquisa dizem que é importante ou muito importante uma empresa ser “verde”. Os consumidores dos sete países também concordaram que para demonstrar sua consciência ambiental, as empresas devem reduzir a quantidade de substâncias tóxicas ou perigosas em seus produtos e processos. (Para mais de 50% dos brasileiros, é muito importante que a empresa tenha um apelo verde).
Comunicação - A pesquisa ainda explorou o aspecto da comunicação das iniciativas verdes e constatou que a televisão e a internet são as principais fontes de informação sobre o meio ambiente. No Brasil não é diferente: a internet é a maior fonte e os brasileiros são mais influenciados por reportagens do que pela propaganda. “A credibilidade dos veículos de comunicação mostra-se influente na hora de formar opinião entre os brasileiros, principalmente no quesito sustentabilidade, que preocupa cada dia mais a população”, comenta Heloísa Picos, Vice-Presidente da Gaspar & Associados. Os respondentes foram convidados a listar as marcas que mais possuem ações verdes. Abaixo, encontram-se as dez primeiras marcas listadas no Brasil:

Fonte: Portal Fator Brasil - 24/07/09
06 julho 2009
Gigantes da indústria assinam “pacto pela sustentabilidade”
Pela primeira vez no país, os maiores grupos industriais, sob a liderança de uma cadeia de varejo, uma das três maiores, se comprometem com metas de longo prazo para redução dos impactos ambientais ao longo da cadeia de seus produtos.
O compromisso implica também não adquirir produtos de áreas de desmatamento ilegal ou que envolvam trabalho escravo.
“Isso é o que todas as empresas deviam fazer”, disse o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, no evento que lançou o pacto dia 23/06, em São Paulo.
O diretor-geral do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, lembrou a atitude das três maiores redes do varejo – Wal Mart, Pão de Açúcar e Carrefour – que suspenderam as compras de carne de fazendas em áreas de desmatamento ilegal, medidas também sem precedentes. “Estamos diante de uma mudança de padrão”, disse.
Era a primeira vez também que um representante do Greenpeace falava numa reunião de grandes empresários.
Hector Nunez, presidente do Walt Mart Brasil, disse que “estamos diante de uma nova economia, precisamos reinventar a maneira de fazer negócios. Os impactos ambientais não podem mais ser ignorados”.
“Onda Verde para veio ficar”
Andrew Winston, professor de Yale e consultor de empresas, é co-autor de “Green to Gold”, traduzido no Brasil por “O Verde que Vale Ouro”, livro que anuncia uma “nova era” na maneira como as grandes empresas estão encarando as questões ambientais.
Junto com Daniel Esty, também de Yale, Winston pesquisou e entrevistou centenas de grandes executivos e diz ter percebido uma “onda verde” se expandindo no ambiente das grandes corporações.
A Walt Mart é uma das primeiras e está na vanguarda, segundo Winston. Mas não está sozinha. “Incorporar a sustentabilidade é estratégia dos negócios e é uma necessidade que todos estão percebendo”, diz ele.
A ideia convencional de que preservação significa custo, segundo Winston, foi superada pela emergência dos desafios ambientais.
Um marco nesse processo foi o furacão Katrina que arrasou arrasou New Orleans, em 2004. Naquele momento se aguçou a percepçao sobre as mudancas climáticas e as consequências da devastação ambiental.
Confrontadas com a gravidade da situação, as empresas estão agindo e descobrindo que “o verde não é incompatível com o lucro”.
Ao contrário, a busca da sustentabilidade, via inovação e criatividade, pode representar uma “ecovantagem” para as empresas que saírem na frente.
A Wal Mart foi uma das primeiras. Desde 2005 passou a incluir a sustentabilidade na sua estratégia de negócios nos Estados Unidos.
Agora está expandindo essas práticas para os outros países onde atua. Na China, já reuniu mil fornecedores em outubro do ano passado, em Beijin, para dar inicio a um programa de sustentabilidade. No Brasil, construiu em outubro também o seu primeiro supermercado ecoeficiente, no Rio De Janeiro.
A possibilidade de que a adesão ao verde seja apenas uma fachada, um lance de marketing, esbarra, segundo Winston, no comportamento dos consumidores que estão cada vez mais conscientes e mais atentos.
Fazer um discurso verde e continuar com as práticas antigas seria um risco muito grande para uma empresa e Winston cita, em seu livro, vários casos de grandes prejuízos sofridos por companhias que descuidaram das boas práticas ambientais e sociais.
Não só os consumidores, os próprios funcionários das empresas estão a exigir e fiscalizar, mas também os acionistas, as ongs e as organizações comunitárias. “Isso é o que está mudando as empresas.”
O livro foi lançado em 2006 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil no ano passado.
Principais metas definidas no pacto
Os signatários do Pacto pela Sustentabilidade se comprometem em reduzir os impactos em todas as etapas da produção – fontes de matéria-prima, embalagens, emissões de gases no transporte – para formar uma cadeia de suprimentos sustentável.
O compromisso inclui também não comprar produtos com vícios de origem, vindos de áreas de desmatamento, envolvendo trabalho escravo, ou empresas irregulares.
Metas definidas:
– Reduzir em 70% o fosfato nos detergentes para lavanderia e cozinha até 2013;
– Oferecer produtos de lavanderia no mínimo duas vezes mais concentrados até 2012;
– Oferecer pelo menos um produto orgânico por categoria de alimentos ate 2012;
– Estimular as vendas de produtos com diferencial em sustentabilidade;
– Apoiar e estimular o desenvolvimento de produtos de ciclo fechado.
Redução de Resíduos (lixo zero)
– Reduzir embalagens em ate 5% ate 2013;
– Implantar o Packaging Scorecard ate 2009;
– Reduzir o consumo de sacolas plásticas em 50% ate 2013.
Campanha para reduzir sacolas plásticas
No final do ano passado, o Wal Mart lancou um programa inédito no varejo brasileiro, dando ao cliente o credito de R$ 0,03 por sacola plástica não utilizada.
A meta da companhia é reduzir em 50% o uso de sacolas plásticas até 2013.
Em vigor em todas as lojas do Nordeste e do Sul (mais de 260 unidades), o programa já recolheu mais de 3 milhões de sacolas e concedeu mais de R$ 100 mil em descontos para os clientes.
Por outro lado, a rede estimula o uso de sacola retornável, oferecendo um modelo a R$ 2,50, feita em algodão cru com capacidade para até 35 quilos. Desde o lançamento, há um ano, já foram vendidas mais de 2 milhões de sacolas.
Fonte: Jornal Já (Elmar Bones) - 25/06/09
19 junho 2009
Cliente da Nike não está interessado em ser "eco-chique"
A Nike, que ocupa o 42º lugar na lista da "BusinessWeek" das companhias de melhor desempenho, tem um problema incomum. Assim como muitas empresas, ela está tentando tornar sua cadeia de fornecimento e produtos mais "verdes", o que proporciona benefícios ambientais óbvios e, o mais importante hoje em dia, benefícios financeiros também. Mas enquanto os executivos da General Electric (GE) e da Wal-Mart alardeiam apaixonadamente as mudanças ecologicamente corretas que estão fazendo, os da Nike vêm subestimando as iniciativas de sustentabilidade. Os clientes da Nike compram calçados que os fazem se sentir rápidos, espertos e modernos; eles não estão muito interessados em ser "eco-chiques". "A Nike sempre disse respeito a vencer", diz Dean Crutchfield, um consultor de marcas de Nova York. "Como a sustentabilidade pode ser relevante para essa marca?"
A Nike chegou a essa conclusão depois de uma experiência mal sucedida que teve há poucos anos. A companhia lançou em 2005 sua primeira linha de calçados ecologicamente corretos chamada "Considered". Ela tinha grandes expectativas com uma bota de passeio, feita de fibras de cânhamo marrom, que obviamente tinham uma aparência mais tosca. Os críticos apelidaram as botas de US$ 110 de "Air Hobbits", por as acharem mais adequadas a um "morador de floresta" e ter um estilo que atrapalhava sua imagem high-tech. As botas não venderam bem e em um ano foram tiradas das prateleiras.
A lição para a Nike foi que suas inovações verdes deveriam ter continuidade, mas seus clientes não deveriam saber disso. "Queremos fazer mais e alardear menos." Esta é a maneira como Lorrie Vogel, que supervisiona os negócios ecológicos da Nike, coloca a questão. A companhia também precisa ser cuidadosa na sua promoção de empresa socialmente responsável, por causa dos problemas que teve no passado com funcionários que trabalhavam em condições precárias em fábricas da Ásia.
O esforço de sustentabilidade acontece no momento em que o diretor-presidente Mark G. Parker também tenta agilizar as operações. O imperativo financeiro para se fazer isso nunca esteve tão claro: as receitas da Nike caíram 2%, para US$ 4,4 bilhões, no trimestre mais recente, encerrado em 28 de fevereiro. Em maio, ela demitiu 5% de sua força de trabalho mundial. A empresa não fornece estimativas sobre quanto pode ter economizado tornando a fabricação de seus produtos mais ecologicamente consciente, mas espera reduzir desperdícios em 17% em 10 anos.
O marketing da Nike, porém, não sugere uma atitude de realização e serviço bem feito; e seus designs não abrem mão da qualidade. "Economizar dinheiro [com um produto ecologicamente correto] só funciona se as pessoas compram", diz Sam Poser, analista da corretora Steme Agee. "Ele precisa ser fabuloso, e não apenas ecologicamente correto."
Em 2008, a Nike lançou o Air Jordan XX3, que foi projetado para que todas as peças do tênis se encaixassem como um quebra-cabeça. Isso elimina qualquer excesso de plástico. A empresa também inventou uma máquina de costura que acelera o tempo de montagem, o que economiza eletricidade. A Nike simplesmente proclamou o XX3 como a próxima geração de uma série de 24 anos de Air Jordans. Em janeiro, lançou a versão 2009, que também faz uso da produção ecologicamente correta.
O que fazer agora? O Air Jordan continua vendendo bem, com os materiais reciclados e tudo, sugerindo que os clientes estão satisfeitos com o desempenho do calçado. Charles D. Denson, diretor de marca da Nike, diz que durante o trimestre mais recente da companhia Air Jordan ajudou a divisão de tênis para a prática de basquete a conseguir um crescimento de dois dígitos. A linha de produtos da Nike inclui agora calçados para basquete, tênis, corrida e chuteiras para futebol e futebol americano ecologicamente corretos.
Fonte: Business Week - 19/06/2009
Tradução de Mario Zamarian
03 maio 2009
Osram lança campanha a favor da sustentabilidade
Em tempos de crescente preocupação com a redução de impactos ambientais a Osram, multinacional especializada em iluminação, traz para o mercado nacional a campanha "Promoção Eco Mascote Osram". A empresa tem como objetivo apresentar os benefícios da nova lâmpada aos seus consumidores finais. Entre seus principais focos de marketing, a empresa pretende aproximar os consumidores de produtos ecologicamente responsáveis e acessíveis.
Em fevereiro de 2009, a Osram trouxe para o mercado a lâmpada halógena Energy Saver Classic nos modelos 42W e 70W, produto que possibilita 30% na redução do consumo de energia elétrica em relação às incandescentes. A lâmpada de 42W possui a mesma luminosidade de uma incandescente comum de 60W, e a de 70W, de uma de 100W. Agora em maio, a empresa entra no mercado com essa grande campanha de divulgação e conscientização sobre a importância de se utilizar produtos que sejam amigos do meio ambiente.
Os detalhes da campanha
Para a divulgação desse produto a Osram adotou uma estratégia que oferece aos seus clientes um kit especial, cuja embalagem foi pensada exclusivamente para essa ação. Ela contém três lâmpadas halógenas Energy Saver Classic e o Eco Mascote, um simpático urso polar de pelúcia branco com um lenço laranja, que é a cor empresa. "Nossa intenção é usar a imagem do urso polar, um dos grandes prejudicados com o aquecimento global, como um amigo dos produtos ecologicamente responsáveis da empresa", afirma Paula Mello, gerente de marketing promocional da Osram do Brasil, ao explicar a origem do mascote que é usado para todas as ações da empresa ligadas a conceitos sustentáveis.
Além disso, vale ressaltar que o consumidor encontrará em todas as embalagens da promoção um cartão postal com a seguinte pergunta: "Qual é a empresa de lâmpadas que se preocupa com o meio ambiente e ainda oferece centenas de prêmios?". Preenchido e enviado para o endereço descrito, o postal torna-se um cupom para o sorteio de uma centena de prêmios como luminárias da Osram e eletrodomésticos eficientes que, do mesmo modo que as halógenas Energy Saver Classic, garantem maior economia de energia. A apuração dos resultados acontecerá no dia 20 de agosto de 2009 na própria sede da empresa.
Fonte: Maxpress - 28/04/09
12 janeiro 2009
O Mercado dos Cosméticos Orgânicos
Sustentabilidade nunca esteve tanto em foco como agora. Produtos eco-friendly são as novidades do mercado atual e são as novas apostas dos empresários e profissionais de marketing.
Produtos com ingredientes orgânicos, sem ser derivados de petróleo, ingredientes adquiridos de forma sustentável, embalagens recicladas, recicláveis ou biodegradável e que não são testados em animais tendem a ganhar espaço em nossas prateleiras em hidratantes, sabonetes, máscaras para o rosto e cabelo, maquiagens, óleos, gel, tinturas de cabelo, esmaltes, condicionadores e shampoo.
A onda verde está abrangendo a área da beleza e da saúde de forma inovadora, com produtos que mostram os resultados rapidamente como os outros não ecologicamente corretos.
Os produtos orgânicos também dão importância aos ingredientes que vêm de origem animal. A preocupação é que eles não devem ser obtidos a partir da morte ou maus tratos do animal e sim da produção natural do ser. O mel das abelhas, por exemplo, pode ser extraído naturalmente e é responsável por ótimos resultados. As empresas também não usam flores, folhas e frutas em extinção e ainda se preocupam em fazer reposições do que foi usado.
Exemplo de marca de cosmético que aderiu á idéia ecológica foi a empresa brasileira Natura, que criou a linha Ekos, que possui produtos que não utilizam o óleo mineral, derivado do petróleo, e sim, óleos de origem vegetal. A marca também criou a Tabela Ambiental, que contém informações sobre a origem e o descarte da matéria-prima das embalagens e seus produtos, com a intenção de reduzir à zero sua emissão de gás carbono. Confira a tabela em seu site www.natura.net.
Diferente dos antigos produtos ecológicos, os produtos atuais não só tem a embalagem correta, agora os produtos vêm em embalagens bonitas, com um alto valor agregado, assim deixa de existir o mito de que os produtos “naturais” são feios.
A desvantagem é que a maioria dos pesquisadores e representantes das empresas afirmam que é impossível comercializar em grande escala um produto 100% correto. Um dos maiores problemas está na conservação do produto. Produtos totalmente ecológicos teriam pouca validade.
Além dos objetivos principais que os produtos devem atingir, a maior parte dos produtores de cosméticos orgânicos deseja que seus clientes observem as sensações que os produtos naturais transmitem como a energia do bambu, o relaxamento do lótus e muitos outros.
A aromaterapia também é outro trunfo, os cheiros dos produtos naturais podem aliviar o stress e melhorar a capacidade respiratória.
Para a certificação e regulamentação dos produtos orgânicos no Brasil foram criados O IBD (Instituto Biodinâmico) e o Ecocert. Ele dão a garantia se o produto está dentro das normas de qualidade e sustentabilidade com algumas prioridades como pureza, segurança e eficácia. Alguns selos são dados para produtos com mais de 5% de ingredientes orgânicos, já o IBD só aprova os produtos com no mínimo 90% dos ingredientes nessa categoria.
No inicio dos anos 90 é que a preocupação com produtos que agridem o meio ambiente aumentou e, esses anos foram marcados pela proibição da emissão de CFC em produtos como spray de cabelo e reuniões mundiais que abordam esse assunto. A partir dessa década, o assunto só ganhou mais foco. Atualmente, o movimento verde já é considerado um estilo de vida. Para muitos, os produtos eco-friendly são escolhas inquestionáveis.
Outras marcas que acompanham o movimento e que encontram-se no Brasil são: A Lush, a Éh Cosméticos, a Amazon Secrets, a Florestas, a Cassiopéia, Magia dos Aromas, Amazônia Viva, Reserva Folio, Weleda e a Phytophilo Aromatherapy.
Fonte: Portais da Moda (Laís Lana Campos) - 08/01/09
20 dezembro 2008
McDonald´s inaugura seu primeiro restaurante ecológico na América Latina
Seguindo as diretrizes do US Green Building Council na construção, a Arcos Dourados, empresa que administra os restaurantes da rede na maior parte dos países da América Latina, está apta a pleitear a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida às construções comprometidas com a sustentabilidade.

Na execução do projeto, a empresa seguiu uma série de critérios para o que o conceito de sustentabilidade fosse compartilhado com seus colaboradores, funcionários e clientes. Desde o início da construção, o McDonald´s investe na conscientização ambiental, seja na capacitação dos funcionários, na limpeza e organização do terreno, na preocupação com o reaproveitamento de entulhos ou na reciclagem de materiais da obra. Os funcionários também foram treinados para entender passo a passo as contribuições do projeto para minimizar o impacto da construção no meio ambiente. Os clientes que visitarem o restaurante terão a oportunidade de conhecer todo o conceito em um vídeo interativo. Os materiais usados no restaurante ecológico e um painel explicativo sobre coleta seletiva ficarão em permanente exposição.
A Vice-Presidente de Comunicação da Arcos Dourados na América Latina, Flávia Vigio, explica que mercados como Costa Rica e Argentina serão os próximos a receber unidades ecológicas. "Essa iniciativa reforça o compromisso do McDonald´s de estar cada vez mais alinhado com a necessidade de se preservar o presente. Queremos que os clientes participem desse projeto, interagindo com a proposta levando o conceito para casa", diz a executiva. Segundo ela, todos serão convidados a fazer a distribuição seletiva dos produtos após terminarem as refeições.
Sustentabilidade - O restaurante ecológico do McDonald´s encontrou soluções inteligentes na adaptação da tecnologia a favor da sustentabilidade. Para reduzir o consumo de energia, o ar condicionado é dotado de um sistema de automação que desliga o aparelho e abre as janelas automaticamente quando registrada temperatura externa apropriada. O aquecimento de água das torneiras da cozinha e vestiários é feito por meio de energia solar - as placas foram instaladas no teto do restaurante e alimentam também os postes do drive-thru. A luz natural tem destaque no projeto arquitetônico do prédio, uma vez que há grande quantidade de paredes de vidro. As luminárias instaladas perto das janelas só acendem quando realmente necessário. E, em todo o edifício, é priorizado o uso de lâmpadas LED. Todas essas iniciativas promovem uma economia de até 14% no consumo de energia do restaurante.
Outro grande ganho desta obra será na economia da água. O restaurante ecológico usa água da chuva nos mictórios, nos vasos sanitários e para irrigação das plantas. Na cozinha e nos banheiros, as torneiras terão sensor elétrico para evitar o desperdício.
Para a construção, decoração, acabamento e paisagismo foram também usados os materiais mais apropriados para uma construção sustentável. A cerâmica do piso é feita com vidros de lâmpadas fluorescentes e borracha. Toda a tinta utilizada é à base de água ou de minerais. Já o cimento emprega de 35% a 70% do resíduo resultante da fundição de minério. O mesmo cuidado foi observado na escolha dos materiais de decoração. Toda a madeira é de replantio. O restaurante usa outros materiais ecológicos de fontes renováveis e de produção regionalizada, como pastilhas de casca de coco e de bambu. No paisagismo foi priorizado o uso de plantas da Mata Atlântica. Para motivar os clientes a não utilizarem veículos automotores, o restaurante terá um bicicletário com 15 vagas.
Novos Empregos - A unidade conta com 80 funcionários residentes em Bertioga - 95% deles encontraram na oportunidade o primeiro emprego. Além de receber treinamento para exercer suas funções, eles foram capacitados para entender a importância que uma construção sustentável tem na diminuição do impacto ao meio ambiente. Com o aprendizado, eles já sabem como podem recorrer a práticas de responsabilidade ambientais dentro e fora do restaurante.
Os colaboradores da obra também foram capacitados para entender o conceito do projeto e estimular as práticas no dia-a-dia de cada um. Eles, que trabalham pela primeira vez em uma construção sustentável, participaram durante o expediente de palestras sobre o uso consciente dos recursos naturais e aprenderam como fazer coleta seletiva. "A capacitação ambiental para operários é indispensável para o sucesso de uma obra sustentável porque dá o exemplo e estimula pessoas a pensar mais no meio ambiente. Eles passam a entender mais sobre os materiais que usaram e a importância deles na sustentabilidade da obra", diz o diretor de expansão e engenharia do McDonald´s, Dorival Oliveira.
Fonte: McDonald´s - 15/12/08
26 novembro 2008
Crise econômica fortalece questão ambiental
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acredita que esse seja o momento para se realizar ações mais agressivas em relação ao clima. "O Brasil está com uma posição tímida, precisamos assumir metas de redução de emissões e aumentar o uso de biocombustíveis no setor de transportes". Além disso, Minc defende um maior rigor na punição de crimes ambientais e na liberação de licenciamentos ao setor elétrico.
Apesar de apertar o cinto, o ministro afirma que as licenças precisam ser concedidas, caso contrário, o país contará cada vez mais com carvão e óleo como fontes de energia. "Não vamos cometer tal situação", esclarece.
Energia também foi o tema central da apresentação do diretor-presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio José Dias Sales, segundo o qual o Brasil precisa de cerca de três mil megawatts (MW) médios por ano. Ele destacou a necessidade de maior investimento em fontes renováveis e alertou para uma controvérsia nos leilões de energias realizados no país. "Nos últimos grandes leilões, 72% da energia comercializada eram de fontes não-renováveis de energia, principalmente óleo combustível".
Em comparação com a energia hidrelétrica, o uso de óleo combustível produz cinco vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que as usinas movidas à água, esclarece Sales. O valor também é maior: "Enquanto se paga R$ 100,00 por megawatt/hora de energia hidrelétrica, a mesma quantidade gerada a partir de óleo combustível custa R$ 380,00.
Essas distorções ocorrem pela maneira como os leilões são desenvolvidos, com o objetivo de equalizar as ofertas de hidrelétricas e termelétricas, aponta Sales. O ministro Minc concorda que há um erro no cálculo para definir o índice de preço dos leilões, o que beneficia as térmicas a óleo. "Chamamos a ministra de Minas e Energia, o presidente da Aneel e o presidente da EPE e o Ministério do Meio Ambiente pediu formalmente a redução disso", afirma Minc.
Tanto Minc quanto Sales acreditam que a solução seja criar incentivos para as energias renováveis. "Estamos perdendo o ‘vento’ da história", adverte o ministro ao sugerir a expansão dos parques eólicos no país com a quebra de impostos. Ele lembra que, no ano passado, a China conseguiu US$ 4,5 bilhões para a produção deste tipo de energia e ressaltou que o próximo leilão energético brasileiro será somente de eólica.
O ministro afirma que será criado um decreto de compensação energética. "Para cada 100 MW gerado a partir de fóssil, seja gás, óleo ou carvão, 5MW, 6MW ou 7MW terão que ser de renovável, seja solar, eólica, metano (biogás) ou PCHs (pequenas centrais hidrelétricas)".
Outras ações do governo são o financiamento de aterros sanitários que capturem toda a emissão de metano para geração de energia e o apoio à instalação de placas de aquecimento solar nas residências. A exemplo do que fez como secretário no Rio de Janeiro, Minc pretende reduzir em 85% os impostos sobre as energias eólica e solar no país.
Sales destaca a questão tributária como fundamental para o desenvolvimento do mercado, que é favorável ao desenvolvimento das energias renováveis. "Nos últimos 25 anos, o preço da energia eólica já foi reduzido a um terço nos países mais avançados". Ele acredita que nesse setor, a atual crise muda apenas o tamanho do desafio a ser enfrentado, mas que os pontos a serem trabalhados são basicamente os mesmos.
Os bancos
O representante da área mais afetada pela crise mundial, economista-chefe do Banco Real, Hugo Penteado, fala que as instituições financeiras precisam lidar com a situação sem fazer distinção entre economia e meio ambiente. "A separação entre economia, pessoas e natureza é um mito, não é possível cuidar de uma coisa sem a outra".
Penteado explica que é comum no mundo empresarial escutar os executivos dizendo que irão primeiro se preocupar com a economia e, depois que a crise passar, poderão dar atenção às questões ambientais. O problema, segundo ele, é que não é possível avaliar as questões de forma isolada. "Não existe investimento não-ambiental, isso que os empresários precisam entender; a questão ambiental é um problema financeiro e que traz impactos para a imagem da instituição".
Ele diz que o senso de importância atualmente está totalmente falso. "As pessoas dão prioridade às questões econômicas e não se dão conta de que o planeta vem em primeiro lugar, depois as pessoas e por último a economia; essas três instâncias são interdependentes e ocorrem nessa ordem".
Penteado conta que essa visão da Economia é uma derivação da Mecânica Clássica e que os agentes de mercado vêem o processo econômico como algo reversível e neutro, sem relação com o planeta ou meio ambiente. "Não é possível simplesmente dar marcha ré ou jogar fora o que não der certo, isso é um mito".
O economista explica que hoje o planeta é capaz de sustentar 200 milhões de pessoas vivendo com os padrões norte-americanos. "Se esse padrão for seguido por todos, nós corremos o risco de um colapso global pela primeira vez na história da humanidade".
Como solução, Penteado também aponta a mudança para as energias limpas e enfatiza a necessidade de os bancos assumirem a responsabilidade ambiental "Os bancos precisam encarar que fazem parte do processo, eles não podem financiar madeira ilegal, por exemplo".
Low carbon
O professor da Universidade de Brasília Eduardo Viola foi enfático ao dizer que a recessão e possível depressão global vão exigir uma nova percepção da vulnerabilidade climática, principalmente dos países-chave como Brasil, China, índia e Estados Unidos. "As ameaças são comuns e as ações precisam ser coordenadas. O único país que persiste em não cooperar nesse sentido é a Rússia", afirma.
Viola aponta a eleição de Barack Obama, nos EUA, como um fator decisivo. "O lugar dos EUA no mundo não pode continuar o mesmo ocupado na segunda metade do século XX; é preciso liderança cooperativa e não unilateral". Destaca ainda que a equipe de Obama já está voltada para uma economia de baixa emissão de carbono e que a proposta dos Democratas é mudar a matriz e aumentar a segurança energética do país.
"Essa combinação de crise gera um momento muito bom para o mundo nesse sentido, pois cria uma crise de consciência nas pessoas e as faz ter uma percepção, uma abertura mental, para avaliar a loucura do hiperconsumismo".
Viola lamenta que no Brasil o governo não esteja indo na direção de uma economia de baixo carbono. "O ponto-chave é: quando o Brasil entenderá essa mudança no mundo?", questiona. Por isso, entende que, antes de se ver a luz no fim da crise, haverá muita dor e destruição profunda da riqueza nacional.
Penteado acredita que um passo para essa luz é a mudança de atitude. "Precisamos começar a entender que não temos relevância para o planeta. Somos nós que estamos ameaçados pela destruição da vida".
A marcha da insensatez nos últimos 100 anos resultou nos problemas de hoje, afirma o ministro Minc. Para ele, a saída é tomar decisões ousadas, adotar metas e puxar os demais países em desenvolvimento para juntos assumirem compromissos ambientais.
"A gente liga a televisão e vê geleira derretendo, mas no nosso dia-a-dia os países ricos e muitos empresários agem como se isso fosse um filme de ficção científica", comenta o ministro.
Fonte: Envolverde/CarbonoBrasil (por Sabrina Domingos) - 25/11/2008
Coca-Cola incentiva pesquisas para vida saudável
A Coca-Cola Brasil lança, neste mês de novembro, o Prêmio Pemberton, que tem como objetivo incentivar pesquisas voltadas para a vida saudável. A iniciativa, que conta com apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), irá premiar trabalhos científicos das áreas de ciências médicas e biomédicas, nutrição e educação física cujo foco seja a importância da prática de exercícios físicos, da hidratação e de uma alimentação equilibrada.
A ação faz parte do Movimento Bem-Estar, lançado pela empresa em 2006, que é ligado à plataforma Viva Positivamente, criada para divulgar a forma como a Coca-Cola entende a sustentabilidade. “Temos a consciência de que, como uma organização sustentável, devemos desempenhar, com excelência, o nosso papel”, explicita Maurício Bacellar, gerente de relações institucionais da Coca-Cola Brasil. “Nós temos uma marca conhecida e contato com muitas pessoas diariamente. Temos, por isso, a oportunidade de usar a força de comunicação da marca para incentivar a mobilização das pessoas por atitudes sustentáveis, sensibilizando-as a fazer o papel delas no dia-a-dia”, completa.
O Prêmio Pemberton conta com um conselho científico para selecionar os trabalhos, que poderão ser inscritos até 4 de maio de 2009. As três pesquisas finalistas serão premiadas com R$ 55 mil, sendo R$ 20 mil para o trabalho vitorioso; R$ 20 mil para a instituição a ele vinculada; R$ 10 mil para o segundo lugar; e R$ 5 mil para o terceiro classificado.
O nome da premiação foi escolhido em homenagem ao pesquisador John Stith Pemberton que, em 1886, criou a Coca-Cola.
A ficha de inscrição e outras informações sobre o prêmio podem ser obtidas em www.premiopemberton.com.br.
Fonte: Portal da Propaganda - 25/11/08
17 novembro 2008
Pão de Açúcar investe em supermercado sustentável
Veja a notícia aqui.