Arnaldo Rabelo
06 agosto 2011
Marcas brasileiras de bebidas à venda
Primeiro, a marca Schincariol foi vendida para o grupo japonês Kirin, por 3,95 bilhões de reais. Nada mal... Essa venda está sob discussão na justiça, pois um grupo minoritário de acionistas não concorda. Vamos acompanhar o caso para saber se a venda se efetivará.
Em seguida, a marca de cachaça Sagatiba foi vendida à italiana Campari. O valor da transação foi de 26 milhões de dólares, mais 7,5% das vendas dos próximos 8 anos.
O problema dessas vendas é que a riqueza gerada no país acabará indo para o exterior...
23 maio 2011
Campanha de marketing prega peça no Pânico na TV! e lança nova cerveja
Duas garotas tchecas se apaixonaram pelo Brasil, suas festas, gastronomia, cultura e diversão. Para compartilhar a nova paixão e o sonho de consumo de férias regadas a muita mordomia e festas, elas criaram o blog We Luv Brazil. A partir daí, Dominika e Michaela desenvolveram uma relação estreita de amizade com milhares de brasileiros através do Twitter e Facebook. Fotos, vídeos, bate papos e conversas via blog fizeram das duas tchecas webcelebridades, chegando a chamar a atenção de grandes portais e de um dos principais programas humorísticos da TV brasileira, o Pânico na TV.
Através desse novo contato, Dominika e Michaela realizaram o sonho de conhecer a terra do samba na companhia de Sabrina Sato, o que rendeu uma série em oito capítulos de um reality show dentro do programa. Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza e Salvador. O roteiro incluiu as principais cidades do Nordeste e do país e, durante quase um mês de viagem, as tchecas se transformaram nas tchecas do Brasil e ganharam espaço na imprensa também fora da internet.
Até aí, um bom case de celebridade instantânea via internet, um entre tantos que já aconteceram na rede. Entretanto, a isso tudo, junte uma nova cervejaria que chega a um mercado de concorrência acirrada com grandes e estabelecidos players. Agora sim, eis um criativo case de lançamento de produto.
A Companhia Brasileira de Bebidas Premium – CBBP - apostou na estratégia de criar uma história on line para conquistar o consumidor e alcançou o objetivo. Com personalidade revolucionária e ousada, a CBBP não poderia lançar uma nova cerveja de forma tradicional. A PROIBIDA chega ao mercado brasileiro embasada em uma estratégia de comunicação nunca antes utilizada. Ela reúne com pertinência três dos conceitos mais inovadores do marketing: envolvimento com o target, criação de conteúdo inovador para a marca e integração entre os meios on e off line.
“A PROIBIDA é uma pilsen inspirada nas melhores cervejas do mundo, fabricadas na República Tcheca. Pegamos a melhor receita e adicionamos o sabor e a irreverência do brasileiro. A ideia foi trazer a República Tcheca para o imaginário do brasileiro através de relacionamentos pessoais. Para isso, criamos as personagens Dominika e Michaela”, explica Lucas Afonso, Diretor de Marketing da CBBP.
Desde Novembro com uma agitada vida virtual, as duas garotas conquistaram os brasileiros sem criar nenhuma desconfiança de que de fato representavam uma nova cervejaria que chegaria em breve ao mercado. “Elas tinham uma rotina, uma vida, e interagiam via web com internautas brasileiros. Criamos nossas próprias musas, com originalidade e uma história só nossa. “Sigilo foi o mais importante durante a estratégia”, pontua Lucas Afonso”.
Em pouco tempo, o We Luv Brazil ganhou seguidores e caiu no gosto de vários portais, a exemplo do Papo de Homem, Vírgula, R7, Social 1, Blog do João Alberto, além de internautas e personalidades do Brasil. Nesse contexto, as redes sociais foram de extrema importância para criar um envolvimento com o público que fica cada vez mais apaixonado pela simpatia e beleza de Dominika e Michaela. Vale lembrar que nenhum desses veículos sabia que as tchecas faziam parte da estratégia de marketing da CBBP.
O Pânico na TV, um dos programas mais divertidos da TV brasileira e patrocinado por um concorrente do mercado cervejeiro, simpatizou com as tchecas e adotaram as garotas para a produção do reality show que encerrou no dia 15/05. “Toda a ação foi muito bem planejada e executada para que nem a produção do programa nem nenhum outro veículo desconfiassem que elas guardavam um segredo: liberar uma cerveja Premium inédita no Brasil”, explica João Noronha, presidente da CBBP.
Durante a estadia das tchecas no Brasil, no mês de Março, foram produzidos conteúdos em texto, vídeo e fotos para alimentar as redes sociais e o blog do We Luv Brazil. Em paralelo, Dominika e Michaela se transformaram em celebridades viajando pelo País, acompanhadas por Sabrina Sato e pelo Pânico na TV, chegando a desfilar no mesmo carro alegórico no carnaval do Rio de Janeiro com a modelo Gisele Bünchen e a curtir as almejadas férias ao lado de celebridades de ex Big Brothers, músicos, artistas e personalidades.
No decorrer da ação, palavras como Proibida, o ditado tcheco Dej Buh Stesti (que aparece no rótulo da cerveja e significa “deus nos dê sorte e alegria” - e o símbolo da marca (ø) foram utilizados de forma subliminar e passaram a fazer parte do cotidiano do brasileiro antes mesmo do produto chegar às prateleiras, gerando curiosidade e discussões entre o target.
Com a exibição do último episódio do reality show do Pânico, chegou a hora de desvendar quem de fato são as tchecas Dominika e Michaela. A ação que teve início na rede, também tem nela o seu ápice. A CBBP produziu e veiculou na internet um vídeo revelando o mistério do We Luv Brazil. “Finalmente chegou o dia do lançamento oficial e da revelação do segredo das tchecas. Elas não vieram ao Brasil para simplesmente curtir as férias, e sim para liberar a PROIBIDA”, revela Noronha. Lucas completa, “de forma bem humorada o país inteiro vai descobrir que a nossa marca já nasce com personalidade transgressora e surpreendente, que vem com o objetivo de deixar a vida mais gostosa e divertida.”
Em todos os filmes, as Tchecas sempre fazem alusões aos símbolos e a identidade da PROIBIDA. A exemplo do constante uso da frase Dej Buh Stesti, que esteve presente em todos os materiais. “Adotamos essa frase que é tradicional nas cervejarias tchecas e queremos torná-la popular no Brasil,” explica Lucas.
A mídia espontânea alcançada foi imensa e seu retorno incomparável com qualquer tipo de investimentos em pontos de audiência tradicionais. O impacto da inovação e a percepção causada pelo buzz são surpreendentes, afinal, são os resultados de uma ação nunca antes realizada no mercado.
As pecas que formam esse lançamento compõem um total de mais de 60 filmes produzidos para a internet e TV, entre Inglaterra, Republica Tcheca e Brasil. No entanto, representam a primeira etapa de uma estratégia mais ampla que terá desdobramentos em outras mídias.
Ao todo, cerca de 120 profissionais estiveram envolvidos com a ação para garantir o sigilo e a eficácia de todo o trabalho.
O lançamento da nova cerveja será em junho.
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Veja a matéria completa aqui.
Fonte: Fator Brasil - 18/05/2011
30 setembro 2009
H2OH! e Aquarius Fresh podem ter venda proibida
A ação também alega que o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) não poderia ter autorizado o registro das marcas, pois induz à falsa indicação de origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade (contrariando a Lei de Propriedade Intelectual). A ação pede a anulação do registro das marcas no INPI.
Veja a notícia na íntegra.
Fonte: O Globo - 23/09/09
18 julho 2009
Mercado de cerveja cresce mesmo no inverno e com crise
Segundo dados da consultoria Nielsen, as vendas de cerveja em volume aumentaram 3,7% entre abril e maio (para 1,2 bilhão de litros). O faturamento teve alta ainda maior, de 9,1% no mesmo período, a R$ 5 milhões.
No acumulado até maio deste ano, o volume de vendas cresceu 2,9% e o faturamento, 7,6% (para R$ 16 milhões). Ainda que em ritmo um pouco menor que o do ano passado (no mesmo período de 2008, até maio, as vendas subiram 4,5% em volume e 9,4% em valores), o setor mostra resistência aos abalos da desaceleração da economia.
"Os dados são surpreendentes e o mercado de cerveja vai muito bem. Em períodos de crise, os consumidores deixam de tomar bebidas mais caras, como o vinho e whisky, mas continuam bebendo as mais baratas, como cerveja e chope", diz o analista da Planner Corretora, Pérsio Nogueira.
Para ele, o mercado de cerveja se beneficiou com a transferência de consumo para bebidas mais baratas e por não ser dependente de crédito --fortemente abalado desde o agravamento da crise internacional no final do ano passado.
"O brasileiro quer continuar fazendo o happy hour, mas mais barato. (...) E se recupera o emprego, então, vai comemorar com os amigos", diz o analista, que vê também o mercado de cerveja com desempenho e consumidores mais estáveis.
Liderança ainda maior
A AmBev --dona de marcas como Antarctica, Brahma, Skol e Bohemia-- segue na liderança entre a preferência dos consumidores e a ampliou no mês passado, com participação de 68,9% em junho ante 68,3%. A Schincariol também cresceu, ao passar de 12,3% em maio para 12,5% em junho. A cervejaria Petrópolis (dona da Itaipava), no entanto, encolheu (de 9,7% em maio para 9,4% em junho), assim como a Femsa (Kaiser), que passou de 7,6% em maio para 7,2% no mês passado.
Segundo Nogueira, em momentos de desaceleração da economia, a tendência é de as empresas menores encolherem ainda mais, à medida que reduzem investimentos em publicidade.
"Ambev e Schincariol ganharam mercado. Cerveja é mídia e tem de estar nela. Aquelas que têm melhor sistema de distribuição também se beneficiam. E as pequenas sofrem mais neste caso, porque naturalmente há migração, e os consumidores vão para as marcas líderes. Se a empresa não tem margem, sai da mídia e sai da cabeça dos consumidores", explica o analista da Planner.
Ainda conforme dados da Nielsen, o mercado de bebidas alcoólicas como um todo --que inclui cerveja e conhaque, entre outros-- cresceu 2,7% no acumulado deste ano até maio, com vendas de R$ 20,6 milhões.
Nem mesmo a lei seca e as blitze policiais conseguiram derrubar o consumo. "Os consumidores estão conseguindo administrar, se revezando ao volante."
Não alcoólicas
Segundo dados da Nielsen, até maio deste ano, as vendas de bebidas não alcoólicas (água, refrigerante e suco) subiram 3,7% (contra 5,7% no mesmo período em 2008), com receita de R$ 14,4 milhões.
No segmento de refrigerante, o desempenho não é muito diferente do de cerveja. No acumulado até maio, a expansão foi de 1,1% em volume e de 6,3% em valores. Um ano atrás, as vendas em volume tinham crescido 2,4% e em valores, 8,2%.
O mercado de água mineral, por sua vez, aumentou o volume vendido (2,4%), mas viu a receita cair (2,4%). No acumulado até maio no ano passado, o volume registrou expansão de 2,4% e a receita, de 8,2%.
Fonte: Folha Online - 18/07/09
18 junho 2009
Cade aprova venda da marca Matte Leão à Coca-Cola
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da Matte Leão pela Coca-Cola.
A Coca-Cola do Brasil esclareceu hoje que a aprovação pelo Cade da compra da Leão Júnior , fabricante do Matte Leão, ocorrida na quarta-feira, não foi condicionada à venda da marca de chás prontos Nestea ou à saída da empresa da joint venture Beverage Partners Worldwide (BPW), formada pela Coca-Cola e a Nestlé, como foi informado anteriormente.
No julgamento do processo, o Cade entendeu que se a Coca-Cola comprasse a Matte Leão mantendo a parceria com a Nestlé, que fornece o extrato para produzir o Nestea, haveria uma concentração grande no mercado, prejudicando a concorrência. No caso do Brasil, há somente três grandes marcas de chá: Lipton, produzida pela Pepsi e distribuída pela AmBev, Matte Leão e Nestea.
Segundo a empresa, a determinação do órgão antitruste é de que a Coca-Cola deixe de exercer qualquer interferência sobre as decisões relacionadas à marca Nestea, que é detida no Brasil pela Beverage Partners Worldwide (BPW), joint venture entre Coca-Cola e Nestlé.
A assessoria de comunicação da BPW, entretanto, não soube responder qual será o papel da empresa na BPW, visto que não poderá mais participar das decisões e que o Nestea é o único produto da joint venture no país.
Fontes: Canal Rural e O Globo - 18/06/09
13 fevereiro 2009
Coca-Cola Brasil aumenta foco na classe C e investe R$ 1,75 bi em 2009 no Brasil
Na América Latina, a empresa apresentou um crescimento de 8%, enquanto que globalmente as vendas subiram 5% no ano. No último trimestre do ano, pico da crise, foram 7% a mais de vendas em território brasileiro, enquanto que na América Latina registrou 6% e, mundialmente, 5%.
Apesar de afirmar que a crise ainda não afetou muito o Brasil e a empresa, Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil, afirma que este será um ano desafiador e que vê a classe C como um bom foco neste momento. “Temos plena confiança de crescimento este ano. A maioria de nossos planos leva em conta a classe C, um segmento que acredito que continuará crescendo em 2009”, afirma, durante coletiva de imprensa.
Marca ainda vê muito potencial no Brasil
Entre os sucessos conquistados, a empresa comemora a participação de 15% no mercado de bebidas isotônicas em apenas seis meses com o lançamento do i9 e as boas vendas do Laranja Caseira, suco da marca Minute Maid lançado pela companhia no final de 2007. “A marca vai muito bem, obrigado. Nunca esteve melhor. E ainda temos muito potencial para crescer, uma vez que temos metade da população que ainda não bebe os refrigerantes da marca com freqüência”, conta Ricardo Fort, Diretor de Marketing da Coca-Cola Brasil.
Apesar de ser o terceiro principal mercado da Coca-Cola, atrás do México e Estados Unidos, o consumo per-capita no Brasil ainda é consideravelmente menor do que em países como Chile e Argentina. Para 2009, Fort afirma que pretende voltar com a ação Estúdio Coca-Cola, que em 2008 utilizou a marca Coca-Cola Zero. Para esse ano, a estratégia de comunicação ainda está sendo definida, mas deverá ser bastante diferente em relação às outras duas versões do projeto.
A área de branded content e co-branding, aliás, é um dos focos que a empresa mais tem interesse em investir esse ano, já que vem acumulando diversos sucessos além do Estúdio Coca-Cola, como o celular feito em parceria com a Nokia. “O mix de mídia varia de lugar para lugar. O ponto-de-venda continuará sendo também um espaço importante, mas a televisão e a mídia online são os que dão retorno mais rápido”, explica Fort. Quanto a nova campanha global "Open Happiness” da Coca-Cola lançada no início do mês nos Estados Unidos, ainda não há uma data específica de quando será aplicada no Brasil ou mesmo qual será seu slogan oficial em português.
A companhia destaca ainda as ações de sustentabilidade apoiadas pela empresa, como as reformulações em embalagens que permitiram uma economia na produção de garrafas ou redução no consumo de água. A Coca-Cola Brasil reforçou ainda a marca Kuat com o lançamento de Kuat Eko, refrigerante de guaraná misturado com chá verde, que chega às lojas até o fim desse mês.
Fonte: Mundo do Marketing (Guilherme Neto) - 13/2/2009
26 novembro 2008
Coca-Cola incentiva pesquisas para vida saudável
A Coca-Cola Brasil lança, neste mês de novembro, o Prêmio Pemberton, que tem como objetivo incentivar pesquisas voltadas para a vida saudável. A iniciativa, que conta com apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), irá premiar trabalhos científicos das áreas de ciências médicas e biomédicas, nutrição e educação física cujo foco seja a importância da prática de exercícios físicos, da hidratação e de uma alimentação equilibrada.
A ação faz parte do Movimento Bem-Estar, lançado pela empresa em 2006, que é ligado à plataforma Viva Positivamente, criada para divulgar a forma como a Coca-Cola entende a sustentabilidade. “Temos a consciência de que, como uma organização sustentável, devemos desempenhar, com excelência, o nosso papel”, explicita Maurício Bacellar, gerente de relações institucionais da Coca-Cola Brasil. “Nós temos uma marca conhecida e contato com muitas pessoas diariamente. Temos, por isso, a oportunidade de usar a força de comunicação da marca para incentivar a mobilização das pessoas por atitudes sustentáveis, sensibilizando-as a fazer o papel delas no dia-a-dia”, completa.
O Prêmio Pemberton conta com um conselho científico para selecionar os trabalhos, que poderão ser inscritos até 4 de maio de 2009. As três pesquisas finalistas serão premiadas com R$ 55 mil, sendo R$ 20 mil para o trabalho vitorioso; R$ 20 mil para a instituição a ele vinculada; R$ 10 mil para o segundo lugar; e R$ 5 mil para o terceiro classificado.
O nome da premiação foi escolhido em homenagem ao pesquisador John Stith Pemberton que, em 1886, criou a Coca-Cola.
A ficha de inscrição e outras informações sobre o prêmio podem ser obtidas em www.premiopemberton.com.br.
Fonte: Portal da Propaganda - 25/11/08