Arnaldo Rabelo

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11 janeiro 2015

As vantagens de licenciar sua marca

Se a sua marca foi construída ao longo de vários anos e hoje ela tem reconhecimento, apelo e gera desejo, você tem um patrimônio muito valioso. Isso facilitará muito as vendas futuras e dará maior estabilidade ao seu negócio. Permitirá até cobrar mais dos seus clientes!

Mas você está obtendo o máximo retorno de todo o investimento feito em capital e tempo na sua marca?

Depois de ampliar o portfólio de produtos, uma extensão de linha, o que mais pode ser feito? Você pode levar a sua marca para categorias de produtos diferentes, uma extensão de marca.

Mas como ter produtos de setores diferentes com a sua marca? Licenciando um fabricante competente do setor desejado, que tenha bons produtos, marketing, vendas e distribuição, para que possa fabricar produtos com a sua marca. Em troca, ele lhe pagará uma taxa sobre as vendas. Não estamos falando do seu setor, mas de um setor diferente, que foge à competência do seu negócio.

É uma forma de gerar novos faturamentos sem demandar investimentos ou riscos próprios. Há inúmeros exemplos: perfume Ferrari, geladeira Jack Daniels, camiseta dos Beatles, etc. O novo produto passa a contar com os atributos intangíveis - apelos emocionais - da sua marca e continua atendendo o mesmo público.


Você terá economia de tempo e dinheiro, baixo risco e alto retorno sobre o investimento na sua marca.

O setor de licenciamento ainda tem muito o que crescer no Brasil porque é conhecido por poucas empresas. Todos vemos produtos licenciados diariamente, mas na maioria das vezes não nos atentamos a isso ou não conhecemos o processo.

Passarei a dar mais dicas sobre essa área, tanto para o iniciante quanto para quem já atua na área e precisa de informações mais avançadas. Com décadas de experiência sobre o assunto, tendo participado da gestão de licenciamento de marcas destacadas do Brasil e exterior, tendo sido diretor da Associação Brasileira de Licenciamento e escrito um livro sobre o assunto, acredito que eu possa trazer conhecimentos valiosos ao seu negócio.

Acompanhe! Valerá a pena!

06 junho 2012

Twitter remodela seu pássaro símbolo

O Twitter anunciou hoje uma mudança em seu pássaro azul, símbolo da rede social. O novo design foi apresentado em um vídeo, e mostra uma versão simplificada do pássaro, levemente inclinada para cima.


Doug Bowman, diretor de criação do Twitter, explica que tanto a letra “T” quanto o nome inteiro do site não devem mais ser usadas para representá-lo.

A nova ave azul unifica todos os símbolos e, a partir de agora, "será o símbolo universalmente reconhecível do Twitter”.

Nova política de uso
Junto com o novo pássaro, a rede social divulgou uma nova política de uso da marca Twitter, com uma série de recomendações. Veja abaixo.

 Fonte: Exame - 06/06/2012

21 julho 2008

Reposicionada, Colcci celebra estratégia de Marketing bem sucedida

(Thiago Terra)

Há vinte e dois anos a história da moda no Brasil começou a mudar. No sul do país, em Santa Catarina, nascia uma das marcas nacionais mais importantes para a moda brasileira nos últimos anos. Em 1986 a Colcci entrou na passarela sem muito brilho e glamour, é verdade. Naquela época a marca tinha sua fábrica de fundo de quintal e seus produtos eram baseados em malharia e moleton.

Em 1999 a Colcci foi comprada pelo atual grupo gestor, AMC Têxtil, após passar por um período de crise. Um ano depois da aquisição da marca o grupo investiu em estrutura, ponto-de-venda e nos clientes. Desde então a empresa cresce e hoje está entre as principais do país no exterior, com presença em mais de 30 países. A Colcci começou a ganhar espaço e valor no mercado da moda a partir do momento em que teve o seu produto definido e acabado, sem falar da chegada às passarelas do Brasil e do mundo com ninguém menos do que Gisele Bündchen.

Ao detectar a carência de opções de moda para o público jovem, a Colcci investiu neste ramo e hoje é referência para novos e antigos consumidores. Independentemente do fator Gisele - que tem papel importante na reestruturação da empresa –, a Colcci já vinha trabalhando na expansão da marca no mundo através de desfiles com Paris Hilton, herdeira da rede de hotéis Hilton, e Liz Jegger, filha de Mick Jagger, vocalista da banda de rock Rolling Stones.

Antes de Gisele, o Marketing entra na passarela
As primeiras ações de Marketing da Colcci tinham foco em ramificar a marca. A meta era dividir as ações com o objetivo de atingir o maior número possível de consumidores. Para se comunicar, a Colcci se preocupava em passar o conceito de uma coleção de moda. Os primeiros investimentos da marca foram feitos de forma padrão, com anúncios em revistas especializadas em moda.

Pouco tempo depois a Colcci chegou à TV com foco no público jovem. Para atingir este tipo de consumidor a marca investiu em TV fechada, através do canal MTV que tem grande aceitação pelos jovens. “Além da MTV trabalhamos muito com a web, catálogos, PDV e mala direta. Usamos também ferramentas e ações baseadas no ponto-de-venda”, explica Daniel Mafra, relações-públicas da Colcci.

Em 2003 a marca começou a aparecer com freqüência em desfiles de moda, principalmente no Fashion Rio daquele ano. Na época a Colcci apostou em desfiles com celebridades e para isso contratou Paris Hilton e Mick Jagger apenas para participar dos desfiles. “Usamos uma estratégia de imagem nos desfiles e decidimos que a marca precisava ter uma celebridade para atrair o público masculino e feminino. Pensamos em celebridades que são objeto de desejo e que o público não tivesse nada contra, que não gerasse mídia espontânea negativa”, aponta Mafra em entrevista ao Mundo do Marketing.

Fase de reformulações e investimento em estrutura
A Colcci passou por um período de dificuldades e crise em 1999, quando foi comprada pela AMC Têxtil. Desde então os consumidores passaram a ter contato com os produtos da marca em lojas multimarcas. Esta estratégia ampliou o mercado consumidor de Colcci.

Há dois anos a Colcci passou por um novo processo de reestruturação focada em atingir e atender consumidores mais exigentes e de maior poder aquisitivo. Com o reposicionamento, a maioria dos pontos-de-venda recebeu investimento enquanto outros foram desativados por não se adaptar ao novo estilo da marca.

A estratégia de expansão englobou estrutura e comunicação. Prova disso é que a fábrica da Colcci ocupa 12.000 m2 e tem cerca de 1500 colaboradores. “Houve uma retomada com reformulação em toda a fábrica. O investimento foi direcionado à estrutura da empresa e em Marketing através de estrelas pop para campanha e mais anúncios”, conta o relações públicas da Colcci.

Cuidados e efeitos
Assim como em qualquer segmento, uma reestruturação acarreta em cuidados para não desfazer a imagem da marca perante os consumidores fiéis. Normalmente uma empresa reposicionada corre o risco de entregar um produto diferente ao que o consumidor está acostumado. Na aquisição da Colcci, a marca já passava por um processo de mudança. “Continuamos o trabalho só que com um visual um pouco mais fashion e investimos na semana de moda, que é muito importante para uma marca de moda do ponto de vista nacional”, diz Mafra.

Falar em Semana de moda e Colcci leva qualquer consumidor - ou conhecedor do ramo da moda - a pensar em Gisele Bündchen. A modelo brasileira teve importância fundamental no processo de comunicação da marca, gerando penetração no mercado mundial e agregando valores por ser uma marca brasileira. “A Gisele é um bom cartão de visitas por ser “Brasil” e não é qualquer marca que pode pagar por ela. Isto significa para o mercado que a Colcci é uma empresa que tem estabilidade financeira”, ressalta Mafra.

Números da moda
A melhor forma de mostrar o crescimento da Colcci é através dos números. A marca está espalhada pelo mundo e pode ser encontrada em 1.650 lojas multimarcas e nove franquias internacionais. As franquias foram usadas como forma de expandir a empresa antes mesmo da compra da marca pelo grupo AMC Têxtil. No Brasil, a Colcci tem 102 franquias e pode ser encontrada em cerca de 1.500 lojas multimarcas.

Bem estabelecida no Brasil, a Colcci está trabalhando no desenvolvimento de outras franquias e, pelo visto, a empresa não pretende esperar a hora do desfile para encantar o consumidor. “O faturamento vai muito bem e o nosso trabalho internacional também. Temos uma nova sede nos Estados Unidos e entrar no mercado americano é o foco da Colcci este ano”, afirma Daniel Mafra, Relações Públicas da Colcci, que completa: “Além de vender roupa, a Colcci vende moda”.

Fonte: Mundo do Marketing - 18/07/08

26 junho 2008

Bradesco é a marca mais valiosa do País

Segunda posição ficou com o Banco Itaú, cuja marca vale R$ 9 bilhões, e, em seguida, Banco do Brasil, com R$ 7 bilhões

A discussão sobre a possibilidade de medir o valor de bens intangíveis ganhou um forte argumento na última semana. O estudo anual “As Marcas mais Valiosas do Brasil", da BrandAnalytics, é a defesa de que é possível contabilizar marcas de companhias abertas, independentemente dos setores em que elas atuam. O ranking, ano-base 2007, teve o Bradesco como bicampeão, com uma marca de R$ 11 bilhões. No estudo anterior, a cifra era de R$ 7,9 bilhões.

A segunda posição ficou com o Banco Itaú, cuja marca vale R$ 9 bilhões, e Banco do Brasil em terceiro, com R$ 7 bilhões. (Veja o ranking completo abaixo / clique na imagem para ampliar). De acordo com os organizadores do estudo, os critérios são perspectivas de lucros futuros dos ativos intangíveis, como qualidade de produtos e atendimento, nível de comunicação com o público e o mercado, capital humano e intelectual, princípios morais e governança corporativa, entre outras características. A Brand Analytics também leva em consideração expectativa de lucros futuros da marca e análise de risco.
“Marcas são os ativos mais valiosos de uma empresa. Cumprir promessas ao entregar produto ou serviço é primordial na formação de seu valor”, explica Eduardo Tomiya, engenheiro de produção e um dos diretores da BrandAnalytics. “A força da marca gera lealdade por parte dos consumidores”, ressalta.

Fonte: Financial Web - 12/06/08

25 junho 2008

Johnson tira marca Modess do mercado

O setor de absorventes externos passa por um momento de ebulição. A principal notícia agora é a saída de uma marca que revolucionou esse segmento no Brasil há alguns anos, Modess, da Johnson & Johnson. Ele foi o primeiro absorvente descartável lançado no Brasil e virou "nome" de categoria. Durante muitos anos as mulheres utilizaram outras formas para se protegerem no período menstrual, como a conhecida "toalinha". Foi por meio de Modess que o uso do absorvente descartável tornou-se uma benção para muitas gerações. Depois dele surgiram os descartáveis com fita auto-adesiva, internos, com abas, sem abas, até chegarmos aos atuais absorventes com o que existe de mais moderno em fibras e tecnologia para evitar vazamentos e abafamentos durante o período menstrual.

Modess foi lançado no Brasil em 1933, inaugurando a categoria de absorventes externos. Nos primeiros anos de Modess no País, o absorvente era importado dos EUA. A partir de 1945, o produto passou a ser fabricado no mercado brasileiro. Modess construiu uma história ao longo dos anos e revolucionou os hábitos da mulher brasileira, até então marcada por tabus e preconceitos sobre menstruação. Nos últimos dez anos, a J&J focou todas as inovações tecnológicas na marca Sempre Livre.

Em virtude dessa decisão estratégica da companhia, a marca Modess não acompanhou a evolução do setor, o que acabou selando o fim da marca. Dados do mercado mostram que a participação de Modess é muito pequena. Segundo a leitura do setor feita pelo o Instituto AC Nielsen em maio de 2008, por exemplo, enquanto Sempre Livre detém 25,9% de participação, Modess fechou o mês com 0,1%, em volume. Em valor os números não mudam muito. Enquanto Sempre Livre fechou com 29,4%, Modess ficou com 0,3%. "A estratégia da companhia é focar esforços em Sempre Livre, que está entre as três principais marcas da J&J no Brasil", afirma o gerente de marketing para Sempre Livre, Ricardo Wolff - as outras são Johnson’s Baby e Sundown.

(...) Esse mercado movimentou, de julho de 2006 a julho de 2007, cerca de R$ 1 bilhão, segundo dados do Instituto AC Nielsen.

A marca Always [da Procter & Gamble] aposta na imagem da modelo Fernanda Lima para ultrapassar os 30% de participação no mercado. "Na verdade, o objetivo é elevar a marca a um produto de beleza. Cada vez mais a mulher se preocupa com o seu absorvente da mesma forma que se preocupa com os produtos de beleza que consome", afirma a diretora de marketing da P&G Beauty, Juliana Azevedo Schahin. A campanha é assinada pela Leo Burnett e prevê filme para TV, além de mídia impressa, internet e ações nos pontos-de-venda. "A escolha da Fernanda como garota-propaganda tem o objetivo de associar a marca à modernidade, praticidade e beleza também", afirma a executiva. Um fato curioso é que toda a campanha foi feita ainda no início da gravidez da modelo, que teve gêmeos recentemente. "Mesmo com a gravidez, apostamos na Fernanda por acharmos que ela tinha tudo a ver com o nova proposta de Always", conta Juliana.

A disputa por cada ponto percentual nesse mercado é acirrada. Em maio de 2008, em volume, a J&J teve uma participação de 26%, sendo 25,9% com a marca Sempre Livre e 0,1% com Modess. Já a P&G Beauty é líder quando somadas as duas marcas da companhia: Always, com 24,4%, e Ella, com 3,5%, o que dá à empresa um total de 27,9%.

Já quando o mercado é avaliado em valor, a liderança vai para a J&J, com 29,7%, enquanto P&G Beauty fica com 29,1%. "O objetivo da companhia é crescer pelo menos 10% e consolidar a liderança que hoje é em valor, também na medição em volume", afirma Wolff.

(...) Juliana conta que a verba destinada para as ações de marketing da marca Always para este ano é 40% superior ao montante do ano passado - o valor investido não é revelado. "Há cerca de seis anos não fazíamos uma campanha importante como esta para a marca Always", comenta a executiva.

Por sua vez, a J&J investiu R$ 15 milhões em marketing, incluindo aí campanha publicitária e também ações nos pontos-de-venda. A campanha contempla filmes para TV em canais abertos e por assinatura, mídia impressa e internet. Esta é a primeira campanha da marca assinada pela AlmapBBDO. São dois filmes. Um deles mostra toda a tecnologia que envolve o novo produto, enquanto que o segundo possui uma mensagem institucional da marca para as consumidoras.

Fonte: Gazeta Mercantil - 25/06/08

12 maio 2008

Grandes empresas terão que mensurar valor de ativos intangíveis

Até 2010, todas as companhias brasileiras baseadas em sociedades por ações e de capital fechado com ativos acima de R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões terão que se adequar à apresentação de suas demonstrações contábeis segundo o padrão internacional baseado nas regras do IFRS (International Financial Reporting Standards). Tais mudanças foram definidas pela Lei 11.638/07, sancionada em dezembro com total envolvimento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Entre as adaptações está a medição de ativos intangíveis, que estão relacionados a fatores como governança corporativa, gestão de stakeholders, valor de marca e sustentabilidade, que incorporam três dimensões integradas: econômica, ambiental e social.

Para Daniel Domeneghetti, CEO da consultoria DOM Strategy Partners, até agora as empresas encaravam a gestão de seus ativos intangíveis como algo etéreo e pouco estruturado, portanto, secundário. Como os balanços atuais não discriminam os intangíveis como ativos de valor, os mesmos acabam sendo alocados como despesas ou custos nestes balanços. A partir desta visão, eles são os primeiros itens a sofrerem alta desconfiança e restrições de acionistas e investidores.

“O efeito nefasto disso é que a empresa acaba se tornando refém da gestão de resultados de curto prazo, aniquilando importantes investimentos naqueles projetos ligados a ativos relevantes à sua competitividade de médio e longo prazos, tais como inovação, conhecimento, branding, sustentabilidade, qualidade, treinamento, etc”, argumenta Domeneghetti.

Segundo o executivo, os gestores e acionistas precisam se conscientizar que os intangíveis são ativos de construção de valor, que têm como função central garantir que as empresas continuem sendo capazes de gerar valor consistente ao acionista e demais stakeholders no médio e longo prazos.

Fonte: Fator - 10/05/08

10 abril 2008

CASA COR muda logomarca, lança campanha, produtos e amplia calendário em 2008

O maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo da América Latina adota nova linguagem, fundamentada em uma moderna logomarca, que já estréia na próxima edição da CASA COR São Paulo, que possui R$ 8 milhões em investimentos. Aliada à campanha publicitária, CASA COR dará inicio a estratégia para imprimir na marca os conceitos de qualidade, exclusividade e bom gosto.

“Este posicionamento colocará CASA COR em um novo patamar”, diz João Doria Jr., que assumiu a presidência da CASA COR, com a compra em sociedade do Grupo DORIA ASSOCIADOS e o Grupo ABRIL S/A. Doria anuncia a realização de quatro novos eventos ainda em 2008. Além de CASA HOTEL e de BOA MESA, que passa a se chamar CASA BOA MESA, neste ano, serão somados ao calendário: CASA COR STARS, com grandes nomes internacionais e nacionais da arquitetura, paisagismo e decoração; CASA OFFICE, versão da CASA COR para escritórios; CASA COR WORKSHOPS e CASA COR SEMINÁRIOS.

O novo posicionamento de CASA COR possibilitará um programa de licenciamento da marca para produtos de bem-estar, lazer e bom viver – desde música até aromatizadores, passando por mobiliário, eletrodomésticos e cama, mesa & banho. O objetivo é oferecer ao visitante a possibilidade de levar para casa um pouco da filosofia da CASA COR, traduzir para consumo um sentimento que vem a partir do sonho, do desejo. Além de licenciamento de marca, a estratégia de desenvolvimento de produtos poderá ter profissionais do elenco CASA COR desenvolvendo e assinando peças exclusivas. A venda será em lojas na CASA COR São Paulo, nas 12 franquias nacionais e nas três internacionais, além da vendas de produtos em lojas do varejo. “A CASA COR é uma vitrine onde passam quase 500 mil pessoas anualmente”, diz Doria. “É um extraordinário impulsionador de vendas”, arremata.

“Mesmo com grandes mudanças, CASA COR manterá sua personalidade, diversidade e pluralidade”, sintetiza Felipe Camargo, vice-presidente da CASA COR.

Marca e campanha - Criada pela agência FabraQuinteiro, que atenderá a conta da CASA COR, a nova marca e campanha reforçam os conceitos de sofisticação e bom gosto que levaram Yolanda Figueiredo e Angélica Rueda a fundar CASA COR há 22 anos. “É uma marca criada para ser reconhecida não só aqui no Brasil, mas também no exterior. A nova identidade trará uma impressão notória em todo o mundo. Simples, única e original”, detalha Paschoal Fabra Neto, diretor de criação e criador da marca.

A identidade visual estará presente na CASA COR, de 20 de maio a 9 de julho, no Jockey Club de São Paulo. A marca orientará toda a programação visual da exposição de São Paulo, incluindo o espaço de entrada dos visitantes, que será um “momento institucional CASA COR”, ambientado com o novo logotipo de forma inusitada, harmoniosa e com bom gosto.

A campanha publicitária será veiculada, a partir de 15 abril, em mídia impressa, páginas duplas e simples, nos principais jornais, revistas e mídias em internet, como Casa Claudia e O Estado de S.Paulo, além das publicações especializadas em decoração, arquitetura e paisagismo, como Arquitetura e Urbanismo, Arc Design, Boutique Interiores, Casa e Decoração, Casa e Mercado, Espaço D, Revista Decorar, Revista Hotelaria, Viver Bem, The Place, entre outros. As peças traduzirão a qualidade e bom gosto que serão o DNA da CASA COR. Com o título “Sua casa vai adorar conhecer a nossa”, os anúncios serão finalizados com as assinaturas “Nova CASA COR. O maior evento de arquitetura e decoração da América Latina acaba de ficar ainda maior e melhor”. “O mote usado, reforçado em todas as peças, será sintetizado na palavra ‘imperdível’, ou seja, você não pode deixar de visitar CASA COR”, afirma Fabra Neto.

Fonte: Revista Fator - 05/04/2008

01 abril 2008

Globo muda logotipo

A TV Globo está com novo logotipo, que foi lançado no último domingo no intervalo do Fantástico junto da grade de programação da emissora para 2008. Mais moderno e renovado, o tradicional Globo teve uma simplificação de suas linhas e cores, ganhando uma vinheta que segue em linhas como uma espinha de peixe. A criação é do diretor de arte da Globo, Hans Donner. [A abertura mudou de proporção, ficando com aspecto mais próximo de uma TV de plasma ou LCD]
Logotipo novo

Logotipo anterior


Fonte: A Gazeta - 31/03/08

17 março 2008

Sodexho Alliance passa a ser Sodexo

A Sodexho Alliance passa a ser Sodexo, e uma identidade visual mais contemporânea e dinâmica será implementada em mais de 29 mil locais no mundo inteiro onde o Grupo opera, baseado num plano de ação com duração de três anos.
O Grupo renova e revitaliza sua marca para fortalecer a estratégia mundial, apoiando o reposicionamento de uma empresa de serviços no setor de alimentação para uma companhia de serviços.

‘A evolução da marca é um grande passo para a nossa empresa, projetada para tornar a Sodexo um ponto de referência, aumentando a sua visibilidade e ajudando o nosso crescimento e progresso diante da visão compartilhada de ser a maior companhia de terceirização de serviços de Qualidade de Vida’, afirma Michel Landel, CEO da Sodexo.

Três grandes mudanças fazem parte da evolução da marca. A expressão “Alliance” foi removida da denominação legal da empresa para acelerar a estratégia no sentido de uma marca única em todas as operações, segmentos e países em que a Companhia atua.

A letra “h” foi destituída do nome para apoiar o reposicionamento do Grupo no sentido de uma empresa de Serviços. O “h”, freqüentemente associado aos negócios de hotelaria, especialmente na Europa, sai de cena e fortalece uma imagem que traduz o desenvolvimento acelerado do Grupo na área de Gestão de Serviços Integrados.

Além de aumentar a abrangência e o escopo da marca, o nome simplificado e dinâmico é mais fácil de ser pronunciado e soletrado em todo o mundo.

O logotipo foi modernizado e a tipografia ficou mais simples e compacta. As cinco estrelas, que durante muito tempo fizeram parte da identidade visual da Empresa, foram transformadas em uma.

Além disso, a barra da letra “x”, feita em curva, representa um sorriso – imagem simbólica que busca traduzir a dedicação dispensada diariamente pelas equipes da Sodexo para ‘fazer de cada dia um dia melhor’.

Fonte: PublicidAd - 14/03/08

04 março 2008

Votorantim muda logomarca

Sutil redesenho feito pela Interbrand Brasil comemora os 90 anos de história da empresa

Mudanças nas logomarcas de grandes empresas costumam ser sutis quando não se quer correr o risco de abalar a credibilidade conquistada durante muitos anos de mercado. É o caso do Grupo Votorantim, que na semana passada apresentou aos seus funcionários o redesenho de sua marca, desenvolvido pela Interbrand Brasil.

Com isso, a companhia deu início às comemorações dos seus 90 anos de história. Nascido como Grupo Industrial Ermírio de Moraes, em 1918, a companhia adotou a denominação de Grupo Votorantim em 1972. Desde então, essa é a segunda mudança em sua logomarca, que já havia sido alterada em 2001.

"Esse é um passo alinhado com o perfil, os valores e o posicionamento de um grupo em constante evolução", frisa Carlos Ermírio de Moraes, presidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações.

Segundo Beto Guimarães de Almeida, diretor de criação da Interbrand Brasil, o trabalho de sua empresa objetivou deixar ainda mais clara a identidade da Votorantim, além de dar maior destaque ao ícone da marca, representado pela letra "V" estilizada. "O reflexo de luz e um tom de azul mais vivo também fazem com que o conjunto fique mais harmônico e contemporâneo", detalha.

O projeto da Interbrand Brasil contempla ainda novas diretrizes de exposição da marca Votorantim, através da adoção de manuais de padrão visual. A intenção é unificar sua utilização na comunicação de todas as empresas do grupo e em todos os 13 países nos quais a companhia brasileira está presente.

O Grupo Votorantim emprega cerca de 60 mil profissionais e mantém unidades industriais nas áreas de cimento e concreto, mineração e metalurgia, celulose e papel, suco de laranja concentrado, especialidades químicas e autogeração e distribuição de energia elétrica.

Fonte: Meio & Mensagem - 03/03/08

04 janeiro 2008

Grifes brasileiras de moda se fundem

O país da moda

Um fenômeno ocorrido na Europa e nos Estados Unidos desde a década de 80 chega ao Brasil. A concentração de grifes em empresas gigantes.

Tecidos, cortes, cores, tendências. O que a passarela apresenta vai muito além da roupa. Moda é negócio, nome é grife e está a venda. As duas marcas criadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch acabam de ser compradas pela Identidade Moda [do Grupo HLDC, já detentor da marca Zoomp], uma empresa que já chega ao mercado com o controle de sete grandes grifes: Herchcovitch Alexandre, Herchcovitch Jeans, Zoomp, Zapping, Fause Haten, Clube Chocolate e Cúmplice. [O grupo deve investir em 2008 R$ 14 milhões na abertura de novas lojas e R$ 22 milhões no marketing das marcas.]

O presidente da holding explica que o objetivo do projeto é fazer o Brasil exportar moda. Os estilistas vão continuar desenhando as coleções, mas a administração das marcas vai mudar.

"Você tem conceitos criativos muito bons, você tem designers extremamente competentes e reconhecidos, mas falta business, falta gestão. Um quilo de algodão exportado, você tá falando de oito dólares, você transforma isso em roupa vai pra 20 dólares, se transforma essa roupa numa marca vai pra 180 dólares", diz Vicente Mello, presidente da Identidade Moda.

Essa concentração de grifes já se mostrou importante no mundo da moda. Separadas e normalmente administradas como empresas familiares as marcas têm condições menores de fazer investimentos.

Juntas elas se tornam grandes negócios, capazes de realizar projetos bem maiores. A indústria da moda européia faz isso desde a década de 80.

O primeiro conglomerado a entrar nesse negócio foi o francês LVMH. Em 84, comprou a Christian Dior. O nome era importante, mas o negócio ia mal.

O grupo assumiu também o controle da Louis Vuitton e de várias marcas famosas. O investimento criou a estrutura para transformar a moda numa grande indústria.

"Cada vez mais o criador tem que estar amparado em tecnologia e inovação. Tem que ter esse planejamento de investimento para ser continuamente competitivo no mundo. O que faltava ao Brasil em termos desse salto para o negócio na moda era exatamente ocorrer esse casamento", diz Paulos Borges, diretor criativo da São Paulo Fashion Week.

Fonte: Jornal da Globo - 03/01/08

11 dezembro 2007

Vale do Rio Doce passa a se chamar apenas Vale

A Vale do Rio Doce apresentou a sua nova marca, que consiste em uma imagem que lembra um coração e, ao mesmo tempo, a letra V, com a palavra Vale escrita ao lado. A imagem foi feita com base nas cores verde e amarelo, da bandeira nacional.
Em evento no Forte de Copacabana, o presidente da empresa, Roger Agnelli, ponderou que o momento de lançamento é oportuno para a companhia. A nova marca representa a Vale em que não há diferenças de países, religião ou princípio.

- Aqui somos todos da Vale - disse.

A Vale vai investir US$ 50 milhões nos próximos quatro anos para alterar todos os logotipos e nomes da empresa ao redor do mundo. Segundo Roger Agneli, a idéia é que no próximo ano a mudança já esteja concluída.

- Em qualquer lugar do mundo, a pronuncia Vale é fácil. Vale significa valor. É um nome curto e de fácil fixação. O logo, eu vejo um coração, porque adoro essas coisas de emoção. Pode ser um simbolo de infinito. Ao mesmo tempo, é um símbolo de vale e de uma mineração a céu aberto já em seu plano final. Se colocar de cabeça para baixo, parece o triângulo de Minas Gerais. É um momento importante para colocar todos os empregados na mesma família. Há um trabalho pesado agora, para mudar todas as marcas, todas as logos de todos os lugares. E vamos fazer isso o mais rápido possível - disse Agneli, que apresentou a nova marca global no Rio de Janeiro.

No mercado internacional, a Vale irá reforçar a idéia de empresa global. Para o Canadá, onde a empresa comprou a gigante de níquel Inco, no ano passado, a CVRD se chamará Vale Inco. Lá, o anúncio foi veiculado nos principais jornais do dia 3 de dezembro. Nos EUA e no Reino Unido, a veiculação foi no dia 6.

No Brasil, foi veiculado o filme "Surgimento", que tem 90 segundos.

Depois da aquisição da mineradora canadense Inco, que a alçou a Vale ao segundo lugar no ranking mundial das mineradoras no ano passado, segundo a companhia, através da nova identidade visual, a Vale prestende consolidar sua imagem de empresa brasileira com atuação global, ressaltando sua posição de destaque no cenário internacional.

A idéia é que todas as unidades de negócios abandonem as expressões "Companhia Vale do Rio Doce", "Rio Doce" ou a sigla CVRD. A decisão levou em conta a brasilidade, a força, a simplicidade e a sonoridade do nome "Vale", que será usado em oito idiomas.

O novo posicionamento e a nova marca da Vale foram criados pela empresa norte-americana Lippincott Mercer e sua parceira no Brasil, a Cauduro Martino. A Lippincott é líder em design e estratégia de branding e tem entre seus principais clientes Coca-Cola, General Electric, ABN-AMRO, IBM, Motorola e Rede Globo. A Cauduro Martino tem vasta bagagem em implantação de marcas, com clientes como Banco do Brasil, Unimed, TAM e Natura.

Fonte: O Globo - 29/11/07

24 outubro 2007

Valor da marca

(Ticiana Weneck)

65 milhões dólares. É o quanto vale a marca Coca-Cola, a mais valiosa segundo o último ranking promovido pela Interbrand e revista BusinessWeek. Seu valor patrimonial vale bem menos que isso. É um exemplo do descompasso entre o valor tangível e o intangível.

O primeiro efeito de uma marca forte é maior rentabilidade. As experiências positivas tornam o consumidor leal; a companhia se diferencia, permitindo um prêmio de preço, gerando maior lucro para a organização e, na outra ponta, maior valor ao acionista. Estudos da Stern Stewart, consultoria de gestão, demonstram que existe uma relação clara entre saúde da marca, lucratividade superior, expectativa de crescimento e redução de risco dos fluxos de caixa. Pesquisa da Interbrand, de 2005, revelou que a marca chega a representar 38% do valor de mercado das 500 maiores companhias globais.

E sobretudo, marca é percepção. É o valor que o consumidor atribui a ela, considerada um ativo intangível de diferencial competitivo único. É capaz de outro feito extraordinário: acrescentar zeros ao preço de um produto. Seth Godin especialista em marketing, conta em seu "Todo Marqueteiro é Mentiroso" que a marca exerce fascínio. Ao se deparar com um par de tênis Puma por 125 dólares, uma consumidora observada por ele não titubeia e compra algo que custou 3 dólares para ser produzido na China. "Ela estava pensando sobre a durabilidade do produto? Claro que não. Ela estava imaginando como ficaria sua aparência com o calçado nos pés. Ela estava visualizando as dramáticas mudanças que ocorreriam em sua vida a partir do momento em que outras pessoas percebessem o quanto ela estava na moda. Em outras palavras, ela estava ocupada, mentindo e contando uma história para ela mesma. Ela poderia ter comprado algo semelhante por uma fração daquele preço. O que os marqueteiros venderam para ela foi uma história", escreve o autor de maneira sarcática. "Mas não se engane", continua. "Isso não foi um acidente. A Puma trabalha dura para contar uma história".

É essa mesma história contada diariamente e repercutida em cada canal de contato com a marca, que forma sua imagem na mente do consumidor. Para Clemente Nóbrega, um dos mais destacados especialistas em estratégia empresarial do país, as empresas há muito tempo deixaram de vender "coisas", para vender "idéias". "Toda empresa, hoje, é de informação. Não é empresa de ferro, de alumínio, isso é pretexto. O que conta e é transformável em dinheiro é o conhecimento e não a coisa. É a logística, a gestão de estoque, a marca", garante Nobrega.

Fonte: Consumidor Moderno - 22/10/07

17 outubro 2007

Que cheiro tem sua marca?

Alguma vez você já se perguntou que aroma têm as marcas? Por que o aroma de um creme solar lembra as férias? Por que o cheiro da fumaça da lenha queimada lembra uma imagem de inverno em família? Até há pouco tempo, ninguém parava para pensar nessas perguntas, e as empresas não tinham se dado conta do efeito que produz um aroma agradável na experiência do cliente. A maior parte das empresas baseia sua identidade corporativa na imagem (no logotipo, no patrocínio ou no mobiliário dos estabelecimentos) e no som (o fundo musical das lojas ou a melodia de um anúncio da televisão). Contudo, a emoção que evoca um odor pode ser decisiva na hora da compra e é possível identificá-lo com os valores que a marca pretende transmitir. Pode inclusive servir para melhorar a produtividade e as condições de trabalho de uma empresa.

“Há uma mudança de tendência muito importante no processo de escolha do consumidor”, observa Roberto Álvarez del Blanco, professor de Marketing do Instituto de Empresa (IE). Isto se deve à neuroeconomia, “que é a combinação da neurociência, da economia e da psicologia no estudo do processo de escolha dos indivíduos. Esta ciência analisa o papel do cérebro quando a pessoa avalia uma decisão a tomar, quando examina os riscos e as recompensas e a forma como as pessoas interagem umas com as outras”, explica. De acordo com o professor do IE, esse conhecimento permite, por exemplo, “que compreendamos com exatidão a resposta humana diante das cores, da luz e dos aromas”. Contudo, Gerard Costa, professor de Marketing da escola de negócios Esade, diz que não estamos diante de uma mudança de tendência. “A experiência relativa à percepção dos odores corporativos, porém, requer uma técnica ainda muito incipiente”, observa.

Marketing olfativo
A técnica do “marketing olfativo” é mais uma entre as várias técnicas do marketing emocional. Chegar às profundezas do cérebro do espectador está na moda. Trata-se de uma técnica cujos efeitos perduram por vários anos seguidos. “Ela surge do convencimento de que os objetos têm aroma. Partindo dessa premissa, descobre-se que as pessoas, as casas, as comunidades, as cidades, e até mesmo os países, têm seu próprio aroma”, observa Álvarez del Blanco.

Costa diz que o termo marketing olfativo entrou na moda há cerca de 15 anos, quando se começou a trabalhar com o neuromarketing. “A tendência chegou primeiramente pela publicidade subliminar e, desde então, estudam-se os estímulos que afetam positivamente o cérebro”. Além disso, somam-se ao estudo as recentes pesquisas acadêmicas de caráter científico, estabelecendo-se uma distinção entre “a associação de cheiros às lojas e o projeto de um odor corporativo”.

EUA e Japão são os países onde há mais empresas “olfativas”, isto é, companhias que investem em um cheiro próprio por meio de dispositivos que espalham perfumes nas lojas (ambientadores). A Muzak, provedora de trilha musical personalizada, produz agora também ambientadores para as empresas. A Singapur Airlines aposta no marketing dos cinco sentidos para atingir um público selecionado; a Disney utiliza essa ferramenta há 15 anos em seus parques temáticos. Primeiro, a produtora americana deu um toque de realismo a seu público de filmes de ação ao introduzir cheiro de pólvora e de borracha queimada nas salas. Depois, impregnou as ruas e parques com cheiro de pipoca para despertar o apetite dos seus clientes. O sucesso da técnica empregada pela Disney incentivou a cadeia de hotéis Hilton e Sheraton, os restaurantes Hard Rock, a linha de automóveis de luxo Lexus e a produtora de cinema Paramount a fazerem o mesmo.

Por que todos os carros novos têm o mesmo cheiro?
Pense, por exemplo, no que acontece quando o vendedor de automóveis lhe passa as instruções sobre o novo carro que você acaba de comprar. Além de se referir à beleza dele, elogiar seu espaço interno, suas linhas modernas, o carro novo também cheira a novo, não é verdade? Não é coincidência o fato de que todos os carros novos “cheirem a novo”. Trata-se de um odor resultante de muitas horas de dedicação de um grupo de especialistas no assunto. “Há aromas específicos e outros que são universais”, explica Álvarez del Blanco. E acrescenta: “Não podemos nos esquecer de que o olfato é o mais primitivo de todos os sentidos. O ser humano tem mil genes relacionados ao olfato. Cerca de 60% estão hoje inativos. O ser humano pode distinguir entre dez mil odores distintos. Não é nada comparável aos cães, que são capazes de identificar cem mil, e aos ratos, que conseguem diferenciar entre 200.000 odores.”

Contudo, criar o aroma de uma marca não é nada fácil. Costa explica que “deveria ser um processo baseado no posicionamento que desejo dar à minha marca, além de ser algo integrado ao mix de marketing de minha empresa e coerente com ele”. O professor da Esade cita como exemplo o sucesso mundial da Singapur Airlines, que “soube construir um odor específico para sua marca em sintonia com outros aspectos do marketing da empresa tomando por base no posicionamento que queria dar à companhia: um toque oriental”.

Em 2003, o marketing de aromas movimentou cerca de 30 milhões de dólares em todo o mundo, e espera-se que chegue a 220 milhões em 2010. Na Espanha, o marketing do olfato é uma técnica ainda incipiente, embora o mercado de ambientadores para o lar e para o automóvel tenha crescido 74% nos últimos quatro anos. Ambos os professores concordam que esse marketing encontra-se ainda em fase inicial, e que ainda há um longo caminho a percorrer. “Nos EUA, o marketing de odores encontra-se mais avançado do que em qualquer outro lugar. Na Espanha, ainda é cedo para uma avaliação. O setor que mais investe nesse tipo de marketing é, principalmente, o de automóveis”, lembra Álvarez del Blanco.

A A de Aroma, uma empresa com um mês de funcionamento, trabalha com a identidade olfativa das empresas de alimento de preparo rápido Pans & Company, Rodilla e Dunkin’ Donuts, mas atua também em outros setores: ela tem entre seus clientes a Telefônica (telecomunicações), Cinesa (cinema), AC Hoteles y Mango (moda). A A de Aroma elabora fragrâncias personalizadas para cada empresa em função dos valores que a marca deseja reforçar, e implanta dispensadores de perfumes em seu estabelecimentos cujos cartuchos são trocados uma vez por mês.

O ser humano é capaz de se lembrar de dez mil aromas diferentes
Um estudo da Universidade Rockefeller (Nova York) revelou, em 1999, que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente, ante 5% do que vê, 2% do que ouvem e 1% daquilo que tocam. Além disso, a memória pode reter até 10.000 aromas distintos, ao passo que reconhece apenas 200 cores, de acordo com a pesquisa feita pelos cientistas Richard Axel e Linda Buck, vencedores do prêmio Nobel de medicina de 2004.

Comprovou-se também que uma empresa que tenha aroma próprio vende mais do que outra que não possui nenhuma fragrância específica. “Isto acarreta uma diferenciação extraordinária para a marca. Trata-se de uma singularidade que a afeta de modo cabal. As associações estereotipadas são valiosas, fidelizam o cliente e, principalmente, engendram uma qualidade que é tesouro de toda marca”, revela Álvarez del Blanco. Costa acrescenta alguns matizes: “Normalmente, os odores fortes vendem mais. Por exemplo, deixar aberto o forno com pães recém-assados em uma padaria é uma maneira de atrair o cliente que passa pela rua e que se deixa levar pelo aroma agradável que desprende do pão fresco.”

Assim, o odor de um creme solar lembra as férias; a torta de maçã quente evoca uma reunião de família e uma fragrância de brisa marinha é sinônimo de liberdade. Contudo, 83% dos investimentos publicitários se concentram em mensagens que procuram seduzir os olhos e os ouvidos, deixando de conquistar os demais sentidos. Álvarez del Blanco lembra que “o aroma percebido pelo olfato dever ser coerente com a atividade da marca para que o efeito seja agradável”. Portanto, quando se atinge esse objetivo, o cliente tem uma sensação “agradável, de ordem e de profissionalismo”. Contudo, é preciso levar em conta que “somente os odores relacionados com a natureza são odores globais”, lembra Costa. Não se deve esquecer também que, culturalmente, os odores são percebidos de maneira distinta de acordo com o lugar de origem do indivíduo. Contudo, os especialistas estão de acordo em relação ao fato de que os clientes compram experiências, e não produtos. “O odor se associa ao momento em que sinto o desejo de adquirir um produto ou serviço, e não à marca em si. Minha experiência com um determinado produto em casa vai muito além disso”, diz Costa.

Buscar a diferença
O sucesso consiste em conseguir criar um aroma que lembre a marca. Os especialistas estão de acordo com o fato de que criar um “odótipo” eficaz requer vários meses de trabalho. “É preciso saber onde a marca se acha exposta, analisar o contexto em que ela é consumida e em que cenário os clientes se relacionam com ela”. “No caso da empresa, é preciso definir com o que exatamente desejo me identificar, e é muito importante pensar nos suportes para o odor: como vou difundi-lo, onde quero marcar presença com ele e onde não quero”, aconselha Costa.

Ambos os professores também acham que é “muito complicado” obter um aroma universal e que agrade a todos. Costa lembra que os odores são percebidos de maneira diferente “pelos homens e pelas mulheres, pelo país de origem, pela idade e de acordo com a experiência de cada um”. Por isso, é impossível que uma mesma fragrância transmita a mesma mensagem a todos. Para Costa, a melhor marca da história do mundo seria aquela que todos associassem a um odor onde quer que fosse. Por fim, lança uma pergunta: “Quem não faz a ligação do odor do incenso com a igreja católica?”

Fonte: Knowledge at Wharton - 17/10/07