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25 novembro 2012

Grifes apostam em produtos de até R$ 2.000 para conquistar mais clientes


O luxo em São Paulo cabe no bolso e pode ser dividido em até cinco vezes sem juros.

Aposta antiga dos especialistas em consumo de alto padrão, a máxima deve ser o lema das gigantes internacionais da moda para os próximo anos.

A abertura de lojas chiques em shoppings neste ano --entre elas Prada e Miu Miu-- pode até ter causado furor entre os entusiastas das passarelas; porém, é no consumo de itens de até R$ 2.000 e que podem ser parcelados, e não em seu "prêt-à-porter", que as grifes devem encontrar o caminho para se firmar no Brasil.

"As marcas estrangeiras de moda trouxeram seu 'feijão com arroz', ou seja, produtos mais baratos que seguram o faturamento do fim do mês.

Além disso, estão percebendo a necessidade de ajustar o preço de alguns itens para atingir mais consumidores", analisa Fábio Justos, sócio da agência Acaju do Brasil, que representa e gerencia grifes internacionais no país.

A empresa, dirigida por ele e pelo franco-suíço Dimitri Mussard, tem em seu rol de marcas as francesas Vicomte A., patrocinadora do time de polo do príncipe William, e Clémence de Gabriac, de cuecas de luxo.

Bom exemplo desse ajuste nos preços é o da grife Hermès, que possui só uma loja na América Latina, no shopping Cidade Jardim, na zona oeste.

Desde a abertura do ponto paulistano, em 2009, a etiqueta francesa de luxo diminuiu ao menos duas vezes o preço de seu emblemático "carré". Os lenços de seda estampados custavam, em novembro do ano passado, cerca de R$ 1.400. Numa estratégia de reposicionamento, passaram a ser vendidos, neste mês, por R$ 1.190.

"O Brasil não consome luxo como os países da Ásia, que respondem pela maioria dos investimentos das grandes marcas em território estrangeiro. Aqui, há um trabalho de consolidação, que deve durar até 2016", afirma Justos. Do continente americano, o Brasil é o país que deve apresentar os melhores resultados do segmento a médio prazo.

Pesquisa divulgada neste mês pela consultoria italiana Bain & Company aponta que, nos próximos cinco anos, o mercado de luxo irá crescer entre 15% e 25% no Brasil --a média do continente é de 13%. No balanço deste ano, de acordo com o estudo, a receita brasileira no setor será de € 2,7 bilhões (mais de R$ 7 bilhões).

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