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12 fevereiro 2009

Crise afeta mais ricos e não impede avanço da classe média

FGV: classe C sobe 1,24%, e AB cai 0,65% no período agudo da crise

A crise financeira mundial não impediu uma expansão da classe média emergente do país. Por outro lado, prejudicou mais a classe rica do que a pobre.

As conclusões são de um estudo de Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, batizado de "Crônicas de uma Crise Anunciada: Choques Externos e a Nova Classe Média".

Pelo estudo, a quantidade de pessoas da classe C (com renda mensal familiar entre R$ 1.115 e R$ 4.807) continuou subindo nos últimos três meses de 2008, período do agravamento da crise.

Em setembro de 2008, estavam incluídos na classe 53,81% da população com idade entre 15 e 60 anos das seis principais regiões metropolitanas do país.

Essa parcela era de 53,15% em setembro, o que revela um salto de 1,23% no período.

A ascensão se deu, sobretudo, pelo aumento das pessoas que deixaram as classes mais baixas. Em setembro, a classe E (pessoas com renda mensal até R$ 804) correspondia a 17,9% da população e, em dezembro, a 17,68%, o que representa uma queda de 1,23%.

Em um ano, houve recuo de 8,01% no contingente de pessoas nesta faixa. A classe D também encolheu: 2,51% entre setembro e dezembro.

No entanto, a piora da crise diminuiu em 0,65% o número de pessoas que pertenciam à classe AB (que ganham acima de R$ 4.807).

Antes da crise, 19 em cada cem pessoas desta camada migravam para classes inferiores; após setembro, esse número subiu para 25.

"A crise atingiu os mais ricos e não afetou a ascensão dos mais pobres. É uma crise contra os ricos e pró pobres." Renda O aumento da renda e a diminuição da desigualdade social também foram pouco afetados. A renda média caiu 0,62% de setembro a dezembro, para R$ 662,47, uma queda pequena, se levada em consideração a desaceleração esperada da economia.

Já o índice Gini, que mede a desigualdade de distribuição de renda, recuou 1,07%. "O estudo diz que não tem nenhuma catástrofe", afirmou Neri, que diz ser um "otimista relativo" quanto ao futuro.

Informações de Marcelo Néri (FGV)



Fonte: Destak - 12/02/09

2 comentários:

Tiago Cunha disse...

Olá Arnaldo, parabéns pelo blog, sempre interessante. Gostaria de saber como e onde compro seu livro?
Abraços.

Arnaldo Rabelo disse...

Obrigado. O livro ainda está em desenvolvimento e não foi lançado em papel. Pretendo fazer isso este ano. O texto - no estágio em que está - pode ser acompanhado pelo site www.marketinginfantil.com.br