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12 janeiro 2009

O Mercado dos Cosméticos Orgânicos

O mercado dos cosméticos orgânicos, o mais promissor.

Sustentabilidade nunca esteve tanto em foco como agora. Produtos eco-friendly são as novidades do mercado atual e são as novas apostas dos empresários e profissionais de marketing.

Produtos com ingredientes orgânicos, sem ser derivados de petróleo, ingredientes adquiridos de forma sustentável, embalagens recicladas, recicláveis ou biodegradável e que não são testados em animais tendem a ganhar espaço em nossas prateleiras em hidratantes, sabonetes, máscaras para o rosto e cabelo, maquiagens, óleos, gel, tinturas de cabelo, esmaltes, condicionadores e shampoo.

A onda verde está abrangendo a área da beleza e da saúde de forma inovadora, com produtos que mostram os resultados rapidamente como os outros não ecologicamente corretos.

Os produtos orgânicos também dão importância aos ingredientes que vêm de origem animal. A preocupação é que eles não devem ser obtidos a partir da morte ou maus tratos do animal e sim da produção natural do ser. O mel das abelhas, por exemplo, pode ser extraído naturalmente e é responsável por ótimos resultados. As empresas também não usam flores, folhas e frutas em extinção e ainda se preocupam em fazer reposições do que foi usado.

Exemplo de marca de cosmético que aderiu á idéia ecológica foi a empresa brasileira Natura, que criou a linha Ekos, que possui produtos que não utilizam o óleo mineral, derivado do petróleo, e sim, óleos de origem vegetal. A marca também criou a Tabela Ambiental, que contém informações sobre a origem e o descarte da matéria-prima das embalagens e seus produtos, com a intenção de reduzir à zero sua emissão de gás carbono. Confira a tabela em seu site www.natura.net.

Diferente dos antigos produtos ecológicos, os produtos atuais não só tem a embalagem correta, agora os produtos vêm em embalagens bonitas, com um alto valor agregado, assim deixa de existir o mito de que os produtos “naturais” são feios.

A desvantagem é que a maioria dos pesquisadores e representantes das empresas afirmam que é impossível comercializar em grande escala um produto 100% correto. Um dos maiores problemas está na conservação do produto. Produtos totalmente ecológicos teriam pouca validade.

Além dos objetivos principais que os produtos devem atingir, a maior parte dos produtores de cosméticos orgânicos deseja que seus clientes observem as sensações que os produtos naturais transmitem como a energia do bambu, o relaxamento do lótus e muitos outros.

A aromaterapia também é outro trunfo, os cheiros dos produtos naturais podem aliviar o stress e melhorar a capacidade respiratória.

Para a certificação e regulamentação dos produtos orgânicos no Brasil foram criados O IBD (Instituto Biodinâmico) e o Ecocert. Ele dão a garantia se o produto está dentro das normas de qualidade e sustentabilidade com algumas prioridades como pureza, segurança e eficácia. Alguns selos são dados para produtos com mais de 5% de ingredientes orgânicos, já o IBD só aprova os produtos com no mínimo 90% dos ingredientes nessa categoria.

No inicio dos anos 90 é que a preocupação com produtos que agridem o meio ambiente aumentou e, esses anos foram marcados pela proibição da emissão de CFC em produtos como spray de cabelo e reuniões mundiais que abordam esse assunto. A partir dessa década, o assunto só ganhou mais foco. Atualmente, o movimento verde já é considerado um estilo de vida. Para muitos, os produtos eco-friendly são escolhas inquestionáveis.

Outras marcas que acompanham o movimento e que encontram-se no Brasil são: A Lush, a Éh Cosméticos, a Amazon Secrets, a Florestas, a Cassiopéia, Magia dos Aromas, Amazônia Viva, Reserva Folio, Weleda e a Phytophilo Aromatherapy.

Fonte: Portais da Moda (Laís Lana Campos) - 08/01/09

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