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21 novembro 2008

Crise afeta vendas e investimentos da indústria, aponta CNI

A crise financeira global começou a contaminar a economia real e já afeta as vendas e os investimentos das indústrias brasileiras, apontou na quinta-feira (20/11) pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O documento mostrou, no entanto, que cerca de metade dos empresários acha que as medidas anunciadas pelo governo já apresentam resultados e que a crise acabará até o fim de 2009.

"Os efeitos da crise não se limitam a problemas na disponibilidade e no custo do financiamento", destacou a CNI no texto de apresentação do estudo. "O principal problema enfrentado pelas empresas é a redução na demanda."

Segundo o levantamento, 88% dos executivos ouvidos disseram que suas empresas foram prejudicadas pela crise. A maior preocupação de 57% dos empresários é a queda nas vendas para 2009. Pouco mais de 40% dos entrevistados apontaram a alta dos preços de insumos e de equipamentos importados como o principal efeito negativo da crise.

Entre os entrevistados, 47% disseram que reduziram as projeções de vendas para 2009 e outros 7% afirmaram que reduziram muito essas estimativas. Como resultado, 64% afirmaram que seus investimentos foram afetados.

O estudo também mostrou que a obtenção de capital de giro é um problema do setor. A crise impactou o financiamento de 61% dos empresários que participaram da pesquisa.

Fim da crise
Apesar das dificuldades, a metade dos empresários ouvidos demonstrou relativo otimismo. Na opinião de 31%, a crise acabará no segundo semestre do ano que vem. Para 18%, isso ocorrerá na primeira metade do ano. O grupo de mais otimistas, constituído por 1% dos entrevistados, acha que a crise será solucionada ainda em 2008.

Outros 31% disseram acreditar que a crise será superada apenas em 2010. Já 9% disseram esperar uma solução após 2010. Não souberam responder 9% dos entrevistados.

Os empresários também fizeram uma avaliação das medidas tomadas pelo governo federal. Na opinião de 52%, as ações estão sendo moderadamente efetivas, contra 34% que as consideraram ineficazes.

Para ajudar a melhorar a situação, a CNI cobrou, entre outras demandas, uma maior ampliação do prazo de recolhimento de tributos, a redução de exigências para o acesso e o aumento de recursos para as linhas de créditos de bancos públicos.

A CNI realizou a consulta por meio eletrônico, entre os dias 6 e 14 de novembro. Reponderam a pesquisa 385 empresas de todos os portes. Essas companhias estão instaladas em 25 Estados, e atuam em 31 segmentos industriais.

Fonte: Invertia (com informações da Reuters News) - 20/11/08

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