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04 novembro 2007

Entrevista sobre Marketing Verde

Vanessa Machado, estudante de jornalismo da Unesp de Bauru, me entrevistou para uma matéria que foi publicada no site da disciplina de Jornalismo Digital.

Veja abaixo a matéria escrita por Vanessa.
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Pequenas mudanças que demonstram consciência ambiental

Empresas assumem postura ambientalmente correta para preservar o meio ambiente

(VANESSA MACHADO)

Desde o mês de setembro, as contas de energia da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) estão sendo impressas em papel reciclado. O consumidor, junto com a conta, recebe uma declaração da empresa explicando a mudança e informando quantas árvores serão poupadas todo mês.

Anúncios que exaltam atitudes ecologicamente corretas não são mais novidade. Diversas empresas, como o Banco Real e a Natura, já estão na onda do chamado “marketing verde” há muito tempo. Arnaldo Rabelo, consultor de marketing de Birigui, acredita que a tendência é que a questão da sustentabilidade ambiental deixe de ser um diferencial e passe a ser um pré-requisito para qualquer empresa se manter no mercado, assim como já ocorreu no passado com a preocupação com a qualidade dos produtos.

Desse modo, “as empresas têm buscado rever seus processos produtivos e o desenvolvimento de seus produtos - muitas vezes contando com consultorias especializadas - buscando fazer com que sua atuação não prejudique o meio ambiente”, explica Arnaldo. A publicitária paulistana, Marilena Lino de Almeida Lavorato, conta que muitas empresas têm departamentos exclusivos para tratar da questão da sustentabilidade ambiental, e incluem indicadores sócio-ambientais em seus balanços e relatórios.

Mas como saber se o “marketing verde”, tão em voga atualmente, não é apenas mais uma propaganda enganosa? Marilena dá a dica do Ranking Benchmarking Ambiental Brasileiro, que seleciona as melhores políticas ambientais das instituições brasileiras. “É uma iniciativa independente, séria e com credibilidade que existe há cinco anos. Se a empresa estiver no ranking, seguramente tem uma boa prática, pois foi avaliada por uma comissão técnica e não apenas se auto-intitulou como ambientalmente correta, mas abriu seu modelo gerencial e foi reconhecida como detentora de práticas de excelência”, explica Marilena.

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Consumo irresponsável

Apesar de preocupados, consumidores não levam em conta atitudes sócio-ambientais na hora das compras

(VANESSA MACHADO)

Além de qualidade e preço, os brasileiros deveriam estar mais atentos a um outro fator na hora da compra: a responsabilidade ambiental do produtor. Mas, apesar de muitas empresas estamparem em suas embalagens e propagandas ações ecologicamente corretas, uma pesquisa do Procon de São Paulo revela que 43,88% dos consumidores, apesar de preocupados com questões ambientais, mudando inclusive alguns de seus hábitos rotineiros, não levam em conta a responsabilidade sócio-ambiental do fabricante de um produto quando o compram.

Para o consultor de marketing Arnaldo Rabelo "isso é normal, porque exige uma mudança de hábitos e atitudes. Toda mudança como essa demora até se popularizar. Normalmente começa pelos formadores de opinião, os mais conscientes. A tendência é que, aos poucos, as pessoas passem a ter o chamado consumo consciente", comenta. O economista de Bauru, Reinaldo Cafeo, acredita que ainda faltam informações que levam a conscientização e avalia que o consumidor ao longo do tempo saberá diferenciar os produtos pela responsabilidade social e consciência ecológica das empresas.

Além disso, muitos produtos com preocupação ecológica, como calçados com solado de pneu e alimentos produzidos sem o uso de agrotóxico geralmente custam mais caro pois geralmente não são produzidos em larga escala. Cafeo explica que “o consumidor brasileiro, por não ter muita renda, ficou muito tempo fora do mercado de consumo e, no momento, está mais preocupado com o preço e condições de pagamento do que questões éticas na produção”, revela.

Um comentário:

Vanessa Machado disse...

Olá Arnaldo,
gostei muito de ver minha matéria no seu blog!

obrigada!

Vanessa Machado