Publicações recentes

Publicações recentes:

24 abril 2007

Google é marca mais valiosa do mundo

O Google chegou ao topo do ranking Brandz Top 100 Most Powerful Brands, publicado ontem (23/04/07) pela empresa de consultoria Millward Brown em parceria com o jornal inglês Financial Times. Segundo o levantamento da consultoria, o valor da marca Google chegou a mais de 66,4 bilhões de dólares. Em seguida vêm General Electric (61,9 bi), Microsoft (54,9 bi) e Coca-Cola (44,1 bi).

Produzido pela Millward Brown Optimor, braço financeiro da firma, o ranking identifica as marcas mais poderosas do mundo, de acordo com seu valor em dólares. O valor agregado de todas as marcas do Brandz cresceu 10,6% este ano, de 1,44 trilhão para 1,6 trilhão de dólares.

As tendências mais notáveis do relatório incluem:

O crescimento dos emergentes: consumidores dos mercados emergentes — especialmente dos países do BRIC; Brasil, Rússia, Índia e China) — nunca tiveram tanto dinheiro para gastar como atualmente. Para terem sucesso nesses mercados, as marcas de países desenvolvidos devem oferecer serviços que sejam relevantes para os consumidores locais. Marcas de fast food como KFC (4,5 bilhões de dólares) e McDonald´s (33,1 bi) atraem os consumidores do BRIC. Marcas de vestuário, incluindo Nike (10,3 bi), Levi´s (1,0 bi) e Zara (6,5 bi) preenchem o vazio entre marcas locais e marcas de luxo importadas, oferecendo moda "acessível" a consumidores jovens. Marcas de luxo como Louis Vuitton (22,7 bi) e Rolex (5,4 bi) também têm visto crescimento significativo nesses mercados, já que consumidores abastados buscam por marcas que representem seu status.

Tecnologias convergentes: a convergência é o tópico quente em tecnologia. A capacidade de misturar e combinar diferentes serviços (voz, dados, GPS, música, internet, e-mail etc.) e disponibilizá-los através de dispositivos distintos tem o potencial de melhorar a vida dos consumidores. Deparando-se com crescente complexidade, as marcas buscam simplificar e contrastar ofertas diferentes: do iPhone da Apple (24,7 bilhões de dólares) até os telefones Walkman da Sony-Ericsson, passando pelos computadores móveis tudo-em-um da Nokia (31,7 bi), os fabricantes talham ofertas coerentes que sejam alinhadas com sua identidade de marca. Tal como a Apple e a Nokia, marcas fortes têm a capacidade de expandir seu alcance de forma que as companhias possam aumentar os fluxos de receita investindo em iniciativas de alto crescimento.

Responsabilidade social: trabalhar sobre a promessa de responsabilidade social corporativa ajudou a aumentar o valor de grandes marcas como a BP (5,9 bilhões de dólares), Shell (4,7 bi) e Toyota (33,4 bi). A BP foi a primeira grande companhia petrolífera a abordar as alterações do clima com seu posicionamento "além do petróleo). A empresa seguiu esse posicionamento, tornando-se uma das três maiores fornecedoras globais de energia solar. A Shell veio logo em seguida. O sucesso da Toyota em vender seu modelo híbrido Prius contribuiu para uma imagem positiva da marca e para a continuidade de sua liderança no setor automotivo.

As marcas de fast food reagem a consumidores conscientes: preocupações crescentes com alimentação saudável dividiram o setor de fast food, que vinha crescendo continuamente desde a década de 1980. A maioria das cadeias de fast food, incluindo o McDonald´s, reposicionou-se por meio da introdução de alternativas de pratos mais saudáveis. O Burger King (1,4 bilhão de dólares) tomou o caminho oposto, com campanhas de marketing que chamavam a atenção para a oferta original da rede: o hambúrguer altamente calórico. O crescimento de 63% no valor da marca Burger King prova que marcas fortes são bem sucedidas tanto seguindo quanto desafiando tendências de mercado.

O estudo do Brandz entrevistou mais de um milhão de consumidores e cobre 39 mil marcas em todo o mundo.

Um comentário:

Arnaldo Rabelo disse...

Pouco tempo depois desta publicação foi divulgado que a marca Google passou a ser a mais cara do mundo (após a aquisição da DoubleClick).

Veja em http://arnaldorabelo.blogspot.com/2007/04/google-marca-mais-valiosa-do-mundo.html