Segundo estudo da eMarketer, quase 130 milhões de pessoas serão impactadas por este tipo de ação neste ano, e o número crescerá para 183 milhões em 2013
O crescimento da publicidade em vídeos na internet depende da audiência e da capacidade de atrair novos espectadores. Hoje 67% dos usuários de internet nos Estados Unidos têm contato com algum tipo de publicidade em vídeos na internet, seja em banners, em meio a textos, ou streaming. "Estimamos que por volta de 2012, quatro em cada cinco internautas consumirão publicidade em vídeos na internet. Isso significa que ela estará massificada", diz o analista do eMarketer, David Hallerman.
A empresa, que fez a pesquisa, projeta que até o final do ano 129,5 milhões de pessoas naquele país assistirão a vídeos online com publicidade neste ano, e que o número deve crescer para 183,3 milhões em 2013. "Um fator-chave para o crescimento é o advento de conteúdos de vídeos com qualidade profissional e confiáveis, o que atrairá mais audiência, dando às marcas o alcance de massa que elas buscam", afirma Hallerman.
Hoje, a maior parte do conteúdo está em videos curtos, com menos de 15 segundos. "Mas o crescimento de vídeos mais longos, como episódios de séries, programas para web, transmissão de eventos esportivos e filmes, vão ampliar as possibilidades", aposta. Esse vídeos mais longos não deverão substituir a televisão, mas podem ampliar a audiência e mostrar coisas que o tubo não pode cobrir inteiramente. Exemplos citados pelo eMarketer são os Jogos Olímpicos e as convenções políticas dos Estados Unidos.
Fonte: Meio & Mensagem - 25/09/08
-----
A Folha de S. Paulo do dia 24/09 deu uma dica de sites que têm se destacado por facilitar a distribuição de conteúdos em vídeo (além do YouTube):
www.kyte.com
12seconds.tv
www.sonicswap.com
tv.blinkx.com
www.dailymotion.com
www.blip.tv
www.maniatv.com
crackle.com
Arnaldo Rabelo
Mostrando postagens com marcador video. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador video. Mostrar todas as postagens
26 setembro 2008
29 novembro 2007
TV brasileira chega à pequena tela do celular
Se controle remoto falasse, poderia muito bem reclamar de uma conspiração contra ele. Primeiro foi o YouTube - e o conceito de compartilhar vídeos na internet - que deixou a televisão um pouco de lado, com programação definida por internautas e audiência sob demanda (cada um assiste ao programa na hora que quiser). Pois agora a coisa piorou: a TV chegou de vez ao celular.
Tem gente no Brasil produzindo programas especificamente para a telinha. Os vídeos ainda são caros e têm curta duração, mas o empenho e a qualidade de produção mostram que, se o controle remoto bobear, pode pedir aposentadoria. Afinal, os aparelhos de TV passarão da sala de estar para o bolso dos telespectadores.
O exemplo mais recente de programa para TV portátil no País é também o mais robusto. A novela Diário de Sofia, que estreou na semana passada distribuída apenas pela rede celular, experimenta linguagens e tem roteiro baseado na interação com o público. Uma adolescente de 16 anos vive seus dramas de colégio e namoro em três episódios semanais. No fim de cada um, usuários de celular escolhem entre dois finais propostos, nos moldes de Você Decide, programa que a TV Globo exibiu entre 1992 e 2000.
Diário de Sofia é, na verdade, um "mobisode", união dos termos "mobile" (celular, em português) e "episode" (capítulo), neologismo criado nos Estados Unidos na divulgação da série 24 Minutos para celulares, inspirada no sucesso televisivo 24 Horas. Funciona assim: usuários se conectam à rede wap da operadora (TIM, Vivo, Claro e Oi) e então acessam o portal de vídeos. Às segundas, quartas e sextas-feiras, novos episódios da novela entram no ar, divididos em quatro vídeos com total de 2 a 3 minutos de duração. O download de cada parte, dependendo do plano e da operadora, custa de R$ 2 a R$ 4, mais o valor pago pelo tráfego de dados. Após baixado, o telespectador pode guardar o vídeo na memória do aparelho e assistir quando quiser.
Mas R$ 10 por um episódio de 2 minutos, quase o preço de um ingresso de cinema em São Paulo, não é caro demais? "Se compararmos com outras mídias, é realmente caro. Mas perto dos demais vídeos distribuídos via wap, como clipes e trailers de filmes, é barato", afirma o diretor-executivo da Aitec Brasil, Luis Ochôa, empresa que produziu a série em 12 dias de filmagens em São Paulo e licenciou a marca Diário de Sofia no País. Antes, a novela já havia sido exibida em Portugal, Estados Unidos, Chile, Canadá, Alemanha e uma série de outros países.
A intenção da novela é seduzir o mesmo número de fãs que conseguiu mundo afora. Para isso, aposta na oferta de conteúdo multiplataforma, com vídeos e um blog na internet (www.diariodesofia.com.br), comunidade no Orkut, interação via celular e uma coluna mensal na revista feminina Atrevida. "O público-alvo, formado por adolescentes, só interage com algo se houver o efeito comunidade", diz Ochoa.
Na prática, mais que a adaptação do formato novela para a tela pequena, há por trás uma mudança de foco no que diz respeito a conteúdo para celulares. É olhar os aparelhos como suporte, como a mídia portátil final, caminho diferente do seguido até agora, no qual os equipamentos são vistos como ferramentas de produção por usuários amadores.
Desse jeito vai ficar difícil para o controle remoto, apesar de ele ter uma carta importante na manga. A TV digital estréia no Brasil no dia 2 de dezembro e tem como um dos trunfos oferecer conteúdo para... celular. Sim, a palavra é convergência.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 19/11/07
Tem gente no Brasil produzindo programas especificamente para a telinha. Os vídeos ainda são caros e têm curta duração, mas o empenho e a qualidade de produção mostram que, se o controle remoto bobear, pode pedir aposentadoria. Afinal, os aparelhos de TV passarão da sala de estar para o bolso dos telespectadores.
O exemplo mais recente de programa para TV portátil no País é também o mais robusto. A novela Diário de Sofia, que estreou na semana passada distribuída apenas pela rede celular, experimenta linguagens e tem roteiro baseado na interação com o público. Uma adolescente de 16 anos vive seus dramas de colégio e namoro em três episódios semanais. No fim de cada um, usuários de celular escolhem entre dois finais propostos, nos moldes de Você Decide, programa que a TV Globo exibiu entre 1992 e 2000.
Diário de Sofia é, na verdade, um "mobisode", união dos termos "mobile" (celular, em português) e "episode" (capítulo), neologismo criado nos Estados Unidos na divulgação da série 24 Minutos para celulares, inspirada no sucesso televisivo 24 Horas. Funciona assim: usuários se conectam à rede wap da operadora (TIM, Vivo, Claro e Oi) e então acessam o portal de vídeos. Às segundas, quartas e sextas-feiras, novos episódios da novela entram no ar, divididos em quatro vídeos com total de 2 a 3 minutos de duração. O download de cada parte, dependendo do plano e da operadora, custa de R$ 2 a R$ 4, mais o valor pago pelo tráfego de dados. Após baixado, o telespectador pode guardar o vídeo na memória do aparelho e assistir quando quiser.
Mas R$ 10 por um episódio de 2 minutos, quase o preço de um ingresso de cinema em São Paulo, não é caro demais? "Se compararmos com outras mídias, é realmente caro. Mas perto dos demais vídeos distribuídos via wap, como clipes e trailers de filmes, é barato", afirma o diretor-executivo da Aitec Brasil, Luis Ochôa, empresa que produziu a série em 12 dias de filmagens em São Paulo e licenciou a marca Diário de Sofia no País. Antes, a novela já havia sido exibida em Portugal, Estados Unidos, Chile, Canadá, Alemanha e uma série de outros países.
A intenção da novela é seduzir o mesmo número de fãs que conseguiu mundo afora. Para isso, aposta na oferta de conteúdo multiplataforma, com vídeos e um blog na internet (www.diariodesofia.com.br), comunidade no Orkut, interação via celular e uma coluna mensal na revista feminina Atrevida. "O público-alvo, formado por adolescentes, só interage com algo se houver o efeito comunidade", diz Ochoa.
Na prática, mais que a adaptação do formato novela para a tela pequena, há por trás uma mudança de foco no que diz respeito a conteúdo para celulares. É olhar os aparelhos como suporte, como a mídia portátil final, caminho diferente do seguido até agora, no qual os equipamentos são vistos como ferramentas de produção por usuários amadores.
Desse jeito vai ficar difícil para o controle remoto, apesar de ele ter uma carta importante na manga. A TV digital estréia no Brasil no dia 2 de dezembro e tem como um dos trunfos oferecer conteúdo para... celular. Sim, a palavra é convergência.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 19/11/07
Videoteca na rede
Foi-se o tempo em que o YouTube reinava absoluto na internet. Os sites de vídeos se multiplicaram e não demoraram a se especializar. Hoje, você não precisa mais se perder entre os milhões de links do YouTube para achar um vídeo sobre um assunto específico ou ao menos relevante.
Quer assistir a trailers e filmes de Bollywood [Índia]? Visite o Bolly Vídeos. Prefere aprender receitas sobre a culinária tailandesa? Acesse o Wine and Food Tube. Com uma estrutura similar aos sites de relacionamento -como reza a cartilha do YouTube-, sites de vídeos se especializaram nos mais variados assuntos, da religião ao sexo, do esporte a ciência.
Criado pelo ator Will Ferrell e por Adam McKay, ex-roteirista do "Saturday Night Live", o Funny or Die dedica-se exclusivamente a vídeos humorísticos. Seu rebento mais famoso, "The Landlord", foi assistido a mais de 48 milhões de vezes e traz Ferrell sendo cobrado por seu senhorio -uma criança de dois anos, interpretada pela filha do ator, que grita, como um adulto, pelo seu aluguel atrasado. "Na internet você pode fazer coisas que não faria em nenhum outro lugar, como nosso senhorio de dois anos. Ele nunca funcionaria em um filme", disse McKay à revista "Wired".
Diferentemente do YouTube, só ficam no Funny or Die os mais bem votados pela audiência do site, classificados como "imortais". Bill Murray e Danny DeVito são alguns dos atores que atuam nos vídeos, entre outros protagonizados por amadores.
A comédia vem ocupando uma larga fatia dos sites de vídeos especializados. Produzido pela TBS Networks, que detém a CNN e o Cartoon Network, o Super Deluxe tem uma programação focada em revelar novos comediantes, com "qualidade de TV".
Nicho
"A segmentação é natural. Os sites procuram uma maneira de se destacar dos concorrentes", diz Hiro Kozaka, do Videorama, que faz uma seleção bem-humorada dos vídeos que circulam pela web no blog. "O mesmo aconteceu na televisão: os canais a cabo supriram uma demanda de conteúdo específico que as emissoras da TV aberta não ofereciam. Quem imaginaria que um canal como o Discovery ou o Cartoon faria tanto sucesso?"
Tiago Dória, dono do blog homônimo sobre novidades na internet e consultor de projetos na web, completa: "Os segmentados começaram a fazer sucesso porque atendem nichos pouco explorados por sites maiores. O Porn Tube, por exemplo, agrega um conteúdo que o YouTube rejeita: a pornografia". Veterano entre os endereços de vídeo especializados, o PornTube é um dos sites mais visitados do segmento, ao lado do YouPorn.
Na outra ponta, o GodTube reúne vídeos de sermões e ensinamentos da Bíblia sob o slogan "Broadcast Him" (transmita-O). "Sites como esse são também uma forma de conquistar audiência e anunciantes mais focados", diz Dória. "Milhares de vídeos são publicados no YouTube diariamente. Muitos sites têm o papel de selecionar esse conteúdo massivo", completa Hiro.
Kubrick repaginado
O Trailer Mash dá ainda nova roupagem a outros vídeos: reúne trailers que mudam o contexto original de filmes, como a famosa versão de "O Iluminado" que transformou o suspense de Stanley Kubrick em uma comédia à la "Sessão da Tarde", além de mash ups (trechos de dois filmes diferentes, como "Goonies" e "Piratas do Caribe", que, novamente editados, criam o trailer de um terceiro).
Mas nem tudo é entretenimento. Com vídeos instrutivos, da neurologia à psiquiatria, o Medical Video Repository é dirigido a estudantes de medicina e médicos formados. Outro exemplo é o 5 Minutes, com vídeos que ensinam ao internauta as mais diferentes empreitadas -até mesmo o passo "moonwalking" de Michael Jackson. "Essa segmentação só comprova que o YouTube foi apenas o começo. Ele é uma espécie de Napster dos sites de vídeos", diz Dória, em uma comparação com o site pioneiro de troca de arquivos.
Fonte: Folha de S. Paulo - 25/11/07
Quer assistir a trailers e filmes de Bollywood [Índia]? Visite o Bolly Vídeos. Prefere aprender receitas sobre a culinária tailandesa? Acesse o Wine and Food Tube. Com uma estrutura similar aos sites de relacionamento -como reza a cartilha do YouTube-, sites de vídeos se especializaram nos mais variados assuntos, da religião ao sexo, do esporte a ciência.
Criado pelo ator Will Ferrell e por Adam McKay, ex-roteirista do "Saturday Night Live", o Funny or Die dedica-se exclusivamente a vídeos humorísticos. Seu rebento mais famoso, "The Landlord", foi assistido a mais de 48 milhões de vezes e traz Ferrell sendo cobrado por seu senhorio -uma criança de dois anos, interpretada pela filha do ator, que grita, como um adulto, pelo seu aluguel atrasado. "Na internet você pode fazer coisas que não faria em nenhum outro lugar, como nosso senhorio de dois anos. Ele nunca funcionaria em um filme", disse McKay à revista "Wired".
Diferentemente do YouTube, só ficam no Funny or Die os mais bem votados pela audiência do site, classificados como "imortais". Bill Murray e Danny DeVito são alguns dos atores que atuam nos vídeos, entre outros protagonizados por amadores.
A comédia vem ocupando uma larga fatia dos sites de vídeos especializados. Produzido pela TBS Networks, que detém a CNN e o Cartoon Network, o Super Deluxe tem uma programação focada em revelar novos comediantes, com "qualidade de TV".
Nicho
"A segmentação é natural. Os sites procuram uma maneira de se destacar dos concorrentes", diz Hiro Kozaka, do Videorama, que faz uma seleção bem-humorada dos vídeos que circulam pela web no blog. "O mesmo aconteceu na televisão: os canais a cabo supriram uma demanda de conteúdo específico que as emissoras da TV aberta não ofereciam. Quem imaginaria que um canal como o Discovery ou o Cartoon faria tanto sucesso?"
Tiago Dória, dono do blog homônimo sobre novidades na internet e consultor de projetos na web, completa: "Os segmentados começaram a fazer sucesso porque atendem nichos pouco explorados por sites maiores. O Porn Tube, por exemplo, agrega um conteúdo que o YouTube rejeita: a pornografia". Veterano entre os endereços de vídeo especializados, o PornTube é um dos sites mais visitados do segmento, ao lado do YouPorn.
Na outra ponta, o GodTube reúne vídeos de sermões e ensinamentos da Bíblia sob o slogan "Broadcast Him" (transmita-O). "Sites como esse são também uma forma de conquistar audiência e anunciantes mais focados", diz Dória. "Milhares de vídeos são publicados no YouTube diariamente. Muitos sites têm o papel de selecionar esse conteúdo massivo", completa Hiro.
Kubrick repaginado
O Trailer Mash dá ainda nova roupagem a outros vídeos: reúne trailers que mudam o contexto original de filmes, como a famosa versão de "O Iluminado" que transformou o suspense de Stanley Kubrick em uma comédia à la "Sessão da Tarde", além de mash ups (trechos de dois filmes diferentes, como "Goonies" e "Piratas do Caribe", que, novamente editados, criam o trailer de um terceiro).
Mas nem tudo é entretenimento. Com vídeos instrutivos, da neurologia à psiquiatria, o Medical Video Repository é dirigido a estudantes de medicina e médicos formados. Outro exemplo é o 5 Minutes, com vídeos que ensinam ao internauta as mais diferentes empreitadas -até mesmo o passo "moonwalking" de Michael Jackson. "Essa segmentação só comprova que o YouTube foi apenas o começo. Ele é uma espécie de Napster dos sites de vídeos", diz Dória, em uma comparação com o site pioneiro de troca de arquivos.
Fonte: Folha de S. Paulo - 25/11/07
Assinar:
Postagens (Atom)