Arnaldo Rabelo

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10 dezembro 2011

Hypermarcas vende Etti e Assolan por R$ 310 milhões

Marca de molho de tomate foi vendida para multinacional Bunge, enquanto a Química Amparo ficou com a palha de aço

Após meses de negociação, a Hypermarcas fechou a venda das empresas Assolan e Etti pelo valor total de R$ 310 milhões. Com essa operação, somada a venda de Assim dois meses atrás (por R$ 140 milhões), a Hypermarcas somou a seu caixa R$ 450 milhões, valor que era previsto pelo mercado.


A Etti, de atomatados, foi vendida para a multinacional americana Bunge. Já a Química Amparo, dona da marca Ypê, adquiriu a Assolan, de palha de aço, segundo apurou o Valor. O anúncio ao mercado será na segunda-feira.

Dessa forma, a Bunge reforça a sua operação na área de bens de consumo no país, considerada tímida em relação a outros concorrentes, e a Ypê ganha uma nova marca para ampliar o seu portfólio - algo que a empresa vem tentando fazer há anos. As companhias não se manifestaram a respeito da informação.

Em relação a Hypermarcas, a companhia fecha o ano com a finalização da venda de suas marcas e com caixa um pouco mais cheio, em um período de reorganização das atividades do grupo. A Hypermarcas está se transformando numa empresa de saúde e bem-estar, focada na área de beleza e medicamentos.

Pela Hypermarcas trabalharam o Credit Suisse e o banco de negócios BR Partners.

Fonte: Valor - 10/12/2011

26 novembro 2011

Produzir conteúdo virou necessidade para marcas

Produzir conteúdo não é mais uma escolha, mas uma necessidade para as marcas

"Com os sites, redes sociais e blogs, a atenção do consumidor ficou mais difícil de ser capturada. O consumidor vai atrás só daquilo que o interessa", disse Moreno. Pensando nisso, a Nissan priorizou sua Fan Page do Facebook, criando um grupo editorial para construir conteúdo bem-humorado e criativo, aliando questões cotidianas a conteúdo institucional.

"A gente quer que uma pessoa tenha um relacionamento da marca. De um lado, conteúdo contestador, de entretenimento. E de outro lado, eu entrego conteúdo institucional básico da marca, mas de uma forma light", disse.

O sucesso da estratégia em redes sociais da Nissan está no vídeo do "Pônei Maldito", comercial com uma música grudenta que chegou à marca da propaganda mais vista do YouTube no Brasil. Depois disso, a Fan Page da montadora japonesa saltou de 2 mil para 75 mil fãs e inseriu o sucesso na cultura popular, resultando em paródias e brincadeiras envolvendo a publicidade.

A relação com o consumidor criou "advogados" da Nissan nas redes sociais, o que orgulha o diretor de Marketing. A marca optou por não moderar os comentários, deixando críticas expostas em sua página do Facebook, mas recebeu apoio de outros clientes.

Conteúdo líquido
"Conteúdo é muito mais que uma palavra na moda, é uma necessidade de toda e qualquer empresa. É o conteúdo que dá sentido a uma marca", disse Gian Martinez, da Coca-Cola. O cenário atual, segundo ele, é de absoluta sobre carga de conteúdo. O que vale, na avaliação do publicitário, é priorizar o "conteúdo líquido", aquele que entra na vida das pessoas.

"Viver como uma água é o sentido para quem produz conteúdo. Pensar em uma ideia que consiga entrar em todas as mídias", disse Martinez, que acredita na busca das marcas por construir conteúdos relevantes e genuínos. "É conseguir construir coisas que as pessoas achem que é importante para elas", afirmou.

Gian Martinez lembrou da música criada para Copa do Mundo, que foi cantada pelas torcidas do campeonato e por internautas em vídeos no YouTube.

Fonte: Terra - 24/11/2011

Os brasileiros e as marcas

Estudo identificou comportamento dos brasileiros em relação às marcas e elegeu as cinco melhores

A pesquisa nomeada "Meaningful Brands for a Sustainable Future", realizada pelo Grupo Havas, identificou o comportamento do consumidor brasileiro. No Brasil, 33% dos entrevistados disseram que as marcas fazem uma contribuição positiva para a qualidade de vida dos consumidores. Enquanto que no estudo global essa mesma questão ficou com 20% das respostas. Um dado interessante é que para 71% dos consumidores globais se as marcas sumissem de um dia para o outro não faria diferença na vida das pessoas, enquanto que apenas 47% dos brasileiros correspondem com essa resposta. "Essa constatação demonstra que há mais marcas que fazem a diferença para os brasileiros", afirma André Zimmerman, diretor geral da Havas Digital no Brasil.

O estudo mostrou que os brasileiros estão mais preocupados com questões sociais e ambientais do que os europeus, norteamericanos e indianos, uma vez que 72% dos entrevistados disseram que tais questões têm um impacto negativo em sua qualidade de vida. Os brasileiros também acreditam que é papel das grandes companhias ajudar a resolver os problemas referentes a essas questões, deixando, assim, de responsabilizar somente o governo (apenas 10% responderam que tais questões são da alçada do governo contra 23% que acreditavam nisso em 2009).

62% dos entrevistados disseram que estão prontos para pagar 10% a mais por um produto feito de forma social e ambientalmente responsável. Mas se adquirir um produto assim não implicar em custos mais altos, o número de adeptos sobe: 87% dos consumidores brasileiros escolheriam o produto feito nessas condições.

Os consumidores entrevistados para a pesquisa deram notas para as marcas selecionadas em 26 atributos referentes ao tema sustentabilidade, divididos em seis categorias: posicionamento de mercado, local de trabalho, comunidade, economia, meio ambiente, governança e ética. As marcas que foram melhor avaliadas são: Petrobras, Danone, Colgate-Palmolive, Pirelli, e Brasil Foods.

Segundo o estudo, estas marcas conquistaram sua posição no ranking porque estão conduzindo bem os três pilares que tornam as marcas significativas para os consumidores: estão promovendo qualidade de vida para as pessoas, estão promovendo a sustentabilidade e estão fazendo com que cada interação com seus consumidores seja significativa e engajadora. A Petrobras é vista como uma marca que representa o país. Todas as suas iniciativas são projetadas para estabelecer um vínculo entre a companhia e os patrimônios brasileiros - seja ele natural (projeto Amazonas, Projeto Tamar) ou cultural (Futebol, Olimpíadas e outros).

Fonte: Cliente SA - 21/11/2011

09 março 2011

Jovens não querem contatos de marcas em mídias sociais

As marcas que contam com as redes sociais online para gerar relacionamento com o público jovem precisam reavaliar sua estratégia: os jovens não querem falar com elas.

De acordo com um relatório da Forrester Reasearch, apenas 6% dos jovens internautas de 12 a 17 anos de idade desejam ser amigos de marcas no Facebook (e metade desse público usa essa rede). Dos conectados de 18 a 24 anos de idade, apenas 12% desejam ser conectados com marcas no Facebook.

A pesquisa mostra que as marcas precisam considerar outros fatos além da tendência do público jovem usar esse canal. De acordo com o relatório, as marcas deveriam usar as mídias sociais para ouvir mais os jovens e agir de acordo.

Apesar de não querer interagir com as marcas, 74% do público jovem que usa a internet utiliza as redes sociais para falar de produtos e recomendá-los.

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Veja a matéria completa aqui.

31 janeiro 2011

Linha de tênis Havaianas é aposta para expansão da marca em 2011

A Alpargatas não quer mais que as Havaianas sejam sinônimo só de chinelo. A estratégia agora é expandir a linha de produtos com a marca, incluindo bolsas, toalhas e, principalmente, tênis.

Lançado no último inverno na Europa e disponível até então somente em algumas das lojas no Brasil, a linha de calçados fechados, batizada de "Soul Collection", é a grande aposta das Havaianas para o ano.

O produto é um híbrido. O calçado mantém na sola e na palmilha a mesma borracha dos chinelos. O desenho da tira da sandália também está presente no acabamento. Por enquanto, são quatro modelos em várias cores. Além dos modelos de cano baixo e alto, há uma sapatilha com cobertura de lona.

“Não é um tênis, é um produto diferente. A gente preserva a alma da marca, é como se fosse uma sandália”, explica Utsch. Segundo o executivo, o produto ficará numa faixa intermediária de preço, com preço médio entre R$ 70 e R$ 80.

A empresa diz que uma estratégia de distribuição já está sendo colocada em prática para multiplicar os pontos de venda do novo produto e pretende aumentar os investimentos em publicidade. A Alpargatas não revela, porém, o volume de vendas em 2010 nem a previsão para 2011. "A concorrência está louca pra saber", desconversa Utsch.

A empresa revela apenas que o plano é fazer com que a linha de novos produtos Havaianas cheguem a 15% do volume de negócios da marca até 2014.

Atualmente, as Havaianas representam 54% das receitas da Alpargatas, que obteve uma receita bruta de R$ 1,9 bilhão até o 3º trimestre de 2010. Os números de 2010 ainda não foram divulgados. A meta da companhia é alcançar em 2014 uma receia bruta de R$ 5,5 bilhões.

Em 2010, segundo a Alpargatas, dos 350 milhões de pares de sandálias vendidos no país, 220 milhões foram pares de Havaianas. Considerando que o total de calçados vendidos no Brasil no ano passado somou 744 milhões de pares, segundo os dados da Abicalçados, as Havaianas respondem por cerca de 30% do total de calçados comprados no Brasil.

Fonte: Correio (Bahia), a partir de informações do G1 - 30/01/2011

08 janeiro 2011

Starbucks muda de logo para ganhar novos mercados

A Starbucks terá uma cara diferente a partir de março deste ano. O novo logo da maior rede de cafeterias do mundo abandonará os dizeres Starbucks Coffee e trará para o primeiro plano a clássica imagem da sereia que representa a empresa.

Esta será a quarta mudança no visual da marca desde sua fundação, em 1971. A última delas ocorreu há mais de dez anos, em 1992. Desta vez, a preocupação da companhia não é apenas estética. A Starbucks decidiu retirar a palavra coffee (café) do logo, pois a empresa tomou a decisão de explorar outros mercados, vendendo produtos inclusive fora de suas lojas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a rede já comercializa uma linha de sorvetes à base de café que pode ser encontrada também em supermercados e lojas de conveniência.

“Mesmo tendo sido sempre uma empresa de café, o que sempre continuaremos a ser, é possível que no futuro tenhamos outros produtos com nosso nome e sem café em seu conteúdo”, afirmou Howard Schultz, CEO da Starbucks, no lançamento do novo logo, que marca também o 40° aniversário da empresa.

A substituição das marcas será feita de forma gradual. Ela se iniciará em itens como copos e guardanapos em março deste ano, antes de ganhar os letreiros das lojas.

A criação do novo visual, como era de se esperar, foi um processo desafiador e demorado. “Desde o começo queríamos honrar o antigo logo. Após centenas de tentativas, encontramos a resposta na simplicidade. Retiramos as palavras, optamos pela cor verde e tiramos a sereia de dentro do arco. Durante 40 anos, ela representou o café, agora ela é a nossa estrela”, afirma Mike P., diretor sênior de criação.

Para quem está curioso sobre a origem da sereia, a história por trás dela não é tão emocionante. Sua imagem foi escolhida por ser uma boa representante das raízes náuticas de Seattle, onde a Starbucks nasceu, e da história transoceânica do café.

Agora, resta saber como o consumidor reagirá a essa mudança. Marcas levam décadas para serem construídas e qualquer alteração pode levar à fúria seus fãs mais leais. A Gap que o diga. Os protestos pela web foram tão intensos que a empresa teve de voltar atrás em sua decisão. Será este o destino da Starbucks?

Fonte: Época Negócios - 06/01/2011

29 junho 2010

Empresas apostam em 2ª marca para classe C

Antes restrita a roupas, a estratégia das indústrias de lançar uma segunda marca do mesmo produto vem ganhando cada dia mais adeptos. De chocolates a torneiras, passando por sapatos femininos, é crescente o número de empresas donas de marcas tradicionais que decidiram apostar numa outra marca para conquistar a nova classe média brasileira, que ascendeu das camadas D e E para a C.

Depois da crise, a segunda marca também virou alternativa para ampliar as vendas das companhias em países desenvolvidos, mas no sentido oposto. No mês passado, por exemplo, a Starbucks Corp. anunciou que vai lançar nos Estados Unidos uma segunda marca de café mais barata, a Seattle"s Best Coffee. A intenção é atrair consumidores que perderam poder aquisitivo por causa da recessão.

"O dinheiro está mudando de mãos", afirma Renata Vichi, vice-presidente executiva do Grupo CRM, que é dono da Kopenhagen, fabricante de chocolates fundada em 1928. Depois de fazer pesquisas, a empresa constatou que havia uma lacuna no mercado de lojas especializadas em chocolates no atendimento das classes B e C, fora das grandes marcas industrializadas vendidas em supermercados.

Por isso, decidiu criar uma nova marca, a Brasil Cacau, com produtos entre 30% e 50% mais baratos em relação aos da marca principal, sem arranhar o posicionamento de mercado da Kopenhagen, voltada para o público classe A. "Jamais abriríamos uma loja da Kopenhagen na Vila Formosa (bairro paulistano caracterizado como de classe C)", observa Renata.

Em janeiro de 2009 foi aberta a primeira loja da Brasil Cacau. "Tivemos uma aceitação fantástica", conta Renata. Hoje são 80 lojas, sempre localizadas em ruas de grande fluxo de pedestres. A meta é fechar o ano com 180 pontos de venda. Do faturamento do grupo previsto para este ano, de R$ 214 milhões, menos de 10% virão da segunda marca. Mas, até 2013, diz Renata, a nova marca deverá responder por metade da receita da companhia.

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Fonte: O Estado de S. Paulo - 20/06/10

Veja a matéria completa aqui.

Veja também outra matéria relacionada a este assunto aqui.

03 junho 2010

A empresa com design

Traduzi um texto do meu colega Marty Neumeier, que achei muito interessante. Ele fala sobre o pensamento estratégico centrado no design como fator de diferenciação e de concorrência.

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Em um ambiente empresarial desafiador, não há substituto para uma marca inovadora e diferenciada, expressa por “experiências que direcionam mentes e conquistam o coração”. Marty Neumeier identifica como o design impulsiona esta realidade, abrangendo não só produtos e serviços, mas também processos, sistemas e organizações. Para ter sucesso, os negócios precisam ser ágeis, cultivar a inventividade e, na empresa toda, ter um apetite por ideias radicais. 

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Para visualizar melhor, clique em "Full", na base do quadro.

27 maio 2010

Apple supera Microsoft em valor de mercado

É impressionante o que a Apple tem conquistado, principalmente levando-se em conta que em 1997 a empresa estava à beira da falência. Com Steve Jobs de volta ao comando, foram feitos investimentos em design de produtos (mas com redução do portfólio), inovação e diversificação (a empresa não se restringiu a computadores, mas entrou de forma agressiva no setor de mp3 players, telefones celulares, etc.).

Agora a empresa vale mais que a Dell e a Microsoft. Isto era inimaginável há 13 anos...

Veja a matéria aqui.

18 fevereiro 2010

Cresce presença de empresas brasileiras em ranking de marcas mais valiosas

O número de marcas brasileiras presentes na lista das 500 mais valiosas do mundo saltou de apenas seis em 2009 para 15 neste ano. As três empresas brasileiras mais bem classificadas são o Bradesco, o Banco do Brasil e a Petrobras.

Mundialmente, Walmart, Google e Coca-Cola lideram o ranking.

O relatório da Brand Finance, consultoria independente especializado na avaliação de marcas, é produzido com base em um levantamento financeiro sobre as empresas e em questionários com clientes e especialistas em medir a força de marcas.

"A região sul-americana registrou o mais alto crescimento do valor de suas marcas, crescendo 84% (desde o ano passado). Isso é um reflexo do desempenho sólido na região, particularmente do mercado bancário brasileiro", diz a Brand Finance.

Em entrevista à BBC Brasil, Gilson Nunes, diretor da Brand Finance do Brasil, explica porque a presença de marcas brasileiras no ranking cresceu tanto.

"A crise econômica afetou seriamente as marcas de empresas dos países desenvolvidos, abrindo espaço para o crescimento das marcas das demais nações. O Brasil, porém, quase não sentiu a crise, o que possibilitou às empresas nacionais ganhar valor de mercado", disse.

Entre as 15 empresas brasileiras que entraram no ranking das 500 mais, oito são do setor bancário, três de telefonia e duas de extrativismo mineral. Gerdau e Bovespa completam a lista.

O Bradesco, que na lista de 2009 aparecia na 75ª posição, saltou para o 42º lugar geral, sendo a 9ª marca de banco mais valiosa do mundo. Segundo a Brand Finance, a instituição é avaliada em US$ 13,3 bilhões, quase o dobro da avaliação do ano passado.

Com 3,5 milhões de clientes, o banco brasileiro é também a marca mais importante da América Latina.

O Banco do Brasil, por sua vez, mais do que dobrou o valor de sua marca nos últimos doze meses, chegando a US$ 6,7 bilhões, enquanto a Petrobras é avaliada em US$ 5,6 bilhões.

Recuperação do setor bancário
A Brand Finance destaca em sua análise a recuperação do setor bancário ao redor do mundo. "O valor agregado das 500 maiores marcas bancárias do mundo em 2010 é agora 4% maior do que em 2008, antes da crise", diz o site da companhia.

Pelo terceiro ano consecutivo, o HSBC lidera a lista entre os bancos, com US$ 28,5 bilhões. O Bank of America e o Santander vêm na sequência.

O domínio dos bancos americanos está em queda na lista. Das 500 marcas bancárias mais valiosas do mundo, 85 são dos Estados Unidos, contra 95 no ano passado. Enquanto isso, a quantidade de bancos europeus cresceu na lista de 174 para 197. Só a Grã-Bretanha ficou de fora desse crescimento, vendo o número de bancos do país no ranking cair de 24 para 22.

"Isso sugere que a recuperação do continente europeu, em particular na França, Espanha e Suíça, deixou os bancos britânicos de fora", analisa a Brand Finance.

Domínio americano
Na lista mundial de marcas de todos os setores, as empresas dos Estados Unidos dominam: as seis marcas mais valiosas do mundo são americanas, sendo elas Walmart, Google, Coca-Cola, IBM, Microsoft e GE.

Esse é o segundo ano seguido que a rede de supermercados lidera a lista, enquanto que o Google saltou da 5ª para a 2ª posição desde o ano passado.

A montadora japonesa Toyota permaneceu na 10ª posição do ranking, possivelmente porque o levantamento foi produzido antes dos recentes problemas com os veículos da marca virem à tona.

Outra montadora japonesa, a Mitsubishi, foi uma das empresas que mais ganhou posições na lista. Em 2009, a marca era a 220ª mais valiosa do mundo. Neste ano ela saltou para a 25ª colocação.

Fonte: BBC Brasil - 18/02/10

12 dezembro 2009

Volkswagen vai às compras

Em uma semana, Volkswagen fica sócia da Porsche e da Suzuki

Em um esforço da Volkswagen para assumir a liderança no mercado de automóveis, a empresa anunciou a compra de 50% das ações da Porsche (dia 7/12) por 3,9 bilhões de euros - cerca de R$ 10 bilhões - e 20% da Suzuki (dia 9/12) por US$ 2,5 bilhões ou R$ 4,38 bilhões. Em época de crise, surgem oportunidades de fusões e aquisições como estas.

Hoje, o grupo Volkswagen ocupa a terceira posição no mercado mundial de automóveis, atrás da GM e da Toyota.

A parceria com a Suzuki tem como principal objetivo expandir as vendas da Volkswagen no mercado asiático, onde a Suzuki tem boa participação.
Há planos para o desenvolvimento de um carro pequeno e barato para a Índia.

Fonte: Webmotors - 10/12/09

Gradiente volta ao mercado

A Gradiente planeja voltar ao mercado no segundo trimestre de 2010. Mas a volta da marca depende ainda de uma negociação com potenciais investidores.

A marca sofreu enorme desgaste ao vender, nos últimos meses antes de encerrar a produção, em 2007, produtos com baixa qualidade e por não providenciar assistência técnica quando eles quebravam.

A empresa terá que trabalhar duro na recuperação de sua imagem e credibilidade.

Fonte: Folha de S. Paulo - 10/12/09

Tiger Woods desgasta sua imagem

Grandes celebridades, incluindo artistas e atletas, costumam ser requisitados pelas empresas para que endossem produtos e marcas. Sua credibilidade é parcialmente transferida aos produtos que recomendam. Assim, todos ganham.

Há problemas quando os produtos não têm a qualidade atribuída a eles ou quando a celebridade que endossa a marca se envolve em algum escândalo. Acabamos ver um exemplo deste último caso esta semana.

Tiger Woods é considerado o maior jogador de golfe do mundo e um dos melhores de todos os tempos. Sempre que joga, é coberto de marcas, dos pés à cabeça. Tiger fatura mais de 100 milhões de dólares por ano endossando marcas. Em 13 anos de carreira, calcula-se que Woods já tenha ultrapassado a marca de 1 bilhão de dólares em prêmios conquistados. Sua imagem pessoal de bom rapaz, dedicado e persistente, é parte importante de sua imagem.

Esta semana, Tiger bateu seu carro enquanto fugia de uma surra de sua mulher, por ter se envolvido com outra. A internet rapidamente propagou o escândalo e sua imagem foi logo prejudicada. Mas o pior foi a forma como ele lidou com a crise. Em vez de explicar o que houve de forma razoável, quis esconder os fatos. Não é a melhor forma de lidar com uma situação dessas.

Resultado: as marcas patrocinadoras estudam encerrar seus contratos. Tiger Woods anunciou nesta sexta, dia 11/12, que está deixando o golfe profissional por tempo indeterminado. Pediu desculpas aos familiares - principalmente à mulher - pela infidelidade.

O público só é fiel a quem é fiel a ele (mantendo a coerência com a imagem que construiu). É uma lição que muitas celebridades ainda precisam aprender...

06 dezembro 2009

Marcas usam "realidade aumentada"

Um recurso recente do celular iPhone, da Apple, é a chamada "realidade aumentada" (augmented reality). O software inclui informações em tempo real sobre a imagem filmada pelo celular.

Um exemplo de como as marcas podem utilizar esse recurso é mostrado no vídeo abaixo (em inglês), demonstrando um aplicativo da Stella Artois.


Neste caso, é um guia de bares que servem esta marca de cerveja, com outras informações úteis. A conveniência e a utilidade são os pontos-chave deste aplicativo.

19 novembro 2009

Telefónica muda nome para Movistar

A companhia espanhola afirma que vai estudar a viabilidade da mudança de marca no Brasil no ano que vem

A companhia de telecomunicações espanhola Telefónica passará a adotar o nome Movistar em todos os seus produtos a partir do ano que vem. A marca Telefónica continuará sendo usada somente institucionalmente.



Aqui no Brasil, a mudança será discutida ao longo do próximo ano, considerando peculiaridades do mercado brasileiro. Se realmente ficar decidido pela mudança, a empresa só passará a usar Movistar em 2011.

A Movistar era uma empresa de telefonia móvel cuja infra-estrutura, na América Latina, era provida pela BellSouth, braço latino-americano da norte-americana AT&T. Após se instalar como concorrente da Telefónica na Espanha, ela foi comprada e a marca deixou de usada. Em outros países, como Reino Unido, Alemanha e Irlanda, ela existia como O2, nome mantido até agora.

Após a aquisição da Telefónica, a marca Movistar continuou sendo usada em alguns países da América do Sul, como o Uruguai. Aqui no Brasil, a marca chegou a ser usada por um curto período, nos serviços de telefonia celular adquiridos pela Telefónica, logo após a privatização.

O anúncio da mudança foi feito no dia 17/11 pela cúpula da Telefónica na Espanha. Segundo os jornais “El País” e “El Mundo”, a mudança na América Latina começará primeiro no Chile – onde a empresa era conhecida anteriormente à aquisição como La Compañía de Telefónos.

A Telefônica no Brasil confirmou que fará um estudo para verificar a viabilidade da mudança de nome da empresa e o alcance que ela teria – já que a empresa comercializa serviços de telefonia fixa, móvel e internet.

O anúncio da possível mudança da marca se segue a uma série de problemas que a operadora enfrentou com seu serviço de telefonia fixa e de internet, o Speedy, que registrou várias panes ao longo do último ano, levando a Anatel a proibir a sua comercialização por 30 dias, até a melhoria de sua rede.

Fonte: Época Negócios - 18/11/09

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A mudança do nome de uma empresa muito conhecida é uma operação bastante arriscada, ainda mais quando o novo nome é mais difícil de ser lembrado e pronunciado. Quanto aos problemas de qualidade que a Telefónica tem apresentado, mudar o nome da empresa não é solução. Muitas vezes fico espantado com decisões equivocadas que grandes empresas tomam...

08 novembro 2009

Grupo Fiat muda estratégia para suas marcas

O Grupo Fiat, que detém as marcas Chrysler, Jeep e Dodge - além da Fiat - anunciou mudanças em sua estratégia de marcas. Investirá menos nas marcas Chrysler e Dodge e aumentará os investimentos na marca Jeep, que é mais forte e reconhecida internacionalmente.

A Fiat pretende desenvolver a marca Jeep e reforçar o marketing de seus utilitários esportivos em mercados emergentes como o Brasil.

As vendas da Chrysler nos EUA caíram 40% até setembro, comparadas com uma queda de 27% no mercado geral.

Diferentemente da General Motors , que emergiu de sua falência financiada pelo governo americano depois da Chrysler, a Fiat até agora vinha mantendo silêncio sobre seus planos de modernização da linha de produtos da Chrysler.

Anteriormente, a montadora tinha suspendido boa parte de seus trabalhos de desenvolvimento de veículos, para poupar dinheiro.

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Veja mais informações aqui.

Fonte: O Globo - 02/11/09

20 setembro 2009

Philco faz expansão de marca

A Philco nasceu em 1892 nos Estados Unidos, começando no setor de lâmpadas. Depois passou a produzir baterias, chamando-se Philadelphia Storage Battery Company, dando origem ao nome Philco. Em 1934, a Philco trouxe o rádio ao Brasil. A partir de 1950, vieram as TVs. A partir de 1978, passou a colaborar com a Hitachi.

Em 1989 o controle acionário da empresa passa ao Grupo Itaú. A Gradiente comprou a empresa em 2005. Em 2007, a Gradiente vendeu a marca Philco a um grupo de investidores por R$ 22 milhões. Este grupo, por sua vez, licenbciou a marca para a Britânia por um período de 10 anos.

A marca Philco, que sempre foi sinônimo de eletroeletrônicos, começa a entrar no setor de eletrodomésticos nas mãos da Britânia. Aparelhos de micro-ondas, cafeteiras e até computadores já fazem parte do portfólio da marca. Além disso, a marca, que era voltada às classes A e B, tem hoje produtos para as classes C e D.

Com tantas mudanças, é de se questionar se esse reposicionamento dará certo. Se o conceito da marca perder sentido para o consumidor, o risco de fracasso é grande. A Britânia terá que ser hábil para consolidar o novo posicionamento, construindo uma ligação emocional com o seu público. Dependerá não só de sua publicidade, mas principalmente das ações da empresa, de seus produtos e da coerência desse conjunto com a proposta da marca.

09 setembro 2009

Bertin investe na marca Vigor para alimentos prontos

Empresa vê oportunidade com a fusão Sadia-Perdigão e lançará alimentos como massas, pizzas e hambúrgueres com a marca Vigor

A Bertin, uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina, anunciou nesta quarta-feira (09/09) a sua nova estratégia de negócios: crescer no segmento de alimentos prontos no Brasil. A marca escolhida pela companhia para essa empreitada é a Vigor, que há 90 anos atua no segmento de leites e derivados.

(...)

A estratégia de negócios voltada para a marca Vigor deve-se ao crescimento de 19,6% da receita líquida dos produtos lácteos no segundo trimestre de 2009 quando comparada ao mesmo período do ano passado.

(...)

Outro fator que impulsionou a aprovação do novo investimento foi a realização de pesquisas com os consumidores. O resultado final indicou que a marca Vigor teria potencial de ser expandida para outras categorias além dos produtos à base de leite.

Fonte: Exame - 09/09/09 - Veja a matéria completa aqui.

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O setor de alimentos está em uma onda de fusões e aquisições. Mais novidades devem vir por aí. Algumas oportunidades aparecem mesmo para empresas concorrentes nessas situações.

18 agosto 2009

Ponto-de-venda dá impulso para as marcas

"A concorrência cada vez mais acirrada e a enxurrada de ações para disputar a atenção dos clientes obrigam as marcas a buscar, também junto às agências de publicidade, ações diferenciadas e campanhas completas".

Começa assim uma interessante reportagem sobre a importância do pdv para as marcas, do DCI de ontem (17/08). O jornal fala do sucesso da estratégia de trade marketing da Danone para a sua marca Activia. Além de conquistar a liderança, com 14% de participação de mercado entre produtos lácteos frescos, a marca foi uma das campeãs na preferência dos varejistas em 2008.

Outra marca que se destacou foi a Vanish, que é a terceira colocada em seu segmento (alvejantes).

Algumas das ferramentas citadas para alavancar as marcas de varejo são, além de ações em ponto-de-venda, publicidade para o varejista e o relacionamento destes com os fornecedores das marcas.

Veja a matéria completa aqui.

17 agosto 2009

LG Electronics poderá perder marca no Brasil

Empresa brasileira de informática, com sede em Goiás, tem o mesmo nome e fez o registro antes da coreana

A gigante coreana LG Electronics pode ser proibida pela Justiça de usar, no Brasil, a marca LG para produtos do segmento de informática, inclusive monitores e celulares.

Nos próximos dias, sairá a sentença do juiz Guilherme Bollorini Pereira, da 35ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sobre a disputa de marcas entre a LG Eletronics e uma empresa brasileira – a LG Informática, localizada no estado de Goiás.

Com cerca de 300 funcionários e reconhecida como uma das maiores empresas brasileiras em seu segmento, a LG Informática tem sede em Goiânia, atuando em todo país e no exterior. Foi fundada em 1985 e obteve o registro de sua marca no Brasil em 1995.

No mesmo ano, o consórcio das empresas coreanas Lucky e Goldstar resolveu adotar justamente a sigla LG como sua marca mundial.

Para isso, depositou o registro de tal marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) mesmo ciente da existência anterior da LG Informática brasileira.

Com o início das atividades da LG Electronics no Brasil e sua maciça campanha publicitária a partir do ano de 2002, a empresa brasileira passou a enfrentar muitos problemas causados pela confusão entre as marcas iguais.

Confusão parou nos Procons e delegacias por todo o país

A brasileira, inclusive, está respondendo a inúmeros processos nos Procons por todo o Brasil, na Justiça e até em delegacias de vários estados, em nome da empresa coreana.

Depois de ter repelidas suas tentativas de solução amistosa, a empresa brasileira foi obrigada a ingressar na Justiça Federal do RJ para buscar a nulidade dos atos do INPI que concederam o registro da marca homônima para a empresa asiática.

Ao mesmo tempo, ingressou na Justiça Comum para obrigar a alteração da razão social da LG Eletronics.

Nos processos que acumulam milhares de páginas e tramitam desde maio de 2006, o próprio INPI reconheceu que: as marcas se confundem, a empresa brasileira detinha a anterioridade no uso e no registro da marca e ambas as empresas atuam no segmento da informática.

– E ainda foi provado que as empresas coreanas sabiam da existência prévia do uso da marca pela empresa brasileira – diz o advogado da LG Informática, Fabio Carraro.

Fonte: Diário Catarinense - 16/08/09

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O que prevalece é o direito de quem registrou antes. Pode haver recurso no caso de marcas notórias. Mas, neste caso, o juiz concluiu que não houve má fé e a empresa brasileira não poderia ser impedida de usar sua marca. Isso mostra a importância do registro internacional de marcas. O Brasil ainda precisa ser signatário de vários acordos internacionais que podem facilitar esse processo.

Isso mostra também o risco que se corre ao ter uma sigla como nome da marca (é difícil de memorizar e fácil de achar outra igual em outro país).