Arnaldo Rabelo

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21 fevereiro 2011

Obrigado por nos processar

A Taco Bell transforma um possível desastre em relações públicas em vitória

Duas empresas de advocacia juntaram forças em um processo contra a cadeia de fast-food americana Taco Bell alegando que o que serviam em seus hamburgers não era carne pura. A ação argumentava que 65% da carne da Taco Bell eram na verdade compostos de aglutinantes, conservantes e outros aditivos. O caso ganhou um grande espaço na mídia.

A resposta da Taco Bell foi inesperada. O presidente da Taco Bell colocou um vídeo no YouTube e no site da empresa, assim como anúncios de página inteira nos principais jornais dizendo "Obrigado por nos processar".

A mensagem dos vídeos e anúncios é de que a ação está equivocada e que eles utilizam carne com 12% de condimentos e ingredientes como sal, pimenta, cebola em pó, tomate em pó, etc. Alegaram ainda que se fosse apenas carne não seria tão bom.

O contra-ataque ganhou mais espaço que a ação. É claro que a Taco Bell estava muito segura de suas alegações.

Foi um bom exemplo de como transformar uma crise em vitória.

09 setembro 2009

Bertin investe na marca Vigor para alimentos prontos

Empresa vê oportunidade com a fusão Sadia-Perdigão e lançará alimentos como massas, pizzas e hambúrgueres com a marca Vigor

A Bertin, uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina, anunciou nesta quarta-feira (09/09) a sua nova estratégia de negócios: crescer no segmento de alimentos prontos no Brasil. A marca escolhida pela companhia para essa empreitada é a Vigor, que há 90 anos atua no segmento de leites e derivados.

(...)

A estratégia de negócios voltada para a marca Vigor deve-se ao crescimento de 19,6% da receita líquida dos produtos lácteos no segundo trimestre de 2009 quando comparada ao mesmo período do ano passado.

(...)

Outro fator que impulsionou a aprovação do novo investimento foi a realização de pesquisas com os consumidores. O resultado final indicou que a marca Vigor teria potencial de ser expandida para outras categorias além dos produtos à base de leite.

Fonte: Exame - 09/09/09 - Veja a matéria completa aqui.

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O setor de alimentos está em uma onda de fusões e aquisições. Mais novidades devem vir por aí. Algumas oportunidades aparecem mesmo para empresas concorrentes nessas situações.

21 janeiro 2009

Mente feminina é mais propensa a pensar em comida

O cérebro do homem tem mais "força de vontade" que o da mulher para controlar o desejo de comida, indica estudo com voluntários que ficaram 17 horas em jejum e depois foram estimulados com imagens de seus alimentos preferidos.

O experimento, realizado nos EUA, tem seu resultado publicado na edição de hoje da revista "PNAS". Para o estudo, os cientistas pediam aos participantes do teste que tentassem inibir a fome, ignorando o estímulo visual e pensando em outras coisas. Tanto homens como mulheres conseguiam diminuir a fome. O cérebro masculino, porém, revelou uma atividade menor nas áreas envolvidas com regulação de emoções. O cérebro feminino, aparentemente, continuava "ligadão" no desejo de alimento.

"Nosso estudo era sobre comparar a diferença de gênero na capacidade de inibição do desejo de comida durante estimulação. É sobre controle cognitivo", disse à Folha o principal autor, Gene-Jack Wang, do Laboratório Nacional Brookhaven, de Upton (EUA).

O estudo foi feito com 13 mulheres e 10 homens de peso normal, com média de IMC (Índice de Massa Corporal) de 24,8, considerado normal.

Depois de estimulados, os cérebros dos participantes eram examinados através de PET (tomografia por emissão de pósitrons). Os cérebros dos homens que adotavam a técnica de "inibição cognitiva" desligavam várias áreas associadas à regulação da emoção, como a amígdala, o hipocampo, a ínsula e o córtex orbitofrontal.

O estudo do grupo de Wang lembra que a capacidade de controlar emoções é fundamental, e que danos nesse sistema de inibição podem levar a distúrbios alimentares.

A interação entre genética e ambiente tem levado a uma epidemia de obesidade nos EUA, dizem os médicos. A predisposição nos genes se alia à maior facilidade de obtenção de alimentos calóricos demais.

"Nossa descoberta de uma falta de reação à inibição em mulheres é consistente com estudos comportamentais", escreveram os cientistas.

Bacon, pizza e chocolate

Os alimentos escolhidos para o teste vieram de uma lista apresentada pelos pesquisadores. Havia legumes e vegetais na lista. Mas os favoritos eram "bombas calóricas": pizza, lasanha, cheeseburger, sanduíche de bacon, queijo e ovo, sorvete ou bolo de chocolate.

"Gordura e açúcar provêm um monte de calorias. Levou milhares de anos para os nossos ancestrais descobrirem isso para nós. Não tínhamos o "luxo" disso até os últimos quarenta anos, quando pudemos produzir grande quantidade de comida a preço barato", diz Wang.

"Vários estudos recentes provaram que roedores que recebem açúcar intermitentemente se tornam tão viciados nele como se fosse álcool", diz Wang. Ele cita também uma pesquisa que monitorou centenas de homens e mulheres por 20 anos e mostrou várias diferenças no histórico de peso.

Homens ganharam em média 4,5 kg por década; mulheres tiveram ganho de 2,3 kg entre 1982 e 1992, e de 4,1 kg de 1992 a 2002. Em 1982, 90% das mulheres tinham peso normal, número que caiu para 74% duas décadas depois. Entre homens, 79% tinham peso normal em 1982 e apenas 43% em 2002.

Entre os obesos (IMC acima de 30), os números foram parecidos. Havia só 1% de homens ou mulheres obesos quando adolescentes, mas o valor subiu para 8% entre mulheres e 9% entre homens 20 anos depois.

Fonte: Folha de S. Paulo - 20/01/2009