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01 abril 2010

Investimento em mídia social deve dobrar nos próximos anos

Há pouco mais de um ano, a AmBev resolveu experimentar uma nova estratégia para divulgar dois de seus produtos - a cerveja Skol e o Guaraná Antarctica. Para atingir o público de 18 a 35 anos, a companhia passou a criar filmes engraçados no site de compartilhamento de vídeos YouTube. Só no primeiro dia, mais de 400 000 pessoas assistiram à peça publicitária. A experiência foi considerada promissora e, em julho do ano passado, a AmBev decidiu criar uma equipe dedicada exclusivamente a divulgar a marca Skol nas redes sociais da internet. Sob o comando do administrador Sérgio Eleutério, de 29 anos, quinze profissionais monitoram 24 horas por dia as oito comunidades em que a marca está presente: Twitter, Facebook, Orkut, YouTube, Flickr, Blip.fm, Drimio e Last.fm.

Uma pesquisa da Universidade Duke, dos Estados Unidos, revela que atualmente 10% do orçamento em marketing das empresas é direcionado às redes sociais. Em cinco anos, essa fatia dobrará de tamanho. "Em algumas companhias, como a nossa, o investimento nas redes é o segundo em marketing", afirma Eleutério.

Monitorar o que se diz da empresa na web é um dos pontos cruciais do negócio. "Independentemente da vontade das empresas, as pessoas vão comentar sobre elas na rede.  Não é exagero dizer que ficar de fora desse ambiente é uma estratégia arriscada. Tanto que já é bastante expressivo o número de companhias que usam pelo menos alguma ação desse tipo: quase 70% das 100 maiores marcas do mundo. Um estudo feito por duas consultorias americanas especializadas no assunto conclui ainda que há relação entre esse investimento e a lucratividade. Quanto mais "engajada" a empresa na internet, maiores são suas chances de retorno financeiro. Em um ano, as primeiras do ranking tiveram até 20% de acréscimo no faturamento.

É o caso da Starbucks, que encabeça a lista. Depois de ter centenas de lojas fechadas nos Estados Unidos em 2008, o gigante dos cafés identificou uma janela de oportunidade no meio virtual. Criou uma comunidade no Facebook para que as pessoas fizessem sugestões e discutissem abertamente o que achavam da marca. Em poucos meses, a comunidade tornou-se uma das mais populares do site, com 6 milhões de fãs atualmente. Além de aumentar as vendas, a medida ajudou a imagem da empresa.

Ao abrirem espaço para críticas, as empresas transmitem aos consumidores o recado de que, se eles encontram um problema, elas estão dispostas a resolvê-lo. O grupo Pão de Açúcar, por exemplo, anunciou recentemente a criação de um departamento voltado às redes sociais. O investimento, de 10 milhões de reais para 2010, é um dos mais altos da empresa. "Com o crescimento de sites como Orkut, Facebook e Twitter, e a mudança na forma como as pessoas conversam entre si, entendemos que ou o Pão de Açúcar entrava com força no meio digital, ou ficava para trás", diz Hugo Bethlem, vice-presidente do grupo.

Fonte: Veja - 31/03/2010

Veja a matéria completa aqui.

3 comentários:

Daniela Riccelli disse...

Excelente seu post !!!
Mas as ações têm que ser muito bem planejadas, internet é uma faca de 2 gumes..já que vc citou a Starbucks, envio o link do site http://www.ihatestarbucks.com/. Feito exclusivamente para detonar a empresa...é incrível !!!
Abs

Arnaldo Rabelo disse...

As empresas têm que estar preparadas para o diálogo. Nem tudo o que será dito sobre a empresa será favorável a ela. Isso acontece em função da característica democrática do meio. A empresa não terá controle sobre ele, mas poderá incluir a sua visão. Participar é a melhor estratégia.

Daniela Riccelli disse...

Sim, o público tem que filtrar e saber o que absorver...
Tem que estar sempre acompanhando e interagir sempre.
Sucesso pra vc...