Arnaldo Rabelo

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10 dezembro 2011

Hypermarcas vende Etti e Assolan por R$ 310 milhões

Marca de molho de tomate foi vendida para multinacional Bunge, enquanto a Química Amparo ficou com a palha de aço

Após meses de negociação, a Hypermarcas fechou a venda das empresas Assolan e Etti pelo valor total de R$ 310 milhões. Com essa operação, somada a venda de Assim dois meses atrás (por R$ 140 milhões), a Hypermarcas somou a seu caixa R$ 450 milhões, valor que era previsto pelo mercado.


A Etti, de atomatados, foi vendida para a multinacional americana Bunge. Já a Química Amparo, dona da marca Ypê, adquiriu a Assolan, de palha de aço, segundo apurou o Valor. O anúncio ao mercado será na segunda-feira.

Dessa forma, a Bunge reforça a sua operação na área de bens de consumo no país, considerada tímida em relação a outros concorrentes, e a Ypê ganha uma nova marca para ampliar o seu portfólio - algo que a empresa vem tentando fazer há anos. As companhias não se manifestaram a respeito da informação.

Em relação a Hypermarcas, a companhia fecha o ano com a finalização da venda de suas marcas e com caixa um pouco mais cheio, em um período de reorganização das atividades do grupo. A Hypermarcas está se transformando numa empresa de saúde e bem-estar, focada na área de beleza e medicamentos.

Pela Hypermarcas trabalharam o Credit Suisse e o banco de negócios BR Partners.

Fonte: Valor - 10/12/2011

11 fevereiro 2008

Após vender a Arisco, Júnior cria gigante de consumo

Quando vendeu a Arisco para a Best Foods (hoje Unilever), há oito anos, o empresário João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, poderia se aposentar. Na ocasião, embolsou quase meio bilhão de dólares.

Mas Júnior, um sujeito ambicioso e discreto, quis ir além. Desde aquela época, a idéia era criar a maior empresa brasileira de bens de consumo, o que ele está tentando fazer agora.

Em 2002, ele começou uma nova empresa ao assumir uma fábrica de lãs de aço. Com uma barulhenta campanha de lançamento, a marca Assolan chegou ao mercado no momento em que a sua principal concorrente, a Bombril, vivia o auge da sua crise financeira. A Assolan incomodou a rival, que era sinônimo da categoria, e hoje tem cerca de um terço das vendas.

Júnior têm um gosto especial pela construção de marcas desconhecidas ou relegadas. Boa parte do sucesso da Arisco se deu graças a uma estratégia agressiva de marketing - a apresentadora Xuxa, hoje amiga de Júnior, foi a cara da marca por anos. Essa mesma fórmula é usada no negócio atual, com a diferença que o mercado hoje é mais competitivo.

A linha Assolan cresceu, mas Júnior não teve o mesmo êxito com outros produtos. Em 2006, partiu para aquisições de empresas de vários segmentos. No começo do ano passado, juntou diversas marcas sob o mesmo guarda-chuva e batizou a nova companhia de Hypermarcas. A grande tacada foi a compra da DM Farmacêutica, em junho de 2007. A Hypermarcas pagou US$ 650 milhões para levar para casa marcas como Gelol, Doril e Monange. Parte desse valor veio de um fundo de investimentos mexicano, que ficou com 30% da Hypermarcas.

A associação com os mexicanos revela um traço da personalidade do empresário. Segundo uma fonte ligada a ele, Júnior se associou ao fundo porque não gosta de se endividar.

A Hypermarcas é o negócio de maior visibilidade do empresário. Mas não é o único. No primeiro trimestre deste ano, o ex-dono da Arisco se associou a Esteban Malpica, Alfredo Harp Helu e Roberto Ramirez, antigos donos do Banco Nacional do México, para criar a Bramex. Trata-se de uma incorporadora imobiliária que ainda tem como sócia a Stan, de imóveis de alto padrão.

O empresário também tem negócios na área de mídia. É dono de algumas retransmissoras de TV, área que ele investe até hoje.

Fonte: Agência Estado - 07/02/08