Arnaldo Rabelo

19 março 2012

Classes D e E gastam mais com marcas famosas

O comportamento do consumidor tem mudado nos últimos anos. Tanto que os pertencentes às classes D e E passaram a consumir produtos mais caros, mas com benefícios garantidos, revela o estudo “Mudanças no Mercado Brasileiro”, realizado pela Nielsen.

De acordo com o analista de mercado da Nielsen, Ramon Cassel, a preferência por produtos de marcas famosas ocorre pela menor condição de erro, ou seja, na percepção desses consumidores, as marcas mais caras garantem satisfação em relação à qualidade do produto. “O cliente das classes mais baixas tem menos espaço para errar, por isso procura produtos de marcas líderes, cujos benefícios são garantidos”, completa.

Consumidor mutável
Segundo o estudo, a mudança comportamental do consumidor tem ocorrido, principalmente, pela ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado, pelo crescimento da importância dos níveis socioeconômicos médio e baixo, pela maior diversificação nos gastos dos lares e a maior confiança na economia do país.

De acordo com o levantamento, segmentos básicos cresceram 5,2% em 2011, enquanto produtos diferenciados tiveram alta de 13% no mesmo período. “O consumidor está percebendo e buscando categorias de maior valor agregado e consegue acessá-las quando os fabricantes se movimentam para atingir os anseios desses consumidores”, explica Cassel.

O maior acesso às marcas mais caras são alavancadas, principalmente, pela redução temporária de preço, o que atrai novos consumidores para a categoria; promoções como “leve dois e pague um”; brindes, que acabam gerando um aumento da compra dos produtos, além das embalagens econômicas, que geram economia.

A pesquisa também apontou que as ações realizadas pelas marcas dentro dos estabelecimentos têm resultados mais efetivos em curto prazo, já as ações realizadas na TV ou internet costumam gerar resultados em longo prazo. Também foi observado que as categorias de marcas premium e inovadoras apresentam potencial de crescimento em países emergentes.
 
Fonte: Info Money - 16/03/2012

Setor de bens de consumo acelera estratégia de mídias sociais

Estudo conduzido pela Economist Intelligence Unit (EIU), consultoria ligada à revista britânica The Economist, e patrocinado pela Oracle Consumer Goods aponta que companhias do setor de bens de consumo estão adotando novas formas de estabelecer a aprimorar o relacionamento com os consumidores.

De acordo com o relatório “New Directions: Consumer Goods Companies Hone a Cross-Channel Approach to Consumer Marketing”, o uso de canais móveis e sociais têm ajudado as organizações do segmento a ficarem mais familiarizadas com o modelo direto de vendas, sendo que o número de empresas que vão adotar essa estratégia nos próximos 12 meses deverá aumentar de 24% para 41%.

“A interação direta com o consumidor está crescendo e, na atual economia global e altamente competitiva, é fundamental que essas organizações aproveitem ao máximo cada ponto de interação”, afirma Cassandra Moren, diretora sênior de marketing para o setor de produtos de consumo da Oracle.

Nos próximos 12 meses, indica o estudo, os 221 executivos ouvidos demonstraram o desejo de usar mídia sociais para inúmeras atividades de marketing, incluindo promoção de produtos (74%), obtenção de feedback do consumidor (63%) e atendimento ao cliente (62%).

Os entrevistados apontaram ainda que as mídias sociais são prioridade para aumentar e garantir fidelidade dos clientes nos próximos 12 meses. Enquanto isso, 17% apontaram que as redes já estão no topo da estratégia corporativa.

Fonte: ComputerWorld - 12/03/2012

Dossiê sobre consumo brasileiro chama atenção do mercado internacional

Site britânico Marketing Week ressalta que o Brasil não pode mais ser ignorado pelas empresas. Aposta das marcas é investir no digital e na cultura local

O Brasil recentemente passou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do mundo, atraindo os olhares britânicos. Este foi o gancho que o site Marketing Week usou para publicar um dossiê sobre o consumo brasileiro, dizendo que não se pode mais ignorar este mercado, mas já faz tempo que o país atrai os olhares estrangeiros. A maior aposta das marcas internacionais para começar seus negócios por aqui é investir no relacionamento pela internet e adicionar um sabor local às ações de marketing e até aos produtos.

De acordo com uma pesquisa da Forrester Research, o Brasil tem atualmente 91 milhões de pessoas online, o que equivale ao terceiro país com mais usuários na internet. Este é um fato que potencialmente agrada a qualquer marca, já que abre a oportunidade de realizar Marketing digital, sem a necessidade de um grande orçamento por trás. A popularização do smartphone nos últimos anos, que só deve aumentar, também dá a chance para os profissionais se anteciparem em relação a ações mobile. O site sugere que as marcas prestem atenção nesta tendência e que invistam mais em estratégias digitais do que na abertura de muitas lojas.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: Mundo do Marketing - 06/03/2012

Classe AB faz marcas focarem em relacionamento e serviços

O mercado tem voltado as atenções para a entrada de 30 milhões de consumidores na classe C nos últimos anos. Mas empresas como Mercedes-Benz, Bodytech, Pão de Açúcar e Kopenhagen estão de olho na significativa ascensão de quase sete milhões de brasileiros nas camadas A e B no mesmo período, o que aumentou para 20 milhões o número de pessoas da elite no Brasil, segundo estudo da FGV-Rio, em 2011. Para atender esta crescente demanda, as marcas investem em relacionamento e ofertas de serviços diferenciados para conquistar e reter os clientes do topo da pirâmide, que representam 55% do consumo do país.

Apesar de abranger apenas 10% da população brasileira, de acordo com levantamento do IPC Editora e Fecomercio, os consumidores da classe AB gastam tanto quanto os 90% restantes da população. Com veículos, por exemplo, a classe AB investiu em 2011 R$ 5,7 bilhões, enquanto o restante da população designou R$ 5,9 bilhões para a categoria. A projeção é que este grupo continue crescendo e atinja 31 milhões de pessoas em 2014, 50% a mais do que atualmente.

Dispostos a pagar mais por recursos sofisticados e personalizados, as empresas criam produtos e serviços premium para agradar os clientes e, ao mesmo tempo, lucrar com a oferta. “Quando uma mulher do grupo social AB entra no salão de beleza, ela leva em consideração a música ambiente e a decoração, além do corte do cabelo. Está acontecendo uma mudança no mercado em que os serviços começam a fazer parte do produto para atender as expectativas desse cliente. Podemos observar este fenômeno desde o mais básico, como uma garantia e diferentes canais de venda, até atividades que fogem da proposta do produto original”, comenta Mônica Sabino, Professora da Business School São Paulo, da Universidade Anhembi Morumbi.

Veja matéria completa aqui.

Fonte: Mundo do Marketing - 05/03/2012

Consumo no Brasil deve superar R$ 1 trilhão em 2012

Segundo estimativas do Ibope Inteligência, valor será equivalente a 30% do PIB nacional. Regiões Norte e Nordeste têm o maior potencial de crescimento neste ano. 

O consumo no Brasil deverá atingir o total de R$ 1,3 trilhão em 2012, segundo previsão do Ibope Inteligência por meio da ferramenta de pesquisa Pyxis Consumo.

O índice aponta um crescimento de 13,5% em comparação a 2011 e o valor deve ser equivalente a 30% do PIB. De acordo com as estimativas, a região Norte tem o maior potencial de crescimento (26,5%), seguida pelo Nordeste (24,1%), Centro-Oeste (19,4%) e Sudeste (6,5%).

Apesar do panorama positivo, o Norte brasileiro representa ainda, 5,2% do consumo nacional, e 8,4% da população. O Sudeste continua com maior participação no índice (53,5%), com 42% dos habitantes do Brasil. Em referência aos grupos sociais, as classes A e B são responsáveis por mais de 50% do consumo no Brasil.

Entre os produtos mais comprados pelos integrantes do topo da pirâmide estão CDs e DVDs (27,3%), serviços financeiros (25,7%), artigos de decoração (25,3%) e automóveis (25%).

Os principais gastos das classes B são entradas para cinema (54,6%), serviços automotivos (53,8%) e artigos esportivos (53%). Os integrantes da classe média detêm 50% do consumo de tabaco e acessórios no Brasil, enquanto membros da base da baixa renda possuem 13% de participação em cada um desses mercados. As classes D/E também são responsáveis por 12% das compras de calçados infantis, produtos matinais, carnes e derivados.

Fonte: Mundo do Marketing - 29/02/2012