Arnaldo Rabelo

23 julho 2010

Brasil é um dos países que mais acessam redes sociais

Ibope aponta que 87% dos internautas brasileiros estão em redes sociais

O Brasil é um dos dez países que mais acessam redes sociais, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN).

Os resultados mostram que 87% dos internautas brasileiros acessam redes sociais, com tendência de crescimento, já que 20% da população pretende entrar no mundo das redes sociais num futuro próximo.

Os dados atuais colocam o país em décimo lugar entre os usuários de sites como Orkut, You Tube, MSN, Twitter, Facebook, ou Linked In.

A Índia lidera este ranking dos que mais acessam (100% dos internautas indianos visitam redes sociais), seguida por Sérvia, Coreia do Sul, Rússia, Espanha, China, Turquia, Romênia e Itália.

Os internautas brasileiros acessam redes sociais principalmente por razões pessoais (83%), mas há também parcela significativa, de 33% dos usuários de internet, que acessa estas redes para uso profissional.

Em ambos os casos os índices brasileiros estão acima da média mundial: 75% de acesso por razões pessoais e 25% por razões profissionais. As principais atividades desenvolvidas nas redes sociais são ver mensagens/navegar (98%), conversar (76%) e atualizar o próprio perfil (76%).

Fonte: Folha de S. Paulo - 23/07/2010

22 julho 2010

Estabilidade econômica multiplica investimentos em franquias

Setores de vestuário, calçados e acessórios foram os que mais faturaram entre 2008 e 2009 no mercado de franquias, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Primeiro foi a alimentação, depois roupas, calçados e acessórios. O desenvolvimento dos negócios envolvendo esses itens está diretamente relacionado com a melhoria das condições socioeconômicas do País. O sistema de franquias acompanha o ciclo virtuoso do mercado interno brasileiro nos últimos anos.

De 1995 a 2009, o número de empreendimentos franqueadores saltou de 724 para 1.643, e as empresas franqueadas multiplicaram-se de 23.765 para 79.988. No mesmo período, o total do faturamento subiu de US$ 9,9, milhões para US$ 35,8 milhões. O cenário futuro aponta na direção de crescimento contínuo.

Micro e pequenas empresas (MPE) de baixo custo e pequenos investimentos são a bola da vez nesse mercado, composto por empresas franqueadoras e franqueadas. De olho nele, o Sebrae está desenvolvendo novas metodologias, visando potencializar o crescimento de MPE que podem se tornar franqueadoras ou franqueadas, nos próximos anos.

Pequenos negócios relacionados com serviços domésticos e aulas de reforço escolar estão entre os segmentos que podem ser beneficiados pelo sistema de franquias.

"Para se tornar uma franquia, a empresa deve possuir marca estabilizada no mercado, em nível regional ou nacional, e produtos e serviços padronizados que possam ser replicados", explica Aníbal Bastos, gestor do Programa Sebrae de Franquias (PSF), ação desenvolvida pela Unidade de Acesso a Mercados (UAM) do Sebrae há cerca de cinco anos.

O PSF é realizado por todas as unidades estaduais do Sebrae. Há duas vertentes principais nessa ação, segundo Bastos: publicação e CD para instrução e análise de franquias para interessados em se tornar franqueadores e publicação para candidatos a franqueados; cursos no formato de palestras de duas, quatro e 16 horas aula. "O potencial franqueador busca montar rede de terceiros com a expectativa de ampliação de negócio e o franqueado quer montar um negócio seguro sem arcar com os custos preliminares de criar uma marca no mercado", explica o gestor do programa.

O Sebrae está desenvolvendo novas metodologias para potencializar o acesso de MPE de baixo investimento e custos ao sistema de franquias. "Pequenos negócios de serviços, tais como aulas de reforço escolar e serviços básicos de casa, como jardinagem e limpeza de piscina, são os que mais crescem", ressalta Bastos. Os novos produtos da Instituição devem ser lançados nos próximos meses.

Bola da vez

Três anos atrás, negócios e empreendimentos relacionados com a área de alimentação eram os que mais cresciam no mercado nacional de franquias. Do total faturado pelas empresas de franquia, os empreendimentos de alimentação foram responsáveis por 16,2% em 2007; 16% em 2008; e 17% em 2009.

Nos dois últimos anos, os setores de vestuário (têxtil e confecção) e calçados e acessórios se tornaram destaques. De acordo com a ABF, o faturamento do setor de calçados e acessórios pessoais subiu 41,2% e o de vestuário 37,5%, entre os anos de 2008 e 2009, seguidos pelos setores de informática e eletrônicos (28,9%) e hotelaria e turismo (24%).

Fonte: Portal Administradores.com - 22/07/2010

18 julho 2010

Nova classe média quer acesso ao luxo

Para a nova classe média, não basta mais a segmentação de categoria "popular". Ela almeja mais, quer brilhar e quer acesso ao luxo, de acordo com reportagem de Claudia Rolli na Folha deste domingo.

São brasileiros que se preocupam com a aparência, que chegam a gastar entre 30% e 60% de sua renda com marcas e produtos considerados luxuosos e que, por meio do consumo, buscam a inclusão social. Estão incluídas na classe C pessoas com renda familiar entre três e dez salários mínimos.

"O luxo para a nova classe média está ligado principalmente a autoestima e pertencimento. O primeiro passo, para esse consumidor, é poder comprar o produto que antes não comprava", afirma André Torretta, publicitário e sócio-diretor da Ponte Estratégia, consultoria especializada em baixa renda. Depois, diz ele, vem a preocupação desses consumidores em saber escolher a roupa certa e combiná-la.

"Ser bem recebido e estar pronto para frequentar os lugares de maneira digna é um luxo para essa classe, o que mostra como é importante ser aceito e vencer preconceitos", diz o publicitário, que a pedido da Folha fez a pesquisa sobre luxo na classe C.

Fonte: Folha de S. Paulo - 18/07/2010