Arnaldo Rabelo

29 junho 2010

Aumenta a confiança de pequenos e médios negócios no futuro da economia

As pequenas e médias empresas esperam pelo terceiro trimestre de 2010 com otimismo na economia do país, no próprio setor de atividade e no desempenho individual. É isso que atesta o Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), divulgado nesta terça-feira (29) pelo Grupo Santander Brasil e pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, que realizam a pesquisa desde 2008. O IC-PMN, que está na sétima edição e é divulgado a cada trimestre, pretende avaliar a expectativa do pequeno e médio empresário em relação a seis itens: o próprio lucro, faturamento, contratação de empregados, investimento em infraestrutura, desempenho de seu ramo de atividade e da economia como um todo. Para o terceiro trimestre deste ano, o IC-PMN atingiu o valor de 75,4, o maior já alcançado.

Foram pesquisadas 1.200 empresas com faturamento de até R$ 30 milhões de todo o país, dos setores de indústria, comércio e serviços. O índice varia de zero a 100, sendo 100 o nível máximo de confiança. “Os bons números são resultado do momento econômico atual, com destaque para o crescimento do consumo interno e do aumento do poder aquisitivo da classe C”, diz Ede Viani, diretor de pequenas empresas do Santander.

O índice de confiança também foi dividido por setor da economia. O setor de serviços registrou 75,7 pontos; o de comércio, 75,5; e a indústria alcançou 74,3.

O otimismo do pequeno e médio empresário é reflexo de uma grande estabilidade interna, relacionada à política, à inflação e ao PIB.

Fonte: PEGN - 29/06/2010

Sustentabilidade toma conta do mundo dos negócios

Além de melhorar a imagem das empresas, práticas ambientalmente responsáveis ajudam a reduzir custos de produtos

O amplo esforço de incorporar a "sustentabilidade", ou práticas ambientalmente responsáveis no design de produtos, é uma estratégia cada dia mais importante para o marketing.

Em todo o mundo, um número cada vez maior de fabricantes passou a incluir componentes reciclados ou biodegradáveis em seus produtos. Companhias que adotaram estas mudanças vão de fabricantes de móveis a tecelões e fábricas de roupas, shampoos ou produtos de limpeza.

Além disso, com grandes redes de supermercados, como o Wal-Mart, adotando a tendência, analistas do setor dizem que a filosofia da sustentabilidade já não é vista como algo que cabe apenas a marcas com tecnologia de ponta, como Nike ou Herman Miller.

Apenas em 2008, os consumidores americanos duplicaram seus gastos com produtos e serviços sustentáveis, chegando a uma estimativa de US$ 500 bilhões, de acordo com uma pesquisa da Penn Schoen Berland Associates, que entrevistou mais de mil pessoas.

Fonte: IG - 14/06/2010

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Empresas apostam em 2ª marca para classe C

Antes restrita a roupas, a estratégia das indústrias de lançar uma segunda marca do mesmo produto vem ganhando cada dia mais adeptos. De chocolates a torneiras, passando por sapatos femininos, é crescente o número de empresas donas de marcas tradicionais que decidiram apostar numa outra marca para conquistar a nova classe média brasileira, que ascendeu das camadas D e E para a C.

Depois da crise, a segunda marca também virou alternativa para ampliar as vendas das companhias em países desenvolvidos, mas no sentido oposto. No mês passado, por exemplo, a Starbucks Corp. anunciou que vai lançar nos Estados Unidos uma segunda marca de café mais barata, a Seattle"s Best Coffee. A intenção é atrair consumidores que perderam poder aquisitivo por causa da recessão.

"O dinheiro está mudando de mãos", afirma Renata Vichi, vice-presidente executiva do Grupo CRM, que é dono da Kopenhagen, fabricante de chocolates fundada em 1928. Depois de fazer pesquisas, a empresa constatou que havia uma lacuna no mercado de lojas especializadas em chocolates no atendimento das classes B e C, fora das grandes marcas industrializadas vendidas em supermercados.

Por isso, decidiu criar uma nova marca, a Brasil Cacau, com produtos entre 30% e 50% mais baratos em relação aos da marca principal, sem arranhar o posicionamento de mercado da Kopenhagen, voltada para o público classe A. "Jamais abriríamos uma loja da Kopenhagen na Vila Formosa (bairro paulistano caracterizado como de classe C)", observa Renata.

Em janeiro de 2009 foi aberta a primeira loja da Brasil Cacau. "Tivemos uma aceitação fantástica", conta Renata. Hoje são 80 lojas, sempre localizadas em ruas de grande fluxo de pedestres. A meta é fechar o ano com 180 pontos de venda. Do faturamento do grupo previsto para este ano, de R$ 214 milhões, menos de 10% virão da segunda marca. Mas, até 2013, diz Renata, a nova marca deverá responder por metade da receita da companhia.

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Fonte: O Estado de S. Paulo - 20/06/10

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Veja também outra matéria relacionada a este assunto aqui.

Empresas investem pouco em inovação para a Classe C

Estratégia mais comum é criar versões baratas do mesmo produto, normalmente com mudanças no tamanho da embalagem

Os estudiosos do consumo identificaram que empresas interessadas em conquistar o consumidor da baixa renda adotam quatro tipos diferentes de estratégia. A mais comum é criar versões mais baratas do mesmo produto, normalmente com mudanças no tamanho da embalagem. A menos adotada, mas considerada a mais importante, é a criação de produtos e serviços específicos para quem tem menos dinheiro.

Segundo o consultor Haroldo Torres, a relutância em inovar tem razões culturais e financeiras. “Criar algo pressupõe aceitar que padrões bem-sucedidos podem não servir no futuro”, diz Torres. “Também exige mudar a cultura de trabalho, a gestão e a até a composição da equipe. Para ele, ações como essas demandam tempo e, acima de tudo, dinheiro, sem que o investidor tenha garantias de retorno. “Poucos homens de negócio têm coragem de reconhecer erros ou assumir os riscos de mudanças que podem levar a perdas financeiras”, afirma.

Veja abaixo as estratégias mais comuns para conquistar a classe C:
1) Vender mais, do mesmo, por menos;
2) Repaginar produtos tradicionais;
3) Apostar na inovação;
4) Investir no bem estar do consumidor.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: IG - 24/06/10

18 junho 2010

Como o Brasil cresce

a Folha de São Paulo (06/06), o Fernando Canzian citou um estudo da MB Associados mostrando que de 2002 a 2008 o Brasil cresceu mais entre a população de renda mais baixa. Isso ocorreu em função de programas sociais e aumento do salário mínimo acima da inflação.

O estudo estima que de 2009 a 2015 o crescimento maior se dará entre a classe média. Não haverá tanto espaço para aumento dos programas sociais ou do salário mínimo.

Isso mudará as regiões de maior crescimento. O Sudeste deverá ser beneficiado pelos investimentos ligados à exploração de petróleo na camada do pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas que serão realizadas no Brasil. Além disso, conta com melhor infraestrutura.

Destaquei no segundo mapa (abaixo) os estados com maior aumento no crescimento.

03 junho 2010

A empresa com design

Traduzi um texto do meu colega Marty Neumeier, que achei muito interessante. Ele fala sobre o pensamento estratégico centrado no design como fator de diferenciação e de concorrência.

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Em um ambiente empresarial desafiador, não há substituto para uma marca inovadora e diferenciada, expressa por “experiências que direcionam mentes e conquistam o coração”. Marty Neumeier identifica como o design impulsiona esta realidade, abrangendo não só produtos e serviços, mas também processos, sistemas e organizações. Para ter sucesso, os negócios precisam ser ágeis, cultivar a inventividade e, na empresa toda, ter um apetite por ideias radicais. 

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