Arnaldo Rabelo

30 novembro 2009

TV "borderless" com borda

A LG lançou recentemente uma LED TV (seis modelos, incluindo o SL 80 e SL 90) chamada "borderless" (sem borda). A imagem de divulgação é esta:

No comercial de TV, a imagem é semelhante.

No entanto, quando o consumidor vai conhecer o produto na loja, depara-se com o seguinte:
Como você pode notar pela imagem, há uma borda (moldura). Os vendedores explicam que a borda que não existe é uma saliência no contorno. A moldura tem a mesma espessura que a parte da imagem (2,9 cm).

No entanto, o consumidor deverá entender diferente (como eu, a princípio, entendi). A LG poderá ter problemas, com consumidores alegando que a propaganda é enganosa.

Pesquisando na internet, vi que outros tiveram a mesma impressão (ver comentários aqui, aqui e aqui). A empresa e sua agência de publicidade deveriam ter sido mais cuidadosas...

A chegada das lojas temporárias

O site da revista PEGN traz uma matéria sobre um novo tipo de loja: a pop up store (loja temporária). Como alguns mercados são extremamente sazonais, a idéia é montar a loja no período de pico daquele mercado e fechá-la no restante do ano. Assim, o negócio evita períodos de prejuízo.

Alguns exemplos: Natalie (artigos de Natal), Casa de Criadores (lançamentos de moda) e Canarinho (loja da Nike com artigos de futebol).

Fonte: PEGN - 27/11/09

22 novembro 2009

Objetos coloridos ladeira abaixo

A Coca-Cola veiculou há pouco tempo o novo comercial do Aquarius Fresh (aquele que a embalagem lembra detergente...). As embalagens coloridas descem pulando ladeira abaixo...


A Sony veiculou há poucos anos um comercial para a linha de TVs Bravia, que eram bolinhas coloridas que descem ladeira abaixo...


Que coincidência!

A nova classe média brasileira

Mais uma vez, vários veículos publicaram matérias recentes sobre o público formado pela classe C, chamada de a nova classe média brasileira.

Uma das matérias é a da Época Negócios. Outra é do Estadão. Formada por mais da metade da população do país (renda entre R$ 1.115,00 e R$ 4.807,00), movimentam mais de R$ 600 bilhões na economia. Pesquisas mostram que são avessos a comprar em lugares "chiques". As mulheres da classe C não se identificam com o padrão de beleza que tanto vemos nas passarelas (altas, magras, loiras). As amigas são as grandes influenciadoras de compra.

Esse público lê mais, estuda mais e viaja mais. Para atendê-lo (já é o foco da maioria dos empresários), as empresas apostam em facilitar o pagamento através do parcelamento.

As empresas devem investir em pesquisas para compreender melhor esse público, que consome cada vez mais.

Rabelo & Associados fará pesquisa nacional de celebridades

A consultoria Rabelo & Associados realizará neste final de ano uma pesquisa nacional sobre celebridades, ídolos e atletas: a Celebrities 2009. É um levantamento junto a um amplo público, com mais de mil entrevistas em 10 cidades brasileiras, verificando lembrança, preferência, conceitos associados e várias informações relacionadas a ídolos específicos, que orientam a utilização de sua imagem em programas de licenciamento. Em função da pesquisa ser dividida em cotas, o custo é bastante acessível.


Para mais informações, favor acessar: http://pesquisacelebrities.blogspot.com

19 novembro 2009

Editora "descobre" que livro virtual não pode ser mais caro que livro real

Li na Folha que a Ediouro lançou originalmente o e-book "O Seminarista", de Rubem Fonseca, por R$ 36,90, enquanto o livro de papel custa R$ 29,50. Depois que houve vários protestos na internet, a editora baixou o valor da versão eletrônica para R$ 19,99 (um "desconto" de 46%!).

Como disse no post anterior, não canso de me espantar...

Telefónica muda nome para Movistar

A companhia espanhola afirma que vai estudar a viabilidade da mudança de marca no Brasil no ano que vem

A companhia de telecomunicações espanhola Telefónica passará a adotar o nome Movistar em todos os seus produtos a partir do ano que vem. A marca Telefónica continuará sendo usada somente institucionalmente.



Aqui no Brasil, a mudança será discutida ao longo do próximo ano, considerando peculiaridades do mercado brasileiro. Se realmente ficar decidido pela mudança, a empresa só passará a usar Movistar em 2011.

A Movistar era uma empresa de telefonia móvel cuja infra-estrutura, na América Latina, era provida pela BellSouth, braço latino-americano da norte-americana AT&T. Após se instalar como concorrente da Telefónica na Espanha, ela foi comprada e a marca deixou de usada. Em outros países, como Reino Unido, Alemanha e Irlanda, ela existia como O2, nome mantido até agora.

Após a aquisição da Telefónica, a marca Movistar continuou sendo usada em alguns países da América do Sul, como o Uruguai. Aqui no Brasil, a marca chegou a ser usada por um curto período, nos serviços de telefonia celular adquiridos pela Telefónica, logo após a privatização.

O anúncio da mudança foi feito no dia 17/11 pela cúpula da Telefónica na Espanha. Segundo os jornais “El País” e “El Mundo”, a mudança na América Latina começará primeiro no Chile – onde a empresa era conhecida anteriormente à aquisição como La Compañía de Telefónos.

A Telefônica no Brasil confirmou que fará um estudo para verificar a viabilidade da mudança de nome da empresa e o alcance que ela teria – já que a empresa comercializa serviços de telefonia fixa, móvel e internet.

O anúncio da possível mudança da marca se segue a uma série de problemas que a operadora enfrentou com seu serviço de telefonia fixa e de internet, o Speedy, que registrou várias panes ao longo do último ano, levando a Anatel a proibir a sua comercialização por 30 dias, até a melhoria de sua rede.

Fonte: Época Negócios - 18/11/09

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A mudança do nome de uma empresa muito conhecida é uma operação bastante arriscada, ainda mais quando o novo nome é mais difícil de ser lembrado e pronunciado. Quanto aos problemas de qualidade que a Telefónica tem apresentado, mudar o nome da empresa não é solução. Muitas vezes fico espantado com decisões equivocadas que grandes empresas tomam...

18 novembro 2009

Brasil - país do futuro?

Revistas The Economist e Wallpaper dedicam capas ao Brasil; moda é citada como um dos fatores O Brasil é o país do futuro


Brasil, o país do futuro? Duas importantes revistas do mercado editorial gringo dedicaram capa e conteúdo para o país tropical no último mês. A primeira é a The Economist, com um especial de 24 páginas sobre o potencial da economia brasileira, a atenção que o país tem no cenário internacional, o carisma do presidente Lula e a possibilidade de se tornar a quinta maior economia do mundo até 2014. Eles justificam tudo isso com uma chamada e capa dramáticas: "O Brasil decola".


A impressionante capa da Economist; revista ressalta pontos negativos e positivos do Brasil. E se o Brasil era apenas o país do futebol e do carnaval, agora temos mais 40 motivos de orgulho. A Wallpaper incluiu o Brasil na sua edição especial FAB40, que lista 40 razões para se estar, ficar e prestar atenção em 10 países selecionados. Somos os únicos emergentes, e o únicos sul-americano entre Japão, França, Inglaterra, Escandinávia, Alemanha, Canadá, Itália e Espanha.


Melhor ainda: a moda brasileira é um desses 40 motivos, com destaque para Gloria Coelho, Luiza Bonadimam, Neon e claro, as nossas modelos "com cara de saúde". O especial ainda inclui um editorial de André Passos com grifes e modelos brasileiras.


Fonte:
SPFW - 16/11/2009

08 novembro 2009

Grupo Fiat muda estratégia para suas marcas

O Grupo Fiat, que detém as marcas Chrysler, Jeep e Dodge - além da Fiat - anunciou mudanças em sua estratégia de marcas. Investirá menos nas marcas Chrysler e Dodge e aumentará os investimentos na marca Jeep, que é mais forte e reconhecida internacionalmente.

A Fiat pretende desenvolver a marca Jeep e reforçar o marketing de seus utilitários esportivos em mercados emergentes como o Brasil.

As vendas da Chrysler nos EUA caíram 40% até setembro, comparadas com uma queda de 27% no mercado geral.

Diferentemente da General Motors , que emergiu de sua falência financiada pelo governo americano depois da Chrysler, a Fiat até agora vinha mantendo silêncio sobre seus planos de modernização da linha de produtos da Chrysler.

Anteriormente, a montadora tinha suspendido boa parte de seus trabalhos de desenvolvimento de veículos, para poupar dinheiro.

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Veja mais informações aqui.

Fonte: O Globo - 02/11/09