Arnaldo Rabelo

26 julho 2009

Brazil Promotion cria espaço para blogueiros e valoriza novas mídias

Inovação é a palavra de ordem nos estandes dos expositores e na cobertura da feira Brazil Promotion 2009, que ocorre do dia 4 a 6 de agosto em São Paulo. O alinhamento com as tendências mais modernas também é perseguido constantemente para levar a maior feira de marketing promocional do País a todas as mídias. Neste ano, os organizadores vão além e, atentos às novas mídias, disponibilizarão espaço exclusivo para blogueiros interessados em fazer a cobertura do evento.


Durante o Brazil Promotion, eles terão atendimento diferenciado. Além de contar com estrutura especial para desenvolver seu trabalho, os blogueiros serão atualizados por meio de conteúdo segmentado de acordo com o perfil e temas de interesse de cada blog. A organização e a assessoria de comunicação do evento darão todo o suporte para que eles tenham acesso às inovações apresentadas pelos expositores, bem como para que acompanhem as palestras que apontam as últimas tendências do setor. O blog Estratégia de Marketing estará representado.

Sobre a Brazil Promotion - A Brazil Promotion é a maior feira de marketing promocional do País e tem por objetivo apresentar ao mercado as principais inovações e lançamentos em produtos e serviços promocionais, brindes, presentes corporativos, produtos e serviços para a realização de eventos, gráficas especializadas, agências, soluções para o merchandising no ponto-de-venda, digital signage, marketing digital, novas tecnologias, mídias interativas e muito mais. Cerca de 200 fornecedores e mais de 10 mil profissionais com poder de decisão em empresas de diversos segmentos participam do evento de três dias, realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Dentro da feira, há iniciativas para fomentar novos negócios e ampliar a visibilidade dos expositores. O Show Room de Ideias destaca os principais lançamentos de cada segmento do evento. Por sua vez, o V Encontro de Top Buyers reúne os principais executivos de grandes empresas em um espaço VIP para reuniões com os expositores de sua preferência. Além das rodadas de negócios, a feira cede espaço gratuitamente para entidades do terceiro setor. Também merece destaque o Seminário Promo Tendências, onde especialistas do mercado discutem os mais relevantes assuntos do setor. Essa estrutura faz do Brazil Promotion o mais importante ponto de encontro do marketing promocional, área que responde por 50% dos investimentos em comunicação corporativa.

Fonte: Divulgação

18 julho 2009

Mercado de cerveja cresce mesmo no inverno e com crise

A crise econômica e as temperaturas mais baixas do inverno não afastaram o brasileiro do consumo de cerveja, cujo mercado cresceu quase 4% em maio deste ano em relação ao mês anterior.

Segundo dados da consultoria Nielsen, as vendas de cerveja em volume aumentaram 3,7% entre abril e maio (para 1,2 bilhão de litros). O faturamento teve alta ainda maior, de 9,1% no mesmo período, a R$ 5 milhões.

No acumulado até maio deste ano, o volume de vendas cresceu 2,9% e o faturamento, 7,6% (para R$ 16 milhões). Ainda que em ritmo um pouco menor que o do ano passado (no mesmo período de 2008, até maio, as vendas subiram 4,5% em volume e 9,4% em valores), o setor mostra resistência aos abalos da desaceleração da economia.

"Os dados são surpreendentes e o mercado de cerveja vai muito bem. Em períodos de crise, os consumidores deixam de tomar bebidas mais caras, como o vinho e whisky, mas continuam bebendo as mais baratas, como cerveja e chope", diz o analista da Planner Corretora, Pérsio Nogueira.

Para ele, o mercado de cerveja se beneficiou com a transferência de consumo para bebidas mais baratas e por não ser dependente de crédito --fortemente abalado desde o agravamento da crise internacional no final do ano passado.

"O brasileiro quer continuar fazendo o happy hour, mas mais barato. (...) E se recupera o emprego, então, vai comemorar com os amigos", diz o analista, que vê também o mercado de cerveja com desempenho e consumidores mais estáveis.

Liderança ainda maior

A AmBev --dona de marcas como Antarctica, Brahma, Skol e Bohemia-- segue na liderança entre a preferência dos consumidores e a ampliou no mês passado, com participação de 68,9% em junho ante 68,3%. A Schincariol também cresceu, ao passar de 12,3% em maio para 12,5% em junho. A cervejaria Petrópolis (dona da Itaipava), no entanto, encolheu (de 9,7% em maio para 9,4% em junho), assim como a Femsa (Kaiser), que passou de 7,6% em maio para 7,2% no mês passado.

Segundo Nogueira, em momentos de desaceleração da economia, a tendência é de as empresas menores encolherem ainda mais, à medida que reduzem investimentos em publicidade.

"Ambev e Schincariol ganharam mercado. Cerveja é mídia e tem de estar nela. Aquelas que têm melhor sistema de distribuição também se beneficiam. E as pequenas sofrem mais neste caso, porque naturalmente há migração, e os consumidores vão para as marcas líderes. Se a empresa não tem margem, sai da mídia e sai da cabeça dos consumidores", explica o analista da Planner.

Ainda conforme dados da Nielsen, o mercado de bebidas alcoólicas como um todo --que inclui cerveja e conhaque, entre outros-- cresceu 2,7% no acumulado deste ano até maio, com vendas de R$ 20,6 milhões.

Nem mesmo a lei seca e as blitze policiais conseguiram derrubar o consumo. "Os consumidores estão conseguindo administrar, se revezando ao volante."

Não alcoólicas

Segundo dados da Nielsen, até maio deste ano, as vendas de bebidas não alcoólicas (água, refrigerante e suco) subiram 3,7% (contra 5,7% no mesmo período em 2008), com receita de R$ 14,4 milhões.

No segmento de refrigerante, o desempenho não é muito diferente do de cerveja. No acumulado até maio, a expansão foi de 1,1% em volume e de 6,3% em valores. Um ano atrás, as vendas em volume tinham crescido 2,4% e em valores, 8,2%.

O mercado de água mineral, por sua vez, aumentou o volume vendido (2,4%), mas viu a receita cair (2,4%). No acumulado até maio no ano passado, o volume registrou expansão de 2,4% e a receita, de 8,2%.

Fonte: Folha Online - 18/07/09

15 julho 2009

Uma experiência da compra fascinante

Um estudo da Wharton, junto com o Verve Group e o Conselho de Varejo do Canadá levantou quais são os principais pontos que proporcionam uma experiência de compra fascinante nas lojas.

O relatório da pesquisa “Descobrindo o que encanta o cliente: Um estudo de experiências fascinantes de compra no varejo na América do Norte” aponta cinco áreas principais que contribuem para uma experiência irresistível de compra:
* Envolvimento: cortesia, interesse genuíno pelo cliente e disposição em ajudá-lo, atenção às suas necessidades, ouvindo-o sempre.
* Excelência no atendimento: explicar e aconselhar com paciência, verificar o estoque, ajudar o cliente a encontrar o que procura, conhecer o produto e revelar aspectos insuspeitos de qualidade dele.
* Experiência de marca: dar à loja uma atmosfera e um layout marcantes, ter sempre produtos de excelente qualidade, fazer com que o cliente se sinta especial e nunca deixe de levar alguma coisa.
* Agilidade: demonstrar sensibilidade em relação ao tempo que o cliente espera na fila do caixa, mostrar disposição em ajudá-lo a concluir rapidamente o processo de compra.
* Solução de problemas: ajudar o cliente a resolver problemas e compensá-lo pelo transtorno sofrido, melhorando a qualidade do atendimento para que ele se sinta plenamente satisfeito.

No total, os entrevistados listaram 28 elementos associados a uma experiência fascinante de compra como, por exemplo, vendedores que “prontamente notaram minha presença” ou “que foram capazes de explicar facilmente o funcionamento de um produto”, ou que “pareceram realmente interessados em ajudar”.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: Wharton - 15/07/09

14 julho 2009

Ivete Sangalo vira marca

Depois de Xuxa, Hebe, Sandy, Eliana e Ana Hickman lançarem produtos com seus nomes, é a vez de Ivete Sangalo virar marca. A cantora baiana lançará seus produtos em novembro nas linhas de confecção, calçados, lingerie e cosméticos. O projeto é o resultado da parceria da Caco de Telha, empresa da cantora, com a Prime Licensing. Paulo Ferreira, diretor geral da Prime, comparou o poder de vender produtos de Ivete Sangalo a dois outros ícones. “Ivete tem uma magia inexplicável como Pelé e Disney”, afirmou o também responsável pela marca do rei Pelé.

Fonte: Mundo do Marketing - 14/07/09

Intenção de compra volta ao nível pré-crise no Brasil

Duas pesquisas mostram que a disposição de ir às compras do brasileiro já voltou ao nível anterior à crise. Os brasileiros estão buscando mais crédito e devem comprar mais bens duráveis - de geladeiras a carros - nos próximos meses, o que reforça o cenário favorável à recuperação da economia no segundo semestre.

O Indicador Demanda do Consumidor por Crédito, preparado pela empresa de informações de crédito Serasa Experian, atingiu em junho 102,7 pontos, contra 101,2 pontos alcançados em outubro de 2008, quando foi deflagrada a crise financeira. "É a primeira vez que o indicador supera o patamar de outubro", diz o gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Já o Índice de Intenção de Compras de Bens Duráveis, apurado pelo programa de administração do varejo Provar, da USP, e pela consultoria Felisoni Associados, revela que a disposição do consumidor para adquirir um carro zero ou uma geladeira cresceu 20% no trimestre em relação ao mesmo período de 2008. O indicador, que será divulgado hoje, mostra também que a intenção de levar para casa algum bem durável está no nível mais alto dos últimos dez anos para o período julho a setembro.

Duas razões explicam a mudança de ânimo dos consumidores: o aumento da oferta de crédito, com melhores condições de prazos e juros, e a maior confiança, especialmente entre os consumidores de baixa renda, na manutenção do emprego. "A tendência é de recuperação do crédito", afirma Rabi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado - 14/07/09

Internet influencia compras em todas as classes sociais

Na hora das compras, o consumidor brasileiro de todas as faixas de renda é influenciado pela internet, segundo aponta a quinta edição do levantamento sobre internet no Brasil, realizado pela F/Nazca com apoio operacional do Datafolha.

De acordo com a pesquisa, entre as pessoas que acessam a rede, 38% da classe AB, 30% da classe C e 29% da DE levam em consideração a compra pela internet.

Além disso, 26% dos internautas costumam postar na rede sua opinião sobre um produto, serviço, empresa ou marca, sendo que 33% levam em consideração a opinião de outros consumidores antes de comprar um produto ou contratar um serviço.

Boca a boca virtual
Os moradores da região Nordeste são os que mais procuram checar a opinião de outros e-consumidores antes de adquirir algo na web (35%). Em seguida, os que mais têm esse hábito são os internautas da região Norte/Centro-Oeste (34%), Sudeste (33%) e Sul (32%).

A opinião de outras pessoas escritas em algum site ou comunidade na rede também é importante para a decisão de compra de 38% dos homens, contra 29% das mulheres, para as pessoas entre 25 e 34 anos (35%), para os que têm ensino superior (41%) e, especialmente, para a classe AB (38%, contra 30% da C e 29% da DE).

Comércio de rua
Engana-se quem pensa que a internet é importante somente para quem costuma comprar pela rede. A estratégia online também influencia nas vendas offline. Ainda conforme o estudo, 30% dos internautas têm o hábito de consultar a rede antes de realizar compras em lojas de rua ou shopping. Do total da população brasileira, este percentual equivale a 15%.

Os sites da própria loja na qual se pretende comprar é o mais consultado, já que 60% dos internautas buscam informações no site da loja em questão. Entre a população em geral, 9% pesquisam na página da própria loja antes de comprar.

Em seguida, no geral, estão os sites da marca do produto ou serviço (6% da população) e as páginas especializadas no tipo de produto ou serviço que se procura (5%).

A pesquisa ouviu 2.177 pessoas, com mais de 16 anos, de todas as classes sociais, entre os dias 16 e 20 de março deste ano.

Fonte: InfoMoney - 14/07/09

12 julho 2009

Brasil tem campo amplo e aberto para o comércio online

O Brasil tem um dos melhores cenários macroeconômicos para o comércio online. Essa foi uma das conclusões do estudo feito pela divisão de consultoria da IBM e a Unidade de Inteligência da The Economist. O E-Readiness 2009 mede a capacidade de 70 países de absorverem novas tecnologias de informação e usá-las a favor do desenvolvimento econômico e social.

Essa situação é sustentada pelo fato de o Brasil ser um dos países com maior índice de empreendedorismo entre os pesquisados, mesmo sofrendo com problemas relacionados a deficiências na infraestrutura e baixa adoção do comércio eletrônico pelos consumidores e empresas de um modo geral.

“Apesar de o Brasil vir crescendo consistentemente nesse ranking desde 2005, a conectividade e a infraestrutura de TI ainda são um desafio no país. A baixa adesão à internet banda larga – devido especialmente a sua pouca disponibilidade e alto custo – é um obstáculo considerável ao crescimento do comércio eletrônico brasileiro”, explica Ricardo Gomez, diretor de consultoria da IBM Brasil

Dentre os latino-americanos, o Brasil aparece no ranking abaixo do Chile (30º lugar na listagem mundial) e do México (40º). Já entre os países do BRIC, o Brasil está na liderança, apresentando o melhor ambiente geral para o crescimento do e-commerce. A Dinamarca é a líder global com maior presença da economia online e o uso de serviços públicos via internet. E os Estados Unidos, por sua vez, que em 2008 ocupava a 1ª posição, passou para 5ª colocação neste ano.

Fonte: PC Magazine - 01/07/09

Venda direta cresce no Brasil

A venda direta (o conhecido porta-a-porta) é um sistema que tem se destacado no Brasil, principalmente em tempos de crise. Segundo a Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABVED), as empresas do setor movimentaram R$ 4,4 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, representando um crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2008.

Uma das explicações para esse desempenho é que a venda direta trabalha com produtos de preços baixos. Outro motivo é o crédito, pois a venda direta é um canal de vendas que conta com a confiança do revendedor (o comprador normalmente já o conhece). Além disso, a vanda direta funciona como fonte de renda alternativa.

Para o consumidor, além da comodidade de não precisar se deslocar para comprar o que deseja, conta com a possibilidade de experimentar o produto antes da compra. É uma experiência de varejo personalizada.

Por outro lado, o que não deu certo no Brasil foi a venda por catálogo (entregues via correio). Um dos motivos é que o brasileiro gosta de negociar descontos, impossível nesse sistema. Além disso, há uma série de custos envolvidos (produção, impressão, postagem, atendimento por telemarketing) que se contrapõem às baixas margens de lucro obtida com a maioria dos produtos, de preço baixo.

Entre as principais empresas que trabalham por venda direta, incluem-se:
  • Amway - cosméticos, nutrição e utensílios domésticos
  • Avon - cosméticos e perfumes
  • DeMillus - lingerie
  • Grupo Hermes - cama, mesa e banho, utilidades domésticas, roupas masculinas, femininas e infantis, calçados, jóias, brinquedos e cosméticos
  • Herbalife - suplementos alimentares
  • Hinode - cosméticos e perfumes
  • Mary Kay - cosméticos
  • Natura - cosméticos e perfumes
  • Tupperware - utensílios plásticos para cozinha
  • Wow! - pacotes de viagens
  • Yakult Cosmetics - cosméticos à base de lactobacilos
Fonte: Folha de S. Paulo (caderno Vitrine) - 11/07/09

Cliente da Rabelo&Associados desponta por inovação

A Deoxi Biotecnologia é uma jovem empresa que está entre as classificadas para a segunda fase do Prime (Programa Primeira Empresa Inovadora), promovido pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A empresa, que atua na área de genética animal, caso seja contemplada, receberá R$ 120 mil a fundo perdido para alavancar seus projetos. Uma das áreas de investimento será a de marketing.

Rodrigo Alonso, pesquisador e diretor executivo da Deoxi Biotecnologia

A Deoxi é cliente da consultoria de marketing Rabelo & Associados, através da Incubadora de Empresas de Araçatuba.

Fonte: Folha da Região - 12/07/09

11 julho 2009

GM venderá carros em site de leilão

A "nova GM" que está surgindo depois da concordata promete revolucionar o setor. A empresa teve que se reinventar e agora está mais enxuta, com menos custos e novos produtos.

Um dos pontos anunciados é uma parceria com o site americano de leilão virtual eBay.

Veja abaixo a notícia. Ela foi complementada depois por outra, do New York Times, que explicou que a parceria ainda não está concluída e que o plano é que a venda não seja feita pela montadora, mas pelas revendas.

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GM e eBay testam parceria na Califórnia



A General Motors e suas concessionárias irão testar uma parceria com o site de leilões eBay na Califórnia, que permitirá que consumidores façam ofertas por novos veículos ou os comprem por um preço pré-determinado na Internet, informou a montadora nesta sexta-feira.


"Vamos testar essa e outras ideias com nossas concessionárias nas próximas semanas e esperamos expandir isso nos próximos meses", disse em comunicado o presidente-executivo da GM, Fritz Henderson.


A região da Califórnia, que tem sido dominada por marcas importadas de carros há muitos anos, vem representando o mais fraco mercado para a indústria automotiva dos Estados Unidos nos últimos meses, em meio à recessão econômica.


"Experimentos são experimentos... Você não os lança até que tenha certeza de seu funcionamento", disse Henderson a repórteres.


A nova GM saiu da concordata nos EUA nesta sexta-feira, muito mais rapidamente do que se previa, como uma montadora mais enxuta e obstinada a recuperar os consumidores norte-americanos e pagar os recursos emergenciais obtidos do governo norte-americano.


A concordata de 40 dias terminou com o fechamento de um acordo que permitiu a venda das principais operações e marcas, incluindo a Chevrolet e a Cadillac, para uma nova companhia que será controlada pelo Tesouro dos EUA.


Fonte: Reuters (David Bailey) - 10/07/09

06 julho 2009

Revolução digital dará novos rumos ao Marketing

O portal Mundo do Marketing publicou uma matéria interessante - baseada em uma entrevista com Walter Longo - sobre o impacto que a internet e seu uso pelos jovens está causando no marketing.

Veja abaixo um trecho da matéria (de 02/07).

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A comunicação está passando pelo principal período de uma revolução digital. O motivo é simples: próximos dos 30 anos de idade, executivos que nasceram na Era Digital junto à internet, nos anos 1990, estão se tornando líderes das empresas do setor e consequentemente trazem novos desafios para os profissionais de Marketing. Esta afirmação é feita por Walter Longo, Vice-Presidente de Estratégia e Inovação da Young&Rubican.


Tendências irreversíveis
A chegada da revolução digital aponta para duas tendências irreversíveis na comunicação. A primeira é a que trata da passagem de uma comunicação massificada para a individualização da mensagem. Isto significa falar com cada individuo de forma diferente sem ter o custo elevado que havia antes da comunicação digital.


A segunda tendência apresentada por Walter Longo é que os meios podem misturar o conteúdo editorial com o publicitário sem precisar de interrupções. O modelo atual usa a interrupção para chamar a atenção do consumidor com um comercial, mas o que acontece é a mescla entre mensagem e entretenimento. “Hoje já é possível que uma empresa que não é mídia se torne mídia. Temos cada vez mais anunciantes produzindo conteúdo, games, entre outras formas de entreter. Se antes os anunciantes eram obrigados a usar uma mídia para chegar ao público, hoje a empresa se transforma em mídia e atinge o seu consumidor”, aponta.


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Veja a matéria completa aqui.

Gigantes da indústria assinam “pacto pela sustentabilidade”

Não tem precedente no Brasil o “Pacto pela Sustentabilidade” que o Wal Mart firmou com 18 dos seus maiores fornecedores – gigantes como a Ambev, Unilever, Golgate/Palmolive, Coca-Cola, Nestlé – que no conjunto representam quase 15% do PIB brasileiro.

Pela primeira vez no país, os maiores grupos industriais, sob a liderança de uma cadeia de varejo, uma das três maiores, se comprometem com metas de longo prazo para redução dos impactos ambientais ao longo da cadeia de seus produtos.

O compromisso implica também não adquirir produtos de áreas de desmatamento ilegal ou que envolvam trabalho escravo.

“Isso é o que todas as empresas deviam fazer”, disse o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, no evento que lançou o pacto dia 23/06, em São Paulo.

O diretor-geral do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, lembrou a atitude das três maiores redes do varejo – Wal Mart, Pão de Açúcar e Carrefour – que suspenderam as compras de carne de fazendas em áreas de desmatamento ilegal, medidas também sem precedentes. “Estamos diante de uma mudança de padrão”, disse.

Era a primeira vez também que um representante do Greenpeace falava numa reunião de grandes empresários.

Hector Nunez, presidente do Walt Mart Brasil, disse que “estamos diante de uma nova economia, precisamos reinventar a maneira de fazer negócios. Os impactos ambientais não podem mais ser ignorados”.

“Onda Verde para veio ficar”

Andrew Winston, professor de Yale e consultor de empresas, é co-autor de “Green to Gold”, traduzido no Brasil por “O Verde que Vale Ouro”, livro que anuncia uma “nova era” na maneira como as grandes empresas estão encarando as questões ambientais.

Junto com Daniel Esty, também de Yale, Winston pesquisou e entrevistou centenas de grandes executivos e diz ter percebido uma “onda verde” se expandindo no ambiente das grandes corporações.

A Walt Mart é uma das primeiras e está na vanguarda, segundo Winston. Mas não está sozinha. “Incorporar a sustentabilidade é estratégia dos negócios e é uma necessidade que todos estão percebendo”, diz ele.

A ideia convencional de que preservação significa custo, segundo Winston, foi superada pela emergência dos desafios ambientais.

Um marco nesse processo foi o furacão Katrina que arrasou arrasou New Orleans, em 2004. Naquele momento se aguçou a percepçao sobre as mudancas climáticas e as consequências da devastação ambiental.

Confrontadas com a gravidade da situação, as empresas estão agindo e descobrindo que “o verde não é incompatível com o lucro”.

Ao contrário, a busca da sustentabilidade, via inovação e criatividade, pode representar uma “ecovantagem” para as empresas que saírem na frente.

A Wal Mart foi uma das primeiras. Desde 2005 passou a incluir a sustentabilidade na sua estratégia de negócios nos Estados Unidos.

Agora está expandindo essas práticas para os outros países onde atua. Na China, já reuniu mil fornecedores em outubro do ano passado, em Beijin, para dar inicio a um programa de sustentabilidade. No Brasil, construiu em outubro também o seu primeiro supermercado ecoeficiente, no Rio De Janeiro.

A possibilidade de que a adesão ao verde seja apenas uma fachada, um lance de marketing, esbarra, segundo Winston, no comportamento dos consumidores que estão cada vez mais conscientes e mais atentos.

Fazer um discurso verde e continuar com as práticas antigas seria um risco muito grande para uma empresa e Winston cita, em seu livro, vários casos de grandes prejuízos sofridos por companhias que descuidaram das boas práticas ambientais e sociais.

Não só os consumidores, os próprios funcionários das empresas estão a exigir e fiscalizar, mas também os acionistas, as ongs e as organizações comunitárias. “Isso é o que está mudando as empresas.”

O livro foi lançado em 2006 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil no ano passado.

Principais metas definidas no pacto

Os signatários do Pacto pela Sustentabilidade se comprometem em reduzir os impactos em todas as etapas da produção – fontes de matéria-prima, embalagens, emissões de gases no transporte – para formar uma cadeia de suprimentos sustentável.

O compromisso inclui também não comprar produtos com vícios de origem, vindos de áreas de desmatamento, envolvendo trabalho escravo, ou empresas irregulares.

Metas definidas:

– Reduzir em 70% o fosfato nos detergentes para lavanderia e cozinha até 2013;
– Oferecer produtos de lavanderia no mínimo duas vezes mais concentrados até 2012;
– Oferecer pelo menos um produto orgânico por categoria de alimentos ate 2012;
– Estimular as vendas de produtos com diferencial em sustentabilidade;
– Apoiar e estimular o desenvolvimento de produtos de ciclo fechado.

Redução de Resíduos (lixo zero)

– Reduzir embalagens em ate 5% ate 2013;
– Implantar o Packaging Scorecard ate 2009;
– Reduzir o consumo de sacolas plásticas em 50% ate 2013.

Campanha para reduzir sacolas plásticas

No final do ano passado, o Wal Mart lancou um programa inédito no varejo brasileiro, dando ao cliente o credito de R$ 0,03 por sacola plástica não utilizada.

A meta da companhia é reduzir em 50% o uso de sacolas plásticas até 2013.

Em vigor em todas as lojas do Nordeste e do Sul (mais de 260 unidades), o programa já recolheu mais de 3 milhões de sacolas e concedeu mais de R$ 100 mil em descontos para os clientes.

Por outro lado, a rede estimula o uso de sacola retornável, oferecendo um modelo a R$ 2,50, feita em algodão cru com capacidade para até 35 quilos. Desde o lançamento, há um ano, já foram vendidas mais de 2 milhões de sacolas.

Fonte: Jornal Já (Elmar Bones) - 25/06/09

02 julho 2009

Blog Estratégia de Marketing está entre os 100 mais do Top Blog

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