Arnaldo Rabelo

25 fevereiro 2009

Propaganda troca consumo por ´valores´

Mulheres que comem no McDonald's são descoladas: andam de skate, tocam guitarra elétrica e pintam os olhos com sombra azul.

Homens que tomam uísque Chivas são cavalheirescos: carregam mulheres no colo debaixo de chuva para que não precisem andar na lama e fazem carros em pane pegar no tranco. E adolescentes que tomam Coca-Cola são felizes e encontram suas almas gêmeas por acaso na biblioteca.

Ou, pelo menos, é isso que as empresas responsáveis por essas marcas gostariam que pensássemos. Antes preocupadas em incentivar as pessoas a se exibir, consumindo lautamente, hoje elas estão mostrando pessoas envolvidas em atividades que revelam que, além de terem bens materiais, elas são ricas em vida pessoal.

Um anúncio da campanha "Esta é a Vida Chivas", que começou em 2003, mostrava homens tomando uísque com seus amigos enquanto pescavam, sentados num iceberg. Contrastando com isso, o anúncio de TV da nova campanha do Chivas, "Viva com Cavalheirismo", que começou na China em outubro e será exibida em todo o mundo, começa com uma imagem de um homem de terno preto e aparência triste acossado por multidões de pessoas enquanto caminha numa rua cinzenta.

Quando o grupo de bebidas pesquisou a ideia do cavalheirismo, acrescentou, encontrou eco: "As pessoas estão questionando alguns valores que levaram o mundo para onde está -a ideia de o indivíduo avançar, custe o que custar".

Outras companhias dizem que consumidores vêm expressando sentimentos parecidos. Na França, a McDonald's iniciou campanha intitulada "Venez Comme Vous Êtes" ("venha do jeito como está"), em meio a receios de que o slogan global da empresa, "Amo Muito Tudo Isso", possa ser visto como arrogante.

O McDonald's está transmitindo quatro comerciais na TV francesa, cada um mostrando uma pessoa expressando aspectos diferentes de sua personalidade. Se a campanha fizer sucesso, será levada a outros países da Europa.

A Coca-Cola também está trazendo de volta campanhas passadas que destacaram a importância de as pessoas serem positivas e otimistas, numa tentativa de voltar a um vínculo passado com os consumidores, alguns dos quais perdeu nos últimos anos, à medida que pessoas abandonaram os refrigerantes em favor de alternativas com teor mais baixo de açúcar.

Na Grande Depressão, a empresa lançou uma campanha intitulada "A Pausa que Refresca". No período de alta inflação no final dos anos 1970, veio a campanha "Tome uma Coca e Abra um Sorriso". Agora, aposta na "Felicidade Declarada".

Fonte: Folha de São Paulo - 25/02/09

22 fevereiro 2009

Avon combate a crise reforçando a publicidade

“Democratizar o luxo.” A frase repetida, quase como mantra, pelos executivos da Avon Brasil resume a estratégia da empresa para enfrentar a crise financeira que ameaça todos os segmentos.

Reunidos semana passada em São Paulo com mais de quarenta jornalistas, o presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda; o vice-presidente de marketing, Alberto Moreau, e a gerente de perfumaria Helena Gracia nem precisaram se esforçar para mostrar um discurso afinado e otimista.

Eles já conheciam os números do balanço divulgado pela matriz em Nova York A Avon divulgou que em 2008 teve um crescimento de 8% de sua receita bruta, atingindo a marca recorde de US$ 10,7 bilhões.

Antecipando o lançamento de batons com ouro 24 quilates na fórmula e mais uma fragrância feminina assinada pelo estilista Christian Lacroix, os executivos deixaram claro o sucesso do reposicionamento da marca - processo iniciado em 2007 com lançamento de maquiagens e perfumes de luxo - para atingir o público A/B.

A estratégia, que visava ampliar o mercado consumidor, ganhou impulso ainda maior com a crise financeira. Nesse bimestre a Avon já apareceu com cinco publicidades diferentes: lançou dois batons novos, um rímel, um antirrugas e a campanha de recrutamento de novas revendedoras.

Até o ano passado a tática da empresa era não lançar mais de uma novidade por mês. “Não podemos citar números, mas posso garantir que esse foi o maior investimento concentrado da Avon num único período”, conta Miranda.

Nas contas dele, o número de revendedoras vai aumentar. “A Avon é uma alternativa de renda para as mulheres e essa é nossa força nessa época de incerteza econômica”, explica Miranda, lembrando o “exército” de 1 milhão e 200 mil revendedoras autônomas que já trabalham com a marca.

“E não esqueça que ter um produto de luxo a um preço acessível é uma opção rara. E a gente conseguiu. Por isso acho que podemos encarar essa crise com otimismo.”

Lucro líquido de US$ 875 milhões

Em Nova York, a Avon Products já acusa os efeitos da crise econômica. O balanço do quarto trimestre de 2008 mostrou retração de 3% nas vendas e o impacto das taxas de câmbio levou a receita a cair 11% em relação ao último trimestre do ano anterior.

No desempenho dos doze meses os resultados são positivos: 1% a mais de vendas e 4% a mais de revendedoras. Ainda em 2008, a empresa teve lucro líquido de US$ 875 milhões, contra US$ 531 milhões de 2007.

Na América Latina, onde as receitas do quarto trimestre ficaram 5% abaixo do mesmo período do ano anterior, a culpa foi do câmbio. Aqui, o efeito desfavorável da variação cambial foi maior que o crescimento de 11% da receita em moeda nacional. Em unidades a Avon cresceu em vendas, 3% a mais que em 2007, e revendedoras, 2% a mais que em 2007.

Ouro e licor nas fórmulas novas

No Brasil, de cada três batons vendidos dois são da Avon, mas até hoje eles penam com a fama de popular. Por isso, a empresa vem apostando na sofisticação para chegar a consumidoras de maior poder aquisitivo. Pra elas, chega em abril a nova coleção de batons com ouro 24 quilates na fórmula.

Cada unidade do Ultra color rich batom ouro custará R$ 21. Mês que vem, visando antecipar o presente das mães, a empresa lança o perfume Christian Lacroix Absynthe. Um oriental verde, inspirado na bebida alucinógena, que virá em frascos de 50ml por R$ 80. A versão masculina deve chegar em junho.

Fonte: Paraná Online - 09/02/09

Mobilidade em alta

O uso de smartphones cresce rapidamente no Brasil e cria vagas para executivos e especialistas em softwares e conteúdos móveis

Spring Wireless, de São Paulo, é uma das líderes mundiais em softwares móveis A para grandes corporações. Entre seus clientes estão gigantes como InBev, Grupo Santander e Nestlé. A empresa, fundada em 2001, tem 600 funcionários em quatro continentes e registrou faturamento de 95 milhões de dólares em 2008. Ela é um ícone de um mercado que cresce rapidamente e que vai gerar oportunidades de trabalho neste ano: o de produtos e serviços para comunicação móvel. Em dezembro, a Spring inaugurou dois escritórios na Ásia e vai abrir um terceiro por lá em março. Estamos contratando cerca de dez funcionários todo mês, de desenvolvedores de softwares a gerente de contas, com possibilidade de carreira internacional”, diz o presidente, Marcelo Condé. Há vagas para técnicos, engenheiros e administradores. Segundo a empresa de recrutamento Michael Page, com sede em São Paulo, os salários para os gestores nessa área estão acima da média do mercado, variando de 10.000 reais a 16.000 reais. “Esse profissional tem que conhecer e monitorar de perto o comportamento dos usuários da tecnologia , para identificar padrões e oportunidades”, diz Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI. O paulista Alexandre Abujamra, de 34 anos, assumiu o cargo de diretor de contas da Spring há poucos meses. Ele era sócio da Okto, empresa especializada em marketing e serviços interativos para celular, que foi comprada pela Spring em agosto do ano passado. Formado em Direito, Alexandre optou por fazer carreira em tecnologia e desde 2000 trabalha com o desenvolvimento de softwares para telefonia móvel. Foi gerente da multinacional Tiaxa, de serviços para celular, e trabalhou por três anos nos Estados Unidos. Quando a empresa americana encerrou suas operações no Brasil, em 2003, a unidade no país foi assumida por Alexandre e outros três funcionários, que a transformaram mais tarde na Okto. Hoje, sua tarefa é oferecer produtos e serviços para corporações. “Nesse mercado, é necessário entender dos processos do cliente para conseguir vender.”

O CONSUMO CRESCE

O mercado corporativo é o grande filão, mas o consumidor comum também empolga as empresas, pela perspectiva de crescimento do segmento. Há no Brasil 2,8 milhões de aparelhos compatíveis com a tecnologia 3G, que permite baixar dados e navegar na internet em alta velocidade. Esse número dobrou de junho a dezembro do ano passado. “Há uma migração dos consumidores de celulares comuns para smartphones [os aparelhos com funções que mesclam telefone e computador]”, diz Vinicius Caetano, analista de telecomunicações do IDC, consultoria de tecnologia em São Paulo. Os smartphones abrem espaço para fabricantes de software e empresas que criam serviços para o consumidor. “Essas empresas estão investindo para convencer o consumidor de que o telefone é muito mais do que voz”, diz Vinicius. Por isso, muitos fabricantes de software têm procurado profissionais de marketing, vendas e desenvolvimento de produtos. No mês passado, a Research In Motion, fabricante do Blackberry, anunciou a contratação de três executivos de marketing para atuar em pesquisa de mercado, relacionamento com operadoras e com o meio corporativo. A chinesa ZTE, com 400 funcionários no Brasil, planeja este ano ampliar o quadro em 15%. A empresa tirou da concorrente HTC o diretor comercial André Portes Gomes, de 34 anos. “A indústria valoriza quem tem um bom trânsito nas operadoras, entre técnicos e executivos”, diz André Gomes.

O impulso do iPhone
O aparelho cria oportunidades para desenvolvedores

A chegada do iPhone, da Apple, em setembro de 2008, gerou oportunidades no mundo móvel. A Apple incentivou os desenvolvedores a criar softwares para o iPhone e as concorrentes Nokia e Blackberry seguiram o exemplo. Grandes companhias, como bancos, começam a adaptar seus sites para os aparelhos. “Isso gerou oportunidades para profissionais autônomos e pequenas empresas de softwares”, diz Nick Jonas, analista do Gartner Group, consultoria de tecnologia. Um exemplo é a Grafikonstruct, de design digital em São Paulo, cuja demanda por conteúdo móvel cresceu 30% em 2008. “Procuramos gente que conheça as linguagens de programação mais atuais”, diz Rodrigo Teco, diretor da empresa.

Fonte: Revista Você S/A. - Edição 128 - 2009.

13 fevereiro 2009

Coca-Cola Brasil aumenta foco na classe C e investe R$ 1,75 bi em 2009 no Brasil

A Coca-Cola Company Brasil anunciou que investirá R$ 1,75 bilhão em 2009, um crescimento de 16,6% em relação ao ano passado. Sem revelar o valor referente ao Marketing, a companhia anunciou que esta área também terá um aumento de investimento em uma proporção semelhante. A companhia também revelou um crescimento de 7% no volume de vendas em 2008, com um total de 9 bilhões de litros de bebidas produzidas e um faturamento de R$ 15 bilhões em 2008.

Na América Latina, a empresa apresentou um crescimento de 8%, enquanto que globalmente as vendas subiram 5% no ano. No último trimestre do ano, pico da crise, foram 7% a mais de vendas em território brasileiro, enquanto que na América Latina registrou 6% e, mundialmente, 5%.

Apesar de afirmar que a crise ainda não afetou muito o Brasil e a empresa, Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil, afirma que este será um ano desafiador e que vê a classe C como um bom foco neste momento. “Temos plena confiança de crescimento este ano. A maioria de nossos planos leva em conta a classe C, um segmento que acredito que continuará crescendo em 2009”, afirma, durante coletiva de imprensa.

Marca ainda vê muito potencial no Brasil
Entre os sucessos conquistados, a empresa comemora a participação de 15% no mercado de bebidas isotônicas em apenas seis meses com o lançamento do i9 e as boas vendas do Laranja Caseira, suco da marca Minute Maid lançado pela companhia no final de 2007. “A marca vai muito bem, obrigado. Nunca esteve melhor. E ainda temos muito potencial para crescer, uma vez que temos metade da população que ainda não bebe os refrigerantes da marca com freqüência”, conta Ricardo Fort, Diretor de Marketing da Coca-Cola Brasil.

Apesar de ser o terceiro principal mercado da Coca-Cola, atrás do México e Estados Unidos, o consumo per-capita no Brasil ainda é consideravelmente menor do que em países como Chile e Argentina. Para 2009, Fort afirma que pretende voltar com a ação Estúdio Coca-Cola, que em 2008 utilizou a marca Coca-Cola Zero. Para esse ano, a estratégia de comunicação ainda está sendo definida, mas deverá ser bastante diferente em relação às outras duas versões do projeto.

A área de branded content e co-branding, aliás, é um dos focos que a empresa mais tem interesse em investir esse ano, já que vem acumulando diversos sucessos além do Estúdio Coca-Cola, como o celular feito em parceria com a Nokia. “O mix de mídia varia de lugar para lugar. O ponto-de-venda continuará sendo também um espaço importante, mas a televisão e a mídia online são os que dão retorno mais rápido”, explica Fort. Quanto a nova campanha global "Open Happiness” da Coca-Cola lançada no início do mês nos Estados Unidos, ainda não há uma data específica de quando será aplicada no Brasil ou mesmo qual será seu slogan oficial em português.

A companhia destaca ainda as ações de sustentabilidade apoiadas pela empresa, como as reformulações em embalagens que permitiram uma economia na produção de garrafas ou redução no consumo de água. A Coca-Cola Brasil reforçou ainda a marca Kuat com o lançamento de Kuat Eko, refrigerante de guaraná misturado com chá verde, que chega às lojas até o fim desse mês.

Fonte: Mundo do Marketing (Guilherme Neto) - 13/2/2009

Mobile Marketing: audiência da internet no celular vai ultrapassar TV paga

Do total de linhas móveis ativas no país, 7,3%, ou 11 milhões, já acessam regularmente a internet via celular.

Durante o Primeiro Encontro IAB Brasil sobre Mobile Marketing, realizado hoje, 13/2, em São Paulo, o diretor executivo do Interative Advertising Bureau - IAB Brasil, Ari Meneghini, mostrou que o volume de acesso à internet via celular vai ultrapassar em breve a audiência da TV por assinatura no país, tornando-se uma mídia cada vez mais atrativa para anunciantes no país.

A conta foi feita com base em uma pesquisa da Nielsen, que mostra que, dos 150 milhões de linhas móveis ativas hoje no país, 7,3%, ou, aproximadamente, 11 milhões acessam a internet por mês. “A TV por assinatura tem hoje 5,5 milhões de domicílios, que resultam em uma audiência de 16 milhões, considerando três pessoas por domicílio”, ponderou Ari. “No ritmo de crescimento que o acesso de dados e ainda com a chegada da 3G e de aparelhos cada vez mais avançados, existe a chance real de superar a TV por assinatura, em breve, principalmente se considerarmos que o número de linhas móveis cresce uma vez e meia a mais que a TV por assinatura no país”, diz o diretor IAB.

Com apenas 3,4% do bolo de investimentos publicitários no País – o IAB prevê que 2008 tenha fechado com R$ 750 milhões -, a mídia mobile hoje tem duas modalidades de consumo, que são os anúncios em portais mobile, similar ao que se vê na internet e as chamadas experiências interativa, como sms, quizz,m-cupom e jogos. Segundo o IAB, essa segunda modalidade é a que apresenta a maior complexidade, uma vez que envolve um ecossistema de fornecedores muito mais amplo.

Para ampliar a sua penetração, a mídia online tem grandes desafios pela frente. “Definir uma agenda de trabalho e lançar uma discussão mais estruturada para a mídia mobile é fundamental para que essa audiência passe a ser considerada no planejamento de mídia das agências”, afirma Meneghini.

Entre os pontos fundamentais dessa agenda estão a formação do mercado, com ações de educação e informação sobre o tema, além da definição de padrões tecnológicos e métricas de mensuração de resultados. Para Terence Reis, diretor executivo da MMA (Mobile Marketing Association), embora os países estejam em momentos diferentes de mercado, as questões sobre a publicidade mobile ainda são muito parecidas. Ele acrescenta alguns pontos que julga fundamentais, como por exemplo, a necessidade de ganhar escala. “Precisamos sair da fase de testes e aumentar tanto o tamanho como o número de projetos, além de definir um modelo mais claro de negócios”, salienta.

Mas nenhuma ação será suficiente se um ponto não for levado em consideração: a familiaridade do usuário. “Não adianta criar campanhas, influenciar o mercado, se o usuário não tem familiaridade com o uso. Estimular essa familiaridade e criar maneiras de medi-la é, na minha opinião, o nosso maior desafio”, completa Reis.

Fonte: MetaAnálise - 12/02/09

12 fevereiro 2009

Crise afeta mais ricos e não impede avanço da classe média

FGV: classe C sobe 1,24%, e AB cai 0,65% no período agudo da crise

A crise financeira mundial não impediu uma expansão da classe média emergente do país. Por outro lado, prejudicou mais a classe rica do que a pobre.

As conclusões são de um estudo de Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, batizado de "Crônicas de uma Crise Anunciada: Choques Externos e a Nova Classe Média".

Pelo estudo, a quantidade de pessoas da classe C (com renda mensal familiar entre R$ 1.115 e R$ 4.807) continuou subindo nos últimos três meses de 2008, período do agravamento da crise.

Em setembro de 2008, estavam incluídos na classe 53,81% da população com idade entre 15 e 60 anos das seis principais regiões metropolitanas do país.

Essa parcela era de 53,15% em setembro, o que revela um salto de 1,23% no período.

A ascensão se deu, sobretudo, pelo aumento das pessoas que deixaram as classes mais baixas. Em setembro, a classe E (pessoas com renda mensal até R$ 804) correspondia a 17,9% da população e, em dezembro, a 17,68%, o que representa uma queda de 1,23%.

Em um ano, houve recuo de 8,01% no contingente de pessoas nesta faixa. A classe D também encolheu: 2,51% entre setembro e dezembro.

No entanto, a piora da crise diminuiu em 0,65% o número de pessoas que pertenciam à classe AB (que ganham acima de R$ 4.807).

Antes da crise, 19 em cada cem pessoas desta camada migravam para classes inferiores; após setembro, esse número subiu para 25.

"A crise atingiu os mais ricos e não afetou a ascensão dos mais pobres. É uma crise contra os ricos e pró pobres." Renda O aumento da renda e a diminuição da desigualdade social também foram pouco afetados. A renda média caiu 0,62% de setembro a dezembro, para R$ 662,47, uma queda pequena, se levada em consideração a desaceleração esperada da economia.

Já o índice Gini, que mede a desigualdade de distribuição de renda, recuou 1,07%. "O estudo diz que não tem nenhuma catástrofe", afirmou Neri, que diz ser um "otimista relativo" quanto ao futuro.

Informações de Marcelo Néri (FGV)



Fonte: Destak - 12/02/09

07 fevereiro 2009

Nove coisas que irão definir 2009

Vídeo da Leo Burnett traz as previsões da rede para este ano, como a TV Digital e o fim da verdade absoluta

A Leo Burnett lançou um vídeo nos Estados Unidos voltado para profissionais de planejamento e anunciantes, com as previsões da rede para o ano de 2009. Confira quais são:

1) Novo realismo: a situação econômica irá afetar profundamente o desenvolvimento do contexto cultural. A era especulativa e emotiva está sendo substituída por uma fase mais calcada no social e na criatividade. Com a cultura mais tangível e honesta, teremos que ser mais realistas sobre o que está vindo. Prioridades e decisões de compra serão reconsideradas, sob o ponto de vista do que realmente importa para nós. Estaremos mais abertos para o que traga valores como confiança, segurança, inspirador, conectado, honesto e progressivo;

2) Hiper-realidade: o ritmo das mudanças está acelerando no mundo, com muitos novos desenvolvimentos ocorrendo na velocidade da luz e mudanças no status quo sendo reveladas em tempo real;

3) Economia da confiança: a confiança se tornará um fator crítico para o sucesso das marcas. Em tempos de dureza, buscamos companhias que dividam nossas preocupações, gerenciem a ansiedade e assumam a liderança. Confia-se hoje mais nos supermercados do que nos bancos, por exemplo;

4) Austeridade ecológica: uma nova conjuntura será atingida no futuro do planeta, com a austeridade transformando a questão ambiental em econômica. Produtos que gastam menos energia e que custam mais barato simplesmente não poderão ser atacados;

5) TV Digital: 2009 irá marcar um salto na qualidade de transmissão na televisão da internet. As pessoas têm assistido TV online há algum tempo, mas agora ela será popular;

6) Ligações de marketing: o conteúdo estará livre de um controle central e será negociável por meio de diversas redes. Idéias, logotipos de marcas ou códigos serão as linhas que formam o link entre conteúdos. Veremos, por exemplo, anúncios em ônibus conectando áreas de trabalho de computador com widgets;

7) Geração games: com o ato de jogar games se tornando uma ocupação de massa e com o ambiente econômico pressionando para diversão no lar, seremos parte da Geração Games muito em breve;

8) O fim da verdade absoluta: o que se entende como sabedoria muda a cada dia. Neste ano deverá haver mais opinião contraditória e muitas soluções sendo apresentadas como definitivas. No futuro iremos considerar mais o que é um fato. Será a versão moderna da relação do hipocondríaco com a prescrição médica;

9) Marcas como veículos: marcas são marcos. A maneira pelas quais buscamos nossas necessidades acabam sempre em uma delas. Tudo isso irá mudar. Os dias da marca estática estão chegando ao fim. Elas cada vez mais serão significados e não fins.

Veja abaixo o vídeo (em inglês):


Fonte: Meio&Mensagem - 06/02/09

06 fevereiro 2009

Michael Phelps perde primeiro patrocínio após ser flagrado fumando maconha

Após ser suspenso por três meses pela Federação Americana de Natação, o nadador Michael Phelps perdeu o primeiro patrocínio desde que foi flagrado por uma foto fumando maconha durante uma festa. Nesta quinta-feira, a empresa de cereais Kellogg's anunciou que não vai renovar o contrato com o atleta.

- O comportamento dele não condiz com a imagem da Kellogg's - afirmou a empresa, que estampou o nadador na caixa de seus cereais após o sucesso de Phelps nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde conquistou oito medalhas de ouro.

Um dos agentes de Phelps, Drew Johnson, revelou que o atleta entende as decisões tomadas pela Federação Americana de Natação e pela Kellogg's.

- Ele se sente mal pelo que fez e pretende trabalhar duro para recuperar a confiança de todos - afirmou Johnson, de acordo com a "Sports Illustrated".

Anteriormente, Visa, Speedo e Omega, empresas que também patrocinam Michael Phelps, anunciaram que não vão romper os contratos com o atleta.

Fonte: O Globo - 06/02/09

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O uso de celebridades para endossar produtos sempre implica nesse tipo de risco: a possível má conduta da celebridade. A Kellogg's agiu correta e rapidamente para proteger sua marca. Toda empresa deve ter muito cuidado com o que é associado à sua marca.

02 fevereiro 2009

Perfil do consumidor de luxo no Brasil

O consumidor de produtos e serviços de luxo no Brasil, ao contrário do que acontece em outros países emergentes, não compra marcas caras apenas para se exibir. Para 77%, deles luxo é uma recompensa pessoal e para 71% é puro prazer. Essa é uma das conclusões da pesquisa 'Perfil do consumidor de luxo no Brasil', cujos resultados foram apresentados dia 29/01 pela Ipsos, em São Paulo. Segundo Karen Cavalcanti, coordenadora do estudo, outra característica que distingue os ricaços brasileiros dos demais é a associação do conceito de luxo a serviços como hotéis, viagens e restaurantes sofisticados, o que reforça a idéia de que, em nosso país, luxo não significa apenas ter o que os outros não têm, mas principalmente viver experiências sensoriais diferenciadas.

Para quem tem dinheiro de verdade, charme e sofisticação têm pouca relação com marcas americanas. Esse punhado de gente endinheirada acredita que luxo mesmo é o que vem da Europa. Aliás, os segmentos onde o país de procedência do produto tem mais relevância são os de bebidas alcoólicas, automóveis, relógios e perfumes.

Curiosamente, apesar de toda a pompa e circunstância, os consumidores do luxo no Brasil também têm uma suspeitíssima intimidade com a realidade dos produtos piratas. Mais de 80% dos pesquisados conhecem alguém muito próximo que já comprou réplicas falsificadas de alguma marca de luxo. De acordo com Karen Cavalcanti, 'alguém muito próximo' pode significar parentes, amigos ou até mesmo o próprio entrevistado. Prova de que o jeitinho brasileiro é mesmo democrático e permeia toda a nossa sociedade, sem distinção de credo, raça e classe social.

Fonte: Blue Bus (Luiz Alberto Marinho) - 30/01/09