Arnaldo Rabelo

13 dezembro 2009

Marketing interativo avança sobre mídia tradicional

Um estudo da Forrester Research sobre o mercado americano de marketing interativo confirma e detalha o que já temos acompanhado: o avanço sobre a mídia tradicional. O relatório estima que em 2014 o mercado de marketing interativo movimentará US$ 55 bilhões nos Estados Unidos e representará 21% dos gastos de marketing. As ferramentas mais utilizadas são marketing de busca, anúncios (online), e-mail marketing, mídia social e mobile marketing (em celulares).

Essas mudanças causarão uma diminuição nas verbas de publicidade, fechamento de agências "obsoletas", enfraquecimento de editoras tradicionais e fusões ou aquisições de empresas de mídia online.

Os principais fatores que influenciam hoje o planejamento de marketing interativo são:
  • Condições econômicas precárias: o corte de verbas que a crise causou fortaleceu a busca das ferramentas online, mais baratas e mensuráveis;
  • Aumento da interatividade nos relacionamentos com o consumidor: os consumidores de hoje querem uma experiência com suas marcas preferidas que vai muito além de um comercial de 30 segundos na TV ou um anúncio impresso.
  • Mais empresas usando marketing estrategicamente: gradualmente, o marketing tem conquistado a liderança dentro da administração das empresas, em função de sua conexão próxima com os clientes.
  • Mercado de publicações decrescente: a venda de jornais e revistas tem caído rapidamente, na medida em que mudam os hábitos de mídia do público (curiosamente, as verbas de marketing ainda não acompanham esta realidade);
  • Provas de que o marketing interativo funciona: o uso estratégico das novas mídias tem permitido a comunicação com públicos específicos, com verbas menores e resultados monitorados.
60% dos executivos entrevistados disseram que investirão em marketing interativo cortando verba do marketing tradicional. Os maiores cortes serão em mala-direta (40% dos respondentes), jornais (35%), revistas (28%) e televisão (12%).

As ferramentas online consideradas mais efetivas são, na ordem, mídia social, vídeo online, otimização de sites para mecanismos de busca, mobile marketing, merchandising em mídias sociais, e-mail marketing, links patrocinados, classificados online, anúncios em redes de publicidade online e anúncios em editores de conteúdo online.

A agência inglesa ZenithOptimedia confirma a tendência, divulgando que a publicidade online deverá crescer de 12% a 13% nos próximos 3 anos. As mídias digitais geram maior retorno sobre os investimentos. Em 2009, enquanto os investimentos em publicidade tradicional caíram 10%, na mídia online houve um crescimento de 9,5%. Em 2010, a Ásia e a América do Sul (principalmente China e Brasil) deverão apresentar os maiores índices de crescimento nessa área.

Se as agências não se adaptarem rapidamente às novas formas de informação, comunicação e entretenimento que o público utiliza, estarão fadadas à extinção.

Fontes: Forrester Research e Olhar Digital

12 dezembro 2009

Volkswagen vai às compras

Em uma semana, Volkswagen fica sócia da Porsche e da Suzuki

Em um esforço da Volkswagen para assumir a liderança no mercado de automóveis, a empresa anunciou a compra de 50% das ações da Porsche (dia 7/12) por 3,9 bilhões de euros - cerca de R$ 10 bilhões - e 20% da Suzuki (dia 9/12) por US$ 2,5 bilhões ou R$ 4,38 bilhões. Em época de crise, surgem oportunidades de fusões e aquisições como estas.

Hoje, o grupo Volkswagen ocupa a terceira posição no mercado mundial de automóveis, atrás da GM e da Toyota.

A parceria com a Suzuki tem como principal objetivo expandir as vendas da Volkswagen no mercado asiático, onde a Suzuki tem boa participação.
Há planos para o desenvolvimento de um carro pequeno e barato para a Índia.

Fonte: Webmotors - 10/12/09

Gradiente volta ao mercado

A Gradiente planeja voltar ao mercado no segundo trimestre de 2010. Mas a volta da marca depende ainda de uma negociação com potenciais investidores.

A marca sofreu enorme desgaste ao vender, nos últimos meses antes de encerrar a produção, em 2007, produtos com baixa qualidade e por não providenciar assistência técnica quando eles quebravam.

A empresa terá que trabalhar duro na recuperação de sua imagem e credibilidade.

Fonte: Folha de S. Paulo - 10/12/09

Tiger Woods desgasta sua imagem

Grandes celebridades, incluindo artistas e atletas, costumam ser requisitados pelas empresas para que endossem produtos e marcas. Sua credibilidade é parcialmente transferida aos produtos que recomendam. Assim, todos ganham.

Há problemas quando os produtos não têm a qualidade atribuída a eles ou quando a celebridade que endossa a marca se envolve em algum escândalo. Acabamos ver um exemplo deste último caso esta semana.

Tiger Woods é considerado o maior jogador de golfe do mundo e um dos melhores de todos os tempos. Sempre que joga, é coberto de marcas, dos pés à cabeça. Tiger fatura mais de 100 milhões de dólares por ano endossando marcas. Em 13 anos de carreira, calcula-se que Woods já tenha ultrapassado a marca de 1 bilhão de dólares em prêmios conquistados. Sua imagem pessoal de bom rapaz, dedicado e persistente, é parte importante de sua imagem.

Esta semana, Tiger bateu seu carro enquanto fugia de uma surra de sua mulher, por ter se envolvido com outra. A internet rapidamente propagou o escândalo e sua imagem foi logo prejudicada. Mas o pior foi a forma como ele lidou com a crise. Em vez de explicar o que houve de forma razoável, quis esconder os fatos. Não é a melhor forma de lidar com uma situação dessas.

Resultado: as marcas patrocinadoras estudam encerrar seus contratos. Tiger Woods anunciou nesta sexta, dia 11/12, que está deixando o golfe profissional por tempo indeterminado. Pediu desculpas aos familiares - principalmente à mulher - pela infidelidade.

O público só é fiel a quem é fiel a ele (mantendo a coerência com a imagem que construiu). É uma lição que muitas celebridades ainda precisam aprender...

08 dezembro 2009

Cenário para 2010

A partir de uma pesquisa em várias fontes, montei uma apresentação mostrando o provável cenário econômico para 2010. O resultado é bastante animador. Confira abaixo.

07 dezembro 2009

Varejo pode crescer até 10% em 2010

Dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) indicam que, em uma previsão "otimista" para 2010, as vendas do varejo no Brasil poderão ter crescimento real de 10% no próximo ano em relação a 2009. Na previsão "realista", o crescimento será de 8%.

Segundo a Fecomercio, as expectativas para aumento do PIB estão entre 4,5% e 5%, o que garantirá "a manutenção do consumo e a retomada do crescimento mais robusto do volume do crédito".

Pelas estimativas da instituição, os segmentos que devem puxar as vendas deste Natal são eletrodomésticos e eletroeletrônicos (27%), lojas de departamentos (19%) e farmácias e perfumarias (18%).

Fonte: O Estado de S. Paulo - 07/12/09

06 dezembro 2009

Marcas usam "realidade aumentada"

Um recurso recente do celular iPhone, da Apple, é a chamada "realidade aumentada" (augmented reality). O software inclui informações em tempo real sobre a imagem filmada pelo celular.

Um exemplo de como as marcas podem utilizar esse recurso é mostrado no vídeo abaixo (em inglês), demonstrando um aplicativo da Stella Artois.


Neste caso, é um guia de bares que servem esta marca de cerveja, com outras informações úteis. A conveniência e a utilidade são os pontos-chave deste aplicativo.

05 dezembro 2009

Pão de Açucar compra Casas Bahia

Embora o noticiário tenha divulgado a compra das Casas Bahia pelo grupo Pão de Açúcar, o negócio parece mais uma fusão do Extra Eletro e do Ponto Frio (do Pão de Açúcar) com as Casas Bahia, mantendo o nome deste último (o que precisa ser confirmado).

O objetivo não é concorrer no mercado de supermercados, mas no mercado de eletroeletrônicos e móveis. O novo negócio será 6 vezes maior que o Magazine Luiza.

Além disso, aumenta a participação do grupo Pão de Açúcar no mercado de baixa renda, o qual tem apresentado forte crescimento de consumo no Brasil.

O mercado já apresentava movimentações que poderiam prejudicar o Grupo Pão de Açúcar. A rede Insinuante, que é muito forte no Nordeste, já havia mostrado interesse na compra do Ponto Frio, depois que este já pertencia ao Pão de Açúcar. Esta mesma rede também avaliava uma associação com as Casas Bahia. Enquanto os maiores varejistas brigam no Sudeste, a região Nordeste tem despontado como a que mais cresce em consumo. A classe C é a grande responsável por isso. O Grupo Pão de Açúcar é mais forte entre as classes A e B. O negócio com as Casas Bahia foi uma saída para a consolidação no varejo.

Todo mercado, quando amadurece, tende a se concentrar e se aproximar de um oligopólio, fazendo com que as 4 maiores empresas do setor representem mais de 40% do mercado. No Brasil, isso já acontece nos setores de carne, cerveja, cosméticos, bancos e outros.

Para as empresas menores (e para os fornecedores do setor), o desafio será grande. Uma das saídas é a especialização em nichos específicos.

Fontes: O Estado de S. Paulo - 05/12/09 / Valor - 07/12/09

04 dezembro 2009

Coincidências...

A Multiplus Fidelidade está veiculando um comercial muito interessante, onde há um mecanismo que executa uma percussão.


No entanto, um vídeo anterior mostra uma idéia bem semelhante:


Será coincidência criativa?

02 dezembro 2009

Confiança do consumidor é a maior desde maio de 2008

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) aumentou 1,5% de outubro para novembro, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Depois de uma “acomodação”, verificada no terceiro trimestre de 2009, esta é a segunda alta consecutiva do indicador, que passou de 113,7 para 115,4 pontos, o maior nível desde maio de 2008.

De acordo com a pesquisa, o resultado foi puxado pelo item que mede a intenção dos consumidores de comprar bens duráveis.

“O resultado reflete um consumidor satisfeito com a situação atual da economia e das finanças familiares e moderadamente otimista quanto à evolução da economia nos próximos meses”, revela o documento.

Veja a notícia completa aqui.

Fonte: Agência Brasil - 25/11/09

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Há outras notícias sobre a recuperação da economia brasileira e sobre a previsão de crescimento para o ano que vem (o PIB deve crescer cerca de 5%). As empresas devem se preparar para aproveitar essa nova fase pós-crise.