O grupo catarinense AMC Têxtil, dono da Colcci, comprou as quatro grifes de Tufi Duek, que compõem o grupo TF (Forum, Forum Tufi Duek, Tufi Duek e Triton). O anúncio foi feito nesta terça-feira (18 de março) em uma coletiva de imprensa em São Paulo com a participação de Alexandre Menegotti, sócio do AMC, e de Tufi. O valor do negócio não foi divulgado, mas de acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo" girou em torno de R$ 250 milhões. A transação foi concluída após sete meses de negociação. Tufi continua na direção criativa das marcas, sob um contrato inicial de três anos, que poderá ser automaticamente renovado por tempo indeterminado. Além disso, o estilista também vai receber participação nas vendas das marcas Tufi Duek e Forum Tufi Duek até 2025.
Além da Colcci, o grupo AMC detém as marcas Sommer, Carmelitas, licenciamento da Coca-Cola Clothing e as Malhas Menegotti. Com a compra do grupo TF, o AMC torna-se o maior conglomerado de moda do país. Ano passado, eles faturaram mais de R$ 500 milhões.
A AMC tem planos para o grupo TF de abrir mais seis lojas este ano e de expandir as marcas no mercado internacional. Menegotti afirmou também que as marcas de Tufi tiveram uma faturamento de R$ 225 milhões líquidos em 2007. O empresário aproveitou também para falar sobre a construção, já em andamento, de um novo prédio na cidade de Itajaí (SC), que terá investimento de R$ 25 milhões, para onde vai transferir a sede do grupo AMC, concentrada atualmente em Brusque (SC).
A aquisição de grifes de moda por conglomerados é cada vez mais freqüente no Brasil. Em janeiro, a holding I'M (Identidade Moda), anunciou a compra das marcas de Alexandre Herchcovitch, Fause Haten, Cúmplice e a parte financeira da Clube Chocolate. No início deste mês, porém, a Cúmplice rompeu as negociações. A divulgação das aquisições em janeiro teria sido precipitada e ocorreu quando os contratos ainda não estavam assinados. A I'M afirmou, na ocasião do rompimento com a Cúmplice, que as negociações com as grifes de Herchcovitch e Clube Chocolate foram mantidas, e que o contrato com o estilista Fause Haten está assinado.
Fonte: O Globo - 18/03/08
Arnaldo Rabelo
19 março 2008
17 março 2008
Sodexho Alliance passa a ser Sodexo
A Sodexho Alliance passa a ser Sodexo, e uma identidade visual mais contemporânea e dinâmica será implementada em mais de 29 mil locais no mundo inteiro onde o Grupo opera, baseado num plano de ação com duração de três anos.
O Grupo renova e revitaliza sua marca para fortalecer a estratégia mundial, apoiando o reposicionamento de uma empresa de serviços no setor de alimentação para uma companhia de serviços.
‘A evolução da marca é um grande passo para a nossa empresa, projetada para tornar a Sodexo um ponto de referência, aumentando a sua visibilidade e ajudando o nosso crescimento e progresso diante da visão compartilhada de ser a maior companhia de terceirização de serviços de Qualidade de Vida’, afirma Michel Landel, CEO da Sodexo.
Três grandes mudanças fazem parte da evolução da marca. A expressão “Alliance” foi removida da denominação legal da empresa para acelerar a estratégia no sentido de uma marca única em todas as operações, segmentos e países em que a Companhia atua.
A letra “h” foi destituída do nome para apoiar o reposicionamento do Grupo no sentido de uma empresa de Serviços. O “h”, freqüentemente associado aos negócios de hotelaria, especialmente na Europa, sai de cena e fortalece uma imagem que traduz o desenvolvimento acelerado do Grupo na área de Gestão de Serviços Integrados.
Além de aumentar a abrangência e o escopo da marca, o nome simplificado e dinâmico é mais fácil de ser pronunciado e soletrado em todo o mundo.
O logotipo foi modernizado e a tipografia ficou mais simples e compacta. As cinco estrelas, que durante muito tempo fizeram parte da identidade visual da Empresa, foram transformadas em uma.
Além disso, a barra da letra “x”, feita em curva, representa um sorriso – imagem simbólica que busca traduzir a dedicação dispensada diariamente pelas equipes da Sodexo para ‘fazer de cada dia um dia melhor’.
Fonte: PublicidAd - 14/03/08
O Grupo renova e revitaliza sua marca para fortalecer a estratégia mundial, apoiando o reposicionamento de uma empresa de serviços no setor de alimentação para uma companhia de serviços.‘A evolução da marca é um grande passo para a nossa empresa, projetada para tornar a Sodexo um ponto de referência, aumentando a sua visibilidade e ajudando o nosso crescimento e progresso diante da visão compartilhada de ser a maior companhia de terceirização de serviços de Qualidade de Vida’, afirma Michel Landel, CEO da Sodexo.
Três grandes mudanças fazem parte da evolução da marca. A expressão “Alliance” foi removida da denominação legal da empresa para acelerar a estratégia no sentido de uma marca única em todas as operações, segmentos e países em que a Companhia atua.
A letra “h” foi destituída do nome para apoiar o reposicionamento do Grupo no sentido de uma empresa de Serviços. O “h”, freqüentemente associado aos negócios de hotelaria, especialmente na Europa, sai de cena e fortalece uma imagem que traduz o desenvolvimento acelerado do Grupo na área de Gestão de Serviços Integrados.
Além de aumentar a abrangência e o escopo da marca, o nome simplificado e dinâmico é mais fácil de ser pronunciado e soletrado em todo o mundo.
O logotipo foi modernizado e a tipografia ficou mais simples e compacta. As cinco estrelas, que durante muito tempo fizeram parte da identidade visual da Empresa, foram transformadas em uma.
Além disso, a barra da letra “x”, feita em curva, representa um sorriso – imagem simbólica que busca traduzir a dedicação dispensada diariamente pelas equipes da Sodexo para ‘fazer de cada dia um dia melhor’.
Fonte: PublicidAd - 14/03/08
04 março 2008
Votorantim muda logomarca
Sutil redesenho feito pela Interbrand Brasil comemora os 90 anos de história da empresa
Mudanças nas logomarcas de grandes empresas costumam ser sutis quando não se quer correr o risco de abalar a credibilidade conquistada durante muitos anos de mercado. É o caso do Grupo Votorantim, que na semana passada apresentou aos seus funcionários o redesenho de sua marca, desenvolvido pela Interbrand Brasil.

Com isso, a companhia deu início às comemorações dos seus 90 anos de história. Nascido como Grupo Industrial Ermírio de Moraes, em 1918, a companhia adotou a denominação de Grupo Votorantim em 1972. Desde então, essa é a segunda mudança em sua logomarca, que já havia sido alterada em 2001.
"Esse é um passo alinhado com o perfil, os valores e o posicionamento de um grupo em constante evolução", frisa Carlos Ermírio de Moraes, presidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações.
Segundo Beto Guimarães de Almeida, diretor de criação da Interbrand Brasil, o trabalho de sua empresa objetivou deixar ainda mais clara a identidade da Votorantim, além de dar maior destaque ao ícone da marca, representado pela letra "V" estilizada. "O reflexo de luz e um tom de azul mais vivo também fazem com que o conjunto fique mais harmônico e contemporâneo", detalha.
O projeto da Interbrand Brasil contempla ainda novas diretrizes de exposição da marca Votorantim, através da adoção de manuais de padrão visual. A intenção é unificar sua utilização na comunicação de todas as empresas do grupo e em todos os 13 países nos quais a companhia brasileira está presente.
O Grupo Votorantim emprega cerca de 60 mil profissionais e mantém unidades industriais nas áreas de cimento e concreto, mineração e metalurgia, celulose e papel, suco de laranja concentrado, especialidades químicas e autogeração e distribuição de energia elétrica.
Fonte: Meio & Mensagem - 03/03/08
Mudanças nas logomarcas de grandes empresas costumam ser sutis quando não se quer correr o risco de abalar a credibilidade conquistada durante muitos anos de mercado. É o caso do Grupo Votorantim, que na semana passada apresentou aos seus funcionários o redesenho de sua marca, desenvolvido pela Interbrand Brasil.

Com isso, a companhia deu início às comemorações dos seus 90 anos de história. Nascido como Grupo Industrial Ermírio de Moraes, em 1918, a companhia adotou a denominação de Grupo Votorantim em 1972. Desde então, essa é a segunda mudança em sua logomarca, que já havia sido alterada em 2001.
"Esse é um passo alinhado com o perfil, os valores e o posicionamento de um grupo em constante evolução", frisa Carlos Ermírio de Moraes, presidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações.
Segundo Beto Guimarães de Almeida, diretor de criação da Interbrand Brasil, o trabalho de sua empresa objetivou deixar ainda mais clara a identidade da Votorantim, além de dar maior destaque ao ícone da marca, representado pela letra "V" estilizada. "O reflexo de luz e um tom de azul mais vivo também fazem com que o conjunto fique mais harmônico e contemporâneo", detalha.
O projeto da Interbrand Brasil contempla ainda novas diretrizes de exposição da marca Votorantim, através da adoção de manuais de padrão visual. A intenção é unificar sua utilização na comunicação de todas as empresas do grupo e em todos os 13 países nos quais a companhia brasileira está presente.
O Grupo Votorantim emprega cerca de 60 mil profissionais e mantém unidades industriais nas áreas de cimento e concreto, mineração e metalurgia, celulose e papel, suco de laranja concentrado, especialidades químicas e autogeração e distribuição de energia elétrica.
Fonte: Meio & Mensagem - 03/03/08
03 março 2008
Internet cria a economia do gratuito
Para o autor do livro A Cauda Longa, é cada vez mais forte a tendência de se oferecer produtos e serviços de graça
A Lei de Moore, que recebeu esse nome em homenagem a um dos fundadores da Intel, diz que o preço do poder de processamento cai pela metade a cada 18 meses. Os preços do armazenamento de dados e da conectividade caem ainda mais rápido. Essa tendência ao zero dos custos de infra-estrutura permite que os produtos digitais sejam oferecidos de graça. "Tudo o que faz parte da economia da internet é grátis", afirmou, por telefone, Chris Anderson, editor-chefe da revista americana Wired e autor do best-seller A Cauda Longa. "Nunca havia acontecido de toda uma economia ser construída em torno do conceito de gratuito."
Em A Cauda Longa, ele mostrou como a internet permitiu que o mercado passasse da massificação para a personalização. Ele escreve agora um novo livro, que se chamará Free (Grátis), e deve ser lançado no começo do ano que vem. Ele escreveu sobre o assunto na Wired de março e o texto está disponível no site da revista desde ontem. A seguir, trechos da entrevista.
Existe alguma coisa que, na sua opinião, nunca será oferecida de graça?
A maioria das coisas. Basicamente, existem duas maneiras principais de se oferecer coisas de graça. É possível fazer um gratuito falso, com subsídios cruzados. Qualquer coisa pode ser falsamente gratuita, mas não gratuita de verdade. E existem os produtos digitais, que podem realmente ser grátis. Então, tudo o que não pode ser transformado num produto digital, pode ser só falsamente grátis.
Temos visto muitos produtos sendo vendidos como serviços, como celulares dados pelas operadoras na assinatura de contratos. As pessoas serão capazes de pagar todas as mensalidades criadas por essa tendência?
Eu não sei. Existe diferença entre um pagamento único e pagamentos graduais. É como comprar um carro ou alugá-lo. Acho que haverá uma migração crescente do dinheiro do começo da decisão de comprar alguma coisa para um pagamento em andamento. É preciso fazer as contas na cabeça para saber se compensa. Não sei sobre você, mas minhas assinaturas mensais estão realmente subindo, chegando a US$ 300, US$ 400 por mês. Sozinhas, não são muito grandes, mas juntas se transformam em bastante dinheiro. Acho que existem limites, e haverá uma retração do modelo de assinaturas, se houver exagero.
Ao mesmo tempo, existem vários serviços sendo vendidos como conteúdo, com receitas de publicidade. Existe mercado publicitário suficiente para todos que estão tentando isso?
Não. É importante notar que a publicidade não vai pagar por tudo. Haverá mais dólares de publicidade na internet do que existe hoje e, possivelmente, mais dólares de publicidade em todos os meios, porque a publicidade na web abre espaço para novos anunciantes e novas formas de anúncio. Dessa forma, acho que o bolo total vai crescer. Mas ele não vai crescer instantaneamente e não acredito que a publicidade irá patrocinar toda a economia do grátis. Um dos grandes enganos sobre a economia do gratuito é que ela será toda sustentada por publicidade.
Quem está mais apto a sobreviver nesse ambiente?
A resposta imediata é o Google.
E quais são os melhores modelos de negócio para este ambiente?
Não haverá apenas um vencedor. Estamos somente no começo da economia do grátis. No nosso web site, temos uma lista de modelos de negócio. Hoje, são cerca de 20 e há provavelmente 2 mil. Não tenho uma resposta sobre quem vai viver. Provavelmente não será uma entidade única.
Hoje nós pagamos para ter uma versão impressa da Wired.
Não este mês. (Há uma promoção no site para distribuição de exemplares gratuitos para leitores americanos.)
O senhor acredita que existe uma tendência de as revistas se tornarem gratuitas?
As revistas já são virtualmente grátis. Na versão impressa da revista, nós cobramos um montante muito pequeno, que não tem ligação com o que realmente nos custa produzi-la. Nós cobramos porque é uma maneira de garantir que os assinantes estão interessados no produto, o que nos permite cobrar mais dos anunciantes.
Esse é o modelo tradicional para revistas e jornais. O senhor não vê nenhuma grande mudança nessa área?
Não. No lugar de o gratuito desafiar o modelo de mídia, o gratuito abraça o modelo da mídia. Vários outros setores vão adotar o modelo da mídia.
E a mídia vai perder espaço nesse cenário?
A partir do momento em que existe cada vez mais competição pelos dólares de publicidade, e a mídia não é a única que vai consegui-los, acho que a mídia vai perder participação de mercado. Mas o mercado publicitário vai crescer e, dessa forma, não será uma perda absoluta.
Por que o senhor resolver escrever Free depois de A Cauda Longa?
A idéia veio de um dos capítulos de A Cauda Longa, sobre a economia da abundância. Estava pensando que a cauda longa (oferta na internet de produtos que interessam a poucos consumidores) foi permitida pelo espaço infinito e gratuito de prateleira. Quando as coisas são gratuitas, você pode desperdiçá-las, e existe muito mais variedade de produtos disponível hoje. Pensei mais sobre espaço gratuito de prateleira e desperdício de espaço de prateleira e percebi que tudo o que está em volta da economia da internet é gratuito. E isso é surpreendente. Nunca havia acontecido de toda uma economia ser construída em torno do gratuito. Resolvi mostrar como as pessoas fazem dinheiro e quais são as implicações disso. Isso levou para ao livro e ao artigo.
Quanto vai custar o livro novo?
Será de graça em todos os formatos digitais. O livro eletrônico, o audiolivro e o livro na web serão gratuitos. Talvez um dos formatos físicos venha a ser grátis também. Haverá uma versão para ser comprada, se quiser. Mas, se quiser de graça, terá de graça.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 26/02/2008
A Lei de Moore, que recebeu esse nome em homenagem a um dos fundadores da Intel, diz que o preço do poder de processamento cai pela metade a cada 18 meses. Os preços do armazenamento de dados e da conectividade caem ainda mais rápido. Essa tendência ao zero dos custos de infra-estrutura permite que os produtos digitais sejam oferecidos de graça. "Tudo o que faz parte da economia da internet é grátis", afirmou, por telefone, Chris Anderson, editor-chefe da revista americana Wired e autor do best-seller A Cauda Longa. "Nunca havia acontecido de toda uma economia ser construída em torno do conceito de gratuito."
Em A Cauda Longa, ele mostrou como a internet permitiu que o mercado passasse da massificação para a personalização. Ele escreve agora um novo livro, que se chamará Free (Grátis), e deve ser lançado no começo do ano que vem. Ele escreveu sobre o assunto na Wired de março e o texto está disponível no site da revista desde ontem. A seguir, trechos da entrevista.
Existe alguma coisa que, na sua opinião, nunca será oferecida de graça?
A maioria das coisas. Basicamente, existem duas maneiras principais de se oferecer coisas de graça. É possível fazer um gratuito falso, com subsídios cruzados. Qualquer coisa pode ser falsamente gratuita, mas não gratuita de verdade. E existem os produtos digitais, que podem realmente ser grátis. Então, tudo o que não pode ser transformado num produto digital, pode ser só falsamente grátis.
Temos visto muitos produtos sendo vendidos como serviços, como celulares dados pelas operadoras na assinatura de contratos. As pessoas serão capazes de pagar todas as mensalidades criadas por essa tendência?
Eu não sei. Existe diferença entre um pagamento único e pagamentos graduais. É como comprar um carro ou alugá-lo. Acho que haverá uma migração crescente do dinheiro do começo da decisão de comprar alguma coisa para um pagamento em andamento. É preciso fazer as contas na cabeça para saber se compensa. Não sei sobre você, mas minhas assinaturas mensais estão realmente subindo, chegando a US$ 300, US$ 400 por mês. Sozinhas, não são muito grandes, mas juntas se transformam em bastante dinheiro. Acho que existem limites, e haverá uma retração do modelo de assinaturas, se houver exagero.
Ao mesmo tempo, existem vários serviços sendo vendidos como conteúdo, com receitas de publicidade. Existe mercado publicitário suficiente para todos que estão tentando isso?
Não. É importante notar que a publicidade não vai pagar por tudo. Haverá mais dólares de publicidade na internet do que existe hoje e, possivelmente, mais dólares de publicidade em todos os meios, porque a publicidade na web abre espaço para novos anunciantes e novas formas de anúncio. Dessa forma, acho que o bolo total vai crescer. Mas ele não vai crescer instantaneamente e não acredito que a publicidade irá patrocinar toda a economia do grátis. Um dos grandes enganos sobre a economia do gratuito é que ela será toda sustentada por publicidade.
Quem está mais apto a sobreviver nesse ambiente?
A resposta imediata é o Google.
E quais são os melhores modelos de negócio para este ambiente?
Não haverá apenas um vencedor. Estamos somente no começo da economia do grátis. No nosso web site, temos uma lista de modelos de negócio. Hoje, são cerca de 20 e há provavelmente 2 mil. Não tenho uma resposta sobre quem vai viver. Provavelmente não será uma entidade única.
Hoje nós pagamos para ter uma versão impressa da Wired.
Não este mês. (Há uma promoção no site para distribuição de exemplares gratuitos para leitores americanos.)
O senhor acredita que existe uma tendência de as revistas se tornarem gratuitas?
As revistas já são virtualmente grátis. Na versão impressa da revista, nós cobramos um montante muito pequeno, que não tem ligação com o que realmente nos custa produzi-la. Nós cobramos porque é uma maneira de garantir que os assinantes estão interessados no produto, o que nos permite cobrar mais dos anunciantes.
Esse é o modelo tradicional para revistas e jornais. O senhor não vê nenhuma grande mudança nessa área?
Não. No lugar de o gratuito desafiar o modelo de mídia, o gratuito abraça o modelo da mídia. Vários outros setores vão adotar o modelo da mídia.
E a mídia vai perder espaço nesse cenário?
A partir do momento em que existe cada vez mais competição pelos dólares de publicidade, e a mídia não é a única que vai consegui-los, acho que a mídia vai perder participação de mercado. Mas o mercado publicitário vai crescer e, dessa forma, não será uma perda absoluta.
Por que o senhor resolver escrever Free depois de A Cauda Longa?
A idéia veio de um dos capítulos de A Cauda Longa, sobre a economia da abundância. Estava pensando que a cauda longa (oferta na internet de produtos que interessam a poucos consumidores) foi permitida pelo espaço infinito e gratuito de prateleira. Quando as coisas são gratuitas, você pode desperdiçá-las, e existe muito mais variedade de produtos disponível hoje. Pensei mais sobre espaço gratuito de prateleira e desperdício de espaço de prateleira e percebi que tudo o que está em volta da economia da internet é gratuito. E isso é surpreendente. Nunca havia acontecido de toda uma economia ser construída em torno do gratuito. Resolvi mostrar como as pessoas fazem dinheiro e quais são as implicações disso. Isso levou para ao livro e ao artigo.
Quanto vai custar o livro novo?
Será de graça em todos os formatos digitais. O livro eletrônico, o audiolivro e o livro na web serão gratuitos. Talvez um dos formatos físicos venha a ser grátis também. Haverá uma versão para ser comprada, se quiser. Mas, se quiser de graça, terá de graça.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 26/02/2008
02 março 2008
Agências tradicionais não dominam mídia social
Os clientes estão começando a dar maior atenção à mídia social (blogs, redes sociais, sites de compartilhamento de vídeo...), mas as agências tradicionais de publicidade ainda não dominam as ferramentas apropriadas para ajudar seus clientes a terem sucesso nessa área. É o que mostra uma pesquisa recente da TNS/Cymfony, feita com executivos de marketing dos Estados Unidos, França e Reino Unido.
Um fator identificado pela pesquisa é que o modelo atual de remuneração das agências enfatiza a mídia convencional. A Forrester Reasearch publicou um relatório (disponível em inglês para compra) em janeiro mostrando que as agências de publicidade não estão estruturadas para atuar de forma adequada em mídias não massificadas. Por outro lado, os consumidores confiam cada vez menos nas mensagens publicitárias. Preferem confiar na indicação de amigos e outras pessoas com as quais se relacionam através de comunidades (virtuais ou não). A tecnologia tem facilitado cada vez mais ao público fugir dos tradicionais comerciais.
Para se adaptar à tendência, as agências deverão cada vez mais mudar seus processos e passar a desenvolver conexões com os consumidores ao invés de apenas criar mensagens, passar a atrair clientes para suas interações ao invés de enviar peças publicitárias, passar a facilitar diálogos ao invés de orquestrar campanhas. Deverão começar se conectando com comunidades de consumidores e eventualmente se tornar parte fundamental delas.
Fonte: AdWeek
Um fator identificado pela pesquisa é que o modelo atual de remuneração das agências enfatiza a mídia convencional. A Forrester Reasearch publicou um relatório (disponível em inglês para compra) em janeiro mostrando que as agências de publicidade não estão estruturadas para atuar de forma adequada em mídias não massificadas. Por outro lado, os consumidores confiam cada vez menos nas mensagens publicitárias. Preferem confiar na indicação de amigos e outras pessoas com as quais se relacionam através de comunidades (virtuais ou não). A tecnologia tem facilitado cada vez mais ao público fugir dos tradicionais comerciais.
Para se adaptar à tendência, as agências deverão cada vez mais mudar seus processos e passar a desenvolver conexões com os consumidores ao invés de apenas criar mensagens, passar a atrair clientes para suas interações ao invés de enviar peças publicitárias, passar a facilitar diálogos ao invés de orquestrar campanhas. Deverão começar se conectando com comunidades de consumidores e eventualmente se tornar parte fundamental delas.
Fonte: AdWeek
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