Arnaldo Rabelo

31 janeiro 2008

Empresas são multadas por maquiar produtos

As empresas Marilan Alimentos, Pepsico do Brasil e Nestlé do Brasil foram multadas no dia 9 de janeiro pelo Ministério da Justiça por terem reduzido as quantidades de vários produtos que comercializam sem aviso prévio aos consumidores. A punição à prática, conhecida como maquiagem de produtos, está prevista no Código de Defesa do Consumidor.

As multas são conseqüência dos processos instaurados pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.

A Pepsico terá que pagar R$ 472.930,00 pela redução da quantidade do salgadinho “Agito”, que passou de 70 para 50 gramas.

A Nestlé reduziu as quantidades de vários biscoitos, chocolates em barra e alimentos infantis, sendo condenada a pagar uma multa de R$ 394.108,00.

A Marilan terá que pagar uma multa de R$ 354.700,00 devido à redução da embalagem do biscoito “Pit Stop” de 240 para 180 gramas.

As empresas ainda podem apresentar um último recurso questionando a decisão à Secretaria de Direito Econômico (SDE), a qual o DPDC é vinculado.

Fonte: Site do Ministério da Justiça - 09/01/08

Google lança publicidade do YouTube no Brasil

Site de vídeos começa venda de espaços para anunciantes se comunicarem com seus consumidores

Acessada por cerca de oito milhões de usuários únicos todos os meses, a versão brasileira do YouTube - consagrado site de vídeos adquirido pelo Google em outubro de 2006 - está pronta para se estabelecer como plataforma de publicidade para anunciantes interessados em estreitar o relacionamento com seus consumidores. "O YouTube é o nono site mais visto no Brasil e conta com um número de espectadores igual ao que hoje possuem os canais de televisão por assinatura. Levando em conta que os usuários passam, em média, 18 minutos conectados ao endereço, este é um ótimo espaço de comunicação para as marcas", diz Alexandre Hohagen, presidente do Google Brasil.

Anunciados oficialmente na manhã desta quarta-feira, 30, os formatos disponíveis no País vão desde a inserção de banners e vídeos na página oficial do site até a criação de um Brand Channel, uma espécie de hotsite das marcas onde é possível customizar a página e atualizar conteúdos relevantes aos internautas. "Por ser um site onde as pessoas se conectam em comunidades, o YouTube é praticamente um vício não apenas para os jovens, mas também para um público mais maduro que cresce cada vez mais dentro da rede", comentou Crid Yu, diretor de vendas para novas mídias para a região da Ásia Pacífico. Com preço inicial de R$ 50 mil, os anunciantes contratam todas as etapas de inserções com direcionamento de mídia - banners, link patrocinado, brand channel. "Não vendemos os produtos avulsos justamente para garantir o retorno possível e esperado", diz Kika Oncken, gerente de vendas do Google Brasil.

Segundo Matthew Liu, gerente de produtos do YouTube, o segredo para fazer uma campanha eficiente nas páginas do YouTube é escolher imagens visualmente agradáveis aos usuários, não deixar as peças parecerem muito comerciais, focar no contexto de entretenimento e interatividade, usar a plataforma como espaço de discussões democráticas e, acima de tudo, manter a autenticidade sem enganar os usuários. "No caso dos canais criados pelas marcas é necessário que haja uma atualização constante e união a outras mídias como a impressa para atrair os consumidores ao seu produto", afirma. "Também geramos relatórios e permitimos o controle total por parte dos anunciantes e agências para que consigam alterar algum ponto da estratégia caso algo não esteja dando o resultado esperado", completa Liu. Até o final do ano, os brasileiros também poderão contar com a ferramenta de concurso, onde usuários postam seus vídeos para avaliação de acordo com as propostas dos anunciantes.

Fonte: Meio & Mensagem - 30/01/08

São Paulo Alpargatas briga na Justiça por nome de domínio

Os conflitos judiciais envolvendo disputas por nomes de domínio na internet estão cada vez mais acirrados. Desta vez, a empresa São Paulo Alpargatas, uma das maiores fabricantes de calçados do país, obteve uma vitória no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) envolvendo sua marca de rede de lojas de fábrica, chamada Meggashop. A Justiça determinou que uma empresa de comércio eletrônico que utilizava a expressão "megashop" em seu endereço na internet - diferenciando-se do nome da marca da Alpargatas por apenas uma letra - se abstivesse do uso do domínio, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A decisão é liminar e dela ainda cabe recurso.

Em casos que envolvem a violação entre marcas e domínios, as decisões da Justiça levam em consideração não apenas o direito de exclusividade do uso da marca, abrangido pela Lei nº 9.279, de 1996 - a Lei de Propriedade Industrial. Os juízes costumam também analisar as determinações do Comitê Gestor da Internet no Brasil. O comitê estabeleceu, por meio da Resolução nº 2, de 2005, que somente será permitido o registro de um novo domínio de mesmo nome quando não houver equivalência a um domínio pré-existente. Além disso, o domínio não pode violar o direito de terceiros e nem induzir outros ao erro.

Foi justamente a argumentação da Alpargatas na ação ajuizada na 6ª Vara Cível do Fórum de Santo Amaro, em São Paulo. A companhia pedia que a empresa Megashop, que vendia eletrodomésticos pela internet, deixasse de utilizar o nome de domínio "megashop" devido à semelhança com a marca Meggashop. A Justiça de primeira instância negou o pedido de liminar e a Alpargatas recorreu ao TJSP, que a concedeu. O mérito do caso ainda não foi julgado em nenhuma instância judicial e a empresa Megashop ainda não apresentou recurso. Segundo o advogado Eduardo Ribeiro Augusto, do escritório De Vivo, Whitaker e Castro Advogados, que defende a Alpargatas, apesar de tratarem-se de diferentes atividades comerciais, o Comitê Gestor da Internet divide as categorias pelas terminações - por exemplo, ".com" e ".gov" - e, neste caso, elas eram iguais.

Para o advogado Gilberto Martins de Almeida, especialista em direito de informática do escritório Martins de Almeida Advogados, a variedade cada vez maior de produtos está fazendo com que a necessidade de domínios na internet aumente, o que reflete no crescimento de disputas judiciais. "Atuamos cada vez mais em casos de colidência de nomes de sites", diz.

Fonte: Valor Econômico - 30/01/08

Conheça as empresas que mais investem em inovação no mundo

A consultoria Booz Allen Hamilton acaba de lançar seu relatório anual sobre as empresas mais inovadoras do planeta. Saiba quem são e quanto gastam em pesquisa e desenvolvimento:

Fonte: Época - 30/01/08 (reproduzido pela Assintecal)

25 janeiro 2008

Marcas de moda brasileira brilham, mas não vendem

Saiu uma interessante matéria na revista Exame (24/01/08) mostrando que as importantes marcas de moda brasileira que foram compradas recentemente por grupos de investimentos (como a Zoomp, Ellus e Alexandre Herchcovitch) não tiveram como atrativo os excepcionais resultados de negócio. O que interessou aos investidores foi o fato de serem marcas fortes que passavam por dificuldades.

Os investidores deixam os estilistas cuidando exclusivamente das coleções e fortalecem a empresa com ganho de escala, investimento de capital e gestão profissionalizada. Os desafios administrativos são muitos: lidar com o ego dos estilistas, competição com produtos piratas, grande informalidade do varejo de moda brasileiro (sonegação fiscal), instabilidade das vendas... Mas o interesse é preparar as empresas para abertura de capital na Bolsa de Valores.

Esses grupos também buscam administrar um conjunto de marcas que atinjam nichos complementares.

Veja a matéria completa aqui.

Estratégia da Arezzo S.A. é ter um grupo de marcas complementares

No final de 2007, vimos que 25% da Arezzo S.A., holding que agora engloba as marcas de calçados e acessórios Arezzo e Schutz, foram vendidos ao fundo de investimento Tarpon All Equities, da gestora de recursos Tarpon.

Uma matéria do Valor Econômico mostra a estratégia de expansão das marcas. Veja abaixo:
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Alexandre Birman, que até agora era dono da Schutz, será o responsável pela internacionalização da nova Arezzo. No dia em que foi sacramentado o negócio com a Tarpon, havia acabado de chegar da China, onde a Arezzo pretende abrir 300 lojas até 2016. Para a empreitada, associou-se ao grupo chinês Prime Success, que além das marcas próprias representa na China a Adidas. A princípio, os sapatos serão exportados.

"Podemos estar meio na contramão do câmbio, mas nossa filosofia não é fazer parte do lugar comum. Queremos superar essa questão com o design", diz Anderson Birman, fundador da Arezzo e pai de Alexandre. Ele admite que o real valorizado pode ser ruim para as exportações, mas é bom para investimentos de empresas brasileiras no exterior. E a internacionalização é um dos principais focos da Arezzo. Nos próximos cinco anos a empresa pretende ter no exterior o mesmo número de lojas do Brasil. Hoje, a Arezzo tem lojas na Venezuela, Uruguai, Paraguai e Portugal. No primeiro semestre de 2008 a posição na América do Sul será consolidada com a abertura de pontos de venda na Argentina e no Chile. A estratégia para a Schutz é diferente. A marca é vendida em lojas multimarcas em 50 países.

Apesar da união da Arezzo e da Schutz na Arezzo SA, as duas marcas serão trabalhadas como negócios separados e um dos objetivos da associação é ter ganhos de sinergia nas cadeias de suprimento, desenvolvimento, produção e logística. A fábrica própria da Schutz, por exemplo, localizada em Campo Bom (RS), passa a atender o grupo. A Schutz terá como foco sapatos na faixa média de preço de R$ 250. A Arezzo, de R$ 150.

Embora fossem controladas por pai e filho, Arezzo e Schutz eram até agora negócios totalmente separados. Alexandre começou a trabalhar com calçados aos 15 anos e aos 18 resolveu ter seu próprio negócio. "Aprendi muito desde então, levei muita cabeçada. Mas se tivesse ficado com meu pai, talvez tivesse agregado muito menos ao faturamento do grupo do que agora agrego com a Schutz", diz Alexandre, o primogênito dos quatro filhos de Anderson - os outros são Patrícia, de 24 anos (que já trabalha na Arezzo), Allan, de nove anos, e André, de quatro meses.

A Arezzo tem vendas anuais de R$ 220 milhões. A Schutz, de R$ 120 milhões. Juntas, formam um grupo com faturamento bruto de R$ 341,6 milhões e vendas de 4,4 milhões de pares de sapatos. O tamanho da Schutz garantirá a Alexandre uma participação de cerca de 28% na Albir SA, holding da família Birman que permanecerá com 75% da Arezzo SA. A Tarpon pagou R$ 76,32 milhões pelos outros 25%. Parte do investimento da gestora de recursos será feito via aumento de capital e parte com a compra de ações já existentes.

A Tarpon terá participação ativa na gestão da Arezzo, indicando membros do conselho e da diretoria. Anderson Birman será presidente do conselho de administração e presidente executivo. Alexandre, vice-presidente executivo e do conselho. "A associação com a Schutz resolveu a sucessão na Arezzo", diz Anderson.

Segundo Pedro de Andrade Faria, diretor de private equity da Tarpon, a Arezzo SA será uma consolidadora da área de varejo de moda. A empresa comprará outras marcas, atuando em nichos complementares. "É assim que os grandes grupos internacionais funcionam hoje, como um guarda-chuva de marcas. O pilar deixou de ser a produção e passou a ser o design, a distribuição", diz Faria.

O modelo é o mesmo adotado pela Pactual Capital Partners, empresa de investimento dos sócios do Pactual que comprou a Ellus e que, segundo o Valor apurou, chegou a sondar a Arezzo, assim como a GP Investimentos.

Nos últimos meses, vários grupos financeiros têm feito investimentos no varejo de moda. A Artésia, por exemplo, comprou a Le Lis Blanc. E a Osklen negocia com vários grupos. É o setor financeiro que, definitivamente, se rendeu ao mundo da moda.

24 janeiro 2008

O futuro da mídia

Há dois vídeos na internet que me chamaram a atenção pela forma como mostram um possível cenário para o futuro da mídia. A intenção dos autores foi muito mais provocar uma reflexão sobre o tema do que prever precisamente o futuro.

O mais recente é o "Prometeus", feito na Itália pela consultoria Casaleggio Associati.


O outro, feito em 2004 - originalmente com o nome "EPIC 2014" - discute qual seria o papel da imprensa e da mídia em um cenário em que a internet democratizou o acesso à informação e que as pessoas passaram a ter mais poder, passando de apenas leitores para produtores de conteúdo.

Os jornais tradicionais estão tendo menos assinantes e cada vez mais pessoas se informam pela internet (e publicam notícias, imagens e opiniões). O vídeo foi criado pelos jornalistas americanos Matt Thompson, do Star Tribune, e Robin Sloan, da emissora de TV por satélite Current. É interessante pensarmos que para termos um futuro melhor com a internet (com um conteúdo mais útil e democrático) ou pior (cheia de informações superficiais ou falsas) depende do rumo que dermos a ela desde agora.

23 janeiro 2008

Mercado publicitário avalia adoção de novas regras de remuneração

Agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação discutem novas regras de remuneração, diferentes daquelas estabelecidas por eles há dez anos no Conselho Executivo de Normas-Padrão (Cenp). E a discussão, que inclui a prática de pagar as agências conforme o desempenho do produto anunciado no varejo, será acelerada a partir de fevereiro. A meta, segundo Petrônio Corrêa, presidente do Cenp, é concluir as negociações dentro de três meses.

Ver matéria completa no Valor Online - 23/01/08

Hershey´s e Bauducco se associam

A Hershey´s e a Bauducco fecharam acordo de associação entre as duas companhias. A Hershey´s do Brasil terá participação majoritária (51%) no negócio, mas entrega à Bauducco as áreas comercial, de marketing e de distribuição. As informações são do jornal Valor Econômico desta quarta-feira, 23.

A antiga pendência da transação que durou cerca de oito meses - o tempo de carência para que qualquer uma das partes possa desfazer o negócio sem ressarcir a outra - foi resolvida. O prazo foi acordado em dois anos, período defendido pela Bauducco.

A integração das equipes de vendas das duas empresas começa no dia 1º de fevereiro, quando os profissionais da Hershey´s já começam a dar expediente na Bauducco. As diretrizes da área comercial ficam sob responsabilidade da empresa brasileira, que terá como desafio, emplacar a marca americana de chocolates no país. Já o controle financeiro fica com a Hershey´s, cuja matriz nomeará um diretor para a área.

A urgência, no entanto, está na integração da divisão comercial e na incorporação da distribuição da Hershey´s pela Bauducco.

Fonte: Meio&Mensagem - 23/01/08

Estudo aponta discrepâncias na mídia televisiva

Comparação entre preços da TV aberta e o potencial de consumo dos Estados foi feita pela Talent

A comparação entre o custo dos espaços comerciais na TV aberta e o Índice de Potencial de Consumo (IPC) nos diversos mercados regionais do País mostra algumas discrepâncias que acabam tornando alguns mais atraentes do que outros no quesito custo x benefício.

O Estado de Minas Gerais, por exemplo, responde por 10,2% do IPC nacional, mas sua participação não chega a 7,5% do custo total de mídia do Brasil. Já na Grande São Paulo, a situação é inversa: com 15,3% do IPC, a região responde por 22% do custo das veiculações na TV aberta.

O comparativo foi feito pelo terceiro volume da Coleção Talent Trends, que acaba de ser lançada com foco no interior paulista, onde a relação do custo de mídia com o potencial de consumo é uma das mais equilibradas do País.

Fonte: Meio&Mensagem - 22/01/08

18 janeiro 2008

Comércio eletrônico bate recorde de usuários

Balanço do Ibope/NetRatings mostra que o e-commerce superou em dezembro a barreira dos 12 milhões de usuários no Brasil

O Ibope/NetRatings divulgou nesta quinta-feira, 17, os dados relativos à internet residencial em dezembro de 2007. O balanço aponta que o comércio eletrônico atingiu o maior número de usuários desde setembro de 2000, quando a joint-venture entre o Ibope e a Nielsen começou a fazer medições sobre a internet no País. Em dezembro, esses usuários ultrapassaram a barreira dos 12 milhões.

Os dados indicam também que 57% do total de internautas visitaram algum site de e-commerce. É o maior alcance residencial atingido pela categoria.

Outra categoria com bom desempenho por número de usuários residenciais foi Ocasiões Especiais, alavancada pelo envio de cartões de Natal, com crescimento de 23,2%, atingindo 4,2 milhões de internautas.

O Brasil continua a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os dez países monitorados pela Nielsen/NetRatings, com 22h59min, seguido por França, Estados Unidos e a Alemanha. O número de internautas residenciais ativos em dezembro ficou em 21,4 milhões de indivíduos, número 48,4% maior do que o apresentado no mesmo período em 2006.

Segundo o Ibope/NetRatings, 39 milhões de pessoas com idade superior a 16 anos acessam à internet. O cálculo envolve todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros, etc).

Fonte: Meio&Mensagem - 17/01/08

12 janeiro 2008

Howard Schultz volta a ser CEO da Starbucks

O presidente da rede de cafeterias Starbucks, Howard Schultz, volta a ser o CEO da empresa, cargo que deixou em 2005, no lugar de Jim Donald, de acordo com um comunicado publicado no portal da empresa.

Em uma conferência com analistas, Schultz disse que o "crescimento e o tamanho podem esconder erros," e que muitos das dores de cabeça do Starbucks' foram "auto-induzidas," em não apenas um resultado do aumento na competição com o McDonald ou Dunkin' Donuts, que de acordo com um relatório no jornal de Wall Street planeja abrir cafeterias dentro de suas lojas.

Conforme matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, o McDonald's, que vem fazendo uma entrada maciça no mercado mundial de bebidas ao instalar cafeteiras em suas lojas dos EUA, está avançando no terreno da StarBucks, e obteve crescimento de 31% no mercado americano no último ano, enquanto o Starbucks perdeu 48% de participação no mercado no mesmo período. Tudo indica que a disputa deverá ser acirrada em 2008.

Para sacudir as vendas, Schultz está trabalhando em três iniciativas estratégicas, para melhorar especificamente o negócio nos EUA: desenvolver novos produtos como o 'frappuccino' que obteve sucesso no passado; fechar lojas que estejam obtendo baixo rendimento; e deslocar dólares investidos nos EUA, onde já existem 14 mil lojas, para elevar as oportunidades do crescimento internacional.

As informações são do portal Advertising Age (notícia publicada na M&M - 09/01/08).

09 janeiro 2008

Internet vai superar TV no mercado inglês em 2009

Os investimentos em publicidade online no mercado inglês vão superar os investimentos em TV em 2009, fazendo da Inglaterra a 1ª entre as grandes economias a experimentar esse quadro. A previsão é do Group M, que reúne agências de mídia do WPP.

A projeção está baseada na estimativa de que a publicidade online vai crescer quase 31% este ano no mercado inglês, contra apenas 1% de crescimento dos investimentos em TV. Ainda segundo o Group M, na Suécia, a internet deve se tornar o meio dominante ainda este ano e a Dinamarca deve seguir a Inglaterra.

Fonte: BlueBus - 09/01/07

08 janeiro 2008

McDonald's da Europa muda padrão visual dos restaurantes

Os restaurantes McDonald's da Europa estão adotando um novo padrão visual para suas lojas. As cores amarelo e vermelho dão lugar ao verde oliva. As antigas mesas e cadeiras em amarelo e branco dão lugar ao verde limão e ao couro escuro. É a maior mudança ocorrida na rede nos últimos 20 anos. Os franqueados investiram em 2007 mais de 600 milhões de euros na atualização das instalações de 1.280 restaurantes europeus.

Essa mudança visa criar uma atmosfera mais relaxante e sofisticada. Os resultados têm sido muito bons. A receita do McDonald's da Europa já é maior que a dos Estados Unidos, onde há um número maior de restaurantes. É possível que esse padrão venha para as Américas.

Além da mudança no visual, a rede está investindo em servir cafés e capuccinos, assim como em um menu mais saudável e adaptado ao gosto regional. A rede desenvolveu também uma série de ícones para representar informações nutricionais uniformemente em mais de 100 países.

Mas Dean Crutchfield, consultor de marketing da Wolff Olins (Nova York), alerta que se o McDonald's mudar muito sua imagem, corre o risco de perder o reconhecimento já conquistado com o público. Mas Denis Hennequin, presidente do McDonald's Europa, responde que a atualização da imagem é essencial no mundo competitivo do varejo. "Precisamos evitar envelhecer mais rápido que os nossos clientes", enfatiza.

Veja mais fotos aqui.

Fontes: Trendwatching, New York Times, Tekom

07 janeiro 2008

Xerox adota nova identidade corporativa

Projeto desenvolvido pela Interbrand será divulgado no Brasil por campanha da Wunderman

(Alexandre Zaghi Lemos)

A Xerox está anunciando a "mais radical transformação de sua identidade corporativa" em toda a história da companhia. A mudança envolve a adoção de uma nova logomarca, desenvolvida pela Interbrad, após pesquisa global com funcionários, clientes e parceiros da companhia. O resultado final do trabalho foi apresentado nesta segunda-feira, dia 7, aos funcionários da Xerox espalhados pelo mundo.

Concebida para refletir os conceitos de inovação digital e facilitadora de conexões, como pretende o posicionamento atual da empresa, a nova marca mantém a cor vermelha, mas com nova fonte proprietária, acompanhada de um símbolo visual esférico cortado por um "x", que irá se desdobrar em ilustrações animadas para uso multimídia.

"Este é um projeto de longa data que vem sendo lapidado nos últimos anos para transformar a Xerox em uma empresa de conexões", salienta Fábio Neves, diretor de marketing e serviços da companhia no Brasil.

O processo de adoção global da nova identidade visual em todos os produtos da Xerox deve levar pelo menos 18 meses. A expectativa de Neves é que no Brasil a transição seja concluída em um ano, o que incluirá desde a troca nas fachadas dos prédios utilizados pela empresa até a campanha publicitária de apresentação da nova marca, programada para iniciar-se ainda neste primeiro trimestre com foco na mídia impressa e no marketing direto. Atendida mundialmente pela Y&R, a conta da Xerox do Brasil está na Wunderman, pertencente ao mesmo grupo.

Em 2008, quando a verba de marketing do anunciante será praticamente dobrada, também terá continuidade a campanha "Brasil país da cor", que ajudou a empresa a aumentar em cerca de 200% a venda de impressoras coloridas no ano passado. Atualmente o segmento de impressão em cores representa perto de 50% dos US$ 1,5 bilhão anuais investidos mundialmente em pesquisa e desenvolvimento pela Xerox e sua parceira Fujifilm, com a qual mantém a joint venture Fuji Xerox.

A mudança de marca ocorre após um período de cinco anos de grandes investimentos em tecnologia de ponta, que gerou o lançamento de mais de 100 produtos só nos últimos três anos, boa parte deles com a finalidade de tornar seus produtos de impressão mais acessíveis e fáceis de usar, de modo a manter a tradicional Xerox conectada às mutações do mercado.

Fonte: M&M Online - 07/01/08

04 janeiro 2008

Grifes brasileiras de moda se fundem

O país da moda

Um fenômeno ocorrido na Europa e nos Estados Unidos desde a década de 80 chega ao Brasil. A concentração de grifes em empresas gigantes.

Tecidos, cortes, cores, tendências. O que a passarela apresenta vai muito além da roupa. Moda é negócio, nome é grife e está a venda. As duas marcas criadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch acabam de ser compradas pela Identidade Moda [do Grupo HLDC, já detentor da marca Zoomp], uma empresa que já chega ao mercado com o controle de sete grandes grifes: Herchcovitch Alexandre, Herchcovitch Jeans, Zoomp, Zapping, Fause Haten, Clube Chocolate e Cúmplice. [O grupo deve investir em 2008 R$ 14 milhões na abertura de novas lojas e R$ 22 milhões no marketing das marcas.]

O presidente da holding explica que o objetivo do projeto é fazer o Brasil exportar moda. Os estilistas vão continuar desenhando as coleções, mas a administração das marcas vai mudar.

"Você tem conceitos criativos muito bons, você tem designers extremamente competentes e reconhecidos, mas falta business, falta gestão. Um quilo de algodão exportado, você tá falando de oito dólares, você transforma isso em roupa vai pra 20 dólares, se transforma essa roupa numa marca vai pra 180 dólares", diz Vicente Mello, presidente da Identidade Moda.

Essa concentração de grifes já se mostrou importante no mundo da moda. Separadas e normalmente administradas como empresas familiares as marcas têm condições menores de fazer investimentos.

Juntas elas se tornam grandes negócios, capazes de realizar projetos bem maiores. A indústria da moda européia faz isso desde a década de 80.

O primeiro conglomerado a entrar nesse negócio foi o francês LVMH. Em 84, comprou a Christian Dior. O nome era importante, mas o negócio ia mal.

O grupo assumiu também o controle da Louis Vuitton e de várias marcas famosas. O investimento criou a estrutura para transformar a moda numa grande indústria.

"Cada vez mais o criador tem que estar amparado em tecnologia e inovação. Tem que ter esse planejamento de investimento para ser continuamente competitivo no mundo. O que faltava ao Brasil em termos desse salto para o negócio na moda era exatamente ocorrer esse casamento", diz Paulos Borges, diretor criativo da São Paulo Fashion Week.

Fonte: Jornal da Globo - 03/01/08

03 janeiro 2008

Alpargatas, dona da Havaianas, adquire a marca similar "Hawaianas"

A Alpargatas International, subsidiária da Alpargatas, adquiriu da Bata, com sede em Cingapura, a marca "Hawaianas", que estava registrada em 14 países, sobretudo na Ásia.

As empresas não revelaram o valor do negócio. Dona da marca "Havaianas", a Alpargatas poderia ter dificuldade em registrar a marca nesses países, de acordo com Marcio Utsch, presidente da Alpargatas. O executivo informou, porém, que os países não são "prioritários" dentro do projeto de internacionalização da marca. A Bata não fabrica nenhum produto com a marca "Hawaianas", apesar de detê-la há anos. A negociação foi rápida, segundo Utsch. "Eles consideraram que a marca é mais nossa do que deles".

A Bata é considerada uma das maiores produtoras de calçados e bolsas do mundo (o volume e o faturamento não são divulgados), com operações em 50 países e uma rede de 4,6 mil pontos-de-venda. Marcas como "Marie Claire" (moda feminina), "Bubblegummers" (de calçados infantis e "Power" (artigos esportivos) são produzidas pela Bata em fábricas na China, Paquistão e Cingapura. A empresa foi fundada em 1894 na antiga Tcheco-Eslováquia, pela família Bata. Até hoje membros do clã estão no comando da companhia.

A marca Havaianas é o carro-chefe da internacionalização da Alpargatas. Recentemente, a empresa abriu um escritório nos Estados Unidos para ampliar as vendas no Hemisfério Norte. O escritório americano vai exigir investimentos de US$ 50 milhões até 2011.

Fonte: Valor Online - 21/12/07