Arnaldo Rabelo

29 dezembro 2008

Conversas de MSN viram seriados na internet

A tendência de campanhas de marketing baseadas na vida de pessoas comuns se une agora a um novo filão do mercado publicitário, as “webséries”. Com 41 milhões de pessoas, o Brasil tem a maior comunidade de Messenger do mundo, e as histórias narradas narrada pelo chat passaram a inspirar um seriado. Com três episódios no ar, a série de vídeos feita para a internet "Control C Control V" (http://msn.copieecole.com.br) transforma conversas de MSN enviadas pelos próprios usuários em vídeos.

Segundo a agência de publicidade Y&R, que criou a série em parceria com a Microsoft, os dois primeiros episódios, lançados no último mês de novembro, já tiveram mais de 458 mil visualizações, alcançando a audiência de uma minissérie de TV a cabo. Para Fernando Taralli, responsável pelo núcleo digital da Y&R, esse número já se aproxima dos de alguns programas da TV aberta. "Até o final da série, em março, esperamos atingir de três a cinco milhões de espectadores, o que é um resultado surpreendente e expressivo", diz.

Um exemplo disso, é a websérie americana "IntheMotherhood.com", patrocinada por uma linha de produtos de beleza para mães, que está em sua terceira temporada e tem 15 milhões de espectadores. A produção americana inspirou a ação brasileira e já fez tanto sucesso nos EUA a emissora ABC comprou os direitos para levar o seriado à TV.

A websérie brasileira terá 10 episódios, sendo que cada um é produzido em apenas 20 dias. A produção já recebeu 4.700 diálogos e, além de contar história do usuário, insere produtos de anunciantes “sutilmente” no filme. O site mostra a conversa editada, com a foto do autor, ao lado do vídeo de cerca de cinco minutos com carinhas coloridas típicas do Messenger que surgem no meio das histórias e personagens que aparecem pulando na tela como se fossem uma caixa de diálogo.

No elenco do programa estão Warlei Santana, do programa TV CQC, e Fabio Lucio Benvenuti, escolhido através do YouTube pelas paródias que fazia do piloto Rubens Barrichello. "Há também um trabalho de descobrir novos talentos na internet, é uma nova maneira de os artistas surgirem", diz Taralli."Estamos passando por uma mudança de comportamento, de consumo de mídia e de busca de talentos."

Fonte: Época SP - Notícias - 23/12/08

27 dezembro 2008

Vendas de Natal avançam 5%

Às custas de muita promoção, o comércio conseguiu espantar o baixo-astral da crise e as vendas de Natal tiveram crescimento moderado. Duas sondagens sobre faturamento divulgadas ontem revelam alta de 3,5% e 5% na receita na comparação com o Natal de 2007, que foi o melhor da década.

O crescimento modesto nas vendas pode ser um bom presságio para indústria no primeiro trimestre de 2009, porque sinaliza uma reposição dos estoques ainda em meados de janeiro. A volta às compras de grandes redes varejistas logo no início do ano era algo impensável para vários industriais que cogitavam reduzir a produção no período.

De toda forma, o desempenho positivo do Natal não deve interromper a forte onda de promoções que ocorre ininterruptamente desde novembro. Ontem, por exemplo, várias redes varejistas anunciavam descontos de até 70%.

"O varejo pode festejar os resultados em razão dos problemas que tivemos", afirma o presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. Sondagem preliminar feita pela entidade indica crescimento real de 3,5% no faturamento do Natal deste ano em relação ao de 2007.

É bem verdade que os segmentos com maiores taxas de crescimento foram exatamente os de produtos de menor valor, como óculos e acessórios (14%) e perfumaria e cosméticos (9%), enquanto os bens duráveis, como eletrônicos, ampliaram em 4% o faturamento. Esse resultado é coerente com o valor médio da compra de Natal, que neste ano ficou 20% abaixo do registrado em 2007, observa Sahyoun.

Com faturamento de anual que deve atingir R$ 75,2 bilhões este ano, os 689 shoppings brasileiros respondem por 25% das vendas no varejo.

Outra sondagem feita com 90 lojistas pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) aponta crescimento de 5% no faturamento no Natal, superando em um ponto porcentual a sondagem prévia. O destaque foi para artigos de vestuário e calçados, que cresceram 6% na comparação anual, enquanto itens de maior valor, como eletroeletrônicos, tiveram acréscimo de 2% nas mesmas bases de comparação.

Emprego e renda em alta garantiram esse resultado, segundo avaliação da entidade. Sem a crise financeira, haveria espaço para crescimento maior, diz o comunicado da Fecomércio.

"O desempenho do Natal foi razoável, considerando que a base de comparação é forte", afirma o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. Segundo o Indicador Serasa de Nível de Atividade do Comércio, o volume de negócios entre os dias 18 e 24 de dezembro cresceu 2,8% em todo o País em relação ao mesmo período de 2007, quando o acréscimo havia sido de 5,3%. Na cidade de São Paulo, a alta foi de 1,1%.

Almeida destaca que o movimento de vendas nas cidades do interior do País superou o das capitais, cuja a população está mais atenta para as notícias sobre a crise financeira. Ele atribui o resultado positivo ao parcelamento oferecido pelas lojas.

Nos supermercados, as vendas de Natal também não decepcionaram. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) aponta crescimento de 4% real na receita de vendas deste Natal ante a mesma data de 2007.

Fonte: O Diário - 27/12/08

22 dezembro 2008

Crise interrompe crescimento da classe média

Aumento do desemprego e corte do crédito devem brecar a ascenção social que marcou o Brasil nos últimos anos

(Márcia de Chiara e Andrea Vialli)

O fenômeno que permitiu a ascensão social de milhões de pessoas, a melhora da distribuição de renda e ajudou a engordar o mercado interno e a economia, além de mudar o jogo de forças na política brasileira, deve perder fôlego em 2009. Segundo economistas, especialistas em distribuição de renda e institutos de pesquisa dedicados ao consumo, a ascensão de brasileiros pobres à classe média não se deve repetir em 2009.

Uma série de fatores explica a interrupção do crescimento da chamada classe C. Só no ano passado, 20 milhões de pessoas subiram um ou dois degraus na escada social amparados por uma oferta maior de empregos, aumento de salários, acesso facilitado ao crédito - e, portanto, aos bens de consumo -, e pelo incremento de políticas sociais do governo, como o Bolsa-Família. Em 2009, quase todas as condições vão mudar de direção.

Em 2009, o desemprego tende a subir dos atuais 7,6% para 8,5% ou até 10%, de acordo com diferentes projeções. Com a retração da economia, será mais difícil negociar aumentos de salários. Além disso, o crédito já está mais caro e difícil. A única condição que continua jogando a favor são os programas sociais do governo. Para os especialistas, o resultado prático dessa combinação é uma estagnação da mobilidade social.

“O sonho de consumo da classe C vai dar uma travada no ano que vem”, afirma o sócio-diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. “Essa camada da população deve perder bem-estar”, diz o sócio-diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. Para Haroldo Torres, sócio-diretor do instituto de pesquisa de mercado Data Popular, a mobilidade das classes de menor renda deve ficar em “banho-maria” em 2009.

Uma projeção feita pela Target Consultoria, a pedido do Estado, revela a desaceleração do consumo da nova classe média, com renda média familiar média de R$ 1.180,00 por mês. Nos últimos quatro anos, o consumo da classe C cresceu 30% ao ano. Pelas contas da Target, em 2009, a expansão será de 3%, chegando a R$ 652,8 bilhões.

A estimativa é feita com base no Índice de Potencial de Consumo (IPC), criado pela consultoria, leva em conta a estrutura de gastos e a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que embutem projeções para emprego e renda. No estudo, a Target levou em conta as projeções de crescimento de 2,5% do PIB feita pela maioria dos analistas consultados pelo Banco Central.

A perda de fôlego do consumo é significativa. Mesmo em um cenário mais otimista como prevê o governo, de crescimento do PIB de 4% em 2009, o potencial de consumo chegaria a R$ 662,7 bilhões, com alta de 4,6% em relação a 2008. Esse desempenho é bem inferior à média dos últimos quatro anos. “O potencial de consumo da classe C vai dar um estagnada”, observa o sócio-diretor da Target, Marcos Pazzini, responsável pelos cálculos do IPC.

Diante da crise, economistas prevêem uma mudança de rumo para os indicadores de renda, emprego e crédito. “A taxa de desemprego pode atingir 9% ou até 10% em 2009 e deve afetar especialmente as camadas de menor renda, sobretudo os mais jovens”, diz Silveira. Segundo o economista, a massa real de rendimentos, que é o número de ocupados multiplicado pela renda real, deve crescer 1,5% em 2009, depois de subir 6,8% em 2007 e 7,4% este ano.

O crédito ao consumidor, mais caro e mais raro, deve enfraquecer em 2009. Silveira projeta que o saldo dos empréstimos cresça só 7% no ano que vem, depois de aumento de 20%, em média, em 2007 e 2008. “A desaceleração da economia é líquida e certa”, prevê Mendonça de Barros.

Segundo ele, a marcha à ré no crédito vai gerar frustração de consumo para todos e será maior para a nova classe média. Silveira diz que a cesta de consumo da classe C será alterada, com menor renovação de TVs, computadores, eletrodomésticos, veículos, entre outros.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 22/12/08

20 dezembro 2008

McDonald´s inaugura seu primeiro restaurante ecológico na América Latina

O McDonald´s acaba de inaugurar em Bertioga, litoral de São Paulo, o primeiro restaurante ecológico da rede na América Latina, reafirmando o compromisso da empresa de preservar o meio ambiente no presente. A unidade reúne técnicas para o uso racional de energia elétrica e de água já implementadas em restaurantes McDonald´s e apresenta iniciativas inovadoras no que se refere a construções sustentáveis.

Seguindo as diretrizes do US Green Building Council na construção, a Arcos Dourados, empresa que administra os restaurantes da rede na maior parte dos países da América Latina, está apta a pleitear a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida às construções comprometidas com a sustentabilidade.

Na execução do projeto, a empresa seguiu uma série de critérios para o que o conceito de sustentabilidade fosse compartilhado com seus colaboradores, funcionários e clientes. Desde o início da construção, o McDonald´s investe na conscientização ambiental, seja na capacitação dos funcionários, na limpeza e organização do terreno, na preocupação com o reaproveitamento de entulhos ou na reciclagem de materiais da obra. Os funcionários também foram treinados para entender passo a passo as contribuições do projeto para minimizar o impacto da construção no meio ambiente. Os clientes que visitarem o restaurante terão a oportunidade de conhecer todo o conceito em um vídeo interativo. Os materiais usados no restaurante ecológico e um painel explicativo sobre coleta seletiva ficarão em permanente exposição.

A Vice-Presidente de Comunicação da Arcos Dourados na América Latina, Flávia Vigio, explica que mercados como Costa Rica e Argentina serão os próximos a receber unidades ecológicas. "Essa iniciativa reforça o compromisso do McDonald´s de estar cada vez mais alinhado com a necessidade de se preservar o presente. Queremos que os clientes participem desse projeto, interagindo com a proposta levando o conceito para casa", diz a executiva. Segundo ela, todos serão convidados a fazer a distribuição seletiva dos produtos após terminarem as refeições.

Sustentabilidade - O restaurante ecológico do McDonald´s encontrou soluções inteligentes na adaptação da tecnologia a favor da sustentabilidade. Para reduzir o consumo de energia, o ar condicionado é dotado de um sistema de automação que desliga o aparelho e abre as janelas automaticamente quando registrada temperatura externa apropriada. O aquecimento de água das torneiras da cozinha e vestiários é feito por meio de energia solar - as placas foram instaladas no teto do restaurante e alimentam também os postes do drive-thru. A luz natural tem destaque no projeto arquitetônico do prédio, uma vez que há grande quantidade de paredes de vidro. As luminárias instaladas perto das janelas só acendem quando realmente necessário. E, em todo o edifício, é priorizado o uso de lâmpadas LED. Todas essas iniciativas promovem uma economia de até 14% no consumo de energia do restaurante.

Outro grande ganho desta obra será na economia da água. O restaurante ecológico usa água da chuva nos mictórios, nos vasos sanitários e para irrigação das plantas. Na cozinha e nos banheiros, as torneiras terão sensor elétrico para evitar o desperdício.

Para a construção, decoração, acabamento e paisagismo foram também usados os materiais mais apropriados para uma construção sustentável. A cerâmica do piso é feita com vidros de lâmpadas fluorescentes e borracha. Toda a tinta utilizada é à base de água ou de minerais. Já o cimento emprega de 35% a 70% do resíduo resultante da fundição de minério. O mesmo cuidado foi observado na escolha dos materiais de decoração. Toda a madeira é de replantio. O restaurante usa outros materiais ecológicos de fontes renováveis e de produção regionalizada, como pastilhas de casca de coco e de bambu. No paisagismo foi priorizado o uso de plantas da Mata Atlântica. Para motivar os clientes a não utilizarem veículos automotores, o restaurante terá um bicicletário com 15 vagas.

Novos Empregos - A unidade conta com 80 funcionários residentes em Bertioga - 95% deles encontraram na oportunidade o primeiro emprego. Além de receber treinamento para exercer suas funções, eles foram capacitados para entender a importância que uma construção sustentável tem na diminuição do impacto ao meio ambiente. Com o aprendizado, eles já sabem como podem recorrer a práticas de responsabilidade ambientais dentro e fora do restaurante.

Os colaboradores da obra também foram capacitados para entender o conceito do projeto e estimular as práticas no dia-a-dia de cada um. Eles, que trabalham pela primeira vez em uma construção sustentável, participaram durante o expediente de palestras sobre o uso consciente dos recursos naturais e aprenderam como fazer coleta seletiva. "A capacitação ambiental para operários é indispensável para o sucesso de uma obra sustentável porque dá o exemplo e estimula pessoas a pensar mais no meio ambiente. Eles passam a entender mais sobre os materiais que usaram e a importância deles na sustentabilidade da obra", diz o diretor de expansão e engenharia do McDonald´s, Dorival Oliveira.

Fonte: McDonald´s - 15/12/08

18 dezembro 2008

Estratégias para se defender da crise

Vi um artigo interessante estes dias e quero compartilhar com vocês. São recomendações de estratégias para as empresas se defenderem da crise. Segue abaixo.

  1. Fazer as melhores escolhas, e exercitar a virtude igualmente importante de renunciar – nossa definição preferida de Estratégia. Reveja o escopo do negócio para assegurar foco e barrar a tendência comum de querer ser tudo para todos os tipos de clientes. Selecione melhor as oportunidades de mercado a explorar; as fraquezas competitivas a minimizar; os processos a otimizar; as tecnologias a implementar; as competências a desenvolver; e as pessoas a contratar. Privilegie com disciplina o que tem contribuição significativa para a geração de valor. É impressionante como as empresas têm dificuldade de priorizar – inclusive as que estão acostumadas com prosperidade.
  2. Respeitar com rigor regras de governança para disciplinar as decisões de investimentos. Aplique regularmente critérios consistentes para ranquear os investimentos e amparar decisões de aprovação, suspensão temporária e abandono. Porém, investir menos não significa apostar nas opções mais baratas, que não necessariamente geram mais valor. Mas sim, investir em um número menor de opções para concentrar-se no foco da geração de valor do negócio.
  3. Criar senso de urgência para mudanças que andam tímidas ou em inércia de repouso. Aproveite um grande benefício desta crise: um argumento autêntico para mobilizar as pessoas visando encontrar saídas criativas para problemas aparentemente impossíveis. Compartilhe o desafio com os Colaboradores e envolva-os na criação de soluções eficazes. Valorize a eficiência e a excelência de gestão. Reduzir custos fixos e variáveis e otimizar processos são desafios constantes, ainda mais em tempos de crise e incerteza.
  4. Descobrir o poder oculto do óbvio. Identifique produtos, serviços e diferenciais já existentes, lucrativos e evidentes, mas pouco explorados que podem ser intensificados para rapidamente gerar receitas e reter clientes. Ao mesmo tempo, pensefora da caixa” para inovar o modelo do negócio e quebrar paradigmas.
  5. Ser criterioso na concessão de crédito para vendas a prazo. O desemprego pode aumentar e a renda disponível ao consumo das pessoas será limitada. Se a sua empresa possui crédito de fornecedores estrangeiros, é provável que as matrizes pressionem suas filias ao redor do mundo para repatriar seus dividendos. Prazos de fornecimento serão restritos e haverá riscos de desequilíbrio no capital de giro.
  6. Observar a emergência dos verdadeiros talentos. Em momentos de crise, identificamos claramente as pérolas ainda não descobertas na organização. Bons gestores não são competentes somente em tempos de prosperidade, mas também são criativos, engajados e eficazes nos momentos de falta. Reter talentos e motivá-los torna-se mais importante do que nunca.
Fonte: Fernando Luzio

16 dezembro 2008

Marcas de valor

Bradesco, Claro, Nestlé, Tam, Tim e Philips são os vencedores do Prêmio Qualimarca

O Prêmio Qualimarca, promovido pela Garrido Marketing, empresa especializada na promoção de prêmios corporativos setoriais, e pelo GV Cenpro - Centro de Estudos da Comunicação com o Mercado da FVG - EAESP, teve Banco Bradesco, Claro, Nestlé, Tam, Tim e Philips como vencedores. A premiação tem como objetivo principal valorizar a estratégia de criação e consolidação de marcas corporativas, produtos ou serviços, por meio da apresentação de cases que mostrem dados de pesquisa que ratifiquem que o consumidor final tem uma percepção positiva sobre a marca inscrita.

Presidido por Marcos Cobra, mestre e doutor em administração de empresas e coordenador do Cenpro, o júri foi composto por Cosenza, Edith Wagner, Licínio Mota e Pérsio Talarico, todos professores da FGV. "Nossa preocupação é aliar a teoria à prática, e isso foi analisado, para assim podermos colocar os cases a disposição dos alunos, que analisarão a estratégia e o resultado alcançado", explica Cosenza. Os cases serão utilizados para gerar conhecimento pois serão utilizados em eventos pontuais e em publicações específicas sobre o assunto, fazendo parte do acervo de cases do GV Cenpro, estudados por alunos dos MBAs e MBC da Fundação.

Para o professor Antonio Jesus Cosenza, coordenador executivo do GV Cenpro, a qualidade de uma marca faz parte do inconsciente coletivo, e a percepção que o consumidor tem sobre determinadas marcas ou símbolos é muito valiosa para o mercado. "Por isso a importância desse prêmio como um reconhecimento da credibilidade e da confiabilidade que os consumidores têm nessas marcas", ressalta.

Miriam Garrido, presidente da Garrido Marketing, explica que a idéia do prêmio nasceu com o professor Cosenza, que desejava homenagear as marcas de maior qualidade perante o consumidor. "E justamente por isso, para que a premiação fosse justa, definimos que os cases tinham que ser fundamentados em pesquisas realizadas com o consumidor final", explica.

Fonte: Cliente S.A. - 16/12/08

13 dezembro 2008

Gobé fala sobre a emoçao das marcas

Na semana passada, Marc Gobé, especialista em marcas e autor de 3 bons livros sobre o assunto (apenas o primeiro, 'A Emoção das Marcas' foi publicado no Brasil), esteve em SP para entregar um prêmio ao prefeito Kassab, pelo projeto 'Cidade Limpa' e anunciar uma parceria entre a sua empresa, a 'Emotional Branding' (EB), e a TV1. De acordo com Gobé e Sérgio Mota Melo, a TV1 passa a contar com a experiência de Gobé no desenvolvimento das estratégias dos seus clientes e a EB passará a oferecer serviços de comunicação digital fornecidos pela TV1. A 1a etapa dessa união foi a criação do website emotionalbranding.com, agora recheado de referências brasileiras.

Os melhores momentos do bate-papo de quase 2 horas com Gobé, entretanto, foram mesmo sobre como criar vínculos emocionais entre marcas e consumidores, assunto sobre o qual esse francês naturalizado americano é mestre. A tese dele é simples - "quando todos os produtos parecem iguais, o trabalho do branding é encontrar uma conexão única, capaz de fazer as pessoas intuitivamente, visceralmente, psicologicamente se relacionarem com a sua marca numa perspectiva mais pessoal e menos lógica", foi o que disse Gobé.

Na hora de dar um exemplo prático sobre o uso da emoção pelas marcas, o 1o caso que vem a cabeça dele é o de OMO - "Se você olhar para a indústria de produtos de limpeza, qual é de verdade a diferença entre um sabão em pó e outro?", pergunta. E logo em seguida responde - "A tecnologia dos fabricantes é igualmente boa e todos deixam igualmente as roupas limpas. A Unilever percebeu, porém, que ao redor do mundo os sabões em pó que combatiam a sujeira - para elas a sujeira era algo ruim. Para posicionar a marca no coração das pessoas a OMO inverteu a mensagem e começou a dizer que a sujeira era uma coisa boa. Ou seja, se seu filho chegar em casa sujo, é sinal que ele está aproveitando a vida e fazendo coisas interessantes" - explicou.

Gobé acredita que a parte mais difícil desse trabalho é escolher uma emoção adequada, que não apenas seja valorizada pelo consumidor como possa ser respaldada pelo produto. "O que motivou o sucesso de Barak Obama? Os sentimentos de esperança e mudança. E Obama era o maior símbolo dessa mensagem. Esses sentimentos estavam fortemente relacionados ao produto. Afinal, que mudança maior você poderia esperar do que eleger um homem negro para a presidência dos EUA? As marcas devem aprender com esses exemplos".

Quer mais exemplos? Olhe só a explicaçao de Gobé para o sucesso da campanha de Axe - "Uma das emoções mais poderosas é a inveja, porque nós queremos ter o que as pessoas bem sucedidas têm - a vida que elas vivem, os amigos que têm, os produtos que compram. O motivo pelo qual as celebridades são tão idolatradas é porque nós invejamos o que elas têm. Queremos o mesmo corte de cabelo, o mesmo batom e o mesmo perfume. Axe provoca a inveja e fala aos homens jovens que se eles usarem o produto serão, mais do que tudo, muito bem sucedidos com as mulheres".

A conversa não poderia terminar sem abordar os possíveis efeitos da crise na indústria da comunicação. Gobé acha que as empresas estão muito assustadas e que por isso podem cometer o erro de reduzir investimentos em comunicação de marca, em favor de estratégias promocionais, perdendo assim a chance de reforçar o vínculo com os consumidores nesses tempos difíceis.

Fonte: Blue Bus - 01/12/08 (por Luiz Alberto Marinho)

A anatomia do consumo

A revista Veja está com uma matéria sobre o que a ciência conseguiu descobrir sobre o comportamento do consumo, a partir do mapeamento da atividade cerebral. Uma das conclusões é que o consumo está muito mais ligado às emoções do que à razão.

Veja um quadro que resume algumas das descobertas:

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: Veja - 17/12/08

Brasil pode ter 64,5 milhões de internautas

O Brasil tem, aparentemente, 64,5 milhões de internautas, número muito acima do indicado recentemente pelo Ibope/NetRatings: 41,6 milhões. As informações são provenientes de um estudo patrocinado pela F/Nazca S&S, conforme publicado na edição desta segunda-feira, 1º de dezembro, no jornal O Estado de S.Paulo, em reportagem de Marili Ribeiro.

Segundo Fernand Alphen, diretor de planejamento da agência, afirma no texto, a diferença é proveniente do método de entrevistas do Ibope, por meio de telefone fixo, não considerando a expansão da telefonia móvel. Conforme publicado, do total de internautas brasileiros, 28% acessam a rede por lan houses; 23% em casa; 21% na casa de amigos e parentes; 13% no trabalho; 10% na escola; e 5% em outros locais.

Entre os motivos do acesso estão buscar informações (51%), relacionamento (23%), entretenimento (20%), trabalho (3%) e outros (3%). A maioria, 48%, utiliza a internet todos os dias, enquanto 29% entre uma e três vezes por semana; e 13% a cada 15 dias ou uma vez por mês.

Fonte: Portal da Propaganda - 01/12/08

Ferramentas contra a crise

A revista Isto É Dinheiro está com uma matéria interessante mostrando quais caminhos as empresas brasileiras podem seguir para enfrentar a crise atual. O texto é ilustrado com casos práticos.

As recomendações gerais são:
- Compartilhe e lidere: “A busca por melhorias é trabalho de formiguinha. Toda a empresa está envolvida” - MARCOS DE OLIVEIRA, PRESIDENTE DA FORD DO BRASIL
- Agregue valor: Na busca de margens mais gordas, a Parmalat decidiu investir mais em mercados premium no meio da crise. O objetivo é se diferenciar dos concorrentes.
- Adapte-se: "Estamos retomando os contatos com os clientes para ajustar as propostas de acordo com o que eles podem pagar" - JUAN QUIRÓS, PRESIDENTE DO GRUPO ADVENTO
- Segure os preços: Para não perder venda e proteger o seu mercado, a Microsoft trava preço do Office em R$ 199 e garante valor em negociação com varejistas.
- Reinvente: Com Luis Miranda no comando, a Avon lançou diferentes pacotes de Natal com produtos mais acessíveis. A meta é manter fiéis clientes conquistados nos últimos anos
- Renegocie: Em período de incertezas, a Embraer chama fornecedores, pede redução de despesas e ainda vai rever contratos com empresas terceirizadas.
- Inove: Para defender o projeto que será diferencial do grupo, a Rhodia mantém investimentos no seu "fio inteligente" e torce por melhora no humor do setor.

O Boston Consulting Group deu as seguintes sugestões:

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: Isto É Dinheiro - 12/12/08

11 dezembro 2008

Brasileiro mantém otimismo

Estudo mostra que haverá redução no consumo, mas população está otimista para 2009

Apesar da crise, os brasileiros estão otimistas em relação às finanças e à situação econômica do país para 2009. Mesmo assim, por precaução, boa parte da população deverá evitar novos parcelamentos nos próximos meses. É o que aponta uma pesquisa encomendada pela agência de publicidade NovaS/B ao Ibope.

A sondagem revela que 97% da população brasileira já tem consciência da crise e que 67% diminuirão as compras nos próximos meses para não se endividar ou para poupar. No entanto, mais da metade da população (55%) acredita que a situação financeira individual deverá melhorar nesse período e 34% acham que a economia do Brasil deverá ficar melhor do que está no próximo semestre.

Os cortes nos gastos deverão afetar principalmente as vendas de carros, casas e eletrodomésticos. O levantamento aponta que 40% da população já tem dívidas relativas a esses bens atualmente e que 67% não deverão contrair mais débitos para a compra desses itens nos próximos seis meses.

Sobre o nível de informação, 78% afirmam estar mais ou menos ou bem informados sobre a crise. "A maturidade do brasileiro para enfrentar a crise pode estar relacionada ao alto nível de informação sobre o assunto", afirma Bob Vieira da Costa, sócio-diretor da NovaS/B. "Desde a hiperinflação e o congelamento dos preços na década de 80 a população não prestava tanta atenção a um tema", complementa.

Fonte: Cliente S.A. - 11/12/08

06 dezembro 2008

Contexto inadequado pode arruinar publicidade online

Uma das vantagens da publicidade online, incluindo recursos como o AdWords, é a possibilidade de inclusão do anúncio em um contexto favorável. Isso normalmente é feito automaticamente através da associação com determinadas palavras encontradas na página. Assim, se estou anunciando produtos infantis, escolho a associação com palavras como "criança", garantindo que o anúncio só apareça em páginas com essa palavra. A idéia é que, se alguém está lendo sobre esse assunto, deverá ter maior interesse no anúncio, o que tende a gerar melhores resultados.

O problema é quando a palavra está em um contexto negativo. Os sistemas ainda não identificam facilmente quando o contexto pode prejudicar a publicação do anúncio. Por isso, se a página tem uma notícia dizendo que foi feita uma descoberta sobre os malefícios do consumo excessivo do café, pode aparecer um anúncio de pó de café, certamente com resultados ruins.

Hoje vi um exemplo de anúncio em contexto negativo, mesmo não tendo sido colocado automaticamente. Foi na Folha Online. Veja a figura abaixo.


Logo abaixo de uma notícia sobre um acidente provocado por motorista embriagado, há um anúncio mostrando bebida alcoólica. É um anúncio da Tok&Stok fazendo referência às festas de fim de ano. Neste caso, a solução teria sido uma checagem da Folha ou da Tok&Stok para identificar a associação negativa e, em consequência, mudar o contexto.

01 dezembro 2008

Novas regras do call center entram em vigor

As novas regras para o atendimento ao consumidor pelos call centers das empresas passam a valer a partir dessa segunda-feira (1º de dezembro). A principal delas é o prazo máximo de um minuto para o contato direto com o atendente. Para bancos e cartões de créditos o tempo é de 45 segundos, exceto nas segundas-feiras, dias anteriores ou posteriores a feriados e no 5º dia útil do mês, quando a espera poderá ser de até 1,5 minuto.

Além dos serviços financeiros, as novas regras alcançam os call centers de empresas de telefonia, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil, empresas de ônibus e energia elétrica.

Outras mudanças são o cancelamento do serviço imediatamente após o pedido do cliente e a opção de falar com o atendente no primeiro menu eletrônico e em todas as subdivisões. Qualquer informação requerida pelo consumidor terá que ser dada no mesmo momento e todas as reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias. O número de atendimento terá que ser gratuito e divulgado pelas empresas.

O atendimento aos consumidores deverá ser feito 24h por dia, todos os dias da semana. O consumidor também só terá que explicar o que deseja uma vez e não precisará repetir a história para todos os atendentes. Além disso, ele só poderá ser transferido uma única vez, o que significa que os atendentes terão que ser qualificados para resolver os problemas. Outra medida é que o consumidor poderá receber em casa, por e-mail ou SMS [texto por celular] um recibo do atendimento. Ele terá que solicitar ao atendente para que isso ocorra.

O decreto com as novas regras foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de outubro, mas só entrará em vigor agora para que as empresas tivessem prazo de se adaptar. Antes disso, as novas regras foram discutidas por quatro meses entre o Ministério da Justiça e representantes dos consumidores, empresas e associações.

Empresas que descumprirem as medidas e forem denunciadas aos Procons sofrerão processos e podem ser multadas em até R$ 3 milhões.

Veja quais são as novas regras:
- O cliente deverá ser atendido em até um minuto;
- O call center deve funcionar 24 horas, 7 dias por semana;
- A empresa deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas suas subdivisões, o contato direto com o atendente;
- As opções de reclamações e de cancelamento têm de estar entre as primeiras alternativas;
- No caso de reclamação e cancelamento, é proibido transferir a ligação. Todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas funções;
- As reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias úteis. O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda;
- O pedido de cancelamento de um serviço será imediato;
- É proibido, durante o atendimento, exigir a repetição da demanda do consumidor;
-Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído;
- Só é permitida a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera se o consumidor permitir;
- O acesso ao atendente não poderá ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor;
- O cidadão que não receber o atendimento adequado poderá denunciar ao SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor), Ministérios Públicos, Procons, Defensorias Públicas e entidades civis que representam a área.

Fonte: Folha Online - 01/12/08