Arnaldo Rabelo

30 novembro 2008

Estratégia online de Obama

A eleição presidencial americana foi histórica, mas não só porque levou à Casa Branca o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. A campanha eleitoral de Barack Obama foi a primeira que usou fortemente os novos recursos da internet para ganhar visibilidade, reunir simpatizantes ao candidato e angariar recursos. O mesmo pode ser feito para uma marca, um produto ou uma empresa. A internet já é um dos principais meios de relacionamento com o público da maioria das empresas, mesmo no Brasil.

A campanha presidencial não utilizou apenas um website convencional. Ela incluiu blogs e redes sociais, as quais agrupam e permitem a interação de muitas pessoas com objetivos comuns. Uma das redes sociais online utilizadas foi o Facebook. Criada em 2004, se tornou uma das maiores do mundo. Nela, formou-se um grupo que teve como missão reunir um milhão de simpatizantes de Obama. Lançado no dia 16 de janeiro de 2007, conseguiu mais de 100 mil participantes já no dia 25 do mesmo mês.

A última revista Isto É Dinheiro (de 28/11/08) tem uma matéria interessante sobre o uso de recursos online na campanha de Barack Obama. Veja abaixo um trecho:

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Desde que começou a ficar mais conhecido, uma mania de Barack Obama veio à tona: a dependência do seu BlackBerry. Não foram raras as vezes em que o então candidato à Presidência dos EUA apareceu manuseando o seu inseparável smartphone. O que no início foi visto como um sinal de arrogância se tornou um dos seus maiores trunfos para vencer a disputa eleitoral. Ao mesmo tempo que participava de comícios, Obama comandava remotamente uma bem-sucedida campanha no universo virtual. Criou um perfil no Facebook, abriu canais de coleta de fundos pela rede e passou a postar diariamente mensagens no Twitter, uma espécie de miniblog, novo fenômeno da internet. Minutos depois de eleito, o novo presidente dos EUA deu sinais de que a internet continuará no centro de suas ações e que a Casa Branca será mais hi-tech do que nunca. Isso, é claro, se a burocracia americana permitir.

De acordo com as normas dos EUA, assim que assumir sua cadeira presidencial, Obama terá de abandonar todos os equipamentos de acesso a e-mails. A medida faz parte dos termos do Presidential Records Act, que cuida da segurança e do controle público das mensagens eletrônicas que chegam à Casa Branca. Por enquanto, o candidato eleito não foi comunicado oficialmente da regra. Mas tudo indica que o homem do slogan "Change has came to America", que em português quer dizer "A mudança chegou à América", pode se tornar o primeiro presidente da história do país a manter uma conta pessoal de e-mail. A quebra de paradigma tem sido uma constante em sua caminhada rumo à Casa Branca. Antes mesmo de sua primeira coletiva de imprensa como novo presidente dos EUA, lançou um site focado no período de transição com o governo de George Bush. E, antes mesmo de instalar seus pertences no Salão Oval, tomou posse de um dos atributos oficiais do poder: a extensão de internet ".gov". A página www.change.gov é o novo escritório virtual do presidente eleito e, provavelmente, se fixará como o futuro site do governo. O azul-celeste e a imagem quase angelical de Obama, que ilustravam sua página eletrônica durante a campanha, a www.barackobama.com, foram substituídos por um tom mais sério e discreto, mais condizentes com a imagem de um estadista. O formato, no entanto, é o mesmo de um blog. O que chama mais atenção é o fato de o presidente ter escolhido outro site para hospedar o videodiscurso de quatro minutos gravado logo após sua vitória, o YouTube. Uma escolha técnica que quebra a tradição do modelo usado por governos do mundo inteiro, inclusive o dos EUA. Em geral, as páginas de internet oficiais apresentam vídeos em formato que não permitem ao internauta os copiar ou veicular em outros blogs. Obama, que teve sua campanha impulsionada pelo marketing viral dessas redes sociais, decidiu liberar o uso de sua imagem.



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Veja a matéria completa aqui.

27 novembro 2008

Paulistano usará 13º salário para pagar dívidas e poupar, diz pesquisa

Pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgada nesta quinta-feira aponta que o destino do 13º salário do paulista será o pagamento de dívidas e a poupança.

De acordo com a Fecomercio, 38% dos entrevistados pretendem quitar as dívidas e outros 38%, poupar. Há ainda 22% que responderam que gastarão em compras de Natal. A diferença em relação ao ano passado foi o aumento de 3 pontos percentuais na intenção de poupar e uma redução de 3 pontos percentuais na intenção de realizar compras natalinas.

A pesquisa ainda valia a intenção de compra no Natal deste ano e aponta que os consumidores estão dispostos a gastar menos neste ano, em relação a 2007. Dos entrevistados nesta ano, 47% afirmaram que reduzirão os gastos, contra 25% no ano anterior.

Já o número de consumidores que pretendem gastar mais no Natal caiu dez pontos percentuais, passando de 37% em 2007, para 27% esse ano. Aqueles que pretendem gastar o mesmo valor neste Natal em relação ao ano passado despencou de 37% para 20%.

Para a Fecomercio, a pesquisa indica cautela e apreensão por parte dos consumidores em relação aos impactos da crise financeira internacional, já que pretendem poupar mais e gastar menos nas compras de Natal.

No final de outubro, outra pesquisa da Fecomercio mostrou que quase 90% dos entrevistados responderam que a crise vai afetar de alguma maneira a situação econômica do Brasil ou as condições financeiras de sua família.

Cerca de 43% dos entrevistados responderam que o maior medo é a perda de emprego.

O que o pretende fazer com o 13º salário?
Resposta - - - - 2007 - 2008
Quitar dívidas - 38% - 38%
Pretende poupar - 35% - 38%
Compras de Natal - 25% - 22%
Não Sabe - 1% - 1%

Em relação aos gastos com presente de Natal:
Resposta - - - - 2007 - - 2008
Gastar mais - 37% - 27%
Gastar menos - 25% - 47%
Mesmo valor - 37% - 20%
Não sabe - 1% - 6%

Fonte: Folha Online - 27/11/08

26 novembro 2008

Crise econômica fortalece questão ambiental

A questão ambiental pode sair fortalecida com a atual crise econômica mundial, acreditam os participantes de uma discussão sobre os cenários de investimentos em energias renováveis, na última sexta-feira, dia 21 de novembro, em Florianópolis. Representantes do governo, da iniciativa privada e de instituições financeira e de pesquisa avaliaram as possibilidades do que chamaram "luz no fim da crise".

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acredita que esse seja o momento para se realizar ações mais agressivas em relação ao clima. "O Brasil está com uma posição tímida, precisamos assumir metas de redução de emissões e aumentar o uso de biocombustíveis no setor de transportes". Além disso, Minc defende um maior rigor na punição de crimes ambientais e na liberação de licenciamentos ao setor elétrico.

Apesar de apertar o cinto, o ministro afirma que as licenças precisam ser concedidas, caso contrário, o país contará cada vez mais com carvão e óleo como fontes de energia. "Não vamos cometer tal situação", esclarece.

Energia também foi o tema central da apresentação do diretor-presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio José Dias Sales, segundo o qual o Brasil precisa de cerca de três mil megawatts (MW) médios por ano. Ele destacou a necessidade de maior investimento em fontes renováveis e alertou para uma controvérsia nos leilões de energias realizados no país. "Nos últimos grandes leilões, 72% da energia comercializada eram de fontes não-renováveis de energia, principalmente óleo combustível".

Em comparação com a energia hidrelétrica, o uso de óleo combustível produz cinco vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que as usinas movidas à água, esclarece Sales. O valor também é maior: "Enquanto se paga R$ 100,00 por megawatt/hora de energia hidrelétrica, a mesma quantidade gerada a partir de óleo combustível custa R$ 380,00.

Essas distorções ocorrem pela maneira como os leilões são desenvolvidos, com o objetivo de equalizar as ofertas de hidrelétricas e termelétricas, aponta Sales. O ministro Minc concorda que há um erro no cálculo para definir o índice de preço dos leilões, o que beneficia as térmicas a óleo. "Chamamos a ministra de Minas e Energia, o presidente da Aneel e o presidente da EPE e o Ministério do Meio Ambiente pediu formalmente a redução disso", afirma Minc.

Tanto Minc quanto Sales acreditam que a solução seja criar incentivos para as energias renováveis. "Estamos perdendo o ‘vento’ da história", adverte o ministro ao sugerir a expansão dos parques eólicos no país com a quebra de impostos. Ele lembra que, no ano passado, a China conseguiu US$ 4,5 bilhões para a produção deste tipo de energia e ressaltou que o próximo leilão energético brasileiro será somente de eólica.

O ministro afirma que será criado um decreto de compensação energética. "Para cada 100 MW gerado a partir de fóssil, seja gás, óleo ou carvão, 5MW, 6MW ou 7MW terão que ser de renovável, seja solar, eólica, metano (biogás) ou PCHs (pequenas centrais hidrelétricas)".

Outras ações do governo são o financiamento de aterros sanitários que capturem toda a emissão de metano para geração de energia e o apoio à instalação de placas de aquecimento solar nas residências. A exemplo do que fez como secretário no Rio de Janeiro, Minc pretende reduzir em 85% os impostos sobre as energias eólica e solar no país.

Sales destaca a questão tributária como fundamental para o desenvolvimento do mercado, que é favorável ao desenvolvimento das energias renováveis. "Nos últimos 25 anos, o preço da energia eólica já foi reduzido a um terço nos países mais avançados". Ele acredita que nesse setor, a atual crise muda apenas o tamanho do desafio a ser enfrentado, mas que os pontos a serem trabalhados são basicamente os mesmos.

Os bancos

O representante da área mais afetada pela crise mundial, economista-chefe do Banco Real, Hugo Penteado, fala que as instituições financeiras precisam lidar com a situação sem fazer distinção entre economia e meio ambiente. "A separação entre economia, pessoas e natureza é um mito, não é possível cuidar de uma coisa sem a outra".

Penteado explica que é comum no mundo empresarial escutar os executivos dizendo que irão primeiro se preocupar com a economia e, depois que a crise passar, poderão dar atenção às questões ambientais. O problema, segundo ele, é que não é possível avaliar as questões de forma isolada. "Não existe investimento não-ambiental, isso que os empresários precisam entender; a questão ambiental é um problema financeiro e que traz impactos para a imagem da instituição".

Ele diz que o senso de importância atualmente está totalmente falso. "As pessoas dão prioridade às questões econômicas e não se dão conta de que o planeta vem em primeiro lugar, depois as pessoas e por último a economia; essas três instâncias são interdependentes e ocorrem nessa ordem".

Penteado conta que essa visão da Economia é uma derivação da Mecânica Clássica e que os agentes de mercado vêem o processo econômico como algo reversível e neutro, sem relação com o planeta ou meio ambiente. "Não é possível simplesmente dar marcha ré ou jogar fora o que não der certo, isso é um mito".

O economista explica que hoje o planeta é capaz de sustentar 200 milhões de pessoas vivendo com os padrões norte-americanos. "Se esse padrão for seguido por todos, nós corremos o risco de um colapso global pela primeira vez na história da humanidade".

Como solução, Penteado também aponta a mudança para as energias limpas e enfatiza a necessidade de os bancos assumirem a responsabilidade ambiental "Os bancos precisam encarar que fazem parte do processo, eles não podem financiar madeira ilegal, por exemplo".

Low carbon

O professor da Universidade de Brasília Eduardo Viola foi enfático ao dizer que a recessão e possível depressão global vão exigir uma nova percepção da vulnerabilidade climática, principalmente dos países-chave como Brasil, China, índia e Estados Unidos. "As ameaças são comuns e as ações precisam ser coordenadas. O único país que persiste em não cooperar nesse sentido é a Rússia", afirma.

Viola aponta a eleição de Barack Obama, nos EUA, como um fator decisivo. "O lugar dos EUA no mundo não pode continuar o mesmo ocupado na segunda metade do século XX; é preciso liderança cooperativa e não unilateral". Destaca ainda que a equipe de Obama já está voltada para uma economia de baixa emissão de carbono e que a proposta dos Democratas é mudar a matriz e aumentar a segurança energética do país.

"Essa combinação de crise gera um momento muito bom para o mundo nesse sentido, pois cria uma crise de consciência nas pessoas e as faz ter uma percepção, uma abertura mental, para avaliar a loucura do hiperconsumismo".

Viola lamenta que no Brasil o governo não esteja indo na direção de uma economia de baixo carbono. "O ponto-chave é: quando o Brasil entenderá essa mudança no mundo?", questiona. Por isso, entende que, antes de se ver a luz no fim da crise, haverá muita dor e destruição profunda da riqueza nacional.

Penteado acredita que um passo para essa luz é a mudança de atitude. "Precisamos começar a entender que não temos relevância para o planeta. Somos nós que estamos ameaçados pela destruição da vida".

A marcha da insensatez nos últimos 100 anos resultou nos problemas de hoje, afirma o ministro Minc. Para ele, a saída é tomar decisões ousadas, adotar metas e puxar os demais países em desenvolvimento para juntos assumirem compromissos ambientais.

"A gente liga a televisão e vê geleira derretendo, mas no nosso dia-a-dia os países ricos e muitos empresários agem como se isso fosse um filme de ficção científica", comenta o ministro.

Fonte: Envolverde/CarbonoBrasil (por Sabrina Domingos) - 25/11/2008

Coca-Cola incentiva pesquisas para vida saudável

Prêmio Pemberton enriquece os investimentos da Coca-Cola em projetos de sustentabilidade

A Coca-Cola Brasil lança, neste mês de novembro, o Prêmio Pemberton, que tem como objetivo incentivar pesquisas voltadas para a vida saudável. A iniciativa, que conta com apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), irá premiar trabalhos científicos das áreas de ciências médicas e biomédicas, nutrição e educação física cujo foco seja a importância da prática de exercícios físicos, da hidratação e de uma alimentação equilibrada.

A ação faz parte do Movimento Bem-Estar, lançado pela empresa em 2006, que é ligado à plataforma Viva Positivamente, criada para divulgar a forma como a Coca-Cola entende a sustentabilidade. “Temos a consciência de que, como uma organização sustentável, devemos desempenhar, com excelência, o nosso papel”, explicita Maurício Bacellar, gerente de relações institucionais da Coca-Cola Brasil. “Nós temos uma marca conhecida e contato com muitas pessoas diariamente. Temos, por isso, a oportunidade de usar a força de comunicação da marca para incentivar a mobilização das pessoas por atitudes sustentáveis, sensibilizando-as a fazer o papel delas no dia-a-dia”, completa.

O Prêmio Pemberton conta com um conselho científico para selecionar os trabalhos, que poderão ser inscritos até 4 de maio de 2009. As três pesquisas finalistas serão premiadas com R$ 55 mil, sendo R$ 20 mil para o trabalho vitorioso; R$ 20 mil para a instituição a ele vinculada; R$ 10 mil para o segundo lugar; e R$ 5 mil para o terceiro classificado.

O nome da premiação foi escolhido em homenagem ao pesquisador John Stith Pemberton que, em 1886, criou a Coca-Cola.

A ficha de inscrição e outras informações sobre o prêmio podem ser obtidas em www.premiopemberton.com.br.

Fonte: Portal da Propaganda - 25/11/08

Pesquisa do Ibope prevê um Natal racional

Mulheres garantem que não vão estourar o orçamento diante dos apelos das vitrines do varejo

Nas próximas semanas elas sairão às compras. Muitas, munidas de 13o salário, serão as principais responsáveis pela movimentação da economia no período mais pródigo para o varejo em todo o ano. Entretanto, sob a influência psicológica da crise global, elas juram que irão se controlar - será mesmo? -, agindo racionalmente. Pelo menos foi o que disseram as mulheres brasileiras ao Ibope, que ouviu 550 delas nos dias 12 e 13 deste mês em seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Brasília. As entrevistadas, maiores de 16 anos, pertencem às classes A, B, C e D.

A respeito de seu comportamento na hora de decidir sobre as compras de Natal, a maioria garante que o principal parâmetro para os gastos será o "tamanho do bolso": 68% prometem ficar dentro do orçamento. Além disso, outras 17% pretendem fazer um planejamento prévio para usar a razão quando estiverem nas lojas. Somente 13% confessam que vão agir como mandar o coração, estando mais suscetíveis ao poder de conquista das vitrines.

Imbuída desses propósitos, a maior parte delas (42%) acredita que o Natal será mais magro do que o do ano passado, embora um terço (34%) preveja um cenário igual e ainda haja quem creia em melhora (21%).

Segundo o estudo, a categoria de produtos mais privilegiada na intenção de compra atual é a de vestuário. Na outra ponta, há previsão de diminuição no consumo de alimentos não básicos, como chocolates e sorvetes. O risco é menor para as categorias que costumam gozar de estabilidade, como as de higiene pessoal (xampu e sabonete).

Outras conclusões importantes do levantamento são que há um "otimismo prudente" quando as mulheres olham para 2009, especialmente porque a crise global ainda não chegou ao seu bairro, à sua rua, ao seu quintal. Enquanto 45% delas prevêem um ano melhor e 29% dizem que será muito melhor, apenas 11% esperam piora e 2% estão extremamente pessimistas, dizendo que será muito pior. Outras 15% acreditam que 2009 será igual a este ano. Para 47% das entrevistadas, os brasileiros vão continuar melhorando de vida, mas 35% supõem que a vida das pessoas pare de melhorar. Apenas 13% crêem em piora.

A pesquisa do Ibope, encomendada pela agência 141 SohoSquare, buscou ir além de simplesmente retratar a intenção de compra para o período natalino. Quis entender melhor como as mulheres - público de maior poder de decisão sobre o consumo - estão digerindo os intensos acontecimentos de 2008, como o aumento do poder aquisitivo da classe C brasileira, a temida crise financeira mundial e as eleições das quais participaram, para escolha dos governantes das suas cidades e também aquela a que apenas assistiram, encerrada com a escolha de Barack Obama para a presidência do país de maior influência global.

Com relação a esse último tema, por exemplo, 68% das entrevistadas acreditam que a troca de ocupante na Casa Branca será positiva para a economia brasileira.

Fonte: Meio&Mensagem - 25/11/2008

25 novembro 2008

Governo lançará campanha para estimular consumo

Objetivo é fortalecer a confiança na economia e espantar efeitos da crise

Por meio de uma campanha publicitária, o governo vai tentar estimular o consumo e passar mais confiança na economia. A campanha terá como slogan “O mundo aprendeu a respeitar o Brasil e o Brasil confia nos brasileiros” e será exibida durante duas semanas, a partir do dia 10 de dezembro. O objetivo é estimular os brasileiros a irem às compras.

A campanha será veiculada em rádio, TV, jornais, revistas e internet. "É uma campanha que vai mostrar a diversificação da economia brasileira, o fato de termos vários parceiros comerciais. Vai mostrar às pessoas as opções que o País fez nos últimos tempos e que deram condições ao país de enfrentar melhor essa situação de crise”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins.

Segundo o secretário de Comunicação, a campanha terá a função de fortalecer a confiança na economia. “Vamos mostrar que se o consumidor tem dinheiro no bolso, quando ele compra uma coisa, uma geladeira, um fogão, o que acontece? A loja vai ter que encomendar um outro fogão à indústria, que vai ter que produzir um outro fogão. É preciso ter cuidado para não travar a economia por medo", disse. As informações são da Agência Brasil.

Fonte: PropMark - 25/11/08

24 novembro 2008

Martin Lindstrom fala sobre Marketing Olfativo

A rede social Aromas Essenciais conseguiu uma entrevista exclusiva com Martin Lindstrom, considerado um dos maiores especialistas em marcas do mundo. O consultor acaba de lançar um livro sobre neuromarketing, chamado ´Buyology: Truth and Lies About What We Buy´ (algo como 'Comprologia: Verdades e Mentiras Sobre o que Compramos'), ainda não lançado em português.

Na entrevista, que foi traduzida por Bruno Munhoz, Lindstrom diz que 85% das decisões que tomamos são feitas pelo subconsciente.

Entre as conclusões do estudo, Lindstrom diz que o olfato é um sentido bem mais importante que a visão para definir a identidade de uma marca. Mas também lembra que os sentidos devem ser trabalhados em conjunto para gerar uma experiência marcante no consumidor.

Veja a entrevista na íntegra aqui.

Investir em marketing pode ser saída para a crise

'Na crise, cresce quem se arrisca mais'

Para especialistas, publicidade forte pode ser a melhor estratégia

(Marili Ribeiro)

Leonardo Araújo e Rogério Gava, professores da Fundação Dom Cabral, vêm se dedicando há algum tempo a pesquisar os fatores que tornam uma empresa capaz de interpretar os fatos com rapidez suficiente para agir antes dos concorrentes. Em um momento de retração na demanda e de falta de liquidez, como o atual, essa pode ser, na verdade, a característica que fará algumas empresas crescerem em cima das fatias de mercado das concorrentes. “A empresa que se destaca em meio a situações difíceis é aquela que gosta mais de fazer poeira do que de comer poeira”, afirma Araújo.

Ele separa as empresas, basicamente, em dois padrões: as que querem fazer história e as que se prendem aos resultados de curto prazo, o que acaba por imobilizá-las em períodos de crise. “As empresas que têm visão de futuro são as que são capazes de arriscar mais, de ousar na comunicação com os clientes, porque sabem que os consumidores também ficam mais proativos e se tornam caçadores de oportunidades quando o dinheiro fica escasso.”

Araújo faz parte de um time de consultores e pesquisadores que acredita que a crise tem, sim, de ser vista como um momento de oportunidade. E, para isso, não há outra receita senão investir, seja em novos produtos, seja em marketing.

De acordo com Guilherme Plessmann Tiezzi, professor de marketing da escola de negócios Ibmec São Paulo, essa lição já começa a ser entendida pelas empresas. Segundo ele, antes, em qualquer crise, as empresas começavam a cortar exatamente pelo marketing. Hoje, essa área é mais preservada. “Acho até que a atual crise vai impulsionar, por exemplo, o marketing segmentado, que estimula o ponto-de-venda, e o marketing mais personalizado”, disse.

A fabricante de bebidas AmBev é um exemplo do que isso pode representar. A empresa lançou, no início do mês, a nova cerveja Bohemia Oaken, maturada em carvalho. Por ser uma novidade sem similar no mercado, a cervejaria resolveu lançá-la em série limitada. Para avisar de sua chegada, a empresa preparou uma litografia em desenho feito em grafite e prensado sobre papel especial e distribuído para clientes vips. Fez anúncios em jornais, enviou mensagens de SMS e e-mail marketing. A expectativa era vender os 4 mil kits disponíveis até o final do ano. Mas, em apenas alguns dias, o estoque estava esgotado.

Receita similar adotou a companhia Alpargatas, que não se intimidou em distribuir a uma rede varejista selecionada no Brasil e às Galeries Lafayette, em Paris, uma linha de bolsas em lona e borracha com a marca Havaianas. O produto pega carona no sucesso da sandália de borracha que virou um ícone de moda. Para divulgá-lo, a empresa providenciou um caderninho personalizado no estilo “um jeito Havaianas de ser”, que está sendo encartado em revistas de moda durante o mês de novembro. A extensão da linha Havaianas é uma aposta da empresa para aquecer as vendas neste final de ano. E a companhia já está se surpreendendo com a acolhida.

MANTRA

Apesar do clichê, dizer que crise é sinônimo de oportunidade virou quase um mantra na boca de muitos empresários. Em um evento recente, a superintendente da rede varejista Magazine Luiza disse que o medo deve ser transformado em estratégia para sair da situação. “É hora de investir e pegar o cliente dos outros”, afirmou.

No mesmo evento, o presidente da Nestlé, Ivan Zurita, manteve o espírito positivo. Anunciou que a multinacional tem planos ambiciosos para o Brasil e que os investimentos para 2009 também estão mantidos. “Não podemos dormir e acordar dizendo que estamos em crise”, disse.

Em visita recente ao Brasil, Martin Sorrell, presidente mundial da WPP, um dos maiores grupos de propaganda e comunicação global, fez discurso na mesma linha. “Não é hora de as empresas cortarem investimentos em marketing. O cortes podem sinalizar fraqueza”, disse.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 24/11/08

23 novembro 2008

Petrobras, Vale e Nestlé são as empresas mais admiradas segundo o DCI

Já estão definidos os vencedores do sexto “Prêmio DCI – as empresas mais admiradas do Brasil”, promovido pelo jornal DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços. De 20 de novembro de 2007 a 20 de outubro deste ano, foram ouvidos 2.145 votantes, grupo formado por empresários, executivos e economistas que apontaram as empresas que mais admiram.

Nesta edição, 29 instituições foram destacadas em seus segmentos, tendo três delas recebendo prêmios especiais. A Petrobras foi considerada a mais admirada entre todas as estatais, enquanto a Vale recebeu a mesma honraria entre as empresas de capital nacional; e a Nestlé entre as de capital estrangeiro.

Desde sua primeira edição, em 2003, o levantamento realizado pelo DCI questiona os entrevistados sobre qual a empresa mais admirada em seu setor de atividades; qual a empresa nacional mais admirada; qual a empresa estrangeira mais admirada; e qual a estatal mais admirada. Para responder, os participantes levam em conta características como agilidade para acompanhar o ritmo de crescimento do mercado e o sucesso apresentado na hora de atrair capital e recursos.

As empresas receberão seus troféus na próxima segunda-feira, 24 de novembro, em festa realizada no Jockey Club de São Paulo. Confira abaixo a lista de todos os vencedores em cada uma das categorias.

Advocacia: Pinheiro Neto
Alimentos: Nesté
Auditoria, Consultoria e Contabilidade: Trevisan
Aviação: Embraer
Bares, Lanchonetes, Restaurantes e Padarias: Bar Brahma
Bebidas: AmBev
Bens de Capital e Equipamentos: Siemens
Comércio: Grupo Pão de Açucar
Construção e Engenharia: Cyrella
Cosméticos, Higiene e Limpeza: O Boticário
Elétrico e Eletrônico: Philips
Energia: Eletrobrás
Finanças: Itaú
Hotéis e Turismo: Rede Accor
Logística: DHL
Material de Construção: Grupo Votorantim
Mídia e Marketing: Africa
Mineiração: Vale
Papel e Celulose: VCP
Petróleo e Gás: Petrobras
Químico e Petroquímico: Braskem
Saúde e Educação: Hospital Albert Einstein
Seguros: Porto Seguro
Shopping Centers: Shopping Center Norte
Siderurgia e Metalurgia: Gerdau
Tecnologia da Informação: Microsoft
Telecomunicações: Embratel
Têxtil e Calçados: Santista
Veículos e Autopeças: General Motors

Fonte: Portal da Propaganda - 21/11/08

21 novembro 2008

Crise afeta vendas e investimentos da indústria, aponta CNI

A crise financeira global começou a contaminar a economia real e já afeta as vendas e os investimentos das indústrias brasileiras, apontou na quinta-feira (20/11) pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O documento mostrou, no entanto, que cerca de metade dos empresários acha que as medidas anunciadas pelo governo já apresentam resultados e que a crise acabará até o fim de 2009.

"Os efeitos da crise não se limitam a problemas na disponibilidade e no custo do financiamento", destacou a CNI no texto de apresentação do estudo. "O principal problema enfrentado pelas empresas é a redução na demanda."

Segundo o levantamento, 88% dos executivos ouvidos disseram que suas empresas foram prejudicadas pela crise. A maior preocupação de 57% dos empresários é a queda nas vendas para 2009. Pouco mais de 40% dos entrevistados apontaram a alta dos preços de insumos e de equipamentos importados como o principal efeito negativo da crise.

Entre os entrevistados, 47% disseram que reduziram as projeções de vendas para 2009 e outros 7% afirmaram que reduziram muito essas estimativas. Como resultado, 64% afirmaram que seus investimentos foram afetados.

O estudo também mostrou que a obtenção de capital de giro é um problema do setor. A crise impactou o financiamento de 61% dos empresários que participaram da pesquisa.

Fim da crise
Apesar das dificuldades, a metade dos empresários ouvidos demonstrou relativo otimismo. Na opinião de 31%, a crise acabará no segundo semestre do ano que vem. Para 18%, isso ocorrerá na primeira metade do ano. O grupo de mais otimistas, constituído por 1% dos entrevistados, acha que a crise será solucionada ainda em 2008.

Outros 31% disseram acreditar que a crise será superada apenas em 2010. Já 9% disseram esperar uma solução após 2010. Não souberam responder 9% dos entrevistados.

Os empresários também fizeram uma avaliação das medidas tomadas pelo governo federal. Na opinião de 52%, as ações estão sendo moderadamente efetivas, contra 34% que as consideraram ineficazes.

Para ajudar a melhorar a situação, a CNI cobrou, entre outras demandas, uma maior ampliação do prazo de recolhimento de tributos, a redução de exigências para o acesso e o aumento de recursos para as linhas de créditos de bancos públicos.

A CNI realizou a consulta por meio eletrônico, entre os dias 6 e 14 de novembro. Reponderam a pesquisa 385 empresas de todos os portes. Essas companhias estão instaladas em 25 Estados, e atuam em 31 segmentos industriais.

Fonte: Invertia (com informações da Reuters News) - 20/11/08

20 novembro 2008

McDonald's sem logotipo no Japão

Como parte da ação de lançamento do Quarterão com Queijo naquele país, a rede de fast-food abandona seu arco amarelo, o mascote Ronald McDonald's e até o seu próprio nome

O McDonald's vai lançar o Quarterão com Queijo no Japão sem qualquer traço do arco amarelo M, ou qualquer referência ao seu próprio nome. Explica-se: as lojas escolhidas para comercializar o produto na capital Tóquio não exibem o nome, o logotipo ou qualquer outra coisa que lembre a rede, como forma de propor um "teste cego" do novo (por lá) sanduíche.


A promoção por tempo limitado fez com que as duas lojas que participaram do teste fossem caracterizadas com enfeites minimalistas, com especial atenção à discreta combinação entre as cores vermelha e preta, um contraponto aos tradicionais amarelo e vermelho. Esses locais terão sofás no estilo de Le Corbusier e apenas dois itens no menu: o quarterão com queijo e o duplo quarterão, servidos em embalagens com cor num tom sólido de vermelho e letras negras. "Queremos que as pessoas descubram um grande sabor e que não liguem para quem está produzindo", afirma um porta-voz do McDonald's.

Os restaurantes estão localizados em bairros fashion de Tóquio, no caso, Omotesando e Shibuya East. A japonesa Dentsu participou do projeto.

Fonte: Meio&Mensagem (com informações da Creativity) - 19/11/08

60% das empresas mantêm investimentos

Uma pesquisa feita durante o Seminário Lide, realizado no dia 11 de novembro, em São Paulo, mostrou que, apesar do discurso corrente de que é preciso enfrentar a crise aproveitando as oportunidades que ela cria, os executivos parecem cautelosos quanto aos reflexos dos problemas da economia mundial.

De acordo com o levantamento, 17% deles acham que os planos de investimentos de suas empresas estão sendo ampliados, enquanto 23% acreditam que as companhias estão reduzindo os investimentos. Para 60% deles, os recursos continuam os mesmos.

"Atitudes positivas para enfrentar a crise" foi o tema do seminário, que contou com a presença de profissionais do mercado publicitário, executivos de grandes empresas e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

A pesquisa também mostrou que os impactos no setor de atuação deles já começaram para 73% dos entrevistados, mas estão moderados para 57% e intensos para 16% dos que responderam.

Sobre a rentabilidade das companhias, 58% disseram que acreditam que serão mantidas, 27% que vai diminuir e 15% que irá ampliar.

A principal preocupação das empresas é a redução de crédito (67%) e o câmbio estável (45%). Segundo a pesquisa, os executivos esperam demissão em 15% das empresas. O índice é o mesmo para companhias que devem empregar. O quadro de funcionários deve ser mantido em 70% das empresas.

O evento foi organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e pela Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). Esta foi a primeira vez que a associação de agências participou de um seminário do grupo de empresários presidido por João Dória Jr. "O evento foi de extrema valia. Não me lembro de outra reunião com tanta conversa franca", falou Dalton Pastore, presidente da Abap.

Quem abriu o ciclo de painéis foi o empresário Jorge Gerdau. O presidente do Conselho do Grupo Gerdau disse que a situação do Brasil está muito melhor que a de outros países para enfrentar a crise. "Dificilmente algum outro país no mundo tem uma estrutura igual a do Brasil, mas a crise é global", analisou.

As opiniões apresentadas foram debatidas pelo presidente da Nestlé, Ivan Zurita, pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e pelo ex-ministro do Planejamento, Pedro Parente. "Eu gosto da crise. A única vantagem da crise é que vamos sair muito melhor", disse Parente. "Essa crise é da emergência dos emergentes", destacou Mercadante.

O segundo painel do dia tinha como tema "O papel da comunicação para vencer a crise e fortalecer o mercado" e foi apresentado pela presidenta do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano. Ao apresentar o painel, Dalton Pastore chamou a atenção para a importância da comunicação. "Se no momento de dificuldade de mercado a comunicação não puder ajudar, quem pode?", questionou.

Luiza contou que a comunicação é muito importante na sua empresa. "A gente tinha medo de vir para São Paulo. Nosso concorrente é o maior anunciante do País. No intervalo dele tem o 'Jornal Nacional', mas há 15 anos investimos em pessoas e fizemos marketing disso para ficar conhecidos", falou ao contar que a comunicação divulgou a contratação dos funcionários.

Jairo Leal, VP da Editora Abril, também participou do painel. "A cautela é importante, mas o excesso dela pode levar as empresas a deixarem seus clientes a experimentar o produto do concorrente", disse.

O crescimento do mercado digital foi lembrado pelo presidente do Terra. "É o momento de buscar eficiência, não é o momento de não comunicar. A vantagem é que os meios digitais permitem conhecer os clientes", falou. "Sempre me perguntam o que a propaganda pode fazer pela crise. Minha resposta é, depende do empresário. No pior ano da economia brasileira, houve empresas que cresceram mais de 10%", disse Julio Ribeiro, presidente da Talent.

O ciclo de palestras foi encerrado com a apresentação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que falou sobre "Atitudes e medidas para enfrentar a crise global". "Em comparação com a crise de 29, a diferença é que não estão se repetindo os erros. Naquela época o FED usou a retração. Hoje os Bancos Centrais usam política agressiva de liquidez", falou.

Fonte: Propmark - 19/11/2008

17 novembro 2008

Pão de Açúcar investe em supermercado sustentável

O Pão de Açúcar faz um investimento milionário em Indaiatuba para ter o primeiro "supermercado verde" do Brasil.

Veja a notícia aqui.

Quem tem medo da crise econômica destacada na mídia também teme ir às compras

A McCann Erickson acaba de divulgar parte dos dados de uma pesquisa que se destina a entender o comportamento dos consumidores de classes C e D em sete países da América Latina. A íntegra da compilação das informações levantadas somente será revelada entre dezembro e janeiro próximos, pois, neste momento, tornam-se públicas apenas algumas das percepções colhidas entre brasileiros.

Em “Retrato da crise: as classes C e D em estado de alerta”, resultado da investigação feita pelo instituto de pesquisa Data Popular, foi analisada, detalhadamente, a postura da classe média diante da crise econômica. O estudo revela que, apesar de ainda não existir um grande sentimento de turbulência com relação à economia, há muita preocupação com a questão. A ampla cobertura da crise pela mídia é a responsável, segundo a análise, pelo público acreditar que, em breve, essa situação afetará a vida dos cidadãos. Eles ainda não sentem os efeitos da crise no seu dia-a-dia, no entanto, quando a situação econômica vira o tema da conversa, 20,7% das pessoas se consideram muito preocupadas; 45,5%, preocupadas; e 56% acreditam que o País será muito afetado pela instabilidade econômica.

"A idéia de crise induz as pessoas a adiarem compras e investimentos”, afirma Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da McCann Erikson, enfatizando que esse comportamento já é visível: 61% dos respondentes já consideram a hipótese de deixar planos e projetos para depois.

Para mais de 70% dos entrevistados, uma boa opção, durante a crise, é migrar para outros pontos-de-venda em busca de melhores preços, bem como banir produtos mais caros e/ou usá-los menos vezes. Além disso, 60% dos respondentes afirmam que irão limitar o deslocamento para fazer as compras e substituirão marcas. Também foi detectado que 50% dos pesquisados pretendem reduzir gastos com lazer, vestuário, uso de cartão de crédito e celular.

O avant-première dos novos hábitos de consumo pode ser o Natal, que terá mais lembranças do que presentes, férias melhor pensadas e muita renegociação. No entanto, “grande percentual dos entrevistados não vai mexer radicalmente no jeito de festejar a data”, prevê Aloísio Pinto, acrescentando que, como a crise ainda não é “contundente”, o comportamento mais retraído em gastos não deve se acentuar demasiadamente neste fim de ano.

Para passar pela crise, os brasileiros esperam que as marcas criem embalagens mais econômicas, como declarado por 30% da amostra; ofereçam ofertas especiais (29%); e forneçam mais informação sobre os produtos para que se possa escolher melhor (23%). O que as pessoas querem, como resume o vice-presidente da agência, “é muita criatividade e flexibilidade das empresas”.

O estudo mostra, portanto, que a conjuntura econômica está trazendo novos hábitos e expectativas para esses consumidores, que, apesar de ainda não tomarem medidas drásticas em decorrência da crise, já se preparam para enfrentá-la.

Foram questionadas, no Brasil, 618 pessoas economicamente ativas, de capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, na faixa de 24 a 60 anos e com renda familiar entre R$ 607,00 e R$ 3.033,00.

Margem de erro: 4%.

Fonte: Portal da Propaganda - 13/11/08

Natal: vendas online devem crescer 25% no Brasil

O comércio eletrônico brasileiro deve registrar um faturamento de R$ 1,350 bilhão com as vendas para o Natal deste ano. Segundo a consultoria e-bit, esse resultado representa um crescimento de 25% em relação às receitas obtidas com o varejo na web entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro de 2007 (R$ 1,082 bilhão), informa a Folha Online.

Apesar da recente alta no valor do dólar --que encarece os importados--, a consultoria prevê que produtos com componentes tecnológicos deverão ter a preferência dos consumidores nas compras de fim de ano.

A e-bit usa uma pesquisa com dados do terceiro trimestre deste ano apontando que 39% dos entrevistados pretendiam comprar eletrônicos em geral, gastando até R$ 850, seguido por 36% que pretendem gastar com produtos especificamente de informática.

Para o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, as vendas pela internet tem grande potencial no país, e o período natalino pode ajudar aquelas pessoas que não têm tempo de ir às compras ou não têm paciência para enfrentar lojas cheias.

"É importante destacar a comodidade que esse tipo de mercado traz para o consumidor, que fica despreocupado em não ter de gastar seu tempo para ir a uma loja fazer sua compra, além de evitar os imensos congestionamentos característicos das grandes cidades".

Segundo Guasti, a possibilidade de parcelar as compras em até 12 vezes sem juros, contra seis vezes em lojas convencionais, é outro ponto positivo para compras pela web. A e-bit afirma que a crise econômica internacional não irá reduzir o crescimento das vendas pela internet no país. Por sua vez, segundo a consultoria, os norte-americanos deverão gastar menos neste fim de ano, fazendo com que o varejo eletrônico cresça 12% em relação ao mesmo período de 2007.

Fonte: PEGN - 12/11/08

Classes C e D acreditam que crise será passageira

Para saber o que as classes C e D pensam sobre a crise financeira que começou nos Estados Unidos e se espalhou por todo o mundo, uma agência de publicidade ouviu consumidores de sete países - Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México e Panamá.

No Brasil, é o comportamento das chamadas classes emergentes que deve ditar a tônica da crise. "Toda a economia brasileira, nos últimos anos, tem sido esse aumento de consumo dessa classe. Se essa parcela se retrair muito, daí o Brasil vai sentir mais do que normalmente sente", disse Aloísio Pinto, vice-presidente da agência de publicidade.

Enquanto os latinos em geral acreditam que a crise vai ter no mínimo dois anos e que seu país vá sofrer com as conseqüências, o brasileiro tem uma postura bem mais otimista. "Eles pensam em um ano vamos sentir alguma coisa, mas muito menos do que os nossos vizinhos da América Latina", disse Pinto.

Mas, por via das dúvidas, o brasileiro já está mais cauteloso. Segundo a pesquisa, 80% acreditam que a crise pode trazer algum impacto para a família e 61% já adiaram alguns planos.

A pesquisa foi feita em cidades com mais de 200 mil habitantes e ouviu pessoas com renda familiar entre R$ 607 e R$ 3.003. Hoje, as classes C e D representam 54% da população brasileira.

Fonte: PEGN / G1 - 14/11/08

Marketing no varejo precisa mudar a essência

Se olharmos para o comportamento do consumidor, percebe-se claramente que a evolução do nível de exigência quanto à qualidade do serviço como todo.

(Cláudio Landsberg)

Falar de marketing no varejo é um assunto extremamente interessante e curioso. Mesmo porque o papel do marketing neste segmento sempre foi focado em como atrair o consumidor ao seu ponto de venda, mostrando a relação custo/benefício e, a partir dela, extraindo o potencial da venda, por meio do preço final.

Na verdade, o marketing no varejo em sua essência deve mudar. Se olharmos para o comportamento do consumidor, percebe-se claramente que a evolução do nível de exigência quanto à qualidade do serviço e a percepção do todo é superior à capacidade de acompanhá-las e assimilá-las.

Em termos de conceito de marketing no varejo, fica claro que precisamos de mudança. A maioria dos profissionais que trabalham na área encontra-se perplexa com o reposicionamento do conceito. As indicações são de que o marketing e a estratégia passarão a ser um único conceito, gradualmente extinguindo-se as áreas destinadas a cada um.

O objetivo destas mudanças está em uma reordenação dos negócios para a idéia de que o cliente será o patrão do varejo. O marketing deverá ser a filosofia do negócio varejista. O varejo deverá adotar um conceito de orientação de mercado, buscando a fidelização do cliente e o entendimento da qualidade do serviço prestado ao consumidor final.

No modelo tradicional de marketing sempre houve uma separação entre a venda e a pós-venda, com a pós-venda normalmente relacionada a um plano inferior, definido pela ação dos departamentos de reclamações ou de garantia. A relação existente entre marketing de relacionamento e de serviços é muito forte. Marketing de relacionamento não seria apenas mandar malas diretas regularmente para o cliente ou ter um serviço de pós-venda eficiente.

Se faz necessário conhecer na ponta o seu nível de serviço, no que tange a qualidade do atendimento, a qualidade do produto oferecido, o ambiente e sua atratividade. E a partir definir toda estratégia corporativa da empresa varejista.

Em função disso, o conceito de Cliente Oculto torna-se fundamental para área de Marketing, como controle perene da qualidade do serviço. Os produtos finais gerados devem ser motivos de estudo não só pela área, mais pela empresa como um todo, fazendo parte da estratégia corporativa.

O que é o Cliente Oculto?

É uma técnica de pesquisa interativa utilizada para monitorar o atendimento como um todo (serviço, atratividade ambiente, produto, etc..) ao cliente sob o ponto de vista do consumidor final, utilizando pesquisadores terceirizados e treinados, que irão atuar como clientes.

Este serviço permite obter qual a percepção do cliente nas diversas situações de consumo do dia-à-dia, utilizando um breve roteiro de avaliação e profissionais experientes que atuarão como consumidores.

Sua aplicação é principalmente tática e operacional, pois parte dos valores e quesitos mais importantes sob a ótica do consumidor final, diferente das conhecidas Pesquisas de Satisfação onde sua característica estratégica foca os quesitos que as empresas desejam estudar nos consumidores.

Permite à área executar :
1. Treinamentos em: técnicas de vendas, habilidades interpessoais, conhecimento de produtos etc.;
2. Fazer feedback para membros da equipe buscando evolução nas itens avaliados insatisfatoriamente;
3. Ajustar campanhas de vendas e ações de marketing identificando pontos falhos sob o ponto de vista do cliente;
4. Padronização ou nivelamento de: pessoal, processos, atendimento, estrutura, recursos de trabalho etc.;
5. Melhoria de atendimento por meio das informações disponibilizadas pelo serviço;
6. Promover engajamento organizacional orientado à clientes;

Façamos desta prática o passo inicial para a grande mudança conceitual do marketing no varejo.

Fonte: Portugal Digital - 15/11/08

14 novembro 2008

Pesquisa aponta que brasileiros manterão compras de Natal

A crise financeira ainda não faz parte das preocupações dos brasileiros que mantêm inalterados os planos para as compras de fim de ano, aponta pesquisa da multinacional francesa Ipsos, o que eleva as projeções otimistas de redes varejistas como Grupo Pão de Açúcar e Wal-Mart, por exemplo. Segundo a Ipsos, apenas 16% dos entrevistados têm acompanhado os desdobramentos da crise, enquanto 41% dos participantes responderam "um pouco". "O resultado da pesquisa mostra que a crise não provocou impacto relevante nas decisões de compra dos brasileiros", analisou Paulo Cidade, diretor da área de Public Affairs da Ipsos.

Marcos Gouvêa de Souza é outro especializado no varejo otimista com o mercado. Ele conta do levantamento realizado pela consultoria Gouvêa de Souza & MD, que também aponta - ao setor supermercadista - impacto pífio nas vendas deste final de ano. "A tendência é de que o consumidor não gastará menos nas compras de fim de ano", afirmou.

Prova do cenário favorável ao consumo e às vendas é vista, na prática, pelo resultado do mês de outubro das bandeiras da rede Pão de Açúcar, que registrou alta nas vendas líquidas de 29,2%. Outro termômetro é o crescimento do Wal-Mart Brasil, na área internacional da holding, que quase chegou à casa dos 20% no último trimestre, encerrado em 31 de outubro para a empresa.

No Grupo Pão de Açúcar, cujo controle é dividido pelo empresário Abilio Diniz com o francês Grupo Casino, as vendas da varejista brasileira totalizaram R$ 1,75 bilhão e as vendas líquidas R$ 1,52 bilhão. As taxas de crescimento atingiram 25,2% e 29,2% respectivamente, em comparação ao ano anterior. No conceito "mesmas-lojas", o incremento das vendas brutas foi 13,9% e das vendas líquidas de 17,4% frente a 2007.

O setor de não-alimentos - responsável pela maior fatia no faturamento da companhia - não deu sinais de arrefecimento, como previam que aconteceria alguns consultores especializados em varejo, além de ser a aposta também da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Tanto que no conceito de mesmas-lojas, a comercialização do segmento obteve alta de 19,3%, "mais uma vez, um forte crescimento". O destaque na subcategoria foram os eletroeletrônicos, que apresentaram incremento de dois dígitos, acima da média da empresa. A venda de alimentos progrediu 12,1% no mês passado.

Atento às mudanças do cenário internacional, Eneas Pestana, vice-presidente administrativo-financeiro do grupo, disse: "Imagino que haja uma desaceleração dos não-alimentos, mas que a FIC [Financeira Itaú CDB] tem políticas de crédito muito rigorosas e uma carteira saudável com pouca inadimplência. Vamos agir rápido frente a qualquer sinal".

O executivo lembra que no terceiro trimestre do ano, o Grupo teve lucro recorde, chegando a R$ 82,513 milhões, valor 137,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. O bom desempenho foi atribuído à política de precificação, evolução contínua do valor do tíquete médio e tráfego de clientes. Como nos meses anteriores, as bandeiras que puxaram para cima os resultados da companhia foram Extra, Extra-Eletro e Extra Fácil.

Wal-Mart

A estratégia de vender a preços mais competitivos levou a operação brasileira da gigante norte-americana Wal-Mart a se destacar nos resultados consolidados do terceiro trimestre, em que as vendas líquidas foram US$ 97,6 bilhões. No Brasil, as vendas totais cresceram 17% no último trimestre e 4,8% na comparação "mesmas lojas". As principais bandeiras que contribuíram para o resultado foram Wal-Mart Supercenter (hipermercado) e Maxxi (atacado), que chegaram a 19% de aumento de vendas na comparação com o número de lojas.

A área internacional da companhia mais uma vez teve destaque, com crescimento de 11,2% no mesmo período. "As operações internacionais continuam sendo os negócios que mais crescem no Wal-Mart, comprovando que nossa missão de vender por menos para as pessoas viverem melhor ressoa junto aos clientes em todos os lugares onde operamos", diz Lee Scott, presidente do Wal-Mart Stores.

As vendas totais da líder no setor supermercadista do País, a rede Carrefour, cresceram 16,1% no terceiro trimestre, aumento de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado no quesito mesmas-lojas. Em relação ao resultado global da empresa, a alta foi de 7%.

Fonte: DCI - 14/11/08

Classe C, muito além do DVD

Estudo diz que comportamento de consumo das classes A, B e C tem semelhanças

“Eu quero um pouquinho mais (da vida)”, diz um vendedor. “Gosto de coisa boa”, decreta uma empregada doméstica. “Não é por causa de 1 real que vou deixar de comprar a melhor”, completa uma assistente social. Todos da classe C, parte dos 86,2 milhões de brasileiros com renda familiar média de 1.602 reais e que hoje representam 46% da população. A ascensão da “nova classe média” está nas projeções há tempos, mas pouco se sabe sobre o que pensa e o que deseja essa fatia da sociedade. É o que a Limo Inc, empresa de estratégia de comunicação, investigou no estudo Breakonsumers. Apresentado em formato de documentário, revela novos padrões de consumo e uma tendência de convergência de comportamento das classes A, B e C. Grosso modo, Discovery Channel e compras na rua 25 de Março (comércio popular) para todos.

“O que vem depois da conquista da casa própria? Do carro? Da geladeira nova?”, questiona Laura Chiavone, publicitária formada em Sociologia e sócia da Limo, que, ao lado da publicitária Ana Kuroki, concebeu o estudo e o documentário.

Foram feitas 30 entrevistas qualitativas e ouvidos 2.016 integrantes das classes A, B e C em Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Na classe C, 81% dos entrevistados dizem ter tido mais oportunidades na vida do que os pais. Na A/B, 91% afirmam o mesmo.

Na classe C, 65% consideram que o Brasil melhorou nos últimos anos, enquanto 75% da classe A/B têm essa percepção. Por sua vez, uma parcela maior, 84%, dos pesquisados da classe C diz ter vontade de estudar mais, ante 78% na A/B.

O diferencial do Breakonsumers, porém, está em mostrar o consumidor como gente comum, na cozinha ou no sofá da sala, a expor seus conceitos de vida. É aí que vemos a classe C dizer que prefere creme de leite Nestlé, que “encarnou no Ford Focus” ou que “só tomo Coca-Cola”. Ou a classe A/B relatar a satisfação em pechinchar, “gosto de saber que paguei um bom preço”, ou confessar que “amo um genérico”. São exemplos da convergência de comportamentos.

O amplo acesso ao crédito é personagem invisível, porém muito presente, como mostra um casal da classe C. A esposa adora um carnê, “crédito é uma coisa dos deuses”, e o marido compra à vista, “o problema está na paciência da pessoa”. Ele também menciona o canal fechado Discovery Channel e o programa Provocações, exibido pela TV Cultura em São Paulo, como referências culturais.

Como observa a historiadora da USP Maria Helena Capelato: “A grande transformação (social) não veio pela economia”. Está, antes, na comunicação. Ou, em última instância, na educação.

Além da convergência de comportamento, Laura avalia que o anseio por mais conhecimento, para compreender e organizar o excesso de informações do mundo atual, é a descoberta mais importante do estudo. Desejo que, aposta ela, a crise financeira não abalará: “O capitalismo vai ressurgir, em novas bases. Quais serão elas?” A resposta pode estar no depoimento de uma empresária da classe A. “Os privilegiados têm de tomar cuidado”, alardeia. “O dinheiro vai mudar de mãos. Quem vai concorrer com meus filhos é quem hoje anda de ônibus.”

Fonte: Carta Capital - 07/11/08

06 novembro 2008

Ter entre 25 e 34 anos ainda é ser jovem, avalia uma pesquisa

Pessoas com idade entre 25 e 34 anos ainda podem ser consideradas integrantes do grupo dos jovens e devem ser tratadas de maneira específica pelos anunciantes, diz uma pesquisa da Viacom Brand Solutions International.

O estudo conclui que responsabilidades 'adultas' - como filhos e hipoteca da casa - estão sendo assumidas mais tarde. Com isso, os que têm de 25 a 34 continuam a consumir games, música e internet e estão desfrutando os prazeres da juventude ao mesmo tempo em que se beneficiam de mais liberdade pessoal e financeira.

A pesquisa identifica esse grupo de jovens como 'golden' - eles têm maior poder de compra e mais senso de identidade. As outras fases da juventude vão de 16 a 19, chamada de 'discovery' (descoberta), e de 20 a 24, identificada como 'experimentation' (experimentação).

O estudo foi realizado em 18 países, Brasil incluído. Leia mais, em inglês, aqui.

Fonte: Blue Bus - 06/11/08

O uso das ferramentas da Web 2.0 nas eleições americanas

“Campanha” é um termo militar, que na Idade Média designava o local onde os exércitos combatiam. A atual eleição presidencial americana marca o aparecimento de um novo campo de batalha: o das comunidades digitais.

A Web 2.0 é a grande vencedora da eleição (escrevo domingo, 48 horas antes da votação). Blogs, sites de comunidades e sites de compartilhamento de vídeo não foram apenas locais de combate, mas também armas importantes para a configuração de novas práticas eleitorais que no longo prazo talvez (na verdade, um enorme TALVEZ) possam revitalizar o governo democrático.

Durante boa parte do século XX, a batalha eleitoral foi lutada de forma que seguia as “guerras” tradicionais: após um bombardeio arrasador, realizado via “artilharia de campo” (jornais, rádio e revistas) ou “bombardeios aéreos” (comerciais na televisão), os candidatos mobilizavam seus “cabos eleitorais” para ocupar o terreno no “corpo-a-corpo” com o eleitor, ajudados por armas de pequeno calibre (“santinhos”, telefonemas, reuniões, etc).

Desde os primórdios da eleição, a equipe de Obama entendeu que a Web 2.0 estava subvertendo as clássicas operações de “ocupação de território”. Em primeiro lugar, pela própria natureza do campo de combate. De acordo com pesquisa do Pew Internet and American Life Project, um dos mais tradicionais centros de pesquisa sobre a Internet e a Opinião Pública nos EUA, a Internet suplantou todos os outros meios como fonte de informação sobre política, perdendo apenas para a televisão (no caso brasileiro, em 2006, ela já superou as revistas).

A compreensão de uma “nova natureza” da campanha digital por parte da equipe de Obama aconteceu muito cedo. Foi impulsionada pelo uso do YouTube nos debates das primárias, ainda na metade de 2007, e se aprofundou quando a direção da campanha percebeu que a rede poderia ser uma fonte de doações capaz de fazer frente a máquina arrecadadora montada por Bill e Hillary Clinton.

Foram as doações pela Internet que permitiram a Obama sobreviver durante as primárias o tempo suficiente para se mostrar um candidato viável e, a partir daí, começar a atrair recursos dos grandes doadores, que continuam fundamentais em uma eleição que custa centena de milhões de dólares. Dados da Comissão Eleitoral americana mostram que Obama arrecadou 639 milhões de dólares, dos quais estima-se que cerca de 50% vieram de doações abaixo de 500 dólares, via Web. Isso permitiu ao candidato abrir mão do financiamento público de campanha, quebrando uma tradição de décadas na política americana e reforçando seu marketing de “change” (mudança).

Mudou o terreno de batalha, mudaram também as táticas. Obama continuou se valendo da “Força Aérea”: na semana passada apresentou um “infomercial” de 30 minutos nas 3 principais redes de TV americanas (veja no Huffington Post, o mais influente blog político dos EUA, os melhores momentos, com comentários). Mas após o bombardeio o terreno era ocupado primordialmente pela “guerrilha digital” e não pela infantaria tradicional (cabos eleitorais pagos).

Isso só foi possível porque a campanha montou uma estratégia de redes sociais baseada na apropriação de blogs, conteúdo produzido pelo usuário e páginas de relacionamento por parte do site oficial da campanha. Ao se cadastrar no site, o internauta passava a poder montar sua própria página (o “MyBarackObama.com”), como se fosse um “Facebook” ou “Orkut” fechado dentro do espaço da campanha.

As diversas atividades (criação de blogs, organização de eventos, doações, criação de vídeos para a “Barack TV”) iam gerando “pontos”, que serviam como um sinal de prestígio e envolvimento e, ocasionalmente, permitiam ao internauta aparecer em algum evento próximo ao candidato ou outras figuras importantes –uma estratégia já clássica para aumentar o “capital social” dos ativistas de campanha, estimulando ainda mais seu envolvimento. Cerca de 11% dos eleitores americanos enviaram comentários feitos em blogs para outros eleitores e 5% escreveram ou fizeram sua própria análise da campanha –entre os eleitores mais jovens (18-29 anos), este número atinge 12%. Embora ainda modestos, estes percentuais são o triplo do verificado na eleição de 2004.

A campanha de Obama utilizou as ferramentas da Web 2.0 para “baratear” o custo do envolvimento com as eleições. Boa parte dos seus possíveis eleitores dificilmente iria se dar ao trabalho de enfrentar o trânsito para ir a um comitê, apanhar caixas e caixas de “santinhos”, flâmulas, adesivos e sair distribuindo isso para seus amigos e vizinhos. Mas quando o que se pedia deles era simplesmente fazer um upload de alguma imagem, escrever algo, colocar um feed em seu blog ou enviar um e-mail para os amigos, isso tornava o envolvimento mais fácil.

Novamente dados do instituto Pew mostram o acerto da estratégia. Os grupos mais importantes entre os eleitores (os que apresentam maior grau de educação, jovens e de meia-idade) integram as fontes de informação online e off-line. São os “integradores” e “netnewsers” [novos usuários de internet]. Por seu perfil demográfico (mais jovens e escolarizados), são exatamente o público com maior tendência para votar em um candidato democrata.

Do outro lado, a campanha de McCain procurou ocupar o território digital com táticas de padrão “broadcast”, ou seja, uma adaptação do tradicional “discurso de campanha”. Neto e filho de almirantes que lutaram na Segunda Guerra e na Coréia (e também piloto de bombardeio no Vietnã), McCain custou para perceber a importância de ocupar este espaço, e quando o fez utilizou um site onde era possível ler discursos do candidato, ver os comerciais de campanha etc, mas com uma baixa oferta de ferramentas colaborativas.

De certa forma, McCain “lutou” a guerra digital utilizando as táticas do Vietnã – achando que a ocupação maciça do território em todas as frentes seria suficiente para “estrangular” o adversário. Apenas no final da eleição seu comando de campanha fez o óbvio –tentar incorporar alguma coisa de Web 2.0 no “McCain Space”, uma pálida cópia das iniciativas de Obama.

É claro que a Web não é a única resposta para o extraordinário sucesso da campanha de Obama. A administração Bush, a mudança geracional no eleitor americano (pela primeira vez a eleição foi disputada por um candidato que não lutou ou participou das manifestações contra ou a favor da guerra do Vietnã), a personalidade belicista de McCain (neste aspecto, é imperdível a leitura da matéria de capa da The Atlantic deste mês, “Why War is His Answer”), a desastrada escolha de Sarah Palin como vice e o racismo oculto dos eleitores da “Jesuslândia” (os EUA profundo, que acreditam mais no Novo Testamento do que em Darwin) são fatores que provavelmente influenciaram o resultado mais que todos os blogs, vídeos no YouTube, etc.

Mas, mesmo que perca a eleição, Obama mostrou o extraordinário poder que as tecnologias colaborativas “open source” [código aberto ou código livre] trazem para a política. É questão de tempo para que as empresas também se apercebam disso. Trata-se de uma mudança na qual podemos acreditar...

Fonte: IDG Now - por Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado do IBOPE Inteligência - 04/11/08

Itaú e Unibanco mantêm logos e slogans

Na tarde da segunda-feira (03/11), Roberto Setubal, presidente executivo do Itaú Unibanco Holding S.A., e Pedro Moreira Salles, presidente do conselho administrativo, afirmaram que apesar da fusão das instituições financeiras, por enquanto não haverá mudança nos logos e slogans das marcas.

“São duas marcas fortes de duas empresas fortes. É muito cedo para falarmos de mudanças. Primeiro, é preciso o Conselho [Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica] aprovar a fusão para somente depois analisarmos essa questão de marcas”, afirmou Setubal.

Pesquisas junto ao consumidor serão feitas para saber como trabalhar as marcas daqui para frente. “A nova comunicação será fruto de pesquisa e análises de mercado”, disse Salles.

Com relação às agências de publicidade que atualmente atendem os bancos – a DM9DDB, DPZ e Africa atendem o Itaú, enquanto a F/Nazca S&S cria para o Unibanco – Setubal e Salles afirmaram que não haverá nenhuma mudança no momento. “Ficaremos com as quatro agências”, disseram.

“Foi uma surpresa para todos. Eles administraram a fusão com uma habilidade fora do comum. Ainda não sabemos como será. O Roberto [Setubal] é quem vai decidir”, comentou Roberto Duailibi, sócio-fundador da DPZ.

Também surpreso com a fusão, Márcio Santoro, vice-presidente da Africa, falou que vai aguardar para saber se a agência continuará atendendo a holding. “Estou surpreso e vim nessa coletiva como expectador para entender essa fusão. Agora, vamos aguardar”, disse.

Mas até março do próximo ano, segundo Antonio Jacinto Matias, vice-presidente do Itaú, as agências poderão ficar tranqüilas porque não haverá nenhuma mudança. “A primeira decisão será manter as quatro agências de publicidade. Com relação ao logo e slogan, vamos esperar os estudos de mercado porque não faz sentido antecipar. Tem que ser feito de forma natural. E acredito que no primeiro semestre do próximo ano teremos um diálogo sobre a nova comunicação da holding”, explicou Matias.

Já as marcas pertencentes aos bancos, Setubal disse que é preciso aguardar para saber quais marcas permanecerão e como serão trabalhadas. “Vamos continuar com a segmentação, mas vamos estudar a questão das marcas. Primeiro, temos que entender como o consumidor as valoriza. Algumas competem entre si. E será por meio de pesquisas e análises que vamos determinar quais serão trabalhadas em um segmento e quais em outros segmentos. Mas vamos implementar aquilo que for melhor para a instituição”.

Após um ano de negociação silenciosa, disseram que o objetivo é que daqui a cinco anos o Itaú Unibanco ser um player global. A holding já nasce sendo a 17ª maior empresa financeira do mundo com um patrimônio líquido de R$ 52 bilhões. Ambos também afirmaram que não haverá programa de demissão e as agências bancárias serão somadas. “Não há porque buscar ganho adicional fechando as agências que, somadas, são quase quatro mil. Queremos ser uma companhia mais robusta e rentável”, afirmou Salles.

Apesar da crise econômica mundial, Setubal e Salles estão otimistas com relação ao crescimento do País e por isso, resolveram firmar a fusão agora. “Este é um momento único no Brasil. Estamos muito otimistas. E não faríamos essa transação, deste tamanho, se estivéssemos com medo”, comentou Setubal que aposta no crescimento da economia brasileira para o próximo ano em torno de 3%. “Acredito que em 2010 podemos crescer até 4%”, disse.


Fonte: Propaganda e Marketing (Maria Fernanda Malozzi) - 05/11/2008

03 novembro 2008

Itaú e Unibanco anunciam fusão

Por enquanto, nada irá mudar operacionalmente para os clientes

Após 15 meses de conversa, Itaú e Unibanco decidiram se unir. Os controladores da Itaúsa e Unibanco constituirão uma holding em modelo de governança compartilhada. A presidência do Conselho de Administração ficará a cargo de Pedro Moreira Salles e o Presidente Executivo será Roberto Egydio Setubal. Para os clientes, nada muda operacionalmente neste momento. Todos continuarão a utilizar normalmente os diferentes canais de atendimento, cheques, cartões e demais produtos e serviços.
Setubal destaca "o orgulho que sente pela associação, que possibilitou a criação de uma das maiores instituições financeiras internacionais, com plena capacidade de disputar o mercado com os maiores bancos globais". Para Moreira Salles, "um dos aspectos mais significativos da associação diz respeito ao grande alinhamento de princípios entre as duas instituições, pautado por valores elevados, capacidade empreendedora e a obstinação de buscar sempre os melhores talentos".
A nova instituição finenceira contará com aproximadamente 4.800 agências e PABs, representando 18% da rede bancária; e 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou 18% do mercado. Em volume de crédito representará 19% do sistema brasileiro; e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%. No mercado de seguros, nasce com uma participação de 17%; e 24% em previdência.
As operações Corporate somam mais de R$ 65 bilhões, com atendimento a mais de dois mil grupos econômicos no Brasil. O negócio de Private Bank será o maior da América Latina, com aproximadamente R$ 90 bilhões de ativos sob gestão. As operações de cartões de crédito passam a contemplar as empresas Itaucard, Unicard, Hipercard e Redecard. O total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões.

Fonte: Cliente S.A. - 03/11/08

02 novembro 2008

Classes C e D se preocupam com a crise

A 141 Soho Square encomendou uma pesquisa com o objetivo de oferecer informações sobre o comportamento do consumidor brasileiro para seus clientes, diante das incertezas no cenário econômico nacional e internacional. Para divulgar os resultados obtidos, a agência preparou o The 141 Soho Square Journal, impresso que será enviado a todas as empresas que fazem parte de sua carteira, bem como a fornecedores e parceiros.

A publicação também ganhou uma versão on-line, que traz uma reportagem especial sobre o levantamento, realizada nas ruas de São Paulo. No www.the141sohosquarejournal.com.br, os internautas podem ainda mandar para o presidente da agência, Mauro Motoryn, suas opiniões e sugestões para este momento de crise.

O estudo exclusivo, realizado pelo Ibope em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador) mais o Distrito Federal, com 400 pessoas, revela que é alto o nível de conhecimento dos brasileiros das classes C e D a respeito dos acontecimentos na economia mundial. Os dados indicam que 75% dessa parcela da sociedade está preocupada com a crise, sendo que 73% têm consciência de que ela pode atingir o Brasil. Os integrantes das classes estudadas confirmaram já estar sentindo no bolso os efeitos do imbróglio financeiro, embora tenham uma expectativa positiva em relação à vida pessoal.

Para 65% das pessoas entrevistadas, a volta da inflação e o aumento dos preços dos alimentos é o que causa o maior medo. Em seguida aparecem o medo de perder o emprego (20%) e o de não poder pagar as prestações que devem (13%). Porém, embora estejam conscientes e preocupadas com o momento de turbulência nos mercados, as pessoas não perderam o otimismo e acreditam que 2009 será um ano melhor e que a economia se manterá em crescimento, ainda que num ritmo mais lento.

O universo da pesquisa é constituído por homens (46%) e mulheres (54%) com idade acima de 18 anos, sendo que a maior parte dos entrevistados (41%) situa-se na faixa entre 30 e 49. Das pessoas ouvidas pelo Ibope, 66% pertencem à classe C e 34% à classe D.

Fonte: Portal da Propaganda - 27/10/08

01 novembro 2008

Mobile Marketing deve movimentar US$ 150 mi em 2008

Segundo IDC Brasil, o valor corresponde às mensagens de texto enviadas pelos anunciantes

Estudo realizado pelo IDC Brasil mostrou que as mensagens enviadas pelos anunciantes para os celulares de consumidores movimentaram US$ 120 milhões no ano passado, o que fez com que mobile marketing respondesse por 10% de toda a receita das operadoras gerada pelos serviços de valor agregado. De acordo com a consultoria, esse valor deve ultrapassar os US$ 150 milhões até o final de 2008. O número total de mensagens e promoções está em torno de um bilhão por ano quando somadas todas as operadoras.

Em comparação aos Estados Unidos - onde o mercado já está mais maduro - outro levantamento mostrou que, apenas com mensagens de publicidade, o segmento movimentou cerca de US$ 105 milhões. "À medida que os telefones de terceira geração entrarem com força no mercado brasileiro, a tendência é que o País alcance rapidamente esse estágio. Atualmente, esses aparelhos respondem somente por 1,2% da base de celulares", diz Vinicius Caetano, analista de telecom da IDC. "A propaganda baseada em localização também deve se mostrar importante para o mobile. Porém, com o aumento no número de celulares com GPS, é o momento de se discutir profundamente a questão da privacidade para que a plataforma não seja inviabilizada", completa Caetano.

Para o analista, a maior dificuldade para o crescimento dessa mídia ainda é a falta de preparo das operadoras para fornecerem informações detalhadas aos provedores de conteúdo. "O mercado precisa ser segmentado e as operadoras precisam fazer estudos de suas bases para ofertar maior eficiência aos anunciantes", destaca.

Fonte: Meio&Mensagem - 31/10/08

Santander irá manter a marca Banco Real

Ao contrário do que havia planejando quando adquiriu a instituição financeira no ano passado, o grupo espanhol optou por manter a bandeira devido à força que a marca Real detém entre os clientes brasileiros

O banco espanhol Santander irá manter a bandeira do banco Real em todo o Brasil, contrariando os planos que tinha de, gradativamente, trabalhar com uma única marca e trocar toda a linha de comunicação que conservava o nome do Banco Real. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira, 31, no jornal Folha de S.Paulo.

Apesar de já ter iniciado a integração de suas operações administrativas desde a aquisição da instituição financeira, o Santander conservará, a princípio, as duas marcas, tanto nas próprias unidades das agências quanto em toda a linha de comunicação. De acordo com informações da reportagem, a decisão teria sido tomada com base em uma pesquisa, encomendada pela próprio Santander, na qual foi constatada a força da marca Real, sobretudo por sua ligação às ações e causas defensoras da sustentabilidade.

A instituição espanhola chegou a tentar criar uma nova identidade visual, que representasse uma interseção entre os dois logotipos. Tal proposta, por enquanto, não pôde ser concluída pela dificuldade da combinação entre os antagônicos tons de verde e vermelho, que compõem os logos de Real e Santander, respectivamente.

Entretanto, a integração total das operações deverá ocorrer em um prazo de três anos. Nesta sexta-feira, 31, o presidente mundial do grupo Santander, Emilio Botin, apresentará os planos e estratégias para a aglutinação das bandeiras em território brasileiro.

Fonte: Meio&Mensagem - 31/10/08

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Este post atualiza a notícia anterior. Finalmente o bom senso prevaleceu. O estranho é terem considerado "matar" uma marca tão valiosa...