Arnaldo Rabelo
24 agosto 2008
HSBC celebra campanha baseada no comportamento do consumidor
Ao apresentar personagens com perfis diferentes, o banco criou um vínculo com pessoas que se identificam com as características dos personagens. A campanha Sou Assim e Sou Feliz rendeu ao HSBC o prêmio de Caso de Destaque do Marketing, oferecido pela ABMN (Associação Brasileira de Marketing & Negócios).
A divulgação desta estratégia contou com TV, rádio e Internet para frisar um posicionamento de respeito a culturas e locais diferentes. Os personagens da campanha do HSBC conseguiram passar esta mensagem mostrando características de pessoas comuns na sociedade. Entre os perfis, a estratégia destaca o “pão duro”, o empreendedor, a mulher que não resiste a uma promoção, o “mão aberta” e a senhora que divide tudo e guarda para outra ocasião.
A estratégia do HSBC foi desenvolvida pela agência J.W.Thompson, que determinou que o principal concorrente do comercial na TV, por exemplo, é a vida do consumidor. “Acreditamos que o que pode desviar a atenção do consumidor na hora da mensagem é o cachorro latindo, a criança chorando, entre outros fatos do dia-a-dia”, conta Mario D’Andrea, Chief Compliance Officer (CCO) da J.W. Thompson durante o 9º Ciclo de Casos de Destaque no Marketing da ABMN, no Rio de Janeiro.
Estratégia brasileira
O risco de perder a atenção do consumidor é grande em qualquer comunicação e a prova disso está em um estudo feito na Inglaterra, que diz que o ser humano recebe cerca de seis mil informações por dia. Por conta disso, o CCO da J.W. Thompson, ressalta a importância de pensar como consumidor. “Temos que ter humildade e nos portar como cliente na hora de desenvolver a estratégia de Marketing”, diz.
A marca HSBC está no Brasil há dez anos e desde então o banco busca uma comunicação diferenciada com mensagem verdadeira e relevante. De 2000 a 2006 a empresa trabalhou com a mesma comunicação, o que levou a conclusão de que era preciso entrar mais no conceito de que cada cliente tem características diferentes.
A partir de 2006 o HSBC adotou o discurso de que conhecia as características de todos os seus clientes. Porém, este posicionamento do banco era conhecido em todo o mundo e foi necessário dar mais originalidade para a campanha. “Nossa meta foi abrasileirar o posicionamento da marca, provar o discurso na prática e dar espaço para a interatividade com o cliente”, conta D’Andrea.
Personagens atraem o público
Sob o mote “Sou Assim e Sou Feliz”, a agência foi a campo pesquisar o consumidor sob o tema dinheiro, já que o uso da moeda mostra um traço da personalidade das pessoas. “O resultado mostrou diversas leituras e pontos de vista diferentes, de acordo com idade, sexo, localidade e personalidade”, aponta o CCO da JWT.
A diversidade de características e personalidades dos consumidores pesquisados fez com que a agência desenvolvesse personagens com perfis diferentes para a campanha, seguindo a linha de oferecer uma comunicação verdadeira para o público. Desta forma, a JWT criou o Edgar, a Alice, Dr. Gouveia, Dona Elvira e o Vitório.
Veiculações bem humoradas na TV atraíram o público - que se identificava com os personagens - para outras mídias entre janeiro e julho de 2007. “O rádio e a Internet concluíram o trabalho de divulgação e em um mês o site recebeu 1 milhão de acessos, enquanto cerca de 100 mil pessoas procuraram as agências do HSBC”, afirma D’Andrea.
Internet contribui para o relacionamento
O site da campanha foi o principal responsável pela interatividade entre consumidores e o HSBC. O endereço virtual oferecia um espaço para perguntas com opções de resposta de acordo com o perfil dos personagens da campanha. “Em seis meses o site recebeu cerca de 2,2 milhões de visitantes únicos e 12,8 milhões de Page Views”, constata Mario D’Andrea.
Os consumidores que participaram do quiz oferecido pelo site do HSBC foram inseridos em uma ação digital de Marketing de Relacionamento. Após o teste para saber qual o personagem mais adequado ao perfil do internauta, o banco enviou cartas assinadas pelos personagens, através de mala direta.
A página da campanha na web ofereceu ainda um espaço onde os consumidores virtuais deixavam mensagens de aprovação sobre o perfil dos personagens. “Com milhares de mensagens postadas, decidimos usar o conteúdo e criamos um livro com cinco capítulos. Um para cada personagem”, completa o CCO da JWT, Mario D’Andrea.
Fonte: Mundo do Marketing - 22/8/2008
19 agosto 2008
Brasil será quinto maior mercado consumidor do mundo em 2030
O mercado consumidor brasileiro deve ser o quinto maior do mundo em 2030, segundo estudo feita pela Ernst & Young Brasil e pela FGV Projetos. Em 2007, o Brasil ficou na oitava posição.
O crescimento do consumo é baseado em projeção de alta de 150% do PIB (Produto Interno Bruto) do país --o que equivale a uma expansão de 4% ao ano--, chegando a US$ 2,4 trilhões em 2030. Ajustado pela paridade do poder de compra, o PIB passaria a US$ 2,5 trilhões --menor apenas que a dos Estados Unidos, China, Índia e Japão. Neste intervalo, o país ultrapassaria Alemanha, Reino Unido e França.
Segundo Fernando Garcia, da FGV Projetos, o estudo é justificado pela premissa de que o país passará por um período de desenvolvimento sustentado. "Com a percepção de estabilidade, passamos a ter uma necessidade de planejamento de longo prazo que não tínhamos antes", disse.
O consumo crescerá R$ 1,9 trilhão entre 2007 e 2030, passando de R$ 1,4 trilhão para R$ 3,3 trilhões. A pequisa ressalta que, além de aumentar significativamente em valores, o perfil do consumo mudará, se tornando ainda mais concentrado na classe média e voltado para uma população mais velha, entre 30 e 55 anos.
Segundo Garcia, o perfil do consumidor brasileiro em 2030 é determinado por quatro variáveis: demográfica (crescimento cada vez menor da população, o que a envelhece), universalização da educação, estabilidade de preços e mobilidade social.
"A educação ampliada e a estabilidade de preços leva à mobilidade social. Mais pessoas sairão de classes de renda menores e irão para as maiores. E, com isso, consumirão mais também", disse.
Quanto à distribuição de renda, todas as classes sociais terão elevação, exceto a E (renda de até R$ 1 mil por família). "A classe média será maioria, e surgirá uma classe de novos-ricos significativa", explica Garcia. Pelas contas do estudo, as classes B e A (renda familiar mensal de R$ 4 mil a R$ 16 mil) responderão por quase metade (47,5%) do crescimento do consumo.
Oportunidades de consumo
Com as mudanças no perfil do consumidor, os setores de consumo que crescem mais também sofrerão alterações. Um exemplo é o consumo de alimentos in natura --o ramo de produto que menos crescerá até 2030, a 2,5% ao ano.
"O mercado será mais sofisticado", disse Garcia. "No caso dos alimentos in natura, por exemplo, há a queda porque as pessoas passam a se alimentar mais fora de casa."
A agregação de valor no consumo explica o crescimento anual mais significativo para os ramos de higiene pessoal e limpeza (4,8%), saúde (4,4%), serviços financeiros (4,4%), educação e cultura (4,3%) e habitação (4,2%).
Já em termos absolutos, o ramo de habitação dará a maior contribuição da alta do consumo até 2030 --R$ 505,8 bilhões, ou 26,7% do total do crescimento. Será seguido pelos serviços de utilidade pública --gás, saneamento, energia e lixo--, com 12,4% do total (R$ 234 bilhões).
Fonte: Folha Online - 19/08/08
06 agosto 2008
Unilever acompanha a opinião do clientes na internet
Fonte: Cliente S. A. - 06/08/08
04 agosto 2008
Casas Bahia oferecem site para filhos desenharem para os Pais
A ação envolve também o Orkut - através de um aplicativo, os usuários poderão ver a galeria de desenhos em seus próprios perfis e desenhar usando a ferramenta. Algumas das criações dos usuários poderão ser transformadas em banners para veiculação em portais.
Fonte: Blue Bus - 04/08/08
03 agosto 2008
Novas regras para call center começam em dezembro
Um decreto, elaborado pelo ministério da Justiça e assinado no dia 31/07 pelo presidente Lula, vai endurecer as regras de funcionamento de call centers em benefício dos consumidores. Empresas de TV a cabo, internet e telefonia serão as mais duramente afetadas.
As novas regras determinam que concessionárias que prestam serviços ininterruptos (como banda larga, TV paga e telefonia) devem garantir que seu serviço de atendimento ao consumidor funcione 24 horas por dia.
As empresas afetadas tem 120 dias para atender às novas exigências a partir da publicação do texto do decreto no Diário Oficial. Como isto deve ocorrer dia 01/08, as regras passam a valer, na prática, em dezembro.
O decreto exige também que, logo ao atender o consumidor, o telefone ofereça opções de “falar diretamente com o atendente” e “cancelar o serviço”.
Quem pedir o cancelamento de um serviço, deve ser prontamente atendido e não enviado a serviços de retenção, departamentos que tentam convencer o cliente a manter seu contrato.
Estas regras valem também para bancos, concessionárias de água e energia, planos de saúde e empresas de transporte aéreo e terrestre.
As companhias afetadas devem, ainda, ter um único telefone para resolver todas as queixas e não pedir para o cliente ligar para outro número em função do tipo de solicitação que ele fizer.
O call center, diz texto do decreto, deverá criar um registro com o histórico de pedidos do cliente, evitando que o consumidor precise contar seu problema inúmeras vezes para diferentes atendentes.
O texto prevê ainda que em 70% dos casos, o consumidor seja atendido em até um minuto de espera. Em casos excepcionais, o limite será de dois minutos.
A proposta diz também que o consumidor não deve ser obrigado a fornecer dados pessoais quando estas informações não tiverem nenhuma relação com a queixa prestada.
As empresas afetadas terão prazo máximo de cinco dias úteis para responder aos pedidos dos clientes e caso solicitadas, deverão enviar uma cópia, por escrito (pode ser por carta ou e-mail), do histórico de reclamações que o cliente fez.
Fonte: Info Online - 31/07/08
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Clique aqui e veja a íntegra do Decreto que regulamenta os serviços de Call Center (arquivo PDF - 45 KB) - Fonte: Convergência Digital