Arnaldo Rabelo

26 abril 2008

HP muda estratégia e foca jovem

Nova ação de marketing da multinacional quer alcançar público jovem

Rejuvenescer a percepção da marca. Esse é o novo objetivo da HP, depois de uma pesquisa encomendada à Direkt. "Comprovamos a idéia de que o mercado jovem é o mais importante na decisão de compra", diz Anna Freitag, gerente de marketing para computadores e varejo.

E para dar vida à idéia, duas ações iniciaram o movimento: primeiro, no ano passado, uma parceria com a MTV deu causa à competição de design chamada 'Take Action...Make Art'. A promoção, que tinha como objetivo gerar novos designs para os notebooks da marca, deu ao vencedor uma entrada para o European Music Awards do ano passado e viagens para Tóquio e para Houston.

Agora, a novidade é a 'Galeria HP Pavillon', em parceria com a Intel. Na Galeria Pró-arte, em São Paulo, até esta sexta-feira, 25, estarão produtos da marca, além da exposição do design vencedor e outras imagens selecionadas do concurso. No dia 23 de abril atores como Juliana Knust e Sérgio Marone, os apresentadores Marcos Mion, Ana Luiza Castro e Dani Freitas estiveram no lançamento da exposição. "É o pontapé inicial no País nesse nosso objetivo. No início de maio o produto, em edição limitada, estará nas lojas, junto com o início de nossa ação de merchandising, que estará na MTV", adianta a executiva.

Ana também conta que uma promoção já está estruturada para os cerca de 100 mil jovens que participaram da competição no ano passado e que responderam às perguntas da companhia. Ainda não estão previstas ações em outras mídias para alcançar o público jovem. "A grande novidade será nossa atuação em ponto-de-venda, que pretende transformar a imagem da marca", antecipa Ana.

Fonte: Meio & Mensagem - 24/04/08

17 abril 2008

(Des)Atendimento ao Cliente

Por Leandro Vieira**

Domingo à tarde, nada melhor que passear com a família no shopping. Lá estava eu, olhando as vitrines, completamente de bobeira e sem compromisso. Entro na livraria – meu destino favorito – e paro, primeiramente, na seção de revistas. Em menos de dez segundos, uma atendente me aborda com um grande sorriso nos dentes: “Boa tarde, senhor! Está procurando alguma coisa específica?”. Educadamente, respondi com o tradicional “estou apenas olhando, obrigado”. A atendente se coloca à disposição e me entrega uma fichinha com o seu nome e um código, algo de extremo mau gosto (a moda nessa livraria é entregar essas fichas para que as vendas sejam computadas ao atendente, independente dele prestar um atendimento ao cliente ou não).

Seleciono três revistas, e me dirijo à seção de livros de negócios. Ao me ver, a mesma atendente me aborda novamente: “chegaram muitas novidades essa semana! Está procurando algum título específico?”. Começo a pensar que ela é dotada de algum tipo de radar, ou sensor de movimento. Dispenso outra vez a sua ajuda com a mesma cordialidade, e inicio a leitura da contra-capa de um livro de marketing. “Quer uma cestinha pra colocar as revistas?”, quase grita no meu pé do ouvido, sempre sorrindo. “Isso não pode estar acontecendo”, penso eu. Mais uma vez, agradeço a atendente, e me dirijo ao fundo da livraria, com a intenção de me esconder e poder ler em paz a sinopse do livro. “Agora eu me livro dela”, falo com os meus botões.

Encontro uma confortável cadeira, sento-me e cruzo as pernas. Acho fantástico esse ambiente que as livrarias modernas inventaram para nos deixar bastante à vontade. O livro de marketing não era lá essas coisas. Começo a folhear as páginas de um almanaque dos anos 80 que alguém havia deixado na mesa à minha frente. Que interessante! Tinha o Bozo, o Ploc Monster, a Turma do Balão Mágico... “O SENHOR JÁ VIU O ALMANAQUE DOS ANOS 70?”, me desperta do transe nostálgico a maldita sorridente. “Não, obrigado!”, respondo já sem paciência.

Pior do que a falta de atenção ao cliente, só o excesso de atenção ao cliente. As empresas acreditam que impondo metas ou cotas de vendas a seus atendentes irão vender mais. Ledo engano. Fazendo isso, só conseguem transformá-los em chatos de galochas. É preciso deixar um espaço para os clientes respirarem. O processo de compra não é algo linear que começa com “Olá! Posso ajudá-lo?” e termina com “Muito obrigado e volte sempre!”. Envolve variáveis tão desconexas quanto lembrar da infância (eu estava quase comprando o almanaque dos anos 80!), ou imaginar o que a turma da faculdade vai achar do “meu novo computador”. Empresas, aprendam de uma vez: deixem seus clientes à vontade!

Fim da história: despistei a atendente sorridente, deixei as revistas e o almanaque dos anos 80 em uma prateleira e saí da loja de mãos abanando.

* Esse episódio é verídico e ocorreu em uma loja de uma grande rede nacional de livrarias, que recentemente foi comprada por outra rede maior ainda.

Fonte: www.administradores.com.br
Autor: Leandro Vieira

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**Leandro Vieira é Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Administrador de Empresas pela UFPB e bacharel em Direito pelo UNIPÊ. Tem MBA em Marketing pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) e Certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Foi professor da Escola de Administração da UFRGS. Criador e Editor do Portal www.Administradores.com.br.

Trocando a TV pela mutiplataforma

Em uma convenção de produtores de TV em Las Vegas (a NAB), Anthony Zuiker, o criador do seriado 'CSI', afirmou que as séries de TV perderam cerca de 8 milhões de espectadores para a internet no último ano, o que não só ameaça o modelo comercial da TV como coloca em questão vários pontos da produção de conteúdo para este meio. Ele disse apostar no formato 'Cross Blending Storytelling', que nada mais é do que o conceito de multiplataforma - a narrativa sai da TV, passa pela internet, mobile [celulares] e games e retorna para a TV. Afirmou que suas equipes já trabalham dentro deste formato de roteiro.

Fonte: Blue Bus - 17/04/08

Estudo vê na China mais oportunidades do que ameaças

Segundo especialistas, país não compete por investimentos com América Latina, mas governos locais devem incentivar indústria para ganhar competitividade e aproveitar chances
Vista como fonte de ameaças comerciais às indústrias dos países latino-americanos, a China começa a ser encarada como fonte de oportunidades, que exigirá adaptação de empresas e governos. Há casos bem-sucedidos de empresas da América Latina que aprenderam a enfrentar a concorrência chinesa, e os governos têm de garantir as condições para que esses exemplos se reproduzam, aponta estudo recém-concluído pelo Centro de Desenvolvimento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que foi divulgado durante o Fórum Econômico Mundial, no México.

Somos da geração de empresários atropelada pela China, ela já destruiu o que podia destruir, comenta o vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Juan Quirós, que, amanhã, participa de conferência fechada, no Fórum, sobre o crescimento da China como investidor mundial. A China está se voltando ao próprio mercado interno, e trocando a ênfase na produção de manufaturas pelo foco na produção e exportação de serviços, diz Quirós. É melhor não nos dedicarmos a setores que a China vai enfocar, os serviços intensivos de mão-de-obra, como call centers.

No discurso do setor privado e nos estudos que circulam pelo Fórum Econômico não se nega o perigo representado pela China, para os países da América Latina, mas empresários e analistas começam a explorar maneiras de aproveitar a consolidação do país asiático como motor do crescimento mundial.

A não ser para alguns casos - no México e Colômbia, países muito voltados ao mercado dos EUA - não é verdade que a China esteja em competição com as nações latino-americanas por investimentos, afirma o estudo preparado pela OCDE, dos especialistas Ángel Arroba, Rolando Avendaño e Julio Estrada. Pelo contrário, os tipos de capital que vão para o mercado chinês são diferentes dos que se destinam a países como o Brasil, Argentina ou Chile.

Há indicações de que os investimentos na China são, principalmente, relacionados a transferências de tecnologia, enquanto as firmas locais têm farto financiamento interno. Em contraste, os investimentos destinados à América Latina são atraídos pelos altos retornos, gerados pela escassez de capitais na região.

Outro mito contestado pelo estudo da OCDE é o da vantagem conferida à China pela mão-de-obra barata. Os indicadores econômicos mostram que o grande aumento da produtividade local e farta disponibilidade de capital explicam melhor o êxito chinês do que o custo de mão-de-obra, que vem aumentando. A taxa de investimentos tem se situado em torno de 40% anuais, sem que, como seria de se esperar, tenha caído a taxa de retorno de capital, estável em torno de 20%. Essa estabilidade, para os especialistas da OCDE, mostra a capacidade chinesa de extrair ganhos de produtividade do capital instalado.

A China está se tornando exportadora líquida de capital, isto é, investe crescentemente em outros países, mais do que recebe investimentos, o que nas próximas décadas só beneficiará a região, afirmam os especialistas. O estudo da OCDE também contesta a tese de que o crescimento chinês só beneficia exportadores de commodities, como alimentos, minérios e petróleo, e prejudica fortemente países com manufaturas de menor conteúdo tecnológico.

O estudo reconhece, porém, que o Brasil tem perdido mercado para os chineses entre seus compradores na América Latina. Também alertam os produtores de commodities para a necessidade de políticas que evitem a chamada doença holandesa, a valorização da moeda local capaz de aumentar custos de produção industrial e destruir setores empresariais. Os especialistas listam, porém, exemplos de empresas da região que mudaram suas estratégias de produção, fabricando parte na China, transferindo a produção para mercadorias mais sofisticadas, ou ainda acrescentando etapas em sua cadeia de produção, como a distribuição e marketing.

Um exemplo citado é o da Bematech, empresa paranaense de informática, que transferiu a criação e fabricação de componentes para Taiwan e manteve, com lucro, a montagem, distribuição e venda dos produtos. A OCDE alerta os governos para adotarem políticas mais ativas de incentivo às indústrias, melhorias no campo fiscal e de infra-estrutura, e maior integração entre os mercados, para ganhar competitividade e aproveitar as chances trazidas pela China.

O crescimento do mercado interno chinês é um dos principais fatores a considerar na elaboração da nova estratégia da indústria, afirma Quirós. Além do enorme mercado para soluções de engenharia, o país, ainda que desacelere seu crescimento, tornou-se devorador de alimentos e necessitará investir pesado em energia. As decisões recentes do governo chinês devem derrubar as restrições ao comércio entre províncias do país, o que mudará as perspectivas de empresas com intenção de vender ao mercado chinês, diz ele.

Fonte: Valor Econômico - 16/04/2008

10 abril 2008

CASA COR muda logomarca, lança campanha, produtos e amplia calendário em 2008

O maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo da América Latina adota nova linguagem, fundamentada em uma moderna logomarca, que já estréia na próxima edição da CASA COR São Paulo, que possui R$ 8 milhões em investimentos. Aliada à campanha publicitária, CASA COR dará inicio a estratégia para imprimir na marca os conceitos de qualidade, exclusividade e bom gosto.

“Este posicionamento colocará CASA COR em um novo patamar”, diz João Doria Jr., que assumiu a presidência da CASA COR, com a compra em sociedade do Grupo DORIA ASSOCIADOS e o Grupo ABRIL S/A. Doria anuncia a realização de quatro novos eventos ainda em 2008. Além de CASA HOTEL e de BOA MESA, que passa a se chamar CASA BOA MESA, neste ano, serão somados ao calendário: CASA COR STARS, com grandes nomes internacionais e nacionais da arquitetura, paisagismo e decoração; CASA OFFICE, versão da CASA COR para escritórios; CASA COR WORKSHOPS e CASA COR SEMINÁRIOS.

O novo posicionamento de CASA COR possibilitará um programa de licenciamento da marca para produtos de bem-estar, lazer e bom viver – desde música até aromatizadores, passando por mobiliário, eletrodomésticos e cama, mesa & banho. O objetivo é oferecer ao visitante a possibilidade de levar para casa um pouco da filosofia da CASA COR, traduzir para consumo um sentimento que vem a partir do sonho, do desejo. Além de licenciamento de marca, a estratégia de desenvolvimento de produtos poderá ter profissionais do elenco CASA COR desenvolvendo e assinando peças exclusivas. A venda será em lojas na CASA COR São Paulo, nas 12 franquias nacionais e nas três internacionais, além da vendas de produtos em lojas do varejo. “A CASA COR é uma vitrine onde passam quase 500 mil pessoas anualmente”, diz Doria. “É um extraordinário impulsionador de vendas”, arremata.

“Mesmo com grandes mudanças, CASA COR manterá sua personalidade, diversidade e pluralidade”, sintetiza Felipe Camargo, vice-presidente da CASA COR.

Marca e campanha - Criada pela agência FabraQuinteiro, que atenderá a conta da CASA COR, a nova marca e campanha reforçam os conceitos de sofisticação e bom gosto que levaram Yolanda Figueiredo e Angélica Rueda a fundar CASA COR há 22 anos. “É uma marca criada para ser reconhecida não só aqui no Brasil, mas também no exterior. A nova identidade trará uma impressão notória em todo o mundo. Simples, única e original”, detalha Paschoal Fabra Neto, diretor de criação e criador da marca.

A identidade visual estará presente na CASA COR, de 20 de maio a 9 de julho, no Jockey Club de São Paulo. A marca orientará toda a programação visual da exposição de São Paulo, incluindo o espaço de entrada dos visitantes, que será um “momento institucional CASA COR”, ambientado com o novo logotipo de forma inusitada, harmoniosa e com bom gosto.

A campanha publicitária será veiculada, a partir de 15 abril, em mídia impressa, páginas duplas e simples, nos principais jornais, revistas e mídias em internet, como Casa Claudia e O Estado de S.Paulo, além das publicações especializadas em decoração, arquitetura e paisagismo, como Arquitetura e Urbanismo, Arc Design, Boutique Interiores, Casa e Decoração, Casa e Mercado, Espaço D, Revista Decorar, Revista Hotelaria, Viver Bem, The Place, entre outros. As peças traduzirão a qualidade e bom gosto que serão o DNA da CASA COR. Com o título “Sua casa vai adorar conhecer a nossa”, os anúncios serão finalizados com as assinaturas “Nova CASA COR. O maior evento de arquitetura e decoração da América Latina acaba de ficar ainda maior e melhor”. “O mote usado, reforçado em todas as peças, será sintetizado na palavra ‘imperdível’, ou seja, você não pode deixar de visitar CASA COR”, afirma Fabra Neto.

Fonte: Revista Fator - 05/04/2008

01 abril 2008

Globo muda logotipo

A TV Globo está com novo logotipo, que foi lançado no último domingo no intervalo do Fantástico junto da grade de programação da emissora para 2008. Mais moderno e renovado, o tradicional Globo teve uma simplificação de suas linhas e cores, ganhando uma vinheta que segue em linhas como uma espinha de peixe. A criação é do diretor de arte da Globo, Hans Donner. [A abertura mudou de proporção, ficando com aspecto mais próximo de uma TV de plasma ou LCD]
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Fonte: A Gazeta - 31/03/08

Pesquisa aponta aumento da classe C e diminuição da desigualdade de renda no País

A pesquisa “Observador 2008”, encomendada pela financeira do grupo francês BNP Paribas, Cetelem, apontou uma consolidação do aumento da classe C e diminuição das classes D/E. Também verificou uma queda na desigualdade de renda das classes A e E, além do aumento da renda disponível do brasileiro.

De acordo com a pesquisa, a classe C saltou de 36%, em 2006, para 46% em 2007 (86 milhões de pessoas). Já as classes D/E, apresentaram uma queda de 46% para 39% (73 milhões de pessoas).

Outro ponto positivo apontado pela pesquisa foi a melhoria da renda disponível das classes C e D/E. Em 2005, as classes D/E tiveram renda disponível negativa de R$ 17. No entanto, em 2006, esse número subiu e o ano foi fechado com saldo positivo de R$ 2. Já no ano passado, conseguiriam atingir R$ 22 de renda.

A classe C também registrou melhoras. Sua renda disponível em 2005 era de R$ 122, passou para R$ 191 em 2006 e caiu para R$ 147 em 2007. Apesar da queda no último ano, o crescimento foi de 20%, algo bastante significativo. Apenas as classes A/B viram diminuir sua renda, caindo de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007, uma redução de 20%.

Computador, celular, eletrodomésticos

Segundo a pesquisa, os maiores crescimentos na intenção de compra de bens foram para móveis, eletrodomésticos, lazer/viagem, celular, computador e artigos de decoração.

Aumento da confiança na economia do País

Outro ponto abordado foi o aumento da confiança dos brasileiros na economia do País. Quando se perguntou, em 2005, qual a nota que as pessoas davam para a situação atual do Brasil, esse número atingiu 4,7 entre 0 e 10. Em 2006 foi para 5,2 e finalmente para 5,3 em 2007. A nota média dada pelo brasileiro para a situação atual do País é superior a nota dada pelo europeu, 4,9.

O ano de 2007 reforça ainda mais este otimismo. Nas regiões brasileiras a nota média conferida à situação do Brasil aumentou de forma diferenciada. Sul e Sudeste tiveram um padrão de crescimento semelhante entre si, mas diferente de Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

Métodos

Os dados utilizados na pesquisa foram coletados a partir de 1.500 entrevistas, de habitantes de 70 cidades em nove regiões metropolitanas do País.

As classes sociais utilizadas para este estudo são as classes definidas pelo CCEB – Critério de Classificação Econômica Brasil. O CCEB – comumente tratado por Critério Brasil – estima o poder de compra dos indivíduos e famílias urbanas, classificando-os por classes econômicas (A1, A2, B1, B2, C, D, E). O Critério Brasil é fornecido pela ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa.

Fonte: Último Segundo - 26/03/08

Consumo da baixa renda obriga empresas a mudar

A explosão de consumidores de baixa renda nos últimos cinco anos está colocando em xeque as grandes empresas no Brasil, que estão sendo obrigadas a mudar seus produtos e serviços para atender esses clientes.

Se antes as empresas conseguiam determinar o que os clientes --em sua maioria de alta renda-- iriam consumir, agora elas se vêem obrigadas a seguir a vontade dos clientes de baixa renda. Segundo a consultoria Data Popular, as classes C, D e E já respondem por metade do consumo nacional, já que sua renda é destinada integralmente aos gastos familiares. Há cinco anos, a participação das três classes sociais era de 48%.

Porém, há empresas que, mesmo sabendo desse quase inevitável rumo dos negócios, são relutantes em mudar porque temem "queimar" sua marca entre os clientes das classes A e B quando começar a vender para a C. O resultado dessa indecisão, segundo a Folha apurou, são empresas enfrentando crises internas porque perderam mercado para concorrentes mais ágeis.

Um levantamento inédito da consultoria BCG (The Boston Consulting Group) revela que, no longo prazo, as grandes corporações poderão não sobreviver à expansão da baixa renda, caso persistam com o mesmo modelo de negócio. Outra novidade é que, ao contrário do que se imaginava, o cliente de baixa renda está não só preocupado com o preço como também com a qualidade.

Fonte: Folha Online - 24/03/08

Quase 12 milhões de brasileiros deixam classes D/E em um ano

As classes mais baixas da população, D e E, deixaram de ser maioria no Brasil. Em 2007, segundo estudo da financeira Cetelem em parceria com a Ipsos, o número de brasileiros nas classes mais baixas era de 72,9 milhões, cerca de 39% da população. Isso significa que 11,9 milhões de brasileiros passaram para classes mais altas em um ano, já que, em 2006, eram 84,8 milhões de brasileiros na base.

De acordo com o estudo, a classe C recebeu, tanto das mais baixas (D e E) como das mais altas (A e B), quase 20 milhões de integrantes, passando de 66,7 milhões em 2006 para 86,2 milhões em 2007, o que significa 46% da população.

O grupo que está nas classes A/B, por sua vez, reduziu de 32,8 milhões de pessoas em 2006 para 28 milhões em 2007, o que representa 15% da população.


Segundo a Cetelem, a pesquisa demonstra que houve diminuição na desigualdade de renda, com uma ligeira queda da renda média das classes A/B, ascensão de um grande contingente para a classe C e um pequeno aumento da renda média das classes D/E.

Em 2005, a renda média familiar das classes A/B era R$ 2.484. Ela caiu sucessivamente para R$ 2.325 e atingiu R$ 2.217 em 2007 --o que corresponde a uma redução de cerca de 11%. Nas classes D/E, a renda média familiar subiu de R$ 545 em 2005, para R$ 571 em 2006 e depois a R$ 580 em 2007, um crescimento de pouco mais de 6%.

Já a renda média da classe C permaneceu no mesmo patamar nesses três anos: algo em torno de R$ 1.100. A pesquisa ressalta ainda que o número de pessoas que passou de D/E para C teve um aumento de sua renda média mensal de R$ 580, para os atuais R$ 1.100.

Outro destaque da pesquisa foi a melhoria da renda disponível das classes C e D/E, aquela que sobra após o pagamento de contas e obrigações financeiras. A renda disponível das classes D/E foi negativa, em 2005, em R$ 17, terminando o ano no vermelho. No entanto, em 2006, a renda disponível ficou em pouco mais de R$ 2, subindo a R$ 22 no ano passado.

A classe C também registrou aumento nesse item. Ela era R$ 122 em 2005, passou para R$ 191 em 2006 e caiu para R$ 147 em 2007. Apesar da queda de 23,04% no último ano, quando se toma todo o período, o crescimento foi de 20%. Apenas as classes A/B viram diminuir sua renda disponível, caindo de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007, uma redução de 20%.

As classes sociais adotadas na pesquisa levaram em consideração o resultado padrão da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa que considera, não apenas a renda familiar, mas também escolaridade, bens de consumo duráveis, propriedades e hábitos dos brasileiros.

Fonte: Folha Online: 26/03/08