Arnaldo Rabelo

25 fevereiro 2008

Coca-Cola lança nova garrafa

A corporação Coca-Cola está imersa em um processo de renovação total do projeto gráfico com o qual apresenta sua bebida principal, projeto este que já é conhecido dos consumidores de alguns países e que em breve chegará também à América Latina.

O vice-presidente de design da empresa, David Butler, explicou durante uma entrevista à Agência Efe que o objetivo final é "redesenhar todo o componente visual da marca comercial".

A renovação abrange outras formas de comunicação usadas pela marca para promover seus produtos no varejo e a presença corporativa em eventos como os próximos Jogos Olímpicos de Pequim.
Nova garrafa: a parte inferior tem uma textura que facilita o manuseio e evita que escorregue da mão.

"É uma mudança que afeta toda a família Coca-Cola, em nível mundial e neste momento estamos no meio de uma implantação global", declarou à Efe Javier Sánchez, que junto com Butler, se encarregou há três anos de iniciar a nova estratégia de design.

Na nova cara das embalagens de Coca-Cola, em suas diferentes variedades, a presença da marca foi simplificada, eliminando alguns elementos que antes apareciam em torno dela e a cor vermelha característica foi mais ressaltada, entre outras inovações.
O novo padrão gráfico da Coca-Cola é na verdade uma volta ao clássico.

A introdução do novo sistema de identidade visual, que tem relação com a campanha global "The Coke Side of Life" (O lado Coca-Cola da vida) em andamento, começou há um ano e meio no Japão, depois chegou aos Estados Unidos e o objetivo é que esteja presente no mundo todo no segundo trimestre deste ano, segundo Butler.

"Estamos levando-o neste momento à América Latina", acrescentou Sánchez, que agora é diretor de Marketing para a região. "O México já tem este novo sistema e nos movimentamos de forma gradual em direção aos outros países".

A América Latina e outros mercados emergentes na Europa e Ásia são os que lideram atualmente o crescimento da empresa em nível global, segundo os resultados trimestrais e anuais divulgados pelo grupo na semana passada.

O volume de caixas vendidas nos mercados internacionais cresceu 7% no último trimestre e 8% no exercício anual e em países como Brasil, China, Índia e Turquia, entre outros emergentes, foi de dois dígitos.

Na América Latina, o volume de vendas subiu 10% no trimestre e 9% em todo o ano e no México o aumento foi de 9% nos últimos três meses e de 6% no conjunto de 2007.

Os resultados favoráveis econômicos e a "solidez" que, segundo Sánchez, a marca Coca-Cola tem em nível mundial permitiram aplicar esta ampla estratégia de renovação do seu design.

"A marca é muito saudável neste momento e este novo design é uma prova de coragem e de confiança", assegurou.

Javier Romero, fundador e diretor criativo da JRDG Brand Communications e da Wine Branding Group, com mais de três décadas de experiência nos Estados Unidos, comentou à Efe que renovar a imagem de marca de uma grande corporação é uma tarefa delicada não isenta de riscos.

"Têm que se ter muitíssimo cuidado com as mudanças que são feitas nas marcas, que podem se traduzir em perda de milhões", disse Romero, acrescentando que, nesse terreno, a Coca-Cola sempre foi uma empresa "muito disciplinada".

Em relação à nova identidade visual iniciada pela empresa Romero comentou que promoveram algo que, em sua opinião "tem muito mérito".

O designer acrescentou que em um mercado tão saturado de marcas como é o das bebidas refrescantes e similares, as empresas tentam cada vez mais encontrar estilos que as identifiquem e distingam claramente perante um consumidor cada dia mais exigente e informado sobre os produtos que procura.

Romero assinalou que a necessidade que muitas companhias sentem de se manter em dia as coloca sob muita pressão para tentar se renovar com muita freqüência, "com o que podem perder perspectiva do que são e se transformar em uma marca a mais".

Fonte: Último Segundo - 24/02/08

Marcas da biodiversidade

O mercado de cosméticos teve um faturamento de R$ 17,5 bilhões em 2006, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. Para se diferenciar nesse segmento, algumas companhias começaram a destacar nesta década o uso de matérias-primas naturais, vindas da biodiversidade brasileira, ou não, como elementos importantes na composição dos produtos. Chá verde, castanha-do-pará, cupuaçu, andiroba, linhaça, erva-doce, buriti, guaraná são alguns dos componentes utilizados na formulação de géis, cremes, xampus e sabonetes. "Além de usar os elementos na formulação dos produtos, as empresas precisam mostrar os benefícios reais dessas matérias-primas", afirma a diretora-associada da Troiano Consultoria de Marca, Renata Pereira Lima. Ela comenta que o uso de elementos da biodiversidade brasileira é um diferencial na estratégia de marketing das companhias.

"Cada descoberta do uso desses elementos representa uma inovação para a marca, como se ela se renovasse a cada lançamento", completa. O diretor de marketing de cosméticos da Avon no Brasil, Ricardo Patrocínio, concorda. "Essa preocupação em usar elementos naturais nos cosméticos é mundial", afirma.

A Avon lançou a linha Liiv Botanicals, que utiliza extratos botânicos. "Uma pesquisa mostrou que seis entre 10 mulheres, no mundo, preferem produtos de cuidados da pele da face que contenham tanto ervas naturais e plantas medicinais quanto ingredientes tecnologicamente avançados", diz Patrocínio.

Uma companhia que historicamente explora nas ações de marketing o uso de elementos naturais em seus produtos é a Natura. "Na verdade, não se trata de usar esse fator como marketing , mas de também mostrar a filosofia da empresa", afirma a gerente de marcas da Natura, Andrea Sanches. A companhia lançou a linha Ekos em 2000 cuja comunicação mostra para o consumidora uma preocupação não somente em fazer um produto de qualidade, mas em obter esses produtos de uma forma sustentável. "Existe uma preocupação com toda a cadeia de produção da linha, tudo é feito de forma sustentável", diz a executiva.

"O importante nesse processo é a companhia mostrar transparência. Isso, de uma certa forma, toca o consumidor", comenta Renata, da Troiano. "Isso é marketing. A empresa consegue construir e fortalecer a marca mostrando não só do que é feito o produto, mas como ele é feito", completa. A estratégia da Natura tem dado certo. A empresa foi a vencedora na categoria Produtos de Beleza, na última edição do prêmio Top of Mind, da Folha de S.Paulo.

Com o objetivo de conquistar um público mais jovem e de reposicionar a marca, pela primeira vez a francesa Loccitane produz uma linha fora da França. Trata-se da Loccitane do Brasil, formada por oito produtos que têm na biodiversidade brasileira sua principal fonte de matéria-prima: cupuaçu, buriti e castanha-do-pará se juntam a produtos feitos e elaborados nos laboratórios franceses. "Isso é um fato inédito", comenta o diretor de marketing da Loccitane no Brasil, Anderson Moraes. Ele conta que o lançamento dessa linha é o primeiro passo da estratégia da empresa de reforçar seu posicionamento de cuidados com a pele. "Além disso, com um preço mais acessível, o objetivo é conquistar novos consumidores", continua o executivo.

A expectativa em relação à linha brasileira é uma representatividade de 5% no faturamento da empresa num prazo de três anos. Hoje, a Loccitane possui 23 linhas de produtos no portfólio e o objetivo é que a linha do Brasil esteja entre as 10 mais vendidas no País.

Fonte: Gazeta Mercantil - 22/02/08

22 fevereiro 2008

Anúncios interativos no chão

A empresa americana Reactrix está fazendo sucesso com uma solução de anúncios que são interativos e podem ser projetados no chão ou em uma parede. As imagens projetadas reagem ao movimento das pessoas. A grande vantagem é que gera interesse e envolvimento do público com a marca. O tempo em que as pessoas ficam expostas à marca anunciada e o impacto da mensagem são muito maiores que em mídias tradicionais. Essa técnica está dentro da tendência de fazer "branded entertainment" (conteúdo da marca que gera entretenimento).

A Reactrix conta com sistemas que formam uma rede para anúncios em shopping centers, cinemas e áreas públicas. A lembrança espontânea das marcas anunciadas tem uma média de 55%.

A empresa está para lançar uma solução em que as projeções podem guiar o público dentro de um shopping center até uma loja que tenha artigos de interesse. Aperfeiçoamentos na forma de medir a eficiência do sistema também estão sendo feitos.

Veja abaixo uma aplicação demonstrativa:


Fontes: Advertising Age, Reactrix

Santana Têxtil do Brasil muda nome e moderniza marca

A fabricante Santana Têxtil do Brasil anuncia mudança do nome para Santana Textiles, após 45 anos de atividade. A marca também criou nova identidade visual "mais moderna, tecnológica e internacionalizada". A campanha criada pela 333 Propaganda será apresentada no Mega Pólo Moda, no Brás, em São Paulo, em coquetel para convidados.

O novo visual da marca será apresentado em eventos pelo País (Dragão Fashion Brasil, Fenatec e Fenin). A fabricante patrocinou a coleção do estilista Ronaldo Fraga na edição inverno do São Paulo Fashion Week (SPFW), em janeiro deste ano. A inspiração para o desfile e a confecção das roupas veio da "loja de tecidos", principalmente dos jeans da Santana. Na passarela, foi montado um varal de roupas de tules em um clima de sonhos.

Fonte: Meio & Mensagem - 21/02/08

Tam inaugura novo posicionamento

A Tam Linhas Aéreas lança nesta sexta-feira, 22, novo posicionamento de marca e logo, com campanha da Y&R, que detém a conta há três anos. A estratégia mundial destaca a essência da empresa apregoada pelo seu fundador, Rolim Amaro - o "comando a serviço". Embora não divulgue o investimento, por tratar-se de uma companhia de capital aberto, o comandante David Barioni Neto, presidente da Tam, afirma que esta é a maior campanha já realizada pela empresa em seus quase 30 anos.



Segundo Barioni, a campanha chega no momento em que a empresa atingiu a liderança no mercado sul-americano e, embora procure enfatizar os aspectos de humanização da companhia, afirma que a estratégia nada tem a ver com o acidente aéreo ocorrido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em julho do ano passado. "Iniciamos o estudo para reencontrar nossas origens em setembro de 2006, quase um ano do acidente", diz.

O estudo de branding foi desenvolvido pela Thymus, enquanto o novo logo é de autoria da Y&R e Design com Z. A comunicação visual da companhia será inteiramente renovada tanto nas aeronaves, como nas lojas e balcões de check-in o que deve levar em torno de 24 meses. O processo teve início com uma campanha de endomarketing, intitulada "Escolhas".

O novo logo adota formas mais arredondas. "O logo era vermelho, com formas quadradas muito rígidas que não traduzia o comando a serviço, nossa diretriz maior", afirma Manoela Amaro, diretora de marketing da companhia, explicando ainda que a premissa alia a pró-atividade do comando e o prazer de servir os passageiros. A marca agrega ainda o desenho de uma gaivota azul, reforçando o amor à aviação.

Manoela ainda conta que houve uma alinhamento na arquitetura da marca, trazendo uma nova definição para sua nomenclatura utilizada nos mercados internacionais, anteriormente adaptada país a país em idioma local, com a tradução de "Companhia Aérea Brasileira". "Com a expansão internacional que atingimos queremos nos beneficiar desta globalização. Passamos a ser reconhecidos em todos os lugares como Tam Airlines", finaliza.

Campanha
A campanha "Compromisso" deve ser veiculada até junho e ressalta o compromisso assumido pelos 22 mil funcionários da companhia aérea com a "paixão pela aviação" e o "espírito de servir". O plano de mídia engloba oito filmes para TV aberta e peças para mídia impressa. A primeira produção tem início com a locução: "Quando uma pessoa assume um compromisso, você pode confiar. Agora imagine quando 22 mil pessoas assinam juntas" e termina com a assinatura "Tam - paixão por voar e servir."

"O que nossos clientes desejam e que talvez tenha se perdido um pouco diante dos últimos acontecimentos da crise aérea, é o mínimo, mas que para nós é o máximo e estamos retomando. Eles desejam vôos saindo na hora e poltronas que funcionem. A Tam tem apresentado 92% a 94% de pontualidade, enquanto a média mundial é de 76%", comemora Barioni.

Fonte: Meio & Mensagem - 21/02/08

21 fevereiro 2008

62% dos anunciantes acham os comerciais de TV menos eficientes

62% dos anunciantes americanos entrevistados para a pesquisa 'TV and Technology', da Association of National Advertisers e Forrester Research, acreditam que os comerciais tradicionais de TV se tornaram menos eficientes. Metade deles já experimentou outro formato publicitário envolvendo DVRs (gravadores digitais de vídeo) ou video on demand (fornecimento de vídeo sob demanda).

O estudo, realizado a cada 2 anos, indica ainda que 87% dos anunciantes acreditam que o branded entertainment (entretenimento de marca) é a chave para a propaganda na TV e 65% estão ansiosos para testar publicidade em programas de TV online.

E mais - 45% gostariam de experimentar a TV interativa e 55% estão interessados em inserir publicidade em video on demand. Mais de 50% dos entrevistados disseram que quando metade de todas as residências dos EUA tiverem DVRs, vão cortar seus investimentos em TV em até 12%.

Fonte: Blue Bus - 21/02/08

16 fevereiro 2008

Investimentos em conteúdo de marca dobram até 2012

O recém publicado estudo 'Branded Entertainment Marketing Forecast 2008-2012', realizado pela PQ Media nos EUA, projeta um crescimento de 14% para este ano em "entretenimento de marca", atingindo a marca de US$ 25,4 bilhões.

'Branded entertainment' são conteúdos produzidos por marcas para veiculação em celulares (episódios mobile), advergames (jogos que incluem divulgação de marcas), séries e novelas multi-plataforma, participação de marcas em eventos, criação de eventos proprietários, merchandising em filmes e em TV e outras formas de envolvimento de marca ligadas ao entretenimento. A projeção de crescimento anual nos próximos 5 anos é de 12,8%, extrapolando os US$ 40 bilhões em 2012.

O grande montante dessa verba ainda vai para eventos. Em 2007, do total de US$ 22,3 bilhões investidos em branded entertainment, US$ 19,2 bilhões foram para eventos, US$ 2,9 bilhões para merchandising e US$ 217 milhões em advergames.

Fonte: Blue Bus - 15/02/08

"Velha" Varig torna-se Flex e volta a voar

Com novo nome e design, a "velha Varig" começa a voar em março na tentativa de ocupar o espaço deixado com a saída da BRA do mercado. A empresa vai operar com o nome Flex e na primeira etapa concentrará as operações em vôos fretados. O vôo inaugural está marcado para 1º de março.

A Flex tem mantido conversas com a nova Varig, a Webjet, operadores de turismo e agentes de viagens para definir os primeiros vôos. Na segunda etapa, pretende fazer vôos regulares. A primeira rota regular será Rio-Salvador, que depois poderá ser estendida até Recife.

O nome Flex --definido depois que a marca Varig foi vendida em leilão-- foi escolhido por sinalizar flexibilidade. Marcas antigas do grupo Varig, como Nordeste, Cruzeiro do Sul e Rio Sul foram rejeitadas pelos consumidores. A herança da marca Varig, no entanto, está longe de ser descartada. O primeiro avião da empresa está em fase de finalização no hangar da VEM (Varig Engenharia e Manutenção) e as cores remetem ao visual da antiga Varig.

Até o fim do ano, o plano da Flex prevê a chegada de mais quatro a seis aviões. O aumento da frota depende de acertos de contas com a nova Varig e a VarigLog. A Flex precisa de um capital de giro de R$ 40 milhões para fazer vôos regulares.

A Flex começa a operar com algumas peculiaridades: a faixa etária dos empregados é de 40 anos porque 95% deles eram funcionários da antiga Varig. Além disso, ela não pertence a um único empresário ou fundo de investimento.

Fonte: Folha Online - 15/02/08

11 fevereiro 2008

Tristeza pode levar as pessoas a pagarem mais pelo que compram

Pessoas tristes tendem a pagar mais pelos produtos que compram, diz um estudo de 4 universidades americanas. A pesquisa avaliou o comportamento de 2 grupos de voluntários e identificou que os que foram induzidos a sentimentos de tristeza pagaram até 4 vezes mais por uma garrafa de água.

Segundo o relatório, esse comportamento ocorre principalmente quando a pessoa triste está muito voltada para si mesma. Os pesquisadores de Harvard, Carnegie Mellon, Stanford e Pittsburgh concluiram que a tristeza pode deflagrar uma sequência de emoções levando à extravagância e ao sentimento de que a pessoa e aquilo que ela possui não têm valor - pagar mais pelo que compra seria uma maneira de tentar dar mais valor a si mesma.

Fonte: Blue Bus - 11/02/08

Após vender a Arisco, Júnior cria gigante de consumo

Quando vendeu a Arisco para a Best Foods (hoje Unilever), há oito anos, o empresário João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, poderia se aposentar. Na ocasião, embolsou quase meio bilhão de dólares.

Mas Júnior, um sujeito ambicioso e discreto, quis ir além. Desde aquela época, a idéia era criar a maior empresa brasileira de bens de consumo, o que ele está tentando fazer agora.

Em 2002, ele começou uma nova empresa ao assumir uma fábrica de lãs de aço. Com uma barulhenta campanha de lançamento, a marca Assolan chegou ao mercado no momento em que a sua principal concorrente, a Bombril, vivia o auge da sua crise financeira. A Assolan incomodou a rival, que era sinônimo da categoria, e hoje tem cerca de um terço das vendas.

Júnior têm um gosto especial pela construção de marcas desconhecidas ou relegadas. Boa parte do sucesso da Arisco se deu graças a uma estratégia agressiva de marketing - a apresentadora Xuxa, hoje amiga de Júnior, foi a cara da marca por anos. Essa mesma fórmula é usada no negócio atual, com a diferença que o mercado hoje é mais competitivo.

A linha Assolan cresceu, mas Júnior não teve o mesmo êxito com outros produtos. Em 2006, partiu para aquisições de empresas de vários segmentos. No começo do ano passado, juntou diversas marcas sob o mesmo guarda-chuva e batizou a nova companhia de Hypermarcas. A grande tacada foi a compra da DM Farmacêutica, em junho de 2007. A Hypermarcas pagou US$ 650 milhões para levar para casa marcas como Gelol, Doril e Monange. Parte desse valor veio de um fundo de investimentos mexicano, que ficou com 30% da Hypermarcas.

A associação com os mexicanos revela um traço da personalidade do empresário. Segundo uma fonte ligada a ele, Júnior se associou ao fundo porque não gosta de se endividar.

A Hypermarcas é o negócio de maior visibilidade do empresário. Mas não é o único. No primeiro trimestre deste ano, o ex-dono da Arisco se associou a Esteban Malpica, Alfredo Harp Helu e Roberto Ramirez, antigos donos do Banco Nacional do México, para criar a Bramex. Trata-se de uma incorporadora imobiliária que ainda tem como sócia a Stan, de imóveis de alto padrão.

O empresário também tem negócios na área de mídia. É dono de algumas retransmissoras de TV, área que ele investe até hoje.

Fonte: Agência Estado - 07/02/08

Nielsen investe em neuromarketing

Aliança com a NeuroFocus visa o desenvolvimento de técnicas de mensuração da atividade cerebral que aumentam a eficácia das ações de propaganda e marketing

A gigante da mensuração de audiências The Nielsen Company anunciou na quinta-feira 7 um investimento de valor não revelado na empresa NeuroFocus, especialista na aplicação de pesquisas de neuromarketing às áreas de propaganda, programação e desenvolvimento de embalagens e produtos. Segundo a Nielsen, o seu chefe-executivo, David Calhoun, integrará o conselho diretor da NeuroFocus "para ajudar no desenvolvimento de novas formas de mensuração e métricas baseadas nos mais avançados recursos da neurociência".

Sediada em Berkeley, Califórnia, a NeuroFocus usa pesquisas das universidades UC Berkeley, Harvard e MIT para mensurar ondas cerebrais, movimentos dos olhos e condutividade da pele de consumidores, de forma a aumentar a eficácia das ações de propaganda e marketing. As reações do cérebro humano a uma ampla variedade de estímulos são avaliadas por meio de eletroencefalograma e um "boné de baseball especialmente desenhado", equipado com sensores que monitoram as reações do cérebro com freqüência de duas mil vezes por segundo e permitem determinar, instantaneamente e com grande precisão, as partes da mensagem que atraem a atenção, o grau de engajamento emocional, e o que realmente é memorizado.

"A Nielsen e a NeuroFocus estão juntando as forças para, inicialmente, desenvolver produtos, serviços e métricas a clientes dos setores de produtos embalados de consumo, televisão, cinema e mídias emergentes. Ao mesmo tempo, a Nielsen integrará as técnicas da NeuroFocus aos seus serviços atuais para melhor compreender os elementos de um engajamento bem sucedido com o consumidor", disse o comunicado, acrescentando que os clientes da NeuroFocus incluem grandes empresas de produtos embalados de consumo, alimentos, bebidas, serviços financeiros, montadoras e varejistas, além das maiores da indústria de cinema e TV.

Fonte: Meio & Mensagem - 08/02/08

Carrefour coloca consumidoras no foco da comunicação

Rede reformula conceito e investe em compradoras comuns na nova fase de suas campanhas, que inclui lançamento de blog

A rede Carrefour, depois de mudar todo o seu esquema de comunicação de marca em 2005 com a contratação de Ana Maria Braga como garota propaganda, o inicia uma nova fase em sua estratégia de comunicação. Entrou no ar esta semana a campanha "Eu uso a Cuca", criada pela AlmapBBDO, em que o papel principal passa a ser das consumidoras conscientes - Cuca vem de 'Consumidores Unidos Carrefour.

A intenção vai além de mostrar produtos e preços. "Queremos encontrar um canal cada vez mais interativo de comunicação com o consumidor por meio do site da campanha e, com isso, formar uma comunidade", afirma o diretor de marketing corporativo Rodrigo Lacerda, que está investindo R$ 10 milhões no lançamento da campanha, que inclui filmes para TV, anúncios em mídia impressa e o lançamento de um blog.

Para deixar bem clara a intenção de dar ao cliente cada vez mais poder, a nova campanha traz cinco consumidoras de verdade (escolhidas entre as mais ativas interlocutoras do Serviço de Atendimento ao Cliente do Carrefour). Elas reforçam conceitos de compra inteligente a partir do slogan "Eu uso a Cuca". No blog, há dicas de consumo e até vídeos.

Lacerda avalia que a figura de Ana Maria Braga como garota-propaganda foi fundamental para aproximar a marca francesa do consumidor brasileiro.Ele reconhece a ousadia de propor em sua campanha que o consumidor tenha uma atitude cada vez mais crítica em relação às suas próprias atitudes de compra e também em relação aos serviços que recebe. "Sabemos que ao incentivar essa atitude crítica temos que corresponder às expectativas".

Ao fechar 2007 com faturamento de R$ 19,3 bilhões, a rede aposta na retomada da liderança do seu segmento nesse quesito, perdida desde 2000 no Brasil para o grupo Pão de Açúcar. Em termos globais, a operação brasileira detém a terceira posição entre as maiores do Carrefour - depois de França e Espanha - e à frente das operações em outros 30 países. Lacerda quer agora ampliar o valor da marca e fixar o Carrefour na dianteira do setor. "Em vez de olhar para o histórico de consumo, queremos olhar para o futuro, para as novas tendências de comportamento do consumidor e rapidamente atender suas demandas", explica.

Depois de sumir do top of mind dos consumidores por alguns anos, em 2005 a marca voltou ao ranking de lembrança de marca do Meio & Mensagem entre os dez primeiros lugares e vem consistentemente melhorando de posição. Em pelo menos duas ocasiões, os filmes do Carrefour estrelados pela apresentadora do Mais Você, da Rede Globo, estiveram na lista de propagandas preferidas do M&M. "Nos últimos três anos em nenhum momento perdemos o top of mind da categoria de supermercados", comemora Lacerda.

Fonte: Meio & Mensagem - 07/02/08

01 fevereiro 2008

Borboletas Reebok

Para mostrar a leveza e versatilidade de seus novos tênis 3D Lite, a Reebok da Alemanha expôs seus produtos em algumas lojas como se fossem uma coleção de borboletas.

A forma surpreendente de exposição chamou a atenção do público e impulsionou as vendas do produto.

Mas a Nike e a marca Jeep já fizeram coisas semelhantes.

Fonte: Ads of the World - 09/01/08