Arnaldo Rabelo

29 outubro 2007

Apple adota anúncio feito por estudante de 18 anos

O estudante inglês Nick Haley, 18 anos, combinou trechos de videos sobre o iPod Touch e sobre outros produtos da Apple com a faixa 'Music Is My Hot, Hot Sex', da banda brasileira CSS. Produziu um comercial para o iPod Touch, player lançado no início de setembro e publicou no YouTube.

O vídeo foi assistido pelo pessoal do marketing da Apple, que pediu à agência TBWA Chiat Day para fazer contato com o estudante. A conversa resultou num convite para transformar o comercial produzido por Haley no filme que estava previsto para estrear esta noite (29/10) na TV americana.

Será exibido também no Japao e na Europa. As mudanças introduzidas pela agência foram poucas; envolveram principalmente apurar a edição do filme e produzir o material em versão de alta definição. Veja abaixo o comercial original feito pelo estudante:


Fonte: Blue Bus

27 outubro 2007

Avon avança em direção ao luxo

Multinacional norte-americana aposta em parceria com estilista Christian Lacroix

(Roberta Ristori)

A Avon decidiu dar mais um passo em direção ao mercado de luxo. Depois do perfume "Today.Tomorrow. Always", a nova aposta é o lançamento mundial das fragrâncias Rouge e Noir, resultado de uma parceria com o renomado estilista Christian Lacroix.
A escolha do nome do estilista francês se deu pela identificação com a visão de "democratização do luxo" apregoada pela Avon. Lacroix afirma que todas as mulheres do mundo merecem caminhar sobre um tapete vermelho.

Segundo Alberto Moreau, diretor executivo de Marketing da Avon Brasil, o luxo, atualmente, não está necessariamente relacionado ao alto custo de um produto e sim, a marca e seu valor. "Estamos dando mais um passo para reafirmar o compromisso da Avon em proporcionar alto conceito em design e qualidade. Quem antes não teria um vestido Lacroix agora pode desfrutar de todo o luxo e sofisticação do estilista, por meio de seus perfumes", explica.

Christian Lacroix Rouge (feminino) e Noir (masculino) são os primeiros Eau de Parfum e Eau de Toilette (versões mais concentradas das fragrâncias) da multinacional norte-americana. Os perfumes chegam ao mercado em novembro com preço de R$ 75,00. O Rouge será comercializado em frasco de 50 ml e o Noir em embalagem de 75 ml.

Moreau destaca que novos produtos estão por vir, tanto com o próprio Lacroix, como com outros estilistas. Ainda não há outro nome definido. O objetivo é atingir as atuais consumidoras da marca de cosméticos e conquistar novas clientes através da sofisticação.

O estilista francês participou de todo o processo de desenvolvimento dos produtos e até mesmo na campanha de lançamento, a cargo da SoHo Square. A comunicação também é mundial e estréia no Brasil, Estados Unidos, Europa e América Latina nesta sexta-feira, 26.

A comunicação recebeu a inspiração do próprio Lacroix que elegeu o momento que antecede o beijo de um casal como o ideal para registrar a sensualidade aliada à elegância. O plano de mídia contempla comerciais para TV aberta e fechada, anúncios para mídia impressa e um hotsite com previsão para entrar no ar nesta segunda-feira, 29.

Fonte: Meio&Mensagem - 26/10/07

24 outubro 2007

Valor da marca

(Ticiana Weneck)

65 milhões dólares. É o quanto vale a marca Coca-Cola, a mais valiosa segundo o último ranking promovido pela Interbrand e revista BusinessWeek. Seu valor patrimonial vale bem menos que isso. É um exemplo do descompasso entre o valor tangível e o intangível.

O primeiro efeito de uma marca forte é maior rentabilidade. As experiências positivas tornam o consumidor leal; a companhia se diferencia, permitindo um prêmio de preço, gerando maior lucro para a organização e, na outra ponta, maior valor ao acionista. Estudos da Stern Stewart, consultoria de gestão, demonstram que existe uma relação clara entre saúde da marca, lucratividade superior, expectativa de crescimento e redução de risco dos fluxos de caixa. Pesquisa da Interbrand, de 2005, revelou que a marca chega a representar 38% do valor de mercado das 500 maiores companhias globais.

E sobretudo, marca é percepção. É o valor que o consumidor atribui a ela, considerada um ativo intangível de diferencial competitivo único. É capaz de outro feito extraordinário: acrescentar zeros ao preço de um produto. Seth Godin especialista em marketing, conta em seu "Todo Marqueteiro é Mentiroso" que a marca exerce fascínio. Ao se deparar com um par de tênis Puma por 125 dólares, uma consumidora observada por ele não titubeia e compra algo que custou 3 dólares para ser produzido na China. "Ela estava pensando sobre a durabilidade do produto? Claro que não. Ela estava imaginando como ficaria sua aparência com o calçado nos pés. Ela estava visualizando as dramáticas mudanças que ocorreriam em sua vida a partir do momento em que outras pessoas percebessem o quanto ela estava na moda. Em outras palavras, ela estava ocupada, mentindo e contando uma história para ela mesma. Ela poderia ter comprado algo semelhante por uma fração daquele preço. O que os marqueteiros venderam para ela foi uma história", escreve o autor de maneira sarcática. "Mas não se engane", continua. "Isso não foi um acidente. A Puma trabalha dura para contar uma história".

É essa mesma história contada diariamente e repercutida em cada canal de contato com a marca, que forma sua imagem na mente do consumidor. Para Clemente Nóbrega, um dos mais destacados especialistas em estratégia empresarial do país, as empresas há muito tempo deixaram de vender "coisas", para vender "idéias". "Toda empresa, hoje, é de informação. Não é empresa de ferro, de alumínio, isso é pretexto. O que conta e é transformável em dinheiro é o conhecimento e não a coisa. É a logística, a gestão de estoque, a marca", garante Nobrega.

Fonte: Consumidor Moderno - 22/10/07

Quando o luxo se torna democrático

O Brasil desponta entre os mercados que estão na mira das marcas de luxo. Apoiando-se no crescente interesse da classe média e da classe média alta – as camadas que efetivamente geram lucro para as grifes –, este mercado deve movimentar US$ 4,3 bilhões este ano só no Brasil.

A estimativa é da MCF Consultoria & Conhecimento e do instituto de pesquisa GfK Indicator, que também apura um crescimento de 11,5% nas vendas do segmento em relação a 2006. “O que sustenta esse mercado não são os produtos com preços inacessíveis [como bolsas de R$ 20 mil] e sim os caros, mas tangíveis [como carteiras de R$ 500]”, explica André Cauduro D’Angelo, autor do livro “Precisar, Não Precisa” e pesquisador deste nicho.

Para uma marca sofisticada, a democratização pode ser um tiro no pé se ocasionar popularização da identidade. “Pode haver uma perda de interesse das classes abastadas. Foi o que aconteceu com a Pierre Cardin, que não é mais considerada de luxo”, sintetiza D’Angelo. Para manter a aura, mas não restringir sua clientela, as grifes estão encontrando alternativas. Um caminho possível é criar linhas ou até outras submarcas com produtos superexclusivos, de preços estratosféricos. Outra opção segue a tendência de desmaterialização. Em outras palavras, o luxo passa a ser o tempo, a beleza, o silêncio e o sossego, a autonomia, o contato com a natureza ou a segurança.

“A Armani dá nome a alguns hotéis, assim como a Salvatore Ferragamo. Usando a marca reconhecida mundialmente como ativo, estes negócios têm dado certo”, garante o pesquisador. A francesa LVMH já instalou spas em algumas de suas lojas. O conglomerado de marcas de luxo – que reúne Dior, Louis Vuitton e Moet & Chanton, entre outras – é o maior do mundo e sua receita anual varia de 12 a 15 bilhões de euros.

No Brasil, São Paulo lidera o comércio de bens de luxo. Este ano, o consumo na capital paulista deve aumentar 59%, seguido pelo Rio de Janeiro, onde a evolução prevista é de 22%. A região Sul se destaca pelo ambiente economicamente favorável, na visão de D’Angelo. O aspecto cultural é o maior limitador: o interesse que as pessoas nutrem pelas marcas e o valor que os grupos sociais atribuem às grifes são menores do que no Sudeste. “Mas a tendência é de que estas marcas venham para a região Sul, apostando em lojas multimarcas”, prevê D’Angelo.

Ele acredita que empresários de outros segmentos também podem se beneficiar das estratégias de marketing dominadas por nomes sofisticados. Junto com André Arnt, professor e consultor de estratégia e marketing, e Luiz Henrique Rosa, diretor de criação da Pública Propaganda, ele vai ministrar o curso “Aprendendo com o marketing de luxo”, promovido pelo Coletiva EAC – Centro de Estudos Avançados em Comunicação, Marketing e Opinião Pública, em Porto Alegre.

“A intenção é destrinchar a gestão de marketing no ramo, como as marcas conseguem transformar produtos em ícones. É possível pegar um item popular, transformá-lo em objeto de desejo e assim cobrar um preço mais alto”, exemplifica D’Angelo. Já o movimento contrário costuma ser um passo em falso. “Ainda que se saiba que reduções de preço repercutiriam, num primeiro momento, em incremento de vendas, cabe ao gestor de marketing saber que o preço elevado faz parte do conceito e impedir reduções oportunistas”, alerta André Arnt, diretor da ColetivaEAC. As aulas iniciaram no dia 20 de outubro, no Plaza São Rafael Hotel.

Fonte: Revista Amanhã - 22/10/07

Marketing em forma de arte de rua

Lei Cidade Limpa faz grafites e outras intervenções urbanas ganharem força como publicidade em São Paulo

(Marili Ribeiro)

A Lei Cidade Limpa, que proibiu, desde o início do ano, o uso de outdoors e outros tipos de mídia exterior em São Paulo, faz com que empresas e agências de publicidade quebrem a cabeça tentando encontrar substitutos para essas formas de comunicação. Uma das alternativas que vêm ganhando destaque é o grafite. Artistas ligados a essa forma de arte, como Flavio Samello, Rafael Armando e Baixo Ribeiro, dizem que nunca receberam tantos chamados de agências de publicidade como agora.

Samello, que já trabalhou para campanhas da Nike, construtora Max Casa e tênis Vans, diz estar com a agenda cheia. Armando, por sua vez, assina o grafite das peças publicitárias da linha de cosméticos Éh, criada pela agência MPM.

'O leque de opções de como chegar ao público potencial hoje é bem diferente do que era há cinco anos', diz o vice-presidente de criação da agência JWT, Mário D'Andréa. 'A dificuldade criada pela Lei Cidade Limpa apenas acelerou um processo de renovação que já vinha se impondo.'

A Lei Cidade Limpa, aliada à saturação do uso das mídias convencionais, impulsiona ações feitas sob medida para cada demanda do cliente. Até a próxima semana, a agência de marketing Espalhe pretende atrair clientes para o novo projeto imobiliário da Cyrela com esculturas gigantes (mais de três metros de altura) feitas por artistas populares das praias. Para a empresa de telefonia Brasil Telecom, a agência convidou grafiteiros para viajarem em um utilitário, envelopado de branco, que podia ser repintado a cada parada.

O uso desses artifícios, claro, não é novidade. Iniciativa em espaço público encomendada pela Sony Ericsson há dois anos, por exemplo, já explorava o universo grafiteiro. Artistas pintaram muros com temas relacionados à música, associando o grafite a aparelhos celulares com tocador de música digital produzidos pela empresa. Os nomes do produto e da empresa vinham logo abaixo dos desenhos, o que seria vetado hoje pela prefeitura.

Um desses muros pichados a pedido da Sony Ericsson, aliás, ainda chama a atenção de passantes, caso do publicitário Marcelo Guimarães que, na semana passada, fotografou e postou o grafite da Sony no site BlueBus. Consultado sobre o assunto, o secretário municipal das Subprefeituras de São Paulo, Andrea Matarazzo, não titubeou: 'Grafite como meio para publicidade não pode. Em pouco tempo, a cidade voltaria a ficar poluída como na era dos outdoors.' Para ele, só deve ser autorizado o grafite espontâneo, sem vínculos comerciais.

No início do ano, a Motorola também apostou nas artes gráficas para divulgar seus celulares. Embora a ação fosse global, caiu como uma luva em São Paulo, onde, em janeiro, já era restrito o uso de peças de mídia exterior. Cerca de 70 muros da cidade de São Paulo foram ilustrados com um papel criado pelo designer americano Joshua Davis. A ação, concebida por uma agência inglesa, foi trazida ao Brasil pela Espalhe.

'A imagem criada por Joshua, inspirada na estética dos caleidoscópios, era também o papel de tela usado no celular e permeava toda a campanha', diz Gustavo Fortes, diretor de planejamento da Espalhe. É possível que muita gente que circulou no entorno das ruas onde a ação aconteceu não tenha sido atingida pela mensagem, já que não havia menção à marca. Mas o público jovem, com quem a Motorola queria se comunicar, provavelmente entendeu o recado.

PROCESSO

Reportagem publicada recentemente na revista inglesa The Economist expôs o medo das grandes empresas de mídia exterior com a onda de proibições de outdoors, reforçada pela boa aceitação da medida pela população de São Paulo. A maior delas, a americana Clear Channel, presente em mais de 50 países, anunciou a disposição de processar a prefeitura paulistana. Matarazzo não se abala diante da ameaça e aposta que o futuro da mídia exterior é mesmo desaparecer.

Embora pareça clara a necessidade de se buscar alternativas, há um perigo embutido nessas novas ações, segundo o mentor de estratégia do Grupo NewComm, Walter Longo. Para ele, se não houver identificação entre o produto e a mensagem, o esforço pode redundar em um enorme fracasso. 'Marcas não associadas ao universo desse tipo de iniciativa correm o risco de perder identidade', diz. 'As ações podem ser moderninhas, mas sem nexo para como a empresa é percebida.'

Fonte: O Estado de S. Paulo - 22/10/07

Nike compra Umbro por US$ 582 milhões

A gigante americana de roupas e equipamentos esportivos Nike apresentou nesta terça-feira (22/10) uma proposta de compra que foi aceita pela britânica Umbro, fornecedora de material para a seleção inglesa de futebol, no valor de 285 milhões de libras (US$ 582 milhões).

A operação permitirá à Nike fortalecer sua posição no segmento do futebol, no qual é superada pela rival Adidas, que comprou a Reebok em 2005.

"A Umbro é altamente complementar às atividades de futebol da Nike e está previsto que siga operando como filial autônoma da Nike com sede no Reino Unido", explica um comunicado.

Os acionistas da Umbro, grupo com cotação na Bolsa de Londres, poderiam ceder suas participações à Nike por 193,06 pence por título, mais um dividendo de 1,94 pence por ação.

No total, receberiam então 195 pence por ação, o que representa uma valorização de 61% em relação à cotação da Umbro em 17 de outubro, véspera do anúncio por parte da empresa britânica de que havia sido contactada para uma aquisição.

O conselho de administração da Umbro considerou a oferta conveniente, que está no melhor interesse dos acionistas e decidiu recomendar a venda de ações à Nike. A empresa americana já pode contar com 2,5% do capital em propriedade dos dirigentes da Umbro, acrescenta o comunicado.

AFP - 23/10/07

23 outubro 2007

Justiça multa Ellus em R$ 500 mil por outdoors com casal seminu

A grife Ellus foi condenada pela Justiça de Santa Catarina a pagar R$ 500 mil por danos morais pela instalação de outdoors com fotos onde exibiam um casal de modelos nus e seminus na praia. A Justiça considerou o conteúdo de forte conotação sexual.
A sentença do juiz Domingo Paludo confirmou liminar (decisão provisória) concedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público. A empresa foi condenada no último dia 23 de julho, no entanto, somente nesta quarta-feira o órgão divulgou a decisão.

Segundo a promotoria, em novembro de 2006 a empresa foi obrigada, por meio de liminar, a retirar das ruas de todo o país a publicidade da campanha de verão 2007. Em algumas peças a publicidade sugeria a relação sexual entre o casal de modelos, de acordo com o Ministério Público.

"É certo que há flagrante deturpação de valores sociais e culturais na campanha, pois uma empresa que tem como principal objetivo a comercialização de roupas, sequer as mostra", afirmou o promotor Fabio Souza Trajano na ação.

De acordo com o órgão, este tipo de publicidade é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Código Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária.

"Empresas como a Ellus, que têm projeção nacional e internacional, têm os adolescentes como grande parte de seu público consumidor. Dessa forma sua publicidade exerce influência na vida desses consumidores. E fere o Código de Defesa do Consumidor na medida em que estimula e valoriza a sexualidade em local público, inclusive de crianças e adolescentes", disse o promotor.

A promotoria informou que o valor da multa será repassado ao Fundo de Reconstituição dos Bens Lesados do Estado, destinado à reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio público.

De acordo com o processo, que pode ser consultado no site da Justiça de Santa Catarina, a Ellus entrou com recurso da decisão no dia 8 deste mês.

Por meio de nota o presidente e fundador da Ellus, Nelson Alvarenga, informou que a grife foi comunicada da decisão da Justiça, "mas não concorda com seu teor que está sendo objeto de recurso".

Fonte: Folha Online - 18/10/2007

Marketing de commodities: água

Eu já havia publicado um post sobre marketing de produtos sem diferenciação, com casos de água e leite.

Agora mostro um novo exemplo de marketing de água, com mais uma forma de diferenciar e agregar valor.

A francesa Evian está lançando duas garrafas assinadas pelo estilista Christian Lacroix. Saem em edição limitada, apenas 1 milhão de unidades. A versão prêt-à-porter parece coberta por uma renda com detalhes que lembram cristais de gelo. Será vendida em restaurantes e varejistas sofisticados. O preço varia entre U$ 5,99 e U$ 9,99. A versão 'alta costura' será vista apenas em eventos especiais. As garrafas assinadas são lançadas anualmente pela empresa.

Fonte: Blue Bus

22 outubro 2007

Cada vez mais TVs ligadas

Vários estudos e artigos têm apontado para o crescente mercado de publicidade na internet, nas mais diferentes formas. Temos visto também que a verba publicitária tem diminuído para a TV e migrado para ferramentas promocionais, de relacionamento e para a internet. Mas os mais afoitos, que já concluíram que veicular anúncios na TV é besteira e que a internet acabará por substituí-la, devem parar e analisar melhor.

Segundo a Nielsen, no último ano (de setembro de 2006 a setembro de 2007) as TVs americanas ficaram ligadas, em média, por 8 horas e 14 minutos diários. É a mesma quantidade do ano anterior, que havia sido um recorde histórico.

A televisão ainda é parte importante do dia-a-dia das pessoas. Apesar de novos aparelhos darem acesso a conteúdo em vídeo (celulares, PDAs, notebooks conectados à internet), o interesse das pessoas pela televisão continua alto. No entanto, os publicitários devem atentar que tem aumentado rapidamente o uso de equipamentos de gravação digital de vídeo (DVR), chegando agora a 20% da audiência. Esse recurso permite que o usuário assista seu programa favorito na hora que quiser, podendo pular os comerciais. Isso tem levado muitas marcas a investirem em conteúdo e entretenimento que envolvam o público com o universo da marca.

20 outubro 2007

Dove cria blog para apresentar nova linha Therapy

A Dove investe em mídia alternativa para divulgar a linha Therapy.


Os lançamentos e benefícios de seus novos produtos estarão em um blog, criado pela Ogilvy Interactive, além dos filmes publicitários e anúncios impressos e ações em ponto-de-venda, também criados pela Ogilvy.

Começa leilão da marca Mappin

Foram abertos nesta segunda-feira, dia 15, os lances para o leilão judicial eletrônico da marca Mappin, com preço mínimo de R$ 8,5 milhões. A marca foi avaliada em R$ 12,1 milhões e o último lance acontece no dia 12 de novembro.

O montante arrecadado - que inclui também um terreno de 27 mil metros quadrados em Santo André - integrará a massa falida, para pagamento dos credores.

A rede de lojas de departamento quebrou em 1999, deixando um passivo de R$ 1,2 bilhão.

17 outubro 2007

Que cheiro tem sua marca?

Alguma vez você já se perguntou que aroma têm as marcas? Por que o aroma de um creme solar lembra as férias? Por que o cheiro da fumaça da lenha queimada lembra uma imagem de inverno em família? Até há pouco tempo, ninguém parava para pensar nessas perguntas, e as empresas não tinham se dado conta do efeito que produz um aroma agradável na experiência do cliente. A maior parte das empresas baseia sua identidade corporativa na imagem (no logotipo, no patrocínio ou no mobiliário dos estabelecimentos) e no som (o fundo musical das lojas ou a melodia de um anúncio da televisão). Contudo, a emoção que evoca um odor pode ser decisiva na hora da compra e é possível identificá-lo com os valores que a marca pretende transmitir. Pode inclusive servir para melhorar a produtividade e as condições de trabalho de uma empresa.

“Há uma mudança de tendência muito importante no processo de escolha do consumidor”, observa Roberto Álvarez del Blanco, professor de Marketing do Instituto de Empresa (IE). Isto se deve à neuroeconomia, “que é a combinação da neurociência, da economia e da psicologia no estudo do processo de escolha dos indivíduos. Esta ciência analisa o papel do cérebro quando a pessoa avalia uma decisão a tomar, quando examina os riscos e as recompensas e a forma como as pessoas interagem umas com as outras”, explica. De acordo com o professor do IE, esse conhecimento permite, por exemplo, “que compreendamos com exatidão a resposta humana diante das cores, da luz e dos aromas”. Contudo, Gerard Costa, professor de Marketing da escola de negócios Esade, diz que não estamos diante de uma mudança de tendência. “A experiência relativa à percepção dos odores corporativos, porém, requer uma técnica ainda muito incipiente”, observa.

Marketing olfativo
A técnica do “marketing olfativo” é mais uma entre as várias técnicas do marketing emocional. Chegar às profundezas do cérebro do espectador está na moda. Trata-se de uma técnica cujos efeitos perduram por vários anos seguidos. “Ela surge do convencimento de que os objetos têm aroma. Partindo dessa premissa, descobre-se que as pessoas, as casas, as comunidades, as cidades, e até mesmo os países, têm seu próprio aroma”, observa Álvarez del Blanco.

Costa diz que o termo marketing olfativo entrou na moda há cerca de 15 anos, quando se começou a trabalhar com o neuromarketing. “A tendência chegou primeiramente pela publicidade subliminar e, desde então, estudam-se os estímulos que afetam positivamente o cérebro”. Além disso, somam-se ao estudo as recentes pesquisas acadêmicas de caráter científico, estabelecendo-se uma distinção entre “a associação de cheiros às lojas e o projeto de um odor corporativo”.

EUA e Japão são os países onde há mais empresas “olfativas”, isto é, companhias que investem em um cheiro próprio por meio de dispositivos que espalham perfumes nas lojas (ambientadores). A Muzak, provedora de trilha musical personalizada, produz agora também ambientadores para as empresas. A Singapur Airlines aposta no marketing dos cinco sentidos para atingir um público selecionado; a Disney utiliza essa ferramenta há 15 anos em seus parques temáticos. Primeiro, a produtora americana deu um toque de realismo a seu público de filmes de ação ao introduzir cheiro de pólvora e de borracha queimada nas salas. Depois, impregnou as ruas e parques com cheiro de pipoca para despertar o apetite dos seus clientes. O sucesso da técnica empregada pela Disney incentivou a cadeia de hotéis Hilton e Sheraton, os restaurantes Hard Rock, a linha de automóveis de luxo Lexus e a produtora de cinema Paramount a fazerem o mesmo.

Por que todos os carros novos têm o mesmo cheiro?
Pense, por exemplo, no que acontece quando o vendedor de automóveis lhe passa as instruções sobre o novo carro que você acaba de comprar. Além de se referir à beleza dele, elogiar seu espaço interno, suas linhas modernas, o carro novo também cheira a novo, não é verdade? Não é coincidência o fato de que todos os carros novos “cheirem a novo”. Trata-se de um odor resultante de muitas horas de dedicação de um grupo de especialistas no assunto. “Há aromas específicos e outros que são universais”, explica Álvarez del Blanco. E acrescenta: “Não podemos nos esquecer de que o olfato é o mais primitivo de todos os sentidos. O ser humano tem mil genes relacionados ao olfato. Cerca de 60% estão hoje inativos. O ser humano pode distinguir entre dez mil odores distintos. Não é nada comparável aos cães, que são capazes de identificar cem mil, e aos ratos, que conseguem diferenciar entre 200.000 odores.”

Contudo, criar o aroma de uma marca não é nada fácil. Costa explica que “deveria ser um processo baseado no posicionamento que desejo dar à minha marca, além de ser algo integrado ao mix de marketing de minha empresa e coerente com ele”. O professor da Esade cita como exemplo o sucesso mundial da Singapur Airlines, que “soube construir um odor específico para sua marca em sintonia com outros aspectos do marketing da empresa tomando por base no posicionamento que queria dar à companhia: um toque oriental”.

Em 2003, o marketing de aromas movimentou cerca de 30 milhões de dólares em todo o mundo, e espera-se que chegue a 220 milhões em 2010. Na Espanha, o marketing do olfato é uma técnica ainda incipiente, embora o mercado de ambientadores para o lar e para o automóvel tenha crescido 74% nos últimos quatro anos. Ambos os professores concordam que esse marketing encontra-se ainda em fase inicial, e que ainda há um longo caminho a percorrer. “Nos EUA, o marketing de odores encontra-se mais avançado do que em qualquer outro lugar. Na Espanha, ainda é cedo para uma avaliação. O setor que mais investe nesse tipo de marketing é, principalmente, o de automóveis”, lembra Álvarez del Blanco.

A A de Aroma, uma empresa com um mês de funcionamento, trabalha com a identidade olfativa das empresas de alimento de preparo rápido Pans & Company, Rodilla e Dunkin’ Donuts, mas atua também em outros setores: ela tem entre seus clientes a Telefônica (telecomunicações), Cinesa (cinema), AC Hoteles y Mango (moda). A A de Aroma elabora fragrâncias personalizadas para cada empresa em função dos valores que a marca deseja reforçar, e implanta dispensadores de perfumes em seu estabelecimentos cujos cartuchos são trocados uma vez por mês.

O ser humano é capaz de se lembrar de dez mil aromas diferentes
Um estudo da Universidade Rockefeller (Nova York) revelou, em 1999, que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente, ante 5% do que vê, 2% do que ouvem e 1% daquilo que tocam. Além disso, a memória pode reter até 10.000 aromas distintos, ao passo que reconhece apenas 200 cores, de acordo com a pesquisa feita pelos cientistas Richard Axel e Linda Buck, vencedores do prêmio Nobel de medicina de 2004.

Comprovou-se também que uma empresa que tenha aroma próprio vende mais do que outra que não possui nenhuma fragrância específica. “Isto acarreta uma diferenciação extraordinária para a marca. Trata-se de uma singularidade que a afeta de modo cabal. As associações estereotipadas são valiosas, fidelizam o cliente e, principalmente, engendram uma qualidade que é tesouro de toda marca”, revela Álvarez del Blanco. Costa acrescenta alguns matizes: “Normalmente, os odores fortes vendem mais. Por exemplo, deixar aberto o forno com pães recém-assados em uma padaria é uma maneira de atrair o cliente que passa pela rua e que se deixa levar pelo aroma agradável que desprende do pão fresco.”

Assim, o odor de um creme solar lembra as férias; a torta de maçã quente evoca uma reunião de família e uma fragrância de brisa marinha é sinônimo de liberdade. Contudo, 83% dos investimentos publicitários se concentram em mensagens que procuram seduzir os olhos e os ouvidos, deixando de conquistar os demais sentidos. Álvarez del Blanco lembra que “o aroma percebido pelo olfato dever ser coerente com a atividade da marca para que o efeito seja agradável”. Portanto, quando se atinge esse objetivo, o cliente tem uma sensação “agradável, de ordem e de profissionalismo”. Contudo, é preciso levar em conta que “somente os odores relacionados com a natureza são odores globais”, lembra Costa. Não se deve esquecer também que, culturalmente, os odores são percebidos de maneira distinta de acordo com o lugar de origem do indivíduo. Contudo, os especialistas estão de acordo em relação ao fato de que os clientes compram experiências, e não produtos. “O odor se associa ao momento em que sinto o desejo de adquirir um produto ou serviço, e não à marca em si. Minha experiência com um determinado produto em casa vai muito além disso”, diz Costa.

Buscar a diferença
O sucesso consiste em conseguir criar um aroma que lembre a marca. Os especialistas estão de acordo com o fato de que criar um “odótipo” eficaz requer vários meses de trabalho. “É preciso saber onde a marca se acha exposta, analisar o contexto em que ela é consumida e em que cenário os clientes se relacionam com ela”. “No caso da empresa, é preciso definir com o que exatamente desejo me identificar, e é muito importante pensar nos suportes para o odor: como vou difundi-lo, onde quero marcar presença com ele e onde não quero”, aconselha Costa.

Ambos os professores também acham que é “muito complicado” obter um aroma universal e que agrade a todos. Costa lembra que os odores são percebidos de maneira diferente “pelos homens e pelas mulheres, pelo país de origem, pela idade e de acordo com a experiência de cada um”. Por isso, é impossível que uma mesma fragrância transmita a mesma mensagem a todos. Para Costa, a melhor marca da história do mundo seria aquela que todos associassem a um odor onde quer que fosse. Por fim, lança uma pergunta: “Quem não faz a ligação do odor do incenso com a igreja católica?”

Fonte: Knowledge at Wharton - 17/10/07

16 outubro 2007

Os sete imperativos do novo marketing

(Ticiana Werneck)

Ele é considerado autoridade em marketing e pioneiro no conceito de CRM. Stan Rapp, membro do board do McCann-Erickson WorlGroup e do prestigiado Hall of Fame of US Direct Marketing Association, reúne em seu currículo best-sellers corporativos expressivos como "Maxi Marketing", "O Novo Maxi Marketing", "A Grande Virada do Marketing", que já venderam mais de 600 mil cópias em todo o mundo.

Para o especialista, a convergência de conhecimentos a respeito do cliente e a interação com ele são as chaves para maximizar vendas e lucros. Para sair na frente em meio à concorrência, Rapp listou sete multiplicadores do valor do relacionamento com o cliente:

  1. Use o que você sabe para impelir o que você faz - Como você usa o que sabe sobre seus clientes para aumentar as vendas e os lucros? Tente responder mentalmente às perguntas: qual a quantidade de dados úteis sobre clientes você possui?; como você tem adquirido dados valiosos adicionais?; quão acessíveis são os dados?; como os dados são organizados visando à máxima eficácia? As respostas estão ligadas à regra áurea do marketing do século 21, segundo Stan, que dita "O Database é o Mercado". Se existe um domínio sobre sua base dados, o mercado está nas suas mãos. Transforme dados em lucro.
  2. Suprima a distinção entre produto e serviço - Já não basta apenas comercializar um produto ou serviço, é preciso criar novas ofertas para diferenciar a marca no mercado comoditizado. A nova concorrência não se dá entre o que as empresas produzem, mas entre o que elas agregam ao que produzem sob a forma serviço ao cliente, financiamento, opções de entrega... e outras coisas que as pessoas valorizam.
  3. Torne cada relacionamento tão diferente quanto cada cliente - Acrescente o valor residual dos relacionamentos ao seu valor de marca. O Customer Relationship Management (CRM) resulta num novo ativo das empresas chamado RSR (Retorno sobre o Relacionamento), no qual os ativos intangíveis se tornam mais valiosos do que os tangíveis. Isso significa criar experiências especiais de compra no ponto de venda, no pós venda e no relacionamento futuro.
  4. Faça o mínimo possível você mesmo - "Na nova economia, outros podem fazer determinadas partes do seu negócio melhor que você", diz Stan. Consiga que seus parceiros comerciais, fornecedores, distribuidores e usuários finais façam o "serviço pesado". Terceirizar o atendimento ao cliente para especialistas em recursos tecnológicos e relacionamento, capazes de fazê-lo melhor e mais barato, é apenas parte da solução.
  5. Faça o seu processo interativo tornar-se o produto - "O processo é a mensagem", chegou para substituir a antiga máxima "o meio é a mensagem", de duas décadas passadas. Interação e integração ditam as regras para um melhor relacionamento, no qual marketing, logística digital, análise de dados e softwares de atendimento ao cliente precisam andar de mãos dadas. Hoje processos customizados são a nova onda. "Imagine um marketing de varejo sem estoques, sem tamanhos fora de padrão, sem sobras de fim de estação, sem clientes desapontados", incita Rapp. "Customize", ele revela em seguida. É o caso da estratégia da Levi´s, do jeans "Só para você", na qual é possível customizar o tamanho, cor, caimento e estilo, criando uma peça de perfeita adaptação. Sua taxa de compras repetidas é mais que o triplo da taxa de recompra dos jeans comuns.
  6. Incorpore o valor futuro a cada iniciativa - Faça a experiência da marca superar a percepção da marca. Rapp cita o exemplo da CocaCola, "se por uma desventura, todas as fábricas da empresa pegassem fogo, nenhum dano aconteceria à marca, pois ela possui uma forte identificação com seus consumidores". A marca reflete experiências intangíveis, assumindo uma personalidade própria e quando há identificação com o consumidor se dá início o relacionamento. A possibilidade recente de interação direta com o usuário final por um custo acessível revolucionou o modo como fazemos negócios. Agora é o que se faz PARA, PELO e COM o cliente que determina o valor futuro (igual à soma do valor da marca e do valor do relacionamento - a contribuição agregada de todas as interações com o cliente) de seu ativo mais precioso - o relacionamento com o cliente.
  7. Torne a empresa responsável pelo marketing e o marketing responsável pela empresa - Forme uma nova parceria entre TI e marketing - raramente existe. É o momento de examinar a transformação do papel do marketing num mundo de novas possibilidades de alta tecnologia para conquistar e reter clientes.

Fonte: Consumidor Moderno - 15/10/07

Santander planeja ter marca única e extinguir Real

O banco Santander pretende adotar a estratégia de marca única no Brasil, segundo comunicado enviado aos acionistas na Espanha. Com isso, a instituição deverá extinguir a bandeira ABN Amro Real no País, assim como fez com a tradicional marca Banespa. Apesar disso, a bandeira Real continuará a ser utilizada enquanto durar a integração das operações, estimada para ocorrer em três anos. Durante esse período, serão mantidas separadas as estruturas comerciais das instituições.

O banco destaca que, na maioria dos processos de integração bancária na América Latina, manteve marcas distintas por um período relativamente longo. Segundo o banco espanhol, apenas agora as instituições que possui no México, Chile e Brasil convergem para uma única bandeira: Santander. Tal estratégia não se limita à América Latina, estendendo-se, em regra, a todos os mercados em que o grupo opera. De acordo com o banco, há pouquíssimas exceções, como o Banesto e o Banif na Espanha.

No comunicado aos acionistas, o Santander ressalta que ficará com os seguintes negócios do ABN Amro: unidades latino-americanas, em que se destaca o Real, no Brasil; a Banca Antonveneta na Itália; e o Interbank y DMC Consumer Finance, instituição especializada em crédito ao consumo na Holanda. Por esses ativos, pagará 19,9 bilhões, o que corresponde a 27,9% da oferta total que o consórcio formado por Royal Bank of Scotland Group (RBS), Fortis e Santander fez pelos ativos do grupo holandês ABN Amro. O Santander espera financiar 51% do total a ser pago.

Segundo o banco espanhol, confirmada a vitória do consórcio, começará uma reestruturação do ABN, incluindo a divisão dos ativos. Por um período transitório para a reestruturação, o ABN Amro será uma unidade do RBS e propriedade conjunta dos bancos por meio de uma sociedade a ser constituída para essa operação: a RFS Holding. O RBS, líder do consórcio, coordenará a reorganização.

Concorrentes

Após a concretização da compra do ABN Amro, o Santander buscará alcançar, no médio prazo, o mesmo nível de resultado dos concorrentes Bradesco e Itaú no Brasil. O banco tentará atingir tal objetivo mediante sinergias, melhora das operações e investimento numa marca líder no País.

Segundo o comunicado aos acionistas, o banco a ser formado no Brasil terá participação de mercado similar à de Bradesco e Itaú. Entretanto, mesmo após toda a sinergia esperada até 2010, a instituição resultante vai gerar lucro líquido pelo menos 25% inferior ao previsto para os concorrentes.

Para justificar a oferta pelo ABN aos acionistas, o Santander ressalta que os sistemas bancários latino-americanos estão se beneficiando atualmente de menor risco, maior estabilidade, alto crescimento econômico e maior demanda por produtos e serviços, fatores que sugerem a necessidade de um maior investimento na região.

Fonte: Agência Estado - 10/10/07

Audi investirá 10 bi de euros em novos modelos

A Audi anunciou um investimento de 10 bilhões de euros nos próximos cinco anos para pesquisa e desenvolvimento de novos modelos. A marca definiu 2012 como meta para o lançamento de uma nova linha de automóveis, criados sob uma nova estratégia de mercado.

Para o chefe de desenho da marca, Wolfgang Egger, a nova estratégia é importante, pois priorizará que todos os novos veículos sejam significativamente diferentes entre si. Alguns modelos já estão certos para fazerem parte deste investimento, como o Q3, o cupê A7 e um utilitário esportivo baseado na plataforma do Golf. É possível que uma versão compacta do Q1 de tração nas quatro rodas também seja desenvolvida.

A Audi também estipulou o mesmo prazo para alcançar a meta de 1.5 milhão de veículos vendidos por ano, aumentando sua produtividade em dois terços nos próximos oito anos.

Fonte: Autoesporte - 08/10/07

Só 33% das empresas são inovadoras

Uma pesquisa inédita feita pela consultoria Symnetics mostra que apenas uma em cada três empresas brasileiras são inovadoras. Os números revelam que as indústrias são o motor da geração de novas idéias e que as mulheres têm força à frente desse processo.

A Symnetics é uma consultoria que representa a ECC (Experience Co-Creation Partnership), empresa de Venkat Ramaswamy, professor de Marketing da Michigan University, nos EUA, idealizador de um modelo de inovação batizado de "co-criação".

Para a pesquisa, foi ouvida quase uma centena de presidentes, diretores, superintendentes e gerentes de empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviço.

Apesar de pequena, a amostragem permitiu extrapolar o resultado para o total de empresas nacionais. É o que afirma o diretor da Symnetics, Reinaldo Manzini, que contou com a ajuda da H2R, uma companhia especializada em pesquisas de mercado.

O perfil das inovadoras

Para a Symnetics, uma companhia inovadora tem de dispor, obrigatoriamente, de ferramentas de comunicação para captar as necessidades dos consumidores em relação aos produtos e serviços disponíveis.

"Não basta coletar reclamações obtidas pelo call center", diz Manzini. "É preciso usar as dicas que os consumidores dão a respeito de como usam (ou gostariam de usar) os produtos para criar algo novo." A internet, por meio de canais de contato em sites e blogs, tem um papel decisivo nesse processo.

De acordo com o levantamento, é na indústria em que o nível de inovação é maior, em torno de 40%. Esse índice cai para 30% entre as empresas do comércio e entre as prestadoras de serviços.

Cerca de 40% operam com mais de 5.000 funcionários, 70% faturam acima de R$ 500 milhões por ano e 53% têm capital aberto. Noventa por cento contam com gestores profissionais, e as mulheres comandam a inovação em 37% delas.

Na seguradora Real Tokio Marine, a superintendente Zilea Santos liderou uma pesquisa com os clientes, no início deste ano, que serviu de base para a mudança de estratégia da companhia. "Uma das descobertas foi a de que os jovens, especialmente, queriam seguros de vida pensando em acidentes no trânsito", afirma Santos. "Agora, nosso seguro de vida venderá a idéia de qualidade de vida, e não a de indenização pela morte."

Na americana 3M, multinacional conhecida por suas fitas adesivas, o processo de inovação determina que os vendedores -que operam no varejo ou nas redes atacadistas- estejam atentos a novas oportunidades.

"Não temos medo de mudar os caminhos da companhia se descobrirmos um filão inovador", afirma o diretor Luís Serafim. Segundo ele, a 3M nasceu como empresa mineradora e, por causa de uma visita de um vendedor numa funilaria, acabaram detectando uma oportunidade de negócio para as fitas adesivas.

"Os funileiros prendiam jornais com cola nos carros antes de aplicar a tinta." Para ele, as empresas não podem temer a inovação porque correm o risco de serem tragadas por esse processo, que se transformou num fator decisivo na competição por mercado. "São os clientes que dizem o que querem comprar."

Fonte: Folha de S. Paulo - 15/10/07

O Mundo não é Plano

Thomas Friedman, autor do livro "O Mundo é Plano: Uma Breve História do Século XXI", diz que vários eventos - da queda do Muro de Berlim até a ascensão da internet - nivelaram o cenário competitivo mundial, aumentando a globalização e reduzindo o poder dos governos.

Mas o mundo não é plano, argumenta Pankaj Ghemawat, professor em Harvard. Segundo ele, o mundo está parcialmente globalizado ou "semiglobalizado".

"As estratégias que pressupõem a completa integração global tendem a enfatizar muito a padronização internacional e o aumento de escala", diz Ghemawat. Apesar de ser essencial identificar semelhanças de um lugar para o outro, as estratégias devem considerar as diferenças internacionais para serem efetivas.

Especialista em estratégia global, Ghemawat propõe novas diretrizes para os negócios em seu novo livro "Redefining Global Strategy: Crossing Borders in a World Where Differences Still Matter" (algo como "Estratégia Global: Atravessando Fronteiras em um Mundo onde as Diferenças ainda Importam").

Segundo seu ponto de vista, importantes aspectos definidores do cenário competitivo podem ser agrupados em 4 áreas básicas: cultural, administrativa/política, geográfica e econômica. As discussões sobre globalização tendem a negligenciar esses fatores. E as empresas que quiserem ficar na frente devem considerar 3 maneiras principais de lidar com a distância: adaptá-la, superá-la e explorá-la.

"O que é diferente neste livro sobre estratégia global é seu foco nas diferenças entre países", ele diz. "A idéia é ajudar os negócios a se internacionalizarem de forma lucrativa, vendo o mundo como ele realmente é, ao invés de uma forma idealizada."

Fonte: HBS Working Knowledge

11 outubro 2007

Orloff investe R$ 10 milhões em novo produto

A Pernod Ricard Brasil lança no mercado nacional um novo produto, Orloff Gas, após um ano e meio de pesquisa com consumidores de diversas capitais brasileiras. O lançamento faz parte de reformulação completa da marca, que também possui a única família de vodkas cinco vezes destiladas do mercado, novas embalagens, identidade visual e conceito reforçando a plataforma de inovação de Orloff Vodka e Orloff Ice.

Esta é a maior renovação já realizada pela marca ao longo de seus mais de 40 anos, com investimento de R$ 10 milhões. O objetivo é crescer duas vezes mais rápido que a categoria e sair da vice-liderança no segmento, com participação de 14% chegar, chegando a médio prazo em 20% para atingir a liderança a longo prazo.

O produto, que estava disponível apenas em bares nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte desde setembro, chega às redes de supermercados dessas regiões em outubro, em garrafas de 50 ml por um preço sugerido de R$ 9,90. A estimativa é que até o final do ano a Orloff Gas esteja disponível em todo o Brasil.

Fonte: InvestNews

Guaraná Antarctica Ice chega como novidade da marca para o verão

Edição especial da primeira bebida ice gaseificada, com efeito “cooling” que garante a máxima refrescância, inaugura categoria no Brasil.



O Guaraná Antarctica surpreende o consumidor, inovando mais uma vez com o lançamento da edição especial de Guaraná Antarctica Ice para o verão. Inaugurando uma categoria no Brasil, a novidade é a primeira bebida gaseificada no Brasil com efeito “cooling”, que garante aquela refrescância que gela a garanta após a ingestão.

“Com essa novidade, Guaraná Antarctica sai na frente e mostra a busca constante da marca por inovação e dinamismo. A sensação de frescor causada pelo produto, sem descaracterizar o sabor único do Guaraná Antarctica, é o grande diferencial dessa edição limitada”, afirma Adrianne Elias, gerente de marketing de refrigerantes e não-alcoólicos da AmBev. “Estamos sempre atentos aos sinais do consumidor. Ele anseia por novidades, e o mercado tem espaço para elas”, completa.

O Guaraná Antarctica tem o perfil de buscar sempre inovações para o seu portfólio e tem obtido grande sucesso em seus lançamentos. O Guaraná Antarctica Seleção, lançado ano passado, no período da Copa do Mundo, por exemplo, chegou a alcançar 0,4 pontos percentuais de participação de mercado nas áreas onde foi lançado.

No caso do novo produto, a fórmula original à base de guaraná ganha um toque de ingredientes especiais que proporcionam o efeito “cooling”. A bebida chega ao mercado na versão regular, e pode ser encontrada nas seguintes embalagens: lata de 350 ml ou PET de 2 litros. A lata, com ícones que remetem à refrescância do produto, foi desenvolvida pela agência Narita Design, assim como o rótulo da PET, que leva a assinatura da Coverplast.

Guaraná Antarctica Ice pode ser encontrado nos principais pontos-de-venda das regiões Sul e Sudeste, nos estados do Ceará, Bahia e Pernambuco, e nas cidades de Goiânia e Brasília, a partir do dia 24 de setembro até final de janeiro, ou enquanto durarem os estoques.

As fábricas da AmBev em Jundiaí (SP), Viamão e Sapucaia (ambas no RS) produzirão a bebida que será distribuída para as praças de lançamento mencionadas acima. O preço sugerido é o mesmo da versão regular de Guaraná Antarctica.

Campanha - Com criação assinada pela DM9DDB, a campanha do novo Guaraná Antarctica Ice vem pontuada por bom humor e também pela originalidade que está no DNA da marca. Tem filme de 30 segundos para a TV, anúncios em internet, spots e material de merchandising (cartazete, mini-banner, topo de ilha e stopper) em pontos-de-venda, além de ações de marketing e de relacionamento com o trade e com o consumidor. Todo o material traz o slogan “O guaraná que gela a goela”.

O filme “Amazônia” começa mostrando uma aldeia com índios fazendo a dança da chuva. Enquanto dançam, batendo fortemente os pés no chão e exagerando um pouco na coreografia, eles entoam o grito de guerra “Éoqueé, éoqueé, éoqueé...”. De repente, a cena corta para a aldeia coberta por uma camada de neve que cobre o topo das ocas e os cabelos dos índios. Surpreso, o chefe da tribo fala ao curandeiro, em seu idioma: “Xiii, acho que a gente exagerou...”. Em seguida, entra a locução “Nevou na Amazônia. Chegou Guaraná Antarctica Ice. O guaraná que gela a goela”. Ao final, aparece a vinheta do coração congelado pulsando.

Fator Brasil

Brasil Telecom anuncia transmissão de tevê por meio da internet

A Brasil Telecom (BrT) lançou em Brasília seu serviço de televisão transmitido pela Internet (IPTV). Inicialmente, o Videon, como foi chamado, será oferecido apenas no Distrito Federal. Mas a concessionária promete que o serviço estará disponível "em breve" nas principais capitais e cidades da região onde a empresa atua.

"A entrada da Brasil Telecom nesse mercado acompanha uma tendência mundial", disse Francisco Santiago, vice-presidente de Operações da BrT. "Cada vez mais, as operadoras oferecem novas variedades de aplicações IP [protocolo de internet, na sigla em inglês]."

Baseado em estudos realizados pela concessionária, Santiago diz que, até 2008, a distribuição de conteúdo por meio da rede IP deverá estar na casa dos 12 milhões de usuários em todo o mundo.

A televisão pela Internet da BrT é a primeira em escala comercial a ser lançada no País. A Telefônica prepara uma operação parecida - no momento, está em fase de testes nos Jardins, em São Paulo.

Na fase de lançamento, a empresa colocará à disposição do assinante, por R$ 29,90 mensais, mais de 500 horas de programação, entre filmes, documentários, shows, programas infantis e culturais.

Como o serviço tem funcionalidades semelhantes às de um DVD, os programas podem ser vistos a qualquer hora.

Além das 500 horas de programação, o assinante terá acesso a outros conteúdos. Poderá "alugar" itens que não estão na grade e ver o material quantas vezes queiram, em um prazo de até 72 horas.

O aluguel oscilará conforme a atratividade do conteúdo. A BrT garante que os preços serão compatíveis com os das locadoras. "Por enquanto, essas são as opções que temos para oferecer conteúdo ao cliente", disse Santiago. "Mas isso não significa que não estejamos prontos para ampliar o serviço e oferecer os canais de TV por assinatura tradicionais, o chamado broadcast, que depende basicamente da mudança na legislação."

Pelas regras de hoje, as concessionárias podem oferecer vídeo sob demanda, mas não uma programação empacotada em canais.

As operadoras têm insistido em mudanças na lei para abrir caminho à convergência dos serviços de telecomunicações e, com isso, ampliar o leque de produtos e serviços.

Agência Estado - 27/09/07

Para enfrentar a Alpargatas, Azaléia e Vulcabrás preparam a holding Grendene

Pedro e Alexandre Grendene preparam empresa com vendas anuais acima de R$ 2,4 bilhões

Uma vez consumados os dois primeiros atos – aquisição da Azaléia e sua incorporação pela Vulcabrás – os irmãos Pedro e Alexandre Grendene ensaiam o grand finale de sua ópera calçadista. Trata-se da criação da Grendene Participações, holding que abrigará a Vulcabrás e a própria Grendene, controladas pelos dois empresários.

No momento, ambos se dedicam a escrever a partitura societária desta nova companhia. A holding deverá ter 80% da Grendene, formado apenas de ações ordinárias, e 94% do capital votante da Vulcabrás.

Posteriormente, o mais provável é que Pedro e Alexandre façam uma oferta pública para a conversão de ações da Vulcabrás em títulos da Grendene. Esta última passaria a ser a única empresa do grupo com ações em Bolsa – a própria holding (Grendene Participações) deverá permanecer com o capital fechado.

O objetivo de Pedro e Alexandre não é outro senão criar uma companhia com enorme poder de alavancagem em mercado e conseqüentemente punch para tirar da São Paulo Alpargatas o posto de maior indústria calçadista do país. Com a aquisição da Azaléia, a Vulcabrás já chegou a uma receita anual de R$ 1,3 bilhão.

Ao amarrar seus cadarços com os da Grendene, os dois empresários darão origem a uma empresa com vendas anuais superiores a R$ 2,4 bilhões. Para efeito de comparação, a São Paulo Alpargatas deverá faturar neste ano cerca de R$ 1,5 bilhão.

Fonte: Cidade Biz - 10/10/07

Sua estratégia pode ser... continuar pequeno

Grande parte das micro e pequenas empresas brasileiras não definem estratégias de longo prazo. Seus administradores dedicam boa parte do tempo às urgências do aqui e agora – especialmente o pagamento de contas, sempre elas. "Enquanto isso, o mundo continua evoluindo e a companhia acaba ficando para trás", constata Belmiro Valverde, professor do doutorado em Administração da PUC do Paraná e do mestrado em Organizações e Desenvolvimento da FAE Business School, de Curitiba.

Atento à realidade de empresas desse porte, ele acaba de lançar “Tamanho não é documento: estratégias para a pequena e a microempresa brasileira”. No livro, Belmiro aborda uma das principais dúvidas estratégicas que se apresentam aos pequenos empresários: crescer ou permanecer pequeno? “Existe uma mística do crescimento. As empresas acreditam que crescer é prosperar. Nem sempre isso é verdade”, alerta. Os gestores precisam saber avaliar quando é mais interessante buscar uma operação em larga escala e quando a grande vantagem está exatamente em permanecer pequena. “Há casos de empresários que, ao expandir seus negócios, perderam a intimidade com o cliente. Assim, acabaram com o seu diferencial. Resultado: quebraram”, exemplifica.

Falar em micro e pequena empresas é o mesmo que falar no próprio empreendedor, pois ele centraliza quase todas as decisões. Por isso, Belmiro escreve que o essencial para o gestor é desenvolver a capacidade de pensar estrategicamente – e cita alguns caminhos para chegar lá, como manter-se atualizado, ler bastante e freqüentar feiras de negócios. “Com esses conhecimentos, as decisões que o empreendedor vai tomar serão mais rápidas e as ações, focadas e ágeis”, avalia o professor, apoiando num raciocínio muito simples. É que, quando o pequeno empresário investe em si mesmo, está investindo na empresa. E, diferentemente das grandes corporações, onde a burocracia medeia os processos, a dinâmica da empresa depende muito mais dele do que de qualquer outra pessoa.

Decidido a fazer do seu próprio livro um exemplo, Belmiro idealizou um sistema de vendas por meio de sua página na internet. Assim, contornou a falta de distribuidoras de alcance nacional na cidade onde mora, Curitiba, e divulgou e vendeu seu livro para cidades tão distantes quanto Manaus. “Já que o livro é sobre pequenas e micro empresas, quis mostrar que uma tentativa de fazer um micro negócio a partir do livro funcionaria”, conta o empreendedor. Apesar de ter sido lançado oficialmente em outubro, a obra está sendo vendida desde julho. Pelo site, foram comercializados 220 exemplares e, nas livrarias, 150.

Revista Amanhã - 09/10/07

Empresas investem em novas formas de conquistar clientes

Em busca de novas maneiras de conquistar o consumidor, algumas companhias investem pesadamente em pesquisa e mantêm verdadeiras estruturas de laboratório diretamente ligadas à produção. Apesar da grande quantidade de dinheiro necessária para desenvolver novidades e do risco de ver as novas idéias fracassarem, o esforço em inovar vale a pena, segundo executivos consultados. Eles afirmam que agregar elementos novos aos negócios ajuda a garantir produtos modernos e uma posição no mercado à frente dos concorrentes.

Segundo especialistas, não basta ter uma idéia brilhante para realizar uma inovação em uma empresa. “As pessoas confundem inovação com descoberta. Inovação é incorporar um valor ao seu produto ou processo de fabricação que você antes não usava, mas podia já ser utilizado por outros. Não precisa ser inédito”, explica o diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-inovação Tecnológica (Protec), Roberto Nicolsky.

Um exemplo é o da rede de perfumes O Boticário. Há dois anos, para lançar um perfume mais sofisticado e atrair compradores de renda mais elevada, a empresa resgatou uma técnica antiga de fabricação muito mais cara do que as tradicionais. Usando gordura vegetal, permite extrair puramente a essência das pétalas das flores, em vez de copiá-las quimicamente. Além disso, o Boticário fabricou um perfume produzido com álcool de vinho e macerado em tonéis de carvalho (como a bebida) e usou nanotecnologia, que manipula objetos na escala de um milionésimo de milímetro, em um creme de tratamento para a pele. “Inovar é um trabalho constante e é uma prioridade. Acreditamos que isso faz a diferença para o nosso cliente”, diz o diretor de pesquisa e inovação da rede, Israel Henrique Feserman. Na empresa, 91 funcionários, entre biólogos, químicos, farmacêuticos, engenheiros químicos e estatísticos trabalham constantemente em um centro de desenvolvimento em Curitiba, no Paraná.

Na calçadista gaúcha Grendene, os R$ 12 milhões que a empresa investe anualmente em pesquisa e desenvolvimento se refletem nas lojas: em uma delas, criada especialmente para vender as sandálias de plástico Melissa e localizada na sofisticada rua Oscar Freire, em São Paulo, os produtos são exibidos com pompa de obra de arte. Além disso, a fachada da loja-galeria é transformada a cada quatro meses. ”Trocamos as cores da fachada com adesivos porque queríamos dar à loja essa cara mutante, que traduz bem a cara da Grendene e a preocupação com inovação”, diz o gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, Edson Matsuo.

O esforço na busca de novidades rendeu frutos: em maio, a Grendene ficou em segundo lugar no ranking do Índice Brasil de Inovação, elaborado por pesquisadores do Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências (DPTC/IG/Unicamp).

Para chamar a atenção do público de crianças e adolescentes, a gaúcha Calçados Bibi adicionou rodas e molas aos seus calçados: lançou recentemente o modelo Big Jump, que pula; antes, a empresa já havia lançado um tênis com rodinhas acopladas, como um skate. Os executivos da companhia, com sede no Rio Grande do Sul, fábrica da Bahia e aproximadamente 40 pessoas dedicadas exclusivamente à pesquisa, reclamam da falta de incentivo para quem quer investir em pesquisa e desenvolvimento corporativo no Brasil. "É muito complicado conseguir verbas do governo, tem muita burocracia", diz o presidente da Bibi, Marlin Kohlrausch. "Nós temos condições de usar dinheiro próprio, por isso conseguimos. Mas, muitas vezes, não na velocidade que gostaríamos", diz.

Segundo a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de empresas que fizeram algum tipo de inovação do Brasil de 2003 a 2005 permaneceu estável em relação ao período de 2001 a 2003: passou de 33,3% para 33,4%. "As empresas no Brasil em geral estão desestimuladas porque inovar sempre representa um risco. Os países em que o governo apoiou são os que hoje têm crescimento forte, como Japão, Coréia, Taiwan, China", diz Roberto Nicolsky, diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-inovação Tecnológica (Protec), entidade que estimula a inovação tecnológica nas empresas.

Fonte: G1 - 05/10/07

09 outubro 2007

Vale do Rio Doce vai mudar de nome e marca

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), maior empresa brasileira, deve mudar de nome e de logomarca a partir de novembro.
A decisão da direção da CVRD e do conselho de administração é reposicionar a empresa no mercado de uma forma mais compatível com o status de companhia multinacional, depois da compra da mineradora canadense Inco, por 18 bilhões de dólares.

O novo nome ainda não foi decidido e as opções estão sendo tratadas na empresa como segredo de Estado. A agência África, do publicitário Nizan Guanaes, foi contratada para a campanha da nova marca. Uma empresa nacional e uma americana, especializadas em marketing e criação de marcas, foram contratadas para o projeto. A palavra Vale pode não figurar no novo nome.

A intenção é fazer com que a Vale seja reconhecida como uma empresa internacional identificada com o Brasil. A CVRD quer também se desvincular totalmente da imagem de ex-estatal. O losango e as barras do logotipo atual também devem mudar, pois estariam associadas à simbologia de patentes militares, que remetem à época da ditadura. A empresa foi fundada pelo governo federal em 1942 e privatizada em maio de 1997.

A Vale é a maior empresa brasileira e a 31ª do mundo, à frente da IBM. O valor de mercado da Companhia Vale do Rio Doce atingiu R$ 303,5 bilhões, aumentando a distância para a segunda maior empresa do País, a estatal Petrobras.

Fontes: Folha de S. Paulo, Info Corporate, JB - 08/10/06

04 outubro 2007

Brasil é um dos 5 países preferidos por empresas multinacionais

O Brasil será o quinto destino favorito para investimentos nos próximos três anos. A avaliação faz parte de uma pesquisa mundial conduzida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que questionou as principais empresas multinacionais sobre os mercados preferidos para novos investimentos até 2009.

No topo da lista aparece a China, seguida por Índia, Estados Unidos e Rússia. A lista mostra que o grupo de países chamado de Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) está entre os cinco primeiros favoritos para investimentos de grandes companhias multinacionais.

No caso do Brasil, 22% dos entrevistados disseram que teriam planos ou algum tipo de intenção de aplicação de recursos no País. O Brasil superou países tradicionais em recepção de investimentos como o Reino Unido, a França, a Alemanha e o Japão, integrantes do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo). O principal motivo de atração para o Brasil é o potencial de crescimento do mercado interno, com mão-de-obra qualificada.

Agência Estado - 04/10/07

Marca feminina de calçados investe na mídia regional para alavancar vendas

A Calçados Mississipi, a nova marca do grupo Dakota, vem apostando na mídia regional para alavancar as vendas. A última estratégia bem sucedida foi aderir a programação comercial de uma emissora de televisão cearense para anunciar a sua chegada ao mercado nordestino. A agência gaúcha Pro-Target criou uma campanha brasileira e apostou na linguagem da emissora cearense.

O programa Levanta Poeira foi escolhido pelo clima descontraído, próprio da Mississipi. A apresentadora Karine Mitre deu seu testemunho e duas profissionais da Pro-Target, a diretora Maria Helena Müller, e Annie Müller, atendimento da conta, vieram do Rio Grande do Sul para acompanhar a gravação do merchandising, no último dia 19 de setembro.

Partindo de uma produção muito pequena, a empresa registrou, em menos de um semestre, a marca de 4.000 pares ao dia. A meta é alcançar uma produção diária de 20 mil pares, com o conseqüente incremento do número de empregos. É para cumprir esta meta, no prazo previsto, que a marca construiu a unidade de Quixadá, no ano passado.

Apesar de ser ainda muito jovem, a marca de calçados femininos Mississipi vem conquistando rapidamente a preferência de um expressivo número de consumidoras. O conceito que deu origem à marca e aos seus produtos foi concebido após cuidadosas pesquisas de mercado realizadas nos mais importantes centros consumidores do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Porto Alegre, Campinas e Caxias do Sul, entre outras cidades.

A pesquisa empregou metodologias quantitativas e qualitativas, entrevistando mulheres na faixa etária entre 18 e 30 anos, situadas nas classes sócioeconômicas “B” e “C”. A empresa, assim, identificou uma demanda, ainda não suficientemente atendida, por produtos de preço acessível, mas desenhados segundo as tendências de moda mais relevantes de cada estação.

Paralelamente, identificou-se a oportunidade de mercado para uma marca que ofertasse às consumidoras calçados de verão o ano inteiro, em função das características predominantemente tropicais do clima brasileiro.

Visando suprir estas necessidades, a Mississipi formulou o seu conceito mercadológico: uma marca de nome forte, focada em produtos inspirados nas tendências de moda, com preço competitivo, enfatizando a produção de sandálias, já que outras marcas oferecem opções insuficientes nesta linha.

Definido o conceito de produto e de marketing, a cidade de Simão Dias, em Sergipe, foi escolhida para a instalação da fábrica. Optou-se por essa localidade em razão da receptividade ao projeto demonstrada pela sua comunidade, e pela empatia imediata verificada entre a empresa e a população local. A Calçados Mississipi é uma empresa estruturada a partir de três princípios de valor: Deus, Família e as Pessoas. Estes princípios alcançaram ampla sintonia com a comunidade de Simão Dias.

Diário do Nordeste - 02/10/07