Arnaldo Rabelo
23 agosto 2007
Nestlé é a marca mais confiável no Brasil
Em seu sexto ano, a pesquisa “Marcas de Confiança”, promovida pela revista Seleções Reader´s Digest e realizada pelo Ibope Solution, apresentou novidades em sua concepção, a julgar pela inclusão da eleição da marca mais confiável do País independentemente de seu segmento de atuação e categoria. Neste novo panorama geral de confiança, a Nestlé foi a grande vencedora, seguida por Petrobras; Correios; Brastemp; e Banco do Brasil e Votorantim (empatadas na quinta colocação).
Outra questão nova na pesquisa pedia ao leitor que indicasse a marca mais responsável socialmente. O banco Bradesco venceu, com Petrobras e Rede Globo empatadas em 2º lugar. Em uma terceira pergunta a intenção era saber qual a empresa que faz o melhor trabalho na área socioambiental, aparecendo à frente a Petrobras e a Natura, seguidas por O Boticário e pela Vale do Rio Doce.
O estudo também questionou a confiança nas pessoas que nos cercam. Segundo o Ibope, os pais estão no topo do ranking, à frente de Deus, filhos e irmãos. Destaque para a colocação dos animais domésticos, apontados como sendo mais confiáveis que a sogra, os colegas de trabalho e os vizinhos, lanternas do ranking.
Entretanto, a “Marcas de Confiança” manteve suas tradicionais categorias, avaliadas pelos votantes que escolhem a marca mais confiável em 48 segmentos de produtos e serviços. Algumas marcas como Omo e Kibon se mantêm este ano entre as mais votadas, sendo lembradas por 80% dos leitores. Outro destaque foi a Nokia, que alcançou a unanimidade em sua categoria, de aparelho celular, não só no Brasil, mas também nas edições realizadas pela revista na Ásia e na Europa.
Instituições, profissões e celebridades também têm sua credibilidade colocada à prova pela pesquisa. Os Correios continuam imbatíveis na dianteira de Instituições mais confiáveis, com 87% da aprovação popular. Pelo sexto ano consecutivo, os bombeiros lideram o ranking de Profissões, com 96%. Policiais (21%), agentes imobiliários (14%) e políticos (2%) aparecem nas últimas colocações.
Na categoria Personalidades, os vencedores foram:
Apresentador - Marília Gabriela e Jô Soares (73%)
Artista - Lima Duarte e Tony Ramos (91%)
Autor de livros - Luis Fernando Veríssimo (90%)
Cantor - Milton Nascimento (83%)
Esportista - Bernardinho (95%)
Executivo - Antônio Ermírio de Moraes (82%)
Jornalista - Ana Paula Padrão (87%)
Publicitário - Washington Olivetto (66%)
A pesquisa foi feita com mil leitores entre os meses de março e abril, e os resultados foram analisados com base em uma amostra representativa dos quase 1,5 milhão de leitores de Seleções. A festa de entrega dos prêmios aos vencedores acontecerá no dia 4 de setembro, em São Paulo, no Espaço Garden. O estudo conta com o patrocínio de Zero-Cal e Ypê; e o apoio de Nestlé, Carrefour, Oi, Petrobras e UOL.
Veja abaixo a relação completa das categorias e seus vencedores:
Mais confiável geral
1º - Nestlé
2º - Petrobras
3º - Correios
4º - Brastemp
5º - Banco do Brasil / Votorantim
6º - Natura
7º - Sadia / Unilever / Bradesco
Mais confiável por categorias
Absorvente Higiênico - Sempre Livre (38%)
Adoçante - Zero-Cal (54%)
Analgésico - Tylenol (17%)
Aparelho Celular - Nokia (37%)
Aparelhos Eletrônicos - Sony (22%)
Assistência médica - Unimed (45%)
Automóvel - Volkswagen (31%)
Banco - Banco do Brasil (32%)
Bandeira Posto de Gasolina - BR Petrobras (48%)
Café - Pilão (23%)
Cama, Mesa e Banho - Teka (38%)
Câmera Fotográfica - Sony (29%)
Cartão de Crédito - Visa (58%)
Cereal Matinal - Kellogg’s (41%)
Chocolate - Nestlé (49%)
Cosmético - Avon (36%)
Companhia Aérea - TAM (42%)
Companhia de Seguro - Bradesco e Porto Seguro (19%)
Creme Dental - Colgate (60%)
Cuidados com a Pele - Natura (27%)
Detergente Líquido - Ypê (43%)
Fast-Food - McDonald’s (46%)
Fralda Descartável - Pampers (40%)
Geladeira - Brastemp (58%)
Hipermercado / Supermercado - Carrefour (25%)
Iogurte - Danone (35%)
Margarina - Qualy (28%)
Óleo Comestível - Liza (43%)
Operadora de Telefonia Celular - Vivo (33%)
Operadora de Telefonia Fixa - Oi (Telemar) (27%)
Previdência Privada - Bradesco (31%)
Provedor de Internet - UOL (32%)
Sabão em Pó - Omo (80%)
Sabonete - Lux (29%)
Shampoo e Condicionador - Seda (36%)
Sorvete - Kibon (80%)
Suco Concentrado - Maguary (31%)
Ração - Pedigree (31%)
Refrigerante - Coca-Cola (53%)
Tintura para Cabelos - L’Oréal (28%)
Tinta para Parede - Suvinil (61%)
Utensílios Domésticos - Tramontina (40%)
Vitamina - Centrum e Cebion (15%)
Socialmente responsável
1º - Bradesco
2º - Petrobras / Rede Globo
3º - Natura / Banco do Brasil
4º - Nestlé / Instituto Ayrton Senna / Votorantim / TV Cultura
5º - Azaléia / Vale do Rio Doce
Trabalho socioambiental
1º - Petrobras / Natura
2º - O Boticário / Vale do Rio Doce
3º - Ibama
4º - Votorantim / Greenpeace
5º - Bradesco / Aracruz / Rede Globo
Instituições e Organizações
1º - Correios (87%)
2º - Rádio (72%)
3º - Jornais (69%)
4º - Real (62%)
5º - Igreja (59%)
6º - Revistas (58%)
7º - Casamento (56%)
8º - Forças Armadas (55%)
9º - Televisão (53%)
10º - Empresas (46%)
11º - Transportes públicos (26%)
12º - Escolas públicas (23%)
13° - Governo (10%)
Portal da Propaganda
21 agosto 2007
'Merchandising dissimulado é pratica ilegal', diz procurador da Republica
Ele se baseia no artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor, que diz que "a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal". Comenta a propósito - "A lei não diz que o merchandising é proibido, mas tem de haver algum alerta de que se trata de publicidade".
A notícia saiu na coluna do Daniel Castro, na Folha de S. Paulo. Diz que a iniciativa "surpreendeu" as redes, que preferem não comentar o assunto até serem notificadas. "O merchandising é uma poderosa forma de obter receitas" - escreve Daniel. E informa - "A Globo chega a faturar mais de R$ 40 milhões só de merchandising em novelas das oito, o que paga quase todo o custo de produçao".
O Ministério Público Federal primeiro irá recomendar às emissoras que tomem medidas que deixem claro que determinada cena é merchandising. Mas o procurador Almeida Martins não tem esperança - "Acredito que não vai haver acordo. Isso vai acabar numa ação legalizando e restringindo essa propaganda", disse a Daniel.
fonte: Blue Bus
Häagen-Dazs aumenta vendas em 450%
“Tínhamos como público-alvo somente a classe A. Mas decidimos mudar o direcionamento e ampliar nossos pontos-de-venda para atingir também a B.” Antes, o sorvete era encontrado em 300 locais, agora está em 1,3 mil.Outra estratégia foi mostrar que ele não é para refrescar, mas sim, uma sobremesa. Assim, foi possível fazer neste ano uma campanha de inverno. “Nos surpreendemos com o crescimento de 50% nas vendas.”
De acordo com ele, a empresa tem planos de construir uma fábrica na América Latina em três anos, caso a demanda seja suficiente – e o Brasil tem chances de recebê-la. “Existem estudos para avaliar a matéria-prima, pois o processo de fabricação é muito exigente.”
16 agosto 2007
Nizan Guanaes abre capital e lança novas agências
Para segmentar o atendimento aos clientes, as novas ações do grupo B\Ypy , braço de serviços de comunicação da holding Ypy , são a criação da agência Hello Interactive e a sociedade com as agências Sunset , New Style e ReUnion . Com isso, o grupo passa a contar com seis agências e aumentará sua participação de 15% para 30% nos negócios da holding Ypy, que este ano deve atingir uma receita de R$ 310 milhões e um crescimento de 20%.
O crescimento anunciado pelos outros sócios de Guanaes no grupo B\Ypy, João Augusto Valente e Bazinho Ferraz faz parte da estruturação que a holding está fazendo para abrir capital e alcançar a internacionalização com a abertura de filiais no exterior, "a exemplo de grandes conglomerados internacionais como Omnicom Group , dos Estados Unidos, WPP Group , da Inglaterra e Publicis , da França", diz Guanaes.
Para ele, este é um momento de profissionalização do Grupo. "Estamos declaradamente copiando os grandes grupos e queremos montar uma multinacional verde-amarela", revelou.
Holding
Criado para ser uma holding financeira, o grupo Ypy tem como acionistas o próprio Nizan Guanaes, com mais de 50% de participação, o grupo Icatu, com 33%, representados por Kati Almeida Braga e João Joaquim de Almeida Braga, e João Augusto Valente, com 16%. O Icatu detém participações em empresas de administração de recursos financeiros, seguros, previdência privada, capitalização, incorporação imobiliária, saúde e entretenimento.
Ainda que seja o investidor majoritário, o comando da holding não está nas mãos de Nizan Guanaes, nem de outros publicitários. "A era Nizan acabou. Agora é a era de gerar valor aos acionistas e dar resultados aos clientes, parceiros e funcionários. Queremos conquistar o mercado de capitais", reforçou Guanaes.
Etapas
Atualmente, a holding é dividida em três grupos, o Ypy Propaganda, B\Ypy, de Serviços Especializados e o Ypy Conteúdo , e totaliza 13 agências. Estes grupos têm em seu portfólio uma diversidade de empresas no ramo de comunicação e oferecem o chamado full service, expressão adotada no mercado publicitário para designar o atendimento de marketing em vários segmentos de atuação, que muitas vezes disputam entre si a verba dos anunciantes.
"Temos interesse em novas aquisições e estamos constantemente olhando os melhores ativos do mercado. As áreas de mobile, branding e design passam a nos interessar", afirma Bazinho Ferraz , principal executivo do grupo e presidente da B\Ferraz.
No próximo ano, a prioridade será consolidar o crescimento do braço de serviços da holding para, em seguida, promover a internacionalização. Segundo os sócios, ele reúne os segmentos que mais vêm aumentando sua participação nos investimentos publicitários nos últimos anos, como marketing promocional, comunicação interativa e eventos. "Atualmente a participação da receita de publicidade nos grandes grupos chega a 40% e a tendência é que diminua", ressalta João Augusto Valente, sócio do B\Ypy.
Internacionalização
Para Nizan Guanaes, o segmento de serviços é visto como promissor para o projeto de internacionalização. "Acho difícil concorrermos com as agências de publicidade em grande parte da Europa e nos Estados Unidos, mas elas podem ter bons mercados em Portugal e no México. Na área de serviços, acho que temos um bom potencial competitivo em diversos os mercados", disse.
As novas agências do grupo possuem atuações consolidadas em diversos segmentos e continuam independentes, com autonomia total de gestão de seus sócios. Embora elas acabem disputando verbas entre si, o grupo possui uma área de estratégia de integração para ativar áreas em todos os clientes.
Alguns deles, já concorrem entre si. "A B\Ferraz e a New Style concorrem pelo Bradesco em planejamento estratégico. Cases como o do Guaraná Antarctica e do Terra são atendidos em propaganda pela DM9DDB e em serviços de comunicação pela Hello, Reunion e B\Ferraz", explica. "A integração também é uma estratégia para diluir os riscos de possíveis perdas de grandes contas".
Fonte: DCI
14 agosto 2007
Xerox tropicaliza comunicação
Presente há 42 anos no mercado brasileiro e tendo conquistado uma posição de destaque no segmento de equipamentos de reprodução e impressão gráfica e digital, a Xerox Brasil dá início a uma nova estratégia de marketing, que pela primeira vez se desprende dos padrões mundialmente estabelecidos e foca diretamente o consumidor brasileiro, fazendo uso de elementos típicos do País.De acordo com Fábio Neves, diretor de marketing do braço nacional da Xerox Corporation — grupo que somou faturamento global de US$ 15,9 bilhões no ano passado —, a “tropicalização” dos esforços de campanha só foi possível em decorrência da maturidade que o grupo conquistou dentro do cenário nacional e da relevância que os negócios brasileiros alcançaram para a companhia. “O Brasil é um dos mercados com maior potencial de crescimento dentro do segmento de tecnologia e de impressão. Isso nos fez perceber a necessidade de adaptar um conceito exclusivamente a esse público”, conta o executivo.
Traduzido pelo slogan “Brasil, o país da cor”, o novo conceito se apóia nos elementos da cultura e do ambiente nacionais, como fauna, geografia e alimentos. A estratégia é assinada pela Wunderman, agência de marketing de relacionamento associada à Young & Rubicam, que detém a conta global da Xerox.
À frente do atendimento local da marca desde março do ano passado, a Wunderman buscou ilustrar a campanha com misturas de cores que só seriam plausíveis dentro do universo brasileiro. O diretor de criação da Wunderman, Alexandre Ravagnani, acredita que o País é a fonte ideal para a exploração e valorização da cor. “Por mais que vivamos em um mundo globalizado, o consumidor não é igual e quer algo que se aproxime dele”, ressalta.
Ravagnani ainda explica que a opção por veicular a campanha somente em mídia impressa se deve ao fato de o meio possibilitar a exposição do próprio serviço de impressão em cores que a marca pretende valorizar. Além dos outdoors e backlights, a iniciativa será veiculada em revistas de circulação nacional e jornais da Região Sudeste.
Fonte: Meio&Mensagem
Embraer entra no mercado de jatos executivos
No luxuoso mercado global de jatos executivos é preciso construir marcas glamourosas. Eis o grande desafio da Embraer
O mercado de jatos executivos movimenta em todo o mundo 17 bilhões de dólares por ano. Dona de uma confortável terceira posição na aviação comercial, atrás apenas de Boeing e Airbus, a Embraer começa agora a enfrentar no mercado executivo concorrentes como as americanas Cessna e Gulfstream, marcas tradicionais e consolidadas entre os poucos, porém exigentes, compradores desse tipo de jato. A busca por sofisticação suficiente para fazer a empresa decolar em um novo e promissor mercado é hoje um dos maiores desafios dos técnicos que trabalham na sede da Embraer, em São José dos Campos/SP.
"Nossa marca ainda não tem força, mas estamos trabalhando muito para mudar essa situação", diz o engenheiro Frederico Curado, presidente da Embraer. Os planos de Curado são que, com a venda dos jatos Phenom e Lineage, a aviação executiva torne-se responsável por quase 20% da receita da empresa em três anos. Em 2006, o setor respondeu por 15% dos 8,3 bilhões de reais faturados.
Os executivos da empresa logo perceberam que precisariam ter uma estratégia diferente para se aproximar do novo público. Como acontece com os carros de luxo, os jatos precisariam ser batizados com nomes charmosos. Até então a empresa escolhia nomes que faziam referência ao Brasil, como Brasília, ou simplesmente apostava em siglas. "Percebemos que a aviação executiva precisaria ser tratada de maneira diferente", afirma Luís Carlos Affonso, vice-presidente da Embraer para o mercado de aviação. A solução foi deixar a escolha nas mãos da consultoria americana Landor, especializada em marcas e que já havia trabalhado com empresas como Swarovski, Danone e Pepsi. Surgiram, assim, os Phenom, referência ao inglês phenomenon (fenômeno), e os Lineage (linhagem). Os nomes são acompanhados da inscrição "By Embraer", como forma de exibir a ligação com a companhia.
Para garantir que as aeronaves tivessem a sofisticação necessária, a Embraer contratou a americana DesignworksUSA, empresa do grupo alemão BMW. A consultoria cuidou do interior dos Phenom, os jatos mais "populares" -- o modelo 100, para até oito pessoas, custa quase 3 milhões de dólares, enquanto a versão 300 acomoda até nove passageiros e sai por 6,6 milhões de dólares. A influência do estilo da DesignworksUSA pode ser percebida nos detalhes: uso de cores claras, recostos de cabeça confortáveis, prateleiras para acomodar taças de vinho e champanhe. "Luxo, sofisticação e exclusividade são valores que a Embraer ainda precisa atrelar à sua marca.
A obsessão por criar uma marca forte para os jatos executivos vem do próprio mercado, movimentado sobretudo por indicações. Por isso, é fundamental apresentar o produto em lugares e situações que atraiam possíveis clientes -- e façam com que os jatos se tornem assunto nas rodinhas dos endinheirados. Nos últimos tempos, a Embraer tem estampado anúncios de seus aviões não só em publicações especializadas mas também nas páginas de revistas como a americana Wine Spectator, a bíblia dos amantes de vinho. Hoje, os investimentos com promoção na aviação executiva superam os da aviação comercial em 50%. Além disso, réplicas em tamanho real dos Phenom têm rodado o mundo desde 2005, em um tour por mais de 50 cidades que deve terminar em 2009. As paradas são estratégicas: feiras de negócios e eventos que concentram milionários. Em setembro de 2006, um modelo do Phenom 300 ficou exposto em frente à Bolsa de Valores de Nova York -- exibição que fez os telefones da Embraer disparar. (Como os Estados Unidos são o maior mercado de jatos executivos do mundo, quase 30% dos vendedores da empresa se dedicam aos clientes desse país.) No Brasil, a caça aos potenciais compradores acontece em locais como as ilhas de Comandatuba, na Bahia, e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O próprio Affonso se encarrega de negociar pessoalmente alguns contratos. "Virei especialista em madeira para conversar com os clientes sobre a decoração", diz ele. O conhecimento das preferências dos clientes é decisivo nesse tipo de mercado. Em 2005, um cliente americano que veio buscar seu jatinho deixou o Brasil a bordo da aeronave carregando dezenas de caixas de guaraná e café no bagageiro -- o presente exigiu que a Embraer praticamente esvaziasse uma loja vizinha à sede da empresa.
A receita da Embraer para conseguir atrair os consumidores de jatos executivos — e tentar se tornar uma das cinco maiores do mundo até 2015:
1. Contratou as consultorias DesignworksUSA, do grupo BMW, e Landor, especializadas em design e marca, para ajudar a desenvolver os projetos. Foi necessário pensar até em áreas nas quais os donos dos jatos pudessem acomodar sacolas de golfe.
2. Criou um conselho com 20 potenciais consumidores de todo o mundo, que se reúne até quatro vezes por ano para analisar os jatos e explicar as necessidades de um cliente vip.
3. Programou uma turnê mundial dos jatos Phenom por mais de 50 cidades, como Dubai e Bangalore. Os aviões são apresentados principalmente em feiras de negócios. O tour só acaba no final de 2009.
4. Estabeleceu uma área especial dedicada à produção e à venda de aviões executivos que hoje conta com 250 funcionários.
Fonte: Exame
Motos Sundown ultrapassam as vendas do setor
A performance da companhia é resultado de ações executadas nos últimos 3 anos, visando a consolidação da marca, ampliação da rede de concessionárias, montagem de uma estrutura interna adequada e a composição de uma equipe de colaboradores. Esse cenário contribuiu para elevar o EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa para R$ 29,3 milhões, um crescimento de 69,4% em comparação aos R$ 17,3 milhões obtidos no primeiro semestre de 2006. O aumento da receita de publicidade também ajudou a pavimentar os resultados positivos da empresa, que acaba de lançar uma campanha de R$ 10 milhões para fortalecer a marca Sundown Motos. Com filme, internet e outdoor, além de inserções no programa “Pânico”, da Rádio Joven Pan, uma coluna na revista Trip e uma ação diferenciada no programa “Caldeirão do Hulk”, da Rede Globo, a campanha será veiculada até outubro em todo o País, seguida de uma estratégia de sustentação no varejo até o fim do ano.
A estratégia de comunicação da campanha está ancorada no site www.minhavidaeuponhoprarodar.com.br. Com a música “Forever Young”, sucesso do grupo Alphaville dos anos 80, o filme “Inspiração” convida as pessoas a acessar o site e descrever momentos de felicidade por meio de textos e vídeos. Os melhores trabalhos serão apresentados no programa do Luciano Hulk até o dia 13 de setembro, quando o vencedor da promoção será anunciado. O campeão ganhará uma moto modelo STX Sundown. Já o segundo e terceiro colocados serão premiados com uma Sundown Max 125 cc cada. “As ações publicitárias ajudaram a fortalecer a marca. Em apenas 4 anos conseguimos colocar a Sundown Motos entre as quatro maiores do segmento. O resultado reflete a qualidade dos produtos que entregamos aos nossos clientes”, afirma Antônio Carlos Romanoski, presidente da Brasil & Movimento. Lançada em 2003, a Brasil & Movimento hoje possui uma fábrica em Manaus, unidades de desenvolvimento de produtos na China, Centro de Distribuição de Peças em Itajaí (SC) e Centro Administrativo e Empresarial localizado em Barueri (SP), totalizando cerca de 1,3 mil funcionários.
A empresa trabalha num plano de expansão, que prevê o investimento de aproximadamente R$ 40 milhões em 2008 na construção de uma nova unidade produtiva que deve dobrar a capacidade da empresa. A expectativa é que a produção de motos passe de 9 mil para 18 mil ao mês no próximo ano. “Qualidade, preço justo, garantia de dois anos e assistência 24 horas são alguns dos fatores que justificam o plano de crescimento da empresa”, comenta Rogério Scialo, diretor comercial e de marketing da Sundown.
fonte: Fator Brasil
13 agosto 2007
Empresas investem em ações de atitude de marca
A pesquisa "As atitudes de marca nas maiores empresas do país", apresentada na quinta edição do Com:Atitude, evento sobre ação e comunicação de marcas, apontou que 21% da verba de comunicação das maiores empresas e anunciantes do país já é dedicada a ações de atitude, ou seja, investimentos em projetos nas áreas cultural, social, ambiental, esportiva, de comportamento e de entretenimento . A pesquisa é realizada no universo das 500 maiores empresas, os 100 maiores bancos e 300 maiores anunciantes do Brasil.
O objetivo central da pesquisa foi investigar como as empresas estão agindo, falando e se envolvendo com seus públicos. "Buscamos identificar os motivos, investimentos, critérios e processos de ação e comunicação institucional e mercadológica das marcas para entender como o mercado está se posicionando e, assim, propagar tendências e ações diferenciadas", afirma Alexandre Borges, sócio da Significa, agência responsável pelo evento e pelo planejamento da pesquisa.
Um dado significativo levantado no estudo foi que para 80% dos entrevistados o retorno das ações de atitude de marca está crescendo, enquanto que para 14% ele continua estável e apenas 5% da amostra entende que o retorno está diminuindo. As áreas em que as empresas desenvolvem ações são: social (95% das empresas) - área que, inclusive, teve um aumento maior de investimento este ano; cultural (76%); ambiental (74%); esportiva (49%), entretenimento (39%); e comportamento (19%).
A pesquisa apontou também quais públicos em potencial as empresas esperam atingir. Em primeiro lugar, destaca-se a comunidade da região onde a empresa está inserida; seguida por ações que sejam direcionadas a colaboradores e funcionários, clientes e consumidores. Outro dado é que nenhum tipo de indicador para medir o retorno de investimento em ações de atitude é utilizado por 49% dos entrevistados. "Isso acontece porque o patrocínio normalmente vem associado a outras ferramentas de comunicação, como publicidade e promoções, e uma grande parcela das empresas não sabe ainda como isolar as ações de atitude para verificar seu grau de eficácia" afirma Alexandre Borges.
08 agosto 2007
Brastemp aposta em campanha on-line
Para apresentar a nova linha de microondas, a Brastemp acaba de colocar no ar uma campanha on-line criada pela AgênciaClick. Os produtos têm como diferencial a tecla "Do meu jeito", que permite ao consumidor programar tempo e potência exatos para o preparo de seu alimento. E foi inspirada nisso que a A AgênciaClick desenvolveu a ação interativa. As peças instigam a curiosidade do usuário, colocando-o em contato direto com a marca.
Os anúncios, chamados de "Gênio" e "Arroz", trazem a assinatura "Nova linha de microondas Brastemp agora com a tecla 'Do meu jeito'" e serão veiculados nos portais como Terra, Oi, Mais Você, Br Chef e CyberCook. A peça interativa "Gênio" faz referência a um jogo que foi sucesso nos anos 80 e aborda o conceito de que o consumidor não precisa ter boa memória, mas seu microondas sim. A outra mostra que cada um tem um jeito diferente de fazer sua comida, enfatizando a relevância da customização do modo de preparo. A campanha fica no ar até o dia 8 de setembro.
Cliente S.A.
06 agosto 2007
Prejuízo à marca TAM pode ser enorme com acidente
A opinião é compartilhada pelo professor Marcos Cortez Campomar, coordenador do MBA em Marketing de Serviços da Fundação Instituto de Administração (FIA). "A TAM é uma empresa com 30 anos. O falecido comandante Rolim (Amaro, fundador da empresa) levou anos construindo uma imagem de qualidade e bom atendimento aos clientes, do tapete vermelho, do comandante na porta do avião para recepcionar os passageiros. Com a crise, a TAM passou a sofrer no quesito atendimento e, agora, com o acidente, a perda pode ser ainda maior."
Procurada para comentar a respeito de prejuízos à sua marca ou à imagem da empresa, a TAM informou por meio de sua assessoria de imprensa que não vai se pronunciar sobre o assunto, "em respeito à dor dos familiares das vítimas, entre as quais se encontravam funcionários da TAM que estavam no vôo JJ 3054 e no prédio da TAM Express".
O professor Antônio Jesus Cosenza, coordenador do MBA em gestão estratégica e econômica de mercado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), reforça a opinião de que a TAM está diante de uma situação muito grave, e que apresenta diversos fatores que estão fora do controle da companhia. "O acidente pode não ter maiores impactos para a TAM agora. A perda imediata é das vidas humanas que estavam no avião. No entanto, daqui para frente, a empresa precisa saber lidar com diversas variáveis, muitas delas fora do seu controle", explica Cosenza. Ele cita como exemplo a identificação de todos os mortos. "Essa é uma etapa que pode demorar. Não podemos nos esquecer que o povo brasileiro é muito religioso e faz questão de enterrar os seus mortos. A demora na identificação causa angústia às famílias e pode afetar a imagem da TAM, que não tem como interferir nesse processo."
Frieza
O comportamento do presidente da companhia, Marco Antonio Bologna, ao falar sobre o acidente, durante uma entrevista coletiva à imprensa no dia seguinte à tragédia, também foi criticado por especialistas em mídia. Eles compararam o comportamento de Bologna ao do presidente da Gol, Constantino Oliveira Junior, em igual situação, ou seja, na entrevista coletiva após a colisão do Boeing da empresa com um jato Legacy da norte-americana ExcelAire, em 29 de setembro de 2006.
"Bologna passava uma imagem fria em alguns momentos, ao responder às perguntas dos jornalistas, dando sinais, ao final da coletiva, de que já estava enfadado com os questionamentos. Já Constantino mostrou-se claramente abatido com a tragédia da Gol e muitas vezes não conseguia responder às perguntas, devido ao peso da emoção, deixando as respostas para outros membros da diretoria da empresa", comentou um consultor de comunicação empresarial, que preferiu não se identificar. O especialista ressalta ainda que, no episódio da Gol, ficou logo claro para a população que a empresa não tinha culpa pela tragédia. Já no caso da TAM, por enquanto há dúvidas sobre as condições da pista do aeroporto de Congonhas, mas também sobre os cuidados com a manutenção da aeronave e com a habilidade dos pilotos.
Serviço diferenciado
Os consultores em marketing destacam que a marca TAM já vinha sofrendo muito antes do acidente de 17 de julho. Na verdade, o problema tornou-se mais grave com o acirramento da concorrência no setor aéreo, que aumentou após a saída da antiga Varig do mercado. "Uma marca entrega uma promessa. Quando você cria uma marca, você estabelece uma relação de confiança com o consumidor. No caso da TAM, a promessa era de possuir um serviço diferenciado. Com a crise aérea, os passageiros começaram a sofrer com o mau atendimento nos aeroportos. Portanto, houve uma quebra na associação com a marca", explica Ferreira, da Faap.
"A Gol criou uma imagem de transporte barato e seguro, enquanto a TAM se consolidou como uma empresa que possui atendimento diferenciado e de qualidade. Com o aumento da concorrência, a TAM começou a cortar uma série de itens do serviço de bordo para reduzir custos, e perdeu a diferenciação. Com a crise aérea, os passageiros começaram a sofrer com o mau atendimento, prejudicando ainda mais a imagem da empresa", diz Campomar, da FIA.
Agência Estado