Arnaldo Rabelo
29 novembro 2007
Um novo tipo de comprador online: o “pesquisador social”
Uma nova pesquisa, conduzida pela PowerReviews e e-tailing Group nos Estados Unidos, detecta o surgimento de um novo tipo de consumidor online – o pesquisador social. Segundo o relatório, este consumidor considera as opiniões de outros consumidores extremamente importantes na hora de decidir sobre uma compra.
O estudo, chamado “Social Shopping Study 2007”, e que ouviu 1200 consumidores que compram online pelo menos quatro vezes por ano, procura entender como as opiniões publicadas em redes sociais influenciam no processo de decisão de compra, além de entender também como a “navegação social” ajuda o consumidor a procurar opiniões sobre produtos e serviços que ele planeja adquirir.
70% dos compradores online disseram que opiniões de outros consumidores e as notas dadas a produtos em sites de varejo são muito importantes na hora em que consideram comprar um produto. 62% mencionaram que também prestam muita atenção na lista de produtos melhor avaliados por consumidores.
65% dos entrevistados foram identificados como “pesquisadores sociais”, já que admitiram pesquisar as opiniões de outros consumidores antes de tomar a decisão final sobre a compra. Dentro do universo destes “pesquisadores sociais”, o estudo identificou que 64% destes pesquisam opiniões sobre os produtos mais da metade do tempo usado para tomar a decisão da compra, não importa onde a compra será feita: se em loja, na web, por catálogo ou outro meio. Para a grande maioria desses consumidores (82%), as opiniões online são mais úteis do que ouvir a opinião de vendedores numa loja.
Se um website oferece um sistema de coleta de opiniões sobre produtos, 76% dos entrevistados vão preferir comprar nessa loja do que em outra que porventura não ofereça essa oportunidade de “navegação social”.
Finalmente, 75% dos entrevistados consideram ser extremamente importante conhecer mais sobre o produto baseados em opiniões de pessoas com gostos e perfis similares – o que comprova o peso das redes sociais no processo de compra.
Fonte: JumpExec - 13/11/07
TV brasileira chega à pequena tela do celular
Tem gente no Brasil produzindo programas especificamente para a telinha. Os vídeos ainda são caros e têm curta duração, mas o empenho e a qualidade de produção mostram que, se o controle remoto bobear, pode pedir aposentadoria. Afinal, os aparelhos de TV passarão da sala de estar para o bolso dos telespectadores.
O exemplo mais recente de programa para TV portátil no País é também o mais robusto. A novela Diário de Sofia, que estreou na semana passada distribuída apenas pela rede celular, experimenta linguagens e tem roteiro baseado na interação com o público. Uma adolescente de 16 anos vive seus dramas de colégio e namoro em três episódios semanais. No fim de cada um, usuários de celular escolhem entre dois finais propostos, nos moldes de Você Decide, programa que a TV Globo exibiu entre 1992 e 2000.
Diário de Sofia é, na verdade, um "mobisode", união dos termos "mobile" (celular, em português) e "episode" (capítulo), neologismo criado nos Estados Unidos na divulgação da série 24 Minutos para celulares, inspirada no sucesso televisivo 24 Horas. Funciona assim: usuários se conectam à rede wap da operadora (TIM, Vivo, Claro e Oi) e então acessam o portal de vídeos. Às segundas, quartas e sextas-feiras, novos episódios da novela entram no ar, divididos em quatro vídeos com total de 2 a 3 minutos de duração. O download de cada parte, dependendo do plano e da operadora, custa de R$ 2 a R$ 4, mais o valor pago pelo tráfego de dados. Após baixado, o telespectador pode guardar o vídeo na memória do aparelho e assistir quando quiser.
Mas R$ 10 por um episódio de 2 minutos, quase o preço de um ingresso de cinema em São Paulo, não é caro demais? "Se compararmos com outras mídias, é realmente caro. Mas perto dos demais vídeos distribuídos via wap, como clipes e trailers de filmes, é barato", afirma o diretor-executivo da Aitec Brasil, Luis Ochôa, empresa que produziu a série em 12 dias de filmagens em São Paulo e licenciou a marca Diário de Sofia no País. Antes, a novela já havia sido exibida em Portugal, Estados Unidos, Chile, Canadá, Alemanha e uma série de outros países.
A intenção da novela é seduzir o mesmo número de fãs que conseguiu mundo afora. Para isso, aposta na oferta de conteúdo multiplataforma, com vídeos e um blog na internet (www.diariodesofia.com.br), comunidade no Orkut, interação via celular e uma coluna mensal na revista feminina Atrevida. "O público-alvo, formado por adolescentes, só interage com algo se houver o efeito comunidade", diz Ochoa.
Na prática, mais que a adaptação do formato novela para a tela pequena, há por trás uma mudança de foco no que diz respeito a conteúdo para celulares. É olhar os aparelhos como suporte, como a mídia portátil final, caminho diferente do seguido até agora, no qual os equipamentos são vistos como ferramentas de produção por usuários amadores.
Desse jeito vai ficar difícil para o controle remoto, apesar de ele ter uma carta importante na manga. A TV digital estréia no Brasil no dia 2 de dezembro e tem como um dos trunfos oferecer conteúdo para... celular. Sim, a palavra é convergência.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 19/11/07
Videoteca na rede
Quer assistir a trailers e filmes de Bollywood [Índia]? Visite o Bolly Vídeos. Prefere aprender receitas sobre a culinária tailandesa? Acesse o Wine and Food Tube. Com uma estrutura similar aos sites de relacionamento -como reza a cartilha do YouTube-, sites de vídeos se especializaram nos mais variados assuntos, da religião ao sexo, do esporte a ciência.
Criado pelo ator Will Ferrell e por Adam McKay, ex-roteirista do "Saturday Night Live", o Funny or Die dedica-se exclusivamente a vídeos humorísticos. Seu rebento mais famoso, "The Landlord", foi assistido a mais de 48 milhões de vezes e traz Ferrell sendo cobrado por seu senhorio -uma criança de dois anos, interpretada pela filha do ator, que grita, como um adulto, pelo seu aluguel atrasado. "Na internet você pode fazer coisas que não faria em nenhum outro lugar, como nosso senhorio de dois anos. Ele nunca funcionaria em um filme", disse McKay à revista "Wired".
Diferentemente do YouTube, só ficam no Funny or Die os mais bem votados pela audiência do site, classificados como "imortais". Bill Murray e Danny DeVito são alguns dos atores que atuam nos vídeos, entre outros protagonizados por amadores.
A comédia vem ocupando uma larga fatia dos sites de vídeos especializados. Produzido pela TBS Networks, que detém a CNN e o Cartoon Network, o Super Deluxe tem uma programação focada em revelar novos comediantes, com "qualidade de TV".
Nicho
"A segmentação é natural. Os sites procuram uma maneira de se destacar dos concorrentes", diz Hiro Kozaka, do Videorama, que faz uma seleção bem-humorada dos vídeos que circulam pela web no blog. "O mesmo aconteceu na televisão: os canais a cabo supriram uma demanda de conteúdo específico que as emissoras da TV aberta não ofereciam. Quem imaginaria que um canal como o Discovery ou o Cartoon faria tanto sucesso?"
Tiago Dória, dono do blog homônimo sobre novidades na internet e consultor de projetos na web, completa: "Os segmentados começaram a fazer sucesso porque atendem nichos pouco explorados por sites maiores. O Porn Tube, por exemplo, agrega um conteúdo que o YouTube rejeita: a pornografia". Veterano entre os endereços de vídeo especializados, o PornTube é um dos sites mais visitados do segmento, ao lado do YouPorn.
Na outra ponta, o GodTube reúne vídeos de sermões e ensinamentos da Bíblia sob o slogan "Broadcast Him" (transmita-O). "Sites como esse são também uma forma de conquistar audiência e anunciantes mais focados", diz Dória. "Milhares de vídeos são publicados no YouTube diariamente. Muitos sites têm o papel de selecionar esse conteúdo massivo", completa Hiro.
Kubrick repaginado
O Trailer Mash dá ainda nova roupagem a outros vídeos: reúne trailers que mudam o contexto original de filmes, como a famosa versão de "O Iluminado" que transformou o suspense de Stanley Kubrick em uma comédia à la "Sessão da Tarde", além de mash ups (trechos de dois filmes diferentes, como "Goonies" e "Piratas do Caribe", que, novamente editados, criam o trailer de um terceiro).
Mas nem tudo é entretenimento. Com vídeos instrutivos, da neurologia à psiquiatria, o Medical Video Repository é dirigido a estudantes de medicina e médicos formados. Outro exemplo é o 5 Minutes, com vídeos que ensinam ao internauta as mais diferentes empreitadas -até mesmo o passo "moonwalking" de Michael Jackson. "Essa segmentação só comprova que o YouTube foi apenas o começo. Ele é uma espécie de Napster dos sites de vídeos", diz Dória, em uma comparação com o site pioneiro de troca de arquivos.
Fonte: Folha de S. Paulo - 25/11/07
25 novembro 2007
Carro Gol, da Volkswagen, perde liderança em 8 Estados devido a preferências regionais
O Volkswagen Gol pode ser o carro mais vendido no Brasil há 20 anos, mas não são todos os brasileiros que lhe dão o título. Os paraibanos, por exemplo, compram mais Mille e Palio --ambos da Fiat-- e Celta e Classic --os dois da Chevrolet.
Isso é reflexo de uma preferência regional. "Há diferenças por poder aquisitivo", analisa Gustavo Schmidt, gerente de vendas da Volkswagen. Na cidade de São Paulo, o Fox é o líder de vendas. E ele custa R$ 3.930 a mais que o Gol.
Nos Estados onde a agropecuária move a economia, a preferência por picapes é clara. Em Mato Grosso, a Chevrolet vende mais S10 (que parte de R$ 68.812 em Cuiabá) que Celta (R$ 25.580). Saem das lojas da Toyota mais Hilux (R$ 71.490) que Corolla (R$ 56.565).
Segundo a Fiat, seus três modelos mais vendidos no Centro-Oeste são o Palio, o Mille e a Strada --exatamente por essa ser uma região com muitas fazendas. Já em Sergipe, com exceção do Ford Fiesta, todos os compactos são mais queridos na versão sedã que na hatch.
E, nas vendas de carros, é possível ver a mesma desigualdade que deteriora tanto a imagem do Brasil mundo afora.
No Ceará, o número de emplacamentos de Ford Fusion é a soma dos da Renault Scénic com os do Chevrolet Astra. O problema é que o sedã custa, em Fortaleza, R$ 82.790, enquanto a minivan parte de R$ 54.470, e o preço inicial do hatch é de R$ 48.145.
Dos 83 Eclipse que a Mitsubishi comercializou neste ano, 30 foram em São Paulo e 2 em Rondônia. É a mesma quantidade de Peugeot 307 SW, de Scénic, de Passat e de New Beetle --os últimos da Volkswagen.
Bairrismo
A Scénic mostra uma outra particularidade do mercado: onde as montadoras têm fábricas, vendem mais --por empatia do público e porque ela emplaca carros para uso próprio.
Assim, no Paraná, onde é produzida, ela continua em pé de igualdade com as outras minivans, algo que não se repete mais no resto do país.
Se o Brasil emplacou mais que o dobro de Citroën Xsara Picasso que de Scénic, no Estado, a diferença se limita a 133. A Chevrolet Zafira fica um carro atrás --os números de emplacamentos usados neste texto foram divulgados pela Fenabrave (federação das revendas).
Francisco Stefaneli, diretor de vendas da General Motors, também aponta que, nos grandes centros urbanos, tem crescido a busca por equipamentos de segurança, como os freios com ABS (antitravamento).
"São Paulo buscava mais itens de conforto e agora também busca os de segurança, mesmo em carros pequenos."
Claro que as fábricas têm ajudado. A Volkswagen criou um pacote para o Polo com airbag, ABS e EBD (distribuição de frenagem). Custa R$ 2.770, ou 46% a menos caso fossem comprados separadamente.
Na Fiat, o kit HSD ("High Safety Drive"), que inclui bolsas infláveis e freios mais eficientes, está disponível para sete modelos. Para a Idea, o valor caiu de R$ 5.055 para R$ 2.930.
Prazos maiores de financiamento ajudam toda sorte de equipamentos, pois o valor acaba diluído. Na linha VW, por exemplo, a busca pelo ar-condicionado passou de 25% em 2006 para 45% neste ano.
Fonte: Folha de S. Paulo - 25/11/07
23 novembro 2007
HP relança marca Compaq para atingir mercado de baixa renda
Com isso, a empresa passa a utilizar a marca Compaq para vender produtos mais baratos, voltados para consumidores com menor poder aquisitivo. Nesse grupo, também se encaixam aqueles comprando o primeiro computador e os que precisam de uma nova máquina apenas para uso no trabalho. Já sob a marca HP serão reunidos os computadores mais sofisticados - e mais caros - produzidos pela empresa.
Os produtos Compaq serão fabricados no país e terão preços entre R$ 799 e R$ 2.199. Para adequar o portfólio, a HP vai deixar de fabricar alguns modelos de marca própria com configuração mais baixa. A idéia é não termos produtos Compaq competindo com os HP. Queremos que as linhas fiquem em bandas diferentes de preço e configuração, completando uma a outra, disse a diretora de Computação Pessoal para o Consumidor Final da HP, Valéria Molina.
Segundo ela, a empresa vê uma grande oportunidade de aumentar seu leque de produtos utilizando melhor suas duas marcas. De acordo com a HP, uma pesquisa interna mostrou que a Compaq continua sendo uma marca forte no país, o que abriu caminho para sua volta.
Com essa nova linha, chegamos às classes A, B e C, sendo que a estratégia de vendas para as máquinas de marca HP vai se concentrar nas classes A e B, explicou. Ela insiste, porém, que o principal objetivo é oferecer um produto atraente para consumidores de primeira viagem, que nunca compraram um computador.
A executiva avalia que, já no primeiro trimestre do ano que vem, a marca Compaq represente 50% das vendas para o varejo da companhia. Para o fim do ano, essa marca pode até ser superada, dados os preços mais atraentes. Mas nosso objetivo é tentar o equilíbrio entre as duas marcas, explica.
Os produtos Compaq serão comercializados por lojas parceiras da HP e por distribuidoras, que se encarregarão de repassar os computadores a pequenos varejistas.
Embora negue que a estratégia de diversificação de portfólio seja uma resposta à liderança da Positivo no mercado brasileiro de varejo, Valéria utiliza um discurso parecido com o da concorrente para justificar o lançamento. Queremos apresentar um produto mais adequado às características e necessidades do público consumidor, diz ela, parafraseando os fatores indicados pela Positivo como o diferencial que garante a liderança no Brasil: o fato de ser nacional e, assim, compreender melhor o interesse do consumidor local do que as gigantes multinacionais como HP e Dell.
Apesar de apresentado como oficial, o retorno da marca foi ensaiado pela HP há dois meses, quando lançou um notebook de marca Compaq para o segmento. Agora, porém, teremos uma linha completa, disse a diretora. Segundo Valéria, a empresa deverá anunciar novos produtos da linha Compaq à medida que sentir a demanda no mercado. Ainda assim, descartou para o momento a introdução de produtos de mobilidade, como handhelds e aparelhos de navegação GPS, uma das últimas apostas da HP no mercado brasileiro. Para ela, esses são equipamentos mais interessantes para clientes corporativos, que fogem ao perfil de usuário pretendido para produtos Compaq.
Essa linha é para o consumidor final ou para aqueles do segmento de 'small office', como profissionais liberais, e (empresas) com até nove funcionários. Para empresas maiores, mesmo pequenas e médias, temos outros produtos mais adequados, explica.
Fonte: Valor Online - 14/11/07
Lotto quer concorrer com Nike e Adidas
De acordo com o diretor de operações da Lotto no Brasil, João Augusto Simone, a empresa enxerga na mídia espontânea gerada por essas ações a melhor forma de tornar a marca mais conhecida no País. "Não tinha sentido uma marca com foco no futebol, além do tênis, não ter presença no Brasil, o País do futebol", afirma Simone.
A empresa, que tem seus produtos fabricados e distribuídos no País pela Filon Confecções, acertou uma parceira de patrocínio de material esportivo com o Sport Clube do Recife, até 2011. "O Sport tem a maior torcida do Nordeste e é um clube muito bem administrado, com estádio próprio", ressalta Simone. A torcida do Leão da Ilha têm cerca de 1,8 milhões de fãs. A marca negocia para patrocinar também grandes equipes da região Sul e Sudeste. A meta é fechar parcerias com mais dois clubes até o final do ano.
Patrocínio de atletas
A Lotto vai investir também em patrocínio individual de atletas, como faz na Itália, com nomes como Doni, Cafu e Dida. No Brasil a marca já patrocina 16 jogadores, entre eles Fredson e André Dias (São Paulo Futebol Clube), Adaílton (Santos Futebol Clube), Sandro Goiano e Patrício (Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense) e Léo Silva (Cruzeiro Esporte Clube). A meta é da empresa é patrocinar de 35 a 40 atletas no País. Outra estratégia para promover a marca é a realização, todo ano, da Copa Lotto de Futsal Intercolegial, destinado à estudantes do ensino médio e fundamental.
No tênis, a empresa já acertou patrocínio ao Tijuca Tênis Clube e Minas Tênis Clube e negocia com outros. "A empresa sustenta o clube com material esportivo em troca de colocar a logomarca nas instalações", explica Simone. A Lotto, que planeja ainda investir em revelações do tênis nacional, vai faz aportes também na distribuição dos produtos. A idéia é contar com 500 pontos-de-venda até o fim deste ano e entre 600 e 650 até fim de 2008. Primeira marca em futebol na Itália e terceira da Europa, a Lotto faturou € 279 milhões em 2006. A empresa prevê crescimento de 14,7% em 2007, para € 320 milhões.
Fonte: Gazeta Mercantil - 16/11/07
Adidas quer superar a Nike no mercado brasileiro
A suada disputa entre a Adidas e a Nike no mercado brasileiro de calçados esportivos vai ganhar novos contornos. A empresa de origem alemã deverá fechar o ano algumas passadas à frente da rival. Seu faturamento projetado para 2007 é da ordem de R$ 1,5 bilhão. Estima-se que a receita da Nike fique em torno de R$ 1,3 bilhão.
A distância é pequena e não permite pausas para descanso. A Adidas aprovou um investimento de US$ 80 milhões para a abertura de 70 lojas próprias no país. Parceira oficial da Fifa, a empresa quer aproveitar desde já o impacto publicitário da Copa do Mundo de 2014. Vale lembrar que a Nike patrocina a Seleção Brasileira.
Este será o maior investimento da Adidas na revenda de produtos da marca em toda a sua história no país. Os artigos ficarão restritos a modelos fashion e linhas premium, o que evitará a autofágica concorrência com as tradicionais redes varejistas.
Hoje, a estrutura própria da empresa no país está restrita a quatro pontos-de-venda (duas lojas em São Paulo, uma no Rio e uma em Porto Alegre).
Fonte: Cidade Biz - 16.11.2007
Accor reposiciona sua rede Sofitel
A Sofitel lançará duas novas marcas de luxo, a Sofitel Legend, para seus hotéis de estilo mais tradicional, e Sofitel So, dirigida aos consumidores mais jovens e com um toque mais moderno. Sete hotéis da cadeia serão renovados para adotar a marca "Legend" a partir do próximo ano, enquanto o diretor-geral da Sofitel afirmou, Yann Caillère, Caillère espera abrir seu primeiro "So" em Paris no fim de 2009. O diretor da Sofitel também assinalou que a cadeia espera contar com 140 hotéis para 2010, embora seu objetivo a médio prazo seja de chegar a 250 hotéis.
Na China, a rede conta com 20 hotéis, e pretende aumentar seu negócio em cidades como Cantão, Hong Kong, Xangai e Macau. A Accor tem ao total 3.800 hotéis distribuídos por 90 países e planeja investir 2,5 bilhões de euros (US$ 3,659 bilhões) nos próximos quatro anos, dos quais 600 milhões de euros (US$ 878 milhões) serão investidos na China.
Para tornar a mudança rentável, a Sofitel se transformará em uma unidade de negócio independente dentro da Accor, mudará o sol dourado de seu logotipo por duas letras "O" entrelaçadas que simbolizam a união e baseará sua nova imagem corporativa no "toque francês".
O diretor-geral da Sofitel, Yann Caillère, explicou que no setor do luxo é necessário "algum tipo de patrimônio", por isso a nova estratégia se baseará nas "origens franceses, na riqueza e na vitalidade do luxo francês", embora tenha dito que "não com arrogância, mas com elegância".
O Globo - 19/11/07
14 novembro 2007
Absolut Vodka lança edição especial para o fim de ano
A edição limitada da bebida faz parte de uma campanha global da sueca V&S Absolut Spirits, fabricante da marca. Serão distribuídas 48 mil garrafas que estarão disponíveis em todos os supermercados e delicatessens do Brasil a partir da primeira quinzena de dezembro, ao preço médio de R$ 55,00.Fonte: Portal da Propaganda
Brasileiros valorizam responsabilidade social empresarial
Comparado ao restante do mundo, o Brasil empata com a Europa, se posicionando atrás apenas da América do Norte. O Oriente Médio foi a região com menor adesão à idéia de que o pronunciamento de um líder corporativo afeta positivamente a imagem da instituição (71%), tendo a América Latina o penúltimo lugar, com 74%. No País, o estudo foi realizado por meio de entrevistas com 800 pessoas, de 18 a 69 anos, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Brasília, de dezembro de 2006 a fevereiro de 2007.
Fonte: Portal da Propaganda
13 novembro 2007
Porto Seguro atualiza sua marca
"A atualização de sua marca faz parte dos processos de uma empresa", afirma Jayme Garfinkel, presidente do conselho da Porto Seguro. "Com esta nova marca conseguimos modernizar a imagem que nos representa, mantendo a identidade com a nossa história e evolução", completa.
A mudança exige uma complexa operação logística para realizar a troca de logos em todos os materiais da corporação, em todo o Brasil, em um curto prazo. "É ainda mais complexo em uma organização do tamanho da Porto Seguro, com escritórios em todo o Brasil e no Uruguai, mais de 1.000 veículos - entre guinchos, frota e vans de serviços -, pelaria em geral, entre outros itens", explica Fábio Luchetti, vice-presidente executivo da companhia.
Evolução da imagem
Ao ser adquirida em 1972, a Porto Seguro já tinha como símbolo a caravela, que foi preservada em todas as atualizações da marca. A partir de 1972, porém, a empresa adotou a cor azul, em substituição ao verde de sua origem.
Logística
Após a decisão da corporação pela atualização da logomarca, no prazo de dois meses foram reformulados mais de cinco mil impressos, entre formulários e materiais de divulgação. Além disso:
- Foi prevista e planejada a atualização de 114 fachadas (escritórios da matriz, regionais e sucursais);
- Mais de 1000 veículos terão os logotipos trocados, entre os quais 690 guinchos, que atendem o território nacional;
- Reformulação de site e intranet;
- Além disso, foi criado um hot-site, que foi ao ar no dia 04 de novembro.
Varejista de calçados Arezzo anuncia fusão com a concorrente Schutz
A segunda alteração é a compra de uma fatia de 25% do grupo recém-criado por parte do fundo Tarpon All Equities, da gestora de recursos Tarpon Investment Group. Além da participação acionária, o novo parceiro prevê investimentos na incorporação de concorrentes e no crescimento da companhia. O aporte total na Arezzo S.A será de pouco mais de 76 milhões de reais, incluindo a parcela a ser desembolsada futuramente na expansão da empresa. A gestora de recursos ainda passa a indicar membros do conselho administrativo da varejista
De acordo com o sócio responsável pelo private equity da Tarpon, Pedro de Andrade Faria, a fusão entre as duas companhias da família Birman não foi uma condição para o acordo, mas ele admite que as negociações para a aquisição pesaram na escolha por unir as empresas.
"Estávamos preparados para fazer o negócio independentemente da fusão, mas tentamos mostrar que o caminho correto seria esse, por razões como sinergia de negócios e escala mais significativa", explica Faria.
A fusão também permite às companhias se agruparem num esquema de guarda-chuva, comum nos grupos estrangeiros de moda. Isso facilita a aquisição de outras empresas do setor, ao estimular a segmentação dentro de uma estrutura maior - o exemplo mais conhecido desse posicionamento é o da LVHM, gigante francesa do mercado de luxo que possui marcas que atuam nos mesmos segmentos, como Louis Vuitton e Fendi, mas com produtos de características diversas.
"Não é estranho pensar que podemos atrair novas marcas, a empresa está capitalizada e tem um bom nome no mercado", afirma Pedro de Andrade Faria, da Tarpon.
Foco no mercado interno
A competição com o mercado chinês, principal reclamação do setor calçadista brasileiro, tampouco foi motivo de preocupação para a gestora de fundos. Segundo representantes da Tarpon, por terceirizar a produção e focar principalmente em gestão de produtos e varejo, a Arezzo, principal fatia da Arezzo S.A., estaria menos vulnerável à competição com o mercado externo do que as empresas de manufatura de calçados.
Embora exportem uma parcela de sua produção, a Arezzo e a Schutz têm no mercado interno sua principal fonte de renda. A primeira possui 225 lojas franqueadas e cinco unidades próprias, que garantem a venda de 4,4 milhões de pares por ano. A Schutz, por sua vez, distribui seus produtos em mais de mil pontos de venda no Brasil e envia para lojas de 50 países cerca de 30% do que fabrica. Ambas as marcas passam a ser unidades de negócio da nova empresa e a compartilhar a mesma estrutura corporativa.
O anúncio de investimento não foi capaz de valorizar as ações da Tarpon na Bovespa. No começo da tarde desta quinta-feira (8/11), os papéis da empresa registravam queda de 4,48% no mercado à vista. Além do anúncio relacionado à Arezzo S.A., no entanto, a companhia também divulgou pela manhã o seu balanço trimestral, o que dificulta avaliar o quanto a aquisição pesou no preço das ações. Arezzo e Schutz não possuem capital aberto.
Fonte: Agência Estado - 09/11/07
11 novembro 2007
Arnaldo Rabelo fala sobre marketing pessoal
Veja abaixo um trecho da entrevista:
- Arnaldo.
06 novembro 2007
Prestobarba 3 vai às ruas para incentivar a experimentação
Trazendo o conceito “um é pouco, dois é bom, três é bom demais”, toda a campanha faz referência às três lâminas do produto e, também, às três garotas-propaganda: Juliana Paes, Fernanda Lima e Cláudia Leitte.
Além de estrelarem um filme de 45”, no ar desde o início de outubro, e todo o material de ponto-de-venda, as belas vão interagir com os consumidores de maneira ainda mais ativa: comporão o júri da ação chamada “Click 3X mais atraente”.
No dia 21 de dezembro, as beldades escolherão, dentre os finalistas, o trio vencedor, que, como prêmio, viajará por conta da P&G e representará a marca Gillette Prestobarba3 como “o trio mais sedutor no Carnaval de Salvador”, com direito a abadás para curtir quatro noites no bloco da banda Babado Novo.
Para participar, o consumidor deverá acessar o hotsite e enviar três fotos, uma de cada amigo ou amiga que comporá o trio, mostrando como eles ficam mais atraentes e bem barbeados ou depiladas com Prestobarba3.
A cada semana, os próprios freqüentadores do site e uma comissão julgadora elegerão dois trios de fotos mais criativas, que serão selecionadas para a grande final. São 12 trios de fotos finalistas no total, que ganharão kits Prestobarba3, e dentre eles, um será o vencedor.
O hotsite traz ainda outras atividades interativas, além de disponibilizar todas as informações sobre o concurso, também permite criar e fazer download de papéis de parede personalizados, com fotos da campanha ao lado de Cláudia, Fernanda e Juliana, utilizando técnicas de colagem e ilustração.
A ação “Click 3X mais atraente”, que tem o objetivo de aumentar a experimentação do produto, será divulgada por meio de blitze nacional.
Além disso, de novembro a janeiro, a marca leva novamente às o Barbabus. Com três ambientes, o ônibus, que recebeu imagens das garotas-propaganda, visitará pontos-de-venda, universidades, bares e baladas das principais capitais do País, convidando as pessoas a “embarcarem”.
O objetivo é reforçar o conceito “1 é pouco, 2 é bom, 3 é bom demais” e testar o poder de atração dos jovens. No primeiro ambiente, o público, em sua maioria homens, terá a oportunidade de experimentar o novo Prestobarba3 em uma superbarbearia; no segundo ambiente, há uma cabine de fotos, para conferir o visual, antes, durante e depois do barbear e, finalmente, no terceiro ambiente, no andar superior do Barbabus, rola uma festa com as DJ e barwomen. Os passageiros poderão verificar seu nível de atração com os Tresômetros. Durante as blitze, que devem impactar cerca de 20 mil pessoas, a marca também distribuirá amostras do produto e brindes como squeezes e porta-copos.
Na saída de bares e “baladas”, os consumidores podem encontrar em seus carros uma das três beldades “esperando” por ele, pois nas ações de blitz noturna, com o Barbabus e os triciclos, promotores posicionarão sobre o vidro do carro, um painel especial com a imagem de uma das celebridades.
Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis, será possível ainda cruzar com trios de ciclistas, em bicicletas triplas, ou trios de casais, em triciclos, circulando por grandes avenidas, brincando com os consumidores e distribuindo brindes.
Em duas das principais rodovias de São Paulo, Bandeirantes e Imigrantes, a marca também promoverá a distribuição de brindes de maneira diferenciada. Promotoras estarão posicionadas em três cabines da algumas praças de pedágio entregando folhetos sobre o produto e squeezes.
Fonte: PublicidAd - 05/11/07
05 novembro 2007
Aposentaram o fogão, vender comida pronta é bom negócio
Em todas as partes do mundo as despesas das famílias com alimentação fora do lar crescem a olhos vistos. Estima-se que no Brasil o setor tenha aumentado 2 vezes e meia nos últimos 10 anos. Nos EUA, esse mercado também está em franca expansão. Afinal, por que tanta gente resolveu aposentar o fogão? A resposta é simples: mais pessoas trabalham fora, especialmente mulheres. Além de almoçar perto do emprego, esse pessoal chega cansado em casa, sonhando com distração e não com panelas.
Para você ter uma idéia, há 50 anos apenas 25% dos gastos dos americanos com alimentos, incluindo compras em supermercados, eram absorvidos por restaurantes e lanchonetes. Hoje esse total chega perto de 50%. Tem mais - segundo pesquisa do NPD Group, somente 40% dos pedidos são consumidos nas lojas. Os outros 60% são entregues nas residências e escritórios.
O fenômeno do delivery também se repete por aqui, embora em menor escala. Pesquisa realizada em 2005 pela ECD, uma consultoria especializada em food service, mostrou que 46% das vendas das redes de fast food brasileiras são encomendas para viagem. O detalhe é que 58% desses pedidos são feitos após as 19 horas. Isso significa que muita gente delega a tarefa de preparar o jantar para lanchonetes de comida rápida. Já nos restaurantes, o percentual de entrega em domicílio representa apenas 12% das refeições vendidas. Considerando que 85% dos pedidos para delivery são realizados aos sábados e domingos, fica fácil deduzir que as folgas das empregadas domésticas nas residências de melhor poder aquisitivo e o desejo das donas de casa de aproveitar melhor o fim de semana impulsionam o segmento de alimentação fora do lar.
O potencial desse mercado não passou despercebido para investidores atentos às oportunidades no Brasil. A confeitaria Brunella e a cadeia de restaurantes Viena foram adquiridas por um grupo americano e o GP Investments abocanhou 40% da rede de churrascarias Fogo de Chão. Tudo indica que negócios parecidos estão prestes a pipocar por aí, num claro sinal de que o setor deve se profissionalizar e mudar de cara rapidamente em nosso país.
Fonte: Blue Bus - 05/11/07
04 novembro 2007
Entrevista sobre Marketing Verde
Veja abaixo a matéria escrita por Vanessa.
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Pequenas mudanças que demonstram consciência ambiental
Empresas assumem postura ambientalmente correta para preservar o meio ambiente
(VANESSA MACHADO)
Desde o mês de setembro, as contas de energia da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) estão sendo impressas em papel reciclado. O consumidor, junto com a conta, recebe uma declaração da empresa explicando a mudança e informando quantas árvores serão poupadas todo mês.
Anúncios que exaltam atitudes ecologicamente corretas não são mais novidade. Diversas empresas, como o Banco Real e a Natura, já estão na onda do chamado “marketing verde” há muito tempo. Arnaldo Rabelo, consultor de marketing de Birigui, acredita que a tendência é que a questão da sustentabilidade ambiental deixe de ser um diferencial e passe a ser um pré-requisito para qualquer empresa se manter no mercado, assim como já ocorreu no passado com a preocupação com a qualidade dos produtos.
Desse modo, “as empresas têm buscado rever seus processos produtivos e o desenvolvimento de seus produtos - muitas vezes contando com consultorias especializadas - buscando fazer com que sua atuação não prejudique o meio ambiente”, explica Arnaldo. A publicitária paulistana, Marilena Lino de Almeida Lavorato, conta que muitas empresas têm departamentos exclusivos para tratar da questão da sustentabilidade ambiental, e incluem indicadores sócio-ambientais em seus balanços e relatórios.
Mas como saber se o “marketing verde”, tão em voga atualmente, não é apenas mais uma propaganda enganosa? Marilena dá a dica do Ranking Benchmarking Ambiental Brasileiro, que seleciona as melhores políticas ambientais das instituições brasileiras. “É uma iniciativa independente, séria e com credibilidade que existe há cinco anos. Se a empresa estiver no ranking, seguramente tem uma boa prática, pois foi avaliada por uma comissão técnica e não apenas se auto-intitulou como ambientalmente correta, mas abriu seu modelo gerencial e foi reconhecida como detentora de práticas de excelência”, explica Marilena.
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Consumo irresponsável
Apesar de preocupados, consumidores não levam em conta atitudes sócio-ambientais na hora das compras
(VANESSA MACHADO)
Além de qualidade e preço, os brasileiros deveriam estar mais atentos a um outro fator na hora da compra: a responsabilidade ambiental do produtor. Mas, apesar de muitas empresas estamparem em suas embalagens e propagandas ações ecologicamente corretas, uma pesquisa do Procon de São Paulo revela que 43,88% dos consumidores, apesar de preocupados com questões ambientais, mudando inclusive alguns de seus hábitos rotineiros, não levam em conta a responsabilidade sócio-ambiental do fabricante de um produto quando o compram.
Para o consultor de marketing Arnaldo Rabelo "isso é normal, porque exige uma mudança de hábitos e atitudes. Toda mudança como essa demora até se popularizar. Normalmente começa pelos formadores de opinião, os mais conscientes. A tendência é que, aos poucos, as pessoas passem a ter o chamado consumo consciente", comenta. O economista de Bauru, Reinaldo Cafeo, acredita que ainda faltam informações que levam a conscientização e avalia que o consumidor ao longo do tempo saberá diferenciar os produtos pela responsabilidade social e consciência ecológica das empresas.
Além disso, muitos produtos com preocupação ecológica, como calçados com solado de pneu e alimentos produzidos sem o uso de agrotóxico geralmente custam mais caro pois geralmente não são produzidos em larga escala. Cafeo explica que “o consumidor brasileiro, por não ter muita renda, ficou muito tempo fora do mercado de consumo e, no momento, está mais preocupado com o preço e condições de pagamento do que questões éticas na produção”, revela.