Arnaldo Rabelo
31 março 2007
OceanAir tem interesse em rotas internacionais da Varig
A Gol, no entanto, já avisou que vai pedir a prorrogação do prazo para que a empresa tenha condições de retomar as rotas. O pedido, para Ebner, não deveria ser considerado pela Anac já que, segundo ele, há empresas na fila aguardando por algumas das rotas.
Segundo Ebner, pelas regras do setor, a agência não deve prorrogar prazos se existir outras empresas interessadas nas rotas, mas sim retirar os vôos da empresa e redistribuir.
O presidente da Gol, Constantino Oliveira Junior, disse que a Varig quer retomar os destinos internacionais que deixou de voar. Entre eles, a empresa quer voltar a voar para Madri, Milão, Paris, Londres, Cidade do México, Santiago, Bogotá e Caracas.
Constantino afirmou ainda que a Varig deverá retomar parcerias com outras companhias aéreas internacionais. Ele, no entanto, não disse quais empresas ou grupo de companhias aéreas que a Varig deverá se filiar. No final do ano passado, a Varig deixou a Star Alliance, grupo que compartilhava programa de milhagem com a United Airlines, Air Canada, Lufthansa, South African Airways, Swiss e TAP Portugal, entre outras.
Gol compra a Varig, mas elas continuam independentes
As duas empresas atuarão separadas no mercado, totalizando 20 milhões de passageiros por ano, mas juntas terão cerca de 45 por cento do total transportado no país, encostando na líder de mercado TAM, hoje com 50 por cento, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
De acordo com o jornal "Valor Econômico", a TAM chegou a olhar uma eventual aquisição da Varig com interesse, mas desistiu após avaliar os riscos de assumir os entraves trabalhistas e fiscal. "É bom para o mercado manter uma outra empresa, com outra linha gerencial, fazendo a Varig ocupar um espaço diferente da Gol", disse o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi. Ele estimou em até dois meses o tempo que o órgão regulador levará para analisar a operação.
A Gol está trabalhando com tarifas promocionais com o objetivo de ampliar o mercado e popularizar o transporte aéreo no Brasil. "O consumidor brasileiro será o principal beneficiado pela promoção e terá acesso a tarifas aéreas ainda mais acessíveis. Cerca de seis milhões de passageiros, 10% do total transportado pela Gol nestes seis anos de operação, viajaram de avião pela primeira vez. Queremos aumentar significativamente esse percentual", afirma Tarcísio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços da companhia.
30 março 2007
O monitor do futuro
No vídeo abaixo há uma impressionante demonstração do equipamento.
Han abriu uma empresa para explorar seu invento, a Perceptive Pixel. Alguém duvida que ele vai fazer muito dinheiro com suas invenções?
Casas Bahia em Harvard
28 março 2007
As marcas estão nas mãos dos consumidores
Em janeiro deste ano, em uma pequena cidade alemã de 250 mil habitantes, 930 pessoas chegaram ao mesmo tempo na loja do McDonald’s e pediram 2.200 sanduíches para viagem. Imagine o problema que isso gerou. Saiu até nos jornais locais. Mas ninguém de longe ficaria sabendo disso, se não fosse pelo YouTube.
Isso foi possível porque essas pessoas combinaram a ação rápida (chamada flashmob) por celular, usando principalmente mensagens de texto. Registraram tudo em suas câmeras digitais e publicaram no YouTube. Tudo muito rápido.
Logo outros alemães viram e resolveram fazer o mesmo. Mais 10 lanchonetes McDonald's já estão na lista para outros flashmobs. Isso acabou virando um jogo entre o McDonald's e seus clientes. Nunca antes o McDonald's gerou tanta mídia espontânea com percepção positiva. E as vendas aumentaram muito. Mas repare que o McDonald's não teve que fazer nada. Esse é o marketing feito pelo consumidor!
Veremos cada vez mais desse tipo de iniciativa. O consumidor está fazendo vídeos sobre suas marcas e produtos preferidos, assim como blogs, jogos, etc.
A propriedade da marca passou das empresas para os consumidores. Com esse poder, os consumidores podem também destruir uma marca em segundos. Um exemplo aconteceu com o uso do site Nike iD, onde você pode comprar um tênis personalizado com o seu nome. Um usuário tentou comprar um tênis com a palavra “sweatshop”, que significa uma fábrica que explora seus trabalhadores, colocando-os em condições sub-humanas (lembra a China?). A Nike se negou a produzir o tênis, o que gerou uma grande polêmica e publicidade negativa para a marca.
Também há o caso de um passageiro da companhia aérea Australian Qantas, que gerou uma enorme publicidade negativa como reação ao fato da companhia não tê-lo deixado embarcar no avião com uma camiseta anti-Bush.
As empresas que compreenderem bem este novo cenário terão maiores chances de construir marcas fortes com o poder nas mãos do consumidor.
O que pode ser feito?
* Dê poder ao consumidor para que ele brinque com sua marca. O logotipo será usado de novas maneiras e em diferentes contextos. Mas se você entrar no jogo com os consumidores, eles poderão admirar mais ainda a marca. E são eles que poderão chamar a atenção para a marca.
* Monitore a sua marca não apenas por clippings de notícias, mas também pela internet. Veja o que é falado dela nas salas de bate-papo, nos blogs, no Orkut, no YouTube... Preste atenção nas novas tendências que poderão estar associadas com a sua marca. Se você detectar uma tendência interessante, envolva todos da empresa nela. Avalie o que a marca pode ganhar ao apoiar a formação de uma comunidade sobre o tema. Mas não a promova nas mídias tradicionais, nem nomeie-a “oficial”. Deixa a coisa acontecer naturalmente. Cabe aos consumidores espalhar a existência da comunidade, usando a propaganda boca-a-boca. E cabe a você encorajá-los.
* Se o “evento” gerado pelos consumidores for bem-sucedido, dê o próximo passo com um novo desafio. Não retrate a sua marca como uma entidade santa e imaculada. Ninguém acreditaria... Desenvolva uma idéia que torne a sua marca divertida, dando retorno ao desafio feito aos consumidores. Desta forma você demonstra que os ouve e se importa.
Não é fácil. Mas é o que será feito neste novo mundo que está sendo construído pela base da pirâmide.
27 março 2007
Usuários do Second Life estão insatisfeitos com as marcas
Nada menos que 72% dos entrevistados responderam que estão desapontados com as atividades das empresas no Second Life. Mais de um terço deles não tomaram conhecimento da presença de marcas nesse mundo virtual e 42% pensavam que isso era uma tendência de curto prazo, não havendo compromisso de longo prazo das marcas.
Apenas 7% consideraram que as ações online no Second Life têm uma influência positiva na imagem das marcas e no seu comportamento de compra futuro. As marcas julgadas de modo mais positivo são de hotéis e do varejo.
O foco das marcas deveria ser a construção de comunidades em torno do Second Life e buscar atender os usuários a longo prazo. As iniciativas promocionais que têm sido realizadas não têm gerado resultados de longo prazo e provocam um efeito negativo de rejeição às marcas no "mundo real".
Fonte: Advertising Lab
24 março 2007
Empresa faz 'recall' de ração para animais
A empresa canadense Menu Foods Income Fund, maior fabricante de rações para animais domésticos da América do Norte, anunciou um "recall preventivo" de 60 milhões de embalagens de rações tipo "cuts and gravy" (pedaços de carne com molho) após relatos de mortes de vários animais domésticos por falência renal.
Serão recolhidas 91 marcas (51 para cães e 40 para gatos) comercializadas em 17 dos 20 maiores varejistas dos Estados Unidos e do Canadá, o que envolve tanto as fabricadas para o próprio varejo (marcas próprias da Wal-Mart, Kroger e Safeway, entre outras), quanto as produzidas sob contrato para gigantes como Nestlé (unidade Nestlé Purina PetCare Co.), Procter & Gamble (Iams), Colgate-Palmolive (Hill’s Pet Nutrition Inc.) - as quais, por precaução, estão fazendo seu próprio recall dos lotes suspeitos, fabricados entre 3 de dezembro de 2006 e 6 de março de 2007 em duas fábricas da Menu nos Estados Unidos.
A empresa, que produz anualmente mais de um bilhão de embalagens de ração "cuts and gravy", está conduzindo uma bateria de testes para determinar as causas dos sintomas apresentados pelos animais -- letargia, vômito, icterícia e, em mais de uma dezena de casos, falência renal seguida de morte. Entre os cerca de 50 cães e gatos alimentados com os seus produtos durante os experimentos, sete morreram, disse a Menu Foods, que relacionou o timing das primeiras reclamações de consumidores à introdução de um novo ingrediente das rações (farinha de glúten), comprado de um fornecedor ainda não identificado. Dado os custos do recall (entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões), as ações da companhia caíram 26% na sexta-feira.
A Menu se comprometeu a indenizar os proprietários que perderam os seus bichos de estimação e tomou uma série de medidas para atender às dúvidas dos consumidores; além de disponibilizar um call center específico para o problema, criou uma seção especial no site corporativo com a lista completa dos produtos recolhidos, seus códigos, fórmulas e datas de fabricação.
O mercado de animais domésticos movimentou em 2006 US$ 38,5 bilhões apenas nos EUA.
Fonte: Meio&Mensagem
Steve Jobs defende o fim do sistema de proteção de direitos autorais para músicas online
Steve Jobs, CEO da Apple, publicou no dia 06/02 uma carta aberta no site da Apple sobre música digital e DRM (Digital Rights Management). No texto, Jobs elegantemente tira dos ombros da empresa a culpa sobre a polêmica do DRM e afirma que a Apple concordaria, sim, em vender música sem a restrição, contanto que as gravadoras autorizassem.
Com a extrema facilidade para se copiar e distribuir qualquer conteúdo, hoje, normas de DRM são aplicadas aos produtos (como a Apple faz com o iPod, a Microsoft com o Zune, etc) para restringir a divulgação de obras protegidas por direito autoral. É o DRM que determina quantas vezes se pode ouvir determinada música antes de ter de comprá-la novamente, com que tipos de arquivo determinado aparelho será compatível, enfim, ele determina o controle sobre as mídias.
"Como a Apple não possui ou controla qualquer tipo de música, ela precisa licenciar as canções das gravadoras, especialmente da Universal, Sony BMG, Warner e EMI, as quatro grandes que possuem 70% do mercado", explica Jobs. "Mas elas foram extremamente cautelosas e solicitaram que a Apple protegesse suas músicas de alguma forma. A solução foi criar o DRM", diz.
Depois desta breve explicação, o CEO aponta três possíveis futuros:
- Manter o sistema de DRM, o que, para Jobs, não seria um grande problema, já que, pela média, apenas 3% das músicas de cada iPod são compradas da iTunes Store;
- Compartilhar o DRM com outras empresas, o que Jobs afirma ser um risco, já que o código do DRM acabaria vazando, algo que a fabricante tem conseguido evitar desde que começou a vender músicas pela Internet, garantindo a satisfação das gravadoras;
- Abolir o DRM. Essa última, afirma Jobs, seria a melhor alternativa para o consumidor e, portanto, é a que a Apple endossa.
"Por que as gravadoras iriam concordar com a abolição do DRM? Simplesmente porque ele nunca funcionou, e talvez nunca funcione, para combater a pirataria", dispara o CEO. Ele ainda afirma que 90% do faturamento das gravadoras vem da venda de CDs, que não possuem qualquer tipo de DRM, e podem ser ripados para o computador sem quaisquer problemas. "Qual o benefício que as gravadoras têm em vender a pequena parcela restante de suas músicas com um sistema DRM atrelado? Aparentemente, nenhum".
Sobram fagulhas até para os países europeus, que têm se destacado na luta contra o DRM: "talvez os que estão descontentes com a situação atual devessem redirecionar suas energias para persuadir as gravadoras a vender suas músicas sem DRM", diz o CEO, lembrando que a Universal é 100% controlada por uma empresa francesa, a Sony é 50% controlada por uma empresa alemã e a EMI é britânica. "Convencê-las a vender suas músicas sem DRM irá criar um mercado de música com real interoperabilidade", defende Jobs. "A Apple irá aceitar isso de braços abertos".
A Apple vem sofrendo pressão na Europa para tornar a música vendida pelo iTunes compatível com outros players digitais, que não o iPod. Em janeiro, o ombudsman que protege os direitos dos consumidores na Noruega anunciou que a Apple precisa abrir o acesso à iTunes até 1º de outubro, ou sofrerá processo.
A empresa sofreu críticas em outros locais porque as canções adquiridas na loja online iTunes só podem ser executadas no iPod, e não em outros aparelhos.
A carta aberta de Steve Jobs pode ser lida, em inglês e na íntegra, no endereço http://www.apple.com/hotnews/thoughtsonmusic/
Fonte: Terra Tecnologia
21 março 2007
Coca-Cola entra no segmento de chás
Assim, incorpora ao seu portfólio mais 60 produtos, entre os quais o Matte Leão. O negócio inclui, além das marcas, as três unidades de produção localizadas em Curitiba e Fernandes Pinheiro, no Paraná, e no Rio de Janeiro.
A transação proporcionará um incremento nas opções de bebidas ofertadas pela empresa, com um total de 100 produtos. A Coca-Cola Brasil tem agora no seu portfólio chás gelados, mate, sucos, águas, refrigerantes, isotônicos, lácteos e energéticos.
Fundada em 1901, a Leão Junior tem sede em Curitiba e três fábricas com linhas seca e de produtos prontos para consumo. Os dados do balanço de 2006 comprovam o bom posicionamento da empresa no mercado e um grande potencial de crescimento. Seu faturamento aumentou 18,2% em comparação com o ano anterior, chegando a 158,9 milhões de reais, e seu volume de vendas subiu cerca de 29% no período.
A Coca-Cola Brasil decidiu pela manutenção da alta gerência da Leão Junior. Todos os fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil também deverão participar da Leão Junior.
Baixa renda, alta conectividade
O levantamento, realizado em dezembro de 2006, tem como base uma amostra de 19.830 indivíduos de todo o país. O estudo aponta que 31% dos indivíduos lançam mão do celular para envio e recebimento de mensagens. A região Sul é campeã nesta modalidade de comunicação. Cerca de 40% dos gaúchos usam o recurso em aparelhos de telefonia móvel. A região Leste (Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Estado Rio de Janeiro) vem em segundo lugar com 39% de utilização da ferramenta. A Grande Rio de Janeiro é terceira colocada (36%), no que é seguida por Centro Oeste (32%), Grande São Paulo (28%) e Norte e Nordeste (25%). O interior de São Paulo é lanterninha neste quesito. Apenas 23% dos indivíduos do rico interior paulista mandam mensagens de texto pelo celular.
A pesquisa da LatinPanel também investigou o uso de programas de mensagem instantânea como ferramenta pelos usuários de computador. Os dados mostram que 10% dos brasileiros aderiram à ferramenta que permite conversar em tempo real com os demais usuários. Neste caso, a Grande Rio de Janeiro é o mercado de maior adesão. Cerca de 15% dos indivíduos da capital fluminense são usuários do messenger. Na segunda posição surgem empatados os paulistanos (13%) e os gaúchos (13%), sucedidos por interior de São Paulo (12%), Centro Oeste (10%), região Leste (95) e Norte e Nordeste (7%).
O Orkut também tem grande presença no país. Cerca de 10,7% dos indivíduos declaram fazer parte da comunidade. Mais uma vez, a Grande Rio é destaque, com índice de 16,2%. Os indivíduos da Grande São Paulo são a segunda maior comunidade do Orkut (14,9%). Os gaúchos ficam na terceira colocação (12,4% dos indivíduos), acima de paulistas do interior (11,7%), região Leste (9,6%), Norte e Nordeste (7,3%) e Centro Oeste (7,2%).
Já as TVs por assinatura alcançam um número significativamente menor de usuários. No total Brasil, apenas cerca de 6,8% dos indivíduos têm TV à cabo. Disparada na liderança, a Grande Rio de Janeiro é a região do país com maior percentual de indivíduos com acesso ao serviço (16,6%), 8,6 pontos percentuais acima da média nacional e 4,7 pontos percentuais a mais que os 11,9% de indivíduos que assinam o produto em São Paulo, segundo no ranking da LatinPanel neste quesito.
Fonte: Consumidor Moderno
Madonna lança linha de roupas e acessórios
Madonna lançou sua linha M by Madonna, uma coleção realizada em colaboração com a rede de lojas H&M, para a qual se inspirou no seu próprio guarda-roupa. "Madonna tem uma incrível intuição para a moda", comentou Margareta van den Bosh, responsável pelo estilo das roupas da H&M.
Os artigos de M by Madonna chegarão às lojas em 22 de março, e custarão entre R$ 30 e R$ 600 (11 e 220 euros). Fundada na Suécia em 1947, a H&M possui mais de 1300 lojas em 24 países.
Veja abaixo o comercial da grife:
Google terá seu próprio telefone celular
A Google Inc., matriz do portal de buscas e serviços, está desenvolvendo o seu próprio telefone móvel, aparelho que funcionaria como celular e como um telefone via internet, aos moldes do Skype, informaram fontes envolvidas com o projeto.
O Google não comenta diretamente os rumores, que têm partido dos Estados Unidos e da Europa, de que o chamado "Google Phone" seria um aparelho de baixo custo, baseado em tecnologia VoIP (voz sobre protocolo internet, como o Skype) e com tela grande e colorida – semelhante ao celular iPhone, da Apple.
Richard Windsor, analista do setor de telefonia na corretora Nomura, de Londres, disse a clientes no final da semana passada que representantes não especificados do Google, na feira de tecnologia CeBIT, na Alemanha, confirmaram a informação de que a empresa está trabalhando em um modelo próprio de celular. "Não será um aparelho sofisticado, mas um dispositivo de massa, direcionado a levar o Google a usuários que não têm computador", disse o analista.
Simeon Simeonov, um investidor na Polaris Venture Partners, disse que "uma fonte da indústria próxima da empresa" tinha dado a informação a ele que o Google está desenvolvendo um aparelho "parecido com o Blackberry". O aparelho que Simeonov descreve pode ter recursos de chamadas pela Internet. Ele afirmou que a máquina está sendo desenvolvida pelo grupo de mobilidade do Google, que possui cerca de 100 pessoas e inclui Andy Rubin, o criador do Sidekick, um dispositivo popular que mistura funções de telefone e Internet e foi produzido por sua antiga companhia, a Danger Inc.
Reforçando as especulações, Isabel Aguilera, diretora das operações ibéricas do Google, foi citada na semana passada pelo site espanhol Noticias.com reconhecendo a existência do projeto de alguns engenheiros da empresa para a criação de um celular.
20 março 2007
Web 2.0 terá impacto decisivo sobre os negócios
Peter explicou que até o momento blogs e comunidades como o MySpace já entraram na vida dos consumidores, mas que o impacto será realmente grande nos próximos anos.
Atualmente a Web 2.0 já começou a ser utilizada como meio de divulgação e interação com os consumidores. Diversos executivos utilizam blogs para interagir com clientes, e ferramentas populares, como o Wiki (utilizado na enciclopédia virtual gratuita Wikipedia), já começam a ser comercializadas por empresas como IBM e Microsoft para interação e colaboração entre funcionários.
Um dos maiores representantes desta mudança, no entanto, talvez seja o mundo virtual Second Life, que já atraiu diversas grandes e pequenas empresas pela gigantesca possibilidade de marketing.
Para Peter, todo este movimento faz parte de uma lenta mudança no mundo dos negócios, no tocante ao provimento de produtos e serviços. "Esta é a próxima grande mudança na tecnologia. Durará 15 anos, mas são os próximos cinco anos que decidirão quais empresas prosperarão e tirarão vantagem das novas ferramentas", explicou.
Ben Verwaayen, CEO da operadora British Telecom, diz que concorda com a importância das tecnologias, mas vê desafios em colocá-las em ação. "Ele é um consultor e eu sou um CEO. Ele não precisa se preocupar com o fato de poder ir preso, caso possua uma rede comunitária em sua organização e, através dela, sejam divulgadas informações financeiras", rebateu.
Verwaayen diz que a princípio o analista está certo, mas acredita que, mesmo abertos às novas tecnologias, os líderes devem decidir qual o tempo certo, e devem ter a "habilidade de resistir ao que está na moda".
Mas outros sinais de mudanças graças à Web 2.0 já podem ser vistos hoje em dia, como no caso do banco HSH Nordbank, de Luxemburgo, que criou um blog para que seus 130 funcionários discutissem, anonimamente, as diretrizes da companhia.
Em alguns casos de companhias financeiras, a adoção de serviços da Web 2.0 precisa enfrentar barreiras como regulamentações e a necessidade de uma segurança mais restrita, o que não foi impedimento para o Nordbank. "Se você pensar primeiro em regulamentos nunca fará nada", afirmou Manfred Reif, diretor gerencial do banco.
Sondergaard disse que a maior parte dos diretores é de "imigrantes digitais", o que dificulta o entendimento das novas tecnologias. "Os nativos digitais têm 16 anos de idade, são seus filhos e filhas", declarou, acrescentando que agora é o período de testar internamente estas ferramentas, porque estes "jovens nativos" decidirão como irão querer trabalhar e com quem farão negócios no futuro.
Terra Tecnologia
19 março 2007
Pão de Açúcar investe R$ 80 mi em marketing para atrair ricos
“Queremos quebrar a barreira que aqui só se compra vinho e queijo e trazer o cliente para comprar produtos do dia-a-dia, como arroz e feijão”, salientou Heloísa Morel, diretora de Marketing da rede supermercadista.
De acordo com Heloísa, a percepção de preço é o motivo atual que impede o cliente de fazer compras regulares e de itens básicos no Pão de Açúcar. “A diferença média do preço com relação aos outros supermercados é 3% superior, mas essa não é a percepção do consumidor”, disse ela.
A executiva também afirmou que criar uma campanha publicitária diferente do restante do mercado varejista seria a única forma de conseguir afastar a percepção que os clientes têm sobre o valor dos produtos oferecidos no supermercado.
“Historicamente, a linha de comunicação com o varejo é comum. Uma propaganda começa com o recado institucional e em seguida apresenta os preços dos produtos. Nossa idéia está em nos ‘descolarmos’ da proposta básica do varejo. É dessa forma que a marca se coloca daqui para frente”, destacou Heloísa.
Para alcançar a meta da empresa, a campanha é toda enfocada no emocional, baseada na felicidade e bem-estar do dia-a-dia. A comunicação foi feita pela PA Publicidade, agência do próprio grupo de Abílio Diniz, e será vinculada nos pontos-de-venda, mídia impressa, eletrônica, Internet, televisão e rádio. O montante investido na ação está orçado em R$ 80 milhões.
No total, serão lançados sete filmes, sendo dois institucionais, um de aniversário, um de Natal e três filmes voltados para as ofertas, que entrarão em circulação até o final deste ano.
Nas lojas serão expostos cartazes com imagens de frutas e legumes com a pergunta “O que faz você feliz?” Nas revistas haverá anúncios institucionais, no rádio será divulgado um jingle e na televisão será exposto um filme de 60 segundos, dois de 30 e outro de 15. As propagandas nas mídias televisiva e radiofônica serão narradas pelo cantor Arnaldo Antunes.
A preocupação com a mudança no conceito de propaganda também faz parte da estratégia da Cia Zaffari, rede supermercadista do Rio Grande do Sul. Segundo a assessoria da empresa, todas as campanhas são institucionais. “Nós não costumamos utilizar campanhas e propaganda para fazer divulgação de preços de produtos, mas sim para demonstrar a qualidade e o atendimento da empresa”.
De acordo com a área de comunicação do Wal-Mart Brasil, a empresa destinou grande parte do tempo da propaganda de Natal ao lado institucional da companhia. Essa estratégia continuará a ser seguida em 2007.
Já a rede Carrefour informou que a empresa realiza propagandas voltadas somente às promoções e ofertas de produtos, como a propaganda de aniversário da companhia que estará em divulgação até o dia 20 deste mês, mostrando as facilidades de pagamento e os preços baixos em função da data comemorativa.
Para este ano, a rede de supermercados Pão de Açúcar espera aumentar em 5% o total faturado. No ano passado, a rede registrou faturamento acima de R$ 4 bilhões. Em 2006, o faturamento bruto do grupo chegou a R$ 16,4 bilhões — 2,1% a mais que o resultado alcançado em 2005.
A abertura de oito lojas com a bandeira Pão de Açúcar também está nos planos da companhia. “São Paulo deverá abrigar até quatro desses pontos”, disse Heloísa. No ano passado, foram inauguradas três unidades.
Atualmente, a rede conta com 155 lojas Pão de Açúcar espalhadas em nove estados brasileiros, sendo a grande maioria, 70%, localizada no Estado de São Paulo.
Brasil começa a acordar para o marketing via celular
Embora a propaganda via celular ainda seja uma promessa no Brasil, no mundo ela está crescendo.
Segundo reportagem publicada no caderno Economia & Negócios do Estadão, estima-se que este mercado movimentará US$ 14 bilhões em 2010. Neste ano, são US$ 900 milhões.
Uma das primeiras iniciativas neste sentido no Brasil aconteceu no final de 2006, por iniciativa da Fiat.
Durante dois finais de semana, o público do cinema podia escolher o final de um comercial do Idea Adventure, votando via SMS.
A apuração das mensagens era feita em tempo real e o destino do personagem era definido pelos espectadores daquela sala de cinema.
13 março 2007
Levi's enaltece o visual noturno de São Paulo


Desta vez, além de uma série de seis anúncios a serem veiculados nacionalmente nas revistas Trip, TPM, Vogue, VIP, MTV e Rolling Stone, haverá a veiculação de um filme de 30” produzido pela BBH de Londres em circuito nacional de cinemas.
As peças de comunicação mostram jovens que vestem Levi’s desvendando detalhes arquitetônicos de edifícios iconográficos do centro de São Paulo, tendo como coadjuvante a imagem de uma lua cheia em meio ao skyline da metrópole, cuja luminosidade ressalta o estilo dos produtos.
As imagens foram clicadas pelo fotógrafo Márcio Simch.
Além do Brasil, a campanha será veiculada em outros 16 países da América Latina: Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Chile, Bolívia, Venezuela, Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e México.
Volkswagen usa personagem para campanhas de pós-vendas
A AlmapBBDO criou um novo personagem que estrelará as campanhas de pós-vendas da Volkswagen, a partir de domingo, 18 de março. O ‘Dr. em Volkswagen’ é um especialista que cuidará dos carros dos clientes da montadora, levados às concessionárias.
A ação visa divulgar o novo posicionamento da montadora, que uniu as áreas de acessórios e peças originais, simplificando o atendimento aos clientes. A campanha é composta por filmes, vinheta, spots de rádio e anúncios para mídia impressa.
11 março 2007
Nova campanha da Disney tem fotos de Annie Leibovitz
A fotógrafa é conhecida pelos seus retratos de famosos e foi responsável pela foto de John Lennon nu com Yoko Ono para a capa da Revista Rolling Stone, feita no mesmo dia em que ele foi assassinado.
As imagens, montagens compostas de vários cliques e com bastante manipulação em computador, mostram cenas de histórias da Disney e fazem parte da campanha "Onde os sonhos se tornam realidade".
Scarlett Johansson aparece como Cinderela descendo as escadas do castelo enquanto o relógio bate meia-noite, com o sapato de cristal deixado para trás. A chamada diz "Onde toda história de Cinderela se torna realidade".

David Beckham faz o papel de príncipe Felipe, da Bela Adormecida, sobre seu fiel cavalo enfrentando as chamas do dragão. A chamada diz "Onde a imaginação salva o seu dia".

Beyoncé aparece como "Alice no País das Maravilhas" girando em uma chícara de chá, acompanhada do ator Oliver Platt como o Chapeleiro Maluco e do cantor Lyle Lovett como o Coelho Branco. Na chamada lemos "Onde o País das Maravilhas é o seu destino".
09 março 2007
Mulheres conquistam espaço nas estratégias de marketing
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Mulheres conquistam espaço nas estratégias de marketing
Por Mariana Oliveira
Todas as conquistas femininas no último século não foram em vão. As mulheres conquistaram espaço no mercado de trabalho, independência no lar e importância incontestável na hora da compra. Muitas empresas investem no público feminino e se destacam ao desvendar alguns dos segredos que motivam o comportamento e as motivações deste segmento.
Adquirir responsabilidades como as compras para a família transformou o público feminino em “compradoras profissionais”. Elas chegaram a este patamar em quase todos os segmentos: alimentício, vestuário, móveis, eletrodomésticos e muitos outros. Os únicos em que os homens se saem melhor são os que requerem conhecimentos técnicos, como eletrônicos, material de construção, entre outros. No entanto, elas opinam na compra, como é o caso dos carros. “Ela é como uma leoa em busca das melhores oportunidades”, garante Sônia Bittar, Diretora da área Shopper Understanding, da Ipsos, em entrevista ao site.
Familiarizada com o estudo do comportamento feminino, Sônia conta que características como o conhecimento do produto e o desapego à marca fazem com que as mulheres se destaquem em relação aos homens e se exponham mais ao mercado, o que resultou na idéia do senso comum de que elas são impulsivas. No entanto, a mulher possui características que refutam a idéia comum de impulso já que se atém a detalhes na hora da compra e a questões subjetivas. “As mulheres consomem mais, mas não significa que compram por impulso”, afirma o especialista em comportamento de compra feminino Arnaldo Rabelo em entrevista ao Mundo do Marketing.
Para conquistar o público feminino
A subjetividade da representação do consumo no ato de compra é um dos muitos segredos femininos. Andiara Petterle, pesquisadora do comportamento feminino e Diretora Executiva do site de variedades Bolsa de Mulher, explica que elas se preocupam mais com o sentido do grupo de objetos e a inserção num contexto social. A busca pela harmonia demonstra preferências homogêneas na combinação de artigos e também a preocupação com o outro. Portanto, campanhas que exploram a linguagem visual e investem no valor e imagem de um produto são bem-sucedidas.
Questões como a atenção aos relacionamentos ou uma ênfase mais emocional, assim como o poder de cuidar de múltiplas tarefas ao mesmo tempo são características valorizadas pelo público feminino. Do mesmo modo, o desenvolvimento de produtos e serviços que envolvem a opinião das mulheres alcançam melhores resultados. “As empresas não podem se comunicar de uma forma fria, mas buscar estabelecer relacionamentos”, conclui Arnaldo Rabelo ao citar casos de sucesso como Dove e Loreal.
Fonte: Mundo do Marketing
http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=563
03 março 2007
Celular com software livre será lançado este ano
Recentemente a Apple anunciou o lançamento de um inovador telefone celular, o iPhone. Estará à venda nos Estados Unidos a partir de junho, por 500 dólares. No dia 11 de setembro deste ano será lançado um concorrente de peso, com algumas diferenças fundamentais: é mais barato e inclui um software que será continuamente melhorado por milhares de programadores de todo o mundo.
A filosofia de construção colaborativa, usada no software livre (como o Linux), está por trás deste modelo de negócio. O aparelho se chama Neo1973 (o número se refere ao ano em que as comunicações móveis começaram) e faz parte do projeto OpenMoko, da empresa FIC (First International Computer). O código original do software do aparelho será liberado para desenvolvedores a partir do dia 25 de março. Programadores poderão contribuir no desenvolvimento e aperfeiçoamento do software do aparelho.
Este aparelho GSM inclui tecnologia GPS (localização por satélite) e terá 64MB de memória Flash (expansível até 2GB) e 128MB de RAM. A tela de cristal líquido, de 2,8 polegadas, é sensível a toque. Se comunica sem fio com outros aparelhos usando a tecnologia Bluetooth. Você poderá ouvir músicas no aparelho e até conectá-lo em um aparelho de som maior. O preço previsto para o aparelho no varejo é de 350 dólares. O software funcionará também em outros aparelhos.A iniciativa de software livre para celular não é a única. O software Qtopia, para aparelhos como o Greenphone e outros equipamentos de comunicação móvel (o software é multi-plataforma), também se baseia em código livre. O software do aparelho pode ser atualizado fazendo download no site da empresa e instalando através de uma entrada mini-USB. A aparelho Greenphone é um GSM tribanda, com câmera fotográfica de 1,3 megapixels, 64 MB de RAM e 128 MB de memória Flash. Sua tela de cristal líquido é sensível a toque. Neste caso, embora o software seja grátis, o aparelho é pago. Você terá muitas opções de aparelhos. O Greenphone já está à venda por cerca de 700 dólares.
02 março 2007
Isto é só Marketing
"...Não se pode, ainda, chamar virtude o matar os seus concidadãos, trair os amigos, ser sem fé, sem piedade, sem religião; tais modos podem fazer conquistar poder, mas não glória...."
Trecho de Nicolau Maquiavel, em seu livro "O Príncipe", um presente e sua introdução ao Príncipe de Veneza, Lorenzo de Médici, 1516.
Nessas andanças entre empresas, sempre trabalhando com marketing, tenho ouvido a frase que dá título a este artigo, no sentido de não ser totalmente a verdade o que se fala de produtos, serviços ou empresas, mas sim o que o público quer ouvir. Trocando em miúdos, falam-se mentiras para vender mais.
Marketing é, em grande parte, a arte de se comunicar com os diversos públicos com os quais nossos produtos e/ou empresas se relacionam, falando uma linguagem específica para cada um desses públicos. São os consumidores diretos e indiretos, os indicadores ou especificadores, os influenciadores, os pagadores e o público interno da empresa, entre outros.
Mas se marketing é também a arte de se comunicar, o que deve ser comunicado? Para se saber o que comunicar é preciso, antes de tudo, se preparar para falar a verdade, jamais enganar, jamais iludir. Marketing é a arte de falar a verdade, toda a verdade, para os públicos-alvo escolhidos. Mas é possível falar a verdade sempre? Sempre é possível, desejável e, se assim não for, é punível, pelas leis do País, pela auto-regulamentação da propaganda (Conar) e pelo afastamento do consumidor quando descobre que foi enganado, em um boca-a-boca devastador.
Marketing, se de um lado é comunicar-se adequadamente com o público, de outro é uma ciência que estuda o comportamento do consumidor, determina que características do produto ou empresa são adequadas a esse público e comunica a esse segmento de mercado, para o qual essas características, já na forma de benefícios, fazem sentido para seu estilo de vida.
Um bom exemplo é a comunicação feita nas embalagens e na publicidade de alimentos para crianças na faixa etária até os dez anos. Não faz sentido dizer para elas que o produto tem vitamina B. Isso é conversa para adultos. Não faz sentido para elas dizer que ajuda a produzir ATP, novamente linguagem de adultos, que compram por isso, mas, acreditem, compram principalmente porque as crianças querem (insistem em) "ficar fortes" e "ter energia" (radical), o que vem realmente da vitamina e da criação de ATP. Não há mentira, e sim adequação da linguagem. Os pais são responsáveis pela compra, consumidores indiretos e pagadores, enquanto as crianças são consumidoras diretas e influenciadoras.
Portanto, não se pode dizer "isso não é a verdade, é só golpe de marketing" quando a linguagem está correta, o público-alvo bem escolhido, o produto adequadamente posicionado para esse público, toda a estrutura interna pronta, todas as pessoas internas são conhecedoras da estratégia e táticas a serem utilizadas e o que se comunica é respaldado pelas características do produto ou empresa. Entretanto, alguns programas de marketing desatualizados e desatentos com a realidade acabam ficando como aqueles "reclames" (há alguns fantásticos) que falavam meia verdade ou falseavam informações, nos tempos da minha avó e acabaram por ajudar a difundir a idéia de que marketing é feio, não se deve fazer, só serve para aumentar o consumo do que não é bom. E, ainda, acaba ajudando a alardear que o que é bom não precisa de marketing.
Um exemplo do que é fundamental para a saúde humana e que precisa de intenso marketing é o uso de preservativos. Todos sabem que eles existem, mas poucos os utilizam, especialmente os mais velhos. Vocês podem imaginar que sem marketing teríamos um número muito mais expressivo de contaminação por HIV do que temos hoje. Portanto, para se garantir o uso constante e adequado do produto, marketing é de fundamental importância.
Marketing é responsabilidade, é lidar com a expectativa do consumidor, que jamais deve ser frustrada. Marketing é falar ou comunicar a verdade com a linguagem adequada ao público com o qual estamos nos comunicando. Marketing é passar confiança, confiabilidade, segurança e adequação. Há quem tenha medo e esconda a verdade, como fez a Exxon no episódio do petroleiro Exxon Valdez, que derramou óleo cru no Alasca em 1989. Como conseqüência, perdeu fortemente valor das ações, foi julgada e condenada a pagar indenizações milionárias e perdeu credibilidade, ainda não reconquistada totalmente 18 anos depois, por sucessivas mentiras e meias verdades.
Outros preferem a verdade, como a Johnson&Johnson, no episódio do envenenamento do Tylenol com cianeto, em 1982, matando pessoas em Chicago. A Johnson recolheu 32 milhões de embalagens no país inteiro em três dias, admitiu o envenenamento e que a embalagem não era inviolável. Perdeu mercado e dinheiro, mas disse a verdade. Modificou embalagens, ajudou as vítimas e, em um ano, voltava a ter 35% de participação no mercado americano como na época do episódio. Hoje o Tylenol é um dos analgésicos à base de paracetamol mais vendidos no mundo todo e a empresa continua sendo sinônimo de qualidade e credibilidade. O marketing, entendido como comunicação e ação de forma estruturada, foi fundamental para essa reconquista.
Ler Maquiavel, tanto em O Príncipe quanto em uma ressentida análise do povo francês intitulada Da Natureza dos Franceses, nos fará ter a plena consciência de que Nicoló Machiavelli jamais concordou com a frase "os fins justificam os meios". Também nos ajudará a entender a importância da verdade falada com a linguagem adequada ao público-alvo (no caso de Maquiavel, os príncipes) e com as ações planejadas e estruturadas no tempo e em função da sua cultura e estilo de vida.
01 março 2007
Oscar com jeitinho brasileiro

Enquanto alguns anunciantes optaram por pagar 1,7 milhões de dólares por 30 segundos, a empresa brasileira Alpargatas optou por uma ação mais sutil, mas não menos interessante. Todos os indicados receberam um par de sandálias exclusivas, avaliadas em 1.500 dólares. O modelo possui dez estrelas nas tiras em ouro branco cravejadas de diamantes e estrelas no solado. Martin Scorcese, Leonardo DiCaprio, Penélope Cruz e Meryl Streep foram alguns dos presenteados.
(Mariana Oliveira)
Michael Porter, estratégia e a internet
Michael Porter é professor em Harvard e um dos maiores especialistas mundiais em estratégia competitiva, tanto entre empresas quanto entre segmentos industriais e mesmo entre nações.
Em 1998 escreveu o artigo "Clusters and the new economics of competition", que fala das vantagens competitivas que empresas de um mesmo segmento industrial e de uma mesma região geográfica podem obter quando colaboram e compartilham conhecimento entre si.
Em 2001, após o estouro da bolha na internet, Porter escreveu o artigo Strategy and the Internet. Nele, explica que a internet não deveria ser considerada uma "nova economia", pois não trazia novas regras de negócios. Assim, as empresas deveriam usar a internet para complementar sua operação e desenvolver uma estratégia sólida, baseando-se nos fundamentos tradicionais. Considerou que a internet tende a tirar a rentabilidade das empresas, mas possibilita a elas estabelecer um posicionamento estratégico diferenciado.
O ponto central da argumentação de Porter nesse artigo é a sua famosa análise das 5 forças competitivas. Haveria uma predominância de ameaças: maior competitividade entre as empresas de um setor, menos barreiras para a entrada de novos concorrentes, mais poder nas mãos dos clientes e também nas mãos dos fornecedores e ainda novos produtos substitutos aos atuais.
Houve muita discussão em torno desse artigo e também algumas interpretações erradas. Porter queria mostrar que a internet por si só não é uma estratégia, mas a forma como ela é usada pode ser estratégica. As empresas "ponto-com" não são, segundo ele, um novo tipo de empresa, mas só uma nova forma de se fazer negócios. A internet pode até gerar um diferencial, mas não necessariamente sustentável, pois é facilmente copiável. A internet só faz sentido se for integrada às operações da empresa (já estabelecida no "mundo real") de forma única e inimitável.
Don Tapscott foi um grande crítico desse artigo de Porter e escreveu um outro em resposta: "Rethinking Strategy in a Networked World (or Why Michael Porter is Wrong about the Internet)". Podemos traduzir como: "Repensando a Estratégia em um Mundo Conectado (ou Por Que Michael Porter está Errado sobre a Internet)".
Os erros estratégicos de Porter seriam:
- A Internet não é uma mera ferramenta tecnológica - é um novo meio que estrutura uma sociedade relacional e uma nova plataforma econômica;
- A Internet não é a mera continuação das tecnologias de informação;
- A Nova Economia tem segmentos distintos, com níveis diferentes de potencial de lucro e com requisitos diferentes para a vantagem competitiva;
- A fase de "destruição" e consolidação da estrutura industrial (uma espécie de seleção natural) é um fato histórico normal após o estouro de uma bolha especulativa;
- Uma boa parte da "velha" economia adaptou seus modelos de negócio à internet;
- A Internet não foi adicionada como complemento, mas como elemento central que estruturou um novo modelo "híbrido" de negócio.
Pessoalmente, acredito que Michael Porter hoje faria alguns ajustes ao seu artigo original. Não li nada dele sobre a Web 2.0, sobre a qual muita gente tem uma compreensão errada (não é a "nova fase da internet", mas um modelo onde os aplicativos estão distribuídos pela rede e se aproveitam das contribuições dos usuários). Mas certamente ele continuará usando sua brilhante visão sobre estratégia na análise do que a internet está se tornando.