Arnaldo Rabelo

25 dezembro 2006

Brahma já é a 5ª cerveja mais bebida no mundo

A cerveja Brahma está tomando o mercado mundial de assalto. Como o público brasileiro pode conferir em uma campanha publicitária que já está no ar, a marca investiu no crescimento de sua atuação internacional nos últimos 18 meses. Como resultado, as vendas da Brahma no exterior aumentaram 40% somente em 2006.

Neste período, a Brahma deixou de ser a 6ª cerveja mais vendida no mundo para ocupar a 5ª colocação do ranking mundial, segundo Alexandre Macedo, gerente de marketing da marca. "Passamos a irlandesa Heineken", ressalta.

No exterior, a Brahma é vendida como marca premium e não disputa as primeiras posições do mercado, como faz no Brasil e na América Latina. "Jamais a Brahma vai concorrer com a Budweiser nos Estados Undidos. Esse jogo nós jogamos aqui, com a Antarctica e a Skol", explica Macedo. Brahma, Skol e Antarctica pertencem à gigante de bebidas Ambev.

A estratégia, acompanhada de uma ação de marketing que vende, sem exageros, a imagem do Brasil no exterior (alegria, musicalidade e criatividade) tem dado resultados. Na Rússia, em pouco mais de um ano, a Brahma tornou-se a terceira marca premium mais vendida. Tanto que a Ambev até abriu uma fábrica no país.

Atualmente, a marca Brahma está presente em 31 países. Além de mercados tradicionais, como Estados Unidos e Inglaterra, onde o Brasil tradicionalmente vende bem, Macedo destaca bons resultados em países como Ucrânia, China, Coréia e Nova Zelândia, onde a cerveja acabou de ser lançada.

Entretanto, na Bélgica, onde a Ambev tem uma fábrica para abastecer parte da Europa, o crescimento está sendo mais difícil. "Eles ainda não entendem o conceito de Brasil", diz o gerente de marketing.

Fonte: G1

Idosos são quase 10% da população brasileira e representam público importante

Em 2005, os idosos eram quase 10% da população brasileira. As pessoas com 60 anos ou mais de idade somavam 18,1 milhões ou 9,9% do total da população, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A população idosa de 70 anos ou mais chegava a 4,4% da população. O número de pessoas com 80 anos ou mais apresentou os maiores índices de crescimento entre 1995 e 2005. Eles eram 2,4 milhões em 2005 e foram beneficiados pelos avanços na área de saúde.

O crescimento da população idosa, em termos absolutos e relativos, se deve ao aumento da esperança de vida e a queda na fecundidade. A vida média ao nascer subiu 3,4 anos entre 95 e 2005.

A pesquisa constata ainda que aumentou o percentual de idosos morando sozinhos. Eles eram 11,3% em 1995 e passaram para 13,3% em 2005. No Sudeste, esse percentual entre as mulheres idosas é de 18,5%. No Nordeste, o percentual de mulheres idosas que moravam sozinhas caiu de 13,7% em 1995 para 11,7% em 2005.

Essa população representa um mercado significativo, carente de produtos e serviços específicos para atendê-los.

Havaianas, o chinelo que virou artigo de moda

Havaianas é um dos casos de sucesso mais comentados no mundo dos negócios. Fala-se da propaganda com celebridades, da mudança de posicionamento da marca e do aumento do portfólio. Mas se o chinelo de borracha é hoje o mais celebrado no mundo, deve isso a uma mudança profunda no Mix de Marketing da marca que superou a sua categoria e virou artigo de moda.

“As legítimas” começaram a ser fabricadas em 1962 pela Alpargatas. “Foi uma marca lançada para a classe média que, com o passar do tempo, todo mundo passou a usar e o resultado é que ela acabou se popularizando demais”, conta Rui Porto (foto), Diretor de Mídia e Comunicação das Havaianas em entrevista ao Mundo do Marketing.

Este era o problema. A massificação do produto, por incrível que possa parecer, levou a rentabilidade aos menores níveis nos anos 1980 e o enquadrou na categoria de commodity. Com a fabricação de um único modelo, a operação corria riscos e não seria apenas mudanças na comunicação que alteraria este cenário. A estratégia da Alpargatas para Havaianas foi provocar uma mudança drástica no mix de marketing. “Mexemos em todos os compostos de marketing”, afirma Porto.

O marco Top
De acordo com o novo posicionamento posto em prática em 1994, o primeiro passo foi criar outros modelos do chinelo. A estréia foi com a linha Havianas Top que, com novas cores e formatos diferenciados, criaram uma segmentação do produto. Em seguida, a distribuição também passou a ser focada em nichos de mercado. Cada ponto de venda recebia um modelo diferente, de acordo com seu target.

Outra mudança foi na exposição do produto no ponto de venda. Ao invés das grandes cestas com os pares misturados, criou-se um display para valorizar o produto e facilitar escolha e, claro, impulsionar as vendas. “Sabíamos que a questão do PDV era muito importante”, informa Rui Porto. “Era querer demais que o consumidor mergulhasse dentro de uma cesta para achar o produto”, ressalta.

Agora sim, com o produto certo para as pessoas certas, muda-se a comunicação. Deixa-se de falar sobre o produto (as tiras não soltam e não tem cheiro), para destacar o usuário e suas atitudes. Entre as estratégias está o patrocínio de eventos de moda e o trabalho de assessoria de imprensa e RP junto aos formadores de opinião e a imprensa. Nos anúncios para TV, jornais e revistas, as campanhas mostravam o espírito de boas coisas brasileiras com artistas famosos colocando o pé à mostra com suas Havaianas Top. Com cenas irreverentes, os comerciais fizeram com que a marca fosse querida pelas pessoas.

Marca global
O resultado, em 12 anos, é que Havaianas virou artigo de moda e a marca se colocou do lado de grandes empresas internacionais como Channel, que, aliás, vende pares de sua marca junto com a de Havaianas numa ação de co-brand. Só em 2006, 160 milhões de pares foram vendidos, dos quais 10% foram para mais de 80 países espalhados pelo mundo. E se antes era apenas um modelo que ia no pé de todo mundo, hoje são 80, dos quais metade são destinados ao exterior.

O que mantém a áurea de um simples chinelo vivo é o fato de ter se transformado em marca. “Havaianas está ligado ao estilo da moda e como hoje ela é uma marca, como Channel, estará sempre na moda”, informa Rui Porto, que vê seu produto vendido desde a farmácia da esquina até às lojas mais requintadas de Paris e Nova York.

“Muita gente quer uma fórmula mágica do sucesso, mas não existe. Não foi do dia para a noite que tudo aconteceu. Começou em 94 e demorou três anos para decolar - foi um processo”, elucida o diretor. “E isso só foi possível graças ao comprometimento com a mudança, com investimento em pesquisa sobre o consumidor e comunicação”, garante Rui Porto ao site.

(Bruno Mello)

14 dezembro 2006

Ética ao longo da cadeia de suprimentos começa a ser mais cobrada

A Tesco, Asda e Primark, algumas das maiores redes varejistas do Reino Unido, foram acusadas pela ONG War on Want de contar em sua cadeia de abastecimento com fornecedores de vestuário que pagam salários de US$ 0,09 a hora para trabalhadores em Bangladesh. As três varejistas assinaram um termo em que se comprometiam a oferecer condições de trabalho decentes e salários razoáveis para os trabalhadores ao longo da cadeia de abastecimento, mas segundo a ONG essas condições têm sido violadas consistentemente. A Tesco rebateu as acusações, dizendo que paga aos seus fornecedores acima da média do mercado bengalês e que exige que as empresas das quais adquire produtos adotem padrões éticos rígidos. Já a Asda afirmou que as fábricas que contrata em Bangladesh tambpem prestam serviços para outras marcas mundiais e que já realizou mais de 13 mil auditorias em seus fornecedores em todo o mundo para assegurar a qualidade das condições de trabalho.

13 dezembro 2006

Unilever ganha mercado seguindo desejos de consumo

A subsidiária da Unilever no Brasil já colhe os frutos da decisão que tomou no início da década de 90 de mergulhar fundo para entender os desejos dos consumidores de baixa renda, como os do Nordeste. Ao longo de alguns anos, os principais gerentes de produtos da companhia percorreram várias regiões do Nordeste. Alguns passaram dias, outros ficaram meses a fio observando hábitos em busca de sinais para compor o desenho nos novos produtos. O resultado desse esforço está hoje claramente estampado nos percentuais de participação de mercado das linhas lançadas com base naquelas investidas.

O mais notável exemplo é o detergente em pó Ala, vendido exclusivamente no Norte e no Nordeste e que se tornou um grande case de sucesso no grupo Unilever. O produto saltou de uma fatia de 0,9% de participação de mercado após o lançamento, em 96, para a atual, de 22,7%, que o coloca na posição de segunda marca mais consumida no Nordeste, perdendo só para o Omo, com 24,5% na região. Já no âmbito nacional a participação de mercado da marca Omo é de 48 %. Hoje, mercado nordestino de sabão em pó é o que mais cresce no País. Enquanto o volume expandiu-se 7% no mercado nacional em 2005, no Nordeste cresceu 8,7%. Hoje, o Nordeste representa 25% do segmento e movimentou R$ 2,5 bilhões em 2005.

11 dezembro 2006

Venda pela internet para a Classe C crescerá

A popularização do computador, que está ganhando força no Brasil graças à redução no preço dos equipamentos, terá impactos na venda de produtos por meio da Internet. Nos próximos anos, a participação da classe C promete turbinar o volume de transações comerciais eletrônicas, que devem crescer cerca de 44% ao ano até 2010.

Para aproveitar a entrada dos consumidores de menor poder aquisitivo no rol de clientes, as lojas virtuais terão que se preparar.

- A oferta de produtos precisa ser mais variada, para atender consumidores com diferentes necessidades, interesses e volume de renda disponível - explica Stelleo Tolda, diretor-presidente do Mercado Livre.

O ingresso de empresas que ainda não atuam nesse segmento, como Casas Bahia e Wal-Mart, deve acompanhar o movimento de maior crescimento do comércio eletrônico entre o público de menor poder aquisitivo, destaca José Guilherme Pierotti, diretor comercial do site BuscaPé.

O Brasil tem um grande potencial a ser trabalhado pelas empresas que oferecem seus produtos online, concordam os especialistas. Segundo Tolda, existem hoje 30 milhões de internautas no país, o que representa apenas 15% da população. Desse total, apenas 6 milhões compram pela Internet. O mercado faturou US$ 2 bilhões este ano, valor que deve chegar a US$ 6 bilhões no fim da década, afirma. Uma tendência é a concentração das empresas que atuam na área. A exemplo da união da Americanas.com e Submarino, outros devem se juntar para enfrentar a concorrência internacional.

(Zero Hora)

09 dezembro 2006

Designer de inovação

Com o aumento da competitividade e da comoditização dos produtos e serviços, o design de embalagens e rótulos tornou-se uma boa ferramenta de conquista de consumidores nas gôndolas. Dessa tendência, uma nova profissão surgiu. Ela une o design com os negócios e cria uma nova abordagem em relação à gestão da inovação nas empresas.

''O design está evoluindo para um novo campo: o design innovation. Focado em experiências do consumidor como interação, informação, produtos, ambientes e serviços exclusivos'', explica Lincoln Seragini, designer, consultor sobre embalagens e professor.

O cargo ainda não tem nome definido, mas esse conceito tem o respaldo em um outro tema que vem sendo discutido faz algum tempo: a experiência total de marca. As relações do consumidor no que diz respeito à marca vão além dos produtos e serviços que a empresa oferece. Há um valor emocional e aspiracional. ''Principalmente nas classes médias e baixas existe um conceito de marcas sociais. As pessoas querem comprar das líderes de mercado para mostrar que podem'', esclarece Seragini.

As empresas que têm esse foco de alinhar negócios com design precisam estar preparadas para esse novo consumidor e devem mensurar bem os riscos das inovações. No início deste ano foi lançada uma embalagem da Nescafé, na Inglaterra, que tinha uma válvula que esquentava o café na própria lata, pronta para o consumo. Uma boa idéia e uma grande inovação tecnológica, mas não deu certo. ''O preço dessa inovação não valeu a pena para o consumidor e o produto não decolou'', explica Marcio Pinheiro, da Nestlé.

Outro movimento que aparentemente não está mais decolando é a substituição do vidro para embalagens PET, de produtos como maionese e requeijão. É a opinião de André Liberali, diretor da divisão DVO da Saint-Gobain. ''A composição dos produtos teve que mudar para se adaptar às novas embalagens e já estou recebendo informações de algumas empresas que dizem que esse não é mais um case de sucesso'', afirma.

MTV deixa de apresentar apenas videoclipes e migra para outros meios

A MTV Brasil vai deixar de exibir apenas videoclipes. Nascida há 16 anos justamente para exibir as versões visuais das músicas de sucesso, a emissora considera que o formato deixou de fazer sentido para a televisão.

Programas que só passam videoclipes, como o Disk MTV ou o Chapa Coco, vão sair da grade em 2007. "É um formato que está cada vez mais ligado ao mundo digital", diz Zico Góes, diretor de programação. Eles só irão ao ar se estiverem dando suporte a alguma atração. "Quando surgimos, em 1990, não havia outro lugar para assistir a videoclipes, e a programação era 90% baseada neles. Hoje, há uma abundância de opções."

O fato é que o clipe migrou da televisão para o computador e a MTV acompanhou esse movimento. Em setembro, a emissora lançou no Brasil o Overdrive, um site feito exclusivamente para usuários de banda larga que conta com 7 mil clipes musicais (até o fim do ano serão 12 mil), além de material produzido pelos próprios espectadores.

"A MTV deixa de ser um canal de televisão e passa a ser um canal", diz Góes. A idéia é se relacionar com o público de maneira múltipla, bem ao estilo do jovem do século XXI. Além da emissora em UHF, do Overdrive, do site tradicional e da revista MTV, a emissora prepara o lançamento da Rádio MTV, em janeiro.

O diretor geral do canal, André Mantovani, disse que as negociações para a compra de espaço numa rádio paulistana estão em estágio avançado. "Só falta assinar o contrato." O executivo não disse quanto tempo de programação da emissora será ocupada pela MTV. A idéia ganhou força após as transmissões do VMB 2006 pelas emissoras 89 FM, de São Paulo, Oi FM, do Rio de Janeiro, e Atlântida FM, de Porto Alegre. A intenção da MTV, no entanto, não é atuar por meio de parceria, e sim ter um endereço próprio no dial.

"O que eu posso dizer é que queremos provocar o mesmo efeito, no rádio, que a chegada da MTV provocou na televisão, em 1990. As pessoas vão ouvir e nos identificar imediatamente".

Mantovani disse que 2006 foi um ano de crescimento, embora a emissora tenha sido atrapalhada pela Copa do Mundo e pelas eleições. "É natural que as verbas migrem para canais que estejam relacionados a esses acontecimentos. Mas nossa equipe comercial ralou bastante e fechamos o ano com crescimento de 9% em faturamento".

A audiência dentro do público-alvo (jovens de 15 a 29 anos) cresceu 12%, segundo ele. Para 2007, ele prevê um avanço ainda maior, pois o mercado volta "ao normal" sem Copa do Mundo e eleições.

05 dezembro 2006

Responsabilidade social é fator-chave na reputação das empresas

De acordo com o Monitor de Reputação Empresarial 2006, estudo realizado anualmente no Brasil pelo instituto de pesquisa Market Analysis, aspectos vinculados às políticas de responsabilidade social e ambiental das empresas são os principais fatores que influenciam o conceito corporativo aos olhos dos consumidores. Para 43% dos entrevistados, a impressão que eles formam das grandes corporações está relacionada com ações e iniciativas de impacto na sociedade e no meio ambiente. Em segundo lugar, aparece o fato de que 26% dos pesquisados destacam a qualidade dos produtos/serviços e a imagem na mídia. Já 24% analisam aspectos vinculados à saúde financeira da companhia e sua contribuição para economia e geração de empregos no País. Outras influências como o tipo de propaganda divulgada ou a disponibilidade posterior à venda somam 7% das citações.

Anvisa discute regras para propaganda de bebidas alcoólicas

No dia 04/12/06 a Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) realizou audiência pública para discutir o texto final da resolução que institui novas regras para a propaganda comercial de bebidas alcoólicas. Pela proposta, as propagandas de bebidas a partir de 0,5 graus Gay Lussac (GL), como as cervejas, não poderão sugerir o consumo com cena, ilustração, áudio ou vídeo que apresente a ingestão do produto, nem associar o efeito do consumo a estereótipos de sucesso e integração social. Também não poderão usar recursos gráficos e audiovisuais do universo infanto-juvenil, nem induzir o consumidor a se comportar de forma nociva à sua saúde e segurança.

As propagandas de bebidas com teor alcoólico acima de 13 graus Gay Lussac (GL), como conhaques, cachaças e uísques - permitidas em rádio e TV apenas das 21h às 6h - não poderão associar o consumo à prática de esportes, celebrações ou à condução de veículos. Também estão vedadas as associações com idéias de êxito ou sexualidade e o uso de imperativos que induzam ao consumo, como "experimente!", "beba!" ou "tome!".

Nas propagandas de bebidas - qualquer que seja o teor alcoólico - será obrigatória a inserção de mensagens de advertência sobre a dependência física, psíquica e química decorrente do consumo.

As mensagens também deverão informar que o consumo é causa, dentre outros fatores, de inúmeras doenças e acidentes no trânsito. Os modelos de advertência deverão ser veiculados em todos os meios de comunicação, inclusive na mídia exterior, internet e cinema. O objetivo da normatização é assegurar ao consumidor o direito a informações claras e ostensivas sobre os produtos, além de ser mais um instrumento para prevenir e reduzir o uso nocivo de álcool.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é um dos países que mais consomem álcool no mundo. De acordo com o II Levantamento Domiciliar sobre Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, promovido pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), em 2005, e apresentado no último dia 24, nas 108 cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes, 12,3% das pessoas com idades entre 12 e 65 anos são dependentes de bebidas alcoólicas. O primeiro levantamento indicava um total de 11,2% dependentes. Os dados também apontam o aumento do consumo de álcool em faixas etárias cada vez mais precoces. O número de dependentes na faixa de 12 a 17 anos, em 2001, era de 5,2%, contra 7% em 2005.

Ao traçar o 1º Padrão de Consumo de Bebidas Alcoólicas no Brasil, em que 3 mil pessoas foram ouvidas em 143 cidades do país, o Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constatou que 96% dos entrevistados apóiam as restrições às propagandas de bebidas alcoólicas. O estudo também apontou para a redução na idade que se inicia o consumo do álcool, atualmente por volta dos 14 anos. Nos Estados Unidos da América, cientistas da Universidade de Connecticut analisaram a relação entre o consumo de álcool entre jovens e o dinheiro gasto em publicidade, com base em dados divulgados pela indústria. Para cada anúncio novo por mês, o consumo de bebidas aumentava em 1%.

Em novembro de 2005, a Anvisa colocou em Consulta Pública a proposta de regulamentação da propaganda de bebidas alcoólicas. Durante 120 dias foram recebidas 157 contribuições de vários segmentos da sociedade. Destas, 58 apoiavam a regulamentação da propaganda dos produtos e 51 se manifestavam a favor da proibição total das propagandas de bebidas que contenham álcool em sua formulação.