O Brasil ocupa a quarta posição entre os países de maior consumo de cosméticos do mundo, perdendo apenas para as grandes potências Estados Unidos, Japão e França. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisas – Euromonitor 2005, a tendência é que em dois anos, o país alcance o terceiro lugar.
Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) indicam que o setor apresentou um crescimento médio, sem considerar a inflação, de 10,7%, nos últimos cinco anos, passando de um faturamento líquido de 7,5 bilhões de reais, em 2000, para 15,4 bilhões de reais em 2005.
De acordo com a pesquisa, a crescente participação da mulher brasileira no mercado de trabalho, o aumento da produtividade, decorrente da utilização de tecnologia de ponta, os constantes lançamentos de novos produtos no mercado e o aumento da expectativa de vida, estão entre os principais fatores que têm contribuído para o crescimento do setor.
Arnaldo Rabelo
12 junho 2006
11 junho 2006
Bolhas dos pés de Ronaldo ferem a imagem da Nike
Poucas vezes bolhas nos pés de um jogador de futebol causaram tanto furor. Mas não se tratava de pés quaisquer. Eram os pés de Ronaldo, o Fenômeno. Nem de um momento qualquer. As tais bolhas apareceram às vésperas de uma Copa do Mundo. E, para piorar, foi a própria vítima das feridas tão incômodas que apontou a vilã do episódio: “É uma chuteira nova. Acho que veio com uma costura que não tinha”, disse Ronaldo aos microfones da Rede Globo, durante o amistoso contra a Nova Zelândia, no dia 4. Naquele momento, cerca de 20 milhões de pessoas que assistiam ao jogo viram um dos mais importantes garotos-propaganda da Nike dar um pontapé na patrocinadora ao falar mal do produto que ele deveria promover.
Foi mais ou menos como se o garoto-Bombril declarasse que as panelas de sua casa estão riscadas por causa da esponja de aço. A Nike, certamente, não achou graça do episódio, nem das piadinhas e menos ainda das dezenas de páginas de jornais e revistas sobre o assunto que se seguiram, a semana toda, no mundo todo. Sobraram fotos de Ronaldo de chinelos, closes da bolha... Porém, não subestime a ginga da maior empresa de artigos esportivos do mundo para driblar essa saia — ou chuteira — justa. Entre as táticas de defesa, a Nike chegou a dizer que a crítica do “cliente” ajudaria a aperfeiçoar o produto. É que as tais chuteiras, do modelo Mercurial Vapor III, são desenvolvidas em conjunto com o craque. Ele diz o que ajustar, onde alargar, etc. Mas até que ponto a imagem e a credibilidade da Nike ficam tão feridas como os pés de Ronaldo? E o que fazer para cicatrizar essas chagas?
Mas até que a Nike agiu bem quando se viu no olho do furacão. A sua estratégia para contornar a má repercussão das declarações de Ronaldo seguiu a cartilha: ela se manifestou rapidamente. A empresa disparou comunicados e mandou um representante à concentração da Seleção, em Königstein (Alemanha), para responder à enxurrada de perguntas da mídia. “Foram dias difíceis, mas acho que passaram”, disse em Munique, Ingo Ostrovski, diretor de comunicação da Nike, o homem que acompanha a Seleção. Ingo admite que a história foi ruim para a Nike, mas de modo algum irreversível. “Esporte é assim”, resume.
Especialistas em marketing esportivo concordam. “Talvez o pessoal da Nike tenha se chateado internamente com o acontecido. Mas, ao associar a marca a jogadores de futebol, eles sabem dos ricos de o atleta sofrer uma contusão usando a chuteira deles”, afirmou Tom Webb, diretor da Bell Pottinger, empresa britânica que coordena patrocínios esportivos. “A grande sacada da Nike é tentar associar a marca ao estilo de vida do jogador mais que a seu desempenho dentro de campo”, acrescenta. Além disso, em um evento do tamanho de uma Copa do Mundo, a Nike conta com mais um ponto a seu favor: o enorme volume de notícias diárias. “Futebol é muito dinâmico”, diz Voltolini. “As bolhas serão esquecidas.” Provavelmente, ainda é cedo para medir as conseqüências deste problema dos pés de Ronaldo à imagem da Nike.
(Isto É Dinheiro)
Foi mais ou menos como se o garoto-Bombril declarasse que as panelas de sua casa estão riscadas por causa da esponja de aço. A Nike, certamente, não achou graça do episódio, nem das piadinhas e menos ainda das dezenas de páginas de jornais e revistas sobre o assunto que se seguiram, a semana toda, no mundo todo. Sobraram fotos de Ronaldo de chinelos, closes da bolha... Porém, não subestime a ginga da maior empresa de artigos esportivos do mundo para driblar essa saia — ou chuteira — justa. Entre as táticas de defesa, a Nike chegou a dizer que a crítica do “cliente” ajudaria a aperfeiçoar o produto. É que as tais chuteiras, do modelo Mercurial Vapor III, são desenvolvidas em conjunto com o craque. Ele diz o que ajustar, onde alargar, etc. Mas até que ponto a imagem e a credibilidade da Nike ficam tão feridas como os pés de Ronaldo? E o que fazer para cicatrizar essas chagas?
Mas até que a Nike agiu bem quando se viu no olho do furacão. A sua estratégia para contornar a má repercussão das declarações de Ronaldo seguiu a cartilha: ela se manifestou rapidamente. A empresa disparou comunicados e mandou um representante à concentração da Seleção, em Königstein (Alemanha), para responder à enxurrada de perguntas da mídia. “Foram dias difíceis, mas acho que passaram”, disse em Munique, Ingo Ostrovski, diretor de comunicação da Nike, o homem que acompanha a Seleção. Ingo admite que a história foi ruim para a Nike, mas de modo algum irreversível. “Esporte é assim”, resume.
Especialistas em marketing esportivo concordam. “Talvez o pessoal da Nike tenha se chateado internamente com o acontecido. Mas, ao associar a marca a jogadores de futebol, eles sabem dos ricos de o atleta sofrer uma contusão usando a chuteira deles”, afirmou Tom Webb, diretor da Bell Pottinger, empresa britânica que coordena patrocínios esportivos. “A grande sacada da Nike é tentar associar a marca ao estilo de vida do jogador mais que a seu desempenho dentro de campo”, acrescenta. Além disso, em um evento do tamanho de uma Copa do Mundo, a Nike conta com mais um ponto a seu favor: o enorme volume de notícias diárias. “Futebol é muito dinâmico”, diz Voltolini. “As bolhas serão esquecidas.” Provavelmente, ainda é cedo para medir as conseqüências deste problema dos pés de Ronaldo à imagem da Nike.
(Isto É Dinheiro)
10 junho 2006
O caso do café da Colômbia
O Brasil tem tradição em café há séculos e é o maior exportador mundial do grão (cerca de 1 bilhão de dólares por ano). O Brasil é o 2º país do mundo em consumo de café (bebida). Seria de se pensar que o Brasil tenha todas as condições para ser reconhecido mundialmente pela qualidade do grão de café, para ter a maior rede de cafeterias do mundo e por saber preparar o melhor café.
No entanto... O mundo considera que o café em grão com a melhor qualidade é o colombiano (eram, até recentemente, o 2º maior exportador). A maior rede de cafeterias do mundo é americana, a Starbucks. E quem sabe preparar o melhor café é o italiano...
Mas como brigar no mercado pela liderança com um produto tão indiferenciado?
Caso Starbucks
Baseado no princípio de fornecer aos clientes momentos agradáveis enquanto apreciam café, investindo na ambientação, na qualificação dos funcionários e na qualidade dos serviços prestados, a Starbucks tem hoje mais de 2.000 lojas, em mais de 30 países. Em 2000 a Starbucks faturou mais de US$ 2 bilhões e recentemente foi considerada pela revista Interbrand Magazine como uma das 25 maiores marcas globais do século 21. Detalhe: não faz propaganda em massa...
Café da Colômbia
O Brasil já foi responsável por 80% da produção mundial do café. Hoje sua cota é de cerca de 30%.A Colômbia conquistou mercado introduzindo conceitos de qualidade e dando maior atenção à diferenciação do produto, explorando internacionalmente a faixa gourmet (com qualificação ótima ou excelente).
A Associação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia criou a marca “Café de Colômbia” e vem investindo em campanhas de comunicação de marketing há mais de 40 anos. Para a comunicação, a agência americana DDB criou os personagens Juan Valdez, o tradicional camponês, e sua mula Conchita, os quais tornaram o café colombiano mundialmente famoso. Veja a campanha em: http://www.juanvaldez.com/menu/advertising/ads/spanish-nogracias.html
O personagem Juan Valdez e a mula Conchita apareceram há poucos anos em uma cena do filme americano O Todo Poderoso, com o comediante Jim Carrey. Foi uma ação de merchandising via Hollywood para reforçar o consumo do café colombiano nos Estados Unidos. A Colômbia costuma investir cinco vezes mais que o Brasil em campanhas de marketing. O investimento nacional nessas campanhas é ainda pequeno, por volta US$ 8 milhões ao ano para os cafés especiais. US$ 40 milhões por ano são investidos pela Colômbia em marketing. O próximo passo é a expansão da rede Juan Valdez Café, que a associação colombiana começou nos Estados Unidos...
No entanto... O mundo considera que o café em grão com a melhor qualidade é o colombiano (eram, até recentemente, o 2º maior exportador). A maior rede de cafeterias do mundo é americana, a Starbucks. E quem sabe preparar o melhor café é o italiano...
Mas como brigar no mercado pela liderança com um produto tão indiferenciado?
Caso Starbucks
Baseado no princípio de fornecer aos clientes momentos agradáveis enquanto apreciam café, investindo na ambientação, na qualificação dos funcionários e na qualidade dos serviços prestados, a Starbucks tem hoje mais de 2.000 lojas, em mais de 30 países. Em 2000 a Starbucks faturou mais de US$ 2 bilhões e recentemente foi considerada pela revista Interbrand Magazine como uma das 25 maiores marcas globais do século 21. Detalhe: não faz propaganda em massa...
Café da Colômbia
O Brasil já foi responsável por 80% da produção mundial do café. Hoje sua cota é de cerca de 30%.A Colômbia conquistou mercado introduzindo conceitos de qualidade e dando maior atenção à diferenciação do produto, explorando internacionalmente a faixa gourmet (com qualificação ótima ou excelente).
A Associação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia criou a marca “Café de Colômbia” e vem investindo em campanhas de comunicação de marketing há mais de 40 anos. Para a comunicação, a agência americana DDB criou os personagens Juan Valdez, o tradicional camponês, e sua mula Conchita, os quais tornaram o café colombiano mundialmente famoso. Veja a campanha em: http://www.juanvaldez.com/menu/advertising/ads/spanish-nogracias.html
O personagem Juan Valdez e a mula Conchita apareceram há poucos anos em uma cena do filme americano O Todo Poderoso, com o comediante Jim Carrey. Foi uma ação de merchandising via Hollywood para reforçar o consumo do café colombiano nos Estados Unidos. A Colômbia costuma investir cinco vezes mais que o Brasil em campanhas de marketing. O investimento nacional nessas campanhas é ainda pequeno, por volta US$ 8 milhões ao ano para os cafés especiais. US$ 40 milhões por ano são investidos pela Colômbia em marketing. O próximo passo é a expansão da rede Juan Valdez Café, que a associação colombiana começou nos Estados Unidos...
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