Arnaldo Rabelo

31 maio 2006

Redes Sociais Online

As redes sociais online, como o Orkut, o MySpace, o YahooGroups, a Wikipedia, o novo TagWorld ou mesmo ferramentas de publicação de conteúdo como os blogs estão tendo impacto sobre como os negócios são feitos. As empresas estão mudando a maneira de se comunicar, de tomar decisões, de desenvolver e vender seus produtos, porque o crescimento de novas ferramentas permite às pessoas se expressarem mais facilmente online.

Novas bandas de música têm se lançado através de redes como o MySpace e têm conseguido público suficiente para negociar grandes contratos com gravadoras. Essa rede conseguiu em 2 anos e meio nada menos que 72 milhões de usuários! As pessoas não estão interagindo apenas com o computador ou com informação, mas com outras pessoas.

Este público representa uma audiência segmentada para anunciantes. Eles fornecem informações detalhadas para os profissionais de marketing. Se o seu produto é bom, eles ajudarão a construir a fidelidade de uma legiãon de fãs. Se o produto é ruim, eles reclamarão aos quatro ventos até que você faça alguma coisa a respeito. Eles têm se organizado de modo a pressionar multinacionais e governos.

As redes sociais online não têm sido só um lugar interessante para anúncios, mas para encontrar boas idéias, para construir marcas baseado em indicações boca-a-boca e um lugar para encontrar novos talentos. Um fenômeno interessante é que ao invés de produzir material para um público específico, as redes têm permitido que seus usuários criem o conteúdo que os interessa. Os consumidores não são mais passivos. Agora é fácil para eles conseguir informações que interessam sobre empresas, produtos e marcas, e publicar suas opiniões a respeito.

Os profissionais de marketing, embora interessados no assunto, ainda não estão planejando seu uso a curto prazo. Se o público deles for usuário de internet, especialmente de banda larga, deve ser impactado pelas redes sociais.

Franqueado considera marca maior benefício

Cerca de 59,6% dos franqueados brasileiros consideram o valor da marca o principal benefício ao investir numa franquia. Já entre os franqueadores, 38% apontam que o fortalecimento de um nome é a principal vantagem em introduzir esse modelo de negócio. Os dados fazem parte do estudo 'Franquia Empresarial no Brasil: Relacionamento Franqueador - Franqueado', divulgado nesta terça-feira (30/05) pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Na pesquisa foi mostrado que, além das questões relacionadas à marca, 18,5% dos franqueados apontam que ter um negócio com reconhecimento de mercado é uma chance a mais de obter sucesso. Entre os franqueadores, 30% acreditam que a rapidez na expansão dos negócios é a principal vantagem de investir no setor. Mas, apesar de 82,5% dos franqueados se dizerem satisfeitos ou muito satisfeitos com seus negócios, diversos problemas foram levantados por ambas as partes.

Para os franqueados, a falta de apoio em ações promocionais (90%), a baixa flexibilidade (27%) e a autonomia (19%) são as maiores dificuldades. Entre os franqueadores, 40% apontaram o risco de perda de padronização como um entrave. Neste quesito, o grande problema está na atualização do franqueado: apesar de 82% participarem dos treinamentos oferecidos pelo franqueador, 58% não fazem consultas aos manuais da empresa.

TV interativa

Um dos maiores impactos da TV de alta definição na área de marketing é o fato de ser digital e, assim, interativa. Nos Estados Unidos já começam a ser transmitidos os primeiros comerciais de TV interativos, incluindo marcas como Ford e Lexus.

Esta interatividade também acontece com os produtos que aparecem dentro de um programa (product placement). Os telespectadores podem usar seu controle remoto para obter maiores informações sobre os produtos mostrados, podendo converter anúncios diretamente em vendas. Um consumidor melhor informado sobre o produto tem maiores chances de efetuar a compra.

30 maio 2006

Profissionais de marketing estão cada vez mais jovens

Os profissionais executivos de marketing estão cada vez mais jovens. De acordo com dados da Pesquisa sobre Perfil dos Profissionais de Marketing, divulgada na última terça-feira (23/05/06) pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e pela Toledo & Associados, a idade média daqueles que ocupam cargo de chefia na área varia entre 25 e 39 anos. Nas décadas de 80 e 90, a faixa etária era de 40 a 49 anos.

Algumas empresas têm buscado profissionais mais jovens até pelos salários mais baixos. Muitas vezes os departamentos de marketing são responsáveis pela implementação das ações da área, mas não têm pessoal com experiência nem tempo disponível para se dedicarem ao desenvolvimento de estratégias e planejamento de longo prazo. Isto pode representar um risco para as empresas. Uma solução é contar com profissionais externos que se dedicam exclusivamente a estas áreas, complementando e apoiando a equipe interna.

Objetivos do blog

Este blog foi criado com o objetivo de discutir tópicos relevantes em marketing. Notícias, metodologias e orientações estratégicas na área serão publicadas. Fique ligado!